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terça-feira, 28 de maio de 2013

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Método de Leitura Diária da Bíblia

Orientações:
1. Leia a Bíblia todos os dias. Sem exceção. ... quando tiver vontade e quando não tiver também! É como remédio: Com ou sem vontade, tomamos...
2. Tenha um horário fixo para o estudo; Tempo: 30/40 minutos (recomendado).
3. Vá marcando na Bíblia as passagens que julgar importantes... (use canetas marca-texto ou coloridas)
4. Faça tudo em espírito de oração. Esteja atento às moções de Deus. Aprenda a escutá-Lo.

O Diário: Tenha um caderno ou fichário para as anotações diárias, e relacione nele o que você encontrar no texto ou conclusões tiradas, discriminando:

1. Promessas de Deus: relacione os versículos onde Deus nos promete algo. Ex: Mt 18,20: ”Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou no meio deles”.
2. Ordens de Deus: Ex: Mt 28,20: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações....”
3. Princípios eternos: Ex: 1Tm 6,7: “Porque nada trouxemos a este mundo, como tampouco nada poderemos levar”.
4. Mensagens: Escreva a mensagem que Deus inspirou para você, no texto lido.
5. Prática: É a parte mais pessoal. Anote aqui como a mensagem de Deus pode ser aplicada hoje, concretamente em sua vida.

A Sequência:

Não é aconselhável ler a Bíblia na ordem em que está escrita. Por isso propomos um plano de leitura de modo a facilitar o seu crescimento e aprendizagem. Siga a ordem:

Novo Testamento(27 livros)


01. 1ª Carta de São João (Leia 2 vezes)

02. Evangelho de São João
03. Evangelho de São Marcos
04. Carta aos Gálatas
05. Efésios
06. Filipenses
07. Colossenses
08. 1ª e 2ª Tessalonissenses
09. 1ª e 2ª Timóteo
10. Tito
11. Filêmon
12. Evangelho de São Lucas
13. Atos dos Apóstolos
14. Carta aos Romanos
15. Evangelho de São Mateus
16. 1ª e 2ª Carta aos Coríntios
17. Carta os Hebreus
18. Carta de São Tiago
19. 1ª e 2ª Carta de São Pedro
20. 2ª e 3ª Carta de São João
21. Carta de São Judas
22. Apocalipse
23. 1ª Carta de João (3ª vez)
24. Evangelho de São João (2ª vez)

Antigo Testamento(46 livros)


25. Gênesis

26. Êxodo
27. Números
28. Josué
29. Juízes
30. 1º Samuel
31. 2º Samuel
32. 1º dos Reis
33. 2º dos Reis
34. Amós
35. Oséias
36. Isaías(Cap 1-39)
37. Miquéias
38. Naum
39. Sofonias
40. Habacuc
41. Jeremias
42. Lamentações
43. Ezequiel
44. Abdias
45. Isaías(40-55)
46. 1º Crônicas
47. 2º Crônicas
48. Esdras 49. Neemias
50. Ageu
51. Zacarias
52. Isaías(56-66)
53. Malaquias
54. Joel
55. Jonas
56. Rute
57. Tobias
58. Judite
59. Ester
60. Provérbios
61. Eclesiástico
62. Cântico dos Cânticos
63. Livro de Jó
64. Eclesiastes
65. 1º Macabeus
66. 2º Macabeus
67. Baruc
68. Daniel
69. Sabedoria
70. Levítico
71. Deuteronômio

Para além de uma visão eurocêntrica da Igreja

Entrevista com Timothy Radcliffe

 Extraído de http://www.ihu.unisinos.br/noticias/520458-para-alem-de-uma-visao-eurocentrica-da-igreja-entrevista-com-timothy-radcliffe acesso em 27 maio 2013.
"Precisamos mais do que nunca da vitalidade dos católicos de outros continentes, onde as comunidades muitas vezes são mais jovens e cheias de vitalidade. Eu espero vivamente que um papa latino-americano dê confiança aos católicos daquelas terras, para que encontrem a força para viver sua fé com alegria e criatividade."

Timothy Radcliffe foi Mestre Geral da Ordem Dominicana de 1992 a 2001. É doutor honoris causa em teologia pela Universidade de Oxford e renomado estudioso da Igreja e da sociedade contemporânea.
A reportagem é de Maria Teresa Pontara Pederiva, publicada no blog da Editora Queriniana, 24-05-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

O que o senhor pensa desta nova estação da Igreja? O novo Papa Francisco deu alguns sinais, mas mais uma vez os conservadores insistem no fato de que nada mudou, os progressistas já o veem dando passos até muito para a frente... É um pouco sempre a mesma história que se repete ou não?

Naturalmente, cada um examina cada palavra do novo papa para ver se é do "nosso lado" ou não. Isso é profundamente injusto. Francisco precisa de tempo para descobrir o caminho à sua frente, ouvindo o parecer dos seus conselheiros e confiando na oração. Ele vai descobrir lentamente nos meses quão grande é a necessidade de uma mudança.

Espero vivamente que seja um momento de mudança radical. O Papa Francisco sempre enfatiza que ele é acima de tudo o bispo de Roma e desde a primeira noite, na sacada de São Pedro, ele logo definiu o seu antecessor de bispo emérito. Eu acho que ele está tentando se afastar da ideia que governou a Igreja durante séculos de que o papado é uma espécie de monarquia. Ele está tentando posicionar o novo papado dentro do colégio universal dos bispos. Ele quer uma Igreja – pelo menos esta é a minha opinião – que seja mais dialógica entre os seus componentes.

Mas não devemos exagerar ao enfatizar as diferenças entre o Papa Francisco e o seu antecessor, Bento XVI. O Papa Bento XVI acreditava firmemente na importância do diálogo e na necessidade de relações de reciprocidade dentro da Igreja. Ele falou muitas vezes de uma Igreja que deveria refletir o amor da Trindade, que é igual e recíproco entre os seus membros. Algumas escolhas que o Papa Francisco está fazendo poderiam ser justamente a implementação da visão teológica do seu antecessor. É como se considerássemos que cada um tem o seu próprio dom: um para formular a visão teológica, outro para encarná-la.

O senhor viveu em Roma por nove anos (1992-2001) como mestre da Ordem dos Pregadores e conhece bem o centro da Igreja, mas também é de origem inglesa, vive em Oxford e também conhece muito bem o mundo: o que um papa latino-americano pode significar para a Igreja?

Das minhas viagens em todo o mundo, eu aprendi que a Igreja é a instituição mais global do mundo. E assim, para mim, é perfeitamente natural ter um papa que provém da América Latina. O mestre anterior da Ordem Dominicana vinha da Argentina, e o atual é o primeiro da história a ser de origem africana. Certamente isso poderia ser uma surpresa para os europeus que não conhecem a Igreja tão bem.

Mas estou convencido de que a eleição do Papa Francisco realmente irá desafiar uma visão eurocêntrica da Igreja. E esse é um fato formidável. Precisamos mais do que nunca da vitalidade dos católicos de outros continentes, onde as comunidades muitas vezes são mais jovens e cheias de vitalidade. A Igreja Católica na Inglaterra, por exemplo, obteve novas forças dos católicos provenientes da Polônia e da Nigéria. Eles são uma bênção para nós.

Mas espero que a eleição desse papa tenha uma consequência positiva também na América Latina, onde vive hoje o maior número de católicos. Muitas vezes, a Igreja foi ameaçada pelo crescimento das Igrejas pentecostais, que atacam o catolicismo como seitas, pois se baseiam muito em uma forte experiência religiosa. No entanto, muitos convertidos ao movimento pentecostal não duram muito tempo e muitas vezes acabam renunciando totalmente a uma escolha religiosa depois de poucos anos.

E assim acontece que a conversão a uma Igreja pentecostal representa muitas vezes o primeiro passo para a perda total da fé. Portanto, eu espero vivamente que um papa latino-americano dê confiança aos católicos daquelas terras, para que encontrem a força para viver sua fé com alegria e criatividade.

O rabino-chefe, Saks, disse que a Europa está morta, no sentido de que ela não é mais o centro da cultura e da religião no mundo. O senhor acha que os europeus estão conscientes da perda de centralidade das nações europeias? Que papel as populações europeias e cristãs do mundo deveriam adotar? Não nos esqueçamos de que os europeus têm uma longa história e têm familiaridade com as guerras religiosas, o que poderia nos ensinar a não repetir os erros...

Eu conheço e admiro o rabino-chefe, que é um amigo. Mas se ele realmente disse que a Europa está morta, então eu não concordo. É verdade: somos afetados por uma crise econômica e estamos assistindo à ascensão de outras potências econômicas, Brasil, Índia e China (Bric), mas isso não significa que estamos mortos de fato! A Europa ainda é o lugar de encontro de culturas muito diferentes.

Nesta área relativamente pequena do mundo, dispõe-se de uma extraordinária diversidade de culturas, das ricas tradições latinas da Itália e da Espanha, herdeiros da cultura romana, às tradições germânicas, com a sua música e filosofia, às culturas celtas, com sua espiritualidade e arte, às culturas escandinavas, com as suas antigas mitologias e as suas tradições de extrema tolerância. E também a cultura britânica, que eu diria que é maravilhosamente diversificada!

Os Estados Unidos, obviamente, ainda são a superpotência dominante. É difícil dizer se isso vai continuar no futuro, como alguns preveem, ou vai diminuir, como outros pensam. Mas a Europa certamente tem muito a dar, justamente porque é um lugar de encontro de tantas culturas. As nossas cidades estão cheias de pessoas provenientes de todo o mundo, até mesmo da China. A metade das pessoas que estudam para o seu doutorado em matemática em Oxford provêm da China!

E assim, mesmo que talvez tenhamos perdido o primado do poder econômico, ainda temos um papel vital no fato de ajudar as culturas a se compreenderem. Isso também pode enriquecer o cristianismo, porque Cristo é aquele que reúne toda a humanidade em si mesmo e no qual "não há mais judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher". Aprendemos assim tanto sobre a tolerância e a convivência recíprocas que devemos ser capazes de ensiná-las aos outros.

Além disso, como o Papa Bento XVI explicou em várias ocasiões tão bem, temos uma rica tradição filosófica que penetrou profundamente no cristianismo e ele o fez desde o início. A Igreja é herdeira de duas grandes tradições, a fé judaica e a filosofia grega. Eu espero que os cristãos europeus possam compartilhar essa riqueza filosófica com pessoas que vivem no nosso planeta cada vez menor e se comprometam a compreender os desafios do futuro e o que significa ser humano.

Em 2017, ocorre o 500º aniversário da Reforma de Lutero. Nos últimos meses, falou-se da hipótese de admissão de erros de ambas as partes, mas as dificuldades a serem superadas serão enormes. O senhor considera que algo deva ser feito para testemunhar a unidade dos cristãos?

Essa é uma oportunidade maravilhosa para trabalhar pela unidade de todos os cristãos. Para nós, como católicos, essa deve ser considerada uma prioridade especial. O catolicismo dá uma grande importância à unidade da Igreja como sinal e sacramento de unidade de toda a humanidade em Cristo no Reino, como está expressado na Lumen Gentium.

Já fizemos muito admitindo os erros de ambas as partes e para redescobrir a nossa unidade fundamental da fé. Luteranos e católicos chegaram ao acordo de que não existem divisões de fato sobre a questão da salvação somente pela fé. O grande desafio para nós será, então, o de entender o sentido de unidade. Para os católicos, precisamos encontrar um modo para que a figura do papa possa servir à unidade de todos os cristãos, em vez de ser visto como um obstáculo.

O Papa João Paulo II era profundamente consciente desse desafio e nos pediu para refletir sobre ele. O papado não pode nos levar juntos para a unidade se for visto como uma espécie de monarquia. Como eu disse antes, eu acredito que o Papa Francisco está tentando nos levar para além da concepção de uma monarquia papal. E isso poderia realmente se tornar um sinal de esperança ecumênica pela unidade dos cristãos.

Por outro lado, eu penso que as outras Igrejas cristãs precisam entender a importância da unidade doutrinal. Em muitas Igrejas ainda vigora o pressuposto equivocado segundo o qual doutrinas e dogmas são arrogantes e intolerantes. Ao invés, precisamos mostrar a beleza da nossa doutrina, como libertadora das nossas mentes sempre para a busca contínua de uma maior compreensão do mistério de Deus e da salvação.

Se o senhor tivesse que redigir a agenda do papa sobre as ações a serem tomadas para revitalizar a Igreja, o que o senhor colocaria nos três primeiros lugares?

Acho que é preciso deslocar o centro de gravidade da Igreja para mais perto das Igrejas locais. Os bispos precisam ver reconhecida a confiança para tomar decisões sem se sentirem sempre observados de cima por parte de Roma.

Em segundo lugar, na Igreja antiga, havia uma sensação muito forte de que o bispo devia vir da Igreja local: escolhido pela Igreja local e aceito por ela. Com efeito, por muitos séculos, seria totalmente impensável que os bispos pudessem ser simplesmente nomeados por Roma sem o consentimento da Igreja local. Certamente, eu sei bem que o abandono dessa tradição, em certa medida, foi causado pela luta da Igreja para manter a sua liberdade diante do desejo de reis e imperadores e, nas últimas décadas do século passado, dos governos comunistas, todos com a intenção de obter o controle sobre a Igreja e de privá-la da sua liberdade. Uma certa centralização era necessária para que a Igreja permanecesse livre.

Mas agora eu acredito justamente que chegou o momento de voltar para o papel determinante da Igreja local na escolha do próprio bispo. Eu também me pergunto se é bom para os bispos ser transferidos de uma diocese para a outra. Eles usam um anel que é um sinal do seu ser "casados" com a diocese, mas muitas vezes são separados das suas dioceses originais e casados com outras dioceses. Se eles soubessem, ao invés, que permaneceriam em suas dioceses, então poderiam prestar toda a sua atenção. É realmente estranho que se permita que os bispos se divorciem das suas dioceses, mas não se permita às pessoas unidas em matrimônio!

E, em terceiro lugar, precisamos recuperar a forma de governo que era típica dos primeiros séculos do catolicismo, que era uma forma tipicamente sinodal. Por séculos, as decisões importantes foram tomadas dentro de sínodos. Sim, devemos redescobrir uma gestão sinodal da Igreja.

O que poderia trazer uma maior colegialidade dentro da Igreja? Entre papa e bispos, mas também com os leigos, que também têm o direito de se expressar como batizados e filhos de Deus...

A Igreja não é uma monarquia e não é uma democracia. É a comunidade daqueles que são convocados em comunidade pela Palavra do Senhor. Precisamos identificar modalidades de escuta comunitária da Palavra de Deus: ouvindo o Senhor e ouvindo reciprocamente uns aos outros. O beato John Henry Newman, um dos teólogos preferidos do Papa Bento XVI, falou das várias autoridades na Igreja, a da hierarquia, a da razão e da experiência de Deus na oração. Tudo isso nos guia quando ouvimos juntos a Palavra do Senhor. Portanto, precisamos reviver a antiga tradição dos sínodos, em que todo o povo de Deus se reunia para ouvir uns aos outros, assim como se buscava juntos discernir a vontade de Deus

Se o senhor pudesse formular um pedido a cada uma dessas pessoas, o que o senhor diria: ao papa, aos bispos, aos religiosos e religiosas, aos sacerdotes, aos teólogos e teólogas, aos leigos e leigas (famílias, mulheres, jovens...)?

Eu certamente não pretendo fazer pedidos, mas só expressar a minha esperança. O Papa Francisco é um homem maravilhoso, e todos nós fomos abençoados pela sua eleição. A minha esperança é que ele continue assim como começou e que mantenha viva a sua alegria.

A minha esperança é que os bispos ouçam o Espírito Santo, que se derrama sobre todo o povo de Deus. Os bispos são ordenados para ensinar, e um bom ensinamento sempre envolve uma escuta profunda, tanto com relação a Deus, quanto com o seu povo.

Para os padres, a minha esperança é que se deem conta dia após dia de serem ministros da vida plena de Cristo, e que, portanto, precisamos nos deixar tocar pelos dramas da vida cotidiana das pessoas. Devemos, como disse o papa, sentir o cheiro das nossas ovelhas.

A minha esperança é que os teólogos e teólogas permaneçam sempre abertos com relação àqueles com os quais não compartilham as opiniões, mostrando a grandeza dos seus corações e das suas mentes. Não há verdade sem caridade, nem caridade sem verdade.

A minha esperança é que os leigos e leigas cresçam na consciência da beleza da sua vocação de batizados e batizadas. Não há vocação maior. É por isso que eu escrevi o meu último livro, Prendi il largo! [Avancem para águas mais profundas].

O que o senhor acha que deveria ser feito para relançar a Igreja e o cristianismo em uma época de pluralismo cultural e religioso que quase se configura como um supermercado de crenças?

No centro da nossa fé, não há uma escolha de consumidores, mas sim a surpreendente descoberta de que fomos "escolhidos". São João escreve: "Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e nos enviou o seu Filho como vítima expiatória por nossos pecados" (1Jo 4, 10).

O papel dos pobres, a Igreja dos pobres são palavras do papa, mas também nada mais são do que o ensinamento do Evangelho e de todo o magistério. Como é possível que agora tudo pareça tão novo e empolgante?

Pela primeira vez em décadas, estamos diante da autêntica pobreza na Europa. Na Grã-Bretanha, um país economicamente bom, meio milhão de pessoas têm que contar em bancos solidários de alimentos para sobreviver. E mesmo assim se assiste a uma crescente tendência a desprezar os pobres. Diante da efetiva escassez de postos de trabalho, a opinião pública tem a impressão de que não é culpa deles, que não querem trabalhar ou que são preguiçosos.

E assim a Igreja tem a extraordinária missão de abrir os olhos de todos sobre a dignidade dos pobres, que são a nossa carne e o nosso sangue, e abrir os nossos ouvidos para ouvir o que eles dizem e como vivem. Caso contrário, a sociedade europeia poderia realmente acabar se despedaçando, e as consequências seriam terríveis.

A Igreja muitas vezes é vista como uma organização que promove batalhas morais ou políticas: como restituir ao testemunho evangélico o fato de ser fermento na sociedade? As pessoas se perguntam se é tão importante combater o casamento gay: se alguém não o aprova, que não o peça... parece tão simples!

A Igreja deve manter uma visão moral específica, mas precisa encontrar um modo de não parecer para a maioria que está na defensiva contra a modernidade e, de certo modo, "excludente" a toda modernidade para o ser humano. Isso é difícil de se alcançar. Só se formos vistos fazendo amizade com as pessoas, estando abertos a tudo o que elas vivem, as suas esperanças e as suas lutas, seremos capazes de encontrar uma palavra de novidade e seremos capazes de falar de Deus às pessoas.

Por exemplo, podemos falar de homossexualidade e de casamento gay só na medida em que formos vistos como acolhedores com relação às pessoas homossexuais, ouvindo e apreciando a sua profunda amizade. Só em um momento posterior, teremos assim a oportunidade de ir em busca de palavras que, ao mesmo tempo, sejam fiéis ao Evangelho e autênticas para a vida das pessoas, que então as sentirão como próprias.

domingo, 26 de maio de 2013

Eleito o 120º sucessor de São Francisco de Assis  





O norte-americano Frei Michael Anthony Perry foi eleito, nesta quarta-feira (22/5), na Cúria Geral de Roma, na Itália,  Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores para completar o sexênio (até 2015)  com a saída de Frei José Rodríguez Carballo, que foi nomeado arcebispo pelo Papa Francisco. Ele se torna o 120º sucessor de São Francisco de Assis.
Nascido em Indianápolis (EUA) no dia 7 de junho de 1954, Frei Michael estava no cargo de Vigário Geral da Ordem. Ele foi Ministro Provincial da Província do Sagrado Coração de Jesus (EUA), onde também foi professor de Teologia e, no pós-noviciado, trabalhou na Comissão Internacional de JPIC. Durante dez anos, trabalhou como missionário na República Democrática do Congo, a serviço da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA.
Seu currículo académico inclui doutorado em Antropologia Teológica, mestrado em Teologia, mestrado em Formação Sacerdotal e Bacharelado em História e Filosofia.
Frei Michael ingressou na Ordem Franciscana em 25 de junho de 1977 quando fez o noviciado. Em 11 de agosto de 1978 fez a profissão temporária e professou solenemente na Ordem dos Frades Menores no dia 10 de outubro de 1981.
Frei Michael é o terceiro norte-americano a ocupar o posto de São Francisco de Assis. Antes dele, o primeiro a ser eleito foi Frei Valentine Schaff, da Província São João Batista, e o segundo Frei John Vaughn, da Província de Santa Bárbara, para um mandato de 1979-1991.
Frei Michael substitui a Frei José Carballo, que foi Ministro Geral eleito em 2003 e reeleito em 2009, quando teria pela frente um mandato de seis anos (2009/2015). Mas com a nomeação de Frei José pelo Papa Francisco para a Secretaria  da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, foi convocada a eleição para esta quarta-feira, quando 34 representantes das 14 Conferências da OFM, mais o Definitório Geral e o Custódio da Terra Santa elegeram Frei Michael.
A Ordem dos Frades Menores está presente em 110 países, organizada em 103 províncias, 8 custódias autônomas, 14 custódias dependentes, 1 Federação e 20 Fundações. As Províncias e Custódias Autônomas são governadas, respectivamente, pelo Ministro Provincial e seu Definitório ou pelo Custódio e seu Conselho, eleitos pelo Capítulo Provincial ou Custodial. As Províncias de uma ou mais áreas geográficas formam uma Conferência. Na Ordem dos Frades Menores as Conferências de Ministro Provinciais somam 14.
A Ordem dos Frades Menores está constituída por cerca de 15 mil frades que, incorporados nas Províncias e nas Custódias, são governados pelo Ministro Geral com seu Definitório (Conselho). A Regra dos Frades Menores, confirmada pelo Papa Honório III (1223), é o fundamento da vida e da legislação da Ordem.
Que o Altíssimo Senhor sobre o olhar maternal da Senhora dos anjos da Porciúncula rainha da ordem dos frades menores,Francisco e Clara de Assis seja sempre a inspiração perfeita neste novo tempo de nossa fraternidade.
 O espirito Santo ilumine nosso querido Ministro Geral neste seu ministério da caridade fraterna como "menor entre os menores" como queria o seu predecessor e fundador Francisco de Assis.

Frei Lenivaldo Carvalho OFM

Portugal

Ordenação Episcopal de Dom Frei José Carballo OFM em Santiago de Compostela, Espanha 



Foi um grande momento de ação de graças e muita emoção a ordenação episcopal de nosso confrade ex Ministro Geral da ordem, Sua Excelência Dom Frei José Rodríguez Carballo, OFM, Arcebispo titular de Belcastro e Secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, foi ordenado bispo na Catedral Metropolitana de Santiago de Compostela, no sábado 18 de maio, 2013, na solenidade de Pentecostes.

 Louvado seja meu Senhor pelo dom da nossa vocação Franciscana...éramos centenas de frades menores de várias partes do mundo onde estamos presente como fraternidades provinciais da ordem, cardeais bispos, e arcebispos da ordem seráfica, além dos confrades ofm cap e ofm conv representados pelos dois ministros gerais. A celebração foi presidida pelo cardeal Tarcísio Bertone secretario de estado do vaticano que foi o consrante principal, alem dos dois consacrantes  o cardeal de servilha Dom Carlos Amigo Vallejo, OFM, e Dom Julián Barrio,  Arcebispo de Santiago de Compostela. Também participaram desta celebração oito cardeais, entre eles o franciscano Dom Cláudio Hummes, quatro núncios apostólicos, dez arcebispos, quinze bispos. Dom frei José foi nosso Ministro Geral pro dez anos e dedicou-se sempre com muito empenho e amor fraterno a cada um dos irmãos que ele mesmo soube ir ao encontro, nas mais diversas realidades da ordem soube ir ao contro dos irmãos, visitando as provinncias e custodias das diversas regiões do mundo onde estamos presente como frades menores., Hoje em Santiago de Compostela na Sé compostelana assistimos com grande alegria e emoção este momento que a igreja confiou a nosso irmão na plenitude do seu ministério sacerdotal, a graça do Episcopado dom de Deus para o serviço eclesial á sua igreja, e sempre como frade menor discípulo do Poverello de Assis.
Para mim em especial ter ido a Santiago de Compostela para participar deste grande acontecimento foi um Dom e um grande privilégio de Deus, louvo e bendigo ao altíssimo Senhor por ter me dado esta grande alegria, regalo de seu amor! um dos momentos que não me esquecerei em minha caminhada franciscana, lembro que quando fui dar um abraço de saudação fraterna ao frei José  eu disse "este abraço quer ser um abraço de todos os confrade  de longe que não puderam vir  especialmente os meus queridos confrades no Brasil e ele me respondeu  sorrindo, obrigado frei pelo carinho e amizade fraterna" .que o Espírito Santo ilumine  a vida e o ministério Episcopal de nosso querido confrade Dom Frei José Carballo OFM, que seja fecundo e a serviços dos mais pobres, os preferidos do reino. Que seu serviço junto a vida consagrada a serviço dela, seja sempre um sinal de Cristo consagrado, modelo de toda e qualquer consagração, seja frutuoso seu ministério a serviço da vida religiosa, Obrigado Dom Frei José por tudo que fizeste em favor de nossa ordem, sua e nossa fraternidade franciscana que desde os 10 anos começaste a fazer caminho como filho do seráfico pai são Francisco de Assis, Deus seja louvado! E que Virgem Maria Senhora e Rainha da ordem franciscana e o pai são Francisco com santa Clara sempre te acompanhem Dom Frei José Carballo, amem

Frei Lenivaldo OFM
Portugal 


segunda-feira, 20 de maio de 2013

PORQUE TUDO TEM FIM, MENOS A VIDA EM DEUS...




PORQUE TUDO TEM FIM, MENOS A VIDA EM DEUS...
 
Senhor, onde posso te encontrar?
Como posso te encontrar e permanecer contigo sempre?
Pois tudo o que vejo da obra de tuas mãos é beleza, sutileza...
Natureza delicada, esplendida perfeição...
E procuro ver frente e verso, o começo e o fim de tudo...
 
Infelizmente os descrentes só veem o inverso...
Por isso nada proclamam da fé em Ti; 
Todavia, proclamam de si mesmos suas descrenças...
Desavenças de egos perniciosos que diante de tuas evidências
Negam o óbvio que sua cegueira espiritual não lhes deixa enxergar...
 
Senhor, aqui estou para viver do teu amor...
Por isso, Te peço humildemente:
faz-me transparência de tua vontade, 
Verdade que nos sustenta...
E nos traz a evidência de que estás conosco aqui...
 
Às vezes fico pensando, “cá com meus botões”...
Recebemos tanto de Ti e Te damos tão pouco...
Creio que seja por isso, que muitos não te reconhecem, 
porque ficaram irreconhecíveis em seu trato com a vida...
Pois quem vive para Ti, já começa a experimentar aqui que a vida é eterna...
Mas, quem vive para si, cai no precipício do eu sem Deus...
Sem horizonte, sem esperança, 
sem perspectiva de vida, sem nada...
 
Entre nós, ninguém tem o domínio de tudo, só Deus...
E não tem como negar isto...
Pois, por mais poder que alguém tenha, um dia o perderá...
E ficará só, sem nenhum referencial da existência, 
porque tudo tem fim...
Menos a vida em Deus...
 
Paz e Bem!
 
Frei Fernando Maria, OFMConv.
 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A VERDADE NÃO MUDA NUNCA, PORQUE ELA É ETERNA...






A VERDADE NÃO MUDA NUNCA, PORQUE ELA É ETERNA...


Algumas pessoas estão dizendo por aí: ”A Igreja tem que se modernizar, para acompanhar as mudanças da sociedade, senão vai perder muitos fiéis”. Até onde vai esse tipo de falácia? Ela é própria daqueles que não tem nenhum testemunho de vida cristã convincente para dar, na verdade, suas opiniões são baseadas no prurido nefasto dos meios de comunicação de massa, tendenciosos e desejosos que são de manipularem as massas para venderem seus podres produtos e se manterem no poder por tempo indeterminado. Por isso, levantam bandeiras anticristãs, pois dá mais “ibope” falar mal da Igreja e de sua defesa da vida e dos verdadeiros valores que cultiva, que são a família, a vivência da fé e dos bons costumes, e o bem comum para todos; do que defendê-la. Assim, tais meios de comunicação sociais, ficam livres para transmitirem suas mensagens sublimares, maquiando, com isso, suas perversas intenções.


Ora, a Igreja não é uma mera instituição humana que muda conforme o querer dos homens ou dos grandes conglomerados midiáticos; pois, aquele que a instituiu é Deus com o Pai e o Espírito Santo; desse modo, sua origem é divina, e assim continua sua trajetória terrena conduzida pelo Espírito Santo que Cristo enviou para solidificá-la. Assim, a Igreja é a parte visível do seu Reino de Deus no mundo; e, por isso, o sacramento de perene salvação para todos os homens que creem em Cristo Jesus.


De certo, a fé que pregamos tem seu fundamento no Evangelho e na doutrina dos Apóstolos, ou seja, se apoia nas virtudes eternas, vivada e ensinada por Cristo e seus apóstolos e todos os santos e santas que testemunharam, Cristo, com o seu modo de ser e agir no mundo. Então, não é a Igreja que tem que mudar seus costumes, suas leis e sua fé, para se adaptar ao mundo, mas sim os homens precisam se converter para entrar no Reino de Deus e participarem de sua glória, pois, sem essa conversão e o perdão dos pecados, para os que precisam, não há salvação (cf. Mt 9,10-13).


Vejamos o que dizem Cristo e os apóstolos a esse respeito: ”Pai, dei-lhes a tua palavra, mas o mundo os odeia, porque eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade. Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade. Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste”. (Jo 17,14-21).


E eis o que escreveu São João: “Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente”. (1Jo 2,15-17). E também São Paulo, escreveu: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”. (Rom 12,1-2).


Portanto, a verdade não muda nunca, porque ela é eterna, por isso, todos os homens precisam sempre dela para se manterem na vida, pois tudo o que não é conforme a verdade, não perdura por muito tempo, visto que, a mentira é como uma areia movediça, quanto mais alguém se debate nela, mais afunda. Destarte, Jesus Cristo é a Verdade, sem Ele não há vida, não há nada que se aproveite nem aqui nem na eternidade.


Por último, vejamos alguns conselhos de São Paulo ao seu discípulo Timóteo, que servem muito bem para nós: “Toma por modelo os ensinamentos salutares que recebeste de mim sobre a fé e o amor a Jesus Cristo. Guarda o precioso depósito, pela virtude do Espírito Santo que habita em nós”. (2Tim 1,13-14). “Foge das paixões da mocidade, busca com empenho a justiça, a fé, a caridade, a paz, com aqueles que invocam o Senhor com pureza de coração. Rejeita as discussões tolas e absurdas, visto que geram contendas. Não convém a um servo do Senhor altercar; bem ao contrário, seja ele condescendente com todos, capaz de ensinar, paciente em suportar os males. É com brandura que deve corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da verdade, e voltem a si, uma vez livres dos laços do demônio, que os mantém cativos e submetidos aos seus caprichos”. (2Tim 2,22-26).


Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

domingo, 5 de maio de 2013

AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA (XXV)





AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA (XXV)

Rainha das Virgens

Ser virgem é ser consagrada(o) a Deus desde o nascimento, pois foi assim que Deus nos criou, homens e mulheres nascidos sem conhecer o pecado e é assim que deveríamos viver sempre, sem pecado algum em total comunhão com a vontade do Senhor que nos deu em seu amor tão grande virtude. Ao proclamarmos Maria sempre virgem anunciamos aquela que Deus fez vir a este mundo, totalmente imaculada, isto é, sem mancha alguma de pecado, em vista de Seu Filho amado, que realizou a nossa redenção e de toda a criação, fazendo valer o Plano Eterno da Salvação.

Com efeito, nossa vida e nossa fé se fundamentam nas virtudes divinas infundidas por Deus nos seus filhos e filhas desde toda a eternidade. Desse modo, a Virgem Santíssima, reina sobre todas as virgens, ou seja, sobre todos aqueles e aquelas que se conservam puros de corpo e alma, honrando a Deus por estas virtudes que Dele receberam. De fato, é uma grande honra para nós participarmos do reinado de Jesus Cristo e de sua Mãe, a Virgem Maria, pois aqui no mundo tudo passa, porém, na eternidade, tudo é permanece para sempre, em pleno estado de perfeição, onde a felicidade não tem fim. E, é para esse estado de graça permanente que nos conduz o Senhor.

Rainha de todos os santos

A santidade é um atributo divino, porque só Deus é Santo, infinitamente Santo; e por sua Vontade Eterna nos deu o mandamento da santidade para sermos santos como Ele é Santo (cf. Mt 5,48). O céu é a morada dos santos e santas que Deus santificou por Seu Filho amado, nos dando o perdão dos pecados, e a purificação de nossas almas. Jesus é chamado, na Sagrada Escritura, o Senhor dos senhores, o Rei dos reis, o Santo dos santos, porque todo poder foi lhe dado sobre o céu e a terra (cf. Mt 28,18). Jesus é Filho da Virgem Maria e tem como Pai, Deus, que o gerou pelo Espírito Santo (cf. Lc 1,26-35), deste modo, o mundo conheceu a Santidade do Senhor Deus por meio daquela que Ele escolheu para semear, por Seu Filho amado, a Sua Santidade à toda a humanidade. Primeiro, fez dela Sua habitação permanente; e segundo, por Seu Filho, que dela nasceu, tornou-nos participantes de Sua Natureza Divina e participantes do Reino dos céus, pois, todas as graças e bênçãos nos vieram depois do sim  que a Virgem Santíssima deu a Deus Pai.

Rainha concebida sem pecado original

O pecado nunca foi a vontade de Deus, ele aconteceu em desobediência à ordem criada; pois tudo foi feito para o bem e a felicidade de todos. O primeiro homem, Adão, e a primeira mulher, Eva, foram criados em estado de graça, isto é, sem pecado, para viverem sem pecado algum, ou seja, tendo pleno acesso a Deus e ao seu poder, porque é nisto que consiste a felicidade humana. Com o advento do pecado, a desordem entrou no mundo e com ela a morte, como punição pelo pecado, porque não era possível que a desordem trazida pelo pecado perdurasse sempre. Porém, com o pecado, veio também a promessa da redenção começando pela mulher, uma vez que o pecado só se deu com o consentimento desta e do homem que a acompanhou em sua desobediência (cf. Gen 3,15).

Portanto, nada mais justo que a graça santificante também acontecesse por meio de uma mulher em pleno estado de graça. Por isso, Deus escolheu Maria e a fez nascer sem a mancha do pecado original, em vista do nascimento do Seu Filho Santo, Jesus Cristo, e de todos os que nasceriam deles pelo santo batismo. Por isso, hoje, todas as gerações proclamam, bem aventurada aquela de cujo ventre nasceu o Salvador da humanidade e de toda a criação. Amém!

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.


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