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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A VIRTUDE DA HUMILDADE


A VIRTUDE DA HUMILDADE

A palavra humildade vem do termo latino húmus que é a terra processada e tornada fecunda, capaz de fazer germinar as sementes nela depositadas tornando-as profundamente férteis e bastante produtivas. De fato, fazendo uma analogia entre o húmus e a virtude da humildade, vemos que o húmus dessa virtude consiste em transformar os resíduos dos pecados alheios e pessoais em fecundidade da alma imersa na misericórdia de Deus. Ou seja, transformar os dejetos deste mundo em graças especiais para a nossa salvação eterna.

Ora, ninguém é autossuficiente o bastante para dizer “não preciso”, pelo contrário, dependemos de tudo naturalmente e também uns dos outros nas mais diversas necessidades pessoais. Por isso mesmo, precisamos entender que, quem depende sempre, não manda em nada fora de sua necessidade, mas precisa obedecer sempre, para que haja solidariedade entre todos e assim cheguemos à saciedade desejada, para que haja comunhão, ou seja, para que nos tornemos um, como é vontade de nosso Pai do céu (cf. Jo 17,11.21).

Temos ainda um belo exemplo do fruto da humildade na Sagrada Escritura, por meio da partilha dos bens temporais: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era comum. Com grande coragem os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. Em todos eles era grande a graça. Nem havia entre eles nenhum necessitado, porque todos os que possuíam terras e casas vendiam-nas, e traziam o preço do que tinham vendido e depositavam-no aos pés dos apóstolos. Repartia-se então a cada um deles conforme a sua necessidade”. (At 4,32-35).

Também São Paulo se refere a essa virtude a partir da unidade com outras virtudes: “Se me é possível, pois, alguma consolação em Cristo, algum caridoso estímulo, alguma comunhão no Espírito, alguma ternura e compaixão, completai a minha alegria, permanecendo unidos. Tende um mesmo amor, uma só alma e os mesmos pensamentos. Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros”. (Fil 2,1-5).

Por fim, meditemos nessa frase de São Paulo: “Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros”. Essa frase nos ensina a perfeição da humildade revestida da caridade, que consiste em servir “ao próximo como a si mesmo”. De fato, só serve quem não tem nada de próprio, quem rompeu com os apegos deste mundo, quem vê tudo como dádiva de Deus para todos, e que pense consigo, a ninguém falte coisa alguma enquanto aqui estivermos, mesmo que os homens tentem nos tirar tudo.

Aprendemos esta verdade de nosso Senhor e Salvador que disse: “Porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em redenção por muitos”. (Mc 10,45). De fato, somos servos, e o servo só faz o que o seu Senhor ordena (cf. Mq 6,8), sem a ordem do Senhor, o que faremos? Agimos por conta própria e quando essa ação não é conforme a vontade de Deus, tudo dá errado em nossa vida. Porque o Senhor também nos ensinou: “De mim mesmo não posso fazer coisa alguma. Julgo como ouço; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”. (Jo 5,30).

Ou seja, na vida de quem serve a Deus humildemente, mesmo que aparentemente tudo dê errado aos olhos dos homens; no entanto, aos olhos de Deus, “tudo concorre para o bem daqueles que o amam”, pela santa obediência. E por esse serviço humilde e despojado, eis a recompensa do Senhor: “Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á”. (Lc 12,37).

Sentar à mesa do Senhor com o Senhor a nos servir, isso se dará à medida do nosso serviço, “pois tudo o que fizestes ao menor dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes”; por isso, não queira nada fora da vontade do Senhor, pois Ele nos dá conhecer sua vontade pelas virtudes que nos concedeu, dentre elas a virtude da humildade vigilante, porque é assim que o servimos e o amamos de todo coração.

Conta-se um fato acontecido na vida de Santa Tereza D’avila. Ao meditar sobre virtude da humildade, ela fez ao Senhor o seguinte propósito: “Senhor meu, hei de escolher sempre o último lugar, pois tu mesmo disseste, ‘quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado’”. Por isso, nas refeições diárias sempre procurava se alimentar por último. Certo dia, depois de vê que todas as irmãs já estavam na fila, ela se pôs no último lugar; quando, mais que de repente, sentiu uma leve brisa soprando por entre sua cabeça e as costas, ao que indagou: mas não sou eu a última das irmãs? Voltando-se viu Jesus que lhe respondeu: “Tereza, não sabes que o último lugar é o meu?”. Assim, ela entendeu que, quem procura o último lugar, encontra nele o Senhor.

Portanto, ser humilde é ser o que Deus quer, é ser como Deus é, “manso e humilde de coração”, como ele mesmo nos ensinou: “Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve”. (Mt 11,29).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

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sábado, 16 de agosto de 2014

AS VIRTUDES TEOLOGAIS: FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE...


AS VIRTUDES TEOLOGAIS: FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE...


Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade. Por sua vontade é que nos gerou pela palavra da verdade, a fim de que sejamos como que as primícias das suas criaturas”. (Tg 1,17-18). É assim que São Tiago define os dons de Deus, como dádivas perfeitas que nos levam à plenitude da felicidade, da perfeição, e com isso, à mais alta condição da glória de Deus, que é a nossa permanência Nele por toda a eternidade.

Fé, esperança e caridade são as chamadas virtudes teologais. “Segundo o Compêndio do Catecismo da [nossa] Igreja Católica, as virtudes teologais "têm como origem, motivo e objeto imediato o próprio Deus. São infundidas no homem com a graça santificante [no batismo], e tornam-nos capazes de viver em relação com a Trindade e fundamentam e animam o agir moral do cristão, vivificando as virtudes humanas.  Elas são o penhor da presença e da ação do Espírito Santo nas faculdades do ser humano". (CIC nº 384). São Paulo, na 1ª Carta aos Coríntios 13, as define como as virtudes que permanecem, porém, sendo a maior delas a caridade (o amor) (1Cor 13,13). Na Carta ao Gálatas, ele define a relação que há entre essas virtudes, primeiro a fé e o amor, dizendo que a fé opera pelo  amor (cf. Gl 5,6b); depois, na carta aos Hebreus, entre fé e esperança, onde lemos: “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê”. (Hb 11,1).

Todavia, precisamos entender que essas virtudes precisam da autenticidade do Espírito Santo, para serem o que elas são. Então, como entender essa autenticidade e por consequência sua genuinidade? Por Cristo Jesus, e somente por Ele, na pessoa de Pedro e dos outros apóstolos e seus sucessores, que Ele mesmo escolheu e confirmou como fundamento de sua Igreja (cf. Mt 16,18-20; Lc 10,3.16). Com efeito, o profeta Isaías, assim profetizou sobre o Messias, o Ungido do Senhor: “Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião” (Is 42,1). Assim, entendemos que Jesus, ao fundar a sua Igreja como seu corpo místico (Col 1,3.22-29;2,1-23), ele permanece nela e a conduz por seus representantes, com todos os sacramentos, virtudes e profissão de fé, para a salvação de toda humanidade. Desse modo, se firma a autenticidade de nossa fé católica, dom do Espírito Santo, recebido no batismo.

Então, vamos às virtudes teologais, primeiro a fé, como já disse, dom do Espírito Santo, que nos leva a crer firmemente sem nunca duvidar das verdades reveladas por Deus aos seus santos profetas e cumpridas no Novo Testamento, primeiro em Maria, mãe do Senhor, e depois em Jesus e em todos os filhos e filhas de Deus santificados pelo seu sacrifício de cruz, morte e ressurreição. Jesus nos ensinou que essa virtude teologal é sumamente importante para realizarmos a vontade do Pai, por isso, afirma: “Tudo é possível ao que crê.” (Mc 9,23). Logo, a fé é um instrumento da graça de Deus que nos capacita para toda boa obra, como escreveu São Paulo: “Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus. Não provém das obras, para que ninguém se glorie. Somos obra sua, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos”. (Ef 2,8-10).

Quanto à virtude da esperança, esta é também derramada em nossos corações pelo Espírito Santo (cf. Rm 5,5); ela é a certeza da fé, e nunca decepciona, porque ela é uma convicção a respeito daquilo que Deus realiza em nosso favor, por isso, Ele já nos antecipa para nos ater seguros quanto aos seus desígnios a respeito da nossa salvação. Então, oremos ao Senhor por meio desta virtude: Senhor, tudo está em tuas mãos e ninguém conhece mais a nossa vida do que o Senhor; tudo o que somos e vivemos, tem como destino único o teu Reino de amor, por isso, estamos convictos de que jamais nos abandonarás, visto que teu amado Filho, Jesus Cristo, deu-se em sacrifício de cruz para que tivéssemos a paz definitiva na glória que preparastes para todos aqueles que ele redimiu. Assim, Senhor, seja feita a tua vontade, aqui na terra como nos céus.

E a virtude da caridade (do amor)? Esta é o “Ágape” de Deus que leva o ser humano à plenitude da perfeição de nossa natureza. Por ela somos plenamente santificados, porque Deus é amor e quem ama permanece em Deus e Deus nele (cf. 1Jo 4,8.16). Ora, em quem Deus permanece não há lugar para o pecado, mas somente para o estado de graça permanente e para os seus desígnios amorosos. Daí a necessidade do cultivo dessa e de todas as outras virtudes, porque esta é a vontade de Deus a nosso respeito, conforme o seu santo mandamento: “Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito” (Dt 6,5). E ainda, quem ama a Deus, ame também o seu irmão (cf. 1Jo 4,21): “Amarás teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19,18). Portanto, o amor é a essência da vida, sem o amor não há vida, não há nada, tudo é caos infindável; destarte, amemos sempre porque o Amor é próprio Deus que nos criou por amor e para o amor, e deu-nos o seu Filho para a nossa salvação.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

SÉRIE MEDITAÇÕES: O AMOR, A VERDADE E OUTRAS VIRTUDES (CONTINUIDADE)...



SÉRIE MEDITAÇÕES

O AMOR, A VERDADE E OUTRAS VIRTUDES (CONTINUIDADE)...


JUSTIÇA

A Justiça dá a cada ser o que lhe é devido na medida certa...
Por isso, Ela busca sempre a verdade dos fatos, porque esta lhe dá a capacidade de ação para o bem estar de todos...
Repara o mal que de fato houve...
Pune o que devido, liberta o que preciso...
Assim é e sempre será a Justiça...
Destarte, só Deus é Justo, e por seu Filho Jesus Cristo,
Justifica todos os injustiçados... (cf. Mt 5,6)

PIEDADE

A Piedade é a verdade em oração no coração das almas santas...
Uma alma piedosa ama a Deus com profunda reverência...
Clama por sua clemência, e se põe à disposição de sua vontade...
Cresce na intimidade e no fervor, e sabe guardar com amor todas as pérolas divinas que lhes são confiadas, não as atirando aos porcos...
Todavia as multiplica pela oração,
Ornando com a unção divina e salutar as almas mais necessitadas...


A Fé é como um expectorante para a alma,
visto que põe para fora dela toda desconfiança,
firmando-a na esperança que não decepciona....
Isto porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações,
pelo Espírito Santo que nos foi dado...(cf. Rom 5,5).
A fé tudo alcança, porque obtém de Deus todo poder,
Por isso, tudo é possível ao que crer...

ESPERANÇA

A Esperança é alma gêmea da fé,
porque tem certeza do que não vê...
Diz o ditado popular: quem espera em Deus nunca cansa,
porque Deus não falha nunca...
A esperança também se chama convicção,
porque quem espera em Deus nunca duvida de suas promessas,
pois sabe que elas são o motivo e o fundamento de sua aliança conosco...

CARIDADE

A Caridade é o amor assistindo as necessidades,
reparando as injustiças e imperfeições dos homens...
Ela por sua vez é assistida pela Providência Divina,
que consola os corações caridosos pelo milagre do bem feito aos mais necessitados...
Ela é como que a mão do Senhor a socorre-nos em seu amor...
Pela caridade somos anjos de resgate...
Apoiando os caídos, assistindo os desvalidos,
libertando os oprimidos que o egoísmo de alguns mutilou...
A caridade nunca passa, até que cheguemos ao céu...
Todavia, não busque nela alguma salvação pessoal,
Pois ninguém é salvo pelas obras...
Porém, convém saber que as boas obras só existem,
porque fomos salvos por Jesus Cristo, o Filho de Deus...

TEMPERANÇA

A Temperança é o equilíbrio perfeito entre os desejos da carne e os do Espírito; isto porque a aspiração da carne é a morte; enquanto a aspiração do Espirito é a vida e a paz; pois a carne (concupiscência) não se submente à Lei de Deus e nem o pode, porque os que vivem segundo a carne rejeitam as graças do Espírito de Deus...

“Portanto, irmãos, não somos devedores da carne, para que vivamos segundo a carne. De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis, pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”. (Rom 8,12-14).

SOBRIEDADE, MODÉSTIA

Em cada área do nosso ser existe a possibilidade do prazer, pois o dom de sentir prazer é um dom que Deus nos deu, e que gera em nós certa satisfação prazerosa, isto é, certa sensação de felicidade. Todavia, é preciso que haja equilíbrio em todos os nossos sentidos para que estas sensações não se transformem em fuga de nós mesmos, dos outros e de Deus; ou mesmo desemboquem nos vícios que levam ao precipício da perca de liberdade, porque toda sensibilidade carnal é passageira e fugaz, quando não equilibrada pela sobriedade.

A Sobriedade é a virtude que Deus nos deixou para não nos afastarmos do seu amor, que é a nossa eterna fonte de felicidade. É ela que nos equilibra e nos conduz à moderação no comer e beber; no pensar e falar; no olhar e sentir; no vestir e se portar. A sobriedade é prima irmã da modéstia, pois esta faz a festa da graça de Deus em nossas almas. (cf. Rom 12,16).

MANSIDÃO

Quem vive cultivando a virtude da Mansidão tem seu coração em Deus, que nos ensina por seu Filho amado, a nunca nos alterarmos em meio aos desequilíbrios dos homens (cf. Mt 11,28-30). Essa virtude vem também acompanhada de uma promessa, os mansos possuirão a terra, indício da posse do céu, terra eterna prometida por Deus aos filhos seus (cf. Mt 5,5; 2Ped 3,11ss).

INOCÊNCIA

A inocência nos torna imunes à todo tipo de perseguição e violência, porque todo inocente é livre e tem na inocência sua maior defesa. Alguém é inocente quando vive a verdade diante de Deus e dos homens, porque o fato de existir naturalmente já é a verdade em si. Todavia, precisamos vive-la com ela é, transparente sempre, como o próprio Deus. Os mais temidos dos homens são os inocentes, porque até mesmo o seu silêncio causa tortura aos seus algozes. Por isso, todo inocente é invencível, pois nem a morte o poderá destruir.


PENITÊNCIA

Jesus começou seu ministério nos ensinando a fazer penitência: "Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho”. (Mc 1,15).

Como vimos nesse ensinamento do Senhor, a penitência é o reforço da fé, pois o verdadeiro arrependimento precisa de penitência para que haja verdadeira conversão. Não basta dizer, “creio em Jesus Cristo”; pois, a fé é muito mais do que uma simples afirmação; ela precisa do esforço da alma penitente para se firmar e crescer na graça santificante, e dar os frutos da adesão ao Senhor, por meio da vivência do seu evangelho. Fazer penitência é vencer-se a si mesmo, como nos ensinou São Francisco de Assis, em sua décima Admoestação: “O pior inimigo do homem é ele mesmo, vence-te a ti mesmo e vencerás todos os teus inimigos visíveis e invisíveis”. Porquanto, ajuda-nos Senhor a penitenciar-nos em tua presença, pois sem Ti nada podemos fazer (cf. Jo 15,5).

PRUDÊNCIA

A Prudência é a aliada que perpassa todas as outras virtudes...
Por ela ninguém erra...
Por ela evita-se a dúvida atroz e o desengano...
Porque a Prudência nos faz atentos, nos dá alento para decidirmos somente pela vontade de Deus...
Desse modo, Ela é o discernimento perfeito e a razão de ser do equilíbrio de todas as outras virtudes em nossa vida...

COERÊNCIA

A Coerência é a autêntica vivência da fé, é ela a despenseira de todas as graças, para darmos os frutos de santidade que o Senhor nos concede na Santa Comunhão. Ela é o motivo de sermos recebidos e atendidos diante de Deus. Por ela somos livres desde já de todo julgamento diante do tribunal do Senhor.

É a Coerência que ilumina nossas almas com a luz que nunca se apaga e por isso, se torna nosso escudo de proteção para todos que a vivem. Ela põe por terra toda falsidade, porque faz valer a verdade e a autoridade divina em nossa vida. Foi pela virtude da coerência que Natanael foi identificado por Jesus e recebeu dele o mais belo elogio entre os apóstolos, e uma especial revelação do Senhor. (cf. Jo1,43-51).

O QUE DIZER AINDA MAIS A RESPEITO DAS VIRTUDES?

Todas as virtudes com que Deus nos criou...
Foram-nos concedidas para permanecermos fieis ao seu amor,
E gozarmos da liberdade infinita em sua Presença bendita...
Por isso, abusar da misericórdia e da bondade divinas...
É deixar de viver no santo temor...
É perder-se na agonia e na dor de não amar o Senhor,
e não se deixar amar por Ele eternamente...

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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