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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Meu caro confrade Frei Arno Reckziegel

Deu na Adital:
Selvino Heck *
Soube da tua doença no Dia das Mães, 11 de maio, na devoção de domingo na igreja São Luiz, Santa Emília, Venâncio Aires, Rio Grande do Sul. Fizeram uma prece por ti, por tua saúde. Perguntei ao teu cunhado Celso Picinini, que estava do meu lado, o que estava havendo. Me disse que estavas com hepatite B, incubada faz anos, cujos efeitos começaram a se fazer sentir há algum tempo, fizeste exames, nada revelaram, até fazer o de hepatite B, e aí descobriram que o fígado já estava contaminado, o câncer se espalhara.

Não acreditei. Como pode, meu Deus? Como aceitar isso, uma doença que agora se descobre como que vindo do nada? Alguém jovem, pouco mais de sessenta anos, cheio de vida, que celebrou casamentos este ano onde estive presente, como os da sobrinha Cíntia e do Pingüim, como sempre todo alegre, as pessoas querendo te ouvir, beber tuas palavras ditas de um jeito todo especial, que só tu tinhas capacidade de dizer.

Busquei teu telefone com a mana Lourdes e te telefonei no mesmo dia. Estavas conformado e ao mesmo tempo alegre, dizendo que estavas tranqüilo, já tinhas feito na vida o suficiente, agora estava tudo nas mãos de Deus, eu não querendo acreditar, não podendo acreditar. Como agora não estou acreditando, duas semanas depois, 26 de maio, à noite, quando recebi a notícia do teu falecimento e comecei a escrever estas mal traçadas, chorosas e saudosas linhas. (Não sei se conseguirei dormir, quero chorar, estou sozinho, o que me salva é escrever).

Sábado seguinte, 17, dia da Solidariedade no Rio Grande do Sul, te visitei na comunidade dos freis na Morada do Vale III em Gravataí. Te conhecendo, resolvi levantar teu astral, embora sabendo da gravidade da situação, tu magro, sem vontade de comer, apenas um ovo depois de eu e os freis terminarmos o almoço. Falamos bastante sobre a vida, o governo Lula, a ministra Dilma, perguntaste sobre a Marta, minha ex-mulher, onde estava, o que fazia. E entregavas tudo nas mãos de Deus e de São Francisco. Te respondi, nada disso, precisamos de ti. Na saída, falei com o Frei Orestes, teu guardião, me disse que tivera uma conversa séria contigo. Reagiste positivamente, buscando remédios e perguntando por alternativas de tratamento.

Na quinta, Corpus Christi, soube que estavas no hospital, muito inchado. No encontro estadual do Movimento Fé e Política do Rio Grande do Sul, dediquei minha fala sobre as razões da fé e da militância a ti e ao Dr. Celso Gaiger, outro lutador, que falecera no dia anterior.

A tristeza e inconformidade com tua morte prematura não é por sermos primos e nossas famílias morarem 200 metros uma da outra, em Santa Emília. Vem porque, quando foste para o Seminário em Taquari alguns anos antes de mim. já eras referência. Vem porque foste pioneiro no trabalho de pastoral popular nas vilas da Lomba do Pinheiro, periferia de Porto Alegre, no início dos anos setenta, quando isso era ousado, revolucionário. Viver em comunidade no meio do povo trabalhador, nas periferias, em casa igual a eles, fora de conventos, sem a estrutura institucional de uma paróquia, reunindo grupos de família em torno do Evangelho, ajudando-os a se organizar em busca dos seus direitos e melhor qualidade de vida.

Quando fui morar contigo em 1977, na parada 13, rua São Pedro da vila São Pedro, na verdade aprendi tudo: a cozinhar, a lavar a roupa, a ouvir as pessoas, a amar quem luta todos os dias para sobreviver e dar de comer à sua família, a unir a fé e a política na prática da vida, a tentar viver os valores evangélicos e franciscanos.

(Quando cheguei na Lomba do Pinheiro, na casa dos freis, não sabia cozinhar um ovo frito, coar um café, fazer um chimarrão, nada, nada. Ordem de Frei Arno: "Aqui todo mundo cozinha, em rodízio, e todo mundo come seja o grude que for sem reclamar". Assim, aprendi a cozinhar feijão, a fazer um arroz que não fique empapado, a temperar uma carne. É o que tem me salvado ao longo do tempo, quando casei, me separei e moro sozinho há muitos anos.)

Eras um igual, mesmo quando viraste provincial dos franciscanos do Rio Grande do Sul. Depois, te tornaste vigário na paróquia São Francisco, bairro Santana, Porto Alegre. E agora, com toda alegria e simplicidade, foste morar no meio do povo trabalhador mais sofrido, em Gravataí, junto com jovens frades, como se frade jovem fosses, e o eras de fato.

Nunca me esqueço de uma coisa que disseste em alemão à tua mãe, minha tia Bertha, quando te tornaste definitivamente franciscano: "Agora, mamãe, deixo de ser teu filho para ser filho de Francisco. Por isso, não esperes que eu te visite sempre ou seguido". E assim fizeste.

Não deu tempo para estar no teu velório e enterro no Convento São Boaventura em Daltro Filho. Mas sei que estás no meu coração, como estás no coração do povo de Santa Emília, do Pinheiro, do bairro Santana e da Morada do Vale II, dos frades, não só os do Rio Grande do Sul.

É difícil aceitar. Dá vontade de dizer um palavrão pra Deus e perguntar se ele sabe mesmo o que faz. Teu exemplo, tua vida de fé, teu compromisso franciscano com os pobres, com a justiça permanecerão sempre vivos, muito vivos, totalmente vivos.

Saudações, até a próxima. E me permita, do teu sempre confrade Selvino.
* Assessor Especial do Presidente da República. Fundador e Coord. do Movimento Fé e Política
Extraído de http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=33272

terça-feira, 27 de maio de 2008

AMÉM! ASSIM SEJA!

AMÉM! ASSIM SEJA!

“Assim fala o Amém, a Testemunha fiel e verdadeira, o Princípio da criação de Deus”.
(Ap 3, 14b).

A palavra é para o hebreu mais do que apenas um som, ela representa a própria identidade do que fala, por isso, o hebreu sintetiza toda sua experiência em poucas palavras. Jesus se referindo aos seus dizia: “Para bom entendedor, meia palavra basta”. Ou: “Quem tiver ouvidos para ouvi que ouça”. Por isso, o “amém” vem sempre no final de cada oração, suplica ou invocação do Senhor, pois, ele representa uma síntese do que foi falado a Deus; ou ainda, uma confirmação daquilo que foi dito pelo Senhor ou ao Senhor.

“Em hebraico, a palavra “amém” está ligada à mesma raiz da palavra “crer”. Esta raiz exprime a solidez, a confiabilidade, a fidelidade. Assim, compreendemos porque o “amém” pode ser dito da fidelidade de Deus para conosco e de nossa confiança nele.

No profeta Isaías encontramos a expressão “Deus de Verdade”, literalmente “Deus do amém” , isto é, o Deus fiel às suas promessas: “Todo aquele que quiser ser bendito na terra quererá ser bendito pelo Deus do amém” (Is 65,16). Jesus emprega com freqüência o termo “amém” (Cf Mt. 6,2.5.16), por vezes em forma duplicada (Cf Jo 5,19), para sublinhar a confiabilidade de seu ensinamento, sua autoridade fundada na verdade de Deus”. (CIC).

Vejamos agora o exemplo de confirmação da oração do “Creio em Deus Pai....”. “O “amém” final do Credo retoma e confirma suas duas primeiras palavras: “eu creio”. Crer é dizer “amém” às palavras, às promessas, aos mandamentos de Deus, é confiar totalmente naquele que é “Amém” de infinito amor e de fidelidade perfeita”. (CIC). Outro exemplo de “amém” acontece na oração do “Pai nosso”; normalmente na missa os fieis costumam rezar o “amém” logo após o término desta oração, mas na liturgia o “amém”, como resposta de confiança na providência divina, se dá logo após as duas orações que seguem à oração do “Pai nosso” e não após o “Pai nosso”, pois, o “amém” é como que uma entrega à providência divina, é um confiar-se às mãos do Pai de misericórdia a quem pertencemos.

Prezados leitores e leitoras, o “amém” também pode ser um reconhecer a validez da palavra pronunciada e um comprometer-se com ela pessoalmente. Quando respondo “amém”, minha resposta torna-se minha adesão à verdade do que sou em comunhão com a vontade eterna de Deus. Com isso, ponho-me à disposição do Senhor para que “faça- se em mim segundo a Sua Palavra”.

Em suma, irmãos e irmãs, podemos dizer que “o próprio Jesus é ‘o amém’ (Ap 3,14). Ele é o ‘Amém’ definitivo do amor do Pai por nós; assume e consuma nosso “Amém” ao Pai: “todas as promessas de Deus, com efeito, têm em Cristo Jesus seu sim; por isso, é por Ele que dizemos “amém” a Deus para a glória de Deus” (2Cor 1,20):

Por Cristo com Cristo, em Cristo,
a vós, Deus Pai todo-poderoso,
na unidade do Espírito Santo,
toda honra e toda glória,
agora e para sempre.
AMÉM”. (CIC).

“Aquele que atesta estas coisas diz: ‘Sim! Eu venho em breve!’ Amém. Vem, Senhor Jesus!”. (Ap 22,20b).

Paz e Bem!

domingo, 25 de maio de 2008

A Tetra Pak e o Meio Ambiente

A TETRA PAK E O MEIO AMBIENTE
Os textos abaixo foram extraídos do site da Tetra Pak, sobre suas ações com o meio ambiente e a reciclagem de seus produtos.
A EMBALAGEM LONGA VIDA E SUAS MATÉRIAS PRIMAS
A embalagem longa vida possui uma estrutura multicamadas que fornece a proteção ideal aos alimentos nela depositados. Ela é formada por três materiais: papel, plástico e alumínio, distribuídos em seis camadas.
O papel representa cerca de 75% da embalagem, e sua celulose é extraída de florestas replantadas e certificadas (FSC) passando por um processo produtivo livre de cloro até chegar a Tetra Pak. Suas principais funções são dar suporte mecânico à embalagem e receber a impressão. Traz as vantagens ambientais de ser um recurso natural renovável e pode ser reciclado após o descarte.
O alumínio representa cerca de 5% da embalagem e tem a importante função de dar proteção contra a entrada de luz, de oxigênio e de impedir a troca de aromas entre alimento e o meio externo. Ele é extraído da bauxita e na embalagem ficará entre várias camadas de plástico, não entrando em contato com o alimento.
O plástico, cerca de 20% da embalagem, poderá ser encontrado em quatro camadas. Nas embalagens longa vida é usado o polietileno de baixa densidade que é extraído do petróleo. O plástico será útil para isolar o papel da umidade, impedir o contato do alumínio com o alimento e servir como elemento de adesão dos materiais presentes na estrutura. As camadas de plástico e alumínio da embalagem longa vida também podem ser recicladas após a separação das fibras de papel, sendo usadas para a produção de objetos como canetas, réguas, pente, cabides, etc.
Além desses três materiais há também tinta, usada na impressão dos rótulos. Esta tinta é não-tóxica, usando a água como solvente e pigmentos orgânicos ao invés de metais para a coloração, sendo adequada para as indústrias alimentícias.

ESTRUTURA DA EMBALAGEM LONGA VIDA E SUA RECICLAGEM
A embalagem longa vida possui seis camadas que formam uma verdadeira barreira protetora, preservando o aroma e o sabor dos alimentos por meses a fio, dispensando totalmente o uso de conservantes.
Todos os materiais das embalagens longa vida - papel, plástico e alumínio - podem ser reciclados. Para isso, usa-se o hidrapulper, uma espécie de liquidificador gigante que hidrata as fibras de papel, separando-as do plástico e do alumínio que se transformam em: - Papel: caixas de papelão, papel para impressão, bandejas de ovos, palmilhas de sapato, papel toalha e papel higiênico.
- Plástico e alumínio: peças plásticas como vassouras, cestos de lixo, cabides, réguas, canetas, paletes, placas e telhas para a construção civil.

CAIXINHAS LONGA VIDA DEIXAM A CASA MAIS FRESCA Uso da embalagem como isolante térmico ajuda a reduzir a temperatura nos ambientes em até 8º C
São Paulo - Caixinhas de leite que sempre vão parar no lixo podem ser reaproveitadas e transformadas em isolante térmico alternativo para residências e galpões, reduzindo a temperatura no interior dos imóveis em até 8º C.
A utilização das embalagens Tetra Pak pode ser feita de forma artesanal, pelo próprio morador, diminuindo os custos. Outra opção são as telhas feitas de caixas de Tetra Pak recicladas, vendidas com preços até 25% menores do que os materiais concorrentes. A idéia de reaproveitar as embalagens de forma artesanal virou tema de estudo na Unicamp e resultou no Projeto Forro Vida Longa - uma alusão ao leite Longa Vida. O professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp e coordenador do projeto, Celso Arruda, explica que a proposta partiu do engenheiro Luís Otto Schmutzler, que juntamente com professores da faculdade desenvolveu todo o processo de aproveitamento das caixinhas de Tetra Pak para uso em habitações populares. Arruda afirma que a transformação das embalagens em isolante é simples e pode ser feita por qualquer pessoa.
Como fazer
O primeiro passo é abrir totalmente as caixinhas, descolando as emendas e fazendo um corte vertical para que a embalagem fique completamente plana. Em seguida, é feita a limpeza com água, sabão em pó e um pouco de desinfetante. Depois de secas, as embalagens devem ser coladas lado a lado, com cola branca ou de sapateiro, formando uma manta sobre a laje superior da casa, abaixo do telhado.
Para o perfeito funcionamento do isolamento térmico, é muito importante que a manta não encoste nas telhas, deixando um espaço mínimo de dois centímetros para a circulação do ar. O professor da Unicamp diz que a manta de Tetra Pak bem aplicada tem o mesmo desempenho dos placas de alumínio (foils) vendidos no mercado, ajudando inclusive na proteção contra goteiras provocadas por falhas no telhado. A explicação está na composição das caixinhas, formadas por 5% de alumínio, 20% de plástico e 75% de papelão. O alumínio reflete mais de 95% do calor, ajudando a diminuir a temperatura interna dos ambientes em até 8º C.
Baixo custo
Para Arruda, as mantas de Tetra Pak são uma boa solução para favelas, habitações populares e galpões, já que a instalação tem custo muito baixo, não exige mão-de-obra qualificada e também não há compromisso com a estética.
A idéia, no entanto, tem conquistado um público maior. Recentemente, a solução foi adotada pela arquiteta Consuelo Carleto na construção da nova unidade da fábrica de calçados Pé de Ferro, em Franca (SP). No projeto, as caixinhas foram coladas no seu formato original, sem serem desmontadas antes, para redobrar a proteção térmica nos 200 m² que cobrem a área administrativa da empresa.
"As pessoas trabalham melhor com a temperatura agradável e os gastos com ar-condicionado diminuem bastante."
Sem ir para o lixo
Ainda há o lado ecológico, já que as embalagens que vão para o lixo levam dezenas de anos para se decompor nos aterros. Para incentivar a reciclagem das caixinhas, a Tetra Pak desenvolveu uma tecnologia para que fabricantes pudessem transformar o alumínio e plástico presente nas embalagens em telhas e chapas planas.
A Ibaplac, localizada em Ibaté (SP), produz mensalmente 7 mil peças, entre telhas e placas, utilizando cerca de 100 toneladas de matéria-prima. "São telhas mais leves do que as de fibrocimento, mais duráveis e mais baratas", afirma o diretor industrial da empresa. Eduardo Gomes.
Outras oito fábricas espalhadas pelo País fabricam esse tipo de produto. Segundo o diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak, Fernando Von Zuben, mais de 60 mil telhas são fabricadas mensalmente. "Além de garantirem conforto térmico, as telhas custam até 25% menos do que as de amianto ou fibrocimento." A partir das embalagens, também são fabricados móveis, vassouras e uma série de produtos para casa.
De acordo com Zuben, 30 mil toneladas de Tetra Pak são reciclados por ano, mas o volume corresponde somente a 20% do total produzido pela empresa. "Todas as embalagens separadas na coleta seletiva são recicladas e ainda existe uma capacidade ociosa de 40% para aumentar a reciclagem", avisa.

Vamos contribuir para aumentar este número de embalagens recicladas, pois até agora, pouco ou quase nada fizemos!!!!
Temos que continuar fazendo a nossa parte, para que a nossa Mãe Terra continue sendo um lugar abençoado e acolhedor como Deus o criou...

PAZ E BEM!!!!!
Ana Cristina Opitz
COODHJUPIC

Santa Isabel da Hungria, Rainha, 1207-1231



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Isabel da Hungria - renunciar para servir ao próximo by Eugenio Hansen is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial 2.5 Brasil License.

De quem é a Amazônia? De quem é o Planeta?

De quem é a Amazônia? De quem é o Planeta?

É notório um ar de prepotência na reportagem do jornal estadunidense "The New York Times", intitulada "De quem é esta floresta amazônica, afinal?" (18/05/08). Mas, penso que a questão colocada na reportagem é bem vinda para os dias de hoje. Realmente, nós humanos precisamos ter um diálogo franco, com o máximo possível de serenidade e nos perguntarmos sobre isto. Afinal, de quem a Amazônia? E o Planeta, é de quem mesmo? Quem é ou quem são "os donos" das florestas, dos rios, dos mares, das praias, das geleiras, das nascentes, dos mananciais, dos aqüíferos, das terras, das cidades? Enfim, precisamos questionar as apropriações que existem ao redor da Terra.

É um tanto quanto contraditório um cidadão estadunidense, seja alguém da imprensa ou um líder político, como é o caso de Al Gorre, questionar a política de proteção da Amazônia, dada pelas nações que dividem seu território. Afinal, os Estados Unidos estão cercando seu país, impedindo a entrada de estrangeiros em suas cidades. Eles não têm uma política territorial fraterna, humana e civilizada. Não há dúvida de que o jornal fez bem em colocar este tema em questão, mas a forma como colocou é muito às avessas.

Não parece nada sensato que alguns líderes internacionais e/ou a própria imprensa estrangeira venha a dizer como deve ser a política territorial dos países latino-americanos que dividem o território amazônico. O que é realmente necessário, é que a Comunidade Humana, através de seus legítimos organismos internacionais, faça um diálogo verdadeiramente democrático sobre a forma de como podemos melhor proteger todo o patrimônio natural da Humanidade. E diante disso, cabe discutir também sobre os mais diversos tipos de patrimônio, como por exemplo, o financeiro, o científico, o tecnológico, o intelectual e etc. Pois, as riquezas e toda a produção dos países são frutos da natureza e do trabalho humano.

A produção das grandes indústrias e do agronegócio, o lucro de todas as empresas, dos bancos e dos mais diversos setores da economia mundial, de alguma forma, são frutos da exploração dos recursos naturais e da força de trabalho do ser humano. Isto significa que estas empresas deveriam reverter a maior parte de seus lucros para preservar o meio ambiente e melhorar a vida das pessoas em todas as partes do mundo. Porém, não é isto que fazem e ainda querem obter sempre mais lucro. Agem como se fossem os donos do mundo, como se o planeta fosse um quintal particular. É hora de pensar nisso. Será que as grandes indústrias e o agronegócio, o grande capital têm o direito de se apropriar tão vorazmente das riquezas do nosso planeta? O mundo é de todos os seres humanos e de todas as formas de vida. O planeta Terra é nossa casa comum, é a morada desta geração e das futuras gerações.

Para preservar a saúde da Terra e construir um futuro melhor é preciso que cada pessoa cuide bem da vida que está ao seu redor e que cada nação desenvolva políticas públicas de sustentabilidade. Também se faz necessário que os governos unam forças para preservar todo o patrimônio de vida que existe em nosso planeta. Porém, não se pode abrir a ferida do conflito com desrespeito a soberania de cada nação. No caso da Amazônia, é sensato que todos os países estejam preocupados e que realmente despendam esforços, empenhos para ajudar a cuidá-la. Mas, respeitando a política territorial de cada país.

Frei Pilato Pereira

www.olharecologico.blogspot.com


Fontes franciscanas e clarianas online

Paz e bem!

Links para as fontes franciscanas e clarianas traduzidas para o português e disponíveis online:

sábado, 24 de maio de 2008

Capítulo Geral 2008 da OFS : Documento Preparatório

DOCUMENTO PREPARATORIO

PARA TRATAR LOS TEMAS DEL PRÓXIMO CAPÍTULO GENERAL

“LA PROFESIÓN DEL FRANCISCANO SEGLAR Y SU SENTIDO DE PERTENENCIA”

Introducción

¿Qué es la Orden Franciscana Seglar? ¿Cuál es su naturaleza eclesial? ¿Quién es, qué hace el franciscano seglar? ¿Cuál es su identidad más profunda y la naturaleza de su pertenencia a la Iglesia y a la Familia Franciscana? ¿Cómo se ubica el franciscano seglar y la Orden en su conjunto de frente al mundo y cuál es su cometido?

Se trata de preguntas importantes que se nos dirigen con frecuencia, aunque surgen también dentro de nosotros, y las respuestas que se den determinan de manera vital la autoafirmación de nuestro “ser” y califican nuestro “obrar”.

De los casi 800 años de existencia, por más de 500 años (hasta 1978 y más allá), la historia de la Orden ha sido caracterizada por una vida “disminuida”, a raíz de una imposibilidad práctica de auto-determinarse y de asumirse responsablemente como Orden.

A la Orden se le había impedido, de hecho, “hacer su historia”, dar su aporte como Orden en su conjunto, para asumir plenamente la providencial tarea que le correspondía, en el contexto de la Familia Franciscana, tal como le había sido confiada a Francisco de Asís por el Crucifijo de San Damián.

Hoy, esta posibilidad se ha convertido en una realidad ¡ y depende en gran parte de nosotros !

La Iglesia, a la luz de las enseñanzas del Concilio Vaticano II, ha reflexionado providencialmente acerca de nuestra existencia y ha querido reconocer a nuestra Orden la unidad y la autonomía en una estructura mundial y centralizada. Nuestra historia ha demostrado cómo estos elementos, ya existentes de manera embrionaria en su origen, fuesen esenciales para realizar plenamente el proyecto confiado por Dios a San Francisco para nosotros, en favor de la Iglesia de todos los tiempos.

Pero, ¿estamos realmente preparados?, ¿En qué medida y de qué manera hemos madurado en nosotros el sentido de pertenencia a una “Orden”?, ¿Cuál es la conciencia real y concreta que los franciscanos seglares tienen de pertenecer a una verdadera Orden, a una Orden que, finalmente después de ocho siglos, tiene una estructura unitaria y centralizada?

“(Francisco) instituyó una verdadera Orden, la de los Terciarios, no vinculada por votos religiosos, como las dos precedentes, sino conformada por la simplicidad de costumbres y por el espíritu de penitencia. De esta manera y felizmente, fue él el primero en concebir y llevar a la práctica, con la ayuda de Dios, lo que ningún fundador de Orden regular había imaginado hasta ese momento: hacer que el tenor de vida religiosa fuese común a todos” (Benedicto XV, Encíclica “Sacra Propediem”, n.5, del 6 de enero de 1921).

“Vosotros sois una Orden: Orden laical, sí, una verdadera Orden. Ordo veri nominis como la llamó Nuestro Predecesor de s. m. Benedicto XV (Sacra propediem, 6 de enero de 1921). No sois, como es obvio, una asamblea de perfectos; pero debéis ser una escuela de perfección cristiana. Sin esta resuelta voluntad no se puede formar parte de una tan elegida y gloriosa milicia” (Pio XII, 1° de julio de 1956, Discurso a los Terciarios en Roma).

“… vosotros sois también una ‘Orden’, como dijo el Papa (Pío XII): ‘Orden laical, sí, una verdadera Orden; y, por lo demás, ya Benedicto XV había hablado de ‘Ordo veri nominis’. Este término antiguo – podemos decir medieval – de ‘Orden’ no significa otra cosa que vuestra estrecha pertenencia a la gran Familia Franciscana. La palabra ‘Orden’ significa la participación en la disciplina y en la austeridad propia de aquella espiritualidad, la cual sin bien en la autonomía propia de vuestra condición laical y seglar, comporta a menudo sacrificios no menores de aquellos que se experimentan en la vida religiosa y sacerdotal” (Juan Pablo II, 14 de junio de 1988, al Capítulo general OFS).

De esta manera, en época reciente, tres Papas de grande espesor y autoridad espiritual han hablado de nuestra Orden Franciscana Seglar!

Somos una Orden, Orden laical, sí, una verdadera Orden, Ordo veri nominis !

Es asombroso cómo a lo largo de los siglos se haya siempre hablado de Orden, incluso cuando la Orden no existía como entidad estructurada y autónoma. A partir de 1471 y hasta 1978, la Orden había vivido en un estado de sustancial inferioridad, de división y sujeción. En la práctica sólo existían Fraternidades locales, que eran simplemente apéndices de las respectivas Órdenes religiosas que las guiaban. Sin embargo, esta conciencia de ser una sola entidad y de obrar de una forma virtualmente unitaria y concorde, no había jamás disminuido ni en la conciencia de los “terciarios”, individualmente, ni en la de la Iglesia.

El anhelo de unidad y autonomía había nacido con el mismo movimiento laical de la penitencia de San Francisco y, para quien conoce la historia de la OFS, es por demás conocido cómo, sin embargo, dichas aspiraciones hayan sido frustradas ya desde el comienzo.

Nosotros, franciscanos seglares de hoy, podemos muy bien decir que somos unos privilegiados, pues somos protagonistas de un momento histórico de una nueva época, en la que se está realizando el sueño de todos nuestros predecesores. Es absolutamente necesario darse cuenta de esto y desempeñar con responsabilidad y sentido de la historia nuestro cometido.

La OFS es todavía una creatura frágil. La Orden se debe consolidar, debe crear ex novo estructuras y modus operandi originales para hacer que la Orden sea capaz de hacer frente a los desafíos que el mundo nos presenta, tanto internamente como externamente, para desenvolver con eficacia su cometido en el tercer milenio de historia cristiana.

Los desafíos son inmensos

Habrá que “inventar”, “crear” un modo de ser y de realizar las gestiones propias de una Orden que tiene sus exigencias, que está compuesta en su mayoría por laicos, plenamente inmersos en las cosas del mundo y en las actividades ordinarias de la familia, del trabajo, de la sociedad.

Deberemos ser capaces de conjugar las exigencias de coordinación y de íntima conexión de todas las partes del cuerpo, sin que por esto la Orden pierda su capacidad de ser, en todas partes, igual y distinta, para expresar el común carisma en las más variadas y múltiples situaciones presentes en cada parte del mundo, con aquella agilidad, capacidad de adaptación e inagotable empuje carismático que, solamente, pueden permitir una verdadera incidencia en el tejido vital del mundo.

Los desafíos se pueden vencer, aunque también se pueden perder y los éxitos no están asegurados.

Estructura centralizada

La estructura centralizada era y es necesaria con la finalidad de permitir que la Orden ocupe su puesto en la Familia Franciscana y en la Iglesia y que sea eficaz la proyección apostólica del carisma franciscano en el mundo seglar.

La Novitas de Francisco tiene connotaciones misioneras, cuyo radio de acción es el mundo entero y dicha misión nos ha sido confirmada, desde siempre, por el mismo Romano Pontífice.

Somos un cuerpo compuesto por más de 430.000 Profesos, que junto a los más de 150.000 religiosos franciscanos debemos llevara adelante en el tiempo y en la historia la misión que el Crucifijo de San Damián confió a San Francisco.

Todo esto se podrá realizar plenamente adquiriendo, viviendo y haciendo crecer en cada uno de nosotros, en cada parte del mundo, un muy profundo Sentido de Pertenencia y una conciencia viva y operante de la Gracia de la Profesión que nos ha hecho Franciscanos, realizando nuestra vocación Bautismal en plenitud y nos ha insertado íntimamente en el cuerpo de la Orden Franciscana Seglar y en la entera Familia Franciscana.

Profesión y Sentido de Pertenencia

Profesión y Sentido de Pertenencia son dos elementos fundamentales e imprescindibles para realizar lo que hemos dicho, y sin los cuales la Orden no existe, no puede existir.

¿ Qué conciencia real tenemos del hecho que la Profesión nos ha constituido en el estado de Profesos, impartiéndonos el carácter franciscano, insertándonos vitalmente e indisolublemente en el cuerpo de la Orden Franciscana Seglar ?

Este sentido de la absoluta corporeidad de la pertenencia ¿ supera los confines de los estados, de los idiomas, de las clases sociales, de las culturas para hacer de nosotros un único cuerpo, invencible, para la difusión del Evangelio y la restauración de la Iglesia en Cristo y la restitución de un mundo redimido a Dios Padre ?

El Capítulo General

El próximo Capítulo general tiene como temas estos dos fundamentales aspectos de nuestra vida.

Es imprescindible que todas las Fraternidades nacionales reflexionen sobre estos dos aspectos, de manera que los excelentes aportes que recibiremos por parte de los Conferenciantes no se apaguen en el silencio y un posible obstáculo que puede significar la falta de preparación de los Capitulares, una vez que los ponentes terminen sus presentaciones.

Los Consejeros Internacionales

Por lo tanto, es esencial que los Consejeros Internacionales vengan al Capítulo bien preparados y cargados de la experiencia, y de la reflexiones que surgirán de los debates que deberán realizarse en cada país, para hacer que esta fundamental reflexión capitular sea un auténtico momento de gracia, un kairós, un latigazo de santidad y de santos propósitos que hagan fuerte y vital nuestra Orden en su conjunto y no tanto como simples individualidades de personas comprometidas.

Por lo tanto, sugerimos que en cada Fraternidad nacional, constituida o emergente, el Consejo Nacional organice momentos de reflexión calificada para abordar estos temas. Las pistas de reflexión son las que ofrecemos en este documento.

Los formadores

Los formadores a todos los niveles se deben comprometer a profundizar con todos los hermanos y hermanas acerca de la naturaleza de la Profesión, sus efectos concretos de incorporación a la Orden, y los efectos de pertenencia que esta incorporación produce.

Los frutos de este trabajo deben ser entregados al Consejero internacional para que el Capítulo pueda, a través de los Conferenciantes y de todos Capitulares, proveer de respuestas, estímulos, aclaraciones, proyectos y compromisos que hagan crecer nuestra Orden y todos nosotros, singularmente y colectivamente, para asumir con plenitud nuestro papel en la Iglesia y en el mundo.

Conclusión

Quedamos a la espera de recibir por parte de todos y cada uno de vosotros un eco a esta carta y que nos hagan conocer las iniciativas que se tomarán en cada Fraternidad nacional, constituida o emergente.

A título puramente indicativo, les ofrecemos, en forma de preguntas, otras posibles pistas de reflexión y de discusión, dejando a todos la plena libertad de realizar este trabajo preparatorio según la propia discreción.

1. ¿En qué medida vuestro ser franciscano seglar es parte esencial de vuestra vida? ¿Vuestra vida de Fraternidad es solamente un encuentro entre tantos otros?

2. ¿Qué cosa podríais hacer para estar más involucrados en la vida íntima de la OFS?

3. La Profesión por su naturaleza es un compromiso permanente. ¿Lo vives de esta manera?

4. ¿Por qué, en tu opinión, la Fraternidad local es tan importante en la vida de la OFS? ¿Cómo evaluarías tu Fraternidad en cuanto lugar que ayuda a realizar lo que la Profesión te exige?

5. La Fraternidad, ¿te ayuda a permanecer fiel a tu Profesión y a darte un sentido de pertenencia ? ¿En qué medida actúas para que esto se realice en los otros hermanos y hermanas de tu Fraternidad?

6. ¿Por qué has querido entrar en la Orden Franciscana Seglar? ¿Cuál es tu aporte a la OFS en la vivencia de tu Profesión y de tu presencia?

7. ¿En qué medida piensas que la nueva Regla haya incidido en los cambios que se han producido en el modo de “sentir” y de “ser” en la Orden?

8. Crees que el sentido de pertenencia que hoy vives, corresponda de manera genuina a lo que la Orden es verdaderamente, a su “naturaleza” y a su misión? ¿O se trata más bien de algo que pertenece al pasado o a una concepción personal de la Orden?

En caso de que tú pienses que no exista un sentido de pertenencia en la Orden que sea satisfactorio, ¿cuáles son, en tu opinión las razones?

1. ¿Falta de formación?

2. ¿Falta de comunicación?

3. ¿Falta de aportes y de un compartir fraterno?

4. ¿Otra?

Extraído de http://www.ciofs.org/circ/gia8es64a.htm acesso em 24 maio 2008.

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