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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

2. Perigos que espreitam os grupos

Nem tudo são rosas nos grupos. Há espinhos e também muitos perigos. O nosso contacto com muitos grupos bíblicos leva-nos a esclarecer alguns pontos que achamos de grande importância para a leitura da Bíblia em privado e em grupo. Enumeremos apenas os mais graves:

A monotonia: ao fim de algum tempo, o grupo pode começar a repetir-se: já se sabe o que este ou aquele vai dizer, falta a imaginação para variar a celebração e / ou a metodologia da reunião. Tal monotonia leva, muitas vezes, ao abandono por parte de muitas pessoas. Não raras vezes, pelo mesmo motivo, todo o grupo desaparece. Para obviar a esta dificuldade do grupo, é necessário muita imaginação, estudo e participação em cursos, sobretudo por parte dos animadores.

O isolamento em relação à grande comunidade, à paróquia: este é um perigo comum a qualquer grupo e que deve merecer, por parte dos responsáveis, o acompanhamento mínimo de todos os grupos paroquiais, e não apenas de alguns. O texto de Paulo, em 1 Cor 12-14 - sobre os carismas próprios de cada um e de cada grupo - pretende responder a este perigo, que já era real nas primeiras comunidades cristãs. Os grupos não podem colocar-se ao lado ou acima da comunidade, como acontece por vezes, mas ter a consciência de que são simplesmente parte integrante da Igreja, para a beleza da qual devem contribuir com os seus carismas.

A tentação do fundamentalismo: a tentação do fundamentalismo pode bater à porta de qualquer pessoa que lê a Palavra de Deus em grupo ou privadamente. Sabemos que as seitas modernas - sempre houve seitas, ao longo dos 20 séculos de história da Igreja - são todas de cariz fundamentalista, isto é, interpretam a Bíblia à letra, vêem apenas aquilo para o qual determinado interesse lhes desperta o apetite. O fundamentalismo é, essencialmente, uma perspectiva parcial da Bíblia. É aí que reside o seu erro. A falta de estudo, a dificuldade que as pessoas têm de ler, hoje, é uma das principais causas do fundamentalismo.

Mas se, pela lei da maçã podre, um elemento fundamentalista pode tornar fundamentalista todo o grupo, por outro lado, também é verdade que é precisamente no grupo que esta tentação pode ser vencida com maior eficácia. Sobretudo pela formação - cada vez mais urgente - de animadores e agentes de pastoral que trabalham na paróquia.

Fazer da Bíblia um livro de receitas de moral: Considerar a Bíblia como um livro de receitas para a conduta humana não é totalmente errado. Mas estamos em presença duma visão parcial da Bíblia, que se deve evitar a todo o custo, tanto na leitura privada como em grupo. A Bíblia não é uma farmácia de remédios para as nossas doenças e de vitaminas para as nossas fraquezas. É muito mais do que isso. Além do mais, os 2500 anos que nos separam da escrita destes textos nem sempre facilitam boas "receitas de moral" para a Igreja e para cada pessoa em particular. A Bíblia, mais que um manual de boa conduta, é uma Boa Nova de Deus para os homens. Mais que as "receitas", interessa fixar os princípios, as grandes ideias teológicas.

Por outro lado, não podemos ver a Bíblia como algo morto e material, pertencente a um passado histórico mais ou menos longínquo. Segundo essa hipótese, a Bíblia não passaria duma colecção de bons pensamentos... A Bíblia não se pode definir como um livro, uma coisa, um "algo". A Bíblia é sobretudo um ALGUÉM que fala comigo.

Ler um texto sem ter em conta o contexto: É costume dizer-se que a Bíblia não é um livro mas "uma biblioteca". Mas podemos dizer que se, materialmente, a Bíblia é uma biblioteca de várias dezenas de livros, espiritualmente falando, a Bíblia é um só livro em muitos capítulos. Pois, é bem verdade que a Boa Nova da Bíblia, mais que num texto concreto, se encontra no seu conjunto. É uma revelação progressiva da vontade de Deus, em livros e géneros literários muito diferentes, que não se encontra plenamente, num único texto.

As seitas fundamentalistas fazem a leitura da Bíblia precisamente ao contrário do que acabamos de dizer: prescindem não somente do contexto geral da Bíblia e do contexto histórico de cada livro, mas também do contexto mais próximo de determinado texto. Coisas semelhantes podem acontecer em grupos católicos: muitas vezes, saem do texto e fazem-no dizer o que ele nunca disse: Passagens, por vezes, muito simples levam os leitores a andar errantes por outros caminhos. Por isso, se aconselha a olhar para o texto, no seu vocabulário e na sua estrutura interna, assim como para o seu contexto próximo e remoto. Só se pode sair do texto depois de se ter lá entrado. O que muitos leitores nunca chegam a fazer.

Pretender dominar, magicamente a Palavra de Deus: A Bíblia é Palavra de Deus, mas não é sempre evidente o modo como Ele me fala e quando me fala. Por isso, dizer, por exemplo: "O Senhor diz-me isto, nesta Palavra", pode ser um modo de tentar a Deus. A Palavra de Deus é uma palavra certa, mas escapa-se-nos. Não a podemos dominar, magicamente. Porque Deus é, ao mesmo tempo, o nosso Amigo e o totalmente Outro, o que transcendente tudo e todos. A Sua Palavra é sempre misteriosa e não se revela automaticamente na leitura da Bíblia. Nunca a descobrimos totalmente. As nossas fórmulas referentes à Palavra de Deus devem ser mais prudentes: "Parece-me que o Senhor me chama a fazer isto, porque...". Deus não se encontra à nossa mão de semear.

Ler a Bíblia como história e não como livro de fé: à primeira vista, a Bíblia aparece-nos como um livro de história antiga, dum povo antigo. O fundamentalismo caiu nesta ratoeira, agarrando-se muitas vezes a pormenores de história e de cultura antiga, de somenos importância, e perdendo a riqueza teológica global e a beleza dos grandes horizontes da Bíblia. Os escritores da Bíblia não pretenderam desempenhar o papel de historiadores propriamente ditos, mas de catequistas. Muitas vezes, fazem catequese em forma de história para melhor "contar" a mensagem e, deste modo, a fixar melhor nos leitores e ouvintes. A nossa atitude fundamental, hoje, ao ler a Bíblia, é a de crentes e não a de estudantes de História. E quando lemos os textos históricos da Bíblia temos que procurar encontrar neles, antes de mais, o Senhor da História daquele povo e da nossa própria História, individual ou colectiva.
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Extraído de http://www.capuchinhos.org/porciuncula/ler_biblia/2_perigos_espreitam_grupos.htm acesso em 18 ago. 2008.

3. Formação e acompanhamento dos grupos

Os grupos nunca podem ser abandonados à sua sorte. Este abandono dos grupos, por parte dos responsáveis da paróquia, tem provocado muito do que de negativo apontamos no número anterior. Este acompanhamento pessoal poderá ser feito por meio do pároco ou de outros agentes de pastoral paroquiais, com ou sem formação teológica. Muito útil é a reunião do pároco com os animadores de todos os grupos paroquiais, cada dois ou três meses. Esta reunião, para além doutras finalidades óbvias, traz aos grupos diferentes vantagens em ordem à sua própria formação. Esta supõe a exposição dum tema, por algum dos participantes; a auscultação da vida e dos problemas dos grupos e - o que não é menos importante - um conhecimento mútuo dos grupos da mesma paróquia. Deveriam, igualmente, ser programadas acções comuns, onde não deveria faltar o Domingo Bíblico ou Dia da Bíblia[1].

De tudo isto, se depreende que a formação bíblico-teológica permanente de adultos é imprescindível. A Escola bíblica seria, para estes grupos, o melhor caminho. É inegável a necessidade do estudo para uma leitura minimamente correcta da Bíblia (ver DV 12). Cada diocese deveria organizar as estruturas de formação permanente de adultos, como faz para crianças e jovens. Nesta "Escola Bíblica" - que deve começar com humildade e simplicidade - pode vir, de vez em quando, um especialista que desenvolve mais profundamente algum assunto. Mas não deve ser uma escola de cariz puramente teórico e intelectualista, porque esta não é única via para uma compreensão global dos textos bíblicos. Esta Escola seria, no entanto, um óptimo subsídio para a formação dos animadores dos grupos.

Muitos outros instrumentos de formação estão hoje à disposição dos grupos e dos animadores de grupos (Introduções à Bíblia,"Cadernos Bíblicos", Revista Bíblica...). Uma pequena biblioteca bíblica paroquial poderá facilitar este trabalho urgente de formação dos grupos.
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[1]. Ver sugestões em Lopes Morgado, Para a Festa da Palavra, Difusora Bíblica, Lisboa; Bíblica, nº 224, 1993, p. 17-19.

Extraído de http://www.capuchinhos.org/porciuncula/ler_biblia/3_formacao_acompanhamento_grupos.htm
acesso em 18 ago. 2008.

4. Que textos escolher para estudo e para celebração?

Um dos problemas com que se defrontam os grupos é a escolha dos textos a estudar e partilhar. Este problema coloca-se sobretudo para os grupos que seguem o método "Bíblia - Vida". Normalmente, o grupo bíblico é soberano. Escolhe os textos que quiser e reúne-se quando e onde quiser. Muitos seguem as leituras do domingo que, entre outras, tem a vantagem de preparar as pessoas para uma mais intensa vivência da Eucaristia dominical e manifesta a unidade do grupo com a igreja local.

Alguns grupos têm-se dedicado ao estudo dum livro da Bíblia, ao longo de todo o "ano bíblico": Evangelho do ano litúrgico, Actos, etc. Esta escolha tem a vantagem de levar a um maior aprofundamento da mensagem. Os Cadernos Bíblicos[1] são o texto de estudo preferido. O Secretariado Nacional de Dinamização Bíblica tem dado orientações para esta escolha dos grupos, mediante os Secretariados regionais, e a Revista Bíblica traz subsídios para a leitura eficaz de tais Cadernos. A Semana Bíblica Nacional, apresenta um conjunto de material para os grupos estudarem durante esse Ano Bíblico, que conclui com o Encontro Nacional dos Grupos Bíblicos, no fim de Junho de cada ano.

Quanto ao tema da escolha de textos, cada método de leitura tem as suas opções, como veremos abaixo.
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[1]. A Difusora Bíblica já publicou (até Julho de 2006) XXXXXXX Cadernos Bíblicos, de temática bíblica diferente.

Extraído de http://www.capuchinhos.org/porciuncula/ler_biblia/4_que_textos_para_estudo_e_celebracao.htm
acesso em 18 ago. 2008.

5. Alguns princípios básicos a ter em conta na leitura da Bíblia

Já acima elencávamos alguns princípios fundamentais de leitura da Bíblia, em forma negativa. Vejamos, rapidamente, mais alguns princípios que devem orientar a nossa leitura da Bíblia, em particular ou em grupo, estes, porém, em forma positiva:

:: Deus quis revelar-Se a todos os povos num povo, numa história e numa cultura (DV 1). Também se quer revelar, hoje ainda, a mim e na minha / nossa história.

:: Deus quer a salvação e a felicidade de todos os povos e de cada homem. Ele revela-Se na Palavra para me salvar. Toda a temática teológica da Bíblia significa isso: Aliança, Libertação, Redenção do homem...

:: O amor a Deus é inseparável do amor aos irmãos. A Palavra que me revela o amor de Deus torna-se uma Palavra que me compromete também no sentido horizontal, isto é, em relação com o mundo de hoje.

:: Jesus Cristo é o Verbo, a Palavra de Deus presente no meio do Seu Povo. É na Sua Palavra que Ele tem uma das suas principais manifestações no mundo.

:: A Bíblia nasceu dum povo e tem que ser lida num povo, na Igreja, para adquirir todo o seu sentido profundo. A leitura da Bíblia em grupo manifesta visivelmente esta característica fundamental da Bíblia. Mas, mesmo lida individualmente, em união com a Igreja, a Bíblia deve ser sempre lida na fé da Igreja.

:: Procurar na leitura da Bíblia, antes de mais, o testemunho de fé do povo que viveu e escreveu, para mim, estes textos. A Bíblia, mais do que um texto de doutrina, é um livro onde estão exarados os factos de vida, o testemunho de inúmeros crentes. Este é um dos aspectos históricos mais interessantes da Bíblia. A Bíblia, mais que uma teoria é um rosário de testemunhos, que devem alimentar, não a minha curiosidade cultural, mas a minha fé.

:: Unidade da Sagrada Escritura: Este princípio é uma outra formulação do princípio do contexto acima enunciado. Cada página da Bíblia é como que um tijolo dum grande muro, uma pequena parte dum enorme mosaico em que o Senhor nos apresenta o Seu projecto. Cada página mantém, por isso, uma ligação umbilical com o resto da Bíblia; há uma "alma" que faz de tantos livros um só Livro. E, assim como um único tijolo não faz um muro, uma pincelada de tinta não faz um mural, assim também uma só página, um só livro não faz a Sagrada Escritura.

:: A Bíblia manifesta a humanidade existencial de todos os homens. Há livros na Bíblia que manifestam mais as acções de Deus em relação com a Humanidade, outros manifestam mais os sentimentos do homem em relação com Deus. Todos os sentimentos humanos se encontram na Bíblia, sejam eles bons ou maus. Mas a Bíblia apresenta os maus para os reprovar. Quando leio a Bíblia, sinto-me lá dentro, representado em muitos daqueles personagens.

:: A Palavra bíblica manifesta uma dinâmica permanente de superação de valores: o homem está sempre a caminho. Certas situações negativas do homem e da sua cultura fazem apelo a uma superação contínua, que chega à plenitude no Novo Testamento, em Jesus Cristo. A Palavra supera as palavras da história e da cultura do Povo de Deus. É esta superação de valores que me faz ver em livros, por vezes, menos "interessantes", como Levítico ou Números, autênticas profecias do Novo Testamento.

:: A Escritura é presença real de Jesus, que incarnou, como diz o Concílio Vaticano II. Ele é o Verbo de Deus, chamado também a encarnar na vida de cada crente que lê e reza a Sua Palavra, que O recebe nos sacramentos. Cristo ressuscitado está presente na Escritura e, lendo-a, escutando-a, podemos experimentá-lO. Ele é a chave da nossa leitura da Bíblia (Lc 24, 13-49; SC 7).
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Extraído de http://www.capuchinhos.org/porciuncula/ler_biblia/5_principios_ter_conta_leitura_biblia.htm acesso em 18 ago. 2008.

6. Espécies de métodos de leitura bíblica

Uma primeira convicção: não existe um método de leitura da Bíblia. Existem métodos de leitura. E cada grupo, cada leitor tem o direito de escolher aquele que mais gosta, contanto que se deixe guiar pelos princípios básicos de leitura bíblica, referidos no número anterior.

As linhas orientadoras dos métodos pastorais de leitura bíblica são essencialmente duas: da Vida à Bíblia e da Bíblia à Vida. A primeira é feita em muitas comunidades de base, sobretudo do Brasil, tendo Carlos Mesters como seu principal mentor; a segunda, em Portugal, é muito utilizada pelos Grupos de Dinamização Bíblica, orientados pelos Franciscanos Capuchinhos

Mas qualquer método popular de leitura bíblica deve pressupor um mínimo de conhecimentos bíblicos, ou seja, os resultados dos métodos científicos, sob pena de cair numa leitura fundamentalista igual à leitura das seitas do nosso tempo.

Por esse motivo, e também para responder a certas reticências contra a leitura da Bíblia pelo povo iletrado, em todos estes métodos é necessário um bom animador, armado de conhecimentos mínimos de Bíblia. Estes elementos deverão ser fornecidos em Cursos para Animadores de Grupos Bíblicos (ou outros), em ordem a fornecer aos leitores da Bíblia, sem estudos bíblicos, alguns pontos de apoio e pistas para encontrar o verdadeiro sentido dos textos lidos em particular ou em grupo.

6.1. Grupos de estudo da Bíblia
6.2. Da vida à Bíblia
6.3. Da Bíblia à vida
6.4. Método de leitura individual da Bíblia
6.5. Método de estudo em grupo
6.6. Método de estudo e celebração
6.7. "Método Cardijn"
6.8. Leitura da Bíblia em 100 Semanas
6.9. LECTIO DIVINA
6.10. Escola da Palavra
6.11. Orar os textos da liturgia de cada dia
6.12. Uso da Bíblia na formação de catequistas
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Extraído de http://www.capuchinhos.org/porciuncula/ler_biblia/6_especies_metodos_leitura_biblica.htm acesso em 18 ago. 2008.

6.1. Grupos de estudo da Bíblia

Este tipo de grupos e de leitura da Bíblia existe sobretudo em países onde é possível encontrar animadores com grandes conhecimentos bíblicos (na França, por exemplo). Neste método, os participantes dos grupos procuram, antes de mais, saber o que significa o texto, teoricamente falando. A aplicação à vida fica ao encargo e à consciência de cada um. Em muitos grupos não há nem sequer um cântico ou oração. O animador, neste caso, assume a função de professor.
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Extraido de http://www.capuchinhos.org/porciuncula/ler_biblia/6_1_grupos_estudo_biblia.htm acesso em 18 ago. 2008.

6.2. Da vida à Bíblia

Segundo este método de leitura da Bíblia, o grupo está atento ao que se passa no mundo que o rodeia e lê a Bíblia na perspectiva da leitura dos acontecimentos da vida. A metodologia concreta está precisamente em escolher um texto ou textos da Bíblia que iluminem um caso importante da vida.

No Brasil, Carlos Mesters personalizou este método, a que foi dado o nome de "Círculos Bíblicos"[1]. O caso da vida poderá ser real e conhecido por todos ou apenas por algum membro do grupo, ou poderá ser também um caso ou situação imaginada, mas paralela a tantas outras da vida real. O animador, ou uma equipa, terá o trabalho de procurar textos bíblicos que possam iluminar aquela situação vital. O grupo debruçar-se-á sobre os dois - Vida e Bíblia - e tirará as devidas conclusões, em ordem ao agir.

Este método mantém muitas semelhanças com o VER - JULGAR - AGIR: ver o caso da vida; este é julgado pela Palavra de Deus; os membros no grupo comprometem-se, finalmente, com o Deus da vida, no seu agir em consequência[2]. Deste modo, a vida é o ponto de partida e o ponto de chegada do grupo, segundo o seguinte esquema tripartido: vida - Bíblia - vida.

Este esquema parte da convicção de que a Bíblia deve estar no centro da vida das pessoas concretas, não é um livro de sacristia, alienante. A Bíblia é o livro sagrado não só da igreja e da liturgia, mas sobretudo da vida dos homens e das mulheres de hoje. Não admira, por isso, que este seja o método mais utilizado em países onde um certo capitalismo produz mais miséria do que riqueza. Integra-se na dinâmica da Teologia da Libertação.

Este método é muito válido porque tem em conta a ideia muito bíblica da presença de Deus na história do mundo e das pessoas e que nos interpela a partir da realidade e do quotidiano. Por outro lado, exige um bom animador, capaz de saber encontrar o texto bíblico próprio para determinada situação da vida.
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[1]. Ver Caderno do Animador, Difusora Bíblica, Lisboa, 1992, p. 103-104.
[2]. Ver Caderno do Animador, Difusora Bíblica, Lisboa, 1992, p. 104.

Extraído de http://www.capuchinhos.org/porciuncula/ler_biblia/6_2_da_vida_a_biblia.htm
acesso em 18 ago. 2008.

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