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quarta-feira, 8 de agosto de 2018
UMA QUESTÃO DE FÉ E HUMILDADE...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 15,21-28)(8/8/18).
A pureza da alma é revelada pela prática da fé, que é nata, e que potencializada pelo Espírito Santo, sempre busca a vontade de Deus para realizar o Seu plano de amor em vista de sua salvação eterna. Tadavia, a fé não é um dom isolado, mas está sempre acompanhada pelas demais virtudes, especialmente a virtude da humildade, como vimos na narração do Evangelho de hoje, em que uma mulher cananéia, isto é, que não fazia parte do povo de Deus, foi acolhida e atendida pelo Senhor por seu ato de fé e humildade.
Ora, esse episódio revela que a obra da criação está aberta e apta para a salvação de todos, pois é obra prima das mãos de Deus, que tudo criou e tudo governa por amor. Não entender isso é correr o risco de se viver como se Deus não existisse, e como se tudo que existe, fosse obra do acaso, que na verdade nada tem de acaso, mas sim de consequência, porque toda causa gera o seu devido efeito.
Caríssimos, se referindo a isso, assim disse, São Paulo, nos atos dos Apóstolos: "Porque é em Deus que temos a vida, o movimento e o ser... Ou seja, "é ele quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas." Desse modo, cabe a nós acolhermos com fé incondicional, todas as graças que nos são concedidas por sua benevolência Suprema, especialmente o sacrifício do Seu Filho, expressão máxima de seu amor por nós.
Conclusão: Eis o que diz o Senhor: "Amei-te com amor eterno e te atraí com a misericórdia. Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve. Pois o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido."
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
terça-feira, 7 de agosto de 2018
JESUS CAMINHA SOBRE AS ÁGUAS...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 14,22-36)(07/8/18).
Caríssimos, estamos à caminho do desfeixo final da história humana, pois a plinitude dos tempos, anunciada com a primeira vinda de Cristo (cf. Gl 4,4), nos faz protagonistas dos acontecimentos preparatórios para a sua Parusia definitiva, isto é, sua vinda escatológica; todavia, o Senhor nos indicou precisamente os sinais dessa sua segunda vinda (cf. Mt 24), mas não uma data precisa, pois esta, como Ele mesmo disse, só o Pai conhece (cf. Mt 24,36). Contudo, precisamos nos preparar para esse grandioso dia do Senhor, que virá quando menos pensarmos (cf. Mt 24,42.44).
Com efeito, também São Pedro, na sua segunda carta, nos fala desse acontecimento escatológico: "Entretanto, virá o dia do Senhor como ladrão. Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém. Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida e de vossa piedade, Portanto, caríssimos, esperando estas coisas, esforçai-vos em ser por ele achados sem mácula e irrepreensíveis na paz."
No Evangelho de hoje, Jesus nos faz caminhar com Pedro sobre as águas revoltas, pois fazendo uma analogia, o mar revolto é este mundo em que vivemos; Padro e os outros Apóstolos representa a humanidade na fragilidade de uma barca, isto é, da Igreja, que singra as tempestades desta vida rumo ao porto seguro do Reino de Deus, mas que tem em Jesus o eficaz comandante capaz de erguê-la quando esta vacila na fé.
Portanto, precisamos tocar o Senhor na Eucaristia com a nossa fé para sermos curados e nos sentirmos seguros por sua presença no meio de nós e dizermos como os Apóstolos: "Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
FESTA DA TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 9,2-10)(06/8/18).
Festa da Transfiguração do Senhor
Caríssimos, depois do pecado a situação da humanidade tornou-se frágil e insustentável de tal forma que pouco ou nada poderíamos fazer por nós mesmos. Todavia, ciente dessa nossa realidade o Senhor veio até nós para nos dá a conhecer que, assumindo nossa finitude, Ele nos faz participantes de sua natureza divina e do Grande Mistério que há de se revelar na plenitude dos tempos, o Reino de Deus e a sua Justiça.
Ter todo poder sobre o céu e sobre a terra e mesmo assim se deixar sacrificar numa cruz, como se não tivesse nenhum poder, demonstra verdadeiramente o amor com que Deus nos ama à ponto de dar seu Filho único em resgate para a nossa salvação. Por isso, a Transfiguração do Senhor é tão importante para a vivência da fé, porque ela é a garantia de que Deus está no comando mesmo quando aparentemente se mostra frágil como um de nós no patíbulo da cruz.
A Transfiguração do Senhor é o céu que se encontra com a terra, é uma visão antecipada do que seremos eternamente, é também a certeza de que Deus nos acompanha nessa trajetória até que cheguemos ao infinito do seu amor, seguindo o mesmo caminho de obediência seguido por Cristo. A princípio os Apóstolos não compreenderam o significado da palavra "ressuscitar dos mortos," como vimos no Evangelho de hoje, pois esta faz parte do vocabulário divino, e só depois da ressurreção do Senhor, é que compreenderam a grandeza da missão que de Deus receberam.
Conclusão: Antes de qualquer decisão tomada, seja esta baseada no amor de Deus, pois Ele nos criou por amor, e quando tudo parecia perdido por causa do pecado, nos resgatou pelo sacrifício de Seu Filho amado, a fim de que Nele tivéssemos a vida eterna. Portanto, sigamos fielmente o mesmo conselho que os Apóstolos ouviram no Monte Sagrado: "Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda minha afeição; escutai o que Ele diz."
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
JESUS NA SINAGOGA DE NAZARÉ...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 13,54-58)(03/8/18).
Caríssimos irmãos e irmãs, quando os homens substituem a fé pelo preconceito, extrapolam todos os níveis de tolerância e usam de ignorância para fazer valer sua intransigência e repúdio ao bem que vem de Deus. Foi assim no tempo dos profetas, no tempo de Jesus e dos Apóstolos e também em nosso tempo.
Sim, porque viver em conformidade com a vontade de Deus, significa rejeitar a mentalidade do mundo e daqueles que se acham donos do mundo e das leis que o regem. Não é atoa que mataram os profetas, Jesus, os Apóstolos e todos os mártires que deram a vida pelo Reino de Deus, porque estes jamais se submeteram à mentalidade dos cegos espirituais.
Aliás, são Tiago já o dizia: "Não sabeis que o amor do mundo é abominado por Deus? Todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus." E São Paulo, acrescenta: "Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: comportai-vos como verdadeiras luzes. Ora, o fruto da luz é bondade, justiça e verdade."
Caríssimos, o preconceito é um veneno espiritual que envenena a alma, levando-a à agredir os seus semelhantes como se a vida humana não fosse mais do que a visão preconceituosa de quem incide contra ela; realmente é mórbido o estado de alma dos preconceituosos, por isso, não vivem em paz, porque estão envenenados pelo preconceito que os destrói. "E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé."
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
A PARÁBOLA DOS PEIXES BONS E RUINS...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 13,47-53)(02/8/18)
Caríssimos irmãos e irmãs, vivemos no Reino transitório dos homens, e nele nos encontramos em meio à uma dicotomia que divide e que massacra à muitos, porque se vêem como inimigos uns dos outros outros e não como irmãos que se amam. No entanto, nem tudo está perdido, pois, com a vinda de Cristo, Ele nos deu à conhecer e participar do Reino de Deus, como Ele mesmo disse: "O Reino de Deus já está no meio de vós."
De fato, a fé católica tem a mesma extensão do universo que seu nome traduz, pois a Igreja é o Corpo Místico do Senhor, do qual somos os seus membros. A rede divina que o Senhor lançou sobre a humanidade nos pescou à todos, mas nem todos creram Nele, e essa é a condição fundamental para ser peixe bom, recolhido em seu cesto no final de tudo. Todavia, essa Parábola analogia, mostra também que os peixes ruins não escaparão da ruína à que se destinaram.
Com efeito, mais que uma simples Parábola, essa estória contada por Jesus nos ensina sobre o fim escatológico da vida, pois o imenso mar da existência é o mesmo para todos, isto é, as graças de Deus são igualmente para todos, mas nem todos querem viver conforme a sua disciplina, e com isso, arruínam a própria vida se tornando como que peixes inúteis.
Conclusão: A Igreja é a escola de santidade na qual pelo batismo estamos matriculados; ela é, de fato, a parte visível do Reino de Deus neste mundo; é nela que nos dedicamos à vida eterna, por isso, assumir a condição de santidade que o Senhor nos oferece nela, é já participar da plenitude de sua Páscoa etena.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
ABORTO NÃO...
ABORTO NÃO...
Aos Senhores(as) Ministros(as) do Supremo Tribunal Federal
Caríssimos, qualquer argumento que atenta contra vidas inocentes é falso. Por exemplo, o argumento de dizer que o aborto se justifica pelo fato de ser uma questão de saúde pública, porque muitas mulheres pobres morrem por causa dos abortos crandestinos, não se sustententa, pois, todo aborto provocado é assassinato de um ser inocente, por isso, tal argumento cruel é falso, porque é acobertamento de um crime.
Outro argumento comumente usado para justificar o aborto provocado é dizer que, aqueles que são contra a legalização do aborto o são por terem como pano de fundo os valores morais da religião; e como nem todos têm religião, então, quem a tem não pode se intrometer em tal decisão. Ora, mas o aborto provocado vai além da questão moral da religião, trata-se da ética da vida, da eliminação da existência humana, da crueldade contra um ser inocente que foi gerado e agora é eliminado legalmente sem nenhum chance de defesa.
Ainda um outro argumento é ter como exemplo a legalização do aborto nos países desenvolvidos e também nos países de orientação socialista ou comunista; ora, mas estes maus exemplos não justifica a eliminação da vida em nosso país, não somos um país submisso ao pensamento ou a orientação de tais países, porque somos um país livre e nesse sentido não devemos submeter nossas decisões às más decisões de outros países, pois todo exemplo mal é mal, e não pode e nem deve servir de argumento para se agir do mesmo modo.
Por fim, dentre outros argumentos ainda, se nomeia o direito da mulher abortar legalmente; ora, não chamem agressão e morte de direito, pois os direitos são iguais para todos, tanto para a mãe, quanto para o nascituro. Dizer que a mãe tem direito e o nascituro não tem, é condenar um ser humano à morrer sem nenhum direito de se defender; ora, não existe nada de justiça nisso, mas sim sacrifício maléfico, cruel e abominável. De fato, isso é inaceitável.
Portanto, quando o ser humano chega ao ponto de querer legalizar o aborto provocado, dizendo não ser crime, torna-se inimigo de si mesmo, pois criar leis para matar um outro ser humano só porque foi gerado e dizer que não é crime; tal atitude é uma aberração, é o cúmulo do absurdo, é a total falta de bom senso. E o pior é o uso indevido do poder judiciário para isso, pois não é sua função legislar, mas fiscalizar as leis criadas pelo legislativo; assim legislar sem ter tal atribuição é se intrometer e agir como se fosse legislador, ou seja, é um poder se impondo sobre o outro, e isso se chama intromissão indevida.
Com efeito, no Brasil já não se tem democracia como antes, e depois dessa decisão, já não mais existirá respeito algum entre os poderes, pois manda mais, quem se intrometer mais.
Senhores Juízes Supremo Tribunal Federal, não ajam com a mentalidade abominável daqueles que fizeram da morte sua Lei, mas como pessoas sensatas que veem a vida como um dom Supremo e não como um objeto que pode ser descartado legalmente. Pois a vida não termina com a morte natural, creiam nisso ou não; o fato é, que independente de crença, haverá um juízo final, e quem julgou, no dia eterno será julgado conforme os próprios atos, e também terá uma sentença definitiva, a partir das próprias decisões tomadas.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
O TESOURO E A PÉROLA PRECIOSA...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 13,44-46)(01/8/18)
Caríssimos, não se sustenta na existência quem não bebe da Fonte da vida eterna, Cristo Jesus, pois Ele mesmo disse: "Se alguém tiver sede, venha a mim e beba e do seu interior manarão rios de água viva." Porque quem não bebe da água viva que o Senhor nos dá, jamais saciará a sede de paz que sente na alma. Isto porque, a água turva deste mundo mergulha no abismo profundo aqueles que bebem das suas torrentes infernais. De fato, não pode viver em paz quem faz da doutrina do pecado sua fonte inebriante.
Ora, a vida que Deus nos deu e nos sustenta nela, é também o lugar de sua presença neste mundo, para sermos suas testemunhas fiéis junto àqueles que ainda não o conhecem. Dar testemunho da verdade e vivê-la plenamente é realizar a Sua vontade como Jesus nos ensinou, pois o Senhor foi enviado para nos libertar do pecado para sempre, nos fazendo viver em permanente comunhão de amor com Ele, autor de nossa salvação.
Na antífona da primeira leitura meditamos: "Velarei sobre as minhas ovelhas, diz o Senhor; chamarei um pastor que as conduza e serei o seu Deus (Ez 34,11.23s). Ora, essa ideia de continuidade e proteção que o Senhor nos dá, nos mostra que estamos à caminho da vida eterna, e que o tempo que aqui vivemos é só um tempo de prova até que amadureçamos na fé e estejamos aptos para o Reino dos céus.
Conclusão: O tesouro e a pérola das parábolas que Jesus nos conta hoje, são os frutos do encontro com Deus, pois quem o encontrou no campo de sua vida, encontrou o grande tesouro e a pérola preciosa da felicidade que não tem fim. Por isso, é preciso vender tudo o que se tem para adquirir este tesouro e pérola, isto é, deixar tudo por amor ao Senhor.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
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