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segunda-feira, 8 de outubro de 2018
O BOM SAMARITANO...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 10,25-37)(08/10/18).
Caríssimos, a vida em estado de graça consiste em permanecer fiéis à nossa filiação divina, isto é, amar a Deus como seus filhos e filhas nascidos no batismo em total comunhão com a sua vontade. Às vezes escuto alguns dizerem que é muito difícil seguir o Senhor, à estes digo, difícil é seguir o mal, pois ele nada tem para nos dar a não ser a condenação eterna que recebeu depois de ser julgado e condenado (cf. Jo 16,7-11).
Não resta dúvida que a maior luta que travamos é espiritual e se dá dentro de nós mesmos, em especial no coração de nossas almas, isto é, em nossa mente, em nossa consciência. Por isso, precisamos escutar a voz do Senhor que nos diz: "Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." (Mt 26,41).
Com efeito, muitos são aqueles que usam a última parte deste versículo para querer justificar que pecou porque a carne é fraca. À estes digo, não existe pecado sem tentação, sem permissão e sem o ato praticado ainda que seja mentalmente; por isso, ninguém é fraco antes do pecado, mas só depois que peca. Dito isto, escutemos a primeira parte deste versículo para nos manter em comunhão com o Senhor, pois, como escreveu São João: "Todo aquele que permanece nele não peca; e todo o que peca não o viu, nem o conheceu." (1Jo 3,6).
Caríssimos, meditando o evangelho de hoje, percebemos que os mestres da Lei se aproximavam de Jesus só para pô-lo à prova. De fato, quem não tem argumento para expressar o bem, usa a astúcia como arma para poder condenar os outros e não amá-los. Ora, a Sabedoria divina revelada nas Palavras de Jesus, nos ensina que o amor supera todas as barreiras que os homens criaram para não viverem unidos e em paz. Disse Ele: "Vai e faze a mesma coisa [que o bom samaritano fez]."
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
domingo, 7 de outubro de 2018
A FAMÍLIA É O MAIOR TESOURO DA HUMANIDADE...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,2-16)(07/10/18).
Caríssimos irmãos, Deus criou todas as coisas como expressão do seu amor e para permanecer no seu amor, pois somente assim elas subsistem; caso contrário, tudo tende ao caos, porque só Deus é Absoluto, só Ele existe em Si e por Si mesmo e sustenta todas as coisas. Todavia, ao criar o homem à sua imagem e semelhança, fez com ele uma aliança perene para que administrasse a obra da criação em comunhão com Ele. É isso o que nos ensina a primeira leitura que meditamos nessa liturgia.
No Evangelho de hoje, Jesus responde a pergunta capciosa dos escribas e fariseus a respeito do matrimônio, mostrando quão duro se tornou o coração dos homens depois do pecado, por isso, não abriu mão da sacralidade deste Sacramento, dizendo: "O que Deus uniu o homem não separe." Ou seja, a união entre um homem e uma mulher é sagrada, pois é Deus mesmo quem os une com a sua bênção por meio da Igreja.
Com efeito, algo também nos chama a atenção nesse Evangelho, é o encontro de Jesus com as crianças. A princípio os discípulos as impediam que se aproximassem do Senhor, mas Jesus os censurou dizendo: “Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”. Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos."
Caríssimos, a família humana é o maior tesouro da humanidade, destruir a unidade familiar é o mesmo que destruir nossa comunhão com Deus, pois Ele se faz presente na unidade da família. Por isso, uma família dividida é uma família destruída, porque não tem a presença de Deus nela. E só entende isso quem tem um coração de criança, ou seja, quem não perde sua inocência para o pecado da divisão que não deixa vivermos em paz.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
sábado, 6 de outubro de 2018
E LHES ENVIOU COM O PODER DE EXPULSAR OS DEMÔNIOS...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 10,17-24)(06/10/18).
Caríssimos, a realidade da presença do mal na história da humanidade remonta nossos primeiros pais que foram tentados e cederam à tentação do maligno e assim se rebelaram contra Deus. Todavia, a misericórdia infinita do Senhor não os deixou desamparados, mas os libertou por meio do Seu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo. Bem como escreveu São João: "Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna."
E escreveu ainda: "Sabeis que (Jesus) apareceu para tirar os pecados, e que nele não há pecado. Todo aquele que permanece nele não peca; e todo o que peca não o viu, nem o conheceu. Eis por que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demônio. Todo o que é nascido de Deus não peca, porque o germe divino reside nele; e não pode pecar, porque nasceu de Deus."
Com efeito, no Evangelho de hoje, Jesus enviou os 72 discípulos com o poder de expulsar os demônios em seu nome. Aliás, a palavra demônio significa aquele que divide; de fato, ele é um anjo decaído que se arrogou querer ser como Deus, no entanto, por sua arrogância, foi precipitado no profundo abismo da ruína e da perdição, como revelou o Profeta Isaías (cf. Is 14,13-14).
Conclusão: caríssimos, a Igreja hoje formada pelos atuais discípulos de Cristo, o anuncia como o enviado do Pai para derrotar definitivamente o poder do mal. E assim permanece firme no Senhor com a autoridade de expulsar os demônios por meio da oração com o poder de sua Palavra, libertando as almas atormentadas do poder desses espíritos malignos.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
A FÉ É UM CRITÉRIO DIVINO, É UM DOM DE DEUS...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 10,13-16)(05/10/18).
Caríssimos irmãos e irmãs, os critérios de Deus para crermos Nele são justos e santos, rejeitá-los significa crer no inimigo de nossas almas, se afastar de Deus, e nunca mais ver a Sua Face. O problema da humanidade é querer impor a Deus os critérios para crer, e com isso, deixar de transparecer Sua imagem e semelhança que somos.
Com efeito, contemplar a Deus em sua benevolência é um dom para todos, mas poucos são aqueles que o fazem; e por que não o fazem? Porque não o amam acima de tudo quanto existe, e por isso idolatram coisas, situações e pessoas. Que o digam os times de futebol, os cantores e cantoras, as TVs, as salas de cinema, a Internet e tantos outros eventos semelhantes, que tomam todo o tempo vago dos homens tirando deles a piedade, a vida de oração, o encontro com Deus.
E qual é o resultado? É a multiplicidade do pecado, as mortes violentas, as cadeias superlotadas, os hospitais abarrotados, os cemitérios cheios. De certo, no dia que os homens deixarem de escutar a voz do inferno para escutar a voz de Deus, se converterão e terão a proteção divina e com ela a vida eterna; caso contrário, serão como as cidades que Jesus mencionou no Evangelho de hoje, que, por não ouvirem Sua voz, perderam a chance de serem redimidas.
Caríssimos, ainda estamos no tempo da Divina Misericórdia, antes que se manifeste o justo juízo de Deus sobre toda humanidade. De fato, o melhor a fazer é se converter, isto é, reconhecer os pecados, confessa-los, receber o perdão Sacramental e fazer penitência. "Pois, eis o que diz o Senhor: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação."
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
O SEGUIMENTO DE CRISTO...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 9,57-62)(03/10/18).
Caríssimos, Santa Teresinha do Menino Jesus, escreveu que a "vida é um brevíssimo segundo"; de fato, se comparada com a eternidade, ela é um pequeníssimo grão de areia na extensão do imenso mar; todavia, pergunto, mas à quem estamos dando esse "brevíssimo segundo", esse minúsculo grão de areia? Porque mesmo pequeníssimos, temos da parte de Deus a liberdade de decidir à quem queremos seguir.
Caríssimos, viver não é somente ser e estar no mundo; viver é traduzir o que somos em ações que nos levam a um destino eterno. De certo, estamos no tempo, mas já com a certeza de seu fim, todavia, é aqui que definimos nosso devir. E se o nosso devir tem como fundamento o seguimento de Cristo, nada temos a temer, pois tudo o que se fundamenta em suas Palavras tem a garantia da felicidade eterna.
O Evangelho de hoje apresenta três casos de chamados para o discipulado de Cristo: o primeiro, é o daquele que deseja seguí-lo, mas tendo em vista os valores temporais; ao qual o Senhor respondeu: "As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”.
O segundo, é um chamado direto: "Segue-me." Mesmo assim ele queria pôr os projetos pessoais acima do discipulado; ao que, disse o Senhor: "Deixa que os mortos, enterrem seus mortos, mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. O último caso, é daquele que dá desculpas por causa do apego aos afetos familiares; à esse Ele respondeu: "Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus."
Conclusão: A disponibilidade é uma das principais virtudes daqueles que são chamados, os humildes de coração; pois reconhecem que os critérios para crer e seguir Jesus não são humanos mais divinos, por isso, não impõem condições para segui-lo, simplesmente o seguem porque ouvem e obedecem à sua voz.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
terça-feira, 2 de outubro de 2018
SANTO ANJO DO SENHOR MEU ZELOSO E GUARDADOR...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 18,1-5.10)(02/10/18).
Caríssimos, as graças de Deus chegam até nós por diversos meios, dentre eles temos a intercessão dos santos, em especial a intercessão de Nossa Senhora; elas também nos chegam por meio da proteção dos anjos, de modo especial, nossos anjos de guarda, que são nossos protetores nas mais diversas situações de nossa vida.
É bem como meditamos hoje no Livro de Êxodo: "Assim diz o Senhor: Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. Respeita-o e ouve a sua voz. Se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, serei inimigo dos teus inimigos, e adversário dos teus adversários." De fato, "O anjo do Senhor acampa em redor dos que o temem, e os salva." (Sl 33,8).
São Bernardo Abade disse em um de seus sermões: “Sejamos, pois, devotos e agradecidos àqueles guardiães tão exímios; correspondamos o seu amor, honremo-los quanto possamos e conforme devemos. Eles nos guiam nos nossos caminhos, não podem ser vencidos nem enganados e menos ainda podem nos enganar. São fiéis, prudentes, poderosos. Basta que os sigamos, que estejamos unidos a eles, e viveremos assim, à sombra do Onipotente”.
Santa Francisca Romana, certa feita recebeu do Senhor a graça da visão do seu anjo da guarda e assim o descreveu: “Era de uma beleza incrível, com uma pele mais branca que a neve e um rubor que superava a vermelhidão das rosas. Seus olhos, sempre abertos olhando para o céu, o cabelo comprido e cacheado cor do ouro. Sua túnica era comprida até os pés e era branca um pouco azulada e, outras vezes, com brilhos avermelhados. Era tal a irradiação luminosa que o seu rosto emanava, que podia ler as matinas em plena meia noite."
Rezemos, então, ao nosso anjo da guarda, pedindo-lhe a graça de sua proteção: "Santo anjo do senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarde, me governe e me ilumine. Amém!"
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
A VIA DA SANTIDADE...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 9,46-50)(01/10/18)
Caríssimos, ao que parece a via da santidade é uma via a princípio por demais dolorosa, não sem que tenhamos as divinas consolações que o Senhor nos concede, por meio de sua visita, a fim de que não desfaleçamos antes que cheguemos ao porto seguro da nossa salvação.
Ora, para entendermos melhor essa via, temos o exemplo do povo da Antiga Aliança que precisou passar pela provação do deserto para que se cumprisse os desígnios do Senhor à seu respeito, viverem no paraíso da terra prometida. Temos também um outro exemplo que muito nos edifica, é o do antigo patriarca Jó, que mesmo passando pelas intempéries da provação, disse: “Nu eu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei para lá. O Senhor deu, o Senhor tirou: como foi do agrado do Senhor, assim foi feito. Bendito seja o nome do Senhor!”
Com efeito, caríssimos, ninguém padeceu mais que o Filho de Deus para nos salvar, como relata a Carta aos Hebreus: "Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade. Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem."
Portanto, proclamemos o louvor do Senhor quando passarmos pelas mais diversas provas na via de santidade que Ele nos indica, pois, assim escreveu São Tiago a esse respeito: "Considerai que é suma alegria, meus irmãos, quando passais por diversas provações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Mas é preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma."
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
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