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domingo, 17 de junho de 2018

É JUSTO O SENHOR NOSSO DEUS...


Homilia do 11° Dom do tempo comum (Mc 4,26-34)(17/6/18).

“O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra." Assim Jesus começa a contar uma parábola comparativa, isto é, numa linguagem simples, para falar do Reino de Deus, infinitamente superior em tudo ao que vemos e entendemos da criação natural. De fato, "Aquele que vem de cima é superior a todos. Aquele que vem da terra é terreno e fala de coisas terrenas. Aquele que vem do céu é superior a todos. Com efeito, aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus, porque ele concede o Espírito sem medidas."

Desse modo, quando ouvimos o Senhor, participamos diretamente da grande promessa: "Está escrito nos profetas: Todos serão ensinados por Deus (Is 54,13). Assim, todo aquele que ouviu o Pai e foi por ele instruído vem a mim. Não que alguém tenha visto o Pai, pois só aquele que vem de Deus, esse é que viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna." Ou seja, Jesus veio nos revelar o Reino de Deus, a Vontade do Pai, e fazer-nos participantes de sua natureza divina.

Conforme vimos na segunda leitura, a fé que recebemos no batismo nos leva ter uma confiança inabalável no Senhor que nos conduz por meio de seu Espírito para vivermos em sua presença aqui e eternamente. "É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam.

Caríssimos, cantemos, então, com o salmista as maravilhas do Senhor: "Como é bom agradecermos ao Senhor e cantar salmos de louvor ao Deus Altíssimo! Anunciar pela manhã vossa bondade, e o vosso amor fiel, a noite inteira. O justo crescerá como a palmeira, florirá igual ao cedro que há no Líbano; na casa do Senhor estão plantados, nos átrios de meu Deus florescerão. É justo mesmo o Senhor Deus: meu Rochedo, não existe nele o mal!”

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 16 de junho de 2018

O SERMÃO DA MONTANHA...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,33-37)(16/6/18)

Caríssimos, a liturgia desta semana nos presenteia com a meditação do Sermão da Montanha, célebre pregação de Jesus, por meio da qual ele faz uma revisão da Lei Deus dada por meio de Moisés. E hoje meditamos sobre a transparência com que devemos dar o nosso testemunho de fé, por meio da prática da vida, pois esta é uma prática diária que resulta no estado de alma que temos de acordo com o bem ou o mal que praticamos.

De uma coisa fiquemos certos a vida é uma missão e quando a cumprimos fielmente conforme a graça que nos é dada, tudo concorre para o bem de nossas almas e para a nossa felicidade eterna, como vimos na primeira leitura, onde o Profeta Elias, à pedido de Deus, chamou como servo Eliseu para este dar continuidade à missão profética que Deus lhe confiara.

Ora, um dos fundamentos da missão é a renúncia de tudo o que possuímos, até mesmo da própria vontade, se pondo à disposição do Senhor, para realizarmos os seus desígnios de amor. Escutemos, então, o Senhor: "De mim mesmo não posso fazer coisa alguma. Julgo como ouço; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou." De fato, muitos não são felizes porque não abrem mão da própria vontade, querem que Deus se adapte ao seu modo de viver, carregado das manias e apegos que não passam de entraves impostos contra a livre ação do Senhor; e quando as coisas não acontecem como planejaram se afastam da fé e passam a viver de acordo com a mediocridade de sua indiferença.

Conclusão: Eis o que diz o Senhor no Evangelho de hoje: "Seja o vosso ‘sim’: ‘sim’, e o vosso ‘não’: ‘não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”. Ou seja, esta é uma regra de ouro, bem é bem; mal é mal, e nunca se misturam, portanto, o que é mal só vem do mal; o que é bem só vem do bem. Todavia, muito cuidado com o bem aparente, pois este não passa de armadilha perversa para nos afastar do Senhor (cf. Mt 7,15-23).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

A FAMÍLIA É O SANTUÁRIO DA SANTÍSSIMA TRINDADE...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,27-32)(15/6/18).

Caríssimos irmãos e irmãs, a fidelidade à Deus se estende também para as relações humanas, pois não não existe compromisso verdadeiro entre nós, se não houver fidelidade no nosso compromisso com Deus, que está sempre presente em nossa vida e nunca se afasta de nós, a não ser que nos afastemos Dele pelos pecados praticados. Ora, vemos bem isto no Evangelho de hoje, pois o Sacramento do matrimônio é a união sacramental entre um homem e uma mulher que recebem a benção de Deus para formar uma família e serem santos.

Na Carta aos Efésios, São Paulo nos ensina quais são os fundamentos do matrimônio e o papel dos esposos e das esposas: "Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim os maridos devem amar as suas mulheres."

Caríssimos, a família é o tesouro da vida, é a fronte de onde brotam todas as outras vocações, por isso, Deus iniciou a história humana abençoando o primeiro casal, formando assim a primeira família. O pecado contra família é tão grave quanto a blasfêmia, pois é uma aberração contra o plano de Deus para a salvação humana. Ser família abençoada é ser família de Deus santificada por sua presença.

Também hoje Jesus nos mostra como é fácil pecar contra a família e sua base que se firma na fidelidade, basta um olhar malicioso repleto de desejos impuros, para se dá lugar ao pecado do adultério, da fornicação e da destruição da família. Infelizmente esse nosso mundo está repleto de famílias destruídas pelo pecado da traição.

Frequentemente este pecado é a causa da separação de muitas famílias, até mesmo daquelas que receberam a bênção sacramental, pois, por terem se afastado da prática da fé, se afastaram também da fidelidade conjugal, o resultado são famílias desajustadas e as brigas entre pais e filhos com incontáveis traúmas. Rezemos, então, pelas nossas famílias: Senhor, tende piedade de nossas famílias. "Jesus, Maria e José nossa família vossa é."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

FÉ, TESTEMUNHO E JUSTIÇA...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,20-26)(14/6/18)

Caríssimos irmãos e irmãs, a fé que moveu o coração e a oração do Profeta Elias, subiu aos céus e chegou aos ouvidos de Deus, que atendendo suas preces transformou os acontecimentos adversos em graças abundantes na vida de seu povo. Com esse exemplo, o Senhor nos ensina que precisamos viver da fé, pois, por meio dela e o auxílio da oração, também alcançamos todas as graças e nos mantemos em plena comunhão de amor com Ele e entre nós.

De fato, qual a finalidade de nossa existência senão a interação com nosso Deus e Pai Criador? Qual sentido teria o nosso viver temporal se não houvesse a esperança de vê à Deus face a face no Reino dos Céus? Daí compreendemos que todos os exemplos das Sagradas Escrituras existem para nos preparar de tal maneira que realmente sejamos dignos de participar da Glória de Cristo, o Filho amado de Deus.

São Pedro ao falar dos últimos acontecimentos da história da humanidade, nos indicou qual deve ser a nossa conduta diante de Deus e dos homens se quisermos vencer as intempéries que se darão: "Entretanto, virá o dia do Senhor como ladrão. Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém. Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida e de vossa piedade, enquanto esperais e apressais o dia de Deus."

No Evangelho de hoje, Jesus nos fala da importância do nosso testemunho e da justiça com que devemos dá-lo: “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus." Ou seja, as graças que nos são derramadas têm o poder de santificar as nossas almas, todavia, se as pusermos em prática, caso contrário, nos tornamos como o sal que perde o seu sabor ou como uma lamparina escondida que nada ilumina.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

SANTO ANTÔNIO ROGAI POR NÓS, INTERCEDEI A DEUS POR NÓS...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,17-19)(13/6/18)

Caríssimos, a verdade é o que é, não muda; mesmo que alguém a despreze ou queira modificá-la, simplesmente não consegue, porque não tem poder sobre ela. É como escreveu São Tiago: "Não vos iludais, pois, irmãos meus muito amados. Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade. Por sua vontade é que nos gerou pela palavra da verdade, a fim de que sejamos como que as primícias das suas criaturas."

E continua o apóstolo: "Já o sabeis, meus diletíssimos irmãos: todo homem deve ser pronto para ouvir, porém tardo para falar e tardo para se irar; porque a ira do homem não cumpre a justiça de Deus. Rejeitai, pois, toda impureza e todo vestígio de malícia e recebei com mansidão a palavra em vós semeada, que pode salvar as vossas almas. Sede, pois, cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isto equivaleria a vos enganardes a vós mesmos."

Com efeito, na primeira leitura de hoje, o Profeta Elias, vivendo sua interação com o Senhor, deu testemunho de sua Presença mostrando àquele povo que não se pode desdenhar da verdade, ser indiferente à ela ou exitar em lhe permanecer fiel, porque não ficará impune; a não ser que se arrependa, a reconheça e lhe preste as devidas homenagens, para assim retornar ao caminho da integridade e da salvação.

Hoje a Igreja, e particularmente nós franciscanos, celebramos a Festa de Santo Antônio, um dos santos mais queridos da cristandade. Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, era cônego agostiniano e mediante o testemunho dos primeiros mártires franciscanos, martirizados no Marrocos, desejou o mesmo martírio missionário e assim pediu o ingresso na recém fundada ordem franciscana, ainda em vida de São Francisco. Era grande pregador da Palavra de Deus, destacando-se pelos milagres que operava durante suas pregações, como nos ensinou o Senhor no Evangelho segundo Marcos (cf. Mc 16,17-18).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Ó SENHOR NOSSO DEUS COMO É GRANDE VOSSO NOME POR TODO O UNIVERSO...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,13-16)(12/6/18)

Caríssimos, todas as obras de Deus são autênticas obras primas e todas elas existem com sua finalidade específica. Desse modo, elas cumprem sua missão tal qual determinou o nosso Pai criador, e esta diz respeito ao bem de todos. Na liturgia de hoje, Deus ordena à uma viúva estrangeira para que cuidasse do Profeta Elias e assim ela o fez; mas, em verdade, por causa de sua generosidade e obediência, o Senhor cuidou dela e também de toda a sua família.

Ora, com isso, o Senhor nos dá a compreensão de que Ele cuida muito bem dos seus filhos e filhas, à medida de nossa confiança em sua divina providência. Assim como o Profeta Elias, a viúva de Sarepta e todos os santos e santas que nos antecederam, confiaram e viveram misticamente unidos à Ele, também nós que aqui estamos vivendo da fé, somos portadores das maiores graças derramadas sobre a humanidade, pois convivemos diretamente com Jesus Eucarístico que nos alimenta nesse tempo de penúria em que estamos vivendo, até que chegue o dia eterno, onde participaremos de Sua glória e divindade.

Com efeito, como todas as obras de Deus, também existe uma finalidade específica para a nossa presença no mundo, caso contrário, de nada adiantaria a existência de todos os outros seres. Olhando para o céu contemplamos o sol, a lua, as estrelas e em meio à nós contemplamos também todas as obras criadas, mas à nenhuma delas Deus chamou de meu filho, minha filha, mas somente ao homem e a mulher; desse modo, tudo o que existe, só existe em função de nossa presença na obra da criação, por isso, creio que este seja o grande privilégio que Deus nos deu.

Conclusão: "Que é o homem, digo-me então, para pensardes nele? Que são os filhos de Adão, para que vos ocupeis com eles? Entretanto, vós o fizestes quase igual aos anjos, de glória e honra o coroastes. Destes-lhe poder sobre as obras de vossas mãos, vós lhe submetestes todo o Universo. Ó Senhor, nosso Deus, como é glorioso vosso nome em toda a terra!" (Sl 8,5-7.10).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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