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terça-feira, 12 de novembro de 2019

SERVOS INÚTEIS QUER DIZER HUMILDADE...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 17,7-10)(12/11/19)
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Caríssimos, se uma casa é bem guardada nenhum inimigo entra nela; assim seja a casa de nossas almas, deixemos habitar nela somente as virtudes do Espírito Santo, especialmente a humildade; e pela dom da oração do coração, sejamos vigilantes não deixando entrar nenhum pensamento vão, desordenado ou estranho, pois são sempre contrários à vontade de Deus.

Por isso, fiquemos atentos, pois o maligno, por meio de tentações, procura entrar em nossas almas oferecendo poder, fama e prazer, que na verdade não passam de armadilhas enganosas; desse modo, sugere corrupção, mentiras, falsas acusações, ameaças, violência, falsos julgamentos, falsa piedade, moralismo farisáico e todas as armas que o inferno dispõe para levar à perdição os que se deixam dominar por tais pensamentos.
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Como combater isso? Usando as armas que o Senhor nos concede para vencermos todas as batalhas que travamos contra o mal. Na sua carta aos Efésios são Paulo nos ensina quais são essas armas: a verdade, a justiça, a fé, "e a espada do Espírito Santo, isto é, a Palavra de Deus." E acrescenta: "Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos."
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Conclusão: Caríssimos, a obra da salvação é divina, e foi consumada no lenho da cruz ao custo do sofrimento de Jesus que se apresentou à humanidade como o servo sofredor; o Cordeiro imolado. Cabe à nós aderirmos à Ele de todo o coração, nós que somos servos inúteis, para que tenha piedade de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna, pela nossa obediência à vontade do Pai.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

AMAR ATÉ AS ÚLTIMAS CONSEQUÊNCIAS...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 17,1-6)(11/11/19)

Caríssimos, amar até as últimas consequências significa sermos amparados pela caridade do Espírito Santo, para que movidos por Ele, ponhamos em prática a totalidade da vontade de Deus. Mas, como isso é possível? Ora, por sermos filhos amados de Deus, templos do Espírito Santo, recebemos os seus dons e os seus frutos, para multiplica-los por nossso modo de ser em Cristo.
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Com efeito, o tema desta liturgia de hoje trata exatamente da prática do perdão como fonte de unidade e de caridade fraterna. Aliás, são Paulo se referindo à esse tema, assim nos exorta: [Irmãos], "Tende um mesmo amor, uma só alma e os mesmos pensamentos. Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros."
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Na primeira de hoje nós vimos que a virtude da humildade é o remédio espiritual para a cura da soberba e da vanglória que são como um câncer para a alma. Diz o hagiógrafo: "Amai a justiça, vós que governais a terra, tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração, porque ele é encontrado pelos que o não tentam, e se revela aos que não lhe recusam sua confiança; com efeito, os pensamentos tortuosos afastam de Deus, e o seu poder, posto à prova, triunfa dos insensatos."
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Conclusão: Caríssimos, no Evangelho de hoje Jesus nos ensina que não existe limite para o perdão, porque ele é a fonte da verdadeira paz. De fato, quem não perdoa, porta na própria alma as ofensas e os pecados cometidos contra si. Por outro lado, segundo o conselho do Senhor, perdoar é amar, é fazer a vontade de Deus, porque é Deus mesmo quem perdoa por meio de nós e cura as feridas de nossas almas nos dando a paz e a alegria de viver por sermos misericordiosos, como Ele é Misericordioso. (cf. Lc 6,36-38).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 10 de novembro de 2019

NÃO CRER NA RESSURREIÇÃO É VIVER E MORRER SEM ESPERANÇA ALGUMA...


Homilia do 32°Dom do tempo comum (Lc 20,27-38)(10/11/19)
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Caríssimos, Deus é eterno e tudo criou para a eternidade, por isso, não podemos pensar a vida natural como um fim em si mesmo e que finda com a morte natural, pois, só em pensar nessa condição, perde-se toda esperança no devir e também aqui; é uma espécie de derrotar-se a si mesmo, como disse Jesus aos Saduceus por não acreditarem na ressurreição: "Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus."
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Com efeito, a ressurreição é a vitória sobre a morte natural e a morte espiritual; ou seja, é a condição da vida na eternidade que Deus concede como herança àqueles que ressuscitam com Cristo, bem como nos ensinou São Paulo: "O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. E, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados."
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De fato, "Crer na ressurreição dos mortos foi, desde o princípio, um elemento essencial da fé cristã. «A ressurreição dos mortos é a fé dos cristãos: é por crermos nela que somos cristãos» (Tertuliano). Ora, essa garantia o Senhor mesmo nos deu no Evangelho de João: "Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais."
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Conclusao: Caríssimos, ter a mesma atitude dos Saduceus de não acreditar na ressurreição, é não acreditar em Deus, é viver sem esperança alguma; é não acreditar no amor, é não amar. De fato, Deus nos deu a vida nova em Cristo pelo batismo, para vivermos em Sua presença desde já em santidade e justiça. Por isso, Ele nos ressuscita com Cristo quando formos atingidos pela morte natural.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 9 de novembro de 2019

FESTA DA BASÍLICA DE SÃO JOÃO DE LATRÃO...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 2,13-22)(09/11/19)

Caríssimos, hoje celebramos a festa da igreja mãe de toda a catolicidade, São João de Latrão. "Inicialmente foi uma festa exclusivamente da cidade de Roma; mais tarde, estendeu-se à Igreja de Rito romano, com o fim de honrar a basílica que é chamada “mãe e cabeça de todas as igrejas da Urbe e do Orbe(de Roma e do mundo) e como sinal de amor e unidade para com a Cátedra de Pedro que, como escreveu Santo Inácio de Antioquia, “preside a assembleia universal da caridade”.
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As leituras de hoje nos revelam que a Igreja não é um simples organismo humano; mas, de origem Divina; pois, nasce das Palavras de Jesus: "E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus." (Mt 16,18-19).
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No Evangelho de hoje Jesus compara o Templo de Jerusalém ao seu próprio corpo, nos mostrando com isso, que também nós somos templos vivos onde Deus habita, ou seja, somos um grande mistério do amor de Deus destinados à ressurreição, à vida eterna. Corroborando com isso, certa feita disse o Senhor: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada." (Jo 14,23).
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Caríssimos, isso significa que a obediência ao Senhor, torna as nossas almas Templos da Santíssima Trindade. De fato, esse é um dos grandes mistérios da nossa fé que só compreenderemos perfeitamente na eternidade. São João na sua primeira carta assim escreveu: "Eis como sabemos que conhecemos o Senhor: se guardamos os seus mandamentos.
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Aquele que diz conhecê-lo e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele. Aquele, porém, que guarda a sua palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito. É assim que conhecemos se estamos nele:
aquele que afirma permanecer nele deve também viver como ele viveu."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Ó SENHOR, DÁ-NOS CORAGEM PARA DIZER NÃO AOS ENGANOS DO PODER...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 16,1-8)(08/11/19)
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Caríssimos, se tem algo que nunca podemos esquecer é que estamos à caminho do Reino dos Céus, e é o Senhor mesmo quem nos conduz no seio de sua Santa Igreja, pela ação do Espírito Santo por meio do ministério dos seus ungidos, que nos administram os Sacramentos da salvação e nos animam na via da perfeição que nos leva à santidade, como vimos no exemplo de são Paulo na primeira leitura de hoje.
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De fato, somos as ovelhas do rebanho do Senhor, bem como Ele já havia dito: "Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim[...]. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu llhes dou a vida eterna; elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de minha mão." Ou seja, essas palavras são a garantia da nossa adesão incondicional ao Senhor.
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No Evangelho de hoje, o patrão ao elogiar a coragem e a esperteza do seu astuto administrador, parece entrar em contradição com os volores do Evangelho; mas, não, pois, a coragem e a esperteza aliada com a misericórdia com que age, como disse o Senhor, devia despertar nos filhos da luz o empenho e a determinação para superar todos os obstáculos que enfrentam neste mundo.
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Oremos: "Ó Senhor, dá-nos a coragem de dizer não aos enganos do poder, do dinheiro e do prazer; dos lucros ilícitos, da corrupção e da hipocrisia, do egoísmo e da violência. Dizer não ao maligno, príncipe enganador deste mundo. Mas, dizer sempre sim a Ti, que destróis o poder do mal com a Onipotência do Teu amor. Sabemos que apenas os corações convertidos ao Amor, que é Deus, podem construir um futuro melhor para todos." Amém! Assim seja!
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

A ALEGRIA DE VOLTAR PARA O SENHOR...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 15,1-10)(07/11/19)
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Caríssimos, todos recebemos a vida no tempo e com um tempo, e é aqui que definimos o nosso devir, ou seja, o vir a ser da eternidade que já se faz presente em nossas almas, pois são imortais. Toda a nossa estrutura física e que chamamos de acidentes, segue a lei natural, ou seja, nasce, cresce, envelhece e morre, e nisso somos todos iguais.
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Com efeito, nenhuma criatura existe em si mesmo e por si mesmo, isto é, não somos absolutos, mas sim, dependentes uns dos outros, do nascimento até a morte; ora, com isso aprendemos do Senhor que somente o amor é capaz de vencer todas as diferenças e todos os obstáculos que o pecado nos impôe; isto porque o pecado é a perca do estado de graça, isto é, da comunhão com Deus e entre nós.
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Na primeira leitura são Paulo proclama que somos iguais perante Deus, e quer vivamos quer morramos à Ele pertencemos, por isso, não nos julguemos, porque somente o Senhor é o único Juiz dos mortos e dos vivos. Aliás, na primeira Carta aos Coríntios ele já havia dito: [Irmãos], "não julgueis antes do tempo; esperai que venha o Senhor. Ele porá às claras o que se acha escondido nas trevas. Ele manifestará as intenções dos corações. Então cada um receberá de Deus o louvor que merece."
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Caríssimos, ao meditar o Evangelho de hoje e sentir-se como a ovelha resgatada pelo Senhor, é sentir o Seu amor e o quanto Ele cuida de nós que vivemos em meio às provações deste mundo tenebroso, em meio aos descalabros que o pecado gera nas almas desgarradas. Portanto, quando alguém se deixa encontrar e conduzir pelo Senhor, dá ao céu a alegria que havia perdido por ter se desgarrado do Seu rebanho.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

A FÉ QUE PRATICAMOS É PARA A SALVAÇÃO DE TODOS...


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 14,12-14)(05/11/19)
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Caríssimos irmãos e irmãs, as nossas iniciativas e ações nascem da nossa união com Cristo, e é o Espírito Santo que coordena seus dons e talentos com os quais atuamos. Na primeira leitura de hoje, são Paulo nos ensina, que "embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro. Temos dons diferentes, de acordo com a graça dada a cada um de nós."
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Todavia, ele nos exorta como viver isso: "Que vossa caridade não seja fingida. Aborrecei o mal, apegai-vos solidamente ao bem. Amai-vos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros. Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor. Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração.
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Socorrei às necessidades dos fiéis. Esmerai-vos na prática da hospitalidade. Abençoai os que vos perseguem; abençoai-os, e não os praguejeis. Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram. Vivei em boa harmonia uns com os outros. Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisa modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos." Ou seja, a fé que praticamos é para a salvação de todos.
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Conclusão: Caríssimos, conforme o ensinamento que Jesus nos dá Evangelho de hoje, no dia do juízo final ninguém poderá se queixar quanto ao ser chamado para participar do banquete eterno que Ele tem preparado para aqueles que o seguem. Ora, de uma coisa temos certeza, todos são chamados pessoalmente e ninguém escapa à isso(cf. Is 40,26). Porém, a pergunta que se faz é esta: quem está ouvindo; e, como está respondendo?
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

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