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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

O PECADO DO JULGAMENTO FALSO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 7,1-13)(09/02/21)

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Caríssimos, quem muito se ocupa da vida alheia para julgar, criticar e condenar, se perde facilmente, por cometer os mesmos erros que eles ou ainda piores. Creio que o pecado mais cometido na face da terra, é o famigerado julgamento de valor, cujo único objetivo não é a correção fraterna, mas sim a impiedosa condenação dos outros.

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Com efeito, toda pessoa que vive julgando, criticando e condenando os outros nada mais faz além da projeção dos próprios pecados, como enfatiza são Paulo na Carta aos Romanos: "Assim, és inescusável, ó homem, quem quer que sejas, que te arvoras em juiz. Naquilo que julgas a outrem, a ti mesmo te condenas; pois tu, que julgas, fazes as mesmas coisas que eles." (Rm 2,1).

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No Evangelho de hoje os fariseus, que se tornaram os grandes opositores de Jesus, se arvoraram em Juízes para condenar o Senhor e os discípulos, ao que Ele respondeu: "Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”.

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De certo, meditemos à esse respeito com este texto do livro, "Imitação de Cristo": "Muitas vezes, não nos damos conta de como somos interiormente cegos. Muitas vezes, agimos mal e desculpamo-nos pior. Às vezes, somos movidos pela paixão e julgamos ser por zelo. Repreendemos coisas pequenas nos outros e passamos sobre as nossas, bem maiores.

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Nunca serás interior e piedoso se não te calares sobre os outros e olhares especialmente para ti. A alma que ama a Deus despreza todas as coisas que Lhe estão abaixo. Só Deus eterno e imenso, enchendo tudo, é consolação da alma e verdadeira alegria do coração." (Imitação de Cristo, século XV, Livro II, caps. 5-6).

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv. 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

O TOQUE DA GRAÇA...




 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 6,53-56)(08/02/21)


Caríssimos, a fé recebida no batismo nos conduz ao convívio com o Senhor Jesus e entre nós à medida que partilhamos os seus dons. Ocorre que frequentemente muitos usam os próprios critérios para crer, por isso, geralmente, caem na incredulidade, pelo fato de não usarem os critérios da fé. Mas, como usar esses critérios? Fazendo a experiência de Jesus ressuscitado, deixando-se curar por Ele.

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Com efeito, o Evangelho de hoje narra a cura de milhares de pessoas que se aproximaram de Jesus usando unicamente o critério da fé, vejamos: "Naquele tempo, tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. 

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Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados."

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Comentando esse Evangelho, disse o Papa Francisco: "Quem crê «toca» Jesus e obtém d’Ele a graça que salva. A fé é isto: tocar Jesus e obter d’Ele a graça que salva. Salva-nos, salva a nossa vida espiritual, salva-nos de tantos problemas. E todas as vezes que Jesus se aproxima de nós, quando o procuramos com fé, ouvimos isto do Pai: «Tu és meu filho, tu és minha filha! Tu estás curado, tu estás curada. Eu perdoo todos, tudo. Eu curo todos e tudo».

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Portanto, caríssimos, o jeito mais simples de se "tocar" Jesus em nossos dias são os Sacramentos, onde o critério da fé é fundamental para vivermos essa experiência de encontra-lo e tocar Nele, pois, como Ele mesmo disse: "Isto é o meu Corpo. Isto é o meu Sangue". E ainda: "Eis que eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo."

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"Peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, o dom de uma fé forte e corajosa, que nos estimule a ser difusores de esperança e de vida entre os nossos irmãos. (Papa Francisco, Angelus, 28/06/15).

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 6 de fevereiro de 2021

O REPOUSO DO EVANGELIZADOR...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 6,30-34)(06/02/21)


Caríssimos, o fazer nosso de cada dia requer sempre uma pausa, um momento de descanso, para assim recobrarmos as forças e o entusiasmo que tanto precisamos ao colaborarmos na obra da evangelização. Ocorre que nem sempre isso é possível, então, meditemos na solução que o Senhor Jesus nos ensina, ou seja, recorrermos a Ele em tais situações para nos atermos sem stress, sem culpas ou vãs preocupações.

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De uma coisa fiquemos certo, a vida não vale pelo o que fazemos, mas sim, pelo que somos diante de Deus e dos homens; isso nos faz entender que a obra da salvação é de Deus, e nós somos muito importantes nela à medida que cooperamos com Ele, ainda que com as nossas limitações e fragilidades.

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Com efeito, o Evangelho de hoje expressa o quanto é importante a nossa colaboração na obra salvífica do Senhor Jesus, pois, são muitos os precisam da salvação e do nosso empenho para isto. É bem como o Senhor nos mostrou: "Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas."

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Ora, "Nesta breve frase, o evangelista apresenta-nos um flash de singular intensidade, fotografando os olhos do Mestre divino e o seu ensinamento. Observemos os três verbos deste fotograma: ver, compadecer-se, ensinar. Podemos chamá-los os verbos do Pastor. O olhar de Jesus não é neutro nem, pior ainda, frio e distante, porque Ele vê sempre com os olhos do coração. E o seu coração é tão terno e cheio de compaixão, que sabe sentir as necessidades, inclusive as mais escondidas das pessoas. 

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Além disso, a sua compaixão não indica simplesmente uma reação emotiva perante uma situação de dificuldade das pessoas, mas é muito mais: é a atitude e a predisposição de Deus para com o homem e a sua história. Jesus manifesta-se como a realização da solicitude e da bondade de Deus pelo seu povo." (Papa Francisco,Angelus, 22/07/18)

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

O MARTÍRIO É O TESTEMUNHO MAIS ELOQUENTE...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mc 6,14-29)(05/02/21)

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Caríssimos, o bem viver resulta da prática dos virtudes eternas que Deus pôs em nossas almas ao nos criar "à sua imagem e semelhança", por isso, quando o que vivemos é de acordo com a Sua Santa Vontade, revelamos a Sua Presença em nossas almas por meio da vivência dessas virtudes. Porém, quando o nosso viver não corresponde à Sua Vontade, nos tornamos um obstáculo para nós mesmos e para os outros, causando grandes transtornos por nossa infidelidade.

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No Evangelho de hoje vimos o mau procedimento dos que não estavam vivendo de acordo com com a Vontade de Deus. Eis alguns destes pecados: adultério, vingança, egoísmo, imposição, incoerência, falsa piedade, juramento inconsistente, falsa proteção; ora, tudo isso resultou no bárbaro assassinato de são João Batista.

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Comentando esse Evangelho, disse o Papa Francisco: "João foi escolhido por Deus para preparar o caminho diante de Jesus, e indicou-o ao povo de Israel como o Messias, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (cf. Jo 1, 29). Ele consagrou-se totalmente a Deus e ao seu enviado, Jesus. Mas, no final, o que aconteceu? Morreu pela causa da verdade, quando denunciou o adultério do rei Herodes com Herodíades."

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Com efeito, o martírio de são João Batista é um dos primeiros testemunhos de fé e de amor ao Senhor Jesus. De fato, o testemunho de João é a maior convicção de que a vida é eterna e quem a perde neste mundo por amor a Cristo e ao Seu Evangelho, a terá eternamente no Reino dos céus.

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Portanto, caríssimos, depois de João Batista, ao longo da história da salvação, inúmeras pessoas perderam a vida por amor a Cristo. Referindo-se a isso, disse são João Paulo II: "Estas testemunhas, particularmente as que enfrentaram a prova do martírio, são um sinal eloquente e grandioso, que somos chamados a contemplar e imitar. Elas atestam a vitalidade da Igreja e apresentam-se como luz para a Igreja e a humanidade, porque, nas trevas, fizeram brilhar a luz de Cristo."

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

A FÉ É O DOM DO ESPÍRITO SANTO QUE NOS UNE A CRISTO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 6,1-6)(03/02/21)

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Caríssimos, no coração que não existe espaço para o amor e a misericórdia de Deus, sobra espaço para a incredulidade e a rejeição das graças por Ele derramadas. É isso o que vimos na visita que o Senhor Jesus fez aos seus concidadãos na Sinagoga de Nazaré, em que foi descriminado e rejeitado por ter vivido entre eles como um simples carpinteiro, e agora apresentar-se como um Profeta poderoso em palavras e ações.

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De fato, a fé é o dom do Espírito Santo que ilumina a nossa mente com a luz da Sabedoria Divina para reconhecermos a presença e as ações do Senhor Jesus em nossa vida. Porém, quando nos fechamos em nós mesmos e nas ideologias que criamos, a tendência é sempre julgar negativamente a Deus e ao próximo, pensando que estamos agindo corretamente, e isso é um grande engano.

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Tudo o que Deus criou é bom, belo e perfeito, e tudo criou por amor em vista da Perfeição Eterna. O fato é que recebemos todos os dons e todas as graças para o bem de todos; e foi isso o que o Senhor Jesus ensinou e realizou na Sinagoga de Nazaré. A princípio muitos ficaram admirados; mas, depois se escandalizaram a ponto do Senhor fazer poucos milagres entre eles por causa da dureza e incredulidade dos seus corações.

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Com efeito, Deus enviou o Seu Filho amado a este mundo para caminhar conosco tendo em vista o nosso encontro com Ele no Reino dos céus, de forma que, quem segue o Senhor Jesus, como os Apóstolos e todos os santos e santas o seguiram, encontra-se com o Pai desde já, como Ele nos ensinou: "Eu e o Pai somos um." (Jo 10,30). E ainda: "Quem me viu, viu o Pai." (Jo 14,7-14).

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Portanto, caríssimos, perguntemos: e hoje, como vemos o Senhor Jesus? Ele se faz presente na Sua Igreja que é Seu Corpo Místico; em cada Sacramento, especialmente na Santa Eucaristia; na vida de cada ser humano que se deixa conduzir por Ele; nas obras de misericórdia e nas celebrações litúrgicas das quais participamos como nos ensinou: "Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles”. (cf. Mt 18,20).

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Destarte, "Peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, que desfaça a dureza dos corações e a limitação das mentes, para que sejamos abertos à sua graça, à sua verdade e à sua missão de bondade e misericórdia, que se destina a todos, sem excluir ninguém." (Papa Francisco).

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR JESUS...


 Festa da Apresentação do Senhor no Templo (Lc 2,22-40)(02/02/21)


Caríssimos, a Igreja hoje celebra a Festa da Apresentação do menino Jesus no Templo, o sublime momento em que o Espírito Santo revelou a Simeão e à profetisa Ana, que o Messias esperado se faz presente em nossa carne, isto é, Deus mesmo se fez homem e veio habitar no meio de nós.

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Com efeito, Maria e José quando da apresentação do menino Jesus, em cumprimento à Lei do Senhor, receberam a visita do velho Simeão que cheio do Espírito Santo, agredeceu a Deus por ter encontrado o Messias, dizendo: “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”.

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E conforme o relato de são Lucas: "O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”.

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Ora, esse episódio revela o quanto somos amados por Deus ao vermos que nos enviou o Seu próprio Filho numa carne semelhante a nossa para nos libertar dos limites que o pecado nos impôs. O Senhor Jesus com o seu sofrimento de cruz revelou que o Pai sofre conosco as nossas dores para atenua-las, e para nos salvar definitivamente de tudo o que nos oprime neste mundo.

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Portanto, caríssimos, como Simeão e a profetisa Ana reconheceram o menino Jesus nos braços de Maria, como o Messias enviado e se entregaram ainda mais a Deus; de igual modo, precisamos desse reconhecimento e da mesma entrega para que se cumpra em nossa vida somente aquilo que Deus Pai determinou em Seu infinito amor.

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

SENHOR JESUS, GUARDA-NOS SOB A TUA PROTEÇÃO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mc 5,1-20)(01/02/21)

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Caríssimos, as Palavras e as ações do Senhor Jesus sempre imprecionam, porque tudo o faz para cumprir a Vontade do Pai, bem como Ele revelou: "De mim mesmo não posso fazer coisa alguma. Julgo como ouço; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou."

(Jo 5,30).

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Aliás, Ele é a própria Vontade do Pai para nós em todos os sentidos da vida; visto que somente Nele encontramos a segurança e a paz que jamais possuímos por nós mesmos, e tudo isso Ele realiza porque nos ama e age sempre em nosso favor para nossa salvação. Só não recebe suas graças quem Dele se afasta pela prática do pecado, porque o pecado é a não correspondência ao Seu amor.

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No Evangelho de hoje meditemos em alguns detalhes que nos leva a assimilar com mais afinco as Palavras e as ações de Jesus: a vida humana não está perdida mesmo se aprisionada pelas forças diabólicas; pois, o Senhor Jesus, tem todo poder sobre o céu e sobre a terra, e veio a este mundo para destruir as obras do demônio, e para nos salvar (cf. 1Jo 3,8).

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Segundo detalhe: os valores materiais, representados nesse Evangelho pela manada de porcos, jamais podem ser superior ao valor incomensurável das almas, presente no homem que foi libertado. Terceiro detalhe: o medo do mal nos afasta da fé em Jesus, como fez aquele povo ao ver os porcos mortos no mar, e por medo pediram ao Senhor que deixasse a região deles.

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Portanto, caríssimos, nos entreguemos ao Senhor Jesus de todo o nosso coração; Ele que pelo poder do Seu Sacrifício de cruz apagou os nossos pecados nos livrando de todos os males psíquicos, morais, espirituais e físicos. E que pela intercessão de Maria Santíssima e são José permaneçamos em constante estado de graça amparados pela Divina Proteção.

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

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