PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 3,31-36)(16/04/26)
1. Caríssimos, desde o início da criação o poder sempre foi uma das maiores tentações que o ser humano sofreu e continua sofrendo; e para aqueles que não o enxergam como um serviço, ele é uma droga maléfica capaz de cegar os que o detém levando-os para o mais terrível abismo onde não há salvação.
2. Decerto, é exatamente isso o que meditamos nesta liturgia. Na primeira leitura, o Sumo sacerdote alimentava um ódio tão grande contra Jesus que nem mencionava o seu nome e ainda proibiu os Apóstolos de ensinar e realizar prodígios no Santo Nome do Senhor.
3. No entanto, a resposta de Pedro foi bem clara: "O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz. Deus, por seu poder, o exaltou, tornando-o Guia Supremo e Salvador." Ou seja, ninguém jamais poderá impedir a obra da salvação, porque o Senhor a realizou pelo seu sacrifício de cruz.
4. São Maximiliano Kolbe, antes de ser assassinado num campo de concentração nazista havia escrito: "O ódio não é uma força criativa; a força criativa é o amor." De fato, esse seu pensamento é uma inspiração divina, tendo como base o que escreveu são João: "Quem não ama permanece na morte. Quem odeia seu irmão é assassino. E sabeis que a vida eterna não permanece em nenhum assassino." (1Jo 3,14b-15).
5. Por isso, fiquemos atentos às tentações do ter e do poder, para que não sejamos contaminados pelo fermento dos Fariseus e dos mestres da lei, que usaram do poder que detinham, não para encontrar Jesus e segui-lo; mas, para persegui-lo e tirar-lhe a vida, como também dos seus seguidores. No entanto, Deus o ressuscitou dos mortos, e por Ele nos deu a vida eterna.
6. Diante disso, somos convidados a seguir o caminho da humildade e do testemunho, reconhecendo que todo o poder terreno é passageiro, enquanto o Poder de Deus permanece para sempre. Seguir a Cristo exige a coragem de Pedro para obedecer a Deus antes que aos homens, transformando nossa autoridade e nossos dons em instrumentos de salvação.
7. Portanto, caríssimos, que o exemplo de São Maximiliano nos recorde que, mesmo nas trevas mais profundas da opressão, o Amor é a única força que vence o ódio e a morte. Vivamos, pois, como autênticos filhos de Deus, servindo-nos uns aos outros com alegria, depositando nossa esperança Naquele que venceu o mundo e nos chama à perfeita comunhão de amor no Seu Reino.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
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