PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 20,1-16a)(19/8/26).
1. Caríssimos, a primeira leitura desta liturgia começa com o Senhor instruindo o Profeta Ezequiel para que profetize contra os maus pastores, mostrando-lhes quanto foram negligentes no cuidado com as suas ovelhas, pois se aproveitando delas, apascentaram a si mesmos, e por isso, elas se dispersaram perdendo-se a esmo. Todavia, nem tudo está perdido uma vez que promete Ele mesmo apascenta-las.
2. De fato, assim como no tempo do Profeta Ezequiel, também em nosso tempo não é diferente principalmente por conta da infiltração de lobos vorazes que com suas terríveis ideologias teem deixado de lado o Evangelho, que é o alimento sólido das almas, para lhes oferecer o alimento podre que as envenena e as dispersa, e assim tiram proveito dos seus despojos.
3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus conta a Parábola do patrão que busca operários para a sua vinha, os encontra em várias horas do dia, mas ao findar a tarefa dá o mesmo salário para todos começando pelos últimos; o que provocou a ira e a murmuração dos primeiros que chegaram ao trabalho. Porém, a resposta do Senhor não deixou dúvida: "Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”
4. Comentando esse Evangelho disse o saudoso Papa, Bento XVI: "Jesus, ao contar essa Parábola, mostra com evidência que o salário representa a vida eterna, uma dádiva que Deus reserva para todos. De fato, precisamente aqueles que são considerados "últimos", se o aceitarem, tornam-se "primeiros", enquanto que os "primeiros" podem correr o risco de acabar por ser "últimos".
5. Uma primeira mensagem desta parábola reside no próprio fato de que o mestre não tolera, por assim dizer, o desemprego: ele quer que todos estejam envolvidos na sua vinha. E na realidade, ser chamado já é a primeira recompensa: poder trabalhar na vinha do Senhor, colocar-se ao seu serviço, colaborar no seu trabalho, isso constitui em si mesmo uma recompensa inestimável, que compensa todo o trabalho.
6. Mas somente aqueles que amam o Senhor e o seu Reino compreendem isto; aqueles que, pelo contrário, trabalham apenas por remuneração nunca se aperceberão do valor inestimável deste tesouro." (Bento XVI - Angelus 21/07/2008).
7. Portanto, caríssimos, na vida tudo o que fazemos no nosso dia a dia é um serviço a Deus e à difusão do seu reino, contanto que façamos por amor à Ele em obediência ao seu chamado, pois todos que fomos batizados somos operários da sua vinha, e mais dia menos dia, receberemos a recompensa independente do tempo que trabalhamos.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.