PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 6,6-11)(7/9/26)
1. Caríssimos, mesmo que não queiramos somos obervados e julgados em nosso modo de ser e estar no mundo. Daí a necessidade de "ser o que somos aos olhos de Deus e nada mais," como nos ensinou são Francisco de Assis; de modo que "nos tornemos Evangelhos vivos de nosso Senhor Jesus Cristo," como ele também ensinou.
2. Ora, a prática da fé não é feita de aparências em busca aplausos, mas é algo interno, discreto, que transparece Cristo, a quem seguimos. E isso requer coerência, autenticidade, amor e sacrifício no vencimento de si mesmo, pois, como também ensinou são Francisco: "O pior inimigo do homem é ele mesmo; vence-te a ti mesmo e vencerás todos os inimigos visíveis e invisíveis, mas jamais conseguirás isso sem o auxílio da graça de Deus."
3. No Evangelho de hoje, o Senhor Jesus "num dia de sábado entrou na sinagoga, e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. Os mestres da Lei e os fariseus o observavam, para ver se Jesus iria curá-lo em dia de sábado, e assim encontrarem motivo para acusá-lo." Pelo vimos neste episódio, existem aqueles que usam a Lei de Deus como pretexto para fazerem o mal. Cuidemos para não caírmos nessa astúcia infernal.
4. "Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: “Levanta-te, e fica aqui no meio”. Ele se levantou, e ficou de pé. Disse-lhes Jesus: “Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor, e disse ao homem: “Estende a tua mão”. O homem assim o fez e sua mão ficou curada."
5. Portanto, caríssimos, com esse gesto o Senhor Jesus nos ensina que Deus nos deu a sua Lei para sermos livres e não para subjugar-nos uns aos outros. Por isso, tudo o que fazemos para devolver ao homem a sua dignidade, é para a glória de Deus que o fazemos. De modo que isso não é apenas lícito, mas é a nossa própria missão.
6. Destarte, esse ensinamento do Senhor Jesus é de suma importância, pois nos mostra um profundo amor e respeito pela vida humana, para que assim nos amemos uns aos outros fazendo sempre e somente o bem para o qual Deus nos criou.
7. Em suma, na conclusão do Evangelho de hoje vimos que a prática da fé quando não realiza a vontade de Deus, cai no rigorismo exacerbado levando tais praticantes à ignorância do bem feito e às mais terríveis maquinações contra os que realizam o bem que Deus lhes inspirou a fazer. Por isso, os "inimigos do Senhor, ficaram com muita raiva, e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Ele." (Lc 6,11).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
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