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sexta-feira, 11 de março de 2022

O AMOR É O ÚNICO CRITÉRIO NO DIA DO JUÍZO FINAL...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 25,31-46)(07/03/22)

Caríssimos, a nossa comunhão com a vontade de Deus, é tão necessária para nos manter em estado da graça que se assemelha ao ar que respiramos, visto que sem ele e os outros elementos naturais não existe vida. De igual modo, sem a graça de Deus nada somos nada podemos por nós mesmos; daí a necessidade de busca-lo pela nossa obediência aos seus preceitos, porque esse é o meio pelo qual nós o encontramos e Nele permanecemos dando os frutos da sua presença em nossa vida.

Com efeito, após a queda dos nossos primeiros pais, o pecado entrou em nossa natureza e com ele entrou a desordem e a incapacidade de governar dignamente a nossa vida, desse modo, somente mediante a remissão dos nossos pecados realizada pelo Senhor Jesus por sua morte de cruz, é que voltamos ao estado de graça original, isto é, à comunhão com a vontade de Deus, para que pela obediência a nós restituida permaneçamos unidos a Ele em todos os sentidos da nossa vida.

A liturgia de hoje nos apresenta uma série de preceitos cujo fundamento é o amor fraterno único meio de experimentarmos o amor de Deus. Aliás, bem como o Senhor Jesus nos ensina no Evangelho de hoje: "Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!" Ou seja, "o amor ao próximo como a si mesmo", traduzido pelas obras de misericórdia, é o único critério exigido no dia do juízo final.

De fato, num mundo repleto de pecados como o nosso, o que fazer para evitar a perdição eterna das nossas almas? A resposta à essa pergunta se encontra nesta exortação de são Paulo: "Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé."

(Gl 6,7-10).

Portanto, caríssimos, reforçando a nossa prática quaresmal, escutemos ainda esta outra exortação de são Paulo: "Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens, certos de que recebereis, como recompensa, a herança das mãos do Senhor. Servi a Cristo, Senhor." (Cl 3,17.23-24).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 6 de março de 2022

HOMILIA DO 1 ° DOM DA QUARESMA...


 Homilia do 1°Dom da Quaresma (Lc 4,1-13)(06/03/22)

Caríssimos, por incrível que pareça somos frequentemente tentados, pelo inimigo de nossas almas, a nos separar de Deus, porque caso caiamos em tais tentações facilmente seremos derrotados e destruídos por ele. Sem dúvida alguma, o mal é uma realidade sobrenatural que tenta nos atrair para si nos oferecendo falso prazer, falso poder e falsa liberdade, sempre com o intuito de nos separar de Deus.

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto aonde foi tentado pelo maligno. São Lucas em sua narração apresenta as três tentações que mais afastam os homens de Deus e os expõe as mais terríveis perversões: o prazer fácil dos sentidos sem um santo propósito; o poder temporal não como serviço, mas como dominação, e a falsa sensação de liberdade, sem a vontade de Deus.

Com efeito, o modo como o Senhor Jesus lidou contra as insídias do maligno, nos dá a certeza de que Deus está no comando e é invencível, e a Sua Palavra posta em prática nos mantém unidos a Ele e nos faz invencíveis também; vejamos como procedeu o Senhor: à tentação do prazer fácil, respondeu: “A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem". 

À tentação do poder temporal malignamente exercido, respondeu: "A Escritura diz: ‘Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás’”. Ou seja, todo poder pertence somente a Deus. E por fim, à tentação da falsa fé, que consiste na falsa interpretação da Palavra de Deus, o Senhor respondeu: “A Escritura diz: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus”. Ou seja, quem ama a Deus obedecendo os Seus Mandamentos, jamais tem dúvida da Sua proteção.

Portanto, caríssimos, fiquemos atentos ao que o Senhor Jesus nos ensina nas Sagradas Escrituras, pois nelas estão contidas todas as respostas que devemos dar às tentações que chegam à nossa mente, porque todas elas são intromissões do maligno querendo nos enganar e nos separar de Deus.

Destarte, nessa luta contra as tentações nunca estamos sozinhos o Senhor vai à nossa frente e luta bravamente conosco para nos fazer vencer todas as batalhas basta estarmos atentos em vigilante oração que é a nossa arma de combate mais poderosa juntamente com a Sua Santa Palavra.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 5 de março de 2022

O CHAMADO QUE NOS LEVA PARA O CÉU...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 5,27-32)(05/03/22)

Caríssimos, os valores eternos da obediência, do amor e da justiça são para nós amparo, socorro, e a convicção de que é Deus mesmo que nos conduz por meio desses valores. Por outro lado, os valores monetários, estéticos, políticos, e todos os outros ditos humanos, são só aparentes, porque são reconhecidos apenas enquanto aqui existimos. Uma vez que, após a morte, tudo o que é aparente desaparece como fumaça que se esvai em meio a atmosfera que nos envolve.

Sem dúvida alguma, muitos buscam riqueza, poder, prazer, fama e tantas outras influências que já não teem tempo para Deus, ou seja, vivem tão ocupandos com seus interesses mesquinhos, que se esquecem que Deus é a única Fonte de vida eterna, e sem Ele ninguém é feliz. No entanto, quando caem no vazio existencial se lembram Dele, seja para pedir socorro ou renega-lo dependendo dos valores humanos e cristãos que ainda trazem em suas almas.

Com efeito, esta liturgia de hoje vem nos mostrar a necessidade de uma constante conversão, ou seja, de voltarmos para o Senhor de todo coração e segui-lo fielmente até o fim de nossos dias neste mundo. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus olha para o cobrador de impostos Levi e lhe diz: "Segue-me." O seu olhar e chamado são tão envolventes e irresistível que ele deixa tudo para segui-lo.

De certo, sentir-nos chamados pelo Senhor Jesus, como os Apóstolos sentiram, é percorrer o mesmo caminho de conversão que nos leva à conformidade com o Senhor, como nos ensina são João: "Aquele que afirma permanecer nele deve também viver como ele viveu." (Jo 2,6). Em outras palavras, significa deixar o barulho deste mundo para nos manter na quietude da paz interior que o chamado do Senhor nos proporciona.

Portanto, caríssimos, o chamado que o Senhor Jesus nos faz se transforma em seguimento que é a nossa participação na sua vida divina e sua missão, de modo que, tudo o que recebemos dessa comunhão com Ele, transmitimos ao próximo, àqueles com quem convivemos e também os que estão longe. Isto é, fazer do nosso viver o Seu Evangelho vivo para que seja lido e vivido por todos que encontramos a caminho do Reino dos céus. 

Destarte, o chamado é sempre uma revelação do infinito amor de Deus por nós, um amor que não pára diante de nenhuma adversidade. O certo é que o Senhor Jesus nos chama e nos dar a graça de segui-lo fielmente num processo de conversão permanente que consiste em deixar os valores passageiros deste mundo, pelos valores eternos do Seu Reino.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 4 de março de 2022

A PRÁTICA DA FÉ REQUER EMPENHO, DETERMINAÇÃO E COERÊNCIA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 9,14-15)(04/02/22)

Caríssimos, a prática da fé não é um ato meramente externo, natural, baseado no instinto de proteção; e não é uma busca fantasiosa; ou uma criação da mente, nem tão pouco uma teoria ou uma filosofia de vida; mas sim uma relação íntima com Deus, ao encontra-lo no coração das nossas almas, isto é, na nossa consciência, e com Ele dialogarmos como seus filhos e filhas.

De fato, nesse encontro espiritual com o Senhor, o dom da oração é fundamental, porque é o espaço sagrado em que o encontramos e com Ele mantemos um diálogo justo, santo, expondo não somente o que precisamos, mas principalmente o quanto o amamos, o louvamos e agradecemos por todos os benefícios que Dele recebemos.

Desse modo, compreendemos que, como é a nossa oração, assim é também a nossa vida. Se a nossa oração é esse diálogo amoroso em que falamos e silenciamos para ouvir as suas inspirações e depois traduzi-las na nossa prática de vida por meio da caridade fraterna, da justiça, bondade, humildade, perdão, compreensão e as outras virtudes, é sinal de que realmente o encontramos e permanecemos na Sua Presença. Porque, é dessa relação com o Senhor que nasce a nossa relação com os nossos irmãos e irmãs.

Todavia, se a nossa prática da fé brotar de uma oração superficial, que não se traduz em gestos concretos de solidariedade e amor fraterno nas nossas relações interpessoais, obviamente ouviremos do Senhor o que Ele revelou ao profeta Isaías: "Esse povo vem a mim apenas com palavras e me honra só com os lábios, enquanto seu coração está longe de mim e o temor que ele me testemunha é convencional e rotineiro." (Is 29,13).

Portanto, caríssimos, sejamos cuidadosos e prestemos muita atenção às tentações que chegam à nossa mente para não cairmos em tais ciladas do inimigo de nossas almas, principalmente a tentação do falso julgamento, das comparações indevidas e das críticas impiedosas que não passam de hipocrisia fruto de uma mente doentia, e da prática superficial da fé que consiste em investigar a vida dos outros, ao invés de ser misericordiosos, compreensivos, afáveis e caridadosos.

Destate, as práticas quresmais da oração, do jejum e das obras de misericórdia, assumem o seu real sentido quando nos conduz a um viver mais solidário, fraterno, misericordioso e repleto de compaixão, porque somente assim testemunhamos verdadeiramente que Deus se faz presente na nossa vida.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 3 de março de 2022

SE ALGUÉM QUER ME SEGUIR... TOME A SUA CRUZ DE CADA DIA E SIGA-ME...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 9,22-25)(03/03/22)

Caríssimos, dentre os acontecimentos desta breve vida natural, o mais trágico de todos é a morte, porque significa desaparecer, sumir como presença real, por isso, quando um ente querido morre, seus parentes sentem sua perda, no entanto, permanece a lembrança dos momentos felizes impressa em suas almas, e logo dizem: quanta saudade... Quanta falta nos faz... De fato, o que seria de nós sem a garantia da vida eterna que o Senhor Jesus nos dá (cf. Jo 14,1-6)?

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus anuncia que sofrerá muito e será morto por seus algozes, os anciãos, os sumos sacerdotes e doutores da Lei; mas também anuncia que no terceiro dia ressuscitará. Por isso, alerta os seus discípulos e a todos os seus seguidores: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?” (Mc 9,22-25).

De fato, mesmo em meio as provações que sofremos neste mundo por conta da nossa finitude, a esperança que nasce da fé na ressurreição nos dá uma enorme sensação de segurança, porque não vivemos para este mundo nem para nós mesmos, mas sim para Deus que nos criou por amor e nos sustenta na vida por sua Divina Providência; e caso falharmos não correspondendo ao Seu amor, logo vem em nosso socorro por Sua Divina Misericórdia.

No entanto, não basta nos sentirmos amados, perdoados e queridos até a última gota do Sangue de Cristo; é preciso perseverarmos no estado de graça, isto é, na comunhão com o Senhor, porque, caso contrário, facilmente nos deixamos dominar pelo pecado que causa a morte de quem o comete. 

De certo, a quaresma é um tempo de treinamento que fazemos por meio da oração, da penitência e das obras de misericórdia a fim de nos fortalecer no combate espiritual contra as tentações e o pecado, de modo que, vencendo a nós mesmos, venceremos todos os inimigos visíveis e invisíveis, mas isso só é possível mediante a renúncia de si mesmo, para seguirmos o Senhor Jesus, levando a nossa cruz de cada dia. Aliás, depois da crucifixão do Senhor Jesus, ninguém entra no céu sem antes passar pelo crivo da cruz.

Portanto, caríssimos, recitemos com profunda devoção esta apaixonante exortação de são Paulo: "Meu ardente desejo e minha esperança são que em nada serei confundido, mas que, hoje como sempre, Cristo será glorificado no meu corpo (tenho toda a certeza disto), quer pela minha vida quer pela minha morte. Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro." (Fl 1,20-21).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 2 de março de 2022

QUARESMA TEMPO DE CONVERSÃO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA 

(Mt 6,1-6.16-18)(02/03/22)

Caríssimos, a quaresma é um tempo privilegiado de conversão, de combate espiritual, de jejum medicinal e curativo, e sobretudo tempo de escuta da Palavra de Deus, que é a sua voz escrita nos falando diretamente, e de uma catequese mais aprofundada que nos recorda os grandes temas batismais em preparação para a Páscoa. 

Nesse tempo o povo de Deus empreende um esforço exigente, porém, libertador, que deve abri-lo ao chamado do Senhor e da comunidade cristã. Privando-se do alimento terreno nas múltiplas formas que se lhe apresentam, aprenderá a saborear, acima de tudo, o Pão da Palavra de Deus e o Pão da Eucaristia, alimentos da alma a caminho da vida eterna, desse modo, sentirá o dever de compartilhar os bens deste mundo com os mais necessitados.

Com efeito, são três os exercícios quaresmais pelos quais nos entregamos inteiramente a Deus para acolher a sua vontade e realiza-la por meio da nossa prática de vida, a saber: oração, penitência ou jejum e esmola. A primeira delas, a oração, é um encontro filial feito com o Senhor no coração da nossa alma que é a nossa consciência por onde passa todos os pensamentos e de onde nascem as nossas escolhas e decisões, e o estado de alma que resulta da nossa prática da fé.

O segundo exercício quaresmal é a penitência ou jejum; que não significa somente privar-se de algum alimento, mas, mortificar o que em nós não é a vontade de Deus, como nos ensinou são Paulo: "Mortificai, pois, os vossos membros no que têm de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, que é uma idolatria. Dessas coisas provém a ira de Deus sobre os descrentes." (Cl 3,5-6).

O terceiro e último exercício quaresmal, é a esmola; pois, fazer o bem, é o critério que autentica a nossa fé, uma vez que Deus nos criou somente para fazermos o bem e sem olhar a quem e sem esperar recompensa ou agradecimento, porque quem faz o bem, é recompensado por Deus pelo bem feito, ou seja, se sente bem, como nos ensinou são Paulo: "Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé." (Gl 6,7-10).

Portanto, caríssimos, o ápice da nossa fé, é o nosso encontro pessoal com o Senhor Jesus na Eucaristia, porque comungar o Senhor, é ser um só com Ele, é ser o seu sacrário vivo, e leva-lo à todas as pessoas que encontrarmos neste mundo. 

Destarte, celebrar a Eucaristia nesse Tempo da Quaresma, é percorrer com o Senhor Jesus o itinerário da provação que pertence à Igreja e pessoalmente a cada um de nós que professamos a fé; é assumir decididamente a obediência filial ao Pai, e o dom de si aos irmãos e irmãs, porque isso constitui o nosso sacrifício espiritual.

Uma santa e perseverante quaresma para todos...

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

EIS QUE DEIXAMOS TUDO PARA TI SEGUIR...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Mc 10,28-31)(01/03/22)

Caríssimos, olhando este mundo repleto de tentações, pecados, guerras, violência, sofrimentos e tanta maldade, se confiarmos em nós mesmos, nos sentimos inseguros, angustiados, preocupados, cheios de medos, e até sofremos a tentação de pensar que Deus abandonou este mundo deixando-o à mercê do mal. No entanto, ao meditarmos nos sofrimentos de nosso Senhor Jesus Cristo, entendemos que Deus padece conosco as nossas dores para nos libertar da morte e de todo mal.

São Paulo na sua Carta aos Romanos escreveu: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus." (Rm 8,18-21).

De fato, a felicidade tem nome e se chama Jesus Cristo, o Filho amado de Deus, que por seu sacrifício de cruz nos libertou para sempre do pecado e do poder do inferno. De certo, quem vive em comunhão permanente com o Senhor experimenta a sua amizade, o seu amor pela obediência à sua Palavra, como Ele nos ensinou: "Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros. Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós." (Jo 15,14.17-18).

Na primeira leitura assim nos exorta são Pedro: "Por isso, preparai a vossa mente; sede sóbrios e ponde toda a vossa esperança na graça que vos será oferecida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos obedientes, não modeleis a vossa vida de acordo com as paixões de antigamente, do tempo da vossa ignorância. Antes, como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder. Pois está na Escritura: “Sede santos, porque eu sou santo”.

No Evangelho de hoje Pedro sentindo-se inseguro quanto ao futuro se dirigiu ao Senhor com estas palavras: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna."

Portanto, caríssimos, e nós o que deixamos para seguir o Senhor Jesus? Se a nossa resposta for, deixamos tudo, fiquemos certos de que a mesma resposta que Ele deu aos Apóstolos, também dá a cada um de nós, e isso é a garantia da nossa salvação.

Destarte, recitemos de coração estas palavras de santa Tereza D'Avila, pois, são conforto e segurança para as nossas almas:

"Nada te perturbe,

nada te amedronte

tudo passa

a paciência tudo alcança...

A quem tem Deus

nada falta

só Deus basta."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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