PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 3,22-30)(10/01/26)
1. "Caríssimos, esta é a confiança que temos no Filho de Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que possuímos o que havíamos pedido." (1Jo 5,14-15). É assim que São João começa a primeira leitura de hoje, nos remetendo à oração como encontro que gera os frutos da vontade de do Senhor Jesus em nossa vida.
2. Normalmente estamos acostumados a nos aproximar de Deus para pedir alguma coisa para nós ou para outros; no entanto, são João nos mostra que a oração, mais do que o meio pelo qual obtemos as graças de Deus; é relação, comunhão, ato de amor, de confiança, de humildade e das outras virtudes que revelam o quanto o Senhor nos ama e quer se unir a nós para que sejamos um só com Ele.
3. Desse modo, a oração, por assim dizer, é o lugar sagrado do encontro e da permanência com Cristo e em Cristo; e se vivermos essa interação com Ele, a nossa oração de intercessão é uma luz que ilumina as almas para leva-las ao arrependimento e ao perdão de que tanto precisam para voltar ao estado de graça.
4. De fato, quem vive na presença de Deus em oração para fazer a sua vontade não reinvidica para si algum dom ou privilégio que não seja para revelar que tudo pertence a Ele e que somente Nele se encontra a verdadeira felicidade.
5. Portanto, caríssimos, foi isso o que vimos no Evangelho de hoje por meio do testemunho de são João Batista: "Eu não sou o Messias, mas fui enviado na frente dele. É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa. É necessário que ele cresça e eu diminua.”
6. Discorrendo sobre a virtude da humildade disse Santa Hildegard de Bingen: "Deus realizou todas as suas obras com amor, humildade e paz, para que o homem apreciasse a humildade e compreendesse a paz, a fim de não sucumbir com aquele que, desde o início, zomba dessas virtudes.
7. O amor e a humildade desceram à terra com o Filho de Deus, e acompanharam-no quando Ele voltou ao Céu. O amor arde nos Céus como a púrpura, e a humildade, na candura da retidão, afasta da Terra toda a impureza.
8. O amor é o ornamento das obras de Deus, qual pedra preciosa engastada num anel. A humildade manifestou-se e revelou-se na humanidade do Filho de Deus, brotou da pura Estrela do Mar, Maria. A humildade nada detém, tudo mantém no seio do amor. É no seu seio que Deus Se inclina para a Terra, e é pela humildade que reúne as virtudes."
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.