PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 6,36-38)(02/03/26)
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segunda-feira, 2 de março de 2026
Muito cuidado com o juízo temerário...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 6,36-38)(02/03/26)
domingo, 1 de março de 2026
O dom da fé nos proporciona a visão sobrenatural de Deus...
Homilia do 2°Dom da Quaresma (Mt 17,1-9)(01/03/26)
1. Caríssimos, a fé nos proporciona o dom da visão sobrenatural de Deus, de modo que enquanto aqui estivermos precisamos desse dom para vivermos na sua presença e em perfeita comunhão com a sua vontade, bem como afirma a primeira leitura em que Abraão acreditou em Deus, e segundo a sua promessa, seguiu fielmente tudo o que lhe foi indicado para que cumprisse a sua missão, e assim aconteceu.
2. Todavia, a fé tem os seus riscos e isso por conta dos receios que temos de perder o controle da segurança que criamos com o que possuímos, para embarcar na aventura de conhecer a Deus, que mesmo evidente por suas obras, não o vemos pessoalmente face a face.
3. Decerto, como verdadeiros discípulos somos chamados a seguir Cristo por uma vida de obediência ao Pai, com a qual Ele "venceu a morte e fez resplandecer a vida e a imortalidade por meio do Evangelho", como disse são Paulo na segunda leitura. O "Filho bem amado" torna os batizados semelhantes a si, associando o seu destino de sofrimento e de glória os que ouvem com fé a sua Palavra" e a põem em prática. (MR).
4. No Evangelho de hoje o Senhor "Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. Nisto apareceram-lhe Moisés e Elias, conversando com Jesus." (Mt 17,1-3).
5. Ora, "a transfiguração garante aos discípulos que Cristo é o Filho de Deus, aquele que veio completar a história da salvação prometida aos patriarcas e predita pelos profetas representados por Moisés e Elias, a shekiná, isto é, a verdadeira tenda, a verdadeira habitação de Deus entre os homens (cf. Jo 1,14). Desse modo, escutar a Cristo é obedecer ao Pai e caminhar na fé." (MR).
6. Portanto, caríssimos, não tenhamos medo de encontrar Deus, porque Ele nos fala por seu próprio Filho, que se fez homem e habita no meio de nós, como meditamos na Carta aos Hebreus: "Muitas vezes e de diversos modos outrora falou Deus aos nossos pais pelos profetas.
7. Ultimamente nos falou por seu Filho, que constituiu herdeiro universal, pelo qual criou todas as coisas. Esplendor da glória (de Deus) e imagem do seu ser, sustenta o universo com o poder da sua palavra. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, está sentado à direita da Majestade no mais alto dos céus." (Hb 1,1-3).
8. Destarte, "peçamos humildemente a Deus, nosso Pai celestial, para que todos os homens possam encontrar o Senhor Jesus e responder-lhe com a fé de Abraão e dos Apóstolos; peçamos também para que não procuremos separar a promessa da felicidade eterna feita por Deus, do caminho da cruz que a ela nos conduz." (MR).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
O viver fraterno só é possível em Cristo e com Cristo...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,43-48)(28/02/26)
1. Caríssimos, em nosso dia a dia frequentemente damos atenção a alguém ou alguma coisa; seja por interesse; por distração no uso demasiado do celular; seja por respeito humano; ou quem sabe para projetar frustrações, ansiedade, medos, etc. E se isso acontece, é porque dedicamos pouco tempo ao Senhor na oração pessoal ou comunitária.
2. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina o mandamento do amor fraterno mesmo quando somos odiados e perseguidos sem nenhum motivo para isso; porque, de fato, quem ama assim permanece em comunhão constante com Deus, nosso Pai, mesmo que sofra perseguições.
3. Escutemos, então, o Senhor: “Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos."
4. Ora, por essas palavras do Senhor, percebemos que quando nos dispomos a obedecer o que Ele nos ensina, nas suas palavras já está o poder para cumpri-las e obter os frutos do amor fraterno e da paz interior que tanto precisamos para nos manter em segurança na sua presença.
5. Eis o que disse São Máximo, o Confessor (séc. VI) a esse respeito: "Não consintas em perder o amor espiritual, pois não foi proposta aos homens outra via de salvação. Aplica-te o mais que puderes a amar todos os homens. E, se ainda não consegues fazê-lo, pelo menos não odeies ninguém. Mas nem isso poderás fazer se não desprezares as coisas do mundo.
6. Os amigos de Cristo amam verdadeiramente todos os seres, mas não são amados por todos. Os amigos de Cristo perseveram até ao fim no seu amor. Mas os amigos do mundo só perseveram até o mundo os levar a ferirem-se uns aos outros."
7. Portanto, caríssimos, quem caminha com Cristo rumo à eternidade que Ele nos concede jamais perde tempo com as futilidades deste mundo, ao contrário, se entrega totalmente em suas mãos com a convicção de que somente assim o amamos sobre todas as coisas e nos amamos uns aos outros como a nós mesmos.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Só existe liberdade no coração que perdoa...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,20-26)(27/02/26)
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
O dom da oração é a graça de todo momento para todas as situações da vida...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 7,7-12)(26/02/26)
1. Caríssimos, as tentações são realidades adversas das graças que Deus preparou para nós como herança eterna. Com efeito, o inimigo que as segere é sutil e mentiroso e tem por finalidade nos tirar da comunhão com o Senhor Jesus, para nos fazer vaguear sem rumo por uma vida infestada de vícios e de todo tipo de concupicências.
2. Por isso, precisamos das armas espirituais da oração e penitência para vencermos esse duro combate contra as seduções do maligno presente nas tentações que chegam à nossa mente. Na primeira leitura vimos como a rainha Ester, por meio de sua humilde prece, resistiu às forças do mal e as venceu, fazendo triunfar a vontade de Deus por sua entrega total a Ele.
3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina as vias da perfeita oração: “Pedi e vos será dado! Procurai e achareis! Batei e a porta vos será aberta! Pois todo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e a quem bate a porta será aberta."
4. Em outras palavras, estas as três atitudes fundamentais que nos levam à alcançar todas as graças; uma vez que Deus, nosso Pai, nunca deixa de responder às nossas preces, tendo em vista a nossa salvação.
5. Comentando esse Evangelho, são Luis-Maria Grignion de Monfort, escreveu: "O maior desejo do Pai eterno a nosso respeito é comunicar-nos as salutares águas da sua graça e da sua misericórdia; por isso, exclama: «Vinde beber das minhas águas pela oração».
6. Agrada a Jesus Cristo que Lhe peçamos graças; quando não o fazemos, Ele queixa-Se amorosamente: «Até agora, nada pedistes. Pedi-Me e dar-vos-ei, procurai em Mim e achareis, batei à minha porta e Eu abrir-vos-ei». E, para nos dar ainda mais confiança na oração, empenhou a sua palavra, garantindo-nos que o Pai eterno nos daria tudo o que Lhe pedíssemos em seu nome."
7. Portanto, caríssimos, não hesitemos em nos lançar nos braços da Divina Providência com a confiança de filhos amados. Que a nossa oração não seja apenas um pedido de favores temporais, mas um diálogo de amor que transforma o coração e nos molda à imagem de nosso Senhor Jesus Cristo.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
O Senhor Jesus é o único sinal que precisamos para a nossa salvação...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 11,29-32)(25/02/26).
1. Caríssimos, o que é converter-se? É romper difinitivamente com o mundo do pecado, para entregar-se totalmente à vontade de Deus; porque não converter-se é persistir no pecado sob o jugo do maligno. É isto o que nos ensina o Senhor Jesus: "Em verdade, em verdade vos digo: todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo." (Jo 8,34).
2. E nos exorta ainda: "Se permanecerdes na minha Palavra, sereis meus verdadeiros discípulos; conhecereis a verdade e a verdade vos libertará." (Jo 8,31-32). Desse modo, ser livre, é ser conduzido pelo Espírito Santo, como disse o Senhor: "Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão." (Jo 16,13).
3. Todavia, para que aconteça essa libertação se faz necessário quatro atitudes fundamentais da nossa parte: arrependimento sincero, confissão sacramental, penitência e conversão, para se eliminar o mal procedimento, para assim aderir ao Senhor de todo o coração, como vimos acontecer com os habitantes de Nínive ao ouvirem as Palavras do Profeta Jonas. Porque, de fato, somente o Senhor nos liberta do pecado e do jugo do inimigo de nossas almas.
4. No Evangelho de hoje a multidão pede ao Senhor Jesus um sinal para crer, no entanto, Ele a censura mostrando que a fé não é fruto de sinais e prodígios, não nasce de acontecimentos extraordinários, mas do encontro com Ele, como explicou: "Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração."
5. Ora, Jonas passou três dias no ventre de uma baleia para ser lançado providencialmente na praia a fim de cumprir a missão que recebera de Deus, que foi anunciar a destruição dos ninivitas caso não se convertessem, e isso serviu de sinal para eles. De igual modo, após a sua morte de cruz, o Senhor Jesus passou três dias sepultado e ressuscitou dos mortos, servindo de sinal para que toda a humanidade se converta.
6. Portanto, caríssimos, a nossa conversão é um processo contínuo e só termina com o último respiro por mais santos que sejamos, por isso, todo cuidado é pouco, pois a santidade é o estado da alma totalmente imersa em Deus, como o rio que se encontra na imensidão do mar; mas isso, somente quando não sofre desvio.
7. Destarte, mantenhamos, então, nossa vida em estado de graça pela oração, penitência e conversão, pois, o rio que se mantém sem desvio corre suavemente até chegar na imensidão do mar que é a Fonte que o gerou, do mesmo modo seja a nossa vida conduzida, como rio de água viva, pelo Espírito Santo.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Pai nosso que estás no céu...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 6,7-15)(24/02/26)
1. Caríssimos, a dúvida existe quando nos desligamos do Senhor que é amor e nos sustenta na vida por sua divina providência. Decerto, quem duvida da verdade é porque não está vivendo conforme a Verdade nos ensina, e a Verdade é Cristo, não existe outra; que os homens acreditem ou não, o testemunho do Senhor Jesus permanece para sempre, e continua transpondo e desafiando os limites de nossa razão.
2. No livro de Gênesis, Deus nos revela que fomos criados por Sua Palavra como sua imagem e semelhança, ou seja, com todos as virtudes para sermos felizes neste paraíso terrestre e na Sua Glória Eterna. E como vimos na primeira leitura, a Palavra de Deus continua realizando as suas obras, porque se cumpre na íntegra, tal como afirmou o Profeta Isaías e o Próprio Jesus Cristo, o Filho de Deus.
3. A fé é um dom do Espírito Santo que nos une ao Senhor, e como Ele mesmo disse: "por ela tudo é possível". É como afirma o profeta Habacuc: "Eis que sucumbe o que não tem a alma íntegra, mas o justo vive por sua fidelidade." (Hab 2,4). Ou seja, pela que o faz manter-se firme nas promessas de Deus e conduzido por Ele para alcança-las.
4. No Evangelho de hoje, o Senhor Jesus nos ensina a rezar o Pai nosso; mas, por que esta oração é tão importante? Porque é encontro com Deus num diálogo íntimo de amor filial, onde o silêncio é fundamental para escutarmos Aquele que nos ama para além dos limites da nossa compreensão.
5. Meditemos, então, com estas palavras de são Cipriano ao comentar a oração do Pai nosso: "Pode haver prece mais verdadeira aos olhos do Pai do que aquela que saiu dos lábios do próprio Filho que é a Verdade? Se ele disse que tudo o que pedirmos ao Pai em seu nome nos será dado (cf. Jo 14,13), quanto mais eficaz não será a nossa súplica para obtermos o que pedimos em nome de Cristo, se pedirmos com sua própria oração!
6. Oremos, portanto, irmãos caríssimos, como Deus, nosso Mestre, nos ensinou. A oração agradável e querida por Deus é a que rezamos com as suas próprias palavras, fazendo subir aos seus ouvidos a oração de Cristo. Reconheça o Pai as palavras de seu Filho, quando oramos."
7. Destarte, no final da oração do Pai nosso, o Senhor Jesus nos mostra que o perdão é um ato condicional, pois não podemos pedir perdão para nós se não estamos dispostos a oferece-lo ao próximo, porque perdoar é amar, é fazer a vontade de Deus que nos perdoa e apaga os nossos pecados, e os daqueles a quem perdoamos.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.

