PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 2,18-22)(19/01/26)
1. Caríssimos, o chamado que Deus nos faz requer correspondência por meio da obediência à Sua Divina Palavra, pois, somente assim poderemos vencer todas as batalhas que travamos nesta vida. Na primeira leitura de hoje o Profeta Samuel mostrou que a desobediência do rei Saul foi o motivo da perda do seu reinado sobre o povo de Israel.
2. Disse o Profeta: “O Senhor quer holocaustos e sacrifícios, ou quer a obediência à sua palavra? A obediência vale mais que o sacrifício, a docilidade mais que oferecer gordura de carneiros. A rebelião é um verdadeiro pecado de magia, um crime de idolatria, uma obstinação. Assim, porque rejeitaste a palavra do Senhor, ele te rejeitou: tu não és mais rei”. (1Sm 16,22-23).
3. De fato, muitos se acham donos da Palavra de Deus a ponto de contestar e afrontar a Sua Santa Igreja; outros tantos usam o nome do Senhor Jesus em seus discursos ideológicos com fins meramente políticos; outros ainda usam a Palavra de Deus com intuitos monetários e se tornam lobos vorazes vestidos de pele de ovelhas.
4. Todavia, a estes diz o Senhor: "Como ousas repetir os meus preceitos e trazer minha Aliança em tua boca? Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos e deste as costas às palavras dos meus lábios! Diante disso que fizeste, eu calarei? Acaso pensas que eu sou igual a ti?
5. É disso que te acuso e repreendo e manifesto essas coisas aos teus olhos. Quem me oferece um sacrifício de louvor, este sim é o que me honra de verdade. A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus”. (Sl 49).
6. O Evangelho de hoje trata da prática do jejum feito pelos discípulos de João Batista e dos fariseus, sendo que estes últimos se tornaram críticos ferrenhos dos discípulos de Cristo porque não jejuavam como eles, ao que respondeu o Senhor: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar."
7. Portanto, caríssimos, os exercícios espirituais são praticados em função da vivência da fé e jamais para criticar os que não se exercitam por eles aos nossos olhos, pois, não somos juízes de ninguém, mas sim réus arrependidos a caminho do juízo final. Destarte, cabe a nós corresponder ao infinito amor de Deus que deu o Seu Filho amado em expiação pelos nossos pecados.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
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