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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

A semente da Palavra de Deus...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 4,1-20)(28/01/26)

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1. Caríssimos, na primeira leitura de hoje, o rei Davi sentiu o desejo de construir uma casa para o Senhor, um templo, cujo objetivo era prestar-lhe o devido culto, para assim sentir a Sua presença sensível por meio da Arca da Aliança que continha as Tábuas da Lei, o cajado de Aarão e uma porção de Maná.

2. Todavia, o Senhor lhe mostrou que tudo isso é limite, e que o Seu Reino não tem fim, por isso, lhe dará um descendente que Reinará eternamente em sua Casa, o qual será anunciado como o Messias que salvará o Seu povo e todas as nações da terra, como havia prometido a Abraão e a sua descendência para sempre.

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3. No Evangelho de hoje, vemos a presença do Senhor Jesus, filho de Davi, segundo a carne; e Filho de Deus, segundo o Espírito Santo que o gerou no seio virginal de Maria Santíssima. Ora, Ele é o Messias prometido por Deus, por meio do Profeta Natan a Davi, e que faz acontecer o Reino de Deus e a sua justiça por Suas Palavras e ações, por Sua morte e ressurreição.


4. Por isso, tiremos uma lição de vida da parábola do semeador que o Senhor nos contou no Evangelho de hoje. De fato, todos nós que aqui vivemos fomos criados do pó da terra, porém, com uma alma imortal; por isso, somos terrenos onde o Senhor semea a Sua Palavra esperando colher os frutos que ela dá quando acolhida em terra boa, fecundada pela obediência, pela oração, e o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

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5. ​No entanto, é precisamos ser vigilantes quanto ao estado do nosso coração, pois a semente enfrenta diversos obstáculos. Muitas vezes, permitimos que as preocupações mundanas, o fascínio pelas riquezas e as pressões do dia a dia sufoquem a Palavra, tornando-nos terrenos espinhosos ou superficiais. 


6. O Senhor nos alerta que a vida espiritual exige profundidade e constância, para que a semente não apenas germine, mas lance raízes que suportem as provações e o calor das adversidades que testam a nossa fé.


7. ​Ser "terra boa" não é uma condição estática, mas uma disposição diária da alma. Assim como o agricultor prepara o solo, nós precisamos limpar o terreno do nosso interior, retirando as pedras do orgulho e os espinhos do egoísmo. 


8. Deste modo, abrimos espaço para a graça divina, e a Palavra de Deus deixa de ser apenas uma mensagem ouvida para se tornar uma força viva que transforma nossa realidade, produzindo frutos de santidade que superam as nossas expectativas.


9. Lembremo-nos de que o Semeador é generoso e nunca desiste de lançar a semente. Ele conhece nossa fragilidade, mas confia em nossa capacidade de conversão, para darmos frutos, trinta, sessenta e cem por um, para a maior glória de Deus e a nossa salvação. 

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

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