PEQUENO SERMÃO DE CADA (Mc 8,11-13)(16/02/26)
1. Caríssimos, acreditar é ir muito além dos impasses obscuros da nossa razão; é chegar ao coração de Deus transpondo as barreiras de nossa impotência causada pelos pecados praticados, e assim obter da sua Divina Misericórdia o perdão que tanto precisamos. Tendo em vista que os critérios para salvação humana, não são humanos; mas sim, divinos. E estes critérios são os santos mandamentos.
2. Ora, o Senhor não nos deve explicações de nada, nós é que devemos nos explicar diante Dele; afinal, somos os responsáveis pelo bem ou pelo mal que se pratica a cada instante na face da terra. Quando as pessoas pedem sinais para crê, é porque se põem no lugar de Deus, querendo que Ele se submeta aos seus critérios. À estes, Jesus, diz: “Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal”.
3. Desse modo, compreendemos que o silêncio do Senhor Jesus diante do pedido de um sinal não é indiferença, mas sim um convite à metanoia, à mudança de mente e de coração. O maior sinal já nos foi dado: a sua presença constante no meio de nós e a sua Palavra que ilumina as trevas deste mundo afundado na lama fétida do pecado.
4. Sem dúvida, a verdade se explica por si mesma, e quem a ela pertence, permanece nela para sempre, porque ouve a sua voz e põe em prática o que lhe é ensinado; pelo contrário, quem se põe contra ela, vive em permanente contradição, porque faz da incoerência sua regra de vida, por isso, vive semeando os frutos de seu desvario, isto é, ódio, discórdias, divisões e tantos outros comportamentos nefastos.
5. Sejamos, pois, vigilantes para não cairmos na tentação da soberba espiritual, que julga saber mais que o Criador. A verdadeira sabedoria reside na humildade de reconhecer a própria pequenez, deixando que a luz divina guie nossos passos.
6. Insistir em provas extraordinárias é fechar os olhos para a extraordinária beleza da graça que se manifesta no cotidiano e na simplicidade da fé. Quem se esvazia de si mesmo e de suas exigências torna-se solo fértil para que o Espírito Santo realize os prodígios que nenhum sinal externo poderia igualar.
7. Portanto, caríssimos, não queiramos ser, por nós mesmos, nada mais do que somos naturalmente, isto é, um simples sopro de vida que a qualquer momento se esvai. Destarte, confiemos tudo o que somos e vivemos nas mãos do Senhor, a fim de que seguindo os seus critérios salvíficos, entremos com Ele na vida eterna.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
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