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sábado, 5 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Congresso Clariano do Rio Grande do Sul
Clara de Assis e de Hoje reconhece que a sua vocação é, antes de tudo, uma especial graça de Deus, pois “quanto maior e mais perfeita, mais a Ele é devida” (TestC 2s).
Conta Poupança CEF: 0439.013 – 6179 – 1, para quem faz transferência de CEF para CEF.
Conta Poupança CEF: 0439 – 6179 – 1, para quem transfere de outro Banco para a CEF
Depósito em nome de EDUARDO PAZINATTO – CIC 627.861- 15
Desde já, sintam-se fraternalmente acolhido(a)s,
Com alegria, em nome da ESTEF e da Família Franciscana do Rio Grande do Sul, convidamos a cada irmã e cada irmão a participar do Congresso Clariano do RS, que se realizará nos dias 20 e 21 de setembro de 2012, no Salão Paroquial da Igreja Santo Antônio do Partenon, em Porto Alegre, com início às 9h do dia 20 e término às 18h do dia 21. Para quem precisar de hospedagem, haverá espaço no Convento São Lourenço de Brindisi (Capuchinhos), em frente à Paróquia. As refeições poderão ser feitas no Convento dos Capuchinhos, ou no Ginásio Geraldo Santana.
Temas que serão refletidos:
1. Clara e seu contexto Histórico – Frei José Bernardi
2. Clara: Biografia e Cartas – Ir. Mônica de Azevedo
3. Contemplação e Espiritualidade em Clara – Frei José Carlos Pedroso
Solicitamos que cada Irmão e Irmã nos ajude a divulgar este evento e que a ficha de inscrição seja devolvida até o dia 31 de agosto de 2012, juntamente com o comprovante de pagamento da taxa de inscrição.
- Via Correio: Ir. Rosemaria Jaschke
Rua Monroe, 133. Bairro Santa Teresa
90.810-220 – Porto Alegre - RS
- Por e-mail: rosejmaria@gmail.com
Tel.: 51-3232-4819 ou cel.51-9708.0599
Valor da Inscrição: R$ 40,00
Hospedagem (valor aproximado da diária, com todas as refeições incluídas): R$ 80,00 (quarto coletivo) e R$ 90,00 (quarto individual). Obs. – Esse valor poderá sofrer alteração para mais.
Somente almoço: R$ 12,00 (valor aproximado, podendo sofrer alteração para mais)
O pagamento da inscrição poderá ser feita via depósito bancário
Conta Poupança CEF: 0439.013 – 6179 – 1, para quem faz transferência de CEF para CEF.
Conta Poupança CEF: 0439 – 6179 – 1, para quem transfere de outro Banco para a CEF
Depósito em nome de EDUARDO PAZINATTO – CIC 627.861- 15
e ROSEMARIA JASCHKE – CIC 186.463 -15
Desde já, sintam-se fraternalmente acolhido(a)s,
Ir. Rosemaria Jaschke Frei Aldir Crócolli, OFMcap
Coordenadora da FFB/RS Diretor da ESTEF
quinta-feira, 3 de maio de 2012
CRÔNICAS DE MINHA ALMA: EXISTE UMA NECESSIDADE PERMANENTE EM MIM...
EXISTE UMA NECESSIDADE PERMANENTE EM MIM...
Como ser humano, alma vivente, como discípulo, existe em mim uma necessidade permanente de Ti, Senhor, e eu não posso me descuidar nem colocar nada em teu lugar, porque minha vida só será completa quando ocupares o lugar que te pertence nela, meu Deus. Creio firmemente, Senhor, que nos criastes com esta necessidade e ela só será saciada quando estivermos definitivamente em tua presença, ou seja, sem as barreiras de nossa naturalidade que ora nos faz seres limitados. Somente, desse modo, seremos totalmente saciados e teremos a plenitude da felicidade que é a herança eterna que nos reservastes em teu infinito amor.
Todavia, Senhor, enquanto esse santo dia não chegar, temos que lutar contra a tendência de pôr em teu lugar as coisas e as outras criaturas que nunca saciam, porque elas têm também a mesma carência da tua presença e por isso mesmo não nos bastamos. Creio que isto acontece Senhor, porque Te ignoramos e fazemos pouco caso de Ti; e assim caímos no precipício da indiferença e dos piores vícios, que nos tornam pecadores incorrigíveis e irreconhecíveis diante de Ti.
Sei que este mundo, Senhor, não é o nosso lugar definitivo, até poderia ser se não houvesse nenhum mal no meio de nós. Mas existe, e só estamos assim neste estado de miséria, por causa de nossos pecados que são tantos e insuportáveis. Infelizmente, Senhor, muitos e muitos insistem em cometê-los contra Ti, e contra tudo o que Te pertence, causando terrível alvoroço e tragédias que se sucedem uma após outra, tendo a morte como pano de fundo, neste imundo abismo infernal da desobediência humana.
Ah! Senhor! Quanta dor e sofrimento, quanto terror vem ocorrendo no meio de nós, porque não te damos o devido lugar que só a te pertence em nosso viver. E olha que nos ensinastes a nos defender contra as ciladas do mal, quando nos destes os teus mandamentos para evitarmos qualquer ligação com as forças do demônio, esse terrível inimigo de nossas almas, autor do pecado e de toda perdição que existe neste mundo.
Por isso, vem Senhor em nosso auxílio, socorre-nos sem demora, que a tua graça nos faça perseverantes até o fim. Assim, seguiremos teus passos com a segurança de ovelhas que te conhecem e escutam a tua voz, ó Bom Pastor; livra-nos por teu amor de tudo o que contraria a tua santa vontade em nossa vida; e que a Virgem Maria, tua e nossa mãe, nos conceda a graça de sua intercessão e o aconchego do seu amor materno, que nos livra do inferno e de toda perdição. Amém! Assim seja! Vem, Senhor Jesus, vem!
Paz e Bem!
Frei Fernanodo,OFMConv.

FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Bento XVI: Carta por Ocasião do Ano Clariano
- Extraído de http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/letters/2012/documents/hf_ben-xvi_let_20120401_anno-clariano_po.html acesso em 02 maio 2012.
CARTA DO PAPA
BENTO XVI
AO BISPOS DE ASSIS-NOCERA UMBRA-GUALDO TADINO
POR OCASIÃO DO «ANO CLARIANO»
AO BISPOS DE ASSIS-NOCERA UMBRA-GUALDO TADINO
POR OCASIÃO DO «ANO CLARIANO»
Ao Venerado Irmão
Domenico Sorrentino
Bispo de Assis-Nocera Umbra-Gualdo Tadino
Domenico Sorrentino
Bispo de Assis-Nocera Umbra-Gualdo Tadino
Foi com alegria que tomei conhecimento de que nessa Diocese,
assim como entre os Franciscanos e as Clarissas do mundo inteiro, se está a
recordar santa Clara com um «Ano Clariano», por ocasião do VIII centenário da
sua «conversão» e consagração. Tal evento, cuja datação oscila entre 1211 e
1212, completava, por assim dizer, «o feminino» a graça que tinha alcançado
poucos anos antes a comunidade de Assis com a conversão do filho de Pietro de
Bernardone. E, como acontecera para Francisco, também na decisão de Clara se
escondia o rebento de uma nova fraternidade, a Ordem clariana que, tornando-se
uma árvore frondosa, no silêncio fecundo dos claustros continua a espalhar a boa
semente do Evangelho e a servir a causa do Reino de Deus.
Esta feliz circunstância impele-me a voltar idealmente a
Assis, para meditar com Vossa Excelência, venerado Irmão, com a comunidade que
lhe foi confiada e, igualmente, com os filhos de são Francisco e as filhas de
santa Clara, sobre o sentido deste acontecimento. Com efeito, ele fala também à
nossa geração, e tem um fascínio sobretudo para os jovens, aos quais dirijo o
meu pensamento carinhoso por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, celebrada
este ano, segundo a tradição, nas Igrejas particulares precisamente neste dia do
Domingo de Ramos.
É a própria Santa que fala, no seu Testamento, da sua
escolha radical de Cristo em termos de «conversão» (cf. FF 2825). É a
partir deste aspecto que me apraz começar, quase retomando o discurso feito em
referência à conversão de Francisco no dia 17 de Junho de 2007, quando tive a
alegria de visitar esta Diocese. A história da conversão de Clara centra-se na
festa litúrgica do Domingo de Ramos. Com efeito, o seu biógrafo escreve: «Estava
próximo o dia solene dos Ramos, quando a jovem foi ter com o homem de Deus para
lhe perguntar sobre a sua conversão, quando e de que modo devia agir. Padre
Francisco ordena que no dia da festa, elegante e ornamentada, vá aos Ramos no
meio da multidão do povo, e depois na noite seguinte, saindo da cidade,
transforme a alegria mundana no luto do domingo da Paixão. Portanto, quando
chegou o dia de domingo, no meio das outras mulheres, a jovem, resplandecente de
luz festiva, entra com as outras na igreja. Ali, com prenúncio digno, aconteceu
que, enquanto os outros corriam para receber os ramos, Clara, por pudor,
permaneceu imóvel e então o Bispo, descendo os degraus, chegou até ela e depôs o
ramo na suas mãos» (Legenda Sanctae Clarae virginis, 7: FF 3168).
Tinha passado cerca de seis anos desde que o jovem Francisco
empreendera o caminho da santidade. Nas palavras do Crucifixo de São Damião —
«Vai, Francisco, repara a minha casa» — e no abraço aos leprosos, Rosto sofredor
de Cristo, ele tinha encontrado a sua vocação. Disto brotara o gesto libertador
do «despojamento» na presença do Bispo Guido. Entre o ídolo do dinheiro que lhe
fora proposto pelo pai terreno, e o amor de Deus que prometia encher o seu
coração, não teve dúvidas, e com ímpeto exclamara: «De agora em diante poderei
dizer livremente: Pai nosso, que estais no Céu, e não já pai Pietro de
Bernardone» (Segunda Vida, 12: FF 597). A decisão de Francisco
tinha desconcertado a Cidade. Os primeiros anos da sua nova vida foram
caracterizados por dificuldades, amarguras e incompreensões. Mas muitos
começaram a meditar. Também a jovem Clara, então adolescente, foi sensibilizada
por este testemunho. Dotada de um acentuada sentido religioso, foi conquistada
pela «mudança» existencial daquele que tinha sido o «rei das festas». Achou o
modo de o encontrar e deixou-se envolver pelo seu fervor por Cristo. O biógrafo
faz um esboço do jovem convertido, enquanto instrui a nova discípula: «Padre
Francisco exortava-a ao desprezo pelo mundo, demonstrando-lhe com uma palavra
viva que a esperança deste mundo é árida e traz desilusão, e instilava nos seus
ouvidos a dócil união de Cristo» (Vita Sanctae Clarae Virginis, 5: FF
3164).
Segundo o Testamento de Santa Clara, ainda antes de
receber outros companheiros, Francisco tinha profetizado o caminho da sua
primeira filha espiritual e das suas irmãs de hábito. Com efeito, enquanto
trabalhava pela restauração da igreja de São Damião, onde o Crucifixo lhe tinha
falado, anunciara que aquele lugar teria sido habitado por mulheres que
glorificariam Deus com o seu santo teor de vida (cf. FF 2826; cf. Tomás
de Celano, Segunda Vida, 13: FF 599). O Crucifixo original
encontra-se agora na Basílica de Santa Clara. Aqueles grandes olhos de Cristo,
que tinham fascinado Francisco, tornaram-se o «espelho» de Clara. Não é por
acaso que o tema do espelho lhe será tão querido e, na iv carta a Inês de Praga,
escreverá: «Fixa todos os dias este espelho, ó rainha esposa de Jesus Cristo, e
nele perscruta continuamente o teu rosto» (FF 2902). Nos anos em que se
encontrava com Francisco para aprender dele o caminho de Deus, Clara era uma
jovem atraente. O Pobrezinho de Assis mostrou-lhe uma beleza superior, que não
se mede com o espelho da vaidade, mas desenvolve-se numa vida de amor autêntico,
nas pegadas de Cristo Crucificado. Deus é a beleza verdadeira! O coração de
Clara iluminou-se com este esplendor e isto incutiu-lhe a coragem de deixar que
lhe cortassem os cabelos e de começar uma vida penitente. Para ela, como para
Francisco, esta decisão foi marcada por muitas dificuldades. Se alguns
familiares a compreenderam sem dificuldade, e a mãe Ortolana e duas irmãs até a
seguiram na sua escolha de vida, outros reagiram violentamente. A sua fuga de
casa, na noite entre o Domingo de Ramos e a Segunda-Feira Santa, teve aspectos
aventurosos. Nos dias seguintes foi perseguida nos lugares onde Francisco lhe
tinha preparado um refúgio e tentaram em vão, até com a força, fazê-la renunciar
ao seu propósito.
Clara preparara-se para esta luta. E se Francisco era o seu
guia, um apoio paterno vinha-lhe também do Bispo Guido, como vários indícios
sugerem. Explica-se assim o gesto do Prelado que se aproximou dela para lhe
oferecer o ramo, como que para abençoar a sua escolha corajosa. Sem o apoio do
Bispo, dificilmente teria sido possível realizar o projecto idealizado por
Francisco e levado a cabo por Clara, quer na consagração que ela fez de si mesma
na igreja da Porciúncula na presença de Francisco e dos seus frades, quer na
hospitalidade que recebeu nos dias seguintes no mosteiro de São Paulo das
Abadessas e na comunidade de «Sant’Angelo in Panzo», antes da chegada definitiva
a São Damião. A vicissitude de Clara, como a de Francisco, demonstra assim uma
característica eclesial particular. Nela encontram-se um Pastor iluminado e dois
filhos da Igreja que se confiam ao seu discernimento. Instituição e carisma
interagem maravilhosamente. O amor e a obediência à Igreja, tão acentuados na
espiritualidade franciscano-clariana, afundam as raízes nesta bonita experiência
da comunidade cristã de Assis, que não só gerou para a fé Francisco e a sua
«plantinha», mas também os acompanhou com a mão pelo caminho da santidade.
Francisco tinha visto bem a razão para sugerir a Clara a fuga
de casa, no início da Semana Santa. Toda a vida cristã, e portanto também a vida
de consagração especial, constituem um fruto do Mistério pascal e uma
participação na morte e na ressurreição de Cristo. Na liturgia do Domingo de
Ramos, dor e glória entrelaçam-se, como um tema que depois se desenvolve nos
dias seguintes, através da obscuridade da Paixão, até à luz da Páscoa. Com a sua
escolha, Clara revive este mistério. No dia dos Ramos recebe, por assim dizer, o
seu programa. Depois, entra no drama da Paixão, cortando os seus cabelos e com
eles renunciando inteiramente a si mesma para ser esposa de Cristo na humildade
e na pobreza. Francisco e os seus companheiros já são a sua família. Depressa
chegarão irmãs de hábito também de terras distantes, mas os primeiros rebentos,
como no caso de Francisco, despontarão precisamente em Assis. E a Santa
permanecerá para sempre vinculada à sua Cidade, demonstrando-o especialmente em
certas circunstâncias difíceis, quando a sua oração poupou a Assis violência e
devastação. Então, disse às irmãs de hábito: «Caríssimas filhas, desta cidade
recebemos todos os dias muitos bens; seria muito ímpio se não lhe prestássemos
socorro, como podermos no tempo oportuno» (Legenda Sanctae Clarae Virginis
23: FF 3203).
No seu significado profundo, a «conversão» de Clara é uma
conversão ao amor. Ela já não terá as vestes requintadas da nobreza de Assis,
mas a elegância de uma alma que se despende no louvor a Deus e no dom de si
mesma. No pequeno espaço do mosteiro de São Damião, na escola de
Jesus-Eucaristia contemplado com afecto esponsal, desenvolver-se-ão no dia-a-dia
as características de uma fraternidade regulada pelo amor a Deus e pela oração,
pela solicitude e pelo serviço. É neste contexto de fé profunda e de grande
humanidade que Clara se faz intérprete segura do franciscano ideal, implorando
aquele «privilégio» da pobreza, ou seja, a renúncia a possuir bens, mesmo só em
comunidade, o que deixou perplexo durante muito tempo o próprio Sumo Pontífice,
que no final se arrendeu ao heroísmo da sua santidade.
Como não propor Clara, como Francisco, à atenção dos jovens de
hoje? O tempo que nos separa da vicissitude destes dois Santos não diminuiu o
seu fascínio. Pelo contrário, é possível ver a sua actualidade no confronto com
as ilusões e as desilusões que muitas vezes marcam a hodierna condição juvenil.
Nunca uma época fez sonhar tanto os jovens, com os milhares de estímulos de uma
vida em que tudo parece possível e lícito. E no entanto, quanta insatisfação
está presente, quantas vezes a busca de felicidade, de realização, acaba por
fazer empreender caminhos que levam rumo a paraísos artificiais, como os da
droga e da sensualidade desenfreada! Também a situação actual, com a dificuldade
de encontrar um trabalho digno e de formar uma família unida e feliz, acrescenta
nuvens no horizonte. Mas não faltam jovens que, também nos nossos dias, aceitam
o convite a confiar-se a Cristo e a enfrentar com coragem, responsabilidade e
esperança o caminho da vida, inclusive fazendo a escolha de deixar tudo para O
seguir no serviço total a Ele e aos irmãos. A história de Clara, juntamente com
a de Francisco, é um convite a meditar sobre o sentido da existência e a
procurar em Deus o segredo da alegria verdadeira. É uma prova concreta de que
quantos cumprem a vontade do Senhor e confiam nele não só nada perdem, mas
encontram o verdadeiro tesouro capaz de dar sentido a tudo.
A Vossa Excelência, venerado Irmão, a esta Igreja que tem a
honra de ser o lugar de nascimento de Francisco e de Clara, às Clarissas, que
mostram quotidianamente a beleza e a fecundidade da vida contemplativa, em prol
do caminho de todo o Povo de Deus, e aos Franciscanos do mundo inteiro, a tantos
jovens à procura e necessitados de luz, confio esta breve reflexão. Faço votos
por que ela contribua para fazer redescobrir cada vez mais estas duas figuras
luminosas do firmamento da Igreja. Com um pensamento especial para as filhas de
santa Clara do Protomosteiro, dos demais mosteiros de Assis e do mundo inteiro,
concedo de coração a todos a minha Bênção Apostólica.
Vaticano, 1 de Abril de 2012, Domingo de Ramos
BENEDICTUS PP. XVI
terça-feira, 1 de maio de 2012
Viver para trabalhar ou trabalhar para viver?
- Extraído de http://www.ihu.unisinos.br/noticias/509065-viver-para-trabalhar-ou-trabalhar-para-viver-mensagem-de-1o-de-maio-da-pastoral-operaria acesso em 1º de Maio de 2012.
- Ilustração: Greve [óleo sobre tela] / Stanislaw Lentz. 1910. Varsóvia, museu Nacional. Disponível em http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Lentz-Strajk-MNW.jpg acesso em 1º de Maio de 2012.
Mensagem do 1º de maio da Pastoral Operária
Mensagem da Pastoral Operária Nacional por ocasião do Dia dos Trabalhadores e das Trabalhadoras.Vivemos momentos difíceis para a classe trabalhadora. A aparente abundância com que a mídia, o governo e o empresariado em geral pregam, esconde a real situação em que vive a classe trabalhadora. Se por um lado temos uma diminuição do índice de desemprego, este ainda está alto, 10,5% (DIEESE), em números são em torno de 10,5 milhões de trabalhadores. O índice de trabalhadores informais também é alto 44%, ou seja, 44,5 milhões de trabalhadores. Isto quer dizer que cerca de 55 milhões de trabalhadores no Brasil estão sem acesso aos direitos trabalhistas.
Eis a mensagem.
O índice de desemprego cresce ainda mais quando falamos das juventudes, chega a 22,9%. Outro fator que joga contra a classe trabalhadora é a alta rotatividade no emprego no Brasil, é a mais alta do mundo. Se em 2011 foram criados 20 milhões de empregos, porém foram 18 milhões demitidos. Com esta arma o empresariado diminui os direitos trabalhistas e a capacidade de organização dos trabalhadores (hoje os trabalhadores ficam no máximo 2 anos numa empresa).
O salário mínimo é ainda um forte referencial para os trabalhadores (47 milhões deles recebem este valor). Apesar dos aumentos conquistados nos últimos anos, ele ainda esta muito longe do que prevê a constituição federal. Seu valor atual é de R$ 622,00, enquanto o DIEESE prevê o valor de R$ 2.323,21 ou seja, quatro vezes menor do que deveria ser.
Outro agravante é a retirada lenta e sistemática dos direitos trabalhistas, ressaltamos aqui o veto da Presidenta Dilma ao aumento dos trabalhadores aposentados. Estes pagam por 30 anos ou mais para ter seus direitos desrespeitados no fim da vida.
As taxas de juros são um caso a parte, mesmo estando em crise econômica a Comunidade Europeia, paga de 1% a 6% de juros ao ano, no Brasil a taxa está em 9,75%. Se for taxa bancária chega a 230% ao ano, isto dificulta a vida da classe trabalhadora aumentando o preço das mercadorias essenciais. Para as grandes empresas e para microempreendedor individual há créditos subsidiados, para os trabalhadores e associações de trabalhadores não.
Outro fator são os acidentes de trabalho. As taxas no Brasil ultrapassam os 500 mil acidentados anuais, chegando a 2.500 mortos, uma verdadeira calamidade pública. Além disso, a quantidade de doenças ocupacionais continuam aumentando no país, fruto do excesso e precarização do trabalho.
Mas nem tudo é desalento, percebemos um avanço na organização da classe trabalhadora, frente a toda esta situação. Vemos um aumento das greves e outras formas de organização exigindo melhores condições de salários e trabalho. Os movimentos sociais aos poucos começam a se agruparem e buscam pontos em comum em suas lutas. O nível de conscientização aumenta dia a dia, ainda que de forma lenta. Estas ações ligadas a outras que já se fazem vivas, nos dá a certeza que no horizonte a luta pela vida ainda está forte.
Assim, nós da Pastoral Operária chamamos a todas e todos os trabalhadores formais e informais, desempregados, aposentados e da economia popular solidária a somarmos força no sentido de termos uma sociedade mais justa, fraterna e solidária, sinal da presença do Reino de Deus aqui na terra, onde a vida dos trabalhadores e das trabalhadoras esteja acima do lucro de uns poucos. Vamos trabalhar para viver em vez de viver para trabalhar!
VIVA A CLASSE TRABALHADORA!
CRÔNICAS DE MINHA ALMA: TRABALHAI NA VOSSA SALVAÇÃO COM TEMOR E TREMOR
CRÔNICAS DE MINHA ALMA: TRABALHAI NA VOSSA SALVAÇÃO
Aqui neste mundo os homens se empenham em muitas obras, todavia, sempre motivados por algum tipo de interesse de ordem pessoal ou coletivo, pois a lei do trabalho existe para ser cumprida por todos. De fato, todas as oportunidades nos são dadas, à medida que as buscamos com empenho e determinação; no entanto, não podemos esquecer que o existir temporal só o é em vista da eternidade que faz sempre presente no meio de nós.
Aqui neste mundo os homens se empenham em muitas obras, todavia, sempre motivados por algum tipo de interesse de ordem pessoal ou coletivo, pois a lei do trabalho existe para ser cumprida por todos. De fato, todas as oportunidades nos são dadas, à medida que as buscamos com empenho e determinação; no entanto, não podemos esquecer que o existir temporal só o é em vista da eternidade que faz sempre presente no meio de nós.
Ora, nós não somos matéria tão somente, mais do que isto, somos seres viventes dotados de alma imortal; assim sendo, estamos envoltos pela metafísica que nos sustenta; nossa atenção, então, se volta para ela na certeza de que aqui pomos o alicerce de nosso viver eterno, para o qual a natureza humana foi criada; porque se não pensarmos assim, a vida perde todo o sentido de ser, visto que ninguém se perpetua naturalmente aqui neste mundo, porque aqui tudo tem fim.
É claro que para pensar assim, precisamos da fé em Deus, como está escrito na carta aos Hebreus: "Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram". (Heb 11,6). Além do mais, “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê”. (Hb 11,1). Ou seja, experimentamos prontamente seus resultados, à medida que a concebemos como dom de Deus nas entranhas de nossas almas. Quanto a isto, ninguém pode dizer que não tem fé, porque ela é inata e só fazemos o que fazemos, porque acreditamos naquilo que buscamos com o nosso fazer.
Portanto, “Amai a justiça, vós que governais a terra, tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração, porque ele é encontrado pelos que o não tentam, e se revela aos que não lhe recusam sua confiança; com efeito, os pensamentos tortuosos afastam de Deus, e o seu poder, posto à prova, triunfa dos insensatos”. (Sab 1,1-3).
“Assim, meus caríssimos, vós que sempre fostes obedientes, trabalhai na vossa salvação com temor e tremor, não só como quando eu estava entre vós, mas muito mais agora na minha ausência. Porque é Deus quem, segundo o seu beneplácito, realiza em vós o querer e o executar. Fazei todas as coisas sem murmurações nem críticas, a fim de serdes irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus íntegros no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, onde brilhais como luzeiros no mundo, a ostentar a palavra da vida”. (Fil 2,12-16a).
Deste modo, sabendo que toda causa gera um efeito e que se a causa é boa, o efeito também o é: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção [e a morte]; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos”. (Gal 6,7-9).
Paz e Bem!
Frei Fernando,OFMConv.
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“Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará. Pois nele Deus Pai imprimiu o seu sinal”. (Jo 6,27).
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segunda-feira, 30 de abril de 2012
O GRANDE MISTÉRIO DO BATISMO
O GRANDE MISTÉRIO DO BATISMO
O Espírito vivifica
O Senhor que nos concede a vida, estabeleceu conosco a aliança do batismo, como símbolo da morte e da vida. A água é imagem da morte e o Espírito nos dá o penhor da vida. Assim, torna-se evidente o que antes perguntávamos: por que a água está unida ao Espírito? É dupla, com efeito, a finalidade do batismo: destruir o corpo do pecado para que nunca mais produza frutos de morte, e vivificá-lo pelo Espírito, para que dê frutos de santidade.
A água é a imagem da morte porque recebe o corpo como num sepulcro; e o Espírito, por sua vez, comunica a força vivificante que renova nossas almas, libertando-as da morte do pecado e restituindo-lhes a vida. Nisto consiste o novo nascimento da água e do Espírito: na água realiza-se a nossa morte, enquanto o Espírito nos traz a vida.
O grande mistério do batismo realiza-se em três imersões e três invocações, para que não somente fique bem expressa a imagem da morte, mas também a alma dos batizados seja iluminada pelo dom da ciência divina. Por isso, se a água tem o dom da graça, não é por sua própria natureza, mas pela presença do Espírito. O batismo, de fato, não é uma purificação da imundície corporal, mas o compromisso de uma consciência pura perante Deus.
Eis por que o Senhor, a fim de nos preparar para a vida que brota da ressurreição, propõe-nos todo o programa de uma vida evangélica, prescrevendo que não nos entreguemos à cólera, sejamos pacientes nas contrariedades e livres da aflição dos prazeres e do amor ao dinheiro. Isto nos manda o Senhor, para nos induzir a praticar, desde agora, aquelas virtudes que na vida futura se possuem como condição natural da nova existência.
O Espírito Santo restitui o paraíso, concede-nos entrar no reino dos céus e voltar à adoção de filhos. Dá-nos a confiança de chamar a Deus nosso Pai, de participar da graça de Cristo, de sermos chamados filhos da luz, de tomar parte na glória eterna, numa palavra, de receber a plenitude de todas as bênçãos tanto na vida presente quanto na futura.
Dá-nos ainda contemplar, como num espelho, a graça daqueles bens que nos foram prometidos e que pela fé esperamos usufruir como se já estivessem presentes. Ora, se é assim o penhor, qual não será a plena realidade? E, se tão grandes são as primícias, como não será a consumação de tudo?
Paz e Bem!
Fonte: Do Livro Sobre o Espírito Santo, de São Basílio, bispo - (Cap 15,35-36: PG 32,130-131) (Séc.IV)
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