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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O Natal do Menino Jesus


Nesta época do ano a maioria das pessoas se dedica a preparar a festa do Natal. Alguns gastam muito dinheiro em compras e viagens, visitam parentes, amigos, trocam presentes, preparam banquetes e tantas outras coisas. Mas, sinto que na hora da festa, muitos ainda deixam do lado de fora o próprio aniversariante. Ainda existem muitas casas que estão cheias de opulências e traições, de mentiras e vaidades, de ganâncias e espertezas, de luxos e futilidades... E de tão cheias do que não vale nada, já não sobra um lugar para o Deus Menino poder nascer. E existem muitos bons José e santas Maria, grávidas de vida, de amor, de justiça, de paz... procurando um lar, mas as portas se fecham. Há corações que não se abrem para o Deus Menino, porque Ele decidiu nascer na forma mais simples, pobre, sem terra e sem teto. E veio para resgatar os oprimidos e marginalizados, e restaurar a dignidade humana e a integridade da vida.

Talvez, para muitos, mesmo que tenham fé, seja tremendamente difícil celebrar o Natal na sua originalidade. Celebrar o nascimento do Filho de Deus nas feições das vítimas de um sistema opressor, com o rosto dos que são oprimidos e marginalizados, dos que sofrem com as catástrofes ambientais, doenças, guerras, crises. E celebrar o Natal, significa ativar nosso espírito de indignação, de amor e de solidariedade e nos comprometer com os que sofrem, lutar para amenizar suas dores e ajudar a transformar a realidade.

Para celebrarmos o Natal, precisamos sair do nosso comodismo, da nossa casa enfeitada, arrumada e ir ver a face do Menino Jesus de hoje. Ele que nasce tão pobre e desprotegido, clamando por dignidade e pedindo a conversão dos causadores da fome, da miséria, das guerras e da degradação ambiental. Para celebrar um bom Natal é preciso ir ao presépio e contemplar o Menino Deus, nascido de novo onde nascem e crescem, sofrem, morrem, vivem, sobrevivem, choram, gritam, cantam, rezam, lamentam, trabalham, lutam... os mais pobres deste mundo. Como os pastores, que passavam a noite vigilantes cuidando de seus rebanhos e os magos que seguiram o sinal e foram ao encontro do recém nascido na manjedoura, também somos desafiados a ir e ver o presépio, a pequena Belém de hoje, onde nasce, no meio dos últimos, para todos nós o Salvador, o Messias, o Cristo Filho de Deus.

É no compromisso com a promoção da justiça e da paz e com a defesa da vida que celebramos o verdadeiro Natal. Porque assim encontramos o Deus Menino, que buscou um aconchego para nascer junto aos pobres e excluídos. E é por isso que o Natal revigora nossa esperança. Deus optou pelos pobres e acreditou na humanidade. E no lugar dos últimos, Ele veio nos trazer a esperança e vida em plenitude.

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