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sábado, 30 de julho de 2022

QUANDO O PODER POLÍTICO NÃO É UM SERVIÇO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 14,1-12)(30/07/22)

Caríssimos, existe um ditado popular que diz: "Quer conhecer um homem dê poder a ele." Todavia, em se tratando do exercício do poder temporal, na verdade, esse é limitado, pois, o tempo se encarrega de suprimi-lo, porque só Deus tem todo poder sobre o céu e sobre a terra e ninguém mais. 

Por isso, o poder presente em todas as criaturas tem fim, e só resta o resultado do que foi feito com o poder recebido, desse modo, se foi usado para fezer o bem que vem de Deus, tem os méritos desse bem feito; no entanto, se foi usado para o mal, no mal será sepultado cujo resultado é a perdição eterna para quem o exerceu.

Com efeito, à todos que exercem ou se arvoram na busca frenética do poder temporal eis o que diz o Senhor: "Amai a justiça, vós que governais a terra, tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração, porque ele é encontrado pelos que o não tentam, e se revela aos que não lhe recusam sua confiança; com efeito, os pensamentos tortuosos afastam de Deus, e o seu poder, posto à prova, triunfa dos insensatos. (Sab 1,1-3)

No Evangelho de hoje vemos o modo como o rei Herodes exerceu o poder político que lhe foi conferido: adulterar, fazer falso juramento, assassinar inocentes e se ufanar sem um mínimo de respeito por suas vítimas. 

E o resultado nefasto de seu desvario foi este: "No dia marcado, Herodes, vestido em traje real, sentou-se no tribunal e lhes dirigiu uma alocução. O povo aplaudia: É a voz de um deus, e não de um homem! No mesmo instante, o anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado honra a Deus. E, roído de vermes, expirou. (At 12,21-23).

Portanto, caríssimos, o exercício do poder temporal foi nos dado por Deus como um serviço prestado para o bem de todos, e não como instrumento de perseguição, opressão, corrupção e todos os meios perversos para se perpetuar no poder. 

Destarte, aí daqueles que usam o poder temporal de forma perversa e enganosa, infelizmente não esperem um juízo favorável no dia do juízo final, pois, não pode entrar na felicidade eterna os que causaram a morte de tantos que precisaram dos bens necessários e não obtiveram por conta do pecado da corrupção.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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