Arquivo do blog

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Pai nosso que estás no céu...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 6,7-15)(24/02/26)

1. Caríssimos, a dúvida existe quando nos desligamos do Senhor que é amor e nos sustenta na vida por sua divina providência. Decerto, quem duvida da verdade é porque não está vivendo conforme a Verdade nos ensina, e a Verdade é Cristo, não existe outra; que os homens acreditem ou não, o testemunho do Senhor Jesus permanece para sempre, e continua transpondo e desafiando os limites de nossa razão. 

2. No livro de Gênesis, Deus nos revela que fomos criados por Sua Palavra como sua imagem e semelhança, ou seja, com todos as virtudes para sermos felizes neste paraíso terrestre e na Sua Glória Eterna. E como vimos na primeira leitura, a Palavra de Deus continua realizando as suas obras, porque se cumpre na íntegra, tal como afirmou o Profeta Isaías e o Próprio Jesus Cristo, o Filho de Deus.

3. A fé é um dom do Espírito Santo que nos une ao Senhor, e como Ele mesmo disse: "por ela tudo é possível". É como afirma o profeta Habacuc: "Eis que sucumbe o que não tem a alma íntegra, mas o justo vive por sua fidelidade." (Hab 2,4). Ou seja, pela que o faz manter-se firme nas promessas de Deus e conduzido por Ele para alcança-las. 

4. No Evangelho de hoje, o Senhor Jesus nos ensina a rezar o Pai nosso; mas, por que esta oração é tão importante? Porque é encontro com Deus num diálogo íntimo de amor filial, onde o silêncio é fundamental para escutarmos Aquele que nos ama para além dos limites da nossa compreensão.

5. Meditemos, então, com estas palavras de são Cipriano ao comentar a oração do Pai nosso: "Pode haver prece mais verdadeira aos olhos do Pai do que aquela que saiu dos lábios do próprio Filho que é a Verdade? Se ele disse que tudo o que pedirmos ao Pai em seu nome nos será dado (cf. Jo 14,13), quanto mais eficaz não será a nossa súplica para obtermos o que pedimos em nome de Cristo, se pedirmos com sua própria oração!

6. Oremos, portanto, irmãos caríssimos, como Deus, nosso Mestre, nos ensinou. A oração agradável e querida por Deus é a que rezamos com as suas próprias palavras, fazendo subir aos seus ouvidos a oração de Cristo. Reconheça o Pai as palavras de seu Filho, quando oramos."

7. Destarte, no final da oração do Pai nosso, o Senhor Jesus nos mostra que o perdão é um ato condicional, pois não podemos pedir perdão para nós se não estamos dispostos a oferece-lo ao próximo, porque perdoar é amar, é fazer a vontade de Deus que nos perdoa e apaga os nossos pecados, e os daqueles a quem perdoamos.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Firefox