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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

AS PALAVRAS DE JESUS NÃO SÃO SÓ PALAVRAS...


AS PALAVRAS DE JESUS NÃO SÃO SOMENTE PALAVRAS...

Sempre que ouvimos o Senhor, percebemos que Nele tudo é novo e perfeitamente diferente de tudo o que há; suas palavras, seus gestos, seu modo de ser revelam quem é Deus; como Ele age em meio a nossa naturalidade; e de quanto está próximo de cada um e de todos nós cada vez que o invocamos.

Ora, a linguagem divina, sem dúvida alguma, difere claramente de nossa linguagem humana; todavia, como somos “sua imagem e semelhança”, o Senhor procura falar nossa linguagem injetando nela sua Sabedoria Eterna, para nos comunicar a Sua Santidade, tão necessária para entramos no seu Reino de amor. É como está escrito: “Aquele que vem de cima é superior a todos. Aquele que vem da terra é terreno e fala de coisas terrenas. Aquele que vem do céu é superior a todos. Ele testemunha as coisas que viu e ouviu, mas ninguém recebe o seu testemunho. Aquele que recebe o seu testemunho confirma que Deus é verdadeiro. Com efeito, aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus, porque ele concede o Espírito sem medidas.” (Jo 3,31-34).

Logo, é exatamente essa linguagem que Jesus usa nas parábolas que conta, cada vez que o ouvimos nos santos Evangelhos proclamados. E por que Jesus fala em parábolas? Por ser um dos meios mais eficazes de comunicação, pois atinge a todos por suas analogias e conclusões. Dizer algo em parábolas é manter “in aeternum” aquilo que se quer ensinar, isto porque as palavras de Jesus não são somente palavras, elas são poder, virtudes, curas, milagres, sabedoria, discernimento; entendimento das coisas eternas a partir das coisas temporais; elas, na verdade, são o devir, ou o já e ainda não da escatologia.

O bom de tudo isso é saber que, quando Jesus fala, Ele já comunica a graça que anuncia, ou seja, Sua Palavra já vem acompanhada da ação que incide sobre a quem foi dito ou ao que foi dito, como vemos nestes exemplos: “Vós já estás puros pela palavra que vos tenho anunciado” (Jo 15,3); “Jesus respondeu-lhe: Por causa desta palavra, vai-te, que saiu o demônio de tua filha. Voltou ela para casa e achou a menina deitada na cama. O demônio havia saído.” (Mc 7,29-30);

Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.” (Jo 20,21-23). “E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: ‘Silêncio! Cala-te!’ E cessou o vento e seguiu-se grande bonança.” (Mc 4,39).

Por fim, não podemos esquecer que o Senhor pôs o paraíso dentro de cada um de nós, quando nos deu o livre arbítrio, que é o poder de decisão para permanecermos Nele ou não. E isto depende da escolha que fazemos: viver como filhos de Deus amando-o acima de todas as coisas por nossa obediência à Sua Sabedoria, expressa nas suas leis e mandamentos, e nos ensinamentos de Jesus, seu Filho amado; ou escolher permanecer no pecado, que consiste em não amar a Deus, pela desobediência aos seus mandamentos e às Palavras de Jesus.

Portanto, quem vive na obediência aos santos mandamentos, seguindo a Cristo Jesus, está sob a proteção divina, porque a sua alma se torna o lugar de Deus por excelência. E onde Deus habita, não existe lugar para o mal. Porém, quem se entrega ao pecado não pode ver a Deus, porque o pecado é o esconderijo do diabo (cf. 1Jo 3,4-6).

Então, quem poderá ver a Deus? Os que têm o coração puro, como diz o Senhor: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus!” (Mt 5,8). E quem nos dá essa pureza de coração? O senhor mesmo, pois, quando nos deu o santo batismo, nos deu, para sermos santos como Ele é Santo (cf. Mt 5,48; Jo 15,3; 1Jo 3,3); só precisamos deixar que o Espírito Santo nos conduza nesta trajetória para o Reino de Deus e sua justiça. (cf. Rm 8,14-17).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

SÉRIE MEDITAÇÕES: A TEOLOGIA DO TEMPO DO ADVENTO



SÉRIE MEDITAÇÕES

A TEOLOGIA DO TEMPO DO ADVENTO

A teologia do tempo do advento revela os dois eixos centrais da história da salvação. Primeiro, o cumprimento das profecias do Antigo Testamento, pois o Messias nasce no meio de nós como havia sido prometido (Gen 3,15;49,8-11;Deut 18,15.19;Is 7,14;11,1-5), e o advento aponta para esse cumprimento. Ou seja, Deus mesmo se faz um de nós, nasce em nosso meio do seio da Virgem Maria, conforme profetizado pelo profeta Isaías (cf. Is 7,14), para nos salvar pessoalmente como determinou em seu desígnio redentor (cf. Ez 36). Segundo, com a sua vinda, anuncia a vinda escatológica do Reino de Deus, reino de justiça e de verdade, reino de paz e da felicidade dos justos. Por fim, anuncia ainda a sua segunda parusia, no fim dos tempos.

Por isso, esse tempo é de suma importância não somente pelas revelações que traz em si, mas principalmente pelo anúncio do devir, ou seja, do desfecho definitivo da história da salvação; pois Deus entra na história humana fazendo acontecer nela a história de nossa salvação, deste modo, o tempo e tudo nele passa a ser contado antes de Cristo e depois de Cristo. Assim, Jesus Cristo é não somente o Senhor da Criação, mas o marco central dela e da história humana, pois Deus se fez homem para que o homem participasse de sua natureza divina na nova criação, porque, como disse Jesus: “Eis que eu faço nova todas as coisas”.

Podemos ver ainda nesse tempo do advento a expressão missionária de que ele se reveste, pois Deus se torna missionário em nosso meio e em nossa história, mostrando com isso, que também a Igreja assume essa função evangelizadora, de anunciar sua presença santa no meio da humanidade. Pois nosso caminho para o reino dos céus é um caminho missionário, desse modo, temos a missão de revelarmos Jesus, o salvador da humanidade, invisível aos olhos do mundo, mas presente em sua Igreja por meio dos sacramentos que nos comunicam todas as graças para a santificação de nossas almas, assim é ele mesmo que nos conduz à plenitude de sua glória.

Por fim, a teologia desse tempo do advento alimenta em nós a esperança da libertação total, como o Senhor revelou em uma de suas promessas, ao dizer: “Então verão o Filho do Homem vir sobre uma nuvem com grande glória e majestade. Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação”. (Lc 21,27-28). São Paulo, ao crer firmemente nessa promessa de Jesus, afirmou: “Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia. Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo. Porque pela esperança é que fomos salvos. Ora, ver o objeto da esperança já não é esperança; porque o que alguém vê, como é que ainda o espera? Nós que esperamos o que não vemos, é em paciência que o aguardamos”. (Rom 8,18-25).

Portanto, vivamos esse tempo de expectativa, de espera com fé renovada, na certeza de que, por permanecermos no Senhor e em seu santo modo de agir, teremos todas as graças necessárias para nos mantermos fiéis até o fim, como o Ele nos exortou: “Reanimai-vos e levantai vossas cabeças, porque a vossa libertação está próxima”. (Lc 21,28). “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!” (2Cor 13,13). “Aquele que atesta estas coisas diz: Sim! Eu venho depressa! Amém. Vem, Senhor Jesus!” (Apo 22,20).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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domingo, 28 de março de 2010

Páscoa não é fim, mas recomeço de jornada



Páscoa é sinal de mudança, passagem, se é fim de quaresma é também início de jornada, com a saída do Egito os judeus não entraram diretamente na terra prometida, não foi uma mudança radical de estado, ela marca o fim da escravidão nas terras egípcias, mas ainda exige um esforço pessoal de cada um dos judeus que saíram do Egito, é preciso ainda retirar o Egito do coração do povo eleito, pois a todo instante e a cada tropeço do caminho, recomeçavam a se lamentar e a comparar a provação do deserto, com o pouco de bom que deixaram no Egito, a cada momento jogavam sobre Moisés a saudade das panelas de carne que ficaram pra traz, existe justiça nisso? até haveria se junto com as panelas de carne, lembrassem também dos açoites,das provações da própria escravidão, porém nenhum desses que se levantavam contra o Senhor e contra Moisés fala sobre a escravidão, se no Egito de fato haviam as panelas de carne no deserto eles tiveram o pão dos céus as codornas e a água que nunca faltou mesmo se extraída diretamente da pedra; nesse sentido devemos entender a quaresma como preparação de jornada e não como fim de provação, a quaresma equivale a escravidão do Egito e as pragas que assolavam apenas os Egípcios, todos aqueles que estavam em sintonia com a palavra de Deus passaram com tranquilidade, do mesmo modo devemos entender a morte e ressurreição de Cristo como inicio de um novo caminhar, só que agora podemos seguir com a mesma confiança de nossos irmãos da antiga aliança, existe ainda um caminho a percorrer, o que nos serve de consolo é a promessa de Cristo, de que não estamos sós!

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