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domingo, 27 de setembro de 2026

Pela obediência e humildade vencemos o inimigo de nossas almas...

 Homilia do 27°Dom do tempo comum (Mt 21,28-32)(27/9/26)

1. Caríssimos, são duas as virtudes que Adão e Eva não usaram no paraíso e por isso não foram fiéis a Deus no início de sua missão, as virtudes da obediência e da humildade. Pois, com essas virtudes poderiam derrotar o inimigo de nossas almas, como o Senhor Jesus o derrotou ao fazer-se homem no seio virginal de Maria, e obedecer humildemente ao Pai até a morte e morte de cruz.

2. Comentando o Evangelho de hoje, disse o Papa Bento XVI de saudosa memória: "No Evangelho fala-se de dois filhos, atrás dos quais, no entanto, está, de uma forma misteriosa, um terceiro. O primeiro filho diz ao pai que sim, mas não faz o que lhe foi ordenado. O segundo filho diz 'não', mas depois faz a vontade do seu pai. O terceiro filho diz "sim" e também faz o que lhe é ordenado. 

3. Este terceiro filho é o Filho único de Deus, Jesus Cristo [que] ao entrar no mundo, disse: "Eis que venho, ó Deus, para fazer a Tua vontade" (Heb 10,7). Ele não disse apenas este 'sim', mas cumpriu-o e o sofreu até à morte.

 4. "Embora Ele estivesse na condição de Deus, Ele não considerou um privilégio ser como Deus, mas esvaziou-se a si mesmo assumindo a condição de servo, tornando-se como os homens. E ao ser reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais tornando-se obediente até à morte e morte de cruz" (Fil 2,6-8). 

5. Em humildade e obediência, Jesus fez a vontade do Pai, morreu na cruz pelos seus irmãos e irmãs - por nós - e redimiu-nos do nosso orgulho e teimosia. Agradeçamos-lhe pelo seu sacrifício, dobremos os joelhos perante o seu Nome, e proclamemos juntamente com os discípulos da primeira geração: "Jesus Cristo é o Senhor - para glória de Deus Pai" (Fil 2,10). (Bento XVI - Santa Missa em Friburgo, 25/09/11).

6. Portanto, caríssimos, tudo o que Deus nos pede é que lhe obedeçamos e sejamos fiéis como o seu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo, que ao obedecer-lhe, venceu a nossa desobediência e orgulho, e nos concedeu o que havíamos perdido nos nossos primeiros pais, para assim vencermos o terrível inimigo de nossas almas.

7. Destarte, rezemos confiantes esta oração da liturgia de hoje: "Ó Deus, que mostrais vosso poder sobretudo no perdão e na misericórdia, derramai em nós a vossa graça, para que, correndo ao encontro das vossas promessas, mereçamos participar dos bens celestes.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 26 de setembro de 2026

A cruz de Cristo é o seu sacrifício de amor por nós...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 9,43b-45)(26/9/26)

1. Caríssimos, contemplar a cruz de Cristo é contemplar Deus Onipotente que se rebaixa infinitamente à nossa condição de criaturas mortais, porém, sem deixar a sua Divindade. O Filho de Deus sofreu o seu sacrifício de amor, como um cordeiro inocente levado ao matadouro por seus algozes sem lhes impor resistência alguma. 

2. Então, como compreender a sua não reaça ante tamanha maldade? De fato, racionalmente é impossível compreender isso, uma vez que agimos com a lógica de tudo resolver; não a partir da nossa fragilidade, mas do poder de que dispomos para nos defender e vencer os nossos adversários. De fato, somente o amor de Deus explica o mistério do seu sofrimento por nós.

3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus insiste com seus discípulos no que havia predito a respeito da sua paixão, morte e ressurreição. Mas os discípulos não compreendiam o que Jesus dizia. O sentido lhes ficava oculto, de modo que não podiam entender; pois tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto." (Lc 9,44-45).

4. É por isso que Jesus lhes diz com insistência e clareza: “Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. Ou seja, "Deus é o Amor infinito que se faz infinitamente pequeno e humilde, e se entrega aos homens. 

5. De fato, o amor não dar coisas, mas sim a si mesmo, através do sacrifício." Como nos ensinou o Senhor: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando." (Jo 15,13-14). Ou seja, sem obediência incondicional não existe salvação.

6. Com efeito, "Os apóstolos tinham medo da Cruz. Também nós experimentamos essa mesma sensação quando nos deparamos com a nossa cruz. É por isso que devemos pedir a graça de não fugir da Cruz quando ela chegar, de aprender com Maria, a mãe de Jesus que, quando todos tinham fugido, ela estava ali aos pés da cruz do seu filho, porque tinha compreendido que a cruz salva, porque nela está escondida a Páscoa da Ressurreição." (Mons. Angelo Spina).

7. Portanto, caríssimos, mesmo ainda estando neste mundo cercados pelas ameaças do inimigo de nossas almas, não devemos temer, pois o triunfo de Cristo já foi proclamado por sua cruz redentora, apenas estamos esperando a sua segunda vinda em que irá julgar os vivos e os mortos, e o seu Reino de justiça e paz não terá fim. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Quem é Jesus para nós?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 9,18-22)(25/9/26)

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1. Caríssimos, quanto mais vejo a miséria humana mais sinto o quanto a nossa humanidade precisa da presença e da ação do Senhor Jesus em nosso meio. Os homens podem adquirir todos os conhecimentos possíveis, porém, o único conhecimento e experiência que nos salva da infelicidade e do abismo da perdição eterna se encontra somente em Jesus Cristo, o Filho de Deus vivo.

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2. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus faz duas perguntas a respeito da sua identidade: “Quem diz o povo que eu sou?” “E vós, quem dizeis que eu sou?” E como os Apóstolos constataram, as respostas advindas do povo tinha como base as Sagradas Escrituras: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”.

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3. No entanto, na resposta inspirada por Deus a Pedro à segunda pergunta de Jesus, é o que constitui o fundamento da nossa fé: “O Cristo de Deus”. Justamente porque nos dá a certeza de que Deus veio realmente até nós, por meio do Seu Filho amado, para nos libertar do pecado e das misérias que o pecado gera, e nos fazer viver em estado de graça na Sua presença; mas, não sem levarmos a nossa cruz de cada dia.

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4. De fato, de algum modo todos nós passamos por algumas provações neste mundo, seja por conta das nossas fraquezas, seja ainda por conta das dos outros. No entanto, quando permanecemos em estado de graça pela nossa obediência ao Senhor, recebemos Dele inúmeros benefícios para transpormos todos os obstáculos, pois, é Ele mesmo que nos conduz para cumprirmos os Seus Santos desígnios. 

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5. Portanto, caríssimos, escutemos o que disse o Senhor Jesus a são Paulo por ocasião de uma grande tribulação que estava sofrendo: "Mas o Senhor me disse: Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo.

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6. Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte." (2Cor 12,9-10). E ainda: "Quanto a mim, não pretendo, jamais, gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo." (Gl 6,14).

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7. Então, quem é Jesus para nós? São Paulo VI responde essa pergunta por nós: "Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo (cf Mt 16,16): é Ele que nos revela o Deus invisível. Ele é o primogénito de toda a criatura, o fundamento de todas as coisas (cf Col 1,15s); Ele é o Mestre da humanidade e o Redentor, que nasceu, morreu e ressuscitou por nós; Ele é o centro da história e do mundo, é quem nos conhece e nos ama, é o companheiro e o amigo da nossa vida."


Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

Quem está falando a verdade e somente a verdade?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA (Lc 9,1-6)(23/9/26)

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1. Caríssimos irmãos e irmãs, creio que a humanidade está passando pelo período mais difícil de sua história, talvez nunca visto antes; e isso devido ao aumento exorbitante da pecaminosidade dos homens; a tal ponto que poucos sobreviverão às terríveis catástrofes anunciadas pelos antigos profetas; por Jesus e os Apóstolos no Novo Testamento.

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2. São Paulo, na segunda carta a Timóteo, escreveu: "Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te!" (2Tm 3,1-5).

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3. Com efeito, neste tempo de disputa eleitoral que estamos vivendo, perguntemos: quem realmente está falando a verdade e somente a verdade? Quais os interesses defendidos por tais candidatos e quais os programas de governo apresentado? Infelizmente o que se tem visto são biografias com um histórico recheado de corrupção e falcatruas; e uma série de acusações espúrias que envergonha até os mais incrédulos. 


4. E então, como fazer para corrigir esse desvario na hora de votar? De fato, o melhor meio que temos a disposição é o voto, porém, quando isento da influência das ideologias políticas e seus ideólogos ou de uma fé tipicamente legalista, moralista e farisáica beirando ao extremo fanatismo, que não tem comparação. 


5. Por isso, não esqueçamos de pedir ao Espírito Santo o discernimento, para não sermos coniventes com o que existe de pior nesta nossa nação. Em outras palavras, não deixemos que as paixões mundanas contaminem nossas almas nos levando à divisão e às brigas ideológicas. 

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6. Com efeito, se todos escutassem o Senhor Jesus no Evangelho de hoje, mostrando qual é a verdadeira postura que seus discípulos devem ter frente aos que não conhecem a fé ou a contestam por não a viverem; e como devem proceder no anúncio do Reino de Deus e de sua justiça; jamais se portariam como inimigos do Dele e do seu Evangelho.

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7. Portanto, caríssimos, expulsemos de nosso meio o espírito imundo de divisão, pois, as almas sem vida de oração e sem misericórdia são almas mortas, por não viverem em conformidade com a vontade do Senhor, como Ele mesmo nos ensinou: "Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste." (Jo 17,21).

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Parabéns Mãe amada de Deus, Maria Santíssima...

 FESTA DA NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA (Mt 1,18-23)(8/9/26)

1. Caríssimos, a Igreja hoje celebra a Festa da Natividade de nossa Senhora, isto é, o dia do seu nascimento; dentre todas as mulheres, Deus escolheu Maria, a sua humilde serva, para ser a mãe do Seu Filho, nosso Salvador, como foi profetizado por Miquéias: "Deus deixará seu povo ao abandono, até ao tempo em que uma mãe der à luz; e o resto de seus irmãos se voltará para os filhos de Israel." (Mq 5,2).

2. Quanto a nós, "Devemos buscar nesta festa da Natividade de Maria uma verdade profunda: a vinda do homem-Deus à terra foi longamente preparada pelo Pai no decurso dos séculos. A pessoa divina do Salvador supera infinitamente tudo o que a humanidade podia gerar, porém, a história da humanidade foi como um lento e difícil parto das condições necessárias à encarnação do Filho de Deus." (MR)

3. Ora, "Maria é aquela em quem Deus encontrou a mais perfeita e dócil colaboração: é por isso que, ao tornar-se mãe de Deus, Maria também se tornou mãe dos filhos de Deus. Maria, ao dizer o seu "sim" à maternidade messiânica, deixou-se inevitavelmente conduzir pelos caminhos do amor salvífico e tornou-se a ressonância da Misericórdia infinita." (Cardeal Angelo Comastri).

4. Isso significa que no "sim" de Maria Deus fez cumprir-se todas as profecias a respeito da vinda do Messias, e tudo o que aconteceu depois da sua vinda desde o anúncio do Reino, seus sinais e prodígios até a sua paixão, morte, ressurreição e ascensão ao céu, tem sua origem no seu "sim", por isso, a Igreja piedosamente chama Maria de porta do céu, pois por ela entrou no mundo o Filho de Deus, o Salvador da humanidade. 

5. Portanto, caríssimos, assim como Deus encontrou em Maria um coração acolhedor para cooperar com Ele na história da salvação da humanidade, por seu Filho amado nosso Senhor Jesus Cristo, que nela se fez Carne e habitou no meio de nós por obra e graça do Espírito Santo, de igual modo, Ele também nos chama à cooperar nesta sua obra salvífica.

6. Destarte, abramos os nossos corações para respondermos ao chamado de nosso Pai celestial, pondo-nos disponíveis à serviço do seu Reino com generosidade e gratidão, em santidade e justiça todos os dias de nossa vida, como o fez Maria Santíssima, mãe de Deus e nossa mãe.

7. Cantemos saudando com amor e devoção à Santíssima Virgem Mãe de Jesus, neste dia belíssimo do seu aniversário. Parabéns Mãe amada, ó Virgem Imaculada, filha predileta de Deus Pai.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

A autenticidade da fé e a dignidade humana...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 6,6-11)(7/9/26)

1. Caríssimos, mesmo que não queiramos somos obervados e julgados em nosso modo de ser e estar no mundo. Daí a necessidade de "ser o que somos aos olhos de Deus e nada mais," como nos ensinou são Francisco de Assis; de modo que "nos tornemos Evangelhos vivos de nosso Senhor Jesus Cristo," como ele também ensinou. 

2. Ora, a prática da fé não é feita de aparências em busca aplausos, mas é algo interno, discreto, que transparece Cristo, a quem seguimos. E isso requer coerência, autenticidade, amor e sacrifício no vencimento de si mesmo, pois, como também ensinou são Francisco: "O pior inimigo do homem é ele mesmo; vence-te a ti mesmo e vencerás todos os inimigos visíveis e invisíveis, mas jamais conseguirás isso sem o auxílio da graça de Deus."

3. No Evangelho de hoje, o Senhor Jesus "num dia de sábado entrou na sinagoga, e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. Os mestres da Lei e os fariseus o observavam, para ver se Jesus iria curá-lo em dia de sábado, e assim encontrarem motivo para acusá-lo." Pelo vimos neste episódio, existem aqueles que usam a Lei de Deus como pretexto para fazerem o mal. Cuidemos para não caírmos nessa astúcia infernal.

4. "Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: “Levanta-te, e fica aqui no meio”. Ele se levantou, e ficou de pé. Disse-lhes Jesus: “Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor, e disse ao homem: “Estende a tua mão”. O homem assim o fez e sua mão ficou curada."

5. Portanto, caríssimos, com esse gesto o Senhor Jesus nos ensina que Deus nos deu a sua Lei para sermos livres e não para subjugar-nos uns aos outros. Por isso, tudo o que fazemos para devolver ao homem a sua dignidade, é para a glória de Deus que o fazemos. De modo que isso não é apenas lícito, mas é a nossa própria missão.

6. Destarte, esse ensinamento do Senhor Jesus é de suma importância, pois nos mostra um profundo amor e respeito pela vida humana, para que assim nos amemos uns aos outros fazendo sempre e somente o bem para o qual Deus nos criou.

7. Em suma, na conclusão do Evangelho de hoje vimos que a prática da fé quando não realiza a vontade de Deus, cai no rigorismo exacerbado levando tais praticantes à ignorância do bem feito e às mais terríveis maquinações contra os que realizam o bem que Deus lhes inspirou a fazer. Por isso, os "inimigos do Senhor, ficaram com muita raiva, e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Ele." (Lc 6,11).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 6 de setembro de 2026

A CORREÇÃO FRATERNA...

 Homilia do 23 Dom do tempo comum (Mt 18,15-20)(6/9/26).

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1. Caríssimos, a paz interior é fruto da graça santificante, que nasce da comunhão com o Senhor e entre nós seus filhos e filhas; mas nem sempre encontramos em nosso meio pessoas dispostas a cultiva-la e vive-la sem nunca deixar de faze-lo.

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2. Por isso, eis o que nos exorta são Paulo a esse respeito: "Tende um mesmo amor, uma só alma e os mesmos pensamentos. Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus." (Fl 2,2b-4).

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3. Desse modo, precisamos compreender que a eternidade que temos pela frente, nós já estamos vivendo dentro das nossas possibilidades; por isso, no Evangelho de hoje, o Senhor Jesus nos ensina a correção fraterna como meio mais eficaz para conservarmos a unidade e a paz, pois sem unidade não existe paz alguma entre nós. 

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4. Aliás, é bem como está escrito na Carta aos Hebreus: "Procurai a paz com todos e ao mesmo tempo a santidade, sem a qual ninguém pode ver o Senhor. Estai alerta para que ninguém deixe passar a graça de Deus, e para que não desponte nenhuma planta amarga, capaz de estragar e contaminar a massa inteira." (Hb 12,14-15). 

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4. Decerto, o que é mesmo a correção fraterna de que nos fala o Senhor? Escutemos, então, esta resposta que são Paulo nos dá: "Irmãos, se alguém for surpreendido numa falta, vós, que sois animados pelo Espírito, admoestai-o em espírito de mansidão.

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5. E tem cuidado de ti mesmo, para que não caias também em tentação! Ajudai-vos uns aos outros a carregar os vossos fardos, e deste modo cumprireis a lei de Cristo. Quem pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo." (Gl 6,1-3).

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6. Portanto, caríssimos, não somos fiscais uns dos outros nem juízes, mas irmãos e irmãs que professam a mesma fé, por isso, devemos nos respeitar mutuamente, compreender e perdoar, evitando todo tipo malidecência ou palavras que causam transtorno e desentendimento, pois o céu é a morada dos que promovem a paz, como nos ensinou o Senhor: “Bem aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus”. (Mt 5,9).

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7. Destarte, escutemos ainda esta outra exortação de São Paulo: "Nenhuma palavra má saia da vossa boca, mas só a que for útil para a edificação, sempre que for possível, e benfazeja aos que ouvem. Não contristeis o Espírito Santo de Deus, com o qual estais selados para o dia da Redenção.

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8. Toda amargura, ira, indignação, gritaria e calúnia sejam desterradas do meio de vós, bem como toda malícia. Antes, sede uns com os outros bondosos e compassivos. Perdoai-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou, em Cristo." (Ef 4, 29-32).

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv. 

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