PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,44-51)(23/04/26)
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- Temos fome, Senhor Jesus, do teu Pão de vida etern...
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quinta-feira, 23 de abril de 2026
Será que vivemos no tempo a eternidade que desejamos?
quarta-feira, 22 de abril de 2026
Como será o nosso dia eterno?
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,35-40)(22/04/26)
1. Caríssimos, assim como não temos vida natural sem o ar que respiramos porque dele dependemos totalmente; de igual modo, também não temos vida espiritual sem a graça do perdão e da misericórdia do Senhor que purifica e santifica as nossas almas para vivermos em perfeita comunhão com a sua santa vontade.
2. Ora, reconhecer que somos pecadores e necessitados da Sua Divina Misericórdia, significa aceitar e acolher os valores eternos que o Senhor nos concede com o perdão dos nossos pecados. Sem esse reconhecimento não existe espaço em nossas almas para a obediência e a humildade que são virtudes essenciais para nos manter em estado de graça.
3. No Evangelho de hoje, ouvimos o Senhor Jesus dizer: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede." Com essas palavras o Senhor confirma que naturalmente todos seguem ao encontro da morte; mas, também nos dá a garantia de que Nele a vida não tem fim, ou seja, Ele é a Porta pela qual entramos na vida eterna.
4. Escutemos, então, com atenção o Profeta Miquéias, na seguinte exortação: "Já te foi dito, ó homem, o que convém, o que o Senhor reclama de ti: que pratiques a justiça, que ames a bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus." (Miq 6,8).
5. Decerto, diante de tal exortação, creio que no último instante do nosso viver, ou seja, no nosso dia eterno (cf. Hb 9,27), o Senhor nos fará a seguinte indagação: "Te dei a vida, te criei por amor e somente para amar, o que fizeste da vida que eu te dei?"
6. Sem dúvida, tudo o que pensamos, falamos e vivemos está escrito em nossas almas, é bem como nos exorta a Carta aos Hebreus: "Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração. Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas." (Hb 4,12-13).
7. Destarte, rezemos com santa Gertrudes de Helfta, monja beneditina (séc. XIII), esta linda oração: "A mim, que imploro o teu socorro, Senhor, a mim, que desejo ser fortalecida pelo mistério da tua bênção, concede-me o socorro da tua proteção e da tua orientação. Que haja em mim, Senhor, pelo dom do teu Espírito, uma prudente modéstia, uma sábia bondade, uma grave doçura, uma casta liberdade."
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
terça-feira, 21 de abril de 2026
Temos fome, Senhor Jesus, do teu Pão de vida eterna...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,30-35)(21/04/26)
1. Caríssimos, transcrevo aqui parte da homilia do nosso saudoso Papa Francisco, comentando o Evangelho de hoje: "O Senhor veio para dar vida ao mundo e fá-lo sempre duma maneira que consegue desafiar a mesquinhez dos nossos cálculos,
2. a mediocridade das nossas expetativas e a superficialidade dos nossos intelectualismos; coloca em discussão as nossas perspetivas e as nossas certezas, convidando-nos a passar a um horizonte novo que dá espaço a um modo diferente de construir a realidade.
3. Ele é o Pão vivo descido do Céu: «quem vem a Mim não mais terá fome e quem crê em Mim jamais terá sede». Toda aquela gente descobriu que a fome de pão tinha também outros nomes: fome de Deus, fome de fraternidade, fome de encontro e de festa partilhada. Habituamo-nos a comer o pão duro da desinformação, e acabamos prisioneiros do descrédito, dos rótulos e da infâmia.
4. Julgamos que o conformismo saciaria a nossa sede, e acabamos por nos dessedentar de indiferença e insensibilidade; alimentamo-nos com sonhos de esplendor e grandeza, e acabamos por comer distração, fechamento e solidão; empanturramo-nos de conexões, e perdemos o gosto da fraternidade.
5. Buscamos o resultado rápido e seguro, e encontramo-nos oprimidos pela impaciência e a ansiedade. Prisioneiros da virtualidade, perdemos o gosto e o sabor da realidade.
6. Digamo-lo com força e sem medo: temos fome, Senhor, do pão da vossa Palavra capaz de abrir os nossos fechamentos e as nossas solidões; temos fome, Senhor, de fraternidade, onde a indiferença, o descrédito, a infâmia não encham as nossas mesas nem ocupem o primeiro lugar em nossa casa.
7. Temos fome, Senhor, de encontros onde a vossa Palavra seja capaz de elevar a esperança, despertar a ternura, sensibilizar o coração abrindo caminhos de transformação e conversão. Temos fome, Senhor, de experimentar - como aquela multidão - a multiplicação da vossa misericórdia,
8. capaz de quebrar os estereótipos e de repartir e partilhar a compaixão do Pai por cada pessoa, especialmente por aqueles de quem ninguém cuida, que são esquecidos ou desprezados. Digamo-lo com força e sem medo, temos fome de pão, Senhor: do pão da vossa Palavra, do pāo da fraternidade [e principalmente do Pão da vida eterna]. (Papa Francisco, trechos de sua homilia, 7 de maio de 2019)
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
segunda-feira, 20 de abril de 2026
A fé não combina com nenhuma ideologia...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,22-29)(20/04/26)
1. Caríssimos irmãos e irmãs, o mundo em que vivemos mergulhou de vez num abismo sem fundo de calúnias e mentiras; de interesses mesquinhos e luta pelo poder; e tudo isso por conta do egocentrismo, do autoritarismo e outros pecados tão perversos quanto esses.
2. E as consequências estão estampadas aos nossos olhos: ódios, divisões, violências, pestes, guerras e mortes. Não duvidem, estamos perto do fim de tudo isso, porque não é possível tantas injustiças, pervecidades, maldades, arrogância, incredulidade, ofensas contra Deus e seus filhos e filhas, continuar impunes.
3. De fato, como estamos constatando, os homens não aprenderam as lições presentes nas Sagradas Escrituras, e por isso, continuam sua saga de dor e sofrimentos; porque, ao não se emendarem diante de tantos exemplos, desprezam o Senhor Jesus e seus ensinamentos, para continuar a beber da água pobre que Satanás lhes oferece.
4. Na primeira leitura de hoje, vimos que santo Estevão foi caluniado, apedrejado e morto só pelo fato de ter falado a verdade que cura, liberta e salva quem nela acredita. Ora, para nós que acreditamos na misericórdia e no amor do Senhor, resta clamar para que Ele manifeste sua divina justiça que não somente pune os culpados; mas também liberta os seus filhos e filhas que se encontram oprimidos pela maldade advinda do inimigo de nossas almas e seus sequazes.
5. Destarte, meditemos com amor e atenção o Santo Evangelho de hoje, em que o Senhor Jesus é procurado pela multidão imbuída do desejo político de torna-lo rei. No entanto, contrariando tais espectativas, o Senhor lhes respondeu:
6. "Em verdade, em verdade vos digo: buscais-me, não porque vistes os milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes fartos. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará. Pois, nele Deus Pai imprimiu o seu sinal."
7. Com isso, aprendemos que não podemos misturar a fé com os interesses políticos e suas ideologias, pois o Senhor Jesus foi bem claro quanto a isso como vimos acima. Cabe a nós nos deixar conduzir pelo Espírito Santo que nos liberta dos interesses mesquinhos dos políticos e de suas agremiações partidárias.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
domingo, 19 de abril de 2026
O alicerce da vida em Cristo...
Homilia do 3°Dom da Páscoa (Lc 24,13-35)(19/04/26)
1. Caríssimos irmãos e irmãs, o alicerce da vida em Cristo é a fé, o amor, a perseverança e a esperança na vida eterna, para segui-lo fielmente por maiores que sejam as adversidades que enfrentamos por conta dos pecados cometidos contra Ele e os seus seguidores; por isso, cantemos com o salmista: "A nossa confiança está no Nome do Senhor que fez o céu e a terra." (Sl 120).
2. O Evangelho de hoje dá continuidade às evidências da presença de Jesus ressuscitado, nele são Lucas narra como foi a Sua aparição a dois discípulos que seguiam para o povoado de Emaús, diz ele: "Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido.
3. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram." Ou seja, muitas vezes não percebemos a presença do Senhor por conta das preocupações e desânimo advindos da falta de convicção.
4. Por isso, disse-lhes o Senhor: "Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram!" E a partir daí abriu-lhes a mente e explicou as Escrituras fazendo-os entender que tudo isso padeceu em vista da nossa salvação; e os fez reconhce-lo ao partir o Pão, dando-lhes o privilégio da primeira celebração Eucarística depois da Ressurreição.
5. De imediato voltaram ao Cenáculo onde testemunharam aos outros discípulos esse extraordinário acontecimento, levando por palavras e atos a nova realidade de ressuscitados com Cristo, para que os discípulos fizessem a mesma experiência que eles fizeram.
6. Sem dúvida, o Senhor Jesus em pessoa também caminha conosco, porém, o que está nos impedindo de reconhce-lo? São Lucas descreve a tristeza, o desânimo e certa falta de esperança da parte dos discípulos de Emaús.
7. E foi isso o que apresentaram ao Senhor quando veio ao seu encontro e lhes explicou as Escrituras, no entanto, ao viverem essa experiência disseram: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” Decerto, também nós precisamos deste mesmo ardor para crescermos na percepção de que o Senhor caminha conosco nos concedendo a graça de reconhece-lo nas Escrituras e na celebração da Santa Eucaristia.
8. Portanto, caríssimos, meditemos com atenção esta exortação do Papa Bento XVI sobre a ressurreição do Senhor: "Que a alegria destes dias torne ainda mais sólida a nossa fiel adesão a Cristo crucificado e ressuscitado. Acima de tudo, deixemo-nos cativar pelo encanto da sua ressurreição." (Bento XVI - Audiência Geral, 26/3/08).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
sábado, 18 de abril de 2026
Estamos atravessando com Cristo o mar revolto deste mundo...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,16-21)(18/04/26)
1. Caríssimos, na vida em comunidade não poder haver privilégiados, porque a santidade não é privilégio de poucos, mas um bem eterno para todos. Por isso, ninguém se aproprie de bem algum fora da vontade de Deus, seja intelectual, espiritual, moral, ou material; porque todos os bens pertence somente a Ele,
que os distribui a todos como lhe apraz.
2. Ora, somos templos da Palavra, pela qual Deus criou todas as coisas, por isso, vivemos da Palavra, porque ela é a vida de nossas almas. Fora da Palavra, isto é, do Verbo de Deus; encontra-se tudo o que nos provoca, tudo o que nos tira a paz interior, tudo o que não é a vontade do Senhor, por isso, não podemos nos deixar dominar por aquilo que perece.
3. Decerto, não somos deste mundo para vivermos conforme a mentalidade deste mundo, pois deste mundo o Senhor Jesus já nos tirou (cf. Jo 17,16-19); estamos aqui só para testemunhar o Seu Amor, pois Ele veio salvar a todos os que creem no Seu Nome e acolhem a Sua Vontade, expressa em Sua Palavra da qual somos portadores.
4. No Evangelho de hoje, o Senhor Jesus dá uma demonstração do seu poder para que os discípulos não duvidassem de quem Ele era; no entanto, eles se encheram de medo, pois demoraram crê que seria possível alguém caminhar sobre as águas e contra a forte ventania que os circundava; para eles, que estavam exaustos de tanto remar, isso seria impossível.
5. De fato, também nós aqui estamos navegando no mar revolto deste mundo esperando a vinda gloriosa de Cristo; e por certo, estamos como que exaustos de tanto remar contra os terríveis tufões deste mar tenebroso. No entanto, o Senhor nos acalma como acalmou os discípulos: "Sou eu. Não tenhais medo”. Ou seja, o Senhor está conosco nos conduzindo ao Porto Seguro do Seu Reino.
6. Portanto, caríssimos, quem tem um comandante como o Senhor Jesus nada pode temer nem mesmo o que tenta nos impor medo, como é o caso do mar tenebroso que ora estamos singrando. No entanto, precisamos confiar Nele internamente certos de que o nosso comandante tem todo poder sobre o céu e sobre a terra.
7. Destarte, quem navega com Cristo na Barca da Sua Santa Igreja, tem a certeza de que ela nunca afunda por mais terrível que pareçam as tempestades, e a prova disso são os mais de dois mil anos que se passaram sem jamais perder-se um só daqueles que Nele confiaram. Ou seja, todos já chegaram às águas tranquilas do Seu Reino.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
sexta-feira, 17 de abril de 2026
O poder de Deus é a manifestação do seu amor e da sua justiça...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 6,1-15)(17/04/26)
1. Caríssimos, eis a noção que temos de poder: o pode é uma força benéfica que age sempre em vista do bem que vem de Deus. Por outro lado, se age sem a graça de Deus, se torna uma força maléfica contrária ao bem, por isso, tende à autodestruição, porque sem a graça de Deus nenhum poder subsiste por si mesmo.
2. Com efeito, o poder de Deus é a manifestação do seu amor, da sua bondade e da sua misericordia para com todos; enquanto, o poder do maligno se manifesta pela mentira, arrogância e toda espécie de maldade, por isso, é insuportável, e sempre contrário a Cristo e aos seus santos mandamentos. Sem dúvida, fomos salvos por Cristo, mas ainda estamos numa zona de combate espiritual.
3. Na primeira leitura vemos a manifestação destes dois tipos de poder; Gamaliel, um fariseu membro do Sinédrio, aconselhou os demais membros a não lutarem contra o poder de Deus, porque eles queriam matar os Apóstolos por ensinar o povo em nome de Jesus, o qual tinha sido crucificado por ordem dos membros do Sinédrio, e que os Apóstolos afirmavam haver ressuscitado dos mortos e em seu nome realizavam prodígios e milagres.
4. No Evangelho de hoje vemos a manifestação do poder de Deus como narra são João: "Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes." Vendo tão grande multidão faminta vindo ao seu encontro o Senhor Jesus teve compaixão e providenciou junto com os Apóstolos alimento para todos multiplicando cinco pães e dois peixes a ponto de sobrar doze cestos. Ou seja, a providência divina age sempre em nossa vida desde que busquemos o Senhor Jesus de todo o nosso coração.
5. Portanto, caríssimos, por esses exemplos vemos que a vida vivida segundo a vontade de Deus é plena de satisfação, pois, o Senhor tudo providencia para que nada nos falte uma vez que Dele dependemos cem por cento. Por outro lado, quem pensa ser autossuficiente, na verdade, menospreza o poder de Deus, por isso, vive afundado na lama fétida do pecado da indiferença e da incredulidade.
6. Destarte, tudo o que é mal perde o sentido de ser, é vazio existecial, infelicidade permanente, por viver ausente da vontade de Deus. Desse modo, compreendemos que o inferno nada mais é do que a total ausência de Deus por toda a eternidade.
7. De fato, as almas que não crêem vivem em permanente agonia, não conseguem ter paz, vivem num abismo de insatisfação dilacerante, numa tristeza mórbida, depressiva, infernal. E isso constatamos ao examinarmos esta sociedade desvairada, egocêntrica, perversa, malvada, sem nenhum sentido de ser.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
