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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 12,46-50)(16/07/26)

1. Caríssimos, as promessas de Deus se cumprem na Íntegra, porque a Sua Palavra é Palavra de vida eterna, por isso, a antecipa em profecia para nos dar a segurança de que é Ele mesmo quem nos fala, desse modo, mesmo que alguém duvide isso não muda em nada o que anunciou; pois, mesmo duvidando não deixa de ver a realização do seu anúncio.

2. A Santa Igreja hoje celebra a Festa de Nossa Senhora do Carmo uma das mais belas devoções à Virgem Maria, que tem como referência o Monte Carmelo. Com efeito, "a Sagrada Escritura celebra a beleza do Carmelo, onde o profeta Elias defendeu a pureza da fé de Israel no Deus vivo. No século XII, alguns eremitas foram viver nesse monte e, mais tarde, constituíram uma Ordem de vida contemplativa sob o patrocínio da Santa Mãe de Deus, Maria." (Liturgia das Horas).

3. São Leão Magno (séc. V) fez o Seguinte comentário sobre a Natividade do Senhor: "Uma virgem da descendência real de Davi foi escolhida para a sagrada maternidade; iria conceber um filho, Deus e homem, primeiro em seu espírito, e depois em seu corpo.

4. E para evitar que, desconhecendo o desígnio de Deus, ela se perturbasse perante efeitos tão inesperados, ficou sabendo, no colóquio com o anjo, que era obra do Espírito Santo o que nela se realizaria. Maria, pois, acreditou que, estando para ser em breve Mãe de Deus, sua pureza não sofreria dano algum.

5. Portanto, a Palavra de Deus, que é Deus, o Filho de Deus, que no princípio estava com Deus, por quem tudo foi feito e sem ela nada se fez (cf. Jo 1,2-3), a fim de libertar o homem da morte eterna, se fez homem. Desceu para assumir a nossa humildade, sem diminuir a sua majestade.

6. Permanecendo o que era e assumindo o que não era, uniu a verdadeira condição de escravo à condição segundo a qual ele é igual a Deus; realizou assim entre as duas naturezas uma aliança tão admirável que, nem a inferior foi absorvida por esta glorificação, nem a superior foi diminuída por esta elevação."

7. Portanto, caríssimos, "em um mundo hiperconectado, barulhento e acelerado, a espiritualidade do Carmo traz um remédio urgente: ​O Silêncio: O Monte Carmelo nos lembra de que Deus se revela na brisa suave, não no barulho ensurdecedor deste mundo.

8. A Maternidade Acolhedora: Maria sob o título do Carmo é a mãe que nos veste com sua graça e nos protege sob seu manto protetor. ​A Esperança: Ela nos aponta o topo da montanha — que, em última análise, é o próprio Cristo.

9. ​Celebrar Nossa Senhora do Carmo é renovar o desejo de uma fé que não é superficial, mas que cria raízes profundas no silêncio do próprio coração."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Deus se revela aos pequenos

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 11,25-27)(15/07/26)

1. Caríssimos, muitos não dão importância à própria vida e por isso fazem pouco caso da vida dos outros não respeitando a imagem e semelhança de Deus nós que somos. Sem dúvida, essa falta de respeito e desobediência à Palavra de Deus tem levado este mundo ao desequilíbrio que vemos, por fazerem da ganância pelo poder temporal instrumento de opressão e da própria condenação.

2. De fato, todo arrogante, prepotente que vive arrotando soberba e todo tipo de impropérios se assemelha aqueles que se portam como seres irracionais, por fazerem o que querem sem levar em conta o bem de todos, mas os próprios interesses, como se nada e ninguém os detesse; no entanto, a esses diz o Profeta Isaías: "Por isso, enviará o Dominador, Senhor dos exércitos, contra aqueles fortes guerreiros o raquitismo; e abalará sua glória com convulsões que queimam como fogo”. (Is 10,16).

3. O livro de Sabedoria ensina como se devem portar os governantes deste mundo: "Amai a justiça, vós que governais a terra, tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração, porque ele é encontrado pelos que o não tentam, e se revela aos que não lhe recusam sua confiança; com efeito, os pensamentos tortuosos afastam de Deus, e o seu poder, posto à prova, triunfa dos insensatos." (Sb 1,1-3).

3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus exulta de alegria e louva ao Pai por revelar aos pequeninos os tesouros da Sua Sabedoria e do Seu amor: "Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado." (Mt 11,25-26). 

4. E continua Ele: "Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. (Mt 11,27). Eis o diz Guilherme de Saint-Thierry monge beneditino a esse respeito: "Ninguém conhece o que há em Deus, a não ser o Espírito de Deus (cf 1Cor 2,11). 

5. Corre, pois, a participar do Espírito Santo. Ele torna-Se presente logo que é invocado; mais ainda, não poderia ser invocado se não estivesse já presente. E, quando é invocado, vem e traz consigo a abundância da bênção de Deus. É essa a corrente impetuosa do rio que alegra a cidade de Deus (cf Sl 45,5).

6. E, quando Ele vier, se te encontrar humilde, tranquilo e cheio de respeito pelas palavras de Deus, repousará sobre ti (cf Lc 1,35) e revelar-te-á o que Deus Pai oculta aos sábios e entendidos deste mundo. 

7. Então, começará a brilhar aos teus olhos aquilo que a Sabedoria pôde ensinar na Terra aos seus discípulos, mas que eles não puderam compreender enquanto não veio o Espírito de verdade, que havia de lhes ensinar a plena verdade (cf Jo 16,12-13)."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Como a fé nos ajuda a seguir Cristo...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 10,34-11,1)(13/07/26)

1. Caríssimos, a liturgia de hoje nos mostra o conflito que existe no íntimo de cada um de nós quando nos dispomos a seguir o Senhor Jesus de todo o nosso coração tal qual Ele nos ensinou no Evangelho desta liturgia. 

2. De fato, quando pomos em prática as suas recomedações logo experimentamos o que significa ser seus verdadeiros discípulos, ou seja, viver sem apegos e repletos de coerência; caso contrário nosso seguimento não passa de aparência frívola, professando a fé, mas não a praticando devidamente.

3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina três atitudes fundamentais para segui-lo coerentemente: renunciar ao apego familiar, que significa ama-lo sobre todas as coisas; tomar a cruz e sigui-lo fielmente para sermos dignos dele; e por último, renunciar a si mesmo, isto é, não querer salvar a própria vida, mas se for a vontade de Deus, perde-la por amor a Ele.

4. Sem dúvida, o que importa mesmo não é o que deixamos para seguir o Senhor Jesus e cumprirmos o seu desígnio salvífico a nosso respeito, mas sim o que recebemos Dele, isto é, cem por cento, e no Reino dos Céus a vida eterna. 

5. Decerto, sabemos que as vantagens deste mundo são passageiras, pois nada trouxemos quando nascemos a não ser a inocência, e nada levamos quando daqui partirmos; a não ser o amor com que amamos a Deus sobre todas as coisas e uns aos outros como a nós mesmos.

6. Portanto, caríssimos, escutemos atentamente o Senhor Jesus: "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus." (Mt 7,21). 

7. De fato, a vontade de Deus é que sigamos o Seu amado Filho até o fim dos nossos dias neste mundo para obtermos como herança a vida eterna. Bem como disse o Senhor: "Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la." (Mt 10,38-39).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 12 de julho de 2026

A Palavra de Deus é a semente... Nós somos os campos...

 Homilia do XV Dom do tempo comum (Mt 13,1-23)(12/07/26)

1. Caríssimos a liturgia deste domingo é toda dedicada à Palavra de Deus; ora, a Sua Palavra é a Sua Voz escrita pelo Espírito Santo nos falando diretamente para não termos dúvidas de quem está falando e qual a sua finalidade. 

2. Por isso, toda interpretação subjetivista, é falsa, porque é uma deturpação do que Deus fala, ou seja, é o sujeito quem define o que é certo ou errado negando com isso o absoluto eterno de quem dependemos cem por cento. (cf. 2Pd 1,20-21).

3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus conta a Parábola do Semeador que saiu a semear em campos disponíveis as boas sementes geradoras de vida; todavia, muitas delas se perderam porque alguns destes campos não estavam devidamente preparados para as receberem. 

4. Com efeito, tais campos são aqueles que se tornaram presas fáceis do maligno; pela não perseverança nas perseguições por causa da Palavra; e pelos que a sufocaram com as vãs preocupações e os interesses mesquinhos.

5. Decerto, ao fazer tal analogia o Senhor Jesus nos revela que Ele é o semeador, as sementes são a Palavra de Deus e os campos que as recebe são todos os seres humanos que vivem neste mundo. E como vimos, quatro são os campos disponíveis, porém, destes somente um acolhe as sementes devidamente e dão frutos cem, sessenta e trinta por um. E esse campo fecundado são aqueles que escutam a Palavra e a põem em prática sem alardes.

6. Portanto, caríssimos, a conclusão que tiramos desta liturgia é a de que a Palavra de Deus é eficaz e sempre se realiza não obstante os obstáculos que se levantam contra ela, porém, nada disso impede a sua fecundação. Quanto à nós, somos Palavra de Deus realizada à medida que somos o campo preparado onde Ele a semea para darmos os frutos da vida eterna que ela gera. 

7. Destarte, escutemos atentamente esta exortação do Profeta Isaías: "Isto diz o Senhor: “Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la." (Is 55,10-11).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Por que Deus quis sofrer e morrer como um de nós?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 10,16-23)(10/07/26)

1. Caríssimos, existem certos acontecimentos muito difíceis de entender se os analisamos com os limites dos nossos critérios; por exemplo, por que Deus que tem todo poder sobre o céu e a terra, quis sofrer como um de nós e quis morrer numa cruz como se não tivesse nenhum poder? Por que os justos e inocentes sofrem sem terem culpa alguma tal qual sofreu o Senhor Jesus?

2. Decerto, somente mediante os critérios da fé é possível entender os acontecimentos que não entendemos com os nossos critérios, porque "tudo é possível ao que crê" (Mc 9,23b); e é isso o que nos ensina o Senhor Jesus: "Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão." (Jo 16,12-13). 

3. Santo Inácio de Antioquia, assim exorta são Policarpo sobre as provações que sofremos: "Suporta todos os teus irmãos com paciência, como o Senhor te suporta a ti; suporta-os a todos com amor, como aliás já fazes. Ora sem descanso; suplica uma sabedoria ainda maior; vela e mantém o teu espírito alerta; fala a cada um em particular, a exemplo de Deus. 

4. Suporta as enfermidades (cf Mt 8,17) de todos como verdadeiro atleta; onde houver mais esforço, aí haverá mais ganho. Se apenas amares os bons discípulos, não terás qualquer mérito; os que tens de submeter pelo amor são principalmente os mais afetados. Não se aplica o mesmo bálsamo a todos os ferimentos; apazigua as crises agudas com compressas humedecidas. 

5. Sê em todas as coisas prudente como as serpentes e simples como as pombas. Tu, que és carne e espírito, trata com bondade aquilo que se alcança pelos sentidos, mas reza para que o mundo invisível te seja revelado. Deste modo, não te faltará coisa alguma, e serás rico com os dons do Espírito.

6. Um grande atleta triunfa a despeito dos golpes. É principalmente por Deus que temos de aceitar todas as provas, a fim de que também Ele nos aceite. Redobra o teu zelo; examina atentamente esta época. 

7. Espera naquele que está para além do tempo, que é eterno e invisível, mas Se deixou ver por nós, naquele que, sendo intangível e incapaz de sofrer, conheceu a Paixão e consentiu em todos os sofrimentos." (Santo Inácio de Antioquia (?-c. 110) bispo, mártir. Carta a Policarpo (69-155, santo, bispo e mártir).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Crer em Deus é ama-lo, é servi-lo...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 9,32-38)(09/07/26)

1. Caríssimos, a incredulidade é um espírito maligno que fecha os homens em si mesmos não lhes permitindo crer em Deus, mas nos ídolos que os escraviza levando-os à perversão e a todo tipo de maldade. Bem como nos ensina são Paulo: "Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil." (2Tm 3,1) 

2. E nos alerta: "Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma. Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus?

3. Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus." (1Cor 6,12. 9-10)

4. Com efeito, são tantos os que se deixaram prender por esses vícios que este mundo está totalmente contaminado por eles, se destruindo pouco a pouco, de modo que somente uma intervenção divina o poderá libertar, o que certamente acontecerá dada a urgência desta ação libertadora como vimos no Evangelho de hoje.

5. Sem dúvida, o mal está com os seus dias contados, porque tudo neste mundo tem limite, e por isso mesmo, não é possível abusar tanto da misericórdia de Deus sem que haja uma intervenção da Sua Justiça a fim de julgar os culpados e libertar os inocentes. De fato, é nessa direção que caminha a humanidade.

6. Portanto, caríssimos, enquanto temos tempo o Senhor Jesus nos chama a oração de intercessão para que nos sejam dados operários disponíveis para o serviço da salvação das almas: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!" (Mt 9,37-38).

7. Comentando este Evangelho disse são João Crisóstomo: "Jesus deu aos seus discípulos o poder de curar os corpos, esperando confiar-lhes o poder, não menos importante, de curar as almas. Repara como mostra ao mesmo tempo a facilidade e a necessidade desta obra. 

8. Efetivamente, o que foi que Ele disse? "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos": não é à sementeira que vos envio, mas à messe. Falando assim, Nosso Senhor dava-lhes confiança e mostrava-lhes que o trabalho mais importante já tinha sido realizado." (São João Crisóstomo (c. 345-407). Homilias sobre o Evangelho de Mateus, n.° 32).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 7 de julho de 2026

O silêncio interior são os ouvidos da alma que escuta o que Deus fala...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 9,32-38)(09/07/26)

1. Caríssimos, a incredulidade é um espírito maligno que fecha os homens em si mesmos não lhes permitindo crer em Deus, mas nos ídolos que os escraviza levando-os à perversão e a todo tipo de maldade. Bem como nos ensina são Paulo: "Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil." (2Tm 3,1) 

2. E nos alerta: "Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma. Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus?

3. Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus." (1Cor 6,12. 9-10)

4. Com efeito, são tantos os que se deixaram prender por esses vícios que este mundo está totalmente contaminado por eles, se destruindo pouco a pouco, de modo que somente uma intervenção divina o poderá libertar, o que certamente acontecerá dada a urgência desta ação libertadora como vimos no Evangelho de hoje.

5. Sem dúvida, o mal está com os seus dias contados, porque tudo neste mundo tem limite, e por isso mesmo, não é possível abusar tanto da misericórdia de Deus sem que haja uma intervenção da Sua Justiça a fim de julgar os culpados e libertar os inocentes. De fato, é nessa direção que caminha a humanidade.

6. Portanto, caríssimos, enquanto temos tempo o Senhor Jesus nos chama a oração de intercessão para que nos sejam dados operários disponíveis para o serviço da salvação das almas: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!" (Mt 9,37-38).

7. Comentando este Evangelho disse são João Crisóstomo: "Jesus deu aos seus discípulos o poder de curar os corpos, esperando confiar-lhes o poder, não menos importante, de curar as almas. Repara como mostra ao mesmo tempo a facilidade e a necessidade desta obra. 

8. Efetivamente, o que foi que Ele disse? "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos": não é à sementeira que vos envio, mas à messe. Falando assim, Nosso Senhor dava-lhes confiança e mostrava-lhes que o trabalho mais importante já tinha sido realizado." (São João Crisóstomo (c. 345-407). Homilias sobre o Evangelho de Mateus, n.° 32).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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