PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 15,1-3.11-32)(07/03/26)
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sábado, 7 de março de 2026
A parábola dos dois irmãos e o pai misericordioso...
sexta-feira, 6 de março de 2026
Como estamos administrando a vinha do Senhor?
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 21,33-43.45-46)(06/03/26)
1. Caríssimos, o ar que respiramos é invisível e não precisamos fazer nenhum esforço para provar que ele existe visto que o respiramos naturalmente, pois, sem ele não existimos, ou seja, nós convivemos com um elemento invisível do qual dependemos cem por cento e só percebemos a falta que ele nos faz quando sofremos com alguma doença respiratória.
2. Com efeito, convivemos com Deus a todo momento e só percebemos a sua ausência quando pecamos, pois, o pecado é uma terrível doença espiritual que nos leva à perca da graça santificante assim que o cometemos; e desse modo, deixamos de perceber a evidência da presença de Deus em nossa vida por conta das más ações praticadas.
3. No entanto, como estamos no tempo da misericórdia, é possível retornar ao estado de graça quando arrependidos da prática pecaminosa nos voltamos para o Senhor de todo coração a fim sermos perdoados no Sacramento da Confissão e assim sermos curados da doença maléfica do pecado.
4. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus conta, aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, a Parábola dos vinhateiros perversos que se apossaram da vinha do seu senhor e não devolveram os frutos esperados, e ainda espancaram e mataram os empregados enviados e até o próprio Filho do dono da vinha, consumando, com isso, a própria condenação.
5. Escutemos, então, com acurada atenção a conclusão dessa Parábola: "Pois bem, quando o dono da vinha voltar, que fará com esses vinhateiros?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”.
6. Então disse-lhes Jesus: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?” Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos."
7. Portanto, caríssimos, escutemos ainda o Senhor: "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." (Jo 15,1-2.5).
8. Destarte, como assimilarmos o que o Senhor Jesus nos ensinou nesta liturgia de hoje? Nossas almas são a vinha do Senhor e nós somos seus vinhateiros, decerto, como nos foi ensinado, que tenhamos o devido cuidado desta vinha para darmos os frutos que o Senhor espera de nosso humilde trabalho.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
quinta-feira, 5 de março de 2026
O dom preciosíssimo do tempo...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 16,19-31)(05/03/26)
1. Caríssimos, esse tempo que vivemos em nossa naturalidade pode ser traduzido como tempo de graça, porque é nele que exercemos o nosso livre arbítrio, ou seja, o poder que temos para tomamos as devidas decisões; em outras palavras, é o tempo que Deus nos dá para vivermos em conformidade com a Sua Santa Vontade.
2. De uma coisa fiquemos certos, não podemos perder tempo, porque tempo é vida. À quem ou a que damos o nosso tempo? Quem dá tempo a Deus e vive em perfeita comunhão com Ele por meio da obediência aos seus santos mandamentos, recebe Dele todas as graças e a vida eterna como herança.
3. Porém, quem tira o tempo de Deus da sua vida, perde o tempo que lhe foi dado e em consequência perde também a vida. Vejamos o que nos diz o Senhor a esse respeito: "Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida? (Mt 16,26).
4. Na primeira leitura o Profeta Jeremias traduz exatamente o que foi dito acima: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada.
5. Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca da umidade, por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos."
6. É bem como nos mostrou o Senhor Jesus no Evangelho de hoje, é no tempo presente que temos o poder do livre arbítrio; após a morte natural, não teremos nenhum poder de decisão, por isso, na condição que morremos, essa será a nossa eterna condição.
7.Portanto, caríssimos, escutemos atentos o que nos diz o Senhor: "Não seles o texto profético deste livro, porque o momento está próximo. O injusto faça ainda injustiças, o impuro pratique impurezas. Mas o justo faça a justiça e o santo santifique-se ainda mais. Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras." (Ap 22,10-12).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
terça-feira, 3 de março de 2026
A quem servimos, ao Senhor Jesus ou a nós mesmos?
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 23,1-12)(03/03/26)
segunda-feira, 2 de março de 2026
Muito cuidado com o juízo temerário...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 6,36-38)(02/03/26)
domingo, 1 de março de 2026
O dom da fé nos proporciona a visão sobrenatural de Deus...
Homilia do 2°Dom da Quaresma (Mt 17,1-9)(01/03/26)
1. Caríssimos, a fé nos proporciona o dom da visão sobrenatural de Deus, de modo que enquanto aqui estivermos precisamos desse dom para vivermos na sua presença e em perfeita comunhão com a sua vontade, bem como afirma a primeira leitura em que Abraão acreditou em Deus, e segundo a sua promessa, seguiu fielmente tudo o que lhe foi indicado para que cumprisse a sua missão, e assim aconteceu.
2. Todavia, a fé tem os seus riscos e isso por conta dos receios que temos de perder o controle da segurança que criamos com o que possuímos, para embarcar na aventura de conhecer a Deus, que mesmo evidente por suas obras, não o vemos pessoalmente face a face.
3. Decerto, como verdadeiros discípulos somos chamados a seguir Cristo por uma vida de obediência ao Pai, com a qual Ele "venceu a morte e fez resplandecer a vida e a imortalidade por meio do Evangelho", como disse são Paulo na segunda leitura. O "Filho bem amado" torna os batizados semelhantes a si, associando o seu destino de sofrimento e de glória os que ouvem com fé a sua Palavra" e a põem em prática. (MR).
4. No Evangelho de hoje o Senhor "Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. Nisto apareceram-lhe Moisés e Elias, conversando com Jesus." (Mt 17,1-3).
5. Ora, "a transfiguração garante aos discípulos que Cristo é o Filho de Deus, aquele que veio completar a história da salvação prometida aos patriarcas e predita pelos profetas representados por Moisés e Elias, a shekiná, isto é, a verdadeira tenda, a verdadeira habitação de Deus entre os homens (cf. Jo 1,14). Desse modo, escutar a Cristo é obedecer ao Pai e caminhar na fé." (MR).
6. Portanto, caríssimos, não tenhamos medo de encontrar Deus, porque Ele nos fala por seu próprio Filho, que se fez homem e habita no meio de nós, como meditamos na Carta aos Hebreus: "Muitas vezes e de diversos modos outrora falou Deus aos nossos pais pelos profetas.
7. Ultimamente nos falou por seu Filho, que constituiu herdeiro universal, pelo qual criou todas as coisas. Esplendor da glória (de Deus) e imagem do seu ser, sustenta o universo com o poder da sua palavra. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, está sentado à direita da Majestade no mais alto dos céus." (Hb 1,1-3).
8. Destarte, "peçamos humildemente a Deus, nosso Pai celestial, para que todos os homens possam encontrar o Senhor Jesus e responder-lhe com a fé de Abraão e dos Apóstolos; peçamos também para que não procuremos separar a promessa da felicidade eterna feita por Deus, do caminho da cruz que a ela nos conduz." (MR).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
O viver fraterno só é possível em Cristo e com Cristo...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,43-48)(28/02/26)
1. Caríssimos, em nosso dia a dia frequentemente damos atenção a alguém ou alguma coisa; seja por interesse; por distração no uso demasiado do celular; seja por respeito humano; ou quem sabe para projetar frustrações, ansiedade, medos, etc. E se isso acontece, é porque dedicamos pouco tempo ao Senhor na oração pessoal ou comunitária.
2. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina o mandamento do amor fraterno mesmo quando somos odiados e perseguidos sem nenhum motivo para isso; porque, de fato, quem ama assim permanece em comunhão constante com Deus, nosso Pai, mesmo que sofra perseguições.
3. Escutemos, então, o Senhor: “Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos."
4. Ora, por essas palavras do Senhor, percebemos que quando nos dispomos a obedecer o que Ele nos ensina, nas suas palavras já está o poder para cumpri-las e obter os frutos do amor fraterno e da paz interior que tanto precisamos para nos manter em segurança na sua presença.
5. Eis o que disse São Máximo, o Confessor (séc. VI) a esse respeito: "Não consintas em perder o amor espiritual, pois não foi proposta aos homens outra via de salvação. Aplica-te o mais que puderes a amar todos os homens. E, se ainda não consegues fazê-lo, pelo menos não odeies ninguém. Mas nem isso poderás fazer se não desprezares as coisas do mundo.
6. Os amigos de Cristo amam verdadeiramente todos os seres, mas não são amados por todos. Os amigos de Cristo perseveram até ao fim no seu amor. Mas os amigos do mundo só perseveram até o mundo os levar a ferirem-se uns aos outros."
7. Portanto, caríssimos, quem caminha com Cristo rumo à eternidade que Ele nos concede jamais perde tempo com as futilidades deste mundo, ao contrário, se entrega totalmente em suas mãos com a convicção de que somente assim o amamos sobre todas as coisas e nos amamos uns aos outros como a nós mesmos.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.


