Homilia do 10°Dom do tempo comum (Mt 9,9-13)(07/06/26)
1. Caríssimos, na liturgia de hoje meditamos sobre o processo da conversão de Mateus, Apóstolo e evangelista, que deu a sua vida em sacrifício por Cristo e pelo anúncio do Evangelho. Com efeito, o histórico da sua conversão muito nos anima, pois era tido como um pecador público por ser cobrador de impostos e colaborador dos invasores romanos. No entanto, o Senhor Jesus vai ao seu encontro e lhe diz: “Segue-me!” Ele se levantou e o seguiu.
2. Então, qual o significado que o chamado de Mateus tem para este nosso tempo? A resposta se encontra no final deste Evangelho quando ao ser questionado pelos fariseus sobre fazer refeição com pecadores, o Senhor Jesus respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.
3. Decerto, como vimos na conversão de Mateus, a adesão a Cristo advinda do seu chamado é um vínculo sagrado que nos faz transparecer tudo o que Dele recebemos interiormente por meio da ação do Espírito Santo, que nos leva a testemunhar que Ele está vivo e caminha conosco para Reino dos Céus.
4. De fato, atualmente são muitos os batizados que vivem na penumbra da fé, isto é, na indiferença ou seguindo a mentalidade deste mundo, por isso, se distanciam do seguimento de Cristo, e em consequência não experimentam o poder da sua ressurreição.
5. No entanto, o Senhor continua chamando-os à conversão, pois Ele veio a este mundo com a missão de salvar a todos os que o escutam e o seguem, como o fez são Mateus. Aliás, o profeta Isaías assim nos exorta: "Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto. Renuncie o malvado a seu comportamento, e o pecador a seus projetos; volte ao Senhor, que dele terá piedade, e a nosso Deus que perdoa generosamente." (Is 55,6-7)
6. Portanto, caríssimos, como vimos neste episódio da conversão de Mateus, o chamado é pessoal, é uma iniciativa divina, o Senhor Jesus vem ao encontro de todos os pecadores não apontando o dedo nem os erros ou os pecados cometidos, mas, "procura, descobre e desperta o que é verdadeiro, puro e bom no homem.
7. Ressuscita a melhor parte, bem convencido de que mesmo na história humana mais devastada pelo mal, permanece sempre algum espaço saudável, intacto, reservado à inocência. Ele não vai em busca de um coração "limpo" para estabelecer de imediato uma relação de amizade; em vez disso, procura um coração disposto, para ser limpo, para ser feito novo e assim estabelecer tão preciosa amizade." (Pe Ubaldo Terrinoni).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.

