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sábado, 31 de outubro de 2026

Os humildes serão exaltados...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 14,1.7-11)(31/10/26)

1. Caríssimos a morte é tão certa quanto a vida natural que vivemos. Todavia, pelo fato de termos ressuscitados com Cristo no batismo (cf. Rm 6,3-4), ela se tornou a nossa páscoa, isto é, a nossa passagem deste mundo à glória do Seu Reino. É isto que vimos na primeira leitura de hoje, em que são Paulo afirma: "Se a minha firmeza continuar total, como sempre, então Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. Pois para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro." (Fl 1,20b.21).

2. Com efeito, por vivermos envolvidos com as coisas e preocupações deste mundo, que só geram insegurança, medo, falta de fé, incerteza e tantas outras coisas negativas, facilmente nos esquecemos do essencial que gera a verdadeira paz em nossas almas, ou seja, a busca incessante do Reino de Deus e da sua justiça como meditamos no Evangelho segundo Mateus. (cf. Mt 6,33-34). 

3. De fato, neste nosso mundo tecnológico, muitos por vício ou mau costume, dão mais tempo à Internet e à outros meios de comunicação do que à vida de oração e o recolhimento, e o resultado de tal comportamento é o vazio existencial, ou seja, a ausência de Deus em tais almas.

4. Decerto, convém lembrar que tempo é vida, quem dá tempo a Deus recebe todas as graças e com elas a vida eterna; mas, quem tira o tempo de Deus para dar às coisas fúteis deste mundo (cf. 1Jo 2,15-17) nada tem além da falta de paz, porque a verdadeira paz nasce da nossa comunhão com a vontade do Senhor presente nos mandamentos, nos sacramentos e na sua prática. 

5. No Evangelho de hoje, como narra são Lucas: "Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola..." e concluiu com o seguinte axioma: "Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”. (Lc 14,11).

6. Portanto, caríssimos, não existe estado de graça sem a devida comunhão com o Senhor por meio da Santa Eucaristia, da oração do coração feita no silêncio de nossa mente; da prática da Sua Palavra e das obras de misericórdia. 

7. De modo que, fora do estado de graça a alma carrega somente o barulho dos pecados cometidos neste mundo. Porém, para dele se livrar basta buscar a Misericórdia do Senhor e o seu perdão com verdadeiro arrependimento no Sacramento da reconciliação para voltar à perfeita comunhão com o Senhor. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

A intolerância é uma das piores doenças espirituais que existe...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 14,1-6)(30/10/26)

1. Caríssimos, em se tratando da vivência da fé, não cabe nela a incoerência, pois essa é uma das piores doenças espirituais que existe; isto porque nega a fé mesmo dizendo que a professa. Pois, sem coerência não existe testemunho verdadeiro, uma vez que a fé, é um dom do Espírito Santo para pormos em prática a Santa Palavra de Deus.

2. São João, na sua primeira carta, assim nos explica isso: "Aquele que diz conhecer o Senhor, mas não guarda os seus mandamentos, é mentiroso e a verdade não está nele. Aquele, porém, que guarda a sua Palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito." (1Jo 2,4-5a).

3. São Paulo, em uma de suas cartas, nos mostra que por causa da incoerência, o povo eleito afastou-se de Deus de tal maneira a ponto de matar os profetas e seu próprio Filho, Jesus Cristo, porque, ao invés de pôr em prática a sua Palavra, a negava por meio da falta de coerência.

4. O Profeta Isaías nos alerta sobre isso na sua profecia, dizendo que quem vive de aparências, esconde uma multidão de pecados em sua alma, por isso, precisa se converter ao Senhor para ter comunhão com Ele por uma prática que lhe agrade. (cf. Is 1,12-31). 

5. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus chama a atenção dos Fariseus e dos Mestres da Lei sobre o grave pecado da incoerência, pois, o objetivo da Lei é a salvação das pessoas que a seguem, e não a falsa interpretação dela, pois, isso leva os incoerentes a condenar a si mesmo até mesmos e os inocentes que acusam.

6. Portanto, caríssimos, todos aqueles que deixam a misericórdia pela acusação e condenação dos seus irmãos, tarnam-se agentes do inimigo de nossas almas, falsos moralistas, fariseus hipócritas, por não reconhecerem que estamos no tempo de prova e da Divina Misericórdia.

7. Destarte, os sinais e prodígios do Senhor Jesus em nossa vida, são pura comprovação do quanto Ele nos ama e nos trata com profunda Misericórdia, para nos dar a salvação. Pois, o milagre ou prodígio revela a Sua Presença em nosso meio, nos libertando de todos os males físicos, psíquicos e espirituais.

8. Amados irmãos e amadas irmãs, a fé não precisa de milagres para ser autêntica, na verdade ela já é o grande milagre que Deus nos deu quando recebemos o santo batismo, que nos leva a viver coerentemente como seus filhos e filhas neste mundo testemunhando Cristo ressuscitado, vencedor do pecado e da morte.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Como entender os nossos sofrimentos?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 13,31-35)(29/10/26)

1. Caríssimos, o sofrimento é uma pedra de tropeço quando este advém dos pecados cometidos; mas, para nós que acreditamos em Jesus, ele é meio para aflorar as virtudes eternas presentes em nossas almas criadas "à imagem e semelhança" de Deus. Ora, Deus poderia nos salvar sem sofrimento algum; mas, por que Ele escolheu essa via como o meio mais eficaz para a nossa salvação?

2. A resposta está nestas palavras de Jesus, a Paulo: "Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força." (2Cor 12,9). E ainda na Carta aos Hebreus: "Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade. Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve." (Hb 5,7-8).

3. Com efeito, um exemplo dos sofrimentos do Senhor Jesus vemos no Evangelho de hoje em que Ele sofreu ameaça de morte por parte de Heródes, ao que respondeu: "Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém."

4. De fato, o sofrimento humano é um grande mistério que só pode ser compreendido quando associado aos sofrimentos de Cristo. São Paulo na Carta aos Romanos nos aponta um futuro glorioso infinitamente superior à todos os sofrimentos que aqui padecemos: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Contanto que soframos com Cristo para que também com Ele sejamos glorificados." (Rm 8,18.17b).

5. Portanto, caríssimos, sem dúvida o sofrimento é a grande fraqueza presente em toda criação, mas é também por ele que Deus revela a Sua Onipotência Divina, por meio do Seu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo, que por sua morte e ressurreição, venceu o pecado, o sofrimento e a morte e nos deu a vida eterna. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Cristo é a Igreja e a Igreja é Cristo, como entender isso?

 Festa Dos Apóstolos São Simão e São Judas Tadeu (Lc 6,12-19)(28/10/26)

1. Amados irmãos e amadas irmãs, a Igreja hoje celebra a Festa dos Apóstolos São Simão e São Judas Tadeu, que foram martirizados ao anunciarem o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, a remissão dos pecados e a vinda do Reino de Deus quando da Sua Parusia, ou seja, da sua vinda gloriosa. 

2. Aliás, o próprio Senhor assim os enviou: "Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo." (Mt 28,19-20). Ou seja, a Igreja é Cristo, e Cristo é a Igreja, e nós somos os seus membros, da qual Ele é a cabeça. 

3. Comentando esse Evangelho, disse o Papa Bento XVI: "Ao escolher os Doze, introduzindo-os numa comunhão de vida consigo mesmo e tornando-os participantes na sua missão de proclamar o Reino por palavras e obras, Jesus revela que chegou o momento definitivo em que o povo de Deus, o povo das doze tribos, se constitui uma vez mais, e se torna agora um povo universal, a sua Igreja. 

4. Pela sua própria existência, os Doze - chamados de diferentes origens - tornam-se um apelo a todo o Israel para se converterem e se deixarem reunir na Nova Aliança, o cumprimento pleno e perfeito da Antiga. Decerto, essa é a prova de que a nossa salvação é obra de Deus e não dos homens, pois se fosse depender somente deles não haveria salvação alguma. 

5. De fato, os doze Apóstolos são assim o sinal mais claro da vontade de Jesus no que diz respeito à existência e missão da sua Igreja, a garantia de que não há oposição entre Cristo e a Igreja: eles são inseparáveis, apesar dos pecados dos homens que a compõem. 

6. Um slogan da moda há alguns anos atrás, dizia: "Jesus sim, Igreja não" é, portanto, completamente irreconciliável com a intenção de Cristo. Este Jesus individualista escolhido é um Jesus fantasioso. Não podemos ter Jesus sem a realidade que Ele criou e na qual Ele permanece e se comunica. Entre o Filho de Deus feito carne e a sua Igreja existe uma continuidade profunda, inseparável e misteriosa, em virtude da qual Cristo está hoje presente no seu povo. 

7. Ele é sempre contemporâneo conosco, é sempre contemporâneo na Igreja construída sobre a fundação dos Apóstolos, e está vivo na sucessão Apostólica. E esta presença dos Seus na comunidade, na qual Ele próprio se nos dá sempre, é a razão da nossa alegria. Sim, Cristo está conosco" na Sua Igreja, que é a parte visível do Reino de Deus neste mundo.

8. Portanto, caríssimos, pensar a Igreja sem Cristo, essa não existe, pois não é uma instituição humana, mas sim divina, como o Senhor mesmo afirma: "E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus." (Mt 16,18-19).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 25 de outubro de 2026

Não queiram provar a Deus...

 Homilia do 30°Dom do Tempo Comum (Mt 22,34-40)(25/10/26)

1. Caríssimos, quem quer seguir o Senhor segundo os próprios critérios, torna-se juíz de tudo e de todos até mesmo do próprio Deus, pondo-o à prova, duvidando do seu amor, do seu poder e de sua divina misericórdia. É isso o que vemos nesta liturgia de hoje, em que Jesus é posto à prova para saberem se realmente conhecia a lei de Deus.

2. É como se perguntasse a Deus quem criou o mundo visível e invisível. É como se o interrogasse por quê o bem e o mal existe, ou seja, duvidando que "Somos obra sua, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos." (Ef 2,10).

3. De fato, quando os homens julgam Deus conforme o próprio raciocínio e não segundo aquele que vem da sabedoria do Espírito Santo, termina-o desprezando como se o último critério para aderir ao Seu infinito amor e vivê-lo, fosse humano e não divino. Ora, quem quer impor a Deus a própria vontade morre afundado na lama fétida do pecado sem jamais experimentar o Seu infinito amor.

4. Com efeito, sabemos que o tempo passa e com ele todas as coisas presentes; no entanto, felizes são os que seguem fielmente o Senhor Jesus, pondo em prática a sua Divina Palavra, sem preocupação alguma, porque certos estão dos frutos que dão por permanecerem Nele vivendo em justiça e santidade todos os dias de tua vida neste mundo (cf. Jo 15,1-8).

5. Portanto, caríssimos, a prática da vida em Deus é fundamentada nas virtudes do amor e da misericórdia, bem como nos ensinou são Paulo: "Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor." Ora, viver assim é fazer acontecer o devir eterno durante o tempo de nossa estadia neste mundo.

6. Destarte, nesta liturgia de hoje vemos o quanto é injusto tirar da Lei de Deus a compaixão e a caridade para vive-la como letra que oprime, tornando os seres humanos inferiores até mesmo aos animais que também merecem ser bem tratados, pois todos somos filhos e filhas de Deus, como o Senhor Jesus nos ensinou.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria, OFMConv.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Qual o espaço que damos ao Senhor Jesus em nossas almas?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 12,54-59)(23/10/26)

1. Caríssimos, certa feita o Senhor Jesus rendeu graças a Deus Pai pela revelação do Reino dos céus feita aos pequeninos, aos humildes de coração, porque esses nada almejam senão que se cumpra somente a Sua Santa Vontade, por isso, confiam plenamente no Seu amor e na Sua Divina Proteção. 

2. Com efeito, enquanto aos poderosos deste mundo disse o Senhor: "Como é difícil aos ricos entrar no Reino de Deus! É mais fácil passar o camelo pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus." (Lc 18,24-25). Mas, por que será que isso acontece?

3. Geralmente as pessoas pensam que o muito saber ou o muito possuir é que lhes proporciona o bem estar, a felicidade que desejam. Quando na verdade essas graças são consequência da humildade com que se vive diante de Deus, como nos ensina o Profeta Miquéias: "Já te foi dito, ó homem, o que convém, o que o Senhor reclama de ti: que pratiques a justiça, que ames a bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus." (Miq 6,8).

4. No Evangelho de hoje, o Senhor Jesus nos convida à lermos os sinais dos tempos. Decerto, isso significa ler e compreender que os acontecimentos que vivemos são meios que nos fazem aderir ainda mais à Ele mantendo viva a nossa fé na certeza de que Deus sempre leva a bom termo os Seus Santos Propósitos tendo em vista a nossa salvação.

5. No entanto, para isso se cumprir precisamos ouvir atentamente o Senhor com o firme propósito de pôr em prática a Sua Divina Palavra, certos de que somente Ele é a nossa segurança, nosso Porto Seguro, o qual jamais nos desampara, como Ele mesmo disse: "Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora." (Jo 6,37).

6. Portanto, caríssimos, nos conforta e nos fortalece ouvir o Senhor Jesus e seguir fielmente o que Ele nos ensina: "Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas. Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á." (Lc 12,35-37).

7. Destarte, tudo o que vivemos é para a eternidade que vivemos. Pois, para Deus não existe tempo, tudo é eterno; tadavia, Ele nos deu o tempo para encontra-lo na eternidade do tempo que nos foi dado. De uma coisa fiquemos certos, ninguém o encontrará fora de nosso Senhor Jesus Cristo, pois como Ele mesmo disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim." (Jo 14,6). Tudo o que foge a isso perece, não se sustenta. Então, qual é o espaço que damos ao Senhor em nossas almas? 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Todos somos servos fiéis ou infiéis, nossa prática de vida é quem diz isso...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 12,39-48)(21/10/26)

1. Caríssimos irmãos e irmãs, no Evangelho de hoje, "a primeira virtude que o Senhor exige do servo é a fidelidade. Foi-lhe confiado um grande bem, que não lhe pertence. A Igreja não é a nossa Igreja, mas a sua Igreja, a Igreja de Deus. O servo deve prestar contas de como administrou o bem que lhe foi confiado.

2. O Senhor traça com poucas linhas uma imagem do servo malvado, que começa a se divertir e bater nos funcionários, traindo assim a essência de seu ofício. Em grego, a palavra "fidelidade" coincide com a palavra "fé". A fidelidade do servo de Jesus Cristo consiste também precisamente no fato de não procurar adaptar a fé ao modismo do mundo. Somente Cristo tem palavras de vida eterna, e são essas palavras devemos levar ao povo." (Bento XVI).

3. Ora, não pensemos que somos os donos da vida e de tudo o que lha proporciona, na verdade, haveremos de prestar contas a Deus, verdadeiro autor e Senhor da vida e de todas as coisas. De fato, ninguém escapa do seu juízo, principalmente aqueles que desdenharam e fizeram pouco caso da sua divina misericórdia. 

4. Pois, ao permitir que sacrificassem Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, a fim de que nos salvasse, e mesmo assim ve-lo ser desprezado, agredido e vilipendeado pelos muitos pecados praticados neste mundo, o que podemos esperar? A resposta a essa pergunta se encontra na última frase do Evangelho de hoje: "A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!” (Lc 12,48).

5. Mas, quando isso acontecerá? Quando menos esperarmos como disse o Senhor nesse mesmo Evangelho: “Ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”. (Lc 12,39-40).

6. Com efeito, são três as atitudes dos servos fiéis ao Senhor Jesus e à missão que Dele receberam: a oração vigilante que os prepara por meio do diálogo e da escuta atenta a fim de realizar a vontade do seu Senhor; a convicção de que a obra a ser realizada não lhes pertence, porque somente Deus é o Senhor de tudo, por isso, exige todo empenho e determinação, para que todos obtenham a salvação.

7. E por último, afastar-se do mundo e de tudo o que não diz respeito à missão salvífica que receberam, pois sabem que as atrações enganosas do maligno se faz presente largamente em todos os meios de comunicação que os distrai lhes tirando a atenção das recomendações recebidas, perdendo, com isso, o tão precioso tempo que deveria ser aproveitado somente em prol da missão.

8. Portanto, caríssimos: "As Palavras do Senhor Jesus, são o bem mais precioso que nos foi confiado. A fidelidade às suas palavras não tem nada de estéril e estático; ela é criativa. Fidelidade não é medo, mas é inspirada pelo amor e seu dinamismo. O Senhor elogia o servo, que fez com que seus bens dessem frutos. 

9. Decerto, a fé exige ser transmitida, pois, não nos foi dada apenas para a nossa salvação pessoal, mas para todos, para este mundo e para o nosso tempo. Por isso, devemos semea-la, para que se torne uma força viva nele; para aumentar a presença de Deus nele." (Bento XVI)

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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