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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Como a fé nos ajuda a seguir Cristo...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 10,34-11,1)(13/07/26)

1. Caríssimos, a liturgia de hoje nos mostra o conflito que existe no íntimo de cada um de nós quando nos dispomos a seguir o Senhor Jesus de todo o nosso coração tal qual Ele nos ensinou no Evangelho desta liturgia. 

2. De fato, quando pomos em prática as suas recomedações logo experimentamos o que significa ser seus verdadeiros discípulos, ou seja, viver sem apegos e repletos de coerência; caso contrário nosso seguimento não passa de aparência frívola, professando a fé, mas não a praticando devidamente.

3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina três atitudes fundamentais para segui-lo coerentemente: renunciar ao apego familiar, que significa ama-lo sobre todas as coisas; tomar a cruz e sigui-lo fielmente para sermos dignos dele; e por último, renunciar a si mesmo, isto é, não querer salvar a própria vida, mas se for a vontade de Deus, perde-la por amor a Ele.

4. Sem dúvida, o que importa mesmo não é o que deixamos para seguir o Senhor Jesus e cumprirmos o seu desígnio salvífico a nosso respeito, mas sim o que recebemos Dele, isto é, cem por cento, e no Reino dos Céus a vida eterna. 

5. Decerto, sabemos que as vantagens deste mundo são passageiras, pois nada trouxemos quando nascemos a não ser a inocência, e nada levamos quando daqui partirmos; a não ser o amor com que amamos a Deus sobre todas as coisas e uns aos outros como a nós mesmos.

6. Portanto, caríssimos, escutemos atentamente o Senhor Jesus: "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus." (Mt 7,21). 

7. De fato, a vontade de Deus é que sigamos o Seu amado Filho até o fim dos nossos dias neste mundo para obtermos como herança a vida eterna. Bem como disse o Senhor: "Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la." (Mt 10,38-39).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 12 de julho de 2026

A Palavra de Deus é a semente... Nós somos os campos...

 Homilia do XV Dom do tempo comum (Mt 13,1-23)(12/07/26)

1. Caríssimos a liturgia deste domingo é toda dedicada à Palavra de Deus; ora, a Sua Palavra é a Sua Voz escrita pelo Espírito Santo nos falando diretamente para não termos dúvidas de quem está falando e qual a sua finalidade. 

2. Por isso, toda interpretação subjetivista, é falsa, porque é uma deturpação do que Deus fala, ou seja, é o sujeito quem define o que é certo ou errado negando com isso o absoluto eterno de quem dependemos cem por cento. (cf. 2Pd 1,20-21).

3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus conta a Parábola do Semeador que saiu a semear em campos disponíveis as boas sementes geradoras de vida; todavia, muitas delas se perderam porque alguns destes campos não estavam devidamente preparados para as receberem. 

4. Com efeito, tais campos são aqueles que se tornaram presas fáceis do maligno; pela não perseverança nas perseguições por causa da Palavra; e pelos que a sufocaram com as vãs preocupações e os interesses mesquinhos.

5. Decerto, ao fazer tal analogia o Senhor Jesus nos revela que Ele é o semeador, as sementes são a Palavra de Deus e os campos que as recebe são todos os seres humanos que vivem neste mundo. E como vimos, quatro são os campos disponíveis, porém, destes somente um acolhe as sementes devidamente e dão frutos cem, sessenta e trinta por um. E esse campo fecundado são aqueles que escutam a Palavra e a põem em prática sem alardes.

6. Portanto, caríssimos, a conclusão que tiramos desta liturgia é a de que a Palavra de Deus é eficaz e sempre se realiza não obstante os obstáculos que se levantam contra ela, porém, nada disso impede a sua fecundação. Quanto à nós, somos Palavra de Deus realizada à medida que somos o campo preparado onde Ele a semea para darmos os frutos da vida eterna que ela gera. 

7. Destarte, escutemos atentamente esta exortação do Profeta Isaías: "Isto diz o Senhor: “Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la." (Is 55,10-11).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Por que Deus quis sofrer e morrer como um de nós?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 10,16-23)(10/07/26)

1. Caríssimos, existem certos acontecimentos muito difíceis de entender se os analisamos com os limites dos nossos critérios; por exemplo, por que Deus que tem todo poder sobre o céu e a terra, quis sofrer como um de nós e quis morrer numa cruz como se não tivesse nenhum poder? Por que os justos e inocentes sofrem sem terem culpa alguma tal qual sofreu o Senhor Jesus?

2. Decerto, somente mediante os critérios da fé é possível entender os acontecimentos que não entendemos com os nossos critérios, porque "tudo é possível ao que crê" (Mc 9,23b); e é isso o que nos ensina o Senhor Jesus: "Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão." (Jo 16,12-13). 

3. Santo Inácio de Antioquia, assim exorta são Policarpo sobre as provações que sofremos: "Suporta todos os teus irmãos com paciência, como o Senhor te suporta a ti; suporta-os a todos com amor, como aliás já fazes. Ora sem descanso; suplica uma sabedoria ainda maior; vela e mantém o teu espírito alerta; fala a cada um em particular, a exemplo de Deus. 

4. Suporta as enfermidades (cf Mt 8,17) de todos como verdadeiro atleta; onde houver mais esforço, aí haverá mais ganho. Se apenas amares os bons discípulos, não terás qualquer mérito; os que tens de submeter pelo amor são principalmente os mais afetados. Não se aplica o mesmo bálsamo a todos os ferimentos; apazigua as crises agudas com compressas humedecidas. 

5. Sê em todas as coisas prudente como as serpentes e simples como as pombas. Tu, que és carne e espírito, trata com bondade aquilo que se alcança pelos sentidos, mas reza para que o mundo invisível te seja revelado. Deste modo, não te faltará coisa alguma, e serás rico com os dons do Espírito.

6. Um grande atleta triunfa a despeito dos golpes. É principalmente por Deus que temos de aceitar todas as provas, a fim de que também Ele nos aceite. Redobra o teu zelo; examina atentamente esta época. 

7. Espera naquele que está para além do tempo, que é eterno e invisível, mas Se deixou ver por nós, naquele que, sendo intangível e incapaz de sofrer, conheceu a Paixão e consentiu em todos os sofrimentos." (Santo Inácio de Antioquia (?-c. 110) bispo, mártir. Carta a Policarpo (69-155, santo, bispo e mártir).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Crer em Deus é ama-lo, é servi-lo...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 9,32-38)(09/07/26)

1. Caríssimos, a incredulidade é um espírito maligno que fecha os homens em si mesmos não lhes permitindo crer em Deus, mas nos ídolos que os escraviza levando-os à perversão e a todo tipo de maldade. Bem como nos ensina são Paulo: "Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil." (2Tm 3,1) 

2. E nos alerta: "Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma. Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus?

3. Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus." (1Cor 6,12. 9-10)

4. Com efeito, são tantos os que se deixaram prender por esses vícios que este mundo está totalmente contaminado por eles, se destruindo pouco a pouco, de modo que somente uma intervenção divina o poderá libertar, o que certamente acontecerá dada a urgência desta ação libertadora como vimos no Evangelho de hoje.

5. Sem dúvida, o mal está com os seus dias contados, porque tudo neste mundo tem limite, e por isso mesmo, não é possível abusar tanto da misericórdia de Deus sem que haja uma intervenção da Sua Justiça a fim de julgar os culpados e libertar os inocentes. De fato, é nessa direção que caminha a humanidade.

6. Portanto, caríssimos, enquanto temos tempo o Senhor Jesus nos chama a oração de intercessão para que nos sejam dados operários disponíveis para o serviço da salvação das almas: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!" (Mt 9,37-38).

7. Comentando este Evangelho disse são João Crisóstomo: "Jesus deu aos seus discípulos o poder de curar os corpos, esperando confiar-lhes o poder, não menos importante, de curar as almas. Repara como mostra ao mesmo tempo a facilidade e a necessidade desta obra. 

8. Efetivamente, o que foi que Ele disse? "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos": não é à sementeira que vos envio, mas à messe. Falando assim, Nosso Senhor dava-lhes confiança e mostrava-lhes que o trabalho mais importante já tinha sido realizado." (São João Crisóstomo (c. 345-407). Homilias sobre o Evangelho de Mateus, n.° 32).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 7 de julho de 2026

O silêncio interior são os ouvidos da alma que escuta o que Deus fala...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 9,32-38)(09/07/26)

1. Caríssimos, a incredulidade é um espírito maligno que fecha os homens em si mesmos não lhes permitindo crer em Deus, mas nos ídolos que os escraviza levando-os à perversão e a todo tipo de maldade. Bem como nos ensina são Paulo: "Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil." (2Tm 3,1) 

2. E nos alerta: "Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma. Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus?

3. Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus." (1Cor 6,12. 9-10)

4. Com efeito, são tantos os que se deixaram prender por esses vícios que este mundo está totalmente contaminado por eles, se destruindo pouco a pouco, de modo que somente uma intervenção divina o poderá libertar, o que certamente acontecerá dada a urgência desta ação libertadora como vimos no Evangelho de hoje.

5. Sem dúvida, o mal está com os seus dias contados, porque tudo neste mundo tem limite, e por isso mesmo, não é possível abusar tanto da misericórdia de Deus sem que haja uma intervenção da Sua Justiça a fim de julgar os culpados e libertar os inocentes. De fato, é nessa direção que caminha a humanidade.

6. Portanto, caríssimos, enquanto temos tempo o Senhor Jesus nos chama a oração de intercessão para que nos sejam dados operários disponíveis para o serviço da salvação das almas: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!" (Mt 9,37-38).

7. Comentando este Evangelho disse são João Crisóstomo: "Jesus deu aos seus discípulos o poder de curar os corpos, esperando confiar-lhes o poder, não menos importante, de curar as almas. Repara como mostra ao mesmo tempo a facilidade e a necessidade desta obra. 

8. Efetivamente, o que foi que Ele disse? "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos": não é à sementeira que vos envio, mas à messe. Falando assim, Nosso Senhor dava-lhes confiança e mostrava-lhes que o trabalho mais importante já tinha sido realizado." (São João Crisóstomo (c. 345-407). Homilias sobre o Evangelho de Mateus, n.° 32).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

A FÉ, A HUMILDADE E A ORAÇÃO ALCANÇA TODAS AS GRAÇAS...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 9,18-26)(06/07/26)

1. Caríssimos, o nosso encontro com Deus é inevitável seja no tempo no qual vivemos seja na eternidade para onde estamos indo em definitivo tal qual nos ensina a Carta aos Hebreus: "Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo." (Hb 9,27). 

2. O fato é que todos temos esse encontro marcado, todavia, os meritos para ve-lo face a face são a fé, a obediência incondicional à sua Palavra e as boas obras que revelam o nosso amor ao próximo como a nós mesmos; pois, são essas virtudes que demonstram que somos verdadeiros discípulos de Cristo.

3. No Evangelho de hoje: "Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele, e disse: “Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá”. Jesus levantou-se e o seguiu, junto com os seus discípulos." (Mt 9,18-19). 

4. De fato, a atitude de humildade e a súplica confiante de que o Senhor Jesus podia ressuscitar a sua filha, levou esse homem alcançar a graça desejada uma vez que por si mesmo se achava impotente diante da tragédia que se abatera sobre a sua família. 

5. Com isso, compreendemos que a fé acompanhada da humildade e da oração tudo alcança, porque nos leva a interação com o Senhor Jesus que em sua infinito amor nos atende de imediato, pois é Deus e tudo pode realizar em nosso favor como Ele mesmo nos ensinou: "Tudo é possível ao que crê." (Mc 9,23b).

6. Com efeito, ainda dentro desse episódio vemos o caso da mulher que há doze anos sofria de uma hemorragia e que ao encontrar o Senhor Jesus que passava a caminho da casa do chefe da Sinagoga, viu neste encontro a oportunidade de sua cura e libertação do mal que a afligia, no que também foi atendida e ainda escutou do Senhor: “Coragem, filha! A tua fé te salvou”. (Mt 9,22a).

7. Portanto, caríssimos, o Senhor Jesus por meio desses dois episódios nos ensina os meios de vivermos em comunhão com Ele por meio da fé e das outras virtudes que recebemos no batismo e que nos leva à prepararmos para o nosso encontro definitivo com o nosso Pai celestial.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

Homilia do 14° Dom do tempo comum...

 Homilia do 14° Dom do tempo comum ( Mt 11,25-30)(05/07/26)

1. Caríssimos, no Evangelho deste domingo, o Senhor Jesus louva ao Pai glorificando-o porque concede suas graças aos simples e humildes de coração. E por que isso acontece? Porque quem nada retém para si traz o temor do Senhor, isto é, o respeito, a obediência e a compaixão que são virtudes tão necessárias para se viver neste mundo segundo a Vontade de Deus, como nos ensinou o Senhor. 

2. Sem dúvida, o maior bem que recebemos de Deus é a vida, e com ela todos os valores eternos para vivermos como seus filhos e filhas neste mundo, basta nos deixarmos conduzir pelo Espírito Santo, como nos ensinou São Paulo na segunda leitura: "Portanto, irmãos, não somos devedores da carne, para que vivamos segundo a carne. 

3. De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis, pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus." Mas, o que significa ser conduzidos pelo Espírito Santo de Deus? Significa sermos iluminados pela Luz da sua Sabedoria que nos revela Cristo vivo e conosco para realizarmos a vontade do Pai. 

5. Certa feita, disse o Senhor: "De mim mesmo não posso fazer coisa alguma. Julgo como ouço; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou." (Jo 5,30). 

6. Com efeito, na vivência da fé nos deparamos com duas tentações que mais nos atormenta: querer controlar tudo e todos, e por meio do juízo temerário, julgar e condenar quem não se submete ao seu controle; foi por estes pecados que os escribas e fariseus assassinaram o Senhor Jesus. 

7. Então, qual a solução para sanar tais pecados? São Paulo no mostra esta solução na segunda leitura: "Deixai-vos conduzir pelo Espírito Santo de Deus e não satisfareis os desejos da carne". De fato, quem não se esquece do Senhor Jesus, se mantém unido a Ele e põe em prática tudo o que nos ensina. Quem assim procede, é manso e humilde de coração, e é conduzido pelo Espírito Santo de Deus. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv

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