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domingo, 14 de junho de 2026

Conhecendo Cristo em todos...

 Homilia do XI Dom. Do tempo (Mt 9,36-10,8)(14/06/26)

1. Caríssimos, é belo notar neste Evangelho de hoje como o Senhor Jesus age para com seus discípulos e conosco quando trata da escolha e do envio para obra da Evangelização e da salvação da humanidade. Sem dúvida, Ele nos prepara com os dons e o poder necessários para cumprirmos a missão que nos confia, e tudo isso nós fazemos como Igreja, povo de Deus a caminho do Seu Reino.

2. A liturgia de hoje nos mostra que o povo de Deus é um povo sacerdotal, um povo que busca o Senhor para oferecer o sacrifício da própria vida (cf. Ef 5,1). O povo da Antiga Aliança oferecia sacrifícios de animais por meio dos sacerdotes escolhidos por Deus. O povo da Nova Aliança oferece em sacrifício o próprio Cristo por meio daqueles que Ele escolheu para anunciar a salvação a todos os povos, bem como vimos no Evangelho de hoje.

3. "Este povo tem por chefe Cristo; tem por condição a dignidade e liberdade dos filhos de Deus, nos corações dos quais habita o Espírito Santo; tem por lei o novo preceito de amar como o próprio Cristo nos amou; tem por fim o Reino de Deus a ser dilatado por toda terra; é para toda a humanidade um germe de unidade, de esperança, e de salvação; instrumento de redenção para todos e caminha rumo à cidade futura; é sacramento visível dessa unidade salvífica." (cf. LG 9b).

4. O novo "povo sacerdotal", a Igreja, não é uma entidade separada do mundo, fechado em si mesma. A igreja e o mundo se entrecruzam. A igreja está no mundo e aí desempenha sua missão, e o mundo não pode atingir sua plena realização se a igreja não o fermentar com o Espírito do Evangelho.

5. "Os cristãos - diz-se na carta a Diagoneto - são a alma do mundo." Ora, o sentido da Igreja está em levar o mundo a Deus, ser o caminho de acesso para o encontro com Deus. Por isso, "quando a Igreja toma consciência de si, torna-se missionária, (São Paulo VI), e dialoga com o mundo.

6. A igreja assistida pelo Espírito Santo, vigilante pelo exame de consciência do Concílio, escruta os sinais dos tempos e se esforça por interpretá-los à luz do Evangelho, para captar toda oportunidade e não deixar que a graça de Deus que nos é dada passe em vão.

7. Mas não só a Igreja, em seu conjunto, é missionária; cada cristão justificado por Cristo é chamado a colaborar, na vida presente, na construção do Reino de Deus. É sinal que deve resplandecer aos olhos de todos; enviado a "anunciar" a Palavra, é "responsável" pela Palavra. Deve levar ao ambiente em que vive e trabalha aquele calor e zelo que Cristo levou, reconhecendo Cristo em todos e em quem tem necessidade do nosso interesse, isto é, da salvação." (MR).

8. Amados irmãos e amadas irmãs, humildemente, "Invoquemos a intercessão de Maria, que é a Mulher do «sim». Maria disse «sim» durante toda a sua vida! Ela aprendeu a reconhecer a voz de Jesus, desde quando o trazia no ventre. Maria, nossa Mãe, nos ajude a reconhecer cada vez melhor a voz de Jesus e a segui-la, para caminhar pela vereda da vida." (Papa Francisco, Angelus, 21/04/13). 

9. Oremos: "Ó Deus força daqueles que esperam em Vós sede favorável ao nosso apelo e como nada podemos em nossa fraqueza dai-nos sempre o socorro da vossa graça para que possamos querer e agir conforme vossa vontade seguindo os vossos mandamentos, por Nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho na unidade do Espírito Santo." Amém! Assim seja!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 13 de junho de 2026

Ó Imaculado Coração de Maria, rogai por nós...

 Memória do Coração Imaculado da Virgem Maria (Lc 2,41-51)(13/06/26)

1. Caríssimos, a Igreja hoje celebra a memória do Imaculado Coração de Maria, mãe de Deus e nossa mãe. De fato, depois de gerar o Filho de Deus no seu ventre por obra e graça do Espírito Santo, o Coração Imaculado de Maria se uniu ao Sacratíssimo Coração de Jesus para sempre, pois, Ele é carne de sua carne e sangue do seu sangue, e por isso, nada e ninguém os pode separar. 

2. Ou seja, Deus se faz Carne de sua carne assumindo para sempre a natureza humana nos fazendo participantes de Sua Natureza Divina e desse modo nos tornou imortais como Ele. Com efeito, tudo isso aconteceu primeiro em Maria Santíssima, a primeira redimida pelo seu Filho Deus-minino desde a sua Encarnação no seu ventre santo. 

3. Por isso, ela é a Imaculada Conceição em vista da nossa salvação, ou seja, concebida sem pecado para conceber a Deus no seu ventre redento desde sempre, porque Deus é Deus e para Ele nada é impossível; desse modo, aprouve ao Senhor Jesus vir nos salvar revestido da nossa humilde condição a partir da sua encarnação no seio virginal de sua Mãe Santíssima. 

4. Na primeira leitura o Profeta Isaías descreve parte do hino que a Virgem mãe cantou a Deus no seu Magnificat após conceber o seu amado Filho: "Exulto de alegria no Senhor e minha alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa, ou uma noiva com suas joias." (Is 61,10)

5. Portanto, caríssimos, tudo o que conhecemos das obras de Deus é para o louvor de sua glória e para a nossa salvação, e nesta memória do Imaculado Coração de Maria nós glorificamos a Deus pelas maravilhas realizadas na vida de sua pobre serva à quem deu o privilégio de ser a sua Mãe.

6. Destarte, cantemos com a Santíssima Mãe este belíssimo hino ao Deus Uno e Trino que se faz presente entre nós para sempre: "Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. (Lc 1,46-49).

7. Oremos: "Ó Deus, que preparastes morada digna do Espírito Santo no Coração da Virgem Maria, concedei benigno que, por sua intercessão, nos tornemos templo da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Do seu coração aberto jorraram sangue e água...

 Sol. Do Sagrado Coração de Jesus (Jo 19,31-37)(12/06/26)

1. Caríssimos, a Igreja hoje celebra a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus; com efeito, sempre que nos lembramos do coração o relacionamos com o amor, com a ternura; pois, assim como este orgão do nosso corpo é a fonte que alimenta naturalmente a nossa vida. 

2. De igual modo, o amor do Sagrado Coração de Jesus, é a Fonte que nos sacia a sede de vida eterna, como Ele mesmo disse: "Se alguém tiver sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva (Zc 14,8; Is 58,11)." (Jo 7,37b-38).

3. São Bernardo, monge e doutor da Igreja (séc. XII), assim se expressou em uma de suas homilias: "Onde encontrará a nossa fragilidade repouso e segurança senão nas feridas do Salvador? Perfuraram-Lhe as mãos e os pés, e, com um golpe de lança, também o lado. Por esses buracos abertos, posso provar o mel do rochedo (Sl 80, 17) e o óleo que escorre da pedra dura, vendo «como o Senhor é bom» (Sl 33,9). 

4. Ele formulava desígnios de paz (Jer 29,11) e eu não o sabia: «Quem conheceu o pensamento do Senhor? Quem foi o seu conselheiro?» (Rom 11,34). Mas o prego que O perfurou é uma chave que me abre o mistério dos seus desígnios.

5. O que nos revelam as suas chagas? Os pregos e as feridas gritam que, verdadeiramente, na pessoa de Cristo, Deus Se reconciliou com o mundo. O ferro trespassou-O, tocando-Lhe o coração, a fim de que Ele pudesse compadecer-Se das minhas fraquezas. 

6. O segredo do seu coração torna-se visível nas feridas do seu corpo, onde vemos a descoberto o grande mistério da sua bondade, a misericordiosa ternura do nosso Deus, «Sol nascente que nos visitou do Alto» (Lc 1,78). 

7. Esta ternura torna-se manifesta nas suas feridas, que mostram claramente que Tu, Senhor, és clemente e compassivo, e cheio de grande misericórdia, porque não há maior amor do que dar a própria vida (cf Jo 15,13) por um condenado à morte.

8. Todo o meu mérito reside, pois, na piedade do Senhor, e não me faltará mérito enquanto não Lhe faltar a piedade: multiplicando-se a misericórdia de Deus, numeroso será o meu mérito. E as muitas faltas que tenho a reprovar-me? «Onde abundou o pecado, superabundou a graça» (Rom 5,20).

9. Se «a bondade do Senhor se estende por todo o sempre», por mim, «cantarei eternamente as misericórdias do Senhor» (Sl 102,17; Sl 88,2). É esta a minha justiça? Senhor, recordar-me-ei apenas da tua justiça: é ela a minha justiça, pois Tu tornaste-Te para mim justiça de Deus (Rom 1,17)."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

A gratuidade do anúncio do Reino de Deus...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA (Mt 10,7-13)(11/06/26)

1. Caríssimos irmãos e irmãs, a misericórdia e o poder de Deus se manifestam na vida e nas ações daqueles que lhes são consagrados e escolhidos pelo Espírito Santo para o serviço que o Senhor lhes confia. É bem como vimos na primeira leitura de hoje. (cf. At 13,2-3).

2. Com efeito, a nossa estadia neste mundo é curta e tem como finalidade o anúncio do Reino de Deus, que se fundamenta na justiça e na paz; na justiça que consiste no julgamento deste mundo; na paz, porque pós julgamento, segue-se a renovação do mesmo, quando Cristo será tudo em todos; e porá seus inimigos por escabelo de seus pés, o último a ser destruído será a morte (cf. 1Cor 15,25-26).

3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus envia seus discípulos com as seguintes recomendações: “Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. 

4. De graça recebestes, de graça deveis dar! Não leveis ouro nem prata nem dinheiro nos vossos cintos; nem sacola para o caminho, nem duas túnicas nem sandálias nem bastão, porque o operário tem direito ao seu sustento." (Mt 10,7-10).

5. Decerto, para muitos essas recomendações do Senhor são de difícil alcance, mas isso acontece porque vivemos num mundo onde o cultura do ter, do poder, do prazer e do aparecer tornou-se regra geral e por isso, poucos escutam e põem em prática as Palavras do Senhor. 

6. Todavia, convém lembrar um dos ensinamentos mais práticos da fé: a felicidade eterna consiste em vivermos neste mundo como filhos e filhas de Deus, fazendo em tudo a Sua Santa Vontade (cf. Mt 7,21-27). Isto porque a obediência é caminho de santidade sem a qual não podemos ver a Deus. 

7. Portanto, caríssimos, o verdadeiro testemunho de vida consiste na gratuidade do anúncio do Reino de Deus, como ouvimos do Senhor. Isto porque a gratuidade manifesta um despreendimento interior e efetivo de tudo, pois a nossa maior honra consiste em servir ao Senhor de todo o nosso coração. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Quem ama cumpre toda lei...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,17-19)(10/06/26).

1. Caríssimos, o que seria de nossa vida sem a comunhão recíproca dos bens eternos que nos vem do Senhor? Ora, é de sua presença em nossas almas que brota o amor a Ele sem medidas e o amor ao próximo como a nós mesmos. O amor é a essência da vida, quem ama se sente bem sempre, ainda que passe pelas diversas tribulações deste mundo.

2. São Paulo referindo-se às normas da lei, escreveu: "A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor recíproco; porque aquele que ama o seu próximo cumpriu toda a lei. A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da lei." (Rm 13,8.10).

3. No Evangelho de hoje ouvimos o Senhor Jesus dizer: "Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento." (Mt 5,17). De fato, aqui não se trata da legalização do comportamento humano, mas sim da submissão amorosa que nos leva à perfeição da caridade.

4. Refletindo sobre este Evangelho, disse o saudoso, Papa Francisco: "A fim de obter comportamentos bons e honestos não são suficientes as normas jurídicas, mas são necessárias motivações profundas, expressão de uma sabedoria escondida, a Sabedoria de Deus, que pode ser acolhida graças ao Espírito Santo. E nós, através da fé em Cristo, podemos abrir-nos à ação do Espírito, que nos torna capazes de viver o amor divino." (Papa Francisco, Angelus, 13/03/16).

5. Decerto, a vida eterna que nos foi concedida no batismo tem como único fundamento o amor com que amamos e somos amados; qualquer outra expressão fora do amor se torna rigidez legalista, extremismo impiedoso, que nada mais gera do que intransigência e ódio. 

6. E foi exatamente por isso que os Escribas e Fariseus mataram o Senhor Jesus, porque o acusavam de transgredir a Lei, quando na verdade, nenhum deles a cumpria. Ou seja, o sentido da lei é a fraternidade, o amor, a paz, a harmonia e a felicidade; e não a maldade com que trataram o Senhor Jesus. 

7. Portanto, caríssimos, escutemos são João a esse respeito: "Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Eis o amor de Deus: que guardemos seus mandamentos. E seus mandamentos não são penosos, porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé." (1Jo 5,2-4). 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,13-16)(09/06/26)

1. Caríssimos, existe uma linguagem que todos podem entender e conhecer a sua fonte, trata-se das virtudes eternas que traduz o que somos e para quem vivemos, ou seja, trata-se da vivência da fé em Deus pela obediência a sua Palavra que gera o bem estar e a salvação de todos, de modo que, um simples gesto de bondade comunica a graça recebida e doada a quantos dela precisam.

2. No Evangelho de hoje ouvimos o Senhor Jesus dizer: “Vós sois o sal da terra." Porém, nos advertiu: "Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens." (Mt 5,13). 

3. Decerto, a comunhão com o Senhor é autêntica e dá sabor a nossa vida à medida que fazemos a sua vontade mesmo estando em meio às tribulações deste mundo, que infelizmente vive mergulhado nas trevas do pecado.

4. E o Senhor continua: "Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”. (Mt 5,14-16).

5. Portanto, caríssimos, a nossa vida tem o mais sublime sabor quando vivida por amor a Deus no seguimento do seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, que faz resplandecer a sua luz em nós quando o seguirmos fielmente, como Ele mesmo disse: "Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida". (Jo 8,12).

6. Destarte, tenhamos cuidado para não cairmos na tentação da autossuficiência; pois nenhuma criatura existe em si e por si mesma, por isso, a humildade nos ensina que o sabor das boas obras é quem dá sentido a nossa missão, e que a única luz que brilhe em nossa vida seja a Luz de Cristo, o verdadeiro sol da justiça que veio a este mundo para dissipar as trevas do pecado. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Quem são os bem-aventurados?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,1-12a)(08/06/26)

1. Caríssimos, nós humanos desde os tempos mais remotos tendemos olhar mais a aparência do que o interior, por isso, com precisão disse o Senhor ao Profeta Samuel: "O que o homem vê não é o que importa: o homem vê a face, mas o Senhor olha o coração." (1Sm 16,7). 

2. De fato, a Sabedoria Divina criou duas belezas, uma externa e outra interna; no entanto, é a interna que revela quem somos, desse modo, quando a externa reflete a interna, significa que ela é transparência de quem realmente somos.

3. As leituras desta liturgia de hoje nos ensina que a nossa relação com Deus tem como fundamento a fé e o amor que lhe dedicamos certos de que Ele é fiel e cumpre sempre tudo o que diz; por isso, precisamos nos manter na sua presença evitando todo tipo de apego ou interesses pessoais a fim de que somente a Sua Vontade seja realizada em nossa prática de vida.

4. Com efeito, ela ainda nos ensina que os bens deste mundo existem em função do bem de todos e somente com esta finalidade, porém, quando os homens tiram deles esta função, por conta do egoísmo, interesses pessoais, ganância, cobiça pelo poder, etc. 

5. Eles se tornam instrumentos do mal que os leva a cometer os piores pecados: "Devassidões, roubos, assassinatos, adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidade, inveja, difamação, orgulho, insensatez e prepotência." 

6. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina o caminho da perfeição do seu seguimento que são as Bem-aventuranças. Elas são uma verdadeira revolução no comportamento humano; isto porque neste mundo os homens valorizam o poder, a riqueza, a força bruta e a autossuficiência; no entanto o Senhor Jesus nos ensina a caminhar com Ele na direção oposta.

7. O Senhor declara felizes os que choram, os humildes, os pacificadores e os perseguidos. Não porque o sofrimento em si seja bom, mas porque essas pessoas estão com o coração aberto e desarmado para receber o consolo e a justiça divina. Enquanto a sociedade premia a autoconfiança agressiva, as Bem-aventuranças celebram a mansidão e a fome de justiça. Elas mostram que o "Reino dos Céus" pertence àqueles a quem o mundo frequentemente dispreza. 

8. Portanto, caríssimos, peçamos ao Senhor Jesus para nos conceder a graça da renúncia de tudo o que nos prende a este mundo, e também nos livre das tendências e modismos que tira de nós o tempo que deveríamos dedicar a Ele e ao Reino dos céus, por meio da prática das Bem-aventuranças como meio de santificação de nossas almas.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv

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