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segunda-feira, 9 de março de 2026

A nossa conversão é um processo contínuo...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 4,24-30)(09/03/26)

1. Caríssimos, a virtude da coerência ou autenticidade nos torna inabaláveis, e mesmo se sofrermos rejeição, ameaça de morte e outros impropérios semelhantes, nada nos altera ou tira-nos a calma, porque a transparência de nossas palavras e ações revelam quem somos e a missão que de Deus recebemos para levarmos a bom termo a obra da salvação. É isso o que nos mostra esta liturgia.

2. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus, depois de trinta anos vivendo na simplicidade da Sagrada Família em Nazaré, se dá a conhecer aos seus concidadãos como o Messias enviado, conforme a profecia de Isaías, proclamada por Ele na Sinagoga. Todavia, não foi aceito devido ao preconceito que nutriam, porque o conheciam, mas, não enxergavam quem Ele era realmente. 

3. No entanto, ao ser rejeitado o Senhor lhes respondeu: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria." E deu-lhes o exemplo dos profetas Elias e Eliseu, que distribuíram as bênçãos de Deus a dois estrangeiros diante da incredulidade do povo eleito. Ou seja, Deus se dá a conhecer na simplicidade do Seu Filho, porém, somente os humildes de coração o acolhem e o seguem.

4. De fato, a Palavra do Senhor Jesus é a verdade que cura, salva e faz feliz a quem o ouve com o propósito de converter-se; por outro lado, ela é pedra de tropeço para quem insiste permanecer no pecado, uma vez que o pecado escraviza quem o comete e por isso não se abrem para a conversão e a salvação que o Senhor lhes concede.

5. Portanto, caríssimos, escutemos são Paulo a respeito do processo de conversão: "Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. 

6.Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito." (Rm 12,1-2). Ou seja, nós pertencemos a Deus e por isso mesmo precisamos somente viver para Ele. 

7. Destarte, a fé não é um direito que nos é dado para que se possa exigir de Deus milagres, obrigando-o a fazer a nossa vontade; mas sim, uma livre adesão ao seu plano para a nossa salvação que passa impreterivelmente pelo processo de conversão permanente, sem o qual não existe mudança de mentalidade nem comunhão com a sua santa vontade. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 8 de março de 2026

Senhor, da-me de beber da água viva que jorra para a vida eterna...


 Homilia do 3° Dom da Quaresma (Jo 4,5-42)(08/03/26)


1. Caríssimos, a vida naturalmente depende da água e de outros elementos naturais para existir, no entanto, não podemos esquecer que tudo está ligado a Deus, nosso Pai Criador, de modo que sem Ele a vida é impossível. Por isso mesmo, não vivemos por viver, uma vez que Deus tudo criou somente para o nosso bem, e se algo nos falta, é por não correspondermos aos seus desígnios de amor para conosco.

2.De fato, se tem algo que mais nos identifica naturalmente a isso chamamos necessidade, pois, nenhuma criatura existe que não necessite de algo para sobreviver, a começar pelo ar que respiramos de quem dependemos cem por cento. 

3. Porém, em se tratando da fé, ela é o dom do Espírito Santo que nos mantém em perfeita comunhão com Deus, por meio do seu amado Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. É como está escrito na Carta aos Hebreus: "Sem fé é impossível agradar a Deus. Pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam." (Hb 11,6).

4. De fato, "a água viva de uma fonte exprime também o milagre renovado da vida. Fazendo brotar a água da rocha, Deus se manifesta como salvador do seu povo e o põe em condições de prosseguir a viagem até a terra prometida, como vimos na primeira leitura. No Novo Testamento a água exprime simbolicamente o dom do Espírito Santo para a geração de uma nova humanidade.

5. Cristo, sobre quem desceu o Espírito no momento do batismo, anuncia um renascimento da água e do Espírito, prometendo àqueles que Nele crêem a abundância da água do Espírito que jorra para a vida eterna. Sua pessoa se identifica, pois, com a Rocha (como observa são Paulo recapitulando os "sinais" do deserto, 1Cor 10,4), o novo Templo, a Fonte que sacia a sede de vida eterna." (MR).

6. Portanto, caríssimos, "Encontramo-nos diante da sede de um povo no deserto, da sede de uma mulher no poço. A sede é simbolo de uma necessidade intima, vital, torturante. Além da sede fisiológica há uma sede mais profunda em todo homem, em toda sociedade, em toda comunidade do nosso tempo: buscamos cada vez mais "coisas" para saciá-la; nada nos basta, nada nos satisfaz. 

7. Nossa civilização só nos oferece "bens de consumo", não valores espirituais. Convida-nos ao oportunismo, ao mais fácil, mais seguro, mais cômodo. Os ideais de coerência, de sinceridade, de amor, que existem em todos os homens, são em geral frustrados, traídos por quem os propugna ou pelo individuo incapaz de resistir à pressão dos que o cercam.

8. Todos falam do valor da colaboração, todos reconhecem que somos globalmente responsáveis pelo caminho da humanidade; no entanto, o que encontramos é insensatez, orgulho, instintos de domínio, grandeza, inclinação para a agressividade, para um prazer às vezes exacerbado, incontrolado e irracional." É triste, mas esta é a realidade deste mundo sem Cristo. 

9. Amados irmãos e amadas irmãs, a pergunta que o Senhor Jesus nos faz é esta: "Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?" (Lc 18,8). Examinemos a nossa consciência e a nossa prática de vida, para que realmente respondamos ao Senhor com uma fé viva, humilde, confiante, que lhe seja agradável.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 7 de março de 2026

A parábola dos dois irmãos e o pai misericordioso...

 

PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 15,1-3.11-32)(07/03/26)

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1. Caríssimos, outro dia escrevi: sem perdão não existe salvação, isto porque o perdão é a Porta pela qual o Senhor Jesus entra em nossas almas, e nos mantém em estado de graça para que jamais nos separemos Dele. 

2. De fato, o perdão dos pecados é tão importante para a humanidade que Deus nos enviou o Seu Filho amado para que por Ele alcancemos a salvação e a participação no Seu Reino; por isso, a alma unida a Cristo chega sem nenhum empecilho à vida eterna.
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3. As leituras desta liturgia nos levam ao alívio imediato, porque se Deus nos punisse em proporção aos nossos pecados, nenhuma criatura existiria mais na face da terra. É por isso que Ele nos deu o tempo do livre arbítrio para que arrependidos voltássemos a Ele como fez o filho pródigo da parábola contada pelo Senhor no Evangelho de hoje. 
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4. São Romano, o Melodista (sec. VI), em um dos seus hinos, traduz assim para nós como o Senhor age em nosso favor por sua Divina Misericórdia: "Muitos são os que, pela penitência, se tornaram dignos do amor que tens pelo homem, Tu, que justificaste o publicano pelo seu lamento e a pecadora pelo seu pranto (Lc 18,14; 7,50). E, ao preveres e dares o perdão de acordo com imutáveis desígnios, Te mostras rico de todas as misericórdias (Ef 2,4).
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5. Converte-me também a mim, Tu, que queres que todos os homens se salvem! (1Tim 2,4). A minha alma enodoou-se ao vestir a túnica dos meus erros (Gn 3,21). Mas Tu me alcançarás a graça de fazer jorrar fontes dos meus olhos, a fim de que, pela contrição, seja purificado e digno das tuas núpcias (Mt 22,12).
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6. Veste-me com o manto multicolor (Sl 45,15), Tu, que queres que todos os homens se salvem! Tem compaixão de mim, Pai celeste, tal como tiveste do filho pródigo,
Porque também eu me lanço a teus pés e como ele clamo: "Pai, pequei!" E rejubilarão os anjos com a salvação dum filho indigno (Lc 15,7)."
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7. Portanto, caríssimos, a parábola do filho pródigo apresenta-nos também o irmão mais que se irritou e não quiz entrar na festa do irmão mais novo que se converteu e foi recebido pelo seu pai, que cheio de misericórdia, o acolheu de volta no aconchego do seu regaço. Ora, quem de nós na vida não foi um filho pródigo ou o filho mais velho? Basta examinarmos a nossa consciência.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Como estamos administrando a vinha do Senhor?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 21,33-43.45-46)(06/03/26)

1. Caríssimos, o ar que respiramos é invisível e não precisamos fazer nenhum esforço para provar que ele existe visto que o respiramos naturalmente, pois, sem ele não existimos, ou seja, nós convivemos com um elemento invisível do qual dependemos cem por cento e só percebemos a falta que ele nos faz quando sofremos com alguma doença respiratória. 

2. Com efeito, convivemos com Deus a todo momento e só percebemos a sua ausência quando pecamos, pois, o pecado é uma terrível doença espiritual que nos leva à perca da graça santificante assim que o cometemos; e desse modo, deixamos de perceber a evidência da presença de Deus em nossa vida por conta das más ações praticadas.

3. No entanto, como estamos no tempo da misericórdia, é possível retornar ao estado de graça quando arrependidos da prática pecaminosa nos voltamos para o Senhor de todo coração a fim sermos perdoados no Sacramento da Confissão e assim sermos curados da doença maléfica do pecado.

4. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus conta, aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, a Parábola dos vinhateiros perversos que se apossaram da vinha do seu senhor e não devolveram os frutos esperados, e ainda espancaram e mataram os empregados enviados e até o próprio Filho do dono da vinha, consumando, com isso, a própria condenação.

 5. Escutemos, então, com acurada atenção a conclusão dessa Parábola: "Pois bem, quando o dono da vinha voltar, que fará com esses vinhateiros?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”.

6. Então disse-lhes Jesus: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?” Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos."

7. Portanto, caríssimos, escutemos ainda o Senhor: "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." (Jo 15,1-2.5). 

8. Destarte, como assimilarmos o que o Senhor Jesus nos ensinou nesta liturgia de hoje? Nossas almas são a vinha do Senhor e nós somos seus vinhateiros, decerto, como nos foi ensinado, que tenhamos o devido cuidado desta vinha para darmos os frutos que o Senhor espera de nosso humilde trabalho. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 5 de março de 2026

O dom preciosíssimo do tempo...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 16,19-31)(05/03/26)

1. Caríssimos, esse tempo que vivemos em nossa naturalidade pode ser traduzido como tempo de graça, porque é nele que exercemos o nosso livre arbítrio, ou seja, o poder que temos para tomamos as devidas decisões; em outras palavras, é o tempo que Deus nos dá para vivermos em conformidade com a Sua Santa Vontade.

2. De uma coisa fiquemos certos, não podemos perder tempo, porque tempo é vida. À quem ou a que damos o nosso tempo? Quem dá tempo a Deus e vive em perfeita comunhão com Ele por meio da obediência aos seus santos mandamentos, recebe Dele todas as graças e a vida eterna como herança. 

3. Porém, quem tira o tempo de Deus da sua vida, perde o tempo que lhe foi dado e em consequência perde também a vida. Vejamos o que nos diz o Senhor a esse respeito: "Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida? (Mt 16,26).

4. Na primeira leitura o Profeta Jeremias traduz exatamente o que foi dito acima: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada.

5. Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca da umidade, por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos."

6. É bem como nos mostrou o Senhor Jesus no Evangelho de hoje, é no tempo presente que temos o poder do livre arbítrio; após a morte natural, não teremos nenhum poder de decisão, por isso, na condição que morremos, essa será a nossa eterna condição.

7.Portanto, caríssimos, escutemos atentos o que nos diz o Senhor: "Não seles o texto profético deste livro, porque o momento está próximo. O injusto faça ainda injustiças, o impuro pratique impurezas. Mas o justo faça a justiça e o santo santifique-se ainda mais. Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras." (Ap 22,10-12).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 3 de março de 2026

A quem servimos, ao Senhor Jesus ou a nós mesmos?


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 23,1-12)(03/03/26)

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1. Caríssimos, vivemos numa sociedade onde o poder, a fama e o prazer são os itens mais desejados do kit das ilusões deste mundo tenebroso. De modo que, não precisamos buscar em outros perfis esses três itens capciosos para confirmar essa afirmação; basta olharmos para as nossas redes sociais e vermos, quem nelas exaltamos: a misericórdia, o amor, a humildade, a bondade do Senhor Jesus ou à nós mesmos e ao nosso vão desejo de aparecer e receber elogios, likes e dividendos?
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2. Ora, a liturgia de hoje nos chama para uma constante conversão, isto é, total mudança de mentalidade; porque, de fato, ainda não transparecemos a humildade e o amor de Cristo, por vivermos imersos no abismo do próprio egoísmo buscando satisfações meramente carnais. 

3. E quantos não vivem enganados pelas seduções ilusórias do pecado que os atrai e alicia, tirando-lhes o verdadeiro desejo de conversão e mudança de vida? E isto porque as tentações oferecem sensações e prazeres imediatos; enquanto, o Senhor nos concede, por nossa obediência a Ele, a participação no seu reino. 
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4. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos mostra que o grande pecado dos mestres da lei e dos fariseus era o viver de aparências, buscando os elogios e a aprovação dos que os viam; e com isso, mergulhavam num abismo sem fundo de incoerência e hipocrisia, tornado-se intolerantes com os que não aprovavam as suas ações.
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5. E mesmo não cultivando a verdade e a humildade em suas ações, tais mestres não foram capazes de impedir as graças e bênçãos de Deus em favor do seu povo eleito. Então, escutemos este alerta do Senhor: "Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! 

6. Pois eles falam e não praticam. Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los, nem sequer com um dedo." Ou seja, onde não existe coerência, perde-se a autenticidade, a graça santificante e a salvação. 
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7. Então, qual a lição que tiramos desta liturgia de hoje? O valor e a grandeza da carta não depende do carteiro que a porta, mas sim, do seu conteúdo e de quem a envia. Portanto, caríssimos, a Palavra de Deus dá fruto por si mesma na vida daqueles que lhe obedecem, mesmo se os mensageiros que a portam não correspondam ao seu conteúdo.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Muito cuidado com o juízo temerário...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 6,36-38)(02/03/26)

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1. Caríssimos, o tema desta liturgia de hoje é o perdão como fundamento da nossa salvação. Porque, de fato, sem perdão não existe purificação das almas nem salvação. Quaresma quer dizer: quarenta dias de intensa oração, revisão de vida; sincero arrependimento dos pecados permitidos e praticados; confissão e perdão sacramental, penitência, e renovação do propósito de santidade. 
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2. Na primeira leitura o Profeta Daniel faz um profundo exame de consciência do povo eleito e confessando os pecados destes, intercede por eles, pedindo perdão ao Senhor pelo mal que haviam praticado. 

3. Ora, isso para nós é uma grande lição de vida; pois, fomos libertos da escravidão do pecado, não para voltar ao pecado, mas sim, para viver de acordo com a vontade de Deus que nos livra de todo mal.
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4. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos dá a chave que fecha a porta de nossa consciência para não deixar entrar a tentação do juízo temerário contra o próximo, diz ele: “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados." (Lc 6,36-38).
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5. Comentando esse Evangelho assim escreveu Santo Antônio de Pádua: "A tua misericórdia pelo teu próximo deve ter três qualidades: se ele pecou contra ti, perdoa-lhe; se está afastado do caminho da verdade, instruiu-o; se tem sede, sacia-o, pois diz Salomão nos Provérbios: "Os teus pecados serão purificados pela fé e a misericórdia." (cf. Pr 16,6).

6. Portanto, caríssimos: "Aquele que converte um pecador do seu erro salvará da morte a sua alma e obterá o perdão de muitos pecados", recorda São Tiago (Tg 5,20); e diz também o salmista: "Feliz quem se lembra do necessitado e do pobre, porque no dia da desgraça o Senhor o salvará." (Sl 40,2).
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7. Destarte, escutemos são João Maria Vianey: "Sim, meus irmãos, o juízo temerário traz consigo, inevitavelmente, a ruína e a perda da caridade cristã. Diz-nos Nosso Senhor: «Não julgueis e não sereis julgados. A medida que usardes com os outros será usada também convosco». Desse modo, não podemos julgar quem quer que seja, pois, seria condenar-nos a nós mesmos. Portanto, muito cuidado com o juízo temerário. 
Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

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