Arquivo do blog

domingo, 25 de outubro de 2026

Não queiram provar a Deus...

 Homilia do 30°Dom do Tempo Comum (Mt 22,34-40)(25/10/26)

1. Caríssimos, quem quer seguir o Senhor segundo os próprios critérios, torna-se juíz de tudo e de todos até mesmo do próprio Deus, pondo-o à prova, duvidando do seu amor, do seu poder e de sua divina misericórdia. É isso o que vemos nesta liturgia de hoje, em que Jesus é posto à prova para saberem se realmente conhecia a lei de Deus.

2. É como se perguntasse a Deus quem criou o mundo visível e invisível. É como se o interrogasse por quê o bem e o mal existe, ou seja, duvidando que "Somos obra sua, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos." (Ef 2,10).

3. De fato, quando os homens julgam Deus conforme o próprio raciocínio e não segundo aquele que vem da sabedoria do Espírito Santo, termina-o desprezando como se o último critério para aderir ao Seu infinito amor e vivê-lo, fosse humano e não divino. Ora, quem quer impor a Deus a própria vontade morre afundado na lama fétida do pecado sem jamais experimentar o Seu infinito amor.

4. Com efeito, sabemos que o tempo passa e com ele todas as coisas presentes; no entanto, felizes são os que seguem fielmente o Senhor Jesus, pondo em prática a sua Divina Palavra, sem preocupação alguma, porque certos estão dos frutos que dão por permanecerem Nele vivendo em justiça e santidade todos os dias de tua vida neste mundo (cf. Jo 15,1-8).

5. Portanto, caríssimos, a prática da vida em Deus é fundamentada nas virtudes do amor e da misericórdia, bem como nos ensinou são Paulo: "Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor." Ora, viver assim é fazer acontecer o devir eterno durante o tempo de nossa estadia neste mundo.

6. Destarte, nesta liturgia de hoje vemos o quanto é injusto tirar da Lei de Deus a compaixão e a caridade para vive-la como letra que oprime, tornando os seres humanos inferiores até mesmo aos animais que também merecem ser bem tratados, pois todos somos filhos e filhas de Deus, como o Senhor Jesus nos ensinou.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria, OFMConv.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Qual o espaço que damos ao Senhor Jesus em nossas almas?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 12,54-59)(23/10/26)

1. Caríssimos, certa feita o Senhor Jesus rendeu graças a Deus Pai pela revelação do Reino dos céus feita aos pequeninos, aos humildes de coração, porque esses nada almejam senão que se cumpra somente a Sua Santa Vontade, por isso, confiam plenamente no Seu amor e na Sua Divina Proteção. 

2. Com efeito, enquanto aos poderosos deste mundo disse o Senhor: "Como é difícil aos ricos entrar no Reino de Deus! É mais fácil passar o camelo pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus." (Lc 18,24-25). Mas, por que será que isso acontece?

3. Geralmente as pessoas pensam que o muito saber ou o muito possuir é que lhes proporciona o bem estar, a felicidade que desejam. Quando na verdade essas graças são consequência da humildade com que se vive diante de Deus, como nos ensina o Profeta Miquéias: "Já te foi dito, ó homem, o que convém, o que o Senhor reclama de ti: que pratiques a justiça, que ames a bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus." (Miq 6,8).

4. No Evangelho de hoje, o Senhor Jesus nos convida à lermos os sinais dos tempos. Decerto, isso significa ler e compreender que os acontecimentos que vivemos são meios que nos fazem aderir ainda mais à Ele mantendo viva a nossa fé na certeza de que Deus sempre leva a bom termo os Seus Santos Propósitos tendo em vista a nossa salvação.

5. No entanto, para isso se cumprir precisamos ouvir atentamente o Senhor com o firme propósito de pôr em prática a Sua Divina Palavra, certos de que somente Ele é a nossa segurança, nosso Porto Seguro, o qual jamais nos desampara, como Ele mesmo disse: "Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora." (Jo 6,37).

6. Portanto, caríssimos, nos conforta e nos fortalece ouvir o Senhor Jesus e seguir fielmente o que Ele nos ensina: "Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas. Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á." (Lc 12,35-37).

7. Destarte, tudo o que vivemos é para a eternidade que vivemos. Pois, para Deus não existe tempo, tudo é eterno; tadavia, Ele nos deu o tempo para encontra-lo na eternidade do tempo que nos foi dado. De uma coisa fiquemos certos, ninguém o encontrará fora de nosso Senhor Jesus Cristo, pois como Ele mesmo disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim." (Jo 14,6). Tudo o que foge a isso perece, não se sustenta. Então, qual é o espaço que damos ao Senhor em nossas almas? 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Todos somos servos fiéis ou infiéis, nossa prática de vida é quem diz isso...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 12,39-48)(21/10/26)

1. Caríssimos irmãos e irmãs, no Evangelho de hoje, "a primeira virtude que o Senhor exige do servo é a fidelidade. Foi-lhe confiado um grande bem, que não lhe pertence. A Igreja não é a nossa Igreja, mas a sua Igreja, a Igreja de Deus. O servo deve prestar contas de como administrou o bem que lhe foi confiado.

2. O Senhor traça com poucas linhas uma imagem do servo malvado, que começa a se divertir e bater nos funcionários, traindo assim a essência de seu ofício. Em grego, a palavra "fidelidade" coincide com a palavra "fé". A fidelidade do servo de Jesus Cristo consiste também precisamente no fato de não procurar adaptar a fé ao modismo do mundo. Somente Cristo tem palavras de vida eterna, e são essas palavras devemos levar ao povo." (Bento XVI).

3. Ora, não pensemos que somos os donos da vida e de tudo o que lha proporciona, na verdade, haveremos de prestar contas a Deus, verdadeiro autor e Senhor da vida e de todas as coisas. De fato, ninguém escapa do seu juízo, principalmente aqueles que desdenharam e fizeram pouco caso da sua divina misericórdia. 

4. Pois, ao permitir que sacrificassem Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, a fim de que nos salvasse, e mesmo assim ve-lo ser desprezado, agredido e vilipendeado pelos muitos pecados praticados neste mundo, o que podemos esperar? A resposta a essa pergunta se encontra na última frase do Evangelho de hoje: "A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!” (Lc 12,48).

5. Mas, quando isso acontecerá? Quando menos esperarmos como disse o Senhor nesse mesmo Evangelho: “Ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”. (Lc 12,39-40).

6. Com efeito, são três as atitudes dos servos fiéis ao Senhor Jesus e à missão que Dele receberam: a oração vigilante que os prepara por meio do diálogo e da escuta atenta a fim de realizar a vontade do seu Senhor; a convicção de que a obra a ser realizada não lhes pertence, porque somente Deus é o Senhor de tudo, por isso, exige todo empenho e determinação, para que todos obtenham a salvação.

7. E por último, afastar-se do mundo e de tudo o que não diz respeito à missão salvífica que receberam, pois sabem que as atrações enganosas do maligno se faz presente largamente em todos os meios de comunicação que os distrai lhes tirando a atenção das recomendações recebidas, perdendo, com isso, o tão precioso tempo que deveria ser aproveitado somente em prol da missão.

8. Portanto, caríssimos: "As Palavras do Senhor Jesus, são o bem mais precioso que nos foi confiado. A fidelidade às suas palavras não tem nada de estéril e estático; ela é criativa. Fidelidade não é medo, mas é inspirada pelo amor e seu dinamismo. O Senhor elogia o servo, que fez com que seus bens dessem frutos. 

9. Decerto, a fé exige ser transmitida, pois, não nos foi dada apenas para a nossa salvação pessoal, mas para todos, para este mundo e para o nosso tempo. Por isso, devemos semea-la, para que se torne uma força viva nele; para aumentar a presença de Deus nele." (Bento XVI)

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Como deve ser a nossa oração?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 12,35-38)(20/10/26)

1. Amados irmãos e amadas irmãs, por que é tão importante a nossa oração pessoal ou comunitária? Porque ela é um dom do Espírito Santo que nos leva ao encontro com Deus, que nos dá a graça conversar com Ele e de escuta-lo no mais íntimo de nossas almas em resposta às nossas necessidades. 

2. De fato, rezar não é só pedir algo, mas encontrar, conviver, amar e ser amados por Deus, para amarmos uns aos outros como Ele nos ensinou. Eis como deve ser a nossa oração: humilde, plena de amor; de confiança; perseverante e repleta de esperança, de modo que transforme para melhor a nossa vida unida a Cristo pelo Espírito Santo que nos foi dado. 

3. Quando rezamos com essas intenções, sentimos a presença do Senhor Jesus em nosso coração, convictos de que nos escuta e responde, e isso fortalece a nossa fé, testifica nossa oração, como a oportunidade de encontra-lo e permanecermos Nele, com Ele e para Ele, porque somente assim nos sentimos verdadeiramente seguros. 

4. Com efeito, estamos vivendo o tempo da grande tribulação, cercados por todos os lados pelas forças das trevas que atentam contra a nossa vida; todavia, quanto mais atribulados mais amados; é isso o que experimentamos da parte do Senhor Jesus que nos salva por Sua Divina Misericórdia e o Seu infinito amor.

5. "O que temos de fazer para vencer a fraqueza de nossa alma? Existem dois meios para tal: a oração e o desprendimento de si mesmo. O Senhor Jesus recomenda-nos que estejamos vigilantes. Temos de estar vigilantes se queremos que o nosso coração seja puro, mas temos de estar vigilantes na paz, para que o nosso coração seja tocado. 

6. Porque ele pode ser tocado por coisas boas ou por coisas más, interior ou exteriormente. Portanto, temos de saber estar vigilantes. [Decerto, o Senhor que cuida muito bem nós, vai à nossa frente para com Ele vencermos todas as tentações e todo poder do mal.]

7. A inspiração de Deus é, de ordinário, uma graça discreta: não devemos rejeitá-la; porque se não tivermos o coração atento, a graça afasta-se. A inspiração divina caracteriza-se por uma particular precisão; tal como o escritor conduz a sua pluma, assim a graça de Deus conduz a alma. Procuremos, pois, atingir um maior recolhimento interior.

8. O Senhor quer que tenhamos o desejo de O amar. A alma que se mantém vigilante apercebe-se de que cai e de que, por si própria, não consegue atingir esse santo propósito; por isso, sente necessidade da oração constante. A súplica fundamenta-se na certeza de que nada podemos fazer por nós mesmos, mas Deus tudo pode. A oração é necessária para obtermos a luz da graça e a força que nos mantém nela." (S. Maximiliano Maria Kolbe).

9. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina que a oração vigilante e contínua é o que nos faz atentos e firmes na esperança, e nos mantém unidos a Ele em estado de graça até que aconteça a nossa páscoa ou a sua Parusia definitiva. Então, que a nossa oração seja vigilante e perseverante como o Senhor Jesus nos ensinou! Amém! Assim seja!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Cuidado com todo tipo de ganância...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 12,13-21)(19/10/26)

1. Caríssimos, olhando ao nosso redor os bens materiais que vemos revelam a grandeza, a beleza e a sabedoria de Deus que os criou por amor, mas não como um fim em si mesmos. O fato é que muitos buscam preencher suas vidas com esses bens passageiros como se eles fossem o único sentido da vida, se esquecendo de que sem a presença do Senhor, tudo isso não passa de cinza.

2. Ora, é impossível pensar a vida sem a Fonte da vida, que é Cristo, pois somente Ele preenche o vazio existencial que o apego aos bens materiais deixa cada vez que se comete esse pecado. De fato, a ganância é um veneno espiritual que tem matado a muitos, pois vem acompanhada do egoísmo, do acúmulo desnecessário e da luta fratricida.

3. No Evangelho de hoje um homem pede a Jesus: "Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” E disse-lhes: “Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”.

4. Comentando esse Evangelho disse o saudoso, o Papa Francisco: "Hoje Jesus convida-nos a considerar que as riquezas podem aprisionar o coração e desvia-lo do verdadeiro tesouro que está no céu. São Paulo também nos recorda isso, diz ele: «Procurai as coisas do céu... dirigi os vossos pensamentos para as coisas do céu, não para as da terra» (Cl 3, 1-2).

5. Isto — compreende-se — não significa afastar-se da realidade, mas procurar o que tem valor verdadeiro: justiça, solidariedade, acolhimento, fraternidade, paz, tudo o que constitui a verdadeira dignidade do homem. Trata-se de se orientar para uma existência vivida não no estilo mundano, mas segundo o estilo do evangelho: amar a Deus com todo o nosso ser e amar o próximo como Jesus o amou, isto é, no serviço e no dom de si mesmo."

6. Portanto, caríssimos, os valores eternos não são materiais, porque como disse o Senhor Deus: "Tu és pó e para o pó te hás de tornar". (Gn 3,19b). Ou seja, tudo o que é temporário finda com o tempo; somente os frutos do Espírito Santo duram para sempre, e eles são: "caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei." (Gl 5,22-23). 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 18 de outubro de 2026

Dai a Deus o que é de Deus, diga não à hipocrisia...

 Homilia do 29°Dom do Tempo Comum (Mt 22,15-21)(18/10/26)

1. Caríssimos felizes os filhos e filhas de Deus que se põem sob a sua proteção e nunca o contestam por nada desta mundo, porque sabem que Ele é a única Fonte de vida eterna. Bem como escreveu são Tiago: "Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade." (Tg 1,17).

2. Na segunda leitura são Paulo nos mostra que as virtudes teologais: da fé, esperança e caridade, são graças advindas do Espírito Santo que nos santifica à medida que as vivemos em nosso dia a dia. Pela fé fazemos acontecer as Palavras do Senhor Jesus como Ele mesmo disse: "Tudo é possível ao que crê." (Mc 9,23b).

3. De fato, a fé, a obediência e a perseverança firma a nossa esperança na vida eterna, como vemos na Carta aos Hebreus: "A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê." (Hb 11,1). Ou seja, sem a virtude da esperança a vida natural perderia o sentido de ser, pois tudo terminaria com a morte.

4. No entanto, por essa virtude compreendemos que a morte natural na verdade é o início da vida eterna. E no que diz respeito à virtude da caridade, ela é o esplendor e coroamento de todas as virtudes, porque é justamente ela que nos identifica como Imagem e semelhança de Deus, que é puro amor. 

5. No Evangelho de hoje os poderes religioso e político, representados pelos Fariseus e herodianos, se juntaram para pôr à prova o Senhor Jesus, com o propósito de condena-lo. Disseram eles: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências.

6. Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar imposto a César?” Jesus percebeu a maldade deles e disse: “Hipócritas! Por que me preparais uma armadilha? Mostrai-me a moeda do imposto!” Levaram-lhe então a moeda. E Jesus disse: “De quem é a figura e a inscrição desta moeda?” Eles responderam: “De César”. Jesus então lhes disse: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. (Mt 22,18-21).

7. Decerto, a mentira, a hipocrisia e a maldade, são atitudes próprias dos que servem ao maligno, e por isso, não vivem segundo a vontade de Deus, embora se apresentem como doutores e mestres versados na Lei e nas Sagradas Escrituras, na verdade, por falta de caridade, vivem mergulhados na lama fétida da incoerência e da perdição eterna. 

8. Portanto, caríssimos, por esse Evangelho o Senhor Jesus nos ensina que todos aqueles que servem ao maligno usam de suas artimanhas para julgar e condenar os inocentes; todavia, o Senhor nos auxilia sempre com a Sabedoria do Espírito Santo para não caírmos em tais artimanhas.

9. De fato, ser conduzidos pelo Espírito Santo consiste no que disse são Paulo ao referi-se à prática da fé por parte dos Tessalonicenses: "Diante de Deus, nosso Pai, recordamos sem cessar a atuação da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo.

10. Sabemos, irmãos amados por Deus, que sois do número dos escolhidos. Porque o nosso Evangelho não chegou até vós somente por meio de palavras, mas também mediante a força que é o Espírito Santo; e isso, com toda a abundância." (1Ts 1,3-5b). 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

De que modo agem os hipócritas?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 12,1-7)(16/10/26)

1. Caríssimos, quem se confia ao Senhor Jesus sabe o quanto é maravilhoso permanecer em estado de graça que nasce da obediência à Sua Divina Palavra meditada, inspirada no dom da oração e posta em prática. São Paulo na primeira leitura nos ensina que somos herdeiros de Deus em Cristo, e que Nele fomos perdoados para permanessermos fiéis até o fim esperando o cumprimento de suas promessas.

2. No Evangelho de hoje ouvimos o Senhor Jesus dizer: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Não há nada de escondido que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido. Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados."

3. Ora, dessa Palavra do Senhor nasce o discernimento do que realmente é a vontade de Deus e como devemos vive-la autenticamente; e também o que é a hipocrisia à qual devemos rejeitar totalmente, pois, é dela que brota a arrogância, as mentiras e todo tipo de falcatruas que tenta impedir o verdadeiro testemunho da fé.

4. De fato, todo hipócrita pensa conhecer as Sagradas Escrituras mais que os outros e nunca admite que suas interpretações são falsas; geralmente se sentem intocáveis e quando são contestados se enchem de ódio e rancor e passam a perseguir seus interlocutores por mais inocentes que sejam, pois, sua prática de vida tem como fundamento a incoerência, o falso testemunho.

5. Portanto, caríssimos, se percebermos em nós qualquer tentação nesse sentido, combatamos firmemente e expulsemos de nossas mentes esse fermento podre que nada mais é do que um estorvo para as almas que são fermentadas por ele.

6. Supliquemos, pois, ao Espírito Santo a graça da humildade e do sincero temor de Deus, para que os nossos pensamentos, palavras e ações caminhem sempre à luz da verdade. Lembremo-nos de que nada se oculta aos olhos do Senhor, e que o nosso maior tesouro é a integridade de um coração transparente diante d'Ele e dos nossos irmãos e irmãs na fé.

7. ​Que a Virgem Santíssima nos guarde no Amor do seu Divino Filho, preservando-nos de toda a hipocrisia, firmando os nossos passos na fidelidade diária ao Santo Evangelho. Que tenhamos a determinação e a coragem de ser o bom fermento da fé e da caridade no mundo, até o dia em que alcançaremos a plenitude da vida eterna no Reino dos Céus.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

Firefox