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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Diante da Onipotência Divina, quem ousa manifestar-se?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,32-45)(27/05/26). 

1. Caríssimos, quem conheceu ou conhece os desígnios do Senhor ou foi seu conselheiro? Quem ousa acusá-lo de qualquer falta? Quem por acaso pode contestá-lo diante de suas obras? Por acaso, haverá alguém Onipotente, Oniciente, Onipresente fora Dele?

2. Então, que se calem todas as criaturas, que ouçam todos os ouvidos, pois eis o que diz o Senhor: "Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto. Renuncie o malvado a seu comportamento, e o pecador a seus projetos; volte ao Senhor, que dele terá piedade, e a nosso Deus que perdoa generosamente." (Is 55,6-7).

3. São Pedro na primeira leitura assim escreveu a esse respeito: "Pela obediência à verdade, purificastes as vossas almas, para praticar um amor fraterno sem fingimento. Amai-vos, pois, uns aos outros, de coração e com ardor. Nascestes de novo, não de uma semente corruptível, mas incorruptível, mediante a palavra de Deus, viva e permanente.

4. Com efeito, “toda a carne é como erva, e toda a sua glória como a flor da erva; secou-se a erva, cai a sua flor. Mas a palavra do Senhor permanece para sempre”. (1Pd 1,22-25). Ou seja, quem não tem a Palavra de Deus como sua regra de vida eterna, não pode dizer-se discípulo de Cristo, pois ele foi enviado para nos ensinar a perfeita obediência à vontade do Pai.

5. Amados irmãos e irmãs, tenhamos cuidado de não nos afastarmos dos ensinamentos do Senhor, como por breve momento aconteceu no Evangelho de hoje, pois enquanto o Senhor falava dos acontecimentos da sua Paixão, morte e ressurreição; Tiago e João, os filhos de Zabedeu, pediam privilégios pessoais, ou seja, a favor de si mesmos. 

6. Todavia, o Senhor não se ofendeu por isso, mas os alertou para o batismo de sangue que Ele haveria de receber. Desse modo, Ele nos mostrou que a nossa oração só é eficaz quando realmente expressa a vontade de Deus que consiste na renúncia da própria vontade.

7. Aliás, São Paulo, assimilou muito bem isso, e nos deixou por escrito para que também nós seguíssemos o exemplo de Cristo: "Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros. Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus." (Fil 2,3-5).

8. Por fim, escutemos o que o Senhor disse aos discípulos indignados com o pedido interesseiro de Tiago e João: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro seja o escravo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos.” (Mc 10,42-45).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

O Evangelho de hoje nos ensina o quanto precisamos da misericórdia divina...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,46-52)(28/05/26)

1. Caríssimos, o Evangelho de hoje conta a história da cura do cego de Jericó que muito tem a nos ensinar. O evangelista Marcos narra que a única riqueza que o cego possuía era a fé em Jesus, a oração de arrependimento, súplica e a perseverança, não obstante aqueles que queriam impedi-lo de aproximar-se de Jesus, no entanto, ele só parou sua oração quando foi atendido.

2. Fazendo uma comparação entre a cegueira do cego Bartimeu e a nossa, escreveu são Gregório Magno, Papa e doutor da Igreja: "Que todo o homem que conhece as trevas que fazem dele um cego, grite a plenos pulmões: «Jesus filho de David, tem piedade de mim!» Mas ouçamos também o que se segue aos gritos do cego: «Muitos repreendiam-no para que se calasse». 

3. Quem são estes? Eles representam os desejos da nossa condição neste mundo, são os vícios do homem e os seus tumultos, fatores de confusão que, querendo impedir a vinda de Jesus a nós, perturbam o nosso pensamento semeando a tentação, e querem abafar a voz do nosso coração que reza.

4. O que fez este cego para receber a luz, mau grado estes obstáculos? «Ele gritava cada vez mais: "Filho de David, tem piedade de mim"». Sim, quanto mais o tumulto dos nossos desejos nos acabrunhar, mais insistente deve ser a nossa prece. Quanto mais abafada for a voz do nosso coração, mais vigorosamente ela deve insistir, até se sobrepor ao tumulto dos pensamentos invasores e tocar o ouvido fiel do Senhor. 

5. Creio que todos nos reconheceremos nesta imagem: quando nos esforçamos por desviar o nosso coração deste mundo e o reencaminhar para Deus, há muitas coisas importunas que pesam sobre nós e que temos de combater; é um enxame que o desejo de Deus tem dificuldade em afastar dos olhos do nosso coração. 

6. Mas, persistindo vigorosamente na oração, deteremos no nosso espírito Jesus que passa. Daí que o evangelho diga: «Jesus parou e disse: "Chamai-o"». De fato, o sentido da oração é encontrar o Senhor no coração de nossas almas, isto é, em nossa consciência e deixar que Ele nos fale curando a nossa cegueira e as nossas feridas.

7. Portanto, caríssimos, a oração e a persistência do cego Bartimeu, "é útil e necessário em todas as circunstâncias. Porque desejar ser ajudado sempre e em todas as coisas é afirmar claramente que se tem necessidade do auxílio divino, tanto quando as coisas são favoráveis e sorriem, como nas provas e nas tristezas: só Deus nos afasta da adversidade, só Ele faz durar a nossa alegria; num e noutro caso, a fragilidade humana não se sustém sem o auxílio divino." (São João Cassiano - Sobre a oração, cap. X; SC 54).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Diante da Onipotência Divina, quem ousa se pronunciar?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,32-45)(27/05/26). 

1. Caríssimos, quem conheceu ou conhece os desígnios do Senhor ou foi seu conselheiro? Quem ousa acusá-lo de qualquer falta? Quem por acaso pode contestá-lo diante de suas obras? Por acaso, haverá alguém Onipotente, Oniciente, Onipresente fora Dele?

2. Então, que se calem todas as criaturas, que ouçam todos os ouvidos, pois eis o que diz o Senhor: "Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto. Renuncie o malvado a seu comportamento, e o pecador a seus projetos; volte ao Senhor, que dele terá piedade, e a nosso Deus que perdoa generosamente." (Is 55,6-7).

3. São Pedro na primeira leitura assim escreveu a esse respeito: "Pela obediência à verdade, purificastes as vossas almas, para praticar um amor fraterno sem fingimento. Amai-vos, pois, uns aos outros, de coração e com ardor. Nascestes de novo, não de uma semente corruptível, mas incorruptível, mediante a palavra de Deus, viva e permanente.

4. Com efeito, “toda a carne é como erva, e toda a sua glória como a flor da erva; secou-se a erva, cai a sua flor. Mas a palavra do Senhor permanece para sempre”. (1Pd 1,22-25). Ou seja, quem não tem a Palavra de Deus como sua regra de vida eterna, não pode dizer-se discípulo de Cristo, pois ele foi enviado para nos ensinar a perfeita obediência à vontade do Pai.

5. Amados irmãos e irmãs, tenhamos cuidado de não nos afastarmos dos ensinamentos do Senhor, como por breve momento aconteceu no Evangelho de hoje, pois enquanto o Senhor falava dos acontecimentos da sua Paixão, morte e ressurreição; Tiago e João, os filhos de Zabedeu, pediam privilégios pessoais, ou seja, a favor de si mesmos. 

6. Todavia, o Senhor não se ofendeu por isso, mas os alertou para o batismo de sangue que Ele haveria de receber. Desse modo, Ele nos mostrou que a nossa oração só é eficaz quando realmente expressa a vontade de Deus que consiste na renúncia da própria vontade.

7. Aliás, São Paulo, assimilou muito bem isso, e nos deixou por escrito para que também nós seguíssemos o exemplo de Cristo: "Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros. Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus." (Fil 2,3-5).

8. Por fim, escutemos o que o Senhor disse aos discípulos indignados com o pedido interesseiro de Tiago e João: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro seja o escravo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos.” (Mc 10,42-45).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Só percebe que Deus padece conosco, quem Nele crê...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 10,28-31)(26/05/26)

1. Caríssimos, olhando este mundo repleto de tentações, pecados, guerras, violência, sofrimentos e tanta maldade, se confiarmos em nós mesmos, nos sentimos inseguros, angustiados, preocupados, cheios de medos, e até sofremos a tentação de pensar que Deus abandonou este mundo deixando-o à mercê do mal. 

2. No entanto, ao meditarmos nos sofrimentos do seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, entendemos que Deus padece conosco as nossas dores para nos libertar da morte e do maligno. Só precisamos nos manter em estado de graça, isto é, realizando a sua santa vontade que consiste na obediência aos seus mandamentos e sacramentos. 

3. São Paulo na sua Carta aos Romanos escreveu: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus." (Rm 8,18-21).

4. De fato, a nossa felicidade tem nome e se chama Jesus Cristo, o Filho amado de Deus, que por seu sacrifício de cruz nos libertou para sempre do pecado, da morte e do poder do inferno. De modo que, quem vive em permanente comunhão com o Senhor experimenta a sua amizade, o seu amor pela prática da sua Palavra, como Ele nos ensinou: "Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros. Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós." (Jo 15,14.17-18).

5. Na primeira leitura ouvimos esta exortação de são Pedro: "Por isso, preparai a vossa mente; sede sóbrios e ponde toda a vossa esperança na graça que vos será oferecida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos obedientes, não modeleis a vossa vida de acordo com as paixões de antigamente, do tempo da vossa ignorância. Antes, como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder. Pois está na Escritura: “Sede santos, porque eu sou santo”.

6. No Evangelho de hoje o Apóstolo Pedro sentindo-se inseguro quanto ao futuro se dirigiu ao Senhor com estas palavras: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna."

7. Portanto, caríssimos, a pergunta que nos pomos é esta: e nós o que deixamos para seguir o Senhor Jesus? Se a nossa resposta for, deixamos tudo; fiquemos certos de que a mesma resposta que o Senhor deu a Pedro, também dá a cada um de nós, pois é a garantia da nossa salvação. 

8. Destarte, recitemos com o coração transbordante de confiança estas palavras de santa Tereza D'Avila, pois, são conforto e segurança para as nossas almas:

"Nada te perturbe,

nada te amedronte

tudo passa

a paciência tudo alcança...

A quem tem Deus

nada falta

só Deus basta."


Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

Santíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 19,25-34)(25/05/26)

1. Caríssimos, a Igreja hoje celebra a memória da Virgem Maria, Mãe da Igreja. Esse título foi oficialmente dado à Virgem Mãe durante o Concílio Vaticano II pelo Papa são Paulo VI. Maria é vista como mãe da Igreja e de todos os seus membros, ou seja, todos os cristãos, pois os cristãos na Bíblia são células do corpo de Cristo, a Igreja, como nos ensina são Paulo (cf. Cl 1,18). 

2. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus no último instante da sua vida neste mundo confia seu discípulo amado, que aos pés da cruz representa toda a humanidade, aos cuidados maternos da sua mãe, Maria Santíssima, e assim nos mostrou o quanto nos ama, e como devemos recebe-la em nossas almas como João a recebeu em sua casa.

3. Ora, as Sagradas Escrituras nos revelam o propósito de Deus ao criar todas as coisas e ao nos criar "a sua imagem e semelhança", para vivermos como seus filhos e filhas governando a obra da criação em perfeita harmonia e comunhão com a sua Santa Vontade, e assim sermos felizes em todos os sentidos da nossa vida. 

4. Com efeito, pelo pecado da desobediência, Adão e Eva, nossos primeiros, não corresponderam a esse santo propósito de Deus, prefirindo seguir o plano enganoso da serpente. No entanto, porque nos ama eternamente, Deus nos enviou o Seu Filho, nascido da Santíssima Virgem Maria, para nos salvar, mantendo desse modo o seu santo propósito.

5. Portanto, caríssimos, como vimos depois da anunciação do anjo, Maria Santíssima concebeu no seu ventre o Filho amado de Deus por obra e graça do Espírito Santo, e por essa mesma graça recebeu como missão a maternidade da nova criação gerada no seio da Santa Igreja por meio do santo batismo. Ou seja, Maria Santíssima é Mãe de Cristo e de todos os cristãos, como Eva é a mãe de todos os viventes.

6. Destarte, a Virgem Mãe de Jesus aos pés da cruz está unida ao seu Filho totalmente e se oferece com Ele, que é carne da sua carne e sangue do sangue, acolhendo a sua missão de ser mãe da Igreja e de todos os redimidos por Ele. Isto significa que nós estamos incluídos no número dos seus filhos e filhas que nascemos da água e do Espírito Santo para a vida eterna. 

7. Com isso, o Senhor Jesus não faz apenas um gesto de cuidado humano, mas institui uma maternidade espiritual:  

- “Mulher, eis o teu filho”  

- “Filho eis a tua mãe”

Ora, esta cena é entendida como o momento em que Maria se torna Mãe da Igreja, representada pelo “discípulo amado”, que representa todos os cristãos de todos os tempos. 

Paz e Bem! 

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 24 de maio de 2026

Vinde Espírito Santo...


 Solenidade de Pentecostes (Jo 20,19-23)(24/05/26)


1. Caríssimos, a Igreja hoje celebra a Solenidade de Pentecostes; após a ressurreição e quando da ascensão, o Senhor Jesus se dirigiu aos seus discípulos e disse-lhes: "mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo." (At 1,8). 

2. E assim se cumpriu: "Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. 

3. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava." (At, 1-4).

4. Decerto, como no dia de Pentecostes também nós que fomos batizados recebemos o dom do Espírito Santo que nos dá a conhecer e conviver com Jesus ressuscitado por meio da fé, e anuncia-lo a todas as nações, pois, como disse são Pedro no dia de Pentecostes citando o Profeta Joel: 

5. "Acontecerá nos últimos dias - é Deus quem fala -, que derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo: profetizarão os vossos filhos e as vossas filhas. Os vossos jovens terão visões, e os vossos anciãos sonharão. Sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei naqueles dias do meu Espírito e profetizarão." (At 2,17-18).

6. O que significa dizer que o Espírito Santo derramando sobre Maria, os Apóstolos e sobre todos os batizados continua a obra da salvação até que o Senhor Jesus venha na sua Parusia para assim elevar à plenitude da sua glória todos os filhos e filhas de Deus que ainda se encontram neste mundo. Pois, como disseram os anjos no dia da Ascensão: "Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu." (At 1,11). 

7. Portanto, caríssimos, a Solenidade de Pentecostes marca o nascimento oficial da Igreja como Corpo místico de Cristo e a parte visível do Reino de Deus neste mundo. É Ele que a mantém unida e sempre disponível para anunciar Jesus e o Evangelho a todas as nações e em todas as línguas, não obstante a fragilidade humana que as vezes não corresponde com a mesma generosidade ao seu chamado.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

E esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 21,15-19)(22/05/26)

1. Caríssimos, quem dera que amassémos o Senhor Jesus como Ele nos ama, certamente experimetaríamos a sua presença amorosa em todo o percurso da nossa existência até o dia eterno, e de modo algum nos afastaríamos Dele pelo pecado. 

2. Ou seja, jamais cederíamos às tentações, porque sabemos que elas nada mais são do que a vontade do maligno posta em prática por quem a ele se submete. Por isso, disse o Senhor: "Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." (Mt 26,41). 

3. Ora, no mundo ouvimos que muitos falam de amor e até chamam a prática pecaminosa de amor, e no entanto, este mundo está desmoronando por falta do verdadeiro amor, que consiste na obediência aos santos mandamentos da Lei de Deus, como nos ensina são João: "Eis o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos. E seus mandamentos não são penosos, porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé." (1Jo 5,3-4).

4. Por isso, nos exorta: "Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. 

5. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente." (1Jo 2,15-17). De fato, quem ama a Deus de todo coração entende perfeitamente essa Palavra e a põe em prática; quem não o ama sente repulsa ao ouvi-la.

6. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus pergunta a Simão Pedro por três vezes se ele o ama mais que os outros discípulos, e Pedro a cada pergunta responde que sim, talvez não com tanta convicção porque se sentia culpado por ter-lo negado três vezes; no entanto, à cada resposta dada, o Senhor confirma a sua missão e por Sua divina misericórdia apaga sua culpa e cura a tristeza do seu coração.

7. Desse modo, o Senhor Jesus nos ensina que sente compaixão de nós cada vez que o negamos com os nossos pecados, porque com isso deixamos de ama-lo pela nossa obediência e fidelidade; para amar a prática pecaminosa que nos leva à morte e à perdição. 

8. Destarte, tenhamos em conta que o Senhor Jesus nos ama sem limites, por isso mesmo nos pergunta pessoalmente citando o nosso nome, como fez com Simão Pedro: "Tu me amas mais do que a estes?" Se a nossa resposta for sim, é sinal de que nos arrependemos dos nossos pecados e nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo que nos leva à permanente comunhão de amor com Ele a serviço do seu reino.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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