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terça-feira, 4 de outubro de 2022

SÃO FRANCISCO DE ASSIS, ROGAI POR NÓS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 10,38-42)(04/10/22)


Caríssimos, hoje a nossa Ordem celebra a Solenidade de São Francisco de Assis, nosso seráfico pai fundador. Falar de São Francisco, é falar da humildade em pessoa, pois ele é aquele que mais perfeitamente imitou nosso Senhor Jesus Cristo na terra, aquele que abraçou a cruz da pobreza como virtude eterna despojando-se de tudo o que possuía para viver unicamente da Providência Divina.

Na sua Carta a todos os fiéis ele escreveu: "Não nos convém sermos sábios e prudentes segundo a carne, mas temos antes de ser simples, humildes e puros. Jamais desejemos ficar acima dos outros, mas prefiramos ser servos e submissos a toda criatura humana, por causa de Deus. 

Sobre todos os que assim agirem e perseverarem até o fim repousará o Espírito do Senhor e fará neles sua casa e mansão. Serão filhos do Pai celeste, pois fazem suas obras, e são esposos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo." (São Francisco de Assis).

De fato, "em uma sociedade cada vez mais desagradável e vulgarizada, há necessidade de mansidão, humildade e doçura. A doçura das palavras leva à confiança. A doçura do pensamento leva à profundidade. A doçura dos sentimentos leva ao amor. Resumindo: nada no mundo é mais forte que a virtude da doçura que Deus nos dar." (Mons Angelo Spina).

Portanto, caríssimos, a nossa vida neste mundo é um aprendizado constante, e creio que são Francisco de Assis é um excelente professor das santas virtudes da obediência, pobreza e castidade. Entremos, então, para escola de São Francisco que aprendeu com a cruz de Cristo a ser manso e humilde de coração. 

Por fim, vemos que "são Francisco compreendeu que sem humildade não se pode seguir a Cristo, e nem podemos ser à imagem de Deus, porque a imagem de Deus em nós é precisamente a de um Deus humilde e disponível, capaz de dar tudo, e verdadeiramente Francisco nada guardou para si. Peçamos-lhe neste dia que interceda pela nossa conversão para que também nós possamos realmente tornar-nos mansos e humildes de coração." (Pe. Fabrizio Centofanti). 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

A REGRA DA VIDA ETERNA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 10,25-37)(03/10/22)


Caríssimos, a liturgia de hoje nos propõe um desafio, será que a nossa prática de vida é de fato o Evangelho vivo de nosso Senhor Jesus Cristo? Será que o nosso viver é a tradução da Sua Palavra? 
Certa feita disse são Francisco ao Frei Leão: "irmão Leão, quem nos viu, viu o Evangelho vivo de nosso Senhor Jesus Cristo."

Ora, isso se chama coerência, autenticidade que nos faz transparecer o Senhor Jesus a quem servimos fielmente de todo coração ao sermos enviados com a missão de pregarmos o Evangelho com a nossa própria vida. 

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus conta a Parábola do bom Samaritano mostrando "que o amor a Deus e ao próximo são inseparáveis, eles se sustentam. Amar a Deus é viver Dele e para Ele, pelo que Ele é e pelo que faz. E o nosso Deus é amor sem reservas, é perdão sem limites, é relação que nos promove e nos faz crescer." (Mons Angelo Spina). 

Decerto, nos chama a atenção nessa Parábola, o fato do samaritano não pertencer ao povo eleito, e ter demonstrado misericórdia ao necessitado prestando-lhe os primeiros socorros, o transportando no seu animal, dando-lhe hospedagem e ainda suplemento caso necessitasse. Enquanto os que receberam essa missão ao verem o ferido na estrada, mudaram a trajetória, foram indifentes e nada fizeram.

De fato, quem de nós na mesma situação não gostaria de receber os mesmos cuidados? Decerto, às vezes somos provados em nossa fé, para despertarmos em nossas almas as virtudes da caridade e da misericórdia que nos faz permanecer em Deus, pois, é Ele quem nos sustenta na vida, mas nem sempre percebemos isso.

 Aliás, São Paulo afirma o seguinte na segunda Carta aos Coríntios: "Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias, Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para que, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus, possamos consolar os que estão em qualquer angústia!" (2Cor 1,3-4).  

Portanto, caríssimos, fiquemos certos disso, ninguém chega à perfeição da caridade sem exercitar o amor e a misericórdia que a todo instante recebemos do Senhor, seja diretamente ou por meio daqueles que se põem a serviço dos seus filhos e filhas mais necessitados.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 2 de outubro de 2022

"SENHOR, AUMENTA A NOSSA FÉ"


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 17,5-10)(02/10/22).


Caríssimos, a fé é a evidência da real presença de Deus para além da evidência dos nossos sentidos; ela é dom que nos faz encontra-lo na Sua invisibilidade e com Ele interagirmos num diálogo de amor sem igual, numa convivência como que face a face para além do que podemos enchergar fisicamente; enfim, a fé é esse dom que Deus nos deu para vivermos em comunhão com Ele.

No Evangelho de hoje "os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria." (Lc 17,5-6). Ou seja, a fé é puro dom de Deus que libera o seu poder e faz acontecer a sua vontade que é sempre extraordinária. 

Existem alguns testemunhos de fé que nos faz compreender mais precisamente o que esse dom de Deus pode realizar. "São Maximiliano Maria Kolbe num campo de concentração na segunda guerra mundial decidiu dar a sua vida para salvar um pai de família que ele nem conhecia; mas 
qual a convicção que o levou a fazer isso? A fé que lhe garantiu que a vitória final pertence ao bem."

"São Charles de Foucauld, lembrando-se, depois de tantos anos, do dia da sua conversão, exclamou: 'Desde que acreditei que Deus existe, compreendi que não podia deixar de viver totalmente para Ele. Deus é infinitamente diferente de tudo o que não é Deus'. E isto é fé." Ou seja, a fé nos faz amar a Deus e nos deixar amar por Ele para muito além do que podemos por nós mesmos. 

Portanto, caríssimos, "a fé é um salto de confiança, é uma entrega cega, mas àquele que nos encherga: e este é Deus!" De fato, sentir-nos amados, acolhidos e afagados no aconchego do coração do nosso Pai celestial, nos faz deixar tudo para seguir o seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, na estrada que Ele nos abriu para o céu.

Rezemos, então, com profunda convicção pedindo ao Senhor Jesus que aumenta a nossa fé: Senhor, tu que nos ensinaste que tudo é possível ao que crê, da-nos viver essa tua palavra para que ela se cumpra na nossa vida e nos mantenha sempre unidos a Ti e aos nossos irmãos e irmãs como sinal sensível da tua presença no meio de nós. Amém! Assim seja! 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

sábado, 1 de outubro de 2022

"EU TE LOUVO PAI, SENHOR DO CÉU E DA TERRA"


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 10,17-24)(01/10/22)


Caríssimos, contemplando a obra da criação percebemos que tudo é tão preciso que nos conduz a uma profunda admiração pela beleza e perfeição de todas as coisas e pela generosidade de Deus para conosco; por outro lado, mesmo com toda essa beleza e perfeição, algo nos chama a atenção, porque nos toca diretamente, trata-se do sofrimento, ou seja, por que sofremos?

De fato, a resposta à essa pergunta não é difícil, basta olhar a maldade que se espalha na face da terra por conta dos que seguem o maligno, e logo compreendemos o porquê de tanto sofrimento. Pois, todo ato gera seu efeito, de modo que, se o ato é mal, seu efeito é maléfico e atinge a todos; ao contrário, se o ato é bom seu efeito é benéfico e gera um bem enorme para todos. 

Na primeira leitura, depois dos mais terríveis tormentos, ao encontrar o Senhor, Jó finalmente compreende que as aflições dos justos são repletas de imortalidade, como são Paulo afirma na Carta aos Romanos: "Os sofrimentos do tempo presente não têm proporção alguma com a glória futura que nos será dada." (Rm 8,18). 

Com efeito, Deus jamais permite o sofrimento do justo sem que Ele esteja presente e o recompense, basta olharmos para o sofrimento do seu Filho, ou o que Ele mesmo disse a esse respeito: "Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes." (Mt 25,40).

No Evangelho de hoje os discípulos voltaram da missão exultando de alegria por terem triunfado sobre o maligno, no entanto, o Senhor Jesus os alerta: "Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”. (Lc 10,18-20).

Comentando esse Evangelho, disse o Papa Francisco: "Não devemos gabar-nos como se fôssemos os protagonistas: o protagonista é apenas um, é o Senhor! O protagonista é a graça do Senhor! Ele é o único protagonista! E a nossa alegria é apenas isto: ser seus discípulos, seus amigos. 

Que Nossa Senhora nos ajude a sermos servos do Evangelho. Não tenham medo de se alegrar! Não tenham medo da alegria! Aquela alegria que o Senhor nos dá quando permitimos que Ele entre nas nossas vidas, e nos convide a sair para as periferias da vida a proclamar o seu Evangelho."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

EM BUSCA DO VERDADEIRO PODER...


 EM BUSCA DO VERDADEIRO PODER...

Caríssimos, quando falamos de poder ou buscamos poder por nós mesmos quase sempre nos enganamos, porque o confundimos com uma força incomum capaz de tudo; quando na verdade, somente o Senhor Jesus tem todo o poder sobre o céu e a terra recebido do Pai justamente por ter sido crucificado como se não tivesse poder algum. E foi pelo poder do seu sacrifício que Deus nos deu a salvação eterna.

São Paulo ao passar por uma grande provação pediu ao Senhor Jesus que o libertasse, mas, em resposta Ele lhe disse: "Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força." Por isso, agradecido ele respondeu: "Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte." (2Cor 12,9-10).

De fato, existe um poder maléfico que precisamos combater quase que a todo instante, porém, não o fazemos sozinhos, pois, como disse são Paulo: "Não são carnais as armas com que lutamos. São poderosas, em Deus, capazes de arrasar fortificações. Nós aniquilamos todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, e cativamos todo pensamento e o reduzimos à obediência a Cristo.” (2Cor 10,4-5).

Por isso, não esperem de um mentiroso compunsivo que ele diga a verdade, mesmo quando a reconhece e diz professa-la. Porque, se a sua prática de vida resulta das mentiras que conta e não da verdade que aparentemente reconhece, jamais acredite no que ele diz, pois, se acreditar nele será mais um que se deixou enganar, por falta de discernimento.

Com efeito, eis o que diz o Senhor Jesus a esse respeito: "Raça de víboras, maus como sois, como podeis dizer coisas boas? Porque a boca fala do que lhe transborda do coração. O homem de bem tira boas coisas de seu bom tesouro. O mau, porém, tira coisas más de seu mau tesouro. Eu vos digo: no dia do juízo os homens prestarão contas de toda palavra vã que tiverem proferido. É por tuas palavras que serás justificado ou condenado." (Mt 12,34-37).

Portanto, caríssimos, hoje somos convidados a buscar o verdadeiro poder, não o poder mundano do dinheiro, o poder da riqueza, que não dura muito, é efêmero e destinado a morrer; mas busquemos o poder do amor de Cristo, que dura para sempre. Peçamos a intercessão dos santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael que nos guiem no caminho do poder do amor de Cristo que nos leva a cumprir a vontade de Deus, que nos leva para o céu.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

"NA CASA DE MEU PAI HÁ MUITAS MORADAS"


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 10,13-16)(30/9/22)


Caríssimos, os dias passam no seu lento e constante rítimo e com ele nós também passamos, e nos aproximamos da nossa páscoa eterna. É certo que não pensamos nela como algo fatal, mas como o dia da mais perfeita alegria, em que veremos a Cristo face a face, porque essa é a promessa que Ele nos faz: "Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. 

Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais." (Jo 14,1-3).

Desse modo, compreendemos que os critérios para a nossa salvação, não são humanos, mas sim divinos, ou seja, acreditar e pôr em prática a sua Divina Palavra, mas, também a daqueles que nos envia como suas testemunhas, como Ele mesmo disse: "Quem vos escuta a mim escuta; e quem vos rejeita a mim despreza; mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou”. (Lc 10,16).

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus censura as cidades que ouviram a Sua Palavra, viram os seus muitos milagres, mas não se converteram, ao contrário, endureceram os seus corações a ponto de o perseguirem e crucificarem. No entanto, Ele ressuscitou dos mortos e continua vivo no seio da Sua Santa Igreja. 

De fato, por ser o Filho de Deus o anúncio da Sua Palavra se estende por toda a terra e todos que o escutaram dos lábios da Sua Santa Igreja nos mais de dois mil anos da sua presença no mundo, e perseveraram até o fim, foram salvos pelas graças recebidas e o testemunho que deram. 

E nós neste tempo que estamos vivendo, em que terreno acolhemos as sementes da sua Palavra que é a sua voz escrita nos falando diretamente? Qual o lugar que o Senhor Jesus ocupa em nossa vida? Quanto tempo lhe damos? Será que a nossa oração é diálogo, é escuta silenciosa, é interação amorosa com Ele? 

Cuidemos para não nos deixarmos contaminar pelos ídolos modernos, ou seja, celulares, Internet, e a febre das ideologias políticas, sejam de esquerda ou de direita. Destarte, nunca devemos misturar fé com ideologia política, porque o resultado dessa mistura é um abismo de intrigas e divisões; pois, onde não existe a unidade do Espírito pelo vínculo da paz, tudo não passa de armadilha traiçoeira do inimigo de nossas almas. 

Portanto, caríssimos, quem é isento dessa contaminação? Examinemos a nossa consciência, e perguntemos: quem ou o que ocupa os espaços da nossa mente influenciando o que somos e o que vivemos?

De fato, se as nossas respostas forem, a oração, a meditação diária da Palavra, o silêncio, a escuta, e a prática da caridade fraterna, tal qual nos ensina o Senhor Jesus, então, somos seus verdadeiros discípulos, e o anunciamos como o único que realmente nos ama e nos salva por sua Divina Misericórdia.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

FESTA DOS SANTOS ARCANJOS MIGUEL, GABRIEL E RAFAEL...


 Festa dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael(Jo 1,47-51)(29/9/22).


Amados irmãos e amadas irmãs, não podemos falar dos anjos sem lembrar da batalha travada no céu entre São Miguel e seus anjos contra Satanás e seus sequazes narrada na primeira leitura opcional desta liturgia.


E como vimos Miguel venceu e expulsou o maligno do céu como narra são João: "E foi expulso o grande Dragão, a antiga Serpente, que é chamado Diabo e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Ele foi expulso para a terra, e os seus anjos foram expulsos com ele.


De fato, o risco de conflitos neste mundo é sempre muito alto, por isso é necessário ficar sob a luz de Deus, caso contrário, sem perceber, acabamos chafurdando nas trevas do diabo que adora nos deixar em suas trevas porque aí não entendemos as coisas claramente e assim nos confundimos.


Então, perguntemo-nos: somos

pessoas que une ou que divide? Vivemos na luz de Deus ou no nevoeiro e neblina do diabo?


Meditemos, então, com amor e atenção este Pequeno Sermão de Cada Dia. 

Caríssimos, a Igreja hoje celebra a Festa de são Miguel, são Gabriel e são Rafael, e nos ensina que os santos anjos manifestam o poder de Deus por meio do serviço prestado aos seus filhos e filhas de todos os tempos durante sua trajetória rumo à terra prometida, o Reino dos céus, como o fizeram com os antigos israelitas. Bem como está escrito na Carta aos Hebreus: "Não são todos os anjos espíritos ao serviço de Deus, que lhes confia missões para o bem daqueles que devem herdar a salvação?" (Hb 1,14).

"Então, o que mais nos ensina a Festa dos santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael? São Miguel ensina-nos que ninguém é mais forte do que Deus. Que não estamos sozinhos na batalha contra o mal, mas há alguém que luta conosco para vencer o mal com o bem e para dizer com as nossas vidas que só Deus é o Senhor da nossa existência e somente a Ele devemos dar toda glória.

São Gabriel, o grande anunciador da vontade de Deus, do plano de Deus para a salvação, diz-nos como reconhecer o plano divino nas nossas vidas, como acolhe-lo sabendo que o seu anúncio é maior do que os nossos raciocínios e cálculos, é como um acontecimento inesperado que muda as nossas vidas. 

São Rafael, aquele que conduz, aquele que lidera o mundo, diz-nos que quase nunca passamos incólumes no meio dos acontecimentos da nossa história e, portanto, precisamos de cura. 

Em última análise, todos estes três arcanjos dão-nos três coisas que todos precisamos. Miguel é aquele que defende, Gabriel é aquele que proclama, e Rafael é aquele que cura. Peçamos ao Senhor que nos faça compreender verdadeiramente a sua santidade, majestade e poder, para que possamos dar-lhe glória no meio dos seus anjos." (Mons. Angelo Spina).

Amados irmãos e amadas irmãs, no Evangelho de hoje em colóquio com Natanael o Senhor Jesus nos revela como será o serviço dos anjos quando da sua vinda gloriosa: “Em verdade, em verdade eu vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. 

Portanto, caríssimos, supliquemos ao Senhor Jesus com profunda humildade e entrega total a sua graça santificante na certeza de que o Pai lhe deu todo poder sobre o céu e a terra, para que amparados por sua Divina misericórdia alcancemos a felicidade eterna. 

Ó Maria, Rainha dos Anjos, intercedei por nós com são José vosso castíssimo esposo. Amém! Assim seja!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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