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sexta-feira, 7 de junho de 2019
PEDRO, TU ME AMAS? APASCENTA O MEU REBANHO...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 21,15-19)(07.06.19)
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Caríssimos, servir ao Senhor com alegria é ama-lo incondicionalmente e dar a própria vida por Ele, como vimos nesse encontro de Jesus com Pedro no Evangelho de hoje. Aliás, todos aqueles que se dispõem a servir ao Senhor o fazem sabendo o quanto precisam negar à si mesmos para que se cumpra somente a sua vontade no serviço que lhe prestam.
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De fato, nessa liturgia de hoje vemos ao mesmo tempo a fraqueza e o soerguimento de Pedro diante do Senhor à quem ele amava, pois, antes da paixão e morte, Pedro o havia negado três vezes como fora predito pelo Senhor. Todavia, após a ressurreição, Pedro experimenta o perdão do Senhor que o confirma para estar à frente do seu rebanho.
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Com efeito, conviver com Jesus Ressuscitado como Pedro o fez e receber dele a missão que recebeu e cumpri-la até o fim, é confirmar esse amor incondicional e também sentir-se amparado mesmo sabendo que será martirizado como o Senhor o previniu. De fato, o Senhor lhe pediu que confirmasse seu amor cuidando de suas ovelhas; e Pedro o fez, entregando-se totalmente ao seu servico, pois, o amor Redentor requer abnegação, determinação e a entrega de toda vida.
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Conclusão: Caríssimos, "O Evangelho de Mateus traça e especifica a missão pastoral de Pedro na Igreja. [...] «Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja» (16,18). Lucas põe em evidência que Cristo recomenda a Pedro que confirme os irmãos, mas ao mesmo tempo dá-lhe a conhecer a sua fraqueza humana e a sua necessidade de conversão (22,32). Portanto, o seu ministério é um ministério de misericórdia, nascido de um ato de misericórdia de Cristo."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
quinta-feira, 6 de junho de 2019
A UNIDADE NASCE DO AMOR FRATERNO...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 17,20-26)(06.06.19)
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Caríssimos, a liturgia é o meio pelo qual o Espírito Santo nos dá a conhecer como Ele atuava nas primeiras comunidades por meio dos Apóstolos e dos discípulos destes, inspirando-os nas mais diversas situações, fazendo valer a Sua Santa Sabedoria sempre em vista da salvação das almas que se abriam ao seu chamado. E hoje não é diferente daquele tempo, uma vez que o Espírito do Senhor continua atuando do mesmo modo.
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Como vimos, não foram poucas as perseguições e mortes que sofreram esses missionários enviados por Ele, com a mais sublime missão, anunciar Jesus, o Messias enviado por Deus Pai para salvar a humanidade mergulhada no pecado. De fato, quando o ser humano não assume a sua filiação divina, frequentemente cai nas concupicências e práticas nefastas, porque se deixa levar pelo inimigo de nossas almas.
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No Evangelho de hoje Jesus continua a sua oração sacerdotal ao Pai revelando por meio dela três aspectos fundamentais para a vida dos discípulos e daqueles que receberão a fé; primeiro, o testemunho deles nasce da comunhão entre si baseada no amor fraterno que deve ser modelo para os neoconvertidos; segundo, tal união nasce do amor entre o Pai e o Filho; e por fim, os neoconvertidos viverão da fé e do amor do Senhor que os espera em sua glória.
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Conclusão: Caríssimos, a vivência e a pregação do Evangelho tem como fundamento a unidade que nasce do amor com o qual Jesus ama o Pai e quer que nos amemos de igual modo. Eis, portanto, a sua oração: "Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
quarta-feira, 5 de junho de 2019
PREPAREMO-NOS PARA O DIA ETERNO...
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Caríssimos, viver na companhia daqueles que Deus nos dá como guias conduzidos por Seu Espírito, é nos sentir seguros e repletos de confiança na certeza de que vivemos na presença do Senhor. Era assim que se sentiam as primeiras comunidades evangelizadas por Paulo. Por isso, ao ouvirem sua despedida, "Todos, depois, prorromperam em grande pranto, e lançando-se ao pescoço de Paulo, o beijavam, aflitos, sobretudo por lhes haver ele dito que não tornariam a ver-lhe o rosto."
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Mas, atenção, pois, à medida que se despedia, Paulo os alertava contra os falsos mestres vindos de fora e até dentre eles com o fim de dividir o rebanho do Senhor, por isso, esse alerta era um sinal do discernimento que eles precisavam para não se deixarem levar por qualquer vento de doutrinas estranhas não condizentes com os ensinamentos do Senhor e dos seus Apóstolos.
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No Evangelho de hoje Jesus continua sua oração sacerdotal intercedendo por seus discípulos e lhes monstrando da necessidade de permanecerem unidos sob a proteção de Deus Pai. De fato, os discípulos se sentiam amparados e em profunda paz que o Senhor lhes cominicava por meio de suas Palavras e sinais, e por meio de sua presença em si.
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Escutemos, então, um pequeno trecho da oração do Senhor: “Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um assim como nós somos um. Quando eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que me deste. Eu guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir a Escritura."
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Conclusão: Caríssimos irmãos e irmãs, não resta dúvida de que este mundo está sendo passado a limpo; e creio que estes tempos que vivemos sejam os últimos ou o princípio das dores de parto da nova criação. Por isso, redobremos nossa atenção a fim de nos prepararmos para o dia eterno que se aproxima, como o Senhor mesmo nos ensina:
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"Disse ele ainda: Não seles o texto profético deste livro, porque o momento está próximo. O injusto faça ainda injustiças, o impuro pratique impurezas. Mas o justo faça a justiça e o santo santifique-se ainda mais. Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
terça-feira, 4 de junho de 2019
LITURGIA DA DESPEDIDA...
PEQUENO SERMÃO DE CADA (Jo 17,1-11a)(04.06.19)
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Caríssimos irmãos e irmãs, a liturgia de hoje é como que uma síntese da missão cumprida, onde Paulo e Jesus de maneira impar se despedem dos seus com palavras tão comoventes que ao medita-las nos emocionamos, isto porque revelam que passarão deste mundo ao Pai por meio do martírio. Paulo tem consciência disso pela graça do Espírito Santo que o revela e do qual se sente prisioneiro (cf. At 20,22a); Jesus porque é Deus com o Pai e o Espírito Santo.
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Meditemos, então, nestas suas despedidas que também são seus testamentos espirituais. Paulo deixou tudo por Jesus, a própria vontade e a própria vida para anunciar o seu Evangelho em vista da salvação das almas que noite e dia instruira nos caminhos da fé, disse ele: "Servi ao Senhor com toda a humildade, com lágrimas e no meio das provações que sofri por causa das ciladas dos judeus. Nunca deixei de anunciar aquilo que pudesse ser de proveito para vós. Portanto, não deixei de vos anunciar todo o projeto de Deus a vosso respeito."
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Quanto a Jesus, escutemos suas Palavras em forma de oração: “Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique a ti, e, porque lhe deste poder sobre todo homem, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe confiaste. Eu te glorifiquei na terra e levei a termo a obra que me deste para fazer. E agora, Pai, glorifica-me junto de ti, com a glória que eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse."
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Conclusão: Caríssimos, o que vemos nessas despedidas; por parte do Senhor, é a certeza de que cumpriu sua missão e agora volta ao Pai, mas, antes intercede por aqueles que o Pai lhes deu a fim de que permaneçam fiéis na realização de sua vontade, porque isso significa a vida eterna. Enquanto Paulo se despede já sabendo o que lhe espera, mas, nada teme dada à sua entrega total ao Senhor Jesus.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
segunda-feira, 3 de junho de 2019
NO MUNDO HAVEIS DE TER AFLIÇÕES, CORAGEM EU VENCI O MUNDO...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 16,29-33)(03.06.19)
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Caríssimos, a Igreja hoje celebra a memória dos mártires africanos São Carlos Lwanga e seus companheiros que deram a vida por causa do testemunho do Evangelho. Ora, mesmo em meio à toda maldade presente neste mundo por parte daqueles que desobedecem a Deus, nada pode impedir que a vontade do Senhor se realize em toda sua plenitude, para isto Ele enviou o Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, a fim de nos santificar por meio do Seu Sacrifício de cruz em expiação dos nossos pecados.
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No Evangelho de hoje ouvimos o Senhor falar sobre a paz que Ele nos dá em meio às tribulações que sofremos neste mundo: "Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em mim. No mundo, tereis tribulações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo!” Ora, discorrendo sobre isso, escreveu São João da Cruz: "Em todos os acontecimentos, por mais deploráveis que sejam, devemos regozijar-nos em vez de ficarmos tristes, para não perdermos o bem mais precioso, a paz e a tranquilidade da alma."
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E continua ele: "Tende atenção em conservar o vosso coração na paz; que nenhum acontecimento deste mundo o perturbe; pensai que tudo acaba aqui em baixo. Mesmo que aqui em baixo tudo se desmoronasse e que todos os acontecimentos nos fossem adversos, seria inútil perturbarmo-nos, pois a perturbação causar-nos-ia mais danos do que proveito.
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Suportar tudo com a mesma disposição e na paz não é apenas ajudar a alma a adquirir grandes bens, é também predispô-la a melhor avaliar as adversidades em que se encontra e a aplicar-lhes o remédio adequado. O céu é estável e não está sujeito a mudança. Do mesmo modo, as almas, por terem uma natureza celestial, são estáveis e não estão sujeitas a tendências desordenadas nem a nada desse gênero; de certo modo, assemelham-se a Deus, que é imutável."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
domingo, 2 de junho de 2019
SOLENIDADE DA ASCENÇÃO DO SENHOR...
SOLENIDADE DA ASCENÇÃO DO SENHOR (Lc 24,46-53)(02.06.19)
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Caríssimos, a vida nova que recebemos no batismo nos leva viver a perfeita comunhão com o Senhor a partir dos Sacramentos que são os sinais sensíveis de Sua presença em nós e no meio de nós. Ora, a Sua ascensão aos céus é a tomada de posse no Seu Reino à direita do Pai até que seus inimigos sejam submetidos totalmente no para sempre de Sua Onipotência divina. Por isso, acreditamos firmemente que o Senhor estará sempre conosco até que chegue esse dia.
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Todavia, só é possível entender esse mistério à medida que o vivemos por meio da fé, pois, como disse o Senhor: "Tudo é possível ao que crê." São Paulo, ao referi-se à isso, disse: "A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê." Desse modo, compreendemos perfeitamente o que disse o Profeta Habacuc: "Eis que sucumbe o que não tem a alma íntegra, mas o justo vive por sua fidelidade."
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Com efeito, nós formamos o Corpo Místico de Cristo que é a sua Igreja, e nela vivemos a unidade do Espírito pelo vínculo da paz, como vimos na segunda leitura de hoje, pois a salvação é obra das mãos de Deus e Ele sempre leva à bom termo a Sua obra, como Jesus nos ensinou: "Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino." (Lc 12,32).
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Conclusão: Caríssimos, peçamos humildemente ao Senhor que nos dê a graça da perseverança final: "Senhor Jesus, que saístes à frente do vosso povo na manhã de Páscoa, e subistes aos céus para junto do Pai, onde recebestes em tributo os que a morte retinha cativos, concedei à vossa Igreja o Espírito Santo que vai aplanando o caminho da peregrinação terrena e conduzindo à morada eterna os que chamastes à vossa família. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo. Amém!"
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
sábado, 1 de junho de 2019
O PERFEITO ESTADO DE GRAÇA...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 16,23b-28)(01.06.19)
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Caríssimos, quem faz da vida neste mundo uma expressão da vontade de Deus pela obediência às Palavras de Jesus, o faz porque vive imenso no Senhor numa perfeita comunhão de amor eterno, pois, Ele mesmo disse: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada. Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vo-la dará. Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis; para que a vossa alegria seja completa."
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Com efeito, para entendermos melhor essas Palavras de Jesus, precisamos entender que à Ele pertencemos totalmente e difinitivamente, porque isso significa ama-lo acima de todas as coisas e amar-nos uns aos outros como à nós mesmos; e se alguém acha que isso é difícil, é porque não entendeu que a salvação é pura misericórdia do Senhor, como nos ensinou São Paulo: "Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus."
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Ora, pelo fato de vivermos em meio a naturalidade que nos foi dada neste mundo, isto significa nada se não entendermos que há um intercâmbio entre o céu e a terra; pois, fomos amados por Deus até a última gota do Sangue de Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, e por Ele redimidos para sermos desde já sua herança eterna mesmo ainda estando neste mundo.
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Conclusão: Caríssimos todos aqueles que se convertem e vivem segundo a Vontade de Deus, até a lembrança dos pecados passados é uma ofensa para as suas almas; por isso, fazem penitência por si e por aqueles que ainda não conhecem o infinito amor que Deus nos revelou pelo sacrifício de Seu único Jesus Cristo. Portanto, peçamos ao Senhor que nos dê a perfeita obediência para vivermos o tempo que ainda nos resta em total estado de graça, como preparação para a vida eterna no Seu Reino.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
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