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segunda-feira, 18 de setembro de 2023

FUNDAMENTADOS EM CRISTO, A ROCHA ETERNA DA NOSSA SALVAÇÃO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 19,25-27)(15/9/23).


1. Caríssimos, hoje a Igreja celebra a memória da Virgem Maria, a Mãe de Deus dolorosa, que se encontra aos pés da cruz do seu Filho, Jesus, para oferecê-lo ao Pai em expiação dos nossos pecados. A Virgem Mãe sofreu com seu Filho as dores de seu martírio para que assim se consumasse o desígnio do Pai, "reunir em Cristo todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão na terra." (Ef 1,10b).

2. De fato, fomos redimidos pelo único sacrifício capaz de expiar os nossos pecados e de vencer o maligno para sempre. Desse modo, compreendemos que o Sangue Redentor de Cristo derramado no Calvário, é também o segue de sua Mãe, Maria Santíssima, que o gerou no seu ventre por obra e graça do Espírito Santo. 

3. Com efeito, a Virgem Mãe se encontra dentro do grande mistério do seu Filho, por isso, não tem como pensar a redenção sem essa união entre mãe e Filho, e entre Filho e mãe. As dores de Cristo são também as dores de sua mãe; o amor doação de Cristo é o amor de sua mãe; pois quem o Espírito Santo uniu com Sua Divina Perfeição não pode ser dividido. 

4. Vejamos, então, a aceitação do sofrimento humano do Senhor: "Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido por causa de sua entrega a Deus. 

5. Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que sofreu. Mas, na consumação de sua vida, tornou-se a causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem." (Hb 5,7-8). Pois, "Sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz." (Fl 2,8).

6. Portanto, caríssimos, celebrar a memória das dores de Nossa Senhora na hora do martírio do seu Filho, Jesus Cristo, é celebrar também a sua aceitação da vontade do Pai mesmo sem entender à princípio o porquê do tamanho sacrifício do seu amado Filho, mas apenas sofrer com Ele as dores do nosso resgate. 

7. Destarte, a via dolorosa de Cristo e de Sua mãe é o preço pago pela nossa redenção, por isso, o Sangue de Cristo tem todo poder sobre o céu e sobre a terra, pois o derramou para apagar os nossos pecados, como afirma são Paulo: "Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo." (1Cor 6,20).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv. 

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

VIRGEM DOLOROSA, ROGAI POR NÓS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 19,25-27)(15/9/23).


1. Caríssimos, hoje a Igreja celebra a memória da Virgem Maria, a Mãe de Deus dolorosa, que se encontra aos pés da cruz do seu Filho, Jesus, para oferecê-lo ao Pai em expiação dos nossos pecados. A Virgem Mãe sofreu com seu Filho as dores de seu martírio para que assim se consumasse o desígnio do Pai, "reunir em Cristo todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão na terra." (Ef 1,10b).

2. De fato, fomos redimidos pelo único sacrifício capaz de expiar os nossos pecados e de vencer o maligno para sempre. Desse modo, compreendemos que o Sangue Redentor de Cristo derramado no Calvário, é também o segue de sua Mãe, Maria Santíssima, que o gerou no seu ventre por obra e graça do Espírito Santo. 

3. Com efeito, a Virgem Mãe se encontra dentro do grande mistério do seu Filho, por isso, não tem como pensar a redenção sem essa união entre mãe e Filho, e entre Filho e mãe. As dores de Cristo são também as dores de sua mãe; o amor doação de Cristo é o amor de sua mãe; pois quem o Espírito Santo uniu com Sua Divina Perfeição não pode ser dividido. 

4. Vejamos, então, a aceitação do sofrimento humano do Senhor: "Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido por causa de sua entrega a Deus. 

5. Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que sofreu. Mas, na consumação de sua vida, tornou-se a causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem." (Hb 5,7-8). Pois, "Sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz." (Fl 2,8).

6. Portanto, caríssimos, celebrar a memória das dores de Nossa Senhora na hora do martírio do seu Filho, Jesus Cristo, é celebrar também a sua aceitação da vontade do Pai mesmo sem entender à princípio o porquê do tamanho sacrifício do seu amado Filho, mas apenas sofrer com Ele as dores do nosso resgate. 

7. Destarte, a via dolorosa de Cristo e de Sua mãe é o preço pago pela nossa redenção, por isso, o Sangue de Cristo tem todo poder sobre o céu e sobre a terra, pois o derramou para apagar os nossos pecados, como afirma são Paulo: "Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo." (1Cor 6,20).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

A CRUZ DE CRISTO É O ÚNICO SINAL DA NOSSA SALVAÇÃO...


 FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ (Jo 3,13-17)(14/9/23)


1. Caríssimos, a Igreja hoje celebra a Festa da Exaltação da Santa Cruz. Movidos pela piedade, perguntemos: por que um instrumento que era usado para torturar e matar os culpados, usaram-no para torturar e matar o inocente Filho de Deus? Como entender que Deus, infinitamente Santo, veio até nós e se deixou crucificar por seus algozes? 

2. Sem dúvida, nenhuma explicação humana responde a estas perguntas, mas, somente o amor com Deus nos amou como o Senhor Jesus mesmo nos ensinou: "Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna." (Jo 3,16).

3. De fato, diante da cruz todo o universo estremesse até mesmo o Filho amado de Deus que ao sentir a sua proximidade suou sangue e prostrado suplicou por três vezes: "Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres." (Mt 26,39). 

4. Com efeito, o preço da nossa salvação foi extremamente doloroso; então, como faremos para saldar essa dívida incomensurável? Ora, isso só é possível mediante uma vida digna que corresponda ao amor sacrifical do nosso Salvador que se manteve obediente à vontade do Pai a fim de que fossêmos resgatados das cadeias do pecado nas quais caímos por conta da nossa desobediência. 

5. No entanto, eis o que disse o Senhor: "De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele." (Jo 3,17). Todavia, nos deu este alerta: "Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus." (Jo 3,18). Desse modo, a fé em Cristo é fundamental, para vivermos como Ele viveu fazendo em tudo a vontade do Pai (cf. 1Jo 2,6).

6. Na primeira leitura vimos que a serpente de bronze erguida por Moisés no deserto curava os rebeldes que olhavam para ela depois de picados pelas serpentes venenosas; na verdade, ela é o símbolo da cruz de Cristo, que salva os pecadores que se voltam para Ele arrependidos e se livram do castigo da perdição eterna. 

7. Portanto, caríssimos, não existe dor semelhante à dor do Filho amado de Deus; não existe morte mais cruel que a sua, pois, como um cordeiro totalmente inocente tudo padeceu sem nada reclamar, mas sim para nos amar e nos dar o que há de mais precioso no céu, contemplar a Deus face a face por toda a eternidade.

8. Destarte, rezemos com são Francisco de Assis esta belíssima oração da exaltação da Santa Cruz composta por ele: "Nós vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as vossas igrejas que estão do mundo inteiro e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo." (T.2; Dir.38).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

AS BEM-AVENTURANÇAS, CAMINHO DE SANTIDADE...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 6,20-26)(13/9/23).

1. Caríssimos, as bem-aventuranças são o itinerário de perfeição traçado por Deus em Seu desígnio de amor para todos os seus filhos e filhas humanos; e olha que o Filho de Deus para nos salvar padeceu as mais terríveis torturas que lhe impuseram os seus perseguidores. 

2. De fato, as bem-aventuranças que nos levam à santidade é via de perfeição, mas em meio às provações que passamos. Talvez nem compreendamos o porquê sofremos uma vez que Deus nos criou somente para sermos felizes. 

3. Tadavia se não existisse o pecado e seu resultado imediato, certamente não teríamos nenhum sofrimento. Mas, e quando vivemos em em estado de graça e mesmo assim sofremos injúrias, calúnias, maus tratos, etc. Por que isso acontece? 

4. Porque seguir a Cristo é carregar com Ele a nossa cruz de cada dia, como Ele mesmo disse que seríamos perseguidos por causa do seu nome (cf. Mt 10,22). No entanto, nenhum inocente sofre neste mundo sem ser consolado por Deus que nos deu o Espírito Santo para permanecer conosco e assim vencermos a luta contra o pecado.

5. De fato, ninguém em sã consciência quer sofrer, o sofrimento é algo que sempre procuramos evitar, mas ninguém o consegue, pois é inevitável, uma vez que ele se encontra em todas as fases do viver, em todas as criaturas; aliás, nem o Filho de Deus escapou dele. 

6. No entanto, quando damos ao sofrimento o mesmo sentido que Cristo deu, então, o padecemos como mérito salvífico e desse modo nos unimos a Cristo em obediência a Deus Pai, para amá-lo de todo coração na certeza de que Ele sofre conosco para nos livrar definitivamente de todo sofrimento e de todo mal.

7. Mas, muita atenção, porque existem os sofrimentos advindos dos próprios pecados, esses são terríveis, porque somos nós mesmos que os causamos deixando que o mal entre em nossa vida, isto porque o pecado é a porta por onde o mal entra nas almas. Não existe nada pior do que ser escravo do pecado (cf. Jo 8,34). 

8. Portanto, caríssimos, quando Jesus diz no Evangelho de hoje: "Ai de vós..." Ele nos dá a conhecer qual é o resultado do pecado cometido e qual é o fim daqueles que permanecem no pecado. Ora, a única saída do sofrimento causado pelo próprio pecado é o arrependimento sincero, a confissão e a absolvição sacramental, a reparação e o firme propósito de nunca mais pecar.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

terça-feira, 12 de setembro de 2023

A ORAÇÃO É O LUGAR SAGRADO DO NOSSO ENCONTRO COM DEUS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 6,12-19)(12/9/23)

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1. Caríssimos, a liturgia de hoje nos conduz à montanha, isto é, ao espaço sagrado da oração aonde encontramos o Senhor e com Ele interagimos a fim de que as nossas decisões sejam tomadas conforme a sua vontade; para isso Ele nos concede a sabedoria e o discernimento de que precisamos para que o testemunho de nossa fé seja perfeito em seu amor.
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2. Na primeira leitura, São Paulo nos ensina que o nosso relacionamento com Cristo ressuscitado é divinamente real, como nos relacionamos entre nós; diz ele: "Irmãos, assim como acolhestes a Cristo Jesus como Senhor, assim continuai a guiar-vos por ele: enraizados nele e edificados sobre ele, apoiados na fé que vos foi ensinada, dando-lhe muitas ações de graças." (Cl 2,6-7).
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3. Pois isso nos fortalece no Senhor para não sermos enganados pelos pretensos fazedores de opiniões deste mundo que por meio de sofirmas (falsos argumentos) tentam fazer discípulos para si; bem como são Paulo nos alerta: "Estai de sobreaviso, para que ninguém vos engane com filosofias e vãos sofismas baseados nas tradições humanas, nos rudimentos do mundo, em vez de se apoiar em Cristo." (Cl 2,8)
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4. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos dá um belíssimo exemplo de sua intimidade com o Pai por meio da oração, para em seguida fazer a escolha dos Apóstolos, como narra são Lucas: "Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de Apóstolos." (Lc 6,12-14)
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5. Decerto, como vimos nessa passagem do Evangelho, em tudo o que o Senhor Jesus realiza, a oração está sempre presente; por ela Ele encontra com o Pai, que nos concede todas as graças necessárias para a nossa salvação por sua perfeita intercessão.
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6. Portanto, caríssimos, rezar é fazer a vontade de Deus, é permanecer em perfeita comunhão filial com Ele para que se realize o seu plano de salvação para toda a humanidade. Por isso mesmo devemos rezar como o Senhor Jesus nos ensina, dando todo o nosso tempo ao nosso Pai celestial com o único objetivo de obedece-lo em tudo.
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7. Destarte, meditemos com Chiara Lubich, fundadora do movimento focolares: "A oração é a respiração da alma, o oxigénio de toda a nossa vida espiritual, a expressão do nosso amor a Deus, o combustível de todas as nossas atividades. 
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8. Devemos rezar sempre, orientando todas as nossas ações para Jesus, fazendo tudo para Ele. Todas as nossas ações se tornarão uma ação sagrada; assim poderemos pôr em prática o mandamento de Jesus de rezar sempre sem jamais deixar de faze-lo (cf Lc 18,1). (Chiara Lubich).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 10 de setembro de 2023

RECONCILIAÇÃO...


 Homilia do XXIII DOM do TC (Mt 18,15-20)(10/9/23)


Amados irmãos e amadas irmãs, paz e bem sejam bem-vindos a nossa meditação diária... 

E nesta Homilia do XXIII Dom do Tempo Comum trataremos do tema da reconciliação como o meio mais eficaz para se voltar à caridade fraterna, e sanar todas as desavenças e divisões em nossas comunidades.

Meditemos com amor e atenção esta homilia de hoje.
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1. Caríssimos, nenhum de nós é santo o bastante para dizer que nunca pecou ou nunca sofreu por causa do pecado dos outros. Por isso, precisamos da graça santificante do Senhor para nos mantermos em comunhão com Ele e entre nós; e assim vencermos as tentações e sermos livres de todo pecado, pois, só existe pecado onde falta a comunhão com o Senhor.
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2. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina um método de reconciliação com aqueles que nos ofendem com seus pecados. Tal método se dá em três etapas: diálogo interpessoal, em que as partes se perdoam mutuamente; e se esse não funciona, chama-se ao diálogo fraterno duas ou três testemunhas.

3. E se esse esforço também não deu resultado; deve-se procurar a comunidade eclesial, na pessoa do bispo ou dos sacerdotes; se ainda assim, uma das partes se mantém irredutível, confia-se tal parte ao arrependimento pessoal e à misericórdia do Senhor.
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4. De fato, o princípio cristão da unidade tem como base o amor e a misericórdia de Cristo, vividos até as últimas consequências, isto é, até a total ausência de qualquer discórdia ou divisão, mesmo se para isto for preciso dar a própria vida, mesmo se para isto for preciso dar a própria vida, como fez o Senhor Jesus, a fim de nos reconciliar com o Pai.
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5. Por isso, não creiam naqueles que se dizem cristãos e pregam a divisão da Igreja, pois, ela é o Corpo de Cristo, do qual Ele é a Cabeça e nós somos seus membros (cf. Col 1,18). Ou seja, quem realmente é Igreja evita todo tipo de julgamento, crítica ou condenação do próximo; para isso perdoa sempre e se torna exemplo de unidade e de paz. 

6. Pois, todo aquele que prega a divisão, o faz contrariando esta palavra do Senhor: "Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos." (Mt 5,44-45).
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7. Portanto, caríssimos, qualquer palavra fora da Palavra de Cristo, não passa de falso ensinamento advindo do inimigo de nossas almas. E o perfeito discernimento para compreendermos isso, é a falta de paz e harmonia entre nós.
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8. Destarte, escutemos atentamente esta oração do Senhor: "Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste." (Jo 17,20-21).

Amados irmãos e amadas irmãs, a nossa convivência fraterna depende cem por cento da nossa convivência com Deus, e esta se dá pela oração e a prática da Sua Palavra, sem essas graças nos tornamos presas fáceis do espírito de divisão.

Portanto, como vimos no Evangelho de hoje, a essência do amor fraterno consiste em viver reconciliados com Deus e entre nós.

Tudo o que não satisfaz esse requisito não nos convém; então, que a nossa vida seja sempre uma expressão do perdão que damos e recebemos. Amém! Assim seja! 
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 9 de setembro de 2023

"EU QUERO MISERICÓRDIA E NÃO SACRIFÍCIO"


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 6,1-5)(09/9/23)


1. Caríssimos, a liberdade humana é verdadeira somente se ela é vivida em Cristo; fora Dele não existe, pois somente Cristo nos conduz à liberdade eterna que nos liberta das amarras da finitude deste mundo.

2. Com efeito, o nosso livre arbítrio não significa fazer o que se quer, onde, como e quando quiser, porque no mais das vezes as consequências advindas da imperfeição do pecado são desastrosas e levam à perda da liberdade e à morte.

3. Decerto, analisando o que foi dito naturalmente surge a pergunta: e como fazer para vencer essas imperfeições? Como também foi dito acima: seguindo a Cristo, caminho, verdade e vida, o único que nos conduz ao Pai. Nele realmente nos sentimos seguros mesmo padecendo toda espécie de perseguição e constrangimento como Ele mesmo padeceu.

4. O graça de crer em Cristo e segui-lo no seio da Sua Santa Igreja, é ter a certeza de que Ele está sempre conosco, e se sofremos Ele também sofre conosco, porém, nos consola para não desanimarmos na luta contra o pecado, que na verdade, é o nosso maior inimigo, porque tem sua origem no maligno.

5. No Evangelho de hoje, "Num dia de sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. Então alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?” Ao que o Senhor respondeu com o exemplo do rei Davi, que por conta da fome violou a lei comendo os pães consagrados, o que somente aos sacerdotes era lícito fazer.

6. Portanto, caríssimos, no final desse Evangelho Jesus afirmou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”. (Lc 6,5). Ora, essa afirmação nos revela qual seja o verdadeiro sentido da Lei, ser o pedagogo que conduz todos a Cristo, que recebeu do Pai a missão de nos salvar.
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7. Destarte, interpretar a Lei com o rigorismo moralista farisaico, é torna-la letra morta; é tirar dela o amor e a misericórdia, tornando-a inútil, ou seja, apenas letra que julga, condena e mata, como fizeram com o Senhor Jesus. 
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8. Escutemos, então, com amor e atenção este chamado do Senhor: "Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve." (Mt 11,29-30).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

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