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segunda-feira, 17 de março de 2025

CUIDADO COM O FERMENTO FARISAICO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 23,1-12)(18/03/25)


1. Caríssimos, desde a criação do mundo que Deus nos deu a obediência como meio de vivermos unidos a Ele e desse modo participarmos da Sua Natureza Divina, como seus filhos e filhas. Ocorre que ao quebrar essa aliança de amor com o Senhor pela desobediência, nossos primeiros pais, perderam o estado de graça e a plena amizade com Ele, e isso causou os desequilíbrios que vemos assolar toda a criação.
2. No entanto, porque Deus nos ama desde toda eternidade, não levando em conta a desobediência dos nossos primeiros pais, enviou o Seu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo, para nos libertar da maldição do pecado. Bem como disse o Profeta Isaías: "Ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos". (Is 53,4a)
3. Em outras palavras, carregou as consequências da nossa desobediência, para unir a nossa natureza humana decaída à Sua natureza divina redentora, e assim voltarmos à perfeita obediência que os nossos primeiros pais haviam perdido.
4. Então, como entender tão Sublime amor de Deus por nós? Basta olharmos Cristo crucificado para compreender que foi por seu sofrimento e morte cruenta que Ele nos libertou das cadeias do pecado, do poder do maligno e do inferno, ao custo do derramamento do Seu preciosíssimo Sangue.
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5. Desse modo, ao permanecermos unidos a Ele pela obediência à Sua Palavra, pela vivência dos Sacramentos, o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, nos tornamos seus discípulos e percorremos com Ele a via da perfeição eterna que nos leva ao céu.
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6. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos faz uma alerta: “Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. 

7. Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a move-los, nem sequer com um dedo.” (Mt 23,2-4). Ou seja, a prática da fé se traduz pelo exemplo de vida, e não pela aparência ou superficialidade estéril. 

8. Vejamos, pois, o que escreveu são Paulo a esse respeito: "Tornai-vos os meus imitadores, como eu o sou de Cristo. O que aprendestes, recebestes, ouvistes e observastes em mim, isto praticai, e o Deus da paz estará convosco." (1Cor 11,1; Fl 2,9).
9. Portanto, caríssimos, muito cuidado com o fermento farisáico, pois ele não passa de uma armadilha traiçoeira. Destarte, busquemos viver interiormente as graças e bênçãos que de Deus recebemos, pois é isso que nos faz unidos a Ele, para sermos santos como Ele é Santo.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv

SEDE MISERICORDIOSOS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 6,36-38)(17/03/25)

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1. Caríssimos, a obediência é o fundamento de nossa permanente comunhão com o Senhor; é isso o que nos ensina a primeira leitura de hoje onde o Profeta Daniel reconhece que foi por causa da desobediência do povo eleito que o exílio se abateu sobre eles. 
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2. Eis a sua oração: "Senhor, temos pecado, temos praticado a injustiça e a impiedade, temos sido rebeldes, afastando-nos de teus mandamentos e de tua lei; não temos prestado ouvidos a teus servos, os profetas, que, em teu nome, falaram a nossos reis e príncipes, a nossos antepassados e a todo o povo do país."
3. De fato, a obediência ou a desobediência se faz presente em todos os sentidos de nossa vida, de modo que quando não obedecemos ao Senhor, seguimos o maligno em sua desobediência e nos tornamos seus escravos, porque ele se esconde nos pecados praticados e o resultado disso é sempre doloroso uma vez que no pecado nada de bom existe.
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4. Ora, as tentações nada mais são do que a voz do maligno falando espiritualmente por meio dos maus pensamentos que chegam à nossa mente; de uma coisa, porém, fiquemos certos, todas as tentações dependem sempre das escolhas e decisões do nosso livre arbítrio. 
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5. De forma que, se dissermos não a elas, estaremos dizendo sim a Deus que nos fala por meio da verdade que se encontra gravada em nossas almas desde a nossa concepção, pois fomos criados à imagem e semelhança de Deus para vivermos em permanente comunhão com Ele. 
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6. Portanto, caríssimos, uma das tentações mais frequentes que chega à nossa mente é o julgamento do próximo, ou seja, o juízo que se faz dos outros seja por preconceitos morais ou ideológicos. Ora, essa é a via que o maligno usa para destruir a paz interior de nossas almas, porque as põe contra a misericórdia divina, como vimos no Evangelho de hoje. 
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7. Destarte, quando uma alma não é misericordiosa ela perde de imediato a comunhão com o Senhor que é misericordioso e sempre nos perdoa. O fato de julgarmos uns aos outros, revela a ausência da graça de Deus em nós, e com isso deixamos da amar para cultivar rancores e máguas que é um castigo que damos a nós mesmos quando julgamos.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 16 de março de 2025

Precisamos deixar este mundo e o seu barulho...


 Homilia do 2°Dom da Quaresma (Lc 9,28b-36)(16/03/25)

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1. Caríssimos irmãos e irmãs, a aliança de Deus com Abraão é a aliança de Deus com a humanidade, selada com o selo da fé, dom do Espírito Santo, dado a Abraão no seu encontro com o Senhor como vimos na primeira leitura. 
2. Decerto, hoje nós temos a fé que temos porque Abraão a transmitiu à todas as gerações por meio de sua decedência que tornou-se portadora do Espírito Santo e de todas as graças necessárias para a nossa salvação. 
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3. Com efeito, todas as graças recebidas até hoje pela humanidade tem na experiência da fé abraamica seu fundamento isso porque por meio da fé tudo é possível alcançar, como o Senhor mesmo nos ensinou (cf. Mc 9,23). 
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4. Sem dúvida, o verdadeiro entendimento das coisas de Deus só é possível aos que creem e seguem fielmente os seus mandamentos, porque é pela obediência da fé amamos o Senhor e Dele recebemos a purificação dos nossos pecados e a santificação das nossas almas.
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5. A vivência da fé passa pela experiência mística que é um abandonar-se em Deus numa entrega total; é vê naturalmente o invisível Divino; mas isso é dom, é graça concedida aos que o Senhor escolhe com essa finalidade, como vimos no Evangelho de hoje; eram doze os Apóstolos, porém, somente Pedro, João e Tiago alcançaram essa graça, no entanto, permaneceram em silêncio para depois da ressurreição do Senhor transmiti-la aos demais.
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6. Desse modo, compreendemos que a dinâmica do encontro com Deus tem no seguimento de Cristo a sua plenitude, pois é Ele que nos conduz ao Pai, como vimos nesse episódio da Transfiguração. Primeiro precisamos subir com o Senhor o Monte Tabor, isto é, deixar o mundo e seu barulho, para encontrar Deus no silêncio sagrado da oração. 
7. Segundo, tomar consciência da grandeza desse encontro como Pedro quando viu Jesus transfigurado, pleno de alegria, disse: "Senhor, é bom estarmos aqui"; terceiro, escutar à Voz do Pai: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!” "Escutai aquele que vos abre o caminho do Céu e, através do suplício da cruz, vos prepara os degraus para ascenderdes ao Reino.
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8. Nestes três apóstolos, a Igreja inteira aprendeu tudo o que eles viram com os seus olhos e ouviram com os seus ouvidos (cf 1Jo 1,1). Que a fé de todos seja, pois, fortalecida pela pregação do Santo Evangelho e que ninguém se envergonhe da cruz de Cristo, pela qual o mundo foi redimido." 
(São Leão Magno (?-c. 461), papa, doutor da Igreja). 
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 15 de março de 2025

Convicção, perseverança, desejo do céu...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,43-48)(15/03/25)

1. Caríssimos, a virtude da oração está sempre presente em todas as atividades do Senhor Jesus, e Ele a recomenda com o seu exemplo para todas as situações da nossa vida. De fato, a oração é como o ar que respiramos, ou seja, é a graça permanente que nos sustenta na prática da fé. 

2. É bem como meditamos no Evangelho segundo Lucas: "Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo. (Lc 18,1). E ainda: "Naqueles dias, Jesus retirou-se a uma montanha para rezar, e passou aí toda a noite orando a Deus." (Lc 6,12). 

3. Decerto, a oração é o lugar sagrado onde encontramos o Senhor e com Ele interagimos; felizes são aqueles que o encotram, o escutam e agem conforme lhes ensina, é bem como vimos nestas instruções que Moisés deu ao povo eleito na primeira leitura: 

4. “Hoje, o Senhor teu Deus te manda cumprir esses preceitos e decretos. Guarda-os e observa-os com todo o teu coração e com toda a tua alma... a fim de que sejas o povo santo do Senhor teu Deus, como ele prometeu”.

5. Então, quais virtudes nos ajudam a crescer nesse dom do Espírito Santo e que precisamos pedi-las insistentemente? A convicção de que estamos na presença de Deus, de que Ele nos ouve e nos respode; a perseverança na busca da sua vontade que nos leva a um viver santo; e o profundo desejo de que venha o seu reino de amor, justiça e paz.

6. Decerto, o sentido de toda oração é a perfeita comunhão com Deus aqui e por toda a eternidade. Como seria bom se puséssemos Deus no centro da nossa vida e das nossas decisões, como fez o seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo: "De mim mesmo não posso fazer coisa alguma. Julgo como ouço; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou." (Jo 5,30). 

7. Acontece que muitos se ocupam de tantas coisas, muitas das quais inúteis, e se esquecem da oração que nos leva à perfeita convivência com Deus; e com isso, passam a cultuar os ídolos que lhes convém. E o resultado nefasto desse desvario são as tragédias que vemos à todo instante, todos os dias. Sem dúvida, na mente em que não existe espaço para Deus, sobra espaço para o pecado, e os males que ele causa às almas.

8. Portanto, caríssimos, é por meio do dom da oração, que falamos com Deus e o escutamos; expomos nossas intenções e desejos e somos atendidos por Ele; desse modo, a nossa oração se torna portadora de todas as graças e bênçãos do Senhor, e chega a todos os lugares e pessoas por quem oramos, até mesmo àquelas que nos odeiam e nos perseguem.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 14 de março de 2025

A caridade fraterna revestida de reconciliação...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 5,20-26)(14/03/25)

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1. Caríssimos, o exercício que nos é proposto nesta liturgia quaresmal de hoje é a caridade fraterna revestida de reconciliação no trato com o próximo. De fato, precisamos aprender que, se falhamos e cometemos pecados, não podemos em hipótese alguma julgar, criticar ou condenar os outros. 
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2. Porque, como disse São Paulo, quem somos nós para julgarmos uns aos outros? "Assim, és inescusável, ó homem, quem quer que sejas, que te arvoras em juiz. Naquilo que julgas a outrem, a ti mesmo te condenas; pois tu, que julgas, fazes as mesmas coisas que eles." (Rm 2,1).
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3. De fato, um dos pecados mais cometidos é o julgamento do próximo, porque é uma das tentações mais frequentes. O fato é que esse pecado traz em si um veneno mortífero que atinge diretamente quem o comete tirando-lhe a paz e a alegria de viver. 
4. Todo vez que caímos nessa tentação, trazemos para as nossas almas os pecados que julgamos, a imagem negativa daqueles que julgamos, e isso ocupa o espaço da misericórdia divina em nossa vida, de modo que castigamos a nós mesmos com falta de paciência, raiva, críticas e tantas outras coisas nevativas. 
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5. Comentando este Evangelho, disse o Papa Francisco: "Jesus era prático, falava sempre com exemplos para se fazer compreender, pondo em confronto a Lei antiga e o que Ele nos diz. Começa pelo quinto mandamento do decálogo: «Ouvistes o que foi dito aos antigos: “Não matarás”. Eu, porém, vos digo que qualquer um que, sem motivo, se encolerizar contra o seu irmão, será réu de juízo» (vv. 21-22). 
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6. Com isso, Jesus recorda-nos que também as palavras podem matar! Quando se diz que uma pessoa tem língua de serpente, o que significa? Que as suas palavras matam! Portanto, não só não se deve atentar contra a vida do próximo, mas nem sequer fazer cair sobre ele o veneno da ira e da calúnia. Nem sequer falar mal dele.
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7. A quem o segue, Jesus propõe a perfeição do amor: um amor cuja única medida é não ter medida, é ir além de qualquer cálculo. O amor ao próximo é uma atitude tão fundamental que Jesus chega a afirmar que a nossa relação com Deus não pode ser sincera se não quisermos fazer as pazes com o próximo. 
8. E diz assim: «Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com o teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta» (vv. 23-24).
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9. Portanto, caríssimos, quem ama a Deus sobre todas as coisas, transborda esse amor pela prática do perdão e da misericórdia para com o proximo. "Por isso, disse São Paulo, não julgueis antes do tempo; esperai que venha o Senhor. Ele porá às claras o que se acha escondido nas trevas. Ele manifestará as intenções dos corações. Então cada um receberá de Deus o louvor que merece." (1Cor 4,5).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 13 de março de 2025

Oração, o dom mais praticado pela humanidade...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 7,7-12)(13/03/25)

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1. Caríssimos, a liturgia de hoje nos conduz a um dos exercícios quaremais mais praticado em todos os tempos na história da humanidade, trata-se da oração; esse dom é uma graça especial que nos é dada para vivermos em permanente comunhão com Deus nosso Pai celestial praticando atos de piedade e misericórdia conforme a sua santa vontade. 
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2. Em outras palavras, do limite em que estamos adentramos na sua eternidade conduzidos pelo Espírito Santo por meio do dom da oração. Aliás, a fé e a oração são como asas que nos elevam ao céu mesmo estando neste mundo, porque quem reza com fervor ultrapassa os limites da nossa natureza e das intempéries que tentam nos destruir. 
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3. De fato, o inferno estremece quando uma alma contrita e plena de devoção se une a Deus em oração. É isso o que vimos na primeira leitura de hoje que conta o episódio da rainha Ester em extrema aflição por seu povo que está prestes a ser eliminado pelos seus inimigos. 
4. Então, quais lições aprendemos com a rainha Ester nesse episódio? Primeira, a nossa extrema necessidade se transforma em total confiança quando ao Senhor recorremos em humilde oração. Segunda, quando dependemos de Deus totalmente, é sinal de que o amamos sobre todas as coisas e que Nele confiamos incondicionalmente para que se cumpra a sua santa vontade em nossa vida.
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5. No Evangelho de hoje, o Senhor Jesus nos ensina que a oração tem o poder de alcançar todas as graças necessárias para o bem estar das nossas almas e a nossa salvação. Disse Ele: "Pedi e vos será dado! Procurai e achareis! Batei e a porta vos será aberta! Pois todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra; e a quem bate, a porta será aberta. (Mt 7,7-8).
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6. O que isso quer dizer? Quer dizer que a fé aliada à oração nos leva à perfeita união com Deus e entre nós, e Ele que tem todo poder sobre o céu e a terra nos faz vencer todas as dificuldades que os inimigos naturais e sobrenaturais nos impõem, porque Ele é o único Senhor de todas as coisas e está sempre pronto a nos ajudar.
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7. Portanto, caríssimos, prostremo-nos diante do Senhor com esta oração de ação de graça do Salmo responsorial de hoje: "Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes.
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8. Naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma. Por isso, vos suplico: Completai em mim a obra começada; não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos! Ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Vosso amor é fiel eternamente." (Sl 137).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 11 de março de 2025

A CRUZ DE CRISTO É O GRANDE SINAL DA NOSSA SALVAÇÃO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 11,29-32)(12/03/25)

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1. Caríssimos, este mundo tornou-se um vale de lágrimas por causa dos pecados nele praticados, e não haverá mudança alguma enquanto homens e mulheres não se converterem e voltarem para Deus de todo coração com preces, jejuns e penitências, como aconteceu com os ninivitas ao ouvirem a pregação do Profeta Jonas como meditamos na primeira leitura.

2. De fato, fora da verdadeira conversão não existe nenhuma segurança, isto porque toda prática contrária à caridade de Cristo, é engano, é ilusão, pois, só quando nos voltamos para Ele de todo coração é que temos a graça do seu amor, a paz e a segurança que tanto precisamos; porque fora de Cristo nada e ninguém neste mundo poderá nos salvar.
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3. Decerto, o mais evidente sinal da presença de Deus neste mundo não são as coisas criadas, mas sim, o Seu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo, nascido do seio virginal de Maria, por obra e graça do Espírito Santo, e que caminha conosco presente na Santa Eucaristia e sua Palavra viva nos conduzindo ao reino dos céus.
4. Desse modo, tudo o que quisermos conhecer a respeito de Deus, somente em Cristo adquirimos tal conhecimento, como Ele mesmo disse: "Quem me vê, vê o Pai, eu e o Pai somos um." (cf. Jo 10, 30; 14,11). 
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5. "Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu hei de ressuscita-lo no último dia. Está escrito nos profetas: Todos serão ensinados por Deus (Is 54,13). Assim, todo aquele que ouviu o Pai e foi por ele instruído vem a mim." (Jo 6,44-45).
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6. Portanto, caríssimos, os homens buscam sinais exteriores para crer, no entanto, o único sinal mais que evidente à toda humanidade é a Paixão, morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, bem como está escrito: "E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim." (Jo 12,32).
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7. De fato, "Quem olhar para Ele com fé, isto é, quem acreditar que Cristo crucificado é o Filho de Deus, o Salvador, terá a vida eterna. Acolhendo n´Ele o dom do amor do Pai, os homens passam da morte do pecado à vida eterna." Em outras palavras, passa da fria incredulidade, para o calor da fé, para o aconchego do Seu infinito amor.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

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