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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Vem e segue-me...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 1,14-20)(12/01/26)

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1. Caríssimos, hoje a Igreja dá início ao Tempo Comum, em preparação à Quaresma e a Páscoa do Senhor; e na liturgia desse dia vemos como Jesus chamou os primeiros discípulos, introduzindo-os na Sua Escola de Santidade para que seguindo os seus passos se deixassem conduzir pelo Espírito Santo até atingirem a maturidade da fé no Seu seguimento.

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2. A respeito do chamado que Deus faz, o Profeta Isaías nos mostra que pelo fato do Senhor conhecer plenamente as suas criaturas as chama pessoalmente, diz o Profeta: "Levantai os olhos para o céu e olhai. Quem criou todos esses astros? 


3. Aquele que faz marchar o exército completo, e a todos chama pelo nome, o qual é tão rico de força e dotado de poder, que ninguém falta ao seu chamado." E são Paulo completa: "Pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis."

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4. O Evangelho de hoje nos mostra como Deus faz acontecer o Seu chamado, ou seja, na realidade de cada um dos seus filhos, lhes revelando o novo que os faz mudar os planos pessoais para o Seu Plano de Amor e Salvação, onde pela obediência e fidelidade seguem o Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.

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5. Caríssimos, ninguém que segue o Senhor Jesus o faz sem conhecer os seus planos. "E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. Ou seja, é tão preciso o chamado que por mais imperfeitos que sejamos é impossível não ouvi-lo.

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6. Ouçamos com atenção o que disse Santo Antônio de Pádua a respeito do chamado: "Jesus dirige-se a nós e nos diz: «Vem comigo», porque Eu conheço o melhor caminho e serei eu a conduzir-te." 


7. Bem como lemos no Livro dos Provérbios: «Eu te instruo no caminho da sa­bedoria e te encaminho pelas sendas da justiça; ao caminhares, não serão inse­guros os teus passos; se correres, não tropeçarás» Portanto, «vem comigo».

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 11 de janeiro de 2026

Solenidade do Batismo do Senhor...

 Solenidade do Batismo do Senhor (Mt 3,13-17)(11/01/26)

1. Caríssimos, hoje a Igreja celebra o Batismo de Jesus. E, com o Batismo do Senhor, encerra o tempo litúrgico do Natal e dá início ao chamado Tempo Comum, onde as celebrações seguem o ritmo ordinário da vida como preparação para o Tempo forte da Quaresma culminando com a Solenidade da Páscoa, que é o ápice da nossa fé, ou seja, o momento sublime em que Jesus vence a morte, o pecado, o inferno e o maligno.

2. A liturgia do Batismo de Jesus é o parâmetro perfeito do nosso batismo, pois nela o Senhor nos dá a conhecer o que acontece quando somos batizados; primeiro, se cumpre em nossa vida a justiça divina; segundo, recebemos o Espírito Santo que passa habitar as nossas almas; terceiro, o céu se abre para nós e Deus pessoalmente proclama a nossa filiação divina.

3. Com efeito, a palavra Sacramento significa Sinal Sagrado ou Teofania, pelo qual Deus age diretamente em nossas almas dando-nos as graças necessárias para a nossa salvação. O Batismo a Primeira Comunhão e o Crisma, são chamados Sacramentos da iniciação, pelos quais iniciamos a nossa caminhada para o céu como membros do Corpo de Cristo que é a Igreja Católica que tem sua sede em Roma.

4. Portanto, caríssimos, a Solenidade do Batismo do Senhor é para nós motivo de grande alegria, pois nele os céus se abriram, o Espírito Santo desceu visivelmente sobre Jesus em forma de pomba, e ouviu-se a voz de Deus, dizendo: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado.” 

5. De fato, o Senhor Jesus veio a este mundo para nos resgatar, permanecendo conosco até o fim dos tempos, como ouvimos do Profeta Isaías na primeira leitura: "Eis o meu servo - eu o recebo; eis o meu eleito - nele se compraz minh'alma; pus meu Espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações." 

6. Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações... Destarte, o Senhor Jesus se faz presente realmente na Santa Eucaristia e nos outros Sacramentos até o fim dos tempos.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 10 de janeiro de 2026

A humildade de São João Batista nos convida a sermos

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 3,22-30)(10/01/26)

1. "Caríssimos, esta é a confiança que temos no Filho de Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que possuímos o que havíamos pedido." (1Jo 5,14-15). É assim que São João começa a primeira leitura de hoje, nos remetendo à oração como encontro que gera os frutos da vontade de do Senhor Jesus em nossa vida.

2. Normalmente estamos acostumados a nos aproximar de Deus para pedir alguma coisa para nós ou para outros; no entanto, são João nos mostra que a oração, mais do que o meio pelo qual obtemos as graças de Deus; é relação, comunhão, ato de amor, de confiança, de humildade e das outras virtudes que revelam o quanto o Senhor nos ama e quer se unir a nós para que sejamos um só com Ele.

3. Desse modo, a oração, por assim dizer, é o lugar sagrado do encontro e da permanência com Cristo e em Cristo; e se vivermos essa interação com Ele, a nossa oração de intercessão é uma luz que ilumina as almas para leva-las ao arrependimento e ao perdão de que tanto precisam para voltar ao estado de graça.

4. De fato, quem vive na presença de Deus em oração para fazer a sua vontade não reinvidica para si algum dom ou privilégio que não seja para revelar que tudo pertence a Ele e que somente Nele se encontra a verdadeira felicidade.

5. Portanto, caríssimos, foi isso o que vimos no Evangelho de hoje por meio do testemunho de são João Batista: "Eu não sou o Messias, mas fui enviado na frente dele. É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa. É necessário que ele cresça e eu diminua.”

6. Discorrendo sobre a virtude da humildade disse Santa Hildegard de Bingen: "Deus realizou todas as suas obras com amor, humildade e paz, para que o homem apreciasse a humildade e compreendesse a paz, a fim de não sucumbir com aquele que, desde o início, zomba dessas virtudes. 

7. O amor e a humildade desceram à terra com o Filho de Deus, e acompanharam-no quando Ele voltou ao Céu. O amor arde nos Céus como a púrpura, e a humildade, na candura da retidão, afasta da Terra toda a impureza.

8. O amor é o ornamento das obras de Deus, qual pedra preciosa engastada num anel. A humildade manifestou-se e revelou-se na humanidade do Filho de Deus, brotou da pura Estrela do Mar, Maria. A humildade nada detém, tudo mantém no seio do amor. É no seu seio que Deus Se inclina para a Terra, e é pela humildade que reúne as virtudes."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

A fé é o dom de crer e interagir com Deus...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 5,12-16)(09/01/26)

1. Caríssimos, a fé é o dom precioso do Espírito Santo pelo qual nos unimos a Cristo, pondo em prática a Sua Palavra, para assim testemunharmos a Sua presença em nossa vida. De fato, pela experiência que temos, o testemunho é aquilo que dá autenticidade e segurança ao que acreditamos e vivemos; ou seja, significa a ausência de engano na prática fé que professamos. 

2. Com efeito, a liturgia de hoje trata da graça de crê e interagir com Deus, nosso Pai celestial, por meio do Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, a partir do testemunho de Deus. A esse respeito diz são João: "E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho não tem a vida. Eu vos escrevo estas coisas a vós que acreditastes no nome do Filho de Deus, para que saibais que possuís a vida eterna."

3. Aqui não se trata de possuir como o entendemos, mas sim de comunhão, obediência, fidelidade, humildade e amor incondicional; pois, quando falamos das graças de Deus, significa que são bens imateriais ou graças especiais que enriquecem nossas almas com a paz e a alegria de viver como filhos e filhas de Deus aqui e eternamente no Seu Reino.

4. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos dá a conhecer algumas atitudes que precisamos para nos manter autênticos em nossa fé. Primeiro, reconhecer que o pecado é uma espécie de lepra espiritual e que somente o Senhor pode nos libertar dela; segundo, a obediência à Sua Palavra é o meio pelo qual Ele confirma a nossa libertação; e por fim, sermos agradecidos de todo coração por nos ter concedido receber de suas mãos tão grande dádiva.

5. Rezemos então com santa Teresa D'Avila esta humilde oração: "Meu terno mestre, sois efetivamente o verdadeiro amigo! Sendo todo-poderoso, tudo o que quereis podeis. E nunca deixais de querer, para quem Vos ama. Tudo o que há no mundo Vos louve, Senhor! 

6. Como fazer ecoar a minha voz por todo o universo, para anunciar como sois fiel aos vossos amigos? Todas as criaturas podem faltar-nos: Vós, que sois o Senhor de todas elas, nunca nos faltareis. 

7. Aqueles que Vos amam não sofrem durante muito tempo! Ó meu Mestre, que delicadeza, que atenção, que ternura demonstrais para com eles! Sim, feliz daquele que nunca deixou de Vos amar! É verdade que tratais os vossos amigos com rigor, mas creio que é para que o vosso amor ressoe ainda mais fortemente nos momentos de maior sofrimento. 

8. Meu Deus, não tenho inteligência, nem talento, nem palavras novas para falar das vossas obras tal como a minha alma as concebe! Tudo me falta, meu Senhor. Mas desde que não me abandoneis, eu jamais Vos abandonarei. Sei por experiência com que proveitos fazeis sair da provação os que põem em Vós toda a confiança."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Deus está sempre conosco...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA(Lc 4,14-22a)(08/01/26)

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1. Caríssimos, a nossa certeza vem do céu, para onde estamos indo conduzidos por Jesus, o Filho amado de Deus, nosso Senhor; bem como rezamos no salmo 94: "Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão." Para as belíssimas pastagens eternas. 

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2. Com efeito, precisamos entender que a fé não é uma teoria nem uma filosofia de vida; mas o dom da evidência divina que nos faz interagir com o Senhor à todo instante do nosso viver. Por isso, precisamos manter essa graça que nos é dada pelo Espírito Santo, para vivermos na Sua presença e da Sua presença sem nunca perde-lo de vista, mesmo se formos acossados por todos os lados pelas tribulações deste mundo.

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3. É bem como nos ensina a Carta aos Hebreus: "Irmãos, corramos com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus. Em vez de gozo que se lhe oferecera, ele suportou a cruz e está sentado à direita do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente aquele que sofreu tantas contrariedades dos pecadores, e não vos deixeis abater pelo desânimo."

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4. O Evangelho de hoje narra o encontro de Jesus com os seus co-irmãos na Sinagoga de Nazaré, sua cidade, como era seu costume; porém, esse foi especial, porque nele inicia à sua missão: "Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir." "Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca."

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5. De fato, encontrar o Senhor Jesus e ouvi-lo, é tudo o que precisamos para termos o mesmo entusiasmo dos seus conterrâneos. Todavia, isso só é possível mediante a fé que professamos na sua presença viva na Santa Eucaristia; ao ouvi-lo falar nas Sagradas Escrituras e ao presenciar os seus milagres nas mesmas Escrituras. 

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6. Portanto, caríssimos, como afirma são Paulo também na mesma Carta aos Hebreus: "Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade. Por ele ofereçamos a Deus sem cessar sacrifícios de louvor, isto é, o fruto dos lábios que celebram o seu nome (Os 14,2)." (Hb 13,8.15).

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Vencendo com Cristo as tempestades do mar revolto deste mundo...

 # **📿 Destaques do Pequeno Sermão de Cada Dia**


**(Mc 6,45-52) — 07/01/2026**


## **1. A Barca de Pedro no Mar Revolto do Mundo**

**Destaque:** Permanecer na Igreja é permanecer seguro em meio às tempestades.

**Texto:** Vivemos no mar revolto deste mundo, marcado por crises, perseguições e incertezas. Contudo, enquanto permanecemos na Barca de Pedro, a Santa Igreja Católica, jamais estamos desamparados. Mesmo quando o Senhor nos manda seguir adiante em meio às ondas agitadas, Ele nunca nos abandona, ainda que, aos nossos olhos, pareça demorar.


## **2. O Medo dos Apóstolos e a Provação da Fé**

**Destaque:** O medo nasce quando perdemos de vista a presença do Senhor.

**Texto:** Os Apóstolos, em plena noite, enfrentavam o vento contrário e, ao verem Jesus caminhando sobre as águas, pensaram tratar-se de um fantasma. Estavam vigilantes, mas o medo obscureceu o reconhecimento do Senhor. Assim também acontece conosco quando a fé enfraquece diante das provações.


## **3. Crer sem Ver: O Caminho da Fé**

**Destaque:** A fé nos faz reconhecer Jesus mesmo nas tempestades.

**Texto:** A fé e a oração são dons do Espírito Santo que nos permitem conviver com Cristo de modo profundo e verdadeiro. Como o próprio Senhor ensinou: “Felizes os que creram sem ter visto”. Deus, embora invisível aos olhos, é profundamente sensível à nossa alma.


## **4. A Oração como Encontro e Diálogo**

**Destaque:** Rezar é amar e escutar o Senhor no silêncio interior.

**Texto:** A oração é um encontro íntimo com Jesus. Para escutá-Lo, é necessário o silêncio interior, pois sem ele ouvimos apenas nossos próprios pensamentos e o ruído do mundo. No recolhimento da alma, o Senhor fala e fortalece nossa fé.


## **5. Os Meios Concretos da Presença de Cristo**

**Destaque:** Cristo permanece conosco por caminhos seguros e santos.

**Texto:** Convivemos com o Senhor Jesus na Santa Eucaristia, na Sagrada Escritura — sua voz escrita —, na oração pessoal inspirada pelo Espírito Santo e na intercessão materna da Virgem Maria, especialmente pela oração do Santo Rosário.


## **🌿 Espiritualidade Franciscana**

São Francisco de Assis, em meio às tempestades da Igreja e do mundo de seu tempo, jamais abandonou a Barca de Pedro. Sua confiança absoluta em Cristo o fez atravessar mares agitados com serenidade, certo de que o Senhor caminha sempre ao encontro dos que perseveram na fé.


## **🕊️ Conclusão**

As tempestades da vida não são sinal da ausência de Deus, mas ocasião para amadurecer a fé. Jesus caminha sobre as águas do nosso medo e entra na barca quando O reconhecemos e confiamos n’Ele.


## **🙏 Oração Final**

Senhor Jesus, quando os ventos da vida se levantarem e o medo quiser dominar o nosso coração, faz-nos reconhecer a Tua presença. Aumenta a nossa fé, fortalece-nos na oração e conserva-nos sempre firmes na Barca da Tua Igreja. Por intercessão de Maria Santíssima, conduze-nos em segurança até o porto da salvação. Amém.


✍️ **Reflexão a partir do Sermão de Frei Fernando Maria OFMConv.**

🌿 **Paz e Bem!**

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Participando diretamente dos milagres de Cristo...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 6,34-44)(06/01/26)

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1. Caríssimos, por mais que queiramos entender como age o poder de Deus, jamais entenderemos, porque isso só é possível mediante a fé; fora dela, buscamos julgar tudo segundo os nossos critérios e raciocínios; no entanto, precisamos cempreender que a vontade e o poder de Deus nunca se ajustam aos nossos limites, porque são infinitos; todavia, aqueles que o amam acima de todas as coisas, compreendem de quanto o Seu Amor é capaz porque pode tudo.

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2. Decerto, existe uma tendência humana muitíssimo usada em nosso meio, é a de querer julgar tudo e todos segundo os próprios critérios ou pontos de vista, e por causa disso frequentemente pecamos por meio de falsos juízos e condenação dos outros. Mas, quem somos nós para querer julgar os outros e até mesmo Deus?

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3. Na primeira leitura de hoje, são João nos ensina que o único critério para entender e aceitar a vontade de Deus e acolher seu poder, é o amor, diz ele: "Caríssimos: amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. Quem não ama não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor."

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4. O Evangelho de hoje mostra uma cena dramática, uma multidão escuta atentamente Jesus, se deleita com a sua Palavra e os sinais extraordinários que realizava, mas, não tinha o que comer. "Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde. Despede o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer”.

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5. Com efeito, quando as nossas orações são cheias de preocupações e medos, nos esquecemos de escutar o Senhor Jesus para agir conforme a Sua vontade. Quem vive na presença do Senhor e faz comunhão com Ele, que é o Pão da vida eterna, sabe do quanto o Seu Amor é capaz de realizar em nossa vida e não nos deixar faltar nada.

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6. São João Crisóstomo, assim comentou esse Evangelho: "Reparemos no abandono confiante dos discípulos à providência de Deus nas necessidades da vida, o seu desprezo por uma existência luxuosa: eram doze, mas só tinham cinco pães e dois peixes. Não se importam com as coisas do corpo; consagram todo o seu zelo às coisas da alma. 


7. E mais, não guardaram as provisões para si: deram-nas ao Salvador assim que Ele lhas pediu. Aprendamos com este exemplo a partilhar o que temos com quem tem necessidade, mesmo que tenhamos pouco. 


8. Quando Jesus lhes pediu para Lhe darem os cincos pães não disseram: «E com que ficaremos? Onde encontraremos aquilo de que precisamos para as nossas necessidades pessoais?», mas obedeceram de imediato.

9. Tomando, pois, os pães, o Senhor partiu-os e confiou aos discípulos a honra de os distribuírem. Ele não queria apenas honrá-los com esse santo serviço; queria que participassem no milagre, para serem testemunhas convictas e não esquecerem o que se tinha passado diante dos seus olhos." (São João Crisóstomo). 

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

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