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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

As virtudes fundamentais da oração...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 7,24-30)(12/02/26)

1. Caríssimos, a fidelidade a Deus pela obediência à Sua Palavra, é uma grande virtude que traduz a nossa adesão total a Ele, porém, parecisamos perseverar até o fim nessa graça, principalmente quando somos tentados a relativisar a prática da nossa fé, ou seja, tentados a pensar que todos os outros credos são iguais ao nosso; quando na verdade não são. Respeitar quem os professa sim; porém, jamais ser condizentes ou aderir a eles.

2. Na primeira leitura vimos como Salomão foi infiel ao Senhor afastando-se Dele por meio de práticas religiosas não condizentes com a fé que professava. E o resultado nefasto de sua infidelidade foi a terrível divisão do povo eleito, resultando na decadência da fé e dos bons costumes em larga escala.

3. No Evangelho de hoje uma mulher, que não fazia parte do povo eleito, aproximou-se do Senhor Jesus e lhe fez uma ardente súplica em favor de sua filha atormentada por um demônio. A princípio o Senhor escutou, mas não lhe respondeu conforme havia suplicado; no entanto, ela apresentou ao Senhor as virtudes fundamentais da oração: fé, humildade, perseverança e esperança; desse modo, foi prontamente atendida.

4. Decerto, pelos exemplos que vemos nos Evangelhos, todos os que se aproximavam do Senhor Jesus eram atendidos em suas necessidades; exceto os escribas, fariseus e doutores da lei, por causa da dureza de coração; é que num coração repleto de orgulho, egoísmo e prepotência não existe espaço para a graça de Deus atuar livremente.

5. Portanto, caríssimos, quando a nossa oração é uma expressão da nossa comunhão com a vontade de Deus, ela apresenta as mesmas virtudes da oração da mulher cananéia, e por isso, também somos prontamente atendidos.

6. Então, escutemos com atenção esta exortação de São Tiago: "Aproximai-vos de Deus, e ele se aproximará de vós. Lavai as mãos, pecadores, e purificai os vossos corações, ó homens de dupla atitude. Reconhecei a vossa miséria, afligi-vos e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto e a vossa alegria em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará." (Tg 4,8-10).

7. Destarte, que ao aproximar-nos da mesa do Senhor, peçamos a graça de um coração manso e humilde, capaz de reconhecer que até as "migalhas" da Sua graça são suficientes para restaurar a nossa vida e as nossas famílias. Que a nossa perseverança na oração seja o testemunho vivo da nossa fidelidade a Deus, hoje e sempre.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Como manter-se em permanente estado de graça?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 7,14-23)(11/02/26). 

1. Caríssimos, a liturgia de hoje trata da vida interior, isto é, do estado de graça que significa a santificação de nossas almas pela permanente comunhão com o Senhor Jesus. Para isto ponhamos em prática o que nos ensina o Livro de Provérbios: "Guarda teu coração acima de todas as outras coisas, porque dele brotam todas as fontes da vida." (Pr 4,23).

2. Com efeito, eis o que disse o Senhor no Evangelho de hoje: “O que sai do homem, isso é que o torna impuro. Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas estas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem”. (Mc 7,20-23).

3. Decerto: "Quem se entrega a maus pensamentos não pode manter-se puro de pecados no seu homem exterior; e, se não arrancar os maus pensamentos do seu coração, é impossível que eles não o levem a praticar más obras. Devemos pois, cada um de nós, purificar-nos por dentro e por fora no Senhor e guardar os sentidos, mantendo-nos puros de qualquer atividade inspirada pelas paixões e pelo pecado."

4. "Travemos, pois, o combate da inteligência contra os demônios que falam por meio de maus pensamentos que chegam a nossa mente, a fim de não permitir que as suas vontades más passem para as nossas obras como pecados reais. Se arrancarmos o pecado do coração, encontraremos o reino de Deus em nós. Por esta ascese, mantenhamos, em nome de Deus, a pureza e uma contínua compunção de coração." (Filoteu do Sinai).

5. De fato, o pecado é algo que brota do nosso interior à medida que cedemos às tentações do inimigo. Todavia, Deus nos deu o livre arbítrio como a chave que fecha a porta de nossa alma não permitindo que o maligno fale. Por isso, o Senhor nos exorta: "Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." (Mt 26,41).

​6. Destarte, embora o pecado seja um mal terrível, ele não é incurável. A cura reside na nossa capacidade de vigilância e na sinceridade da nossa penitência. Se guardarmos os nossos sentidos — o olhar, o desejo e o pensamento — e mantivermos a memória de Deus viva em nós, as inclinações para a avareza ou a impureza ou outros pecados perdem a sua força dando lugar à quietude de nossa alma. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

A fé autêntica é dom do Espírito Santo...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 7,1-13)(10/02/26)

1. Caríssimos, existem certas atitudes que levam os homens a viverem de aparências, tirando-lhes a autenticidade de ser, e isso também pode acontecer na vivência da fé. Tais atitudes chamam-se incoerência, hipocrisia, porque os que as praticam caem em constante contradição, tornado o próprio viver um antro de perdição, por falta da prática das virtudes eternas.

2. A liturgia de hoje nos conduz à uma vivência autêntica da fé que tem como fundamento o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, pois, sem a vivência desse amor a prática da fé não passa de ritos estéreis e piedade aparente que em nada contribui para a salvação eterna das almas.

3. O Evangelho de hoje nos mostra o quanto a prática aparente da fé é prejudicial no relacionamento com Deus e com o próximo pela falta de caridade e de misericórdia com que deve ser vivida. Pois, a fé ao mesmo tempo que nos une a Cristo para interagirmos como Ele, nos conduz a partilha das graças e bênçãos recebidas com os nossos irmãos e irmãs.

4. Com efeito, meditando ainda o Evangelho de hoje vemos que o Senhor Jesus mostra aos fariseus e aos mestres da lei a gravidade do pecado da hipocrisia que eles estavam cometendo, pois, haviam criticado duramente os discípulos por não seguirem os costumes dos seus antepassados; e no entanto, eles burlavam frequentemente a lei de Deus usando como desculpa a prática desses costumes, por isso, disse o Senhor: "Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está distante de mim."

5. Portanto, caríssimos, quem a Deus se dirige humildemente é prontamente atendido em todas suas súplicas, assim como nos ensinou são Pedro: "Humilhai-vos, pois, debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele vos exalte no tempo oportuno. Confiai-lhe todas as vossas preocupações, porque ele tem cuidado de vós. (1Pd 5,6-7). E o Livro dos Provérbios conclui: "Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes." (Pr 3,34).

6. Destarte, a oração do rei Salomão após a introdução da Arca da Aliança no Templo de Jerusalém, é um belo e piedoso exemplo da autêntica vivência da fé: “Ó Senhor, Deus de Israel, não há Deus igual a ti nem no mais alto dos céus, nem aqui embaixo na terra; tu és fiel à tua misericordiosa aliança com teus servos, que andam na tua presença de todo o seu coração. Ouve as súplicas de teu servo e de teu povo Israel, quando aqui orarem. Escuta-os do alto da tua morada, no céu, escuta-os e perdoa!"

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Esta é a maior graça que existe...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 6,53-56)(09/02/26)

1. Caríssimos, meditando o Evangelho de hoje vimos que Jesus e os discípulos ao chegarem a Genesaré foram cercados por uma grande multidão que transportavam muitos enfermos pedindo para tocarem no Senhor; "E todos os que O tocavam ficavam curados." 

2. Ora, ter a graça da presença de Jesus com eles era sumamente importante, porque desse modo se sentiam acolhidos, amados, protegidos e libertados pelo o próprio Filho de Deus.

3. São Leão Magno, discorrendo sobre a presença de Jesus no meio de nós escreveu: "A pequenez humana foi assumida pela majestade de Deus, a nossa fraqueza pela sua força, a nossa submissão à morte pela sua imortalidade. 

4. Para pagar a dívida de nossa condição humana, a natureza inalterável de Deus uniu-Se à nossa natureza exposta ao sofrimento. Assim, para melhor nos curar, «o único mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo» (1Tm 2,5), tinha, por um lado, de poder morrer, e por outro de não poder morrer.

5. Foi portanto na plena e completa natureza de um verdadeiro homem que o verdadeiro Deus nasceu. Ele tomou a natureza do escravo sem a mácula do pecado; Ele levantou a humanidade sem abaixar a divindade.

6. Despojando-Se a Si mesmo (Fil 2,7), Aquele que era invisível tornou-Se visível; o Criador e Senhor de todas as coisas quis ser um mortal entre os outros mortais. Mas tudo isso foi um favor da sua misericórdia, e não uma derrota do seu poder. 

7. Tudo isso é de uma ordem nova: Aquele que excede qualquer limite quis ser limitado como nós, Aquele que já existia antes da criação do tempo começou a existir no tempo, o Senhor do universo tomou a forma de servo (Fil 2,7), mergulhando na sombra a grandeza infinita da sua majestade.

8. O Deus incapaz de sofrimento não desdenhou ser um homem capaz de sofrer, e Aquele que é imortal, submeter-Se às leis da morte. Com efeito, o mesmo Cristo que é verdadeiro Deus é também verdadeiro homem. Ele é verdadeiro Deus porque «no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus»; e é homem porque «o Verbo Se fez carne e habitou entre nós» (Jo 1,1.14).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Vós sois a luz do mundo, que brilhe as vossas boas obras...

 Homilia do 5°Dom do tempo comum (Mt 5,13-16)(08/02/26)

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1. Caríssimos, a liturgia deste domingo trata do discipulado de Cristo; Certa feita, disse o Senhor: "Eu sou a luz do mundo quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida." Isso quer dizer que todo aquele que o segue é iluminado por Ele e torna-se luz do mundo; é temperado pelo sal da graça santificante, pondo sabor em tudo o que faz, pois, essas virtudes revelam a Sua Vontade posta em prática.

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2. "O sal sensivelmente dá sabor ao pão e a todos os alimentos, impede certas carnes de apodrecerem, conservando-as durante muito tempo. Considera que o mesmo acontece com a guarda da inteligência, pois ela cumula de sabor divino tanto o homem interior como o homem exterior, expulsa o odor fétido dos maus pensamentos e permite-nos perseverar no bem."


3. "De uma sugestão nascem numerosos pensamentos e destes más ações sensíveis; mas quem, com Jesus, apaga imediatamente a primeira, evita as suas consequências e poderá enriquecer-se com o suave conhecimento divino pelo qual encontrará Deus, que está presente em toda a parte." (Hesíquio do Sinai).

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4. Com efeito, "Quando as nuvens de poeira se dissipam, o ar fica limpo; da mesma maneira, quando os fantasmas das paixões se dissipam diante de Jesus Cristo, o Sol da Justiça, nascem no coração pensamentos luminosos, semelhantes às estrelas. Pois Jesus ilumina o espaço sagrado do nosso coração" com a luz divina de Sua presença. 


5. Desse modo, a alma repousa em Deus na mais pura e sublime contemplação, envolvida por Sua Divina Misericórdia. Tudo isso é graça recebida e partilhada como fruta da salvação que experimenta da parte do Espírito Santo que a conduz. 

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6. ​Portanto, caríssimos, ser sal da terra e luz do mundo não é uma glória humana, mas uma graça que Deus nos dá para isto. Decerto, assim como o sal se dissolve para dar sabor e a luz se consome para iluminar, o discípulo é chamado a se doar totalmente a serviço do Reino de Deus. 


7. ​Que a Santíssima Virgem Maria, a Estrela da Manhã, nos ajude a manter acesa a chama viva da fé, preservando o sabor da santidade. Caminhemos, pois, com o coração inflamado por Jesus, transformando cada rincão deste mundo em um espaço sagrado de Sua presença e de Sua paz.

Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Precisamos da Sabedoria e da justiça para governar a nossa vida...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 6,30-34)(07/02/26)

1. Caríssimos, esse nosso mundo da comunicação fácil, do disse me disse, de tantas notícias falsas e de tantos enganos, no fundo no fundo está gritando, pedindo socorro, porque está afundando nas futilidades e nos prazeres fugazes, e nada há que preencha o vazio existencial dos que se dão à essas práticas, e por isso, agridem e são agredidos, uma vez que perderam o sentido do sagrado e fizeram do profano uma arma de combate contra os bons costumes.

2. Bem diferente desse nosso tempo é o que vemos na primeira leitura, em que o rei Salomão mantém a fé do seu pai Davi e a comunhão com Deus que em uma visão lhe pergunta o que gostaria de receber para governar o povo eleito, ao que ele respondeu: "Peço Sabedoria para governar com justiça," e recebeu. Pois, o Senhor lhe respondeu: "Já que pediste estes dons para praticar a justiça, vou satisfazer o teu pedido; dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti."

3. Com efeito, meditando o Evangelho de hoje nos chama a atenção o quanto as multidões procuravam o Senhor Jesus e os Apóstolos em busca dos seus ensinamentos e dos sinais que realizava em vista do bem de todos, ou seja, cumprindo esta profecia de Amós: "Virão dias – oráculo do Senhor Javé – em que enviarei fome sobre a terra, não uma fome de pão, nem uma sede de água, mas (fome e sede) de ouvir a palavra do Senhor." (Am 8,11).

4. Decerto, é isso o que vemos neste relato de são Marcos: "Os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. 

5. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas."

6. Portanto, caríssimos, existe um imenso abismo entre a comunicação deste mundo e a comunicação divina, isto é, a Palavra viva do Senhor Jesus, no entanto, é possível transpor esse abismo mediante a conversão e a fé, pois, quem ouve a Sua Palavra e faz dela a sua regra de vida no seio da Sua Santa Igreja, vive a verdadeira liberdade dos que foram perdoados e redimidos por seu sangue derramado em sacrifício pela nossa salvação.

7. Destarte, os homens dessa nossa geração estão entorpecidos por tantas más palavras proferidas e escutadas que só geram divisão, desconforto, violência e morte. Por isso, mais do que nunca precisam ouvir a Palavra que o Senhor Jesus profere para que pondo-a em prática tenham a vida eterna.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

A eternidade é o devir que vivemos desde já...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 6,14-29)(06/02/26)

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1. Caríssimos, o sentido de nossa vida é eterno e não podemos entender isso se não pusermos em prática o que o Senhor Jesus nos ensina: "Sede santos, assim como vosso Pai celeste é Santo." (Mt 5,48). E não existe outro caminho a ser percorrido neste mundo para atingirmos a santidade fora da cruz do Senhor; porque qualquer outra cruz, que não é a de Cristo, não nos conduz à ressurreição. 

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2. De fato, neste mundo somos tentados, perseguidos e maltratados, isto é, somos crucificados todos os dias; mas, sempre ressurgimos, porque é o Senhor mesmo quem nos conduz quando pomos em prática a sua Palavra, quando pela obediência a traduzimos em ações que nos levam a santidade.

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3. O Evangelho de hoje relata um dos episódios mais dolorosos do início do Novo Testamento, trata-se do assassinato de São João Batista, o qual sem culpa alguma foi degolado na prisão a mando do rei Herodes para satisfazer o ódio de Herodíades com quem vivia em adultério.

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4. Ora, o inocente João Batista encontra-se na glória de Deus, no Reino dos céus; quanto aos seus algozes que tramaram a sua morte, onde estão eles? Fiquemos certos de uma coisa, o livre arbítrio é o poder de decisão que rebemos de Deus somente para o bem; porém, se alguém usa-lo para o mal e morrer em pecado mortal, essa será a condição de sua alma por toda a eternidade.

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5. Portanto, caríssimos, são João Batista não hesitou em proclamar a verdade, mesmo sabendo que isso lhe custaria a liberdade e a própria vida. Ele compreendeu que a fidelidade a Deus é o tesouro mais precioso que um homem pode carregar, superior a qualquer banquete ou aprovação humana.


6. ​Desse modo, que o exemplo do Precursor nos ajude a manter o olhar fixo na eternidade, onde a justiça divina prevalece sobre a tirania dos homens. Não temamos as prisões deste mundo se nossa alma se mantiver livre no Senhor. Pois a verdadeira liberdade consiste em fazer a sua vontade em todos os sentidos de nossa vida.


7. Que Maria Santíssima nos auxilie a transformar cada cruz diária em um degrau de santidade, para que, ao final de nossa jornada, possamos também nós contemplar a face daquele que João Batista anunciou com tanto zelo.

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

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