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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

O Senhor Jesus nos cura da lepra do pecado...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 1,40-45)(15/01/26)

1. Caríssimos, o estado de graça nasce da obediência à vontade de Deus expressa nos santos mandamentos, nos ensinamentos do Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, nos escritos dos Apóstolos e da Santa Igreja; pois, não basta dizer que se crê em Deus, é preciso coerência entre o que se professa e a prática de tal profissão, caso contrário, se cai no pecado da hipocrisia por conta do falso testemunho se dar.

2. Esta liturgia de hoje nos mostra que a vivência da fé não exclui ninguém por mais pecador ou desprezado que seja pela sociedade, porém, isso não significa ser conivente com os pecados praticados, mas sim, de tratar com misericórdia os que foram atingidos pelo resultado dos próprios pecados ou do pecado dos outros. Ora, é isso o que vimos no Evangelho de hoje em que o Senhor Jesus curou um leproso que lhe suplicou a cura.

3. No entanto, o que mais nos chama a atenção é a desobediência do leproso que foi curado pelo Senhor, pois, mesmo recebendo uma firme advertência para não divulgar a cura, ele fez totalmente o contrário, e com isso, impediu até certo ponto a fluidez da evangelização como o Senhor o havia previsto. Daí percebemos que nem todos são enviados a proclamar a sua obra salvífica; porém, todos são chamados à obediência que lhe é devida.

4. São Paulo VI, em sua homilia sobre o dia mundial do leproso, disse: "O gesto afetuoso de Jesus, que Se aproxima dos leprosos para os reconfortar e curar, tem a sua expressão plena e misteriosa na sua Paixão. 

5. Torturado e desfigurado pelo suor de sangue, pela flagelação, pela coroação de espinhos, pela crucifixão; abandonado por aqueles que esqueceram o bem que Ele lhes tinha feito, na sua Paixão, Jesus identifica-Se com os leprosos, tornando-se sua imagem e símbolo."

6. Portanto, caríssimos, ainda nas palavras de são Paulo VI: "A Igreja sempre foi fiel à sua missão de anunciar a palavra de Cristo, unida a gestos concretos de misericórdia solidária para com os mais humildes, para com os últimos. Ao longo dos séculos, tem havido um crescendo de dedicação impressionante e extraordinária às pessoas afetadas pelas doenças humanamente mais repugnantes.

7. A história põe claramente em evidência que os cristãos foram os primeiros a preocupar-se com o problema dos leprosos. O exemplo de Cristo fez escola, e deu muitos frutos em atos de solidariedade, de dedicação, de generosidade e de caridade desinteressada."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

A oração é o dom espiritual que nos une a Deus para vencermos todos os males...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 1,29-39)(14/01/26)

1. Caríssimos, como ainda não atingimos a perfeição das virtudes que nos fazem santos, continuamos em luta contra nós mesmos e contra os perigos que percebemos da parte do inimigo de nossas almas; no entanto, enquanto estivermos nestas batalhas diárias, o Senhor estará sempre conosco nos concedendo as graças e bênçãos necessárias para permanecermos em comunhão com Ele, é isso o que nos ensina esta liturgia de hoje.

2. Todavia, nesta luta interior e exterior, a arma fundamental é a oração pela qual encontramos o Senhor e com Ele dialogamos com a finalidade de permanecermos fiéis à sua santa vontade para assim vencermos todas as tentações e todos os males. Se percebermos bem, entenderemos que somos tão preciosos aos olhos de Deus que Ele sacrificou seu próprio Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, para nos dar a salvação eterna.

3. No Evangelho de hoje vemos o exemplo de oração de intercessão dos Apóstolos, do povo que trouxe seus enfermos e endemoniados para serem curados pelo Senhor Jesus, e o exemplo da oração do Senhor. Em todas essas situações vemos o quanto é fundamental esse dom e como o nosso Pai celestial responde a todas elas libertando e salvando a todos que o procuram por meio do Seu amado Filho.

4. São João Cassiano (sec. IV) assim escreveu sobre o precioso dom da oração: "A oração modifica-se a cada instante, segundo o grau de pureza a que a alma chegou, mas também conforme a sua disposição atual, que pode ser espontânea ou devida a influências exteriores; e é certo que não permanece sempre idêntica a si mesma em cada pessoa.

5. Rezamos de forma diferente conforme temos o coração leve ou pesado de tristeza e desesperança; na embriaguez da vida sobrenatural ou na depressão de tentações violentas; quando imploramos o perdão dos nossos pecados ou quando pedimos uma graça, uma virtude, a cura de um vício; na compunção que o pensamento do inferno e o temor do juízo nos inspiram ou quando ardemos no desejo e na esperança dos bens futuros.

6. No meio de perigos e adversidades ou em paz e segurança; quando nos sentimos inundados de luz pela revelação dos mistérios do Céu ou quando estamos paralisados pela esterilidade da virtude e a secura do pensamento. 

7. Estes vários modos de oração serão seguidos por um estado ainda mais sublime e de elevação ainda mais transcendente: é um olhar só para Deus, um grande fogo de amor, onde a alma se funda e se afunda na santa dileção, entretendo-se com Deus como com um Pai, com enorme familiaridade, numa ternura de piedade toda especial."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Sua Palavra é Palavra de Vida Eterna...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 1,21b-28)(13/01/26)

1. Caríssimos irmãos e irmãs, a nossa vida é um misto de temporalidade e eternidade, em outras palavras, estamos no tempo a caminho da eternidade, e nesse percurso nos deparamos com o bem e com o mal, porém, depende de nossas escolhas e decisões a quem queremos servir, pois, tudo passa primeiro pelo crivo do nosso livre arbítrio para depois de decidido torna-se a nossa prática de vida.

2. Por isso, é fundamental a vida vivida em Cristo Jesus, "autor e consumador de nossa fé", porque somente Ele é a garantia da vitória sobre o inimigo de nossas almas, como afirma são Pedro quando indagado pelo Senhor: “Vós também vos quereis ir embora? Simão Pedro respondeu: A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”. (Jo 6,68-69).

3. No Evangelho de hoje, "Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei." Com efeito, por esse relato, se evidencia que Jesus é o Verbo de Deus, e sua Palavra tem todo poder sobre o céu e sobre a terra, porque é Palavra de vida eterna.

4. Decerto, também nesse Evangelho vimos que o demônio reconhece o Senhorio de Jesus e o porquê de sua vinda, pois, o Senhor o expulsa da obra da criação destruindo as suas ações, como relata são Marcos: "Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!”"

5. Portanto, caríssimos, o seguimento de nosso Senhor Jesus Cristo, é a garantia da nossa salvação eterna, ou seja, da nossa entrada no Reino de Deus, pela imortalidade de nossas almas para assim contemplarmos eternamente a Face de Deus como seus filhos e filhas. 

6. Destarte, peçamos ao Senhor Jesus, pela intercessão da sua mãe, Maria Santíssima, a graça da perseverança final para usofluírmos do benefício da nossa redenção conquistado pelo seu sacrifício de cruz.

7. "Senhor Jesus, que chamaste os primeiros discípulos no meio de sua vida simples, olha também para nós e chama-nos pelo nome. Dá-nos um coração dócil para responder ao Teu chamado e a coragem para Te seguir com fidelidade. Conduze-nos pelos caminhos da justiça até a plenitude da vida eterna. Tu que és Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo. Amém! Assim seja!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Vem e segue-me...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 1,14-20)(12/01/26)

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1. Caríssimos, hoje a Igreja dá início ao Tempo Comum, em preparação à Quaresma e a Páscoa do Senhor; e na liturgia desse dia vemos como Jesus chamou os primeiros discípulos, introduzindo-os na Sua Escola de Santidade para que seguindo os seus passos se deixassem conduzir pelo Espírito Santo até atingirem a maturidade da fé no Seu seguimento.

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2. A respeito do chamado que Deus faz, o Profeta Isaías nos mostra que pelo fato do Senhor conhecer plenamente as suas criaturas as chama pessoalmente, diz o Profeta: "Levantai os olhos para o céu e olhai. Quem criou todos esses astros? 


3. Aquele que faz marchar o exército completo, e a todos chama pelo nome, o qual é tão rico de força e dotado de poder, que ninguém falta ao seu chamado." E são Paulo completa: "Pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis."

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4. O Evangelho de hoje nos mostra como Deus faz acontecer o Seu chamado, ou seja, na realidade de cada um dos seus filhos, lhes revelando o novo que os faz mudar os planos pessoais para o Seu Plano de Amor e Salvação, onde pela obediência e fidelidade seguem o Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.

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5. Caríssimos, ninguém que segue o Senhor Jesus o faz sem conhecer os seus planos. "E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. Ou seja, é tão preciso o chamado que por mais imperfeitos que sejamos é impossível não ouvi-lo.

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6. Ouçamos com atenção o que disse Santo Antônio de Pádua a respeito do chamado: "Jesus dirige-se a nós e nos diz: «Vem comigo», porque Eu conheço o melhor caminho e serei eu a conduzir-te." 


7. Bem como lemos no Livro dos Provérbios: «Eu te instruo no caminho da sa­bedoria e te encaminho pelas sendas da justiça; ao caminhares, não serão inse­guros os teus passos; se correres, não tropeçarás» Portanto, «vem comigo».

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 11 de janeiro de 2026

Solenidade do Batismo do Senhor...

 Solenidade do Batismo do Senhor (Mt 3,13-17)(11/01/26)

1. Caríssimos, hoje a Igreja celebra o Batismo de Jesus. E, com o Batismo do Senhor, encerra o tempo litúrgico do Natal e dá início ao chamado Tempo Comum, onde as celebrações seguem o ritmo ordinário da vida como preparação para o Tempo forte da Quaresma culminando com a Solenidade da Páscoa, que é o ápice da nossa fé, ou seja, o momento sublime em que Jesus vence a morte, o pecado, o inferno e o maligno.

2. A liturgia do Batismo de Jesus é o parâmetro perfeito do nosso batismo, pois nela o Senhor nos dá a conhecer o que acontece quando somos batizados; primeiro, se cumpre em nossa vida a justiça divina; segundo, recebemos o Espírito Santo que passa habitar as nossas almas; terceiro, o céu se abre para nós e Deus pessoalmente proclama a nossa filiação divina.

3. Com efeito, a palavra Sacramento significa Sinal Sagrado ou Teofania, pelo qual Deus age diretamente em nossas almas dando-nos as graças necessárias para a nossa salvação. O Batismo a Primeira Comunhão e o Crisma, são chamados Sacramentos da iniciação, pelos quais iniciamos a nossa caminhada para o céu como membros do Corpo de Cristo que é a Igreja Católica que tem sua sede em Roma.

4. Portanto, caríssimos, a Solenidade do Batismo do Senhor é para nós motivo de grande alegria, pois nele os céus se abriram, o Espírito Santo desceu visivelmente sobre Jesus em forma de pomba, e ouviu-se a voz de Deus, dizendo: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado.” 

5. De fato, o Senhor Jesus veio a este mundo para nos resgatar, permanecendo conosco até o fim dos tempos, como ouvimos do Profeta Isaías na primeira leitura: "Eis o meu servo - eu o recebo; eis o meu eleito - nele se compraz minh'alma; pus meu Espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações." 

6. Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações... Destarte, o Senhor Jesus se faz presente realmente na Santa Eucaristia e nos outros Sacramentos até o fim dos tempos.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 10 de janeiro de 2026

A humildade de São João Batista nos convida a sermos

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 3,22-30)(10/01/26)

1. "Caríssimos, esta é a confiança que temos no Filho de Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que possuímos o que havíamos pedido." (1Jo 5,14-15). É assim que São João começa a primeira leitura de hoje, nos remetendo à oração como encontro que gera os frutos da vontade de do Senhor Jesus em nossa vida.

2. Normalmente estamos acostumados a nos aproximar de Deus para pedir alguma coisa para nós ou para outros; no entanto, são João nos mostra que a oração, mais do que o meio pelo qual obtemos as graças de Deus; é relação, comunhão, ato de amor, de confiança, de humildade e das outras virtudes que revelam o quanto o Senhor nos ama e quer se unir a nós para que sejamos um só com Ele.

3. Desse modo, a oração, por assim dizer, é o lugar sagrado do encontro e da permanência com Cristo e em Cristo; e se vivermos essa interação com Ele, a nossa oração de intercessão é uma luz que ilumina as almas para leva-las ao arrependimento e ao perdão de que tanto precisam para voltar ao estado de graça.

4. De fato, quem vive na presença de Deus em oração para fazer a sua vontade não reinvidica para si algum dom ou privilégio que não seja para revelar que tudo pertence a Ele e que somente Nele se encontra a verdadeira felicidade.

5. Portanto, caríssimos, foi isso o que vimos no Evangelho de hoje por meio do testemunho de são João Batista: "Eu não sou o Messias, mas fui enviado na frente dele. É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa. É necessário que ele cresça e eu diminua.”

6. Discorrendo sobre a virtude da humildade disse Santa Hildegard de Bingen: "Deus realizou todas as suas obras com amor, humildade e paz, para que o homem apreciasse a humildade e compreendesse a paz, a fim de não sucumbir com aquele que, desde o início, zomba dessas virtudes. 

7. O amor e a humildade desceram à terra com o Filho de Deus, e acompanharam-no quando Ele voltou ao Céu. O amor arde nos Céus como a púrpura, e a humildade, na candura da retidão, afasta da Terra toda a impureza.

8. O amor é o ornamento das obras de Deus, qual pedra preciosa engastada num anel. A humildade manifestou-se e revelou-se na humanidade do Filho de Deus, brotou da pura Estrela do Mar, Maria. A humildade nada detém, tudo mantém no seio do amor. É no seu seio que Deus Se inclina para a Terra, e é pela humildade que reúne as virtudes."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

A fé é o dom de crer e interagir com Deus...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 5,12-16)(09/01/26)

1. Caríssimos, a fé é o dom precioso do Espírito Santo pelo qual nos unimos a Cristo, pondo em prática a Sua Palavra, para assim testemunharmos a Sua presença em nossa vida. De fato, pela experiência que temos, o testemunho é aquilo que dá autenticidade e segurança ao que acreditamos e vivemos; ou seja, significa a ausência de engano na prática fé que professamos. 

2. Com efeito, a liturgia de hoje trata da graça de crê e interagir com Deus, nosso Pai celestial, por meio do Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, a partir do testemunho de Deus. A esse respeito diz são João: "E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho não tem a vida. Eu vos escrevo estas coisas a vós que acreditastes no nome do Filho de Deus, para que saibais que possuís a vida eterna."

3. Aqui não se trata de possuir como o entendemos, mas sim de comunhão, obediência, fidelidade, humildade e amor incondicional; pois, quando falamos das graças de Deus, significa que são bens imateriais ou graças especiais que enriquecem nossas almas com a paz e a alegria de viver como filhos e filhas de Deus aqui e eternamente no Seu Reino.

4. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos dá a conhecer algumas atitudes que precisamos para nos manter autênticos em nossa fé. Primeiro, reconhecer que o pecado é uma espécie de lepra espiritual e que somente o Senhor pode nos libertar dela; segundo, a obediência à Sua Palavra é o meio pelo qual Ele confirma a nossa libertação; e por fim, sermos agradecidos de todo coração por nos ter concedido receber de suas mãos tão grande dádiva.

5. Rezemos então com santa Teresa D'Avila esta humilde oração: "Meu terno mestre, sois efetivamente o verdadeiro amigo! Sendo todo-poderoso, tudo o que quereis podeis. E nunca deixais de querer, para quem Vos ama. Tudo o que há no mundo Vos louve, Senhor! 

6. Como fazer ecoar a minha voz por todo o universo, para anunciar como sois fiel aos vossos amigos? Todas as criaturas podem faltar-nos: Vós, que sois o Senhor de todas elas, nunca nos faltareis. 

7. Aqueles que Vos amam não sofrem durante muito tempo! Ó meu Mestre, que delicadeza, que atenção, que ternura demonstrais para com eles! Sim, feliz daquele que nunca deixou de Vos amar! É verdade que tratais os vossos amigos com rigor, mas creio que é para que o vosso amor ressoe ainda mais fortemente nos momentos de maior sofrimento. 

8. Meu Deus, não tenho inteligência, nem talento, nem palavras novas para falar das vossas obras tal como a minha alma as concebe! Tudo me falta, meu Senhor. Mas desde que não me abandoneis, eu jamais Vos abandonarei. Sei por experiência com que proveitos fazeis sair da provação os que põem em Vós toda a confiança."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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