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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Bem-aventurados são todos os filhos e filhas de Deus...

 Solenidade de Todos os Santos e santas (Mt 5,1-12a)(1/11/26)

1. Amados irmãos e amadas irmãs, a Santa Igreja hoje celebra a Solenidade de todos os santos e santas, que são nossos intercessores no céu onde gozam a felicidade eterna na presença de Deus contemplando a Sua Divina Face. Com efeito, nesta liturgia de hoje o Senhor Jesus nos aponta o caminho da perfeição eterna percorrido por eles sob o impulso da Sua graça, pela prática das Bem-aventuranças.

2. Mas, afinal, quem são os bem-aventurados? São todos os filhos e filhas de Deus que seguiram fielmente nosso Senhor Jesus Cristo neste mundo dando por Ele a própria vida; ora, todos nós temos conhecimento do nosso livre arbítrio, e aqui neste mundo, ele é o nosso paraíso; e dele temos a chave que o abre e fecha, trata-se das virtudes da fidelidade, obediência e o amor incondicional ao nosso Senhor como reza o primeiro mandamento.

3. De fato, a santidade é a vontade de Deus realizada em todos os sentidos da vida, como o Senhor Jesus nos ensinou: "Sede santos como o vosso Pai celeste é Santo." (Mt 5,48). Ora, na Palavra que o Senhor nos fala já está o poder de se cumpri-la; Sua Palavra é criadora, redentora e realizadora da Sua vontade, quem a obedece torna-se morada da Santíssima Trindade; quem não a obedece, não o segue, porque não o ama.(cf. Jo 14,23-24)

4. Meditando este Evangelho de hoje vemos que o Senhor Jesus nos ensina a via da perfeição que nos leva ao céu: "Bem-aventurados os pobres de coração, porque deles é o Reino dos Céus». Podemos perguntar-nos como pode ser feliz uma pessoa pobre de coração? Ora, ela é aquela cujo único tesouro que possui é o Reino dos Céus.

5. "Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados." Como podem ser felizes, aqueles que choram? São os que têm a capacidade de se comover, de sentir no coração a dor que existe na sua própria vida e na dos outros. Eles são felizes, porque a mão terna de Deus Pai os consola e acaricia." E assim são as outras bem-aventuranças.

6. Portanto, caríssimos, escutemos com atenção esta exortação de são Teodoro Estudita (séc. VIII): "Rejubilai, peço-vos, cidadãos dos Céus, embora exilados neste mundo; habitantes da Jerusalém celeste (cf Gal 4,26), embora banidos dos assuntos deste mundo; herdeiros do reino dos Céus, embora deserdados e não tendo parte nos prazeres terrenos!

7. Sim, meus filhos, reunidos por Deus, alimentai-vos do alimento do Espírito e bebei a água dada pelo Senhor; quem vier a possuir esta água nunca mais terá sede, pois ela será para ele uma fonte que jorra para a vida eterna (cf Jo 4,14). Mais um pouco e teremos vencido. E seremos felizes, como felizes serão chamados os locais, os pais e as pátrias que vos terão gerado (cf Lc 11,27-28).

8. Destarte, por vezes somos tentados a pensar que a santidade é um privilégio de poucos, quem sabe daqueles que a Santa Igreja já proclamou; mas estes foram proclamados como modelos de perfeição por seguirem fielmente o Senhor Jesus, como por exemplo são Francisco de Assis, santa Clara, e todos os outros santos e santas que se encontram no céu. Decerto, isso significa que nós também estamos fazendo o mesmo percurso que eles fizeram.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

O convite do Senhor Jesus está feito, porém, quem o aceita?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 14,15-24)(3/11/26). 

1. Amados irmãos e irmãs, em uma de suas admoestações disse são Francisco de Assis: "Somos o que somos aos olhos de Deus e nada mais." Ora, aos olhos de Deus nós somos seus filhos e filhas nascidos da água e do Espírito Santo no batismo. No entanto, será que estamos vivendo realmente como seus filhos e filhas?

2. De fato, a nossa vida só tem sentido quando vivida por amor a Deus, pois esse é o motivo mais sublime que existe seguindo o primeiro mandamento. Mas não é isso o que tem acontecido atualmente na face da terra, uma vez que a desobediência às leis de Deus é tão grande que este mundo mais parece um inferno, pela maldade praticada e pela cultura de morte presente em todas as classes sociais.

3. Sem dúvida, a vida é o maior presente que Deus nos deu, no entanto, poucos são aqueles que a sabem administrar com prudência e retidão. Por isso, fiquemos atentos a esta exortação do Senhor: "Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida? Ou que dará o homem em troca da sua vida?" (Mc 8,36-37). Isto significa que a vida não termina com a morte natural.

4. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus, conta a parábola de um homem que deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. No entanto, todos os convidados rejeitaram o seu convite, dando como desculpa os interesses pessoais; também hoje se repete o mesmo convite e por incrível que pareça tem sido rejeitado de igual modo. 

5. No entanto, o homem os substituiu pelos pobres, aleijados, cegos e coxos e até mesmo por aqueles que foram encontrados nos caminhos e atalhos da vida. Isso significa que o convite são os ensinamentos do Senhor para o siguirmos rumo ao seu Reino de amor, justiça e paz.

6. Decerto, eis o que diz o Senhor: "muitos são os chamados, e poucos os escolhidos." (Mt 22,14). Porque, “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o reino de Deus.” (Lc 9,62). "Mas, aquele que a tudo renuncia por amor de mim e do Evangelho, disse o Senhor, esse terá a vida eterna." (cf. Mt 19,29).

7. Portanto, caríssimos, felizes são aqueles que escutam a voz do Senhor e o seguem fielmente, porque o tempo é breve e urgente, e a sua Parusia se aproxima, porém, aí daqueles que mesmo escutando-o não atendem ao seu convite; estes certamente não serão admitidos no seu banquete nupcial. Esta é a realidade de quem ignora o chamado do Senhor. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

A vida em Cristo não finda com a morte...

 Comemoração dos fiéis defuntos (Jo 6,37-40 (2/11/26)

1. Caríssimos, hoje a Igreja celebra a comemoração dos seus filhos e filhas que partiram desta vida e já se encontram na casa do Pai. Com efeito, para aqueles que ainda não crêem na ressurreição, a morte é o acontecimento mais temível, por ser inevitável. 

2. No entanto, para nós que cremos em Cristo, ela é a Páscoa mais esperada, pois foi isso que o Senhor nos ensinou: "Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. 

3. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais." (Jo 14,1-3). "Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”. (Jo 6,40).

4. São Paulo na sua Carta aos Filipenses, escreveu: "Meu ardente desejo e minha esperança são que em nada serei confundido, mas que, hoje como sempre, Cristo será glorificado no meu corpo (tenho toda a certeza disto), quer pela minha vida quer pela minha morte. Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro." (Fl 1,20-21).

5. De fato, a história da salvação encontra sua plenitude na ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, porque por ela Deus Pai renovou todas as coisas, nos fazendo participantes de sua natureza divina, nos dando em Cristo a vida eterna que só a Ele pertence. 

6. Portanto, caríssimos, ao dirigir-nos às sepulturas de nossos antepassados recordando com a amor o testemunho de fé que viveram entre nós, renovamos a certeza da Ressurreição do Senhor e a nossa, na esperança de nos encontrarmos na felicidade eterna que Deus reservou como herança para aqueles que o amam.

7. Destarte, celebrar os fiéis defuntos à luz do Evangelho de hoje transforma o luto em esperança ativa. Rezamos por eles e lembramo-nos da nossa própria fragilidade, renovando o compromisso de mantermos as nossas lâmpadas acesas até ao dia do abraço definitivo na casa do Pai.

Paz e Bem! 

Frei Fernando Maria OFMConv. 

sábado, 31 de outubro de 2026

Os humildes serão exaltados...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 14,1.7-11)(31/10/26)

1. Caríssimos a morte é tão certa quanto a vida natural que vivemos. Todavia, pelo fato de termos ressuscitados com Cristo no batismo (cf. Rm 6,3-4), ela se tornou a nossa páscoa, isto é, a nossa passagem deste mundo à glória do Seu Reino. É isto que vimos na primeira leitura de hoje, em que são Paulo afirma: "Se a minha firmeza continuar total, como sempre, então Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. Pois para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro." (Fl 1,20b.21).

2. Com efeito, por vivermos envolvidos com as coisas e preocupações deste mundo, que só geram insegurança, medo, falta de fé, incerteza e tantas outras coisas negativas, facilmente nos esquecemos do essencial que gera a verdadeira paz em nossas almas, ou seja, a busca incessante do Reino de Deus e da sua justiça como meditamos no Evangelho segundo Mateus. (cf. Mt 6,33-34). 

3. De fato, neste nosso mundo tecnológico, muitos por vício ou mau costume, dão mais tempo à Internet e à outros meios de comunicação do que à vida de oração e o recolhimento, e o resultado de tal comportamento é o vazio existencial, ou seja, a ausência de Deus em tais almas.

4. Decerto, convém lembrar que tempo é vida, quem dá tempo a Deus recebe todas as graças e com elas a vida eterna; mas, quem tira o tempo de Deus para dar às coisas fúteis deste mundo (cf. 1Jo 2,15-17) nada tem além da falta de paz, porque a verdadeira paz nasce da nossa comunhão com a vontade do Senhor presente nos mandamentos, nos sacramentos e na sua prática. 

5. No Evangelho de hoje, como narra são Lucas: "Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola..." e concluiu com o seguinte axioma: "Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”. (Lc 14,11).

6. Portanto, caríssimos, não existe estado de graça sem a devida comunhão com o Senhor por meio da Santa Eucaristia, da oração do coração feita no silêncio de nossa mente; da prática da Sua Palavra e das obras de misericórdia. 

7. De modo que, fora do estado de graça a alma carrega somente o barulho dos pecados cometidos neste mundo. Porém, para dele se livrar basta buscar a Misericórdia do Senhor e o seu perdão com verdadeiro arrependimento no Sacramento da reconciliação para voltar à perfeita comunhão com o Senhor. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

A intolerância é uma das piores doenças espirituais que existe...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 14,1-6)(30/10/26)

1. Caríssimos, em se tratando da vivência da fé, não cabe nela a incoerência, pois essa é uma das piores doenças espirituais que existe; isto porque nega a fé mesmo dizendo que a professa. Pois, sem coerência não existe testemunho verdadeiro, uma vez que a fé, é um dom do Espírito Santo para pormos em prática a Santa Palavra de Deus.

2. São João, na sua primeira carta, assim nos explica isso: "Aquele que diz conhecer o Senhor, mas não guarda os seus mandamentos, é mentiroso e a verdade não está nele. Aquele, porém, que guarda a sua Palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito." (1Jo 2,4-5a).

3. São Paulo, em uma de suas cartas, nos mostra que por causa da incoerência, o povo eleito afastou-se de Deus de tal maneira a ponto de matar os profetas e seu próprio Filho, Jesus Cristo, porque, ao invés de pôr em prática a sua Palavra, a negava por meio da falta de coerência.

4. O Profeta Isaías nos alerta sobre isso na sua profecia, dizendo que quem vive de aparências, esconde uma multidão de pecados em sua alma, por isso, precisa se converter ao Senhor para ter comunhão com Ele por uma prática que lhe agrade. (cf. Is 1,12-31). 

5. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus chama a atenção dos Fariseus e dos Mestres da Lei sobre o grave pecado da incoerência, pois, o objetivo da Lei é a salvação das pessoas que a seguem, e não a falsa interpretação dela, pois, isso leva os incoerentes a condenar a si mesmo até mesmos e os inocentes que acusam.

6. Portanto, caríssimos, todos aqueles que deixam a misericórdia pela acusação e condenação dos seus irmãos, tarnam-se agentes do inimigo de nossas almas, falsos moralistas, fariseus hipócritas, por não reconhecerem que estamos no tempo de prova e da Divina Misericórdia.

7. Destarte, os sinais e prodígios do Senhor Jesus em nossa vida, são pura comprovação do quanto Ele nos ama e nos trata com profunda Misericórdia, para nos dar a salvação. Pois, o milagre ou prodígio revela a Sua Presença em nosso meio, nos libertando de todos os males físicos, psíquicos e espirituais.

8. Amados irmãos e amadas irmãs, a fé não precisa de milagres para ser autêntica, na verdade ela já é o grande milagre que Deus nos deu quando recebemos o santo batismo, que nos leva a viver coerentemente como seus filhos e filhas neste mundo testemunhando Cristo ressuscitado, vencedor do pecado e da morte.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Como entender os nossos sofrimentos?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 13,31-35)(29/10/26)

1. Caríssimos, o sofrimento é uma pedra de tropeço quando este advém dos pecados cometidos; mas, para nós que acreditamos em Jesus, ele é meio para aflorar as virtudes eternas presentes em nossas almas criadas "à imagem e semelhança" de Deus. Ora, Deus poderia nos salvar sem sofrimento algum; mas, por que Ele escolheu essa via como o meio mais eficaz para a nossa salvação?

2. A resposta está nestas palavras de Jesus, a Paulo: "Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força." (2Cor 12,9). E ainda na Carta aos Hebreus: "Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade. Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve." (Hb 5,7-8).

3. Com efeito, um exemplo dos sofrimentos do Senhor Jesus vemos no Evangelho de hoje em que Ele sofreu ameaça de morte por parte de Heródes, ao que respondeu: "Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém."

4. De fato, o sofrimento humano é um grande mistério que só pode ser compreendido quando associado aos sofrimentos de Cristo. São Paulo na Carta aos Romanos nos aponta um futuro glorioso infinitamente superior à todos os sofrimentos que aqui padecemos: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Contanto que soframos com Cristo para que também com Ele sejamos glorificados." (Rm 8,18.17b).

5. Portanto, caríssimos, sem dúvida o sofrimento é a grande fraqueza presente em toda criação, mas é também por ele que Deus revela a Sua Onipotência Divina, por meio do Seu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo, que por sua morte e ressurreição, venceu o pecado, o sofrimento e a morte e nos deu a vida eterna. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Cristo é a Igreja e a Igreja é Cristo, como entender isso?

 Festa Dos Apóstolos São Simão e São Judas Tadeu (Lc 6,12-19)(28/10/26)

1. Amados irmãos e amadas irmãs, a Igreja hoje celebra a Festa dos Apóstolos São Simão e São Judas Tadeu, que foram martirizados ao anunciarem o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, a remissão dos pecados e a vinda do Reino de Deus quando da Sua Parusia, ou seja, da sua vinda gloriosa. 

2. Aliás, o próprio Senhor assim os enviou: "Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo." (Mt 28,19-20). Ou seja, a Igreja é Cristo, e Cristo é a Igreja, e nós somos os seus membros, da qual Ele é a cabeça. 

3. Comentando esse Evangelho, disse o Papa Bento XVI: "Ao escolher os Doze, introduzindo-os numa comunhão de vida consigo mesmo e tornando-os participantes na sua missão de proclamar o Reino por palavras e obras, Jesus revela que chegou o momento definitivo em que o povo de Deus, o povo das doze tribos, se constitui uma vez mais, e se torna agora um povo universal, a sua Igreja. 

4. Pela sua própria existência, os Doze - chamados de diferentes origens - tornam-se um apelo a todo o Israel para se converterem e se deixarem reunir na Nova Aliança, o cumprimento pleno e perfeito da Antiga. Decerto, essa é a prova de que a nossa salvação é obra de Deus e não dos homens, pois se fosse depender somente deles não haveria salvação alguma. 

5. De fato, os doze Apóstolos são assim o sinal mais claro da vontade de Jesus no que diz respeito à existência e missão da sua Igreja, a garantia de que não há oposição entre Cristo e a Igreja: eles são inseparáveis, apesar dos pecados dos homens que a compõem. 

6. Um slogan da moda há alguns anos atrás, dizia: "Jesus sim, Igreja não" é, portanto, completamente irreconciliável com a intenção de Cristo. Este Jesus individualista escolhido é um Jesus fantasioso. Não podemos ter Jesus sem a realidade que Ele criou e na qual Ele permanece e se comunica. Entre o Filho de Deus feito carne e a sua Igreja existe uma continuidade profunda, inseparável e misteriosa, em virtude da qual Cristo está hoje presente no seu povo. 

7. Ele é sempre contemporâneo conosco, é sempre contemporâneo na Igreja construída sobre a fundação dos Apóstolos, e está vivo na sucessão Apostólica. E esta presença dos Seus na comunidade, na qual Ele próprio se nos dá sempre, é a razão da nossa alegria. Sim, Cristo está conosco" na Sua Igreja, que é a parte visível do Reino de Deus neste mundo.

8. Portanto, caríssimos, pensar a Igreja sem Cristo, essa não existe, pois não é uma instituição humana, mas sim divina, como o Senhor mesmo afirma: "E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus." (Mt 16,18-19).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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