PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 5,12-16)(09/01/26)
1. Caríssimos, a fé é o dom precioso do Espírito Santo pelo qual nos unimos a Cristo, pondo em prática a Sua Palavra, para assim testemunharmos a Sua presença em nossa vida. De fato, pela experiência que temos, o testemunho é aquilo que dá autenticidade e segurança ao que acreditamos e vivemos; ou seja, significa a ausência de engano na prática fé que professamos.
2. Com efeito, a liturgia de hoje trata da graça de crê e interagir com Deus, nosso Pai celestial, por meio do Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, a partir do testemunho de Deus. A esse respeito diz são João: "E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho não tem a vida. Eu vos escrevo estas coisas a vós que acreditastes no nome do Filho de Deus, para que saibais que possuís a vida eterna."
3. Aqui não se trata de possuir como o entendemos, mas sim de comunhão, obediência, fidelidade, humildade e amor incondicional; pois, quando falamos das graças de Deus, significa que são bens imateriais ou graças especiais que enriquecem nossas almas com a paz e a alegria de viver como filhos e filhas de Deus aqui e eternamente no Seu Reino.
4. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos dá a conhecer algumas atitudes que precisamos para nos manter autênticos em nossa fé. Primeiro, reconhecer que o pecado é uma espécie de lepra espiritual e que somente o Senhor pode nos libertar dela; segundo, a obediência à Sua Palavra é o meio pelo qual Ele confirma a nossa libertação; e por fim, sermos agradecidos de todo coração por nos ter concedido receber de suas mãos tão grande dádiva.
5. Rezemos então com santa Teresa D'Avila esta humilde oração: "Meu terno mestre, sois efetivamente o verdadeiro amigo! Sendo todo-poderoso, tudo o que quereis podeis. E nunca deixais de querer, para quem Vos ama. Tudo o que há no mundo Vos louve, Senhor!
6. Como fazer ecoar a minha voz por todo o universo, para anunciar como sois fiel aos vossos amigos? Todas as criaturas podem faltar-nos: Vós, que sois o Senhor de todas elas, nunca nos faltareis.
7. Aqueles que Vos amam não sofrem durante muito tempo! Ó meu Mestre, que delicadeza, que atenção, que ternura demonstrais para com eles! Sim, feliz daquele que nunca deixou de Vos amar! É verdade que tratais os vossos amigos com rigor, mas creio que é para que o vosso amor ressoe ainda mais fortemente nos momentos de maior sofrimento.
8. Meu Deus, não tenho inteligência, nem talento, nem palavras novas para falar das vossas obras tal como a minha alma as concebe! Tudo me falta, meu Senhor. Mas desde que não me abandoneis, eu jamais Vos abandonarei. Sei por experiência com que proveitos fazeis sair da provação os que põem em Vós toda a confiança."
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.