PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 12,35-38)(20/10/26)
1. Amados irmãos e amadas irmãs, por que é tão importante a nossa oração pessoal ou comunitária? Porque ela é um dom do Espírito Santo que nos leva ao encontro com Deus, que nos dá a graça conversar com Ele e de escuta-lo no mais íntimo de nossas almas em resposta às nossas necessidades.
2. De fato, rezar não é só pedir algo, mas encontrar, conviver, amar e ser amados por Deus, para amarmos uns aos outros como Ele nos ensinou. Eis como deve ser a nossa oração: humilde, plena de amor; de confiança; perseverante e repleta de esperança, de modo que transforme para melhor a nossa vida unida a Cristo pelo Espírito Santo que nos foi dado.
3. Quando rezamos com essas intenções, sentimos a presença do Senhor Jesus em nosso coração, convictos de que nos escuta e responde, e isso fortalece a nossa fé, testifica nossa oração, como a oportunidade de encontra-lo e permanecermos Nele, com Ele e para Ele, porque somente assim nos sentimos verdadeiramente seguros.
4. Com efeito, estamos vivendo o tempo da grande tribulação, cercados por todos os lados pelas forças das trevas que atentam contra a nossa vida; todavia, quanto mais atribulados mais amados; é isso o que experimentamos da parte do Senhor Jesus que nos salva por Sua Divina Misericórdia e o Seu infinito amor.
5. "O que temos de fazer para vencer a fraqueza de nossa alma? Existem dois meios para tal: a oração e o desprendimento de si mesmo. O Senhor Jesus recomenda-nos que estejamos vigilantes. Temos de estar vigilantes se queremos que o nosso coração seja puro, mas temos de estar vigilantes na paz, para que o nosso coração seja tocado.
6. Porque ele pode ser tocado por coisas boas ou por coisas más, interior ou exteriormente. Portanto, temos de saber estar vigilantes. [Decerto, o Senhor que cuida muito bem nós, vai à nossa frente para com Ele vencermos todas as tentações e todo poder do mal.]
7. A inspiração de Deus é, de ordinário, uma graça discreta: não devemos rejeitá-la; porque se não tivermos o coração atento, a graça afasta-se. A inspiração divina caracteriza-se por uma particular precisão; tal como o escritor conduz a sua pluma, assim a graça de Deus conduz a alma. Procuremos, pois, atingir um maior recolhimento interior.
8. O Senhor quer que tenhamos o desejo de O amar. A alma que se mantém vigilante apercebe-se de que cai e de que, por si própria, não consegue atingir esse santo propósito; por isso, sente necessidade da oração constante. A súplica fundamenta-se na certeza de que nada podemos fazer por nós mesmos, mas Deus tudo pode. A oração é necessária para obtermos a luz da graça e a força que nos mantém nela." (S. Maximiliano Maria Kolbe).
9. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina que a oração vigilante e contínua é o que nos faz atentos e firmes na esperança, e nos mantém unidos a Ele em estado de graça até que aconteça a nossa páscoa ou a sua Parusia definitiva. Então, que a nossa oração seja vigilante e perseverante como o Senhor Jesus nos ensinou! Amém! Assim seja!
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.