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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Eis minha mãe e meus irmãos...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 3,31-35)(27/01/26)

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1. Caríssimos, Deus Onipotente e Eterno se dá à conhecer a todas as suas criaturas por meio da criação natural e em especial por meio do Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo; e isso acontece de tal modo, que ninguém neste mundo é privado dessa graça. 


2. Todavia, cabe a nós correspondermos à Sua benevolência, para assim mantermos a nossa comunhão com Ele que nos ama, e por Seu Filho amado, perdoa os nossos pecados e nos conduz a vida eterna.

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3. Decerto, os meios para vivermos essa intimidade com o Senhor, encontra-se gravado em nossas almas porque somos expressão do Seu Amor Criador. No entanto, ao contemplarmos o modo de ser do Rei Davi e de seus súditos diante da Arca da Aliança na primeira leitura, percebemos que a liturgia é o meio mais eficaz para mantermos essa comunhão com o Senhor. 

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4. Com efeito, a palavra "liturgia" significa a manifestação do mistério da nossa salvação realizada pelo sacrifício do Senhor Jesus no patíbulo da cruz; e ele se renova a cada celebração da Santa Missa, onde encontramos o Senhor, escutamos a Sua Palavra, comungamos o Seu Corpo e Sangue, Alma e Divindade; e o adoramos em espírito e verdade prestando-lhe o devido louvor.

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5. No Evangelho de hoje alguém da multidão diz que a mãe e os irmãos e irmãs de Jesus estão à sua procura, ao que Ele, respondeu: "Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

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6. Portanto, caríssimos, o Senhor Jesus hoje nos revela que os que crêem Nele, fazem parte de Sua Família Divina para além dos limites de Sua família natural. Ou seja, o Senhor amplia os laços familiares para além dos laços sanguíneos, tornando-nos participantes de Sua Natureza Divina. 


7. É bem como meditamos no Evangelho segundo são João: "Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus." (Jo 1,11-13).

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Enviados para anunciar o Reino de Deus e a sua justiça...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 10,1-9)(26/01/26)


1. Caríssimos, num mundo globalizado, sentir-nos chamados pelo Senhor Jesus para vivermos o Evangelho e proclama-lo com a unção do Espírito Santo por meio do nosso testemunho de vida, é uma grande missão e uma grande vitória, pois, a humanidade vive mergulhada na virtualidade tecnológica absolvendo todo tipo de conteúdo que pouco ou em nada contribui para a sua salvação. 

2. Em outras palavras, ela vive entorpecida e afundada num verdadeiro abismo de perdição; essa é uma terrível constatação, mas, infelizmente, é o que realmente está acontecendo nesse nosso tempo insólito, pervertido, doentio. 

3. Então, o que fazer em meio a tanta desordem, intrigas, divisão, falsas notícias, violência, pandemias e tantas outras enfermidades físicas e espirituais, sinônimo de morte, ou seja, uma verdadeira tragédia humana de proporção incalculável? 

4. Decerto, não existe outra saída fora da conversão em massa, ou seja, voltar para o Senhor Jesus de todo coração e pôr em prática as suas palavras de vida eterna. Mas, será que os "donos" dos poderosos meios de comunicação ajudarão nesse intento? Jamais, pois, devido a manipulação das mentes ensandecidas por conta de tanto conteúdo nefasto, já não existe espaço para o arrependimento e a prática da fé.

5. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus envia setenta e dois discípulos à sua frente com as seguintes recomendações: "Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós."

6. Portanto, caríssimos, fiquemos certos de uma coisa, o Evangelho é o único remédio capaz de libertar e curar as almas feridas pelas investidas do maligno que conhece os pontos fracos dos homens e os engana insuflando à prática dos piores pecados a fim de que não retornem ao Senhor. No entanto, com a presença do Espírito Santo agindo em nosso favor, nada temos a temer, pois Ele é nossa força e proteção, e com os seus dons e carismas, nos ajuda no cumprimento da nossa missão.

7. Destarte, peçamos ao Senhor Jesus o dom da perseverança na oração, juntamente com a constância na vivência dos Sacramentos e na prática das obras de misericórdia, pois, essas são as armas mais poderosas na luta contra as forças do mal.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Iluminados pela Luz de Cristo...

 Homilia do 3°Dom do Tempo Comum (Mt 4,12-23)(25/01/26)


1. Caríssimos, sem a luz de Deus nos iluminando, a vida natural e a vida divina é impossível. De fato, as trevas são insuportáveis, basta um simples apagão e logo desejamos mais que depressa que volte a luz, pois sem ela ficamos praticamente paralisados. Agora imaginem nossa vida sem a luz de Cristo nos iluminando e pela graça do Espírito Santo nos conduzindo para o céu.


2. São João ao expressar essa verdade escreveu: "A nova que dele temos ouvido e vos anunciamos é esta: Deus é luz e nele não há treva alguma. Se dizemos ter comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não seguimos a verdade. Se, porém, andamos na luz como ele mesmo está na luz, temos comunhão recíproca uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado." (1Jo 1,5-7).


3. Com efeito, esta liturgia de hoje nos mostra que a vinda de do Senhor Jesus a este mundo é a última Palavra de Deus à humanidade e o último chamado para participarmos do seu Reino de amor e paz na Luz Eterna da sua Glória. E tudo o que Ele nos pede é arrependimento e conversão para sermos purificados pelo Sangue do Seu Filho derramado em expiação dos nossos pecados.


4. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus anuncia a vinda do Reino de Deus e como fazermos parte dele por meio da conversão e da vivência do Evangelho cujo conteúdo é o modo de ser eterno dos filhos e filhas de Deus, eis o que diz: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. Ou seja, com essas palavras o Senhor inaugura o Reino de Deus no meio de nós.


5. Decerto, só o fato de existirmos já é uma graça especial, porque é um dom inefável de Deus que nos criou à sua imagem e semelhança para participarmos da sua Natureza Divina, como nos ensina são Pedro: "O poder divino deu-nos tudo o que contribui para a vida e a piedade, fazendo-nos conhecer aquele que nos chamou por sua glória e sua virtude.


6. Por elas, temos entrado na posse das maiores e mais preciosas promessas, a fim de tornar-vos por este meio participantes da Natureza Divina, subtraindo-vos à corrupção que a concupiscência gerou no mundo." (2Pd 1,4-5).


7. Então, como participamos de todas essas graças? Em resposta São Pedro assim nos exorta: "Por estes motivos, esforçai-vos quanto possível por unir à vossa fé a virtude, à virtude a ciência, à ciência a temperança, à temperança a paciência, à paciência a piedade, à piedade o amor fraterno, e ao amor fraterno a caridade.


8. Se estas virtudes se acharem em vós abundantemente, elas não vos deixarão inativos nem infrutuosos no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Porque quem não tiver estas coisas é míope, cego: esqueceu-se da purificação dos seus antigos pecados.


9. Portanto, irmãos, cuidai cada vez mais em assegurar a vossa vocação e eleição. Procedendo deste modo, não tropeçareis jamais. Assim vos será aberta largamente a entrada no Reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo." (2Pd 1,6-10).


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

Anunciamos Cristo nosso único Mestre e Senhor... PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 3,20-21)(24/01/26) 1. Caríssimos, o Senhor Jesus veio a este mundo para nos ensinar com a própria vida como viver em conformidade com a Vontade do Pai. E desse modo, revela a nossa pertença a Ele, o nosso amor incondicional que nasce da total renúncia de si mesmo. 2. De certo, essa missão é cumprida a partir das virtudes que Dele recebemos, dentre elas a obediência que significa entrega total, confiança inabalável, perfeita comunhão de amor. 3. Todavia, nem sempre somos aceitos ou compreendidos na vivência desse propósito, como vimos no Evangelho de hoje em que os familiares do Senhor Jesus queriam lhe impor uma espécie de censura julgando-o como alguém que estava fora de si. De fato, quem não adere totalmente ao Senhor, ao seu modo de viver segundo a vontade do Pai, sofre a tentação de julga-lo e até ve-lo de um modo inverso ao seu. 4. Com efeito, a vinda do Senhor Jesus nos leva à verdadeira prática da fé, ou seja, à perfeita comunhão com a vontade de Deus, nosso Pai celestial. O Profeta Isaías assim nos ensina a respeito de Jesus e sua missão: "Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu Espírito, para que leve às nações a verdadeira religião. 5. Ele não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas. Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião; não desanimará, nem desfalecerá, até que tenha estabelecido a verdadeira religião sobre a terra, e até que as ilhas desejem seus ensinamentos." (Is 42,1-4). 6. De fato, a fé Católica que vivemos tem como fundamento os ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo, por isso, formamos a Sua Igreja, à qual enviou o Espírito Santo para governa-la a partir de Pentecostes, onde Maria Santíssima e os Apóstolos reunidos no Cenáculo em Jerusalém, o receberam e deram continuidade à obra da redenção, como Igreja viva, constituida Sacramento Universal da salvação. 7. Portanto, caríssimos, felizes de nós que recebemos o batismo que nos fez filhos e filhas de Deus no seio da Santa Igreja Católica. Ponhamos em prática a nossa missão de anunciarmos o Senhor Jesus Cristo, testemunhando a sua ressurreição sob a orientação do Santo Padre, os bispos, os padres e todo o povo de Deus em comunhão com eles. Paz e Bem! Frei Fernando Maria OFMConv.

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 3,20-21)(24/01/26)


1. Caríssimos, o Senhor Jesus veio a este mundo para nos ensinar com a própria vida como viver em conformidade com a Vontade do Pai. E desse modo, revela a nossa pertença a Ele, o nosso amor incondicional que nasce da total renúncia de si mesmo. 


2. De certo, essa missão é cumprida a partir das virtudes que Dele recebemos, dentre elas a obediência que significa entrega total, confiança inabalável, perfeita comunhão de amor.


3. Todavia, nem sempre somos aceitos ou compreendidos na vivência desse propósito, como vimos no Evangelho de hoje em que os familiares do Senhor Jesus queriam lhe impor uma espécie de censura julgando-o como alguém que estava fora de si. De fato, quem não adere totalmente ao Senhor, ao seu modo de viver segundo a vontade do Pai, sofre a tentação de julga-lo e até ve-lo de um modo inverso ao seu.


4. Com efeito, a vinda do Senhor Jesus nos leva à verdadeira prática da fé, ou seja, à perfeita comunhão com a vontade de Deus, nosso Pai celestial. O Profeta Isaías assim nos ensina a respeito de Jesus e sua missão: "Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu Espírito, para que leve às nações a verdadeira religião.


5. Ele não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas. Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião; não desanimará, nem desfalecerá, até que tenha estabelecido a verdadeira religião sobre a terra, e até que as ilhas desejem seus ensinamentos." (Is 42,1-4).


6. De fato, a fé Católica que vivemos tem como fundamento os ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo, por isso, formamos a Sua Igreja, à qual enviou o Espírito Santo para governa-la a partir de Pentecostes, onde Maria Santíssima e os Apóstolos reunidos no Cenáculo em Jerusalém, o receberam e deram continuidade à obra da redenção, como Igreja viva, constituida Sacramento Universal da salvação.


7. Portanto, caríssimos, felizes de nós que recebemos o batismo que nos fez filhos e filhas de Deus no seio da Santa Igreja Católica. Ponhamos em prática a nossa missão de anunciarmos o Senhor Jesus Cristo, testemunhando a sua ressurreição sob a orientação do Santo Padre, os bispos, os padres e todo o povo de Deus em comunhão com eles.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Somos testemunhas vivas de Cristo ressuscitado...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 3,13-19)(23/01/26)


1. Caríssimos, o único sentido da missão evangelizadora é fazer chegar o anúncio do nome de Jesus e o poder da Sua Palavra Redentora à todas as almas, por obra e graça do Espírito Santo. Mas, isso requer de nós adesão total ao Senhor e a disposição de servi-lo de todo o nosso coração e com todas as nossas forças, como o fizeram os Apóstolos, os primeiros que foram chamados por Ele.

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2. Comentado o Evangelho de hoje, disse santo Agostinho: "Os bem-aventurados Apóstolos, foram os primeiros a ver Cristo suspenso na cruz; choraram a sua morte e ficaram atemorizados pelo prodígio da sua ressurreição, mas, logo a seguir, transportados de amor por esta manifestação do seu poder, não hesitaram em derramar o próprio sangue para atestar a verdade do que tinham visto. 

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3. Pensai, irmãos, no que foi pedido a esses homens: ir por todo o mundo pregar que um morto tinha ressuscitado e subido ao céu; e sofrer, devido à pregação dessa verdade, tudo o que aprouvesse a um mundo insensato: privações, exílio, cadeias, tormentos, carrascos, feras ferozes, a cruz e a morte. 

4. Teriam sofrido tudo isso por um desconhecido? Teria Pedro morrido para sua própria glória? Teria pregado em proveito próprio? Ele morria e Outro, que não ele, era glorificado por essa morte; ele foi morto e Outro foi adorado. Só a chama ardente da caridade, unida à convicção da verdade, pode explicar semelhante audácia!"


5. "Deste modo, os bispos e o Santo Padre, sucessores dos Apóstolos, orando e trabalhando pelo povo, espalham multiforme e abundantemente a plenitude da santidade de Cristo. Pelo ministério da Palavra, comunicam a força de Deus para a salvação dos que creem (cf. Rom 1,16) e, por meio dos sacramentos, cuja distribuição regular e frutuosa ordenam com a sua autoridade, santificam os fiéis." (C. D. "Lumen Gentium", sobre a Igreja, § 26).

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6. Portanto, caríssimos, a fé é o dom por excelência que nos une a Cristo, que por sua vez nos conduz ao Pai, pelo Espírito Santo, como Ele mesmo disse: "Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão." (Jo 16,13). 


7. Destarte, é o Espírito Santo que nos garante a autenticidade da sua mensagem salvífica, como vimos a cima, bem como ainda afirma o Senhor Jesus: "Gravai bem no vosso espírito de não preparar vossa defesa, porque eu vos darei uma palavra cheia de sabedoria, à qual não poderão resistir nem contradizer os vossos adversários." (Lc 21,14-15). 

Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Amar o Senhor Jesus, é segui-lo fielmente...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 3,7-12)(22/01/26)

1. Amados irmãos e amadas irmãs, certa feita escreveu são Paulo: "Em tudo somos oprimidos, mas não sucumbimos. Vivemos em completa penúria, mas não desesperamos. Somos perseguidos, mas não ficamos desamparados. 

2. Somos abatidos, mas não somos destruídos. Trazemos sempre em nosso corpo os traços da morte de Jesus para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo." (2Cor 4,8-10). 

3. De fato, analisando humanamente as tribulações que passamos não dá para entender, pois, sofrer por querer o bem e fazer o bem não cabe no nosso entendimento; porém, cabe na nossa fé, visto que é o Senhor que sofre conosco e por isso nos faz triunfar sobre todo o mal, como Ele mesmo triunfou ao ser crucificado.

4. Na primeira leitura o jovem Davi sofreu perseguição de morte por parte do Rei Saul, pelo fato de ter derrotado Golias, inimigo mortal do seu povo, e o Rei ficou furioso com ele por causa do ciúme e da inveja que o consumia por não ter sido elogiado de igual modo. 

5. No entanto, Davi teve em seu favor Jônatas, que era filho de Saul, e que nutria grande amizade por ele, a quem considerava um irmão. De fato, Deus em sua infinita bondade nos deu o dom da amizade como um tesouro de amor fraterno.

6. No Evangelho de hoje vimos que as multidões se achegavam ao Senhor Jesus buscando a cura para os males que lhes atingia, dentre eles a possessão demoníaca; e o Senhor os curou a todos, expulsou os demônios e não os permitia que falassem dele, pois, apesar de conhece-lo, lhes eram contrários.

7. Com efeito, vimos que a multidão buscava o Senhor Jesus para ser libertada e o foi, mas não o seguiu fielmente até o fim, pois quando da sua prisão e julgamento injusto, acossados pelos fariseus e os mestres da lei, participaram ativamente da sua condenação e crucificação.

8. Portanto, caríssimos, todos estamos a caminho da eternidade e todos seremos julgados, por isso, sejamos misericordiosos com todos, como nos ensinou são Tiago: "Falai, pois, de tal modo e de tal modo procedei, como se estivésseis para ser julgados pela lei da liberdade. Haverá juízo sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o julgamento." (Tg 2,12-13).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

A quem realmente seguimos rumo à eternidade?

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 3,1-6)(21/01/26)

1. Caríssimos, vivemos em uma sociedade confusa e dividida, por não praticar a fé devidamente, pois tantos a misturam com política ou buscam apenas os próprios interesses; outros ainda por conta da interpretação subjetivista, tornam sua prática motivo de desentendimento, divisão, ódio, maledicência, perversão e morte.

2. Por isso, perguntamos, com qual Jesus convivemos, com o Filho amado de Deus que faz milagres e prodígios revelando a todos a vontade do Pai; ou com o Jesus proclamado nos púlpitos dos que o interpretam com a visão obscura e equivocada que fazem dele? Quem realmente transparecemos com o nosso viver, a nós mesmos com todos os nossos defeitos, ou a Jesus de Nazaré?

3. Com efeito, o verdadeiro convívio com o Senhor Jesus nasce da renúncia da própria vontade; nasce do coração humilde que sabe ouvi-lo, obedece-lo e segui-lo fielmente com a cruz de cada dia como Ele mesmo nos ensinou: "Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me." (Mt 16,24).

4. No Evangelho de hoje os fariseus receberam a graça de encontrar a Deus face a face no Seu Filho Jesus Cristo, mas não o acolheram pelo fato de que realizava milagres no dia de sábado, por isso, relata o evangelista: "Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo." (Mc 3,6). 

5. De fato, quem não faz a vontade de Deus, atenta sempre contra Ele, mesmo afirmando que creem Nele, como vemos neste relato: "Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. Porém, [Jesus] perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram." Ou seja, fecharam-se em si mesmos, no antro da própria perversão. 

6. Portanto, caríssimos, quem traz o mal encrustado na alma nunca vê o bem que Deus nos faz, pelo contrário, tenta sempre destruir o Fonte de todo o bem, que é o Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. De uma coisa fiquemos certos, este mundo está afundando no caos por não acreditar no Filho amado de Deus, por não pôr em prática a sua Palavra de Vida Eterna. 

7. Destarte, quem atenta contra Deus, mesmo sendo advertido por Ele, e apesar disso não se converte, perde o dom mais precioso que Dele recebeu, a salvação eterna. Decerto, o inferno nada mais é do que a total ausência de Deus, e para lá vão os que não O acolhem em suas almas por conta das atitudes nefastas.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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