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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Vencendo com Cristo as tempestades do mar revolto deste mundo...

 # **📿 Destaques do Pequeno Sermão de Cada Dia**


**(Mc 6,45-52) — 07/01/2026**


## **1. A Barca de Pedro no Mar Revolto do Mundo**

**Destaque:** Permanecer na Igreja é permanecer seguro em meio às tempestades.

**Texto:** Vivemos no mar revolto deste mundo, marcado por crises, perseguições e incertezas. Contudo, enquanto permanecemos na Barca de Pedro, a Santa Igreja Católica, jamais estamos desamparados. Mesmo quando o Senhor nos manda seguir adiante em meio às ondas agitadas, Ele nunca nos abandona, ainda que, aos nossos olhos, pareça demorar.


## **2. O Medo dos Apóstolos e a Provação da Fé**

**Destaque:** O medo nasce quando perdemos de vista a presença do Senhor.

**Texto:** Os Apóstolos, em plena noite, enfrentavam o vento contrário e, ao verem Jesus caminhando sobre as águas, pensaram tratar-se de um fantasma. Estavam vigilantes, mas o medo obscureceu o reconhecimento do Senhor. Assim também acontece conosco quando a fé enfraquece diante das provações.


## **3. Crer sem Ver: O Caminho da Fé**

**Destaque:** A fé nos faz reconhecer Jesus mesmo nas tempestades.

**Texto:** A fé e a oração são dons do Espírito Santo que nos permitem conviver com Cristo de modo profundo e verdadeiro. Como o próprio Senhor ensinou: “Felizes os que creram sem ter visto”. Deus, embora invisível aos olhos, é profundamente sensível à nossa alma.


## **4. A Oração como Encontro e Diálogo**

**Destaque:** Rezar é amar e escutar o Senhor no silêncio interior.

**Texto:** A oração é um encontro íntimo com Jesus. Para escutá-Lo, é necessário o silêncio interior, pois sem ele ouvimos apenas nossos próprios pensamentos e o ruído do mundo. No recolhimento da alma, o Senhor fala e fortalece nossa fé.


## **5. Os Meios Concretos da Presença de Cristo**

**Destaque:** Cristo permanece conosco por caminhos seguros e santos.

**Texto:** Convivemos com o Senhor Jesus na Santa Eucaristia, na Sagrada Escritura — sua voz escrita —, na oração pessoal inspirada pelo Espírito Santo e na intercessão materna da Virgem Maria, especialmente pela oração do Santo Rosário.


## **🌿 Espiritualidade Franciscana**

São Francisco de Assis, em meio às tempestades da Igreja e do mundo de seu tempo, jamais abandonou a Barca de Pedro. Sua confiança absoluta em Cristo o fez atravessar mares agitados com serenidade, certo de que o Senhor caminha sempre ao encontro dos que perseveram na fé.


## **🕊️ Conclusão**

As tempestades da vida não são sinal da ausência de Deus, mas ocasião para amadurecer a fé. Jesus caminha sobre as águas do nosso medo e entra na barca quando O reconhecemos e confiamos n’Ele.


## **🙏 Oração Final**

Senhor Jesus, quando os ventos da vida se levantarem e o medo quiser dominar o nosso coração, faz-nos reconhecer a Tua presença. Aumenta a nossa fé, fortalece-nos na oração e conserva-nos sempre firmes na Barca da Tua Igreja. Por intercessão de Maria Santíssima, conduze-nos em segurança até o porto da salvação. Amém.


✍️ **Reflexão a partir do Sermão de Frei Fernando Maria OFMConv.**

🌿 **Paz e Bem!**

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Participando diretamente dos milagres de Cristo...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 6,34-44)(06/01/26)

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1. Caríssimos, por mais que queiramos entender como age o poder de Deus, jamais entenderemos, porque isso só é possível mediante a fé; fora dela, buscamos julgar tudo segundo os nossos critérios e raciocínios; no entanto, precisamos cempreender que a vontade e o poder de Deus nunca se ajustam aos nossos limites, porque são infinitos; todavia, aqueles que o amam acima de todas as coisas, compreendem de quanto o Seu Amor é capaz porque pode tudo.

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2. Decerto, existe uma tendência humana muitíssimo usada em nosso meio, é a de querer julgar tudo e todos segundo os próprios critérios ou pontos de vista, e por causa disso frequentemente pecamos por meio de falsos juízos e condenação dos outros. Mas, quem somos nós para querer julgar os outros e até mesmo Deus?

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3. Na primeira leitura de hoje, são João nos ensina que o único critério para entender e aceitar a vontade de Deus e acolher seu poder, é o amor, diz ele: "Caríssimos: amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. Quem não ama não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor."

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4. O Evangelho de hoje mostra uma cena dramática, uma multidão escuta atentamente Jesus, se deleita com a sua Palavra e os sinais extraordinários que realizava, mas, não tinha o que comer. "Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde. Despede o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer”.

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5. Com efeito, quando as nossas orações são cheias de preocupações e medos, nos esquecemos de escutar o Senhor Jesus para agir conforme a Sua vontade. Quem vive na presença do Senhor e faz comunhão com Ele, que é o Pão da vida eterna, sabe do quanto o Seu Amor é capaz de realizar em nossa vida e não nos deixar faltar nada.

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6. São João Crisóstomo, assim comentou esse Evangelho: "Reparemos no abandono confiante dos discípulos à providência de Deus nas necessidades da vida, o seu desprezo por uma existência luxuosa: eram doze, mas só tinham cinco pães e dois peixes. Não se importam com as coisas do corpo; consagram todo o seu zelo às coisas da alma. 


7. E mais, não guardaram as provisões para si: deram-nas ao Salvador assim que Ele lhas pediu. Aprendamos com este exemplo a partilhar o que temos com quem tem necessidade, mesmo que tenhamos pouco. 


8. Quando Jesus lhes pediu para Lhe darem os cincos pães não disseram: «E com que ficaremos? Onde encontraremos aquilo de que precisamos para as nossas necessidades pessoais?», mas obedeceram de imediato.

9. Tomando, pois, os pães, o Senhor partiu-os e confiou aos discípulos a honra de os distribuírem. Ele não queria apenas honrá-los com esse santo serviço; queria que participassem no milagre, para serem testemunhas convictas e não esquecerem o que se tinha passado diante dos seus olhos." (São João Crisóstomo). 

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Solenidade da Epifania do Senhor...

 Solenidade da Epifania do Senhor (Mt 2,1-12)(04/01/26)

1. Caríssimos, a experiência da fé é vivida a partir das evidências que o Senhor Jesus nos dá da sua presença e das suas ações em nosso favor, por isso, é a convivência com Ele que ilumina as nossas ações sempre em vista da salvação de todos. 

2. O salmo desta liturgia traça um pequeno perfil do Senhor e do seu reinado, porém, com uma importante observação, Ele não é um Rei que se impõe pela força, mas sim por nos conceder usufruir da sua divina misericórdia.

3. Eis o que proclama o salmista: "Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará." Ou seja, as ações do Senhor são sempre em vista da nossa salvação ao buscarmos Nele as graças necessárias para nos mantermos fiéis até o fim no seu seguimento, permitindo com isso que Ele reine em nossa vida.

4. Decerto, é isso o que nos ensina são Paulo na segunda leitura: Irmãos, "Se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito, e como, por revelação, tive conhecimento do mistério. 

5. Este mistério Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas, mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho." (Ef 3,2-3a.5-6).

6. No Evangelho de hoje são Mateus narra a visita dos sábios do oriente que lendo os sinais dados por Deus vieram adorar o menino Jesus como também trazer-lhe presentes proféticos, conforme o havia profetizado Isaías, e que aqui vemos seu cumprimento: "Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra."

7. Mas, atenção para a atitude nefasta do rei Herodes, pois, maleficamente tramava a morte do Filho de Deus. Esse fato nos mostra que toda autoridade que não obedece os planos de Deus para nossa salvação, age sempre perversamente tentado atrapalhar a obra da redenção. Todavia, a vontade de Deus jamais deixará de se cumprir na íntegra por mais que os homens pequem deixado de obedecer seus desígnios de amor e redenção.

8. Portanto, caríssimos, das duas uma, ou os homens se convertem e voltam para Deus totalmente, ou perderão o que há de mais precioso que Dele receberam, a vida eterna em Cristo. Destarte, que aprendamos com os sábios que vieram adorar o Senhor Jesus, a jamais seguir as sugestões dos Herodes deste nosso tempo, pois, eles carregam em si o veneno mortal do inferno que os detêm prisioneiros do inimigo de nossas almas.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

Para que tenhamos um excelente discernimento...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 4,12-17.23-25)(05/01/26)

1. Amados irmãos e amadas irmãs, a liturgia de hoje trata do discernimento que precisamos para não nos deixar enganar pela multiplicidade de doutrinas estranhas que aflora neste mundo, como nos ensina são João: "Caríssimos, não acrediteis em qualquer espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, pois muitos falsos profetas vieram ao mundo. 

2. Este é o critério para saber se uma inspiração vem de Deus: todo espírito que leva a professar que Jesus Cristo veio na carne é de Deus; e todo espírito que não professa a fé em Jesus não é de Deus; é o espírito do Anticristo."

3. Então, onde está a astúcia contra essa passagem da primeira Carta de São João? Se encontra naqueles que professam o nome de Jesus, mas negam a Sua Santa Igreja, negam a autoridade do Santo Padre, negam Maria Santíssima a ponto de despreza-la; 

4. negam a intercessão dos santos e santas; negam os Sacramentos; e outros ainda apresentam um falso evangelho em que professam a reencarnação; ora, tudo isso só traz confusão e divisão que são artimanhas próprias do anticristo.

5. No Evangelho de hoje, após saber da prisão de João Batista, o Senhor Jesus foi habitar em Carfarnaum cumprindo a profecia de Isaías, e começou a sua missão como relata Mateus: "Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo." 

6. Portanto, caríssimos, escutemos são Paulo nos alertando contra aqueles que usam o nome de Jesus para difundirem falsas doutrinas: "Estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à graça de Cristo para um evangelho diferente. 

7. De fato, não há dois evangelhos: há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!"

8. Destarte, escutemos mais uma vez são João: "Todo aquele que nega o Filho não tem o Pai. Todo aquele que proclama o Filho tem também o Pai. Que permaneça em vós o que tendes ouvido desde o princípio. Se permanecer em vós o que ouvistes desde o princípio, permanecereis também vós no Filho e no Pai. Eis a promessa que ele nos fez: a vida eterna. Era isto o que eu vos tinha a escrever a respeito dos que vos seduzem." (1Jo 2,23-26).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Nós somos realmente filhos e filhas de Deus...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 1,29-34)(03/01/24)

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1. Amados irmãos e amadas irmãs, devido às tentações facilmente nos apegamos às coisas deste mundo; e é por isso que vivemos em constante conflito uns com os outros, de modo que ganha aquele que tem mais poder, e não importa como o adquiriu. De fato, essa é a lógica do mundo infestado de pecados, e por isso afastado das graças de Deus. 


2. Sem dúvida, a lógica divina é totalmente o inverso da lógica mundana, pois, Deus, que tem todo poder sobre o céu e sobre a terra, quis nascer como um de nós, como se não tivesse nenhum poder. Ou seja, ao inverter a lógica do mundo, Deus nos ensina que o seu poder se revela na nossa obediência e nas outras virtudes que cultivamos. 

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3. Por isso, perguntamos: mas por que Deus agiu e continua agindo assim? Por causa de sua infinita misericórdia e porque nos ama. Certa feita, num diálogo com o Senhor Jesus, são Paulo em resposta a sua pergunta escutou: "Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força." (2Cor 12,9a).


4. Com isso ele concluiu: "Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte." (2Cor 12,9b-10). Ou seja, somente em Cristo é que somos fortes; sem Ele nada podemos por nós mesmos. 

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5. Na primeira leitura São João revela quem realmente somos: "Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai. 


6. Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. Todo o que espera nele, purifica-se a si mesmo, como também ele é puro." (1Jo 3,1-3).

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7. Portanto, caríssimos, aqui estamos não para seguir a lógica do mundo; mas sim, para seguir nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus vivo, pois, foi para isso que o Pai o enviou. E seguir o Senhor, segundo são João, é viver como Ele viveu, ou seja, fazendo em tudo a vontade do Pai (cf. Jo 5,30; 1Jo 2,6).

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv. 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

A esperança recompensada...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 2,36-40)(30/12/25)


1. Caríssimos, o Evangelho de hoje conta a história da profetisa Ana, filha de Fanuel, que inspirada pelo Espírito Santo, encontra a Sagrada Família quando da apresentação do menino Jesus no Templo do Senhor e o anuncia à todos quanto esperavam a libertação do povo eleito. 


2. Desse modo, Ana torna-se uma das primeiras anunciadoras de Cristo, como o Messias enviado por Deus Pai. "A opção da profetisa Ana, cujo nome significa graça, misericórdia, é símbolo da expectativa pela vinda do Senhor. Sua escolha de permanecer no Templo, após um breve período de matrimônio, deu-se por causa de sua esperança messiânica. 


3. Com jejuns e orações, pôs-se a serviço de Deus, absolutamente certa de ver realizado seu único desejo: contemplar o Messias. Ela sabia em quem tinha posto a sua confiança. Esta foi também a atitude de muitos outros judeus piedosos, que nutriam no coração o desejo de ver o Salvador.

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4. A fidelidade dessa mulher idosa foi recompensada, pois ela teve a graça de estar no Templo, por ocasião da liturgia da apresentação do menino Jesus e da purificação de Maria. Como Simeão, reconheceu ser aquele menino penhor de libertação para Israel, conforme todos esperavam. 


5. E proclamou publicamente esta sua convicção, tornando-se testemunha da missão que seria confiada àquele menino. Profeticamente, Ana colocou-se a serviço do Messias e de todos quantos ansiavam por redenção. 

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6. De certo modo, antecipou, também, a futura missão dos apóstolos: proclamar o nome de Jesus por toda a Terra. No âmbito restrito do Templo, anunciou ter-se realizado a promessa divina, e que a salvação havia chegado. 

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7. Como Simeão, também ela pode dizer: "Agora, Senhor, podes deixar tua serva ir em paz!" O testemunho de Ana é uma lição de como esperar o Messias: com paciência e perseverança.


8. Oração: Espírito de paciente perseverança, não permitas que meu coração desfaleça, à espera do Messias, confiante de que o Senhor realiza sempre suas promessas." (Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta).

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Agora Senhor podeis deixar vosso servo ir em paz...

 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 2,22-35)(29/12/25)

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Caríssimos, são João na primeira leitura desta liturgia nos ensina que a observância dos santos mandamentos são proteção e caminho de perfeição que nos mantém unidos a Cristo, como vemos nesta sua exortação: "Aquele que guarda a sua palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito. É assim que conhecemos se estamos nele: aquele que afirma permanecer nele deve também viver como ele viveu." (1Jo 2,5-6).

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2. O Evangelho de hoje narra a apresentação do menino Jesus no Templo em que Maria e José em obediência à Lei do Senhor vão oferecer o sacrifício prescrito por Moisés para o consagrar a Deus Pai. O que nos chama à atenção nesse episódio é como Deus acompanha seu Filho em todas as etapas de sua vida por meio da ação do Espírito Santo, e nesse episódio Simeão faz o anúncio profético do que acontecerá com Jesus e com a sua santa Mãe.

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3. São Cipriano (Sec. III) comentando esse Evangelho, disse: "Está escrito que «o justo viverá da fé» (Rm 1,17). Se fordes justos e viverdes da fé, se acreditardes verdadeiramente em Jesus Cristo, é natural que vos alegreis ao ser chamados a Ele, uma vez que estais certos da promessa de Deus e destinados a estar com Cristo.

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4. Vede o exemplo de Simeão, o justo: era verdadeiramente justo e observou fielmente os mandamentos de Deus. Uma inspiração divina tinha-lhe dado a conhecer que não morreria sem primeiro ter visto a Cristo; e assim, quando Cristo, ainda criança, foi ao Templo com sua Mãe, percebeu, iluminado pelo Espírito Santo, que o Salvador tinha nascido, como lhe fora predito, e compreendeu que a sua morte estava iminente.

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5. Demonstrava assim que a paz de Deus é para os que O servem, que gozam de doce quietude e liberdade quando, subtraídos aos tormentos do mundo, alcançam o refúgio e a segurança eternos. Só então a alma encontra a paz verdadeira, o repouso total, a segurança duradoura e perpétua."

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.

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