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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

CRÔNICAS DE MINHA ALMA: VIVENDO NA INTIMIDADE DIVINA...



CRÔNICAS DE MINHA ALMA: VIVENDO NA INTIMIDADE DIVINA...

Intimidade é a virtude que só aqueles que têm vida de oração profunda experimentam. Por ela se formam os amigos e interpretes de Deus. Por ela conhecemos quais sejam os desígnios do Senhor naquilo que diz respeito à nossa humanidade e a toda criação.

Por meio dessa virtude vem fora toda uma realidade que transpõe a natureza; é por isso que temos a certeza de que não estamos sozinhos, pois existe um mundo imaterial que nos envolve como mistério de amor, porque a vida tem sua origem no amor de Deus e somente nesse amor ela permanece para sempre.

Ora, por que é que pensamos em Deus e falamos Dele e com Ele? Não é porque Ele se revela àqueles que o amam e se dá a conhecer intimamente aos que o respeitam e temem? “Amai a justiça, vós que governais a terra, tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração, porque ele é encontrado pelos que o não tentam, e se revela aos que não lhe recusam sua confiança”. ((Sab. 1,1-2).

Creio que todos nós concordamos que o maior desejo de nossas almas é ver a Deus face a face na plenitude do seu amor; é gozar de seu favor perenemente, é viver na sua presença sem a possibilidade de sair dela. Ora, tudo isto já o fazemos por meio da fé; mesmo assim, não estamos isentos da tentação que quer nos tirar esse gozo salvífico da proteção divina que está sobre nós.

Na união mística, que nasce da intimidade da alma com Deus, realizam-se todas as possibilidades da perfeição humana, pois foi isto que nos ensinou o Senhor Jesus: “Eu e o Pai somos um”; “Quem me vê, vê o Pai”; “Eu não vim fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”. É por isso que Jesus venceu todos os obstáculos deste mundo e nos deu vencê-los também.

Portanto, viver nessa intimidade de Deus é experimentar Sua Santa Sabedoria agindo em nós, conduzindo os nossos pensamentos, palavras, desejos, sentimentos, vontades e ações de toda natureza para que Deus seja glorificado em nós e em toda a obra da criação para sempre, amém!

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A vida na pobreza mais radical


Francisco morreu em 1226 e foi canonizado em 1228. A ordem conheceu uma expansão extraordinária, mas também tensões internas muito graves. Boaventura de Bagnoregio, eleito ministro-geral em 1257, movido pela intenção de restituir a paz e de recompor os profundos dissídios por causa da interpretação a ser dada à mensagem e à Regra de Francisco – entre aqueles que queriam seguir a pobreza mais radical e seguir as palavras do santo ao pé da letra, e aqueles que queriam, ao invés, atenuar e interpretar ambas –, estabelece, no Capítulo Geral de Paris de 1266, que, daquele momento em diante, fosse reconhecida a aprovação da oficialidade e da credibilidade apenas à sua biografia [de Francisco], a "Leggenda Maggiore".

O artigo é de Chiara Frugoni, publicada no jornal La Stampa, 07-04-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Desapareciam assim todos os manuscritos que transmitiam as três biografias anteriores escritas pelo franciscano Tomás de Celano, que haviam sido comissionadas por um pontífice, Gregório IX, e por dois gerais da Ordem, João de Parma e Crescêncio de Iesi. Desapareciam as biografias não oficiais, escritas por companheiros descontentes com os retratos da santidade de Francisco, renovados juntamente com o sucesso da ordem, que Tomás de Celano havia descrito.

Refletindo-se sobre o fato de que todo convento franciscano possuía as biografias do fundador, não é possível não ser atingido pelas dimensões dessa destruição, feita com grande meticulosidade e atenção: por exemplo, a "Vita prima" de Tomás de Celano foi recuperada só em 1768, a "Vita seconda" e o "Trattato dei miracoli" (ambos do mesmo Tomás) voltaram à luz, respectivamente, em 1806 e 1899, em exemplares raríssimos ou únicos. Durante muitos séculos, Francisco foi o Francisco de Boaventura.

Mas deixemos as biografias de lado e voltemos a Francisco, à sua voz, a uma famosa e extremamente límpida página sua. Segundo Francisco, a felicidade perfeita não teria sido a entrada na ordem dos intelectuais mais prestigiosos e das pessoas mais em vista e famosas residentes no exterior o que teria marcado o sucesso extraordinário dos franciscanos, nem a conversão em massa dos infiéis realizada pelos frades, evento estrepitoso para uma Igreja sempre em armas que se esquecia da palavra evangélica desarmada, ou a capacidade de Francisco de fazer milagres ou de curar os enfermos, a alegria de ter sido reconhecido santo em vida, comparado aos apóstolos. A verdadeira felicidade, segundo Francisco, é bater na porta da Porciúncula – um dos lugares mais caros ao santo, onde quis morrer – em uma noite congelante, com frio e exausto, e ser mandado embora por um próprio companheiro seu, ele, o fundador, e ouvir dizerem-lhe: "Vai-te embora, tu és um simples e um idiota, aqui já não podes mais vir. Nós somos muitos e tantos que não temos necessidade de ti".

Suportar serenamente a rejeição da própria família espiritual é, para Francisco, alcançar a virtude mais difícil da felicidade perfeita. Conseguir renunciar a todas as gratificações mundanas que revelam mais e mais a sua inconsistência e vacuidade, suportar a mortificação profunda dos afetos, como Cristo, que perdoou o sono de seus companheiros no Monte das Oliveiras e a Pedro por ter lhe negado, é o caminho extremamente cansativo que Francisco ainda hoje indica para se conquistar a perfeita felicidade, para alcançar aquela misericórdia que, um dia, permitiu que o santo compreendesse, aceitasse e amasse até o leproso.

Em outras palavras, conquistar a perfeita felicidade é conseguir colocar em prática, ao pé da letra, a mensagem de amor do Evangelho.

CRÔNICAS DE MINHA ALMA: ONDE SE ENCONTRA VERDADEIRA SEGURANÇA?



CRÔNICAS DE MINHA ALMA: ONDE SE ENCONTRA VERDADEIRA SEGURANÇA?

De posse da vida no mundo, o homem em sua finitude, busca segurança temporal a partir dos meios de que dispõe à seu favor. Assim, procura acumular bens materiais, visando ter neles a segurança necessária para o bem viver, mesmo sabendo que um dia perderá tudo o que tem ou os deixará a outrem, em virtude de sua condição de mortalidade. Todavia, por ter alma imortal tem também uma vocação eterna, por isso, aspira sempre a vida e nunca a morte; a não ser que, por um viver dissoluto, torne-se artífice de sua própria perda. Como revela o Livro da Sabedoria, “Mas, (a morte), os ímpios a chamam com o gesto e a voz. Crendo-a amiga, consomem-se de desejos, e fazem aliança com ela; de fato, eles merecem ser sua presa”. (Sab 1,16).

Então, como ter segurança real, num mundo perverso e violento, onde a todo instante vidas inocentes ou não são ceifadas? Creio que somente por um viver digno, autentico, fundamentado na obediência aos mandamentos da Lei de Deus é que temos verdadeira proteção; a começar pelo amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Também não podemos esquecer que fomos criados por Deus “à sua imagem e semelhança”, dotados de alma imortal, capazes da plenitude da perfeição por meio da vivência das virtudes do Espírito Santo que habita em todos os batizados. Ora, quem vive sob essa segurança divina nada tem a temer, porque mesmo se for pendurado numa cruz, ressuscitará para a vida eterna, pois Deus, Pai Santo e Perfeito, cuida dos seus filhos e filhas e não deixará que se perca um só fio de seus cabelos. (cf. Mt. 10,28-31).

Com efeito, escreveu São Paulo: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados. Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor. Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a santos. Nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm; em vez disto, ações de graças. Porque sabei-o bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento - verdadeiros idólatras! - terá herança no Reino de Cristo e de Deus”. (Ef 5,1-5).

Por fim, se quisermos ter verdadeira segurança, precisamos viver a nossa consagração a Deus como nos ensina São Paulo: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”. (Rom 12,1-2).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

É BOM PARA NÓS ESTARMOS AQUI...


É BOM PARA NÓS ESTARMOS AQUI

Jesus manifestou a seus discípulos este mistério no monte Tabor. Havia andado com eles, falando-lhes a respeito de seu reino e da segunda vinda na glória. Mas talvez não estivessem muito seguros daquilo que lhes anunciara sobre o reino. Para que tivessem firme convicção no íntimo do coração e, mediante as realidades presentes, cressem nas futuras, deu-lhes ver maravilhosamente a divina manifestação do monte Tabor, imagem prefigurada do reino dos céus.

Foi como se dissesse: Para que a demora não faça nascer em vós a incredulidade, logo, agora mesmo, eu vos digo, alguns dos que aqui estão não provarão a morte antes de verem o Filho do homem vindo na glória de seu Pai (cf. Mt 16,28). Mostrando o Evangelista ser um só o poder de Cristo com sua vontade, acrescentou: E seis dias depois, tomou Jesus consigo Pedro, Tiago e João e levou-os a um monte alto e afastado. E transfigurou-se diante deles; seu rosto brilhou como o sol, as vestes se fizeram alvas como a neve. E eis que apareceram Moisés e Elias a falar com ele (cf. Mt 17,1-3).

São estas as maravilhas da presente solenidade, é este o mistério de salvação para nós que agora se cumpriu no monte: ao mesmo tempo, congregam-nos agora a morte e a festa de Cristo. Para penetrarmos junto àqueles escolhidos dentre os discípulos, inspirados por Deus, na profundeza destes inefáveis e sagrados mistérios, escutemos a voz divina que do alto, do cume da montanha, nos chama instantemente.

Para lá, cumpre nos apresarmos, ouso dizer, como Jesus, que agora nos céus é nosso chefe e precursor, com quem refulgiremos aos olhos espirituais – renovadas de certo modo as feições de nossa alma – conformados à sua imagem; e à semelhança dele, incessantemente transfigurados, feitos consortes da natureza divina e prontos para as alturas.

Para lá corramos cheios de ardor e de alegria; entremos na nuvem misteriosa, semelhantes a Moisés e Elias ou Tiago e João. Sê tu também como Pedro, arrebatado pela divina visão e aparição, transfigurado por esta linda Transfiguração, erguido do mundo, separado da terra. Deixa a carne, abandona a criatura e converte-te para o Criador a quem Pedro, fora de si, diz: Senhor, é bom para nós estarmos aqui (Mt 17,4).

Sim, Pedro, verdadeiramente é bom para nós estarmos aqui com Jesus e aqui permanecermos pelos séculos. Que pode haver de mais delicioso, de mais profundo, de melhor do que estar com Deus, conformar-se a ele, encontrar-se na luz? De fato, cada um de nós, tendo Deus em si, transfigurado em sua imagem divina, exclame jubiloso: É bom para nós estarmos aqui, onde tudo é luminoso, onde está o gáudio, a felicidade e a alegria. Onde no coração tudo é tranquilo, sereno e suave. Onde se vê a Cristo, Deus. Onde ele junto com o Pai tem sua morada e ao entrar, diz: Hoje chegou a salvação para esta casa (cf. Lc 19,9). Onde com Cristo estão os tesouros e se acumulam os bens eternos. Onde as primícias e figuras dos séculos futuros se desenham como em espelho.

Paz e Bem!

Fonte: Do Sermão no dia da Transfiguração do Senhor, de Anastásio Sinaíta, bispo - (Nn.6-10: Mélanges d’archéologie ET d’histoire 67[1955],241-244) (Séc.VII)



quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Santa Maria dos Anjos da Porciúncula e o Perdão de Assis



 02 de Agosto  festa de Nossa Senhora dos Anjos, popularmente conhecida como “Porciúncula”. Na introdução do texto litúrgico do missal e da liturgia das horas, se diz o seguinte:
“O Seráfico Pai Francisco, por singular devoção à Santíssima Virgem, consagrou especial afeição à capela de Nossa Senhora dos Anjos ou da Porciúncula. Aí deu início à Ordem dos Frades Menores e preparou a fundação das Clarissas; e aí completou felizmente o curso de seus dias sobre a terra. Foi aí também que o Santo Pai alcançou a célebre Indulgência , que os Sumos Pontífices confirmaram e estenderam a outras muitas igrejas. Para celebrar tantos e tão grandes favores ali recebidos de Deus, instituiu-se também esta Festa Litúrgica, como aniversário da consagração da pequenina ermida”. No século VI, esta capela foi dada aos Monges Beneditinos do Monte Subásio, os quais, ampliaram e embelezaram-na. Ali, com as 'porções de terras' que tinham, veio o nome Porciúncula, ou seja, "porçãozinha" ou "pequena porção" [de terras]. Em seguida pois, pela freqüente aparição dos Anjos, foi chamada de Santa Maria dos Anjos. O Seráfico Pai São Francisco de Assis, quando tomou a sua vida santa, vendo o quanto abandonada e decaída aquela capela, reparou-a pela fervente devoção que tinha pela Mãe de Deus, da qual lhe foi revelado que aquela igrejinha lhe era querida, de modo especial entre todas. Em seguida, São Francisco ganhou-a do Abade Teobaldo, monge beneditino, e ali se retirou comos seus companheiros, quando foi forçado a abandonar o Tugúrio de Rivotorto. Porciúncula Lugar fontal para a nossa mística. Santa Maria dos Anjos: berço da fraternidade! Aqui começou a vida e o amor mútuo. Um santuário mariano-franciscano, lugar – santo, dos mais freqüentado em todo o mundo. É um espaço para rezar, refletir, purificar, encher-se de graça e iniciar novamente o caminho.
Se Assis é a “capital do espírito”, Porciúncula é um lugar necessário a toda humana criatura de nosso tempo: uma etapa, uma luz sobre o caminho. Ali emana um único fascínio: a mensagem pulsante do Evangelho, alegria, serenidade, simplicidade, fidelidade, pobreza. Pertencia aos monges beneditinos do monte Subásio que ali alimentavam uma “pequena porção” de santuário, pela frequente aparição dos Anjos, foi chamada de Santa Maria dos Anjos.. O que é o santuário? É um lugar sagrado onde a presença de Deus se manifesta. O mistério presente da divindade é que determina o lugar do culto. Santuário é lugar e não museu arqueológico a mostrar e conservar memórias e glórias mumificadas do passado. Ali os acontecimentos passados são vivos e presentes: ali viveu Francisco, ali passou Clara, ali morreu o Poverello. Francisco e Clara continuam a ser mais vivos que nunca e a sua escolha de Amor é que marca definitivamente o lugar. Ali a Fraternidade se faz encontro,cresce,contagia e se comunica. (Cfr 1 Cel 106) 
                          ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DOS ANJOS.
Ó Nossa Senhora dos Anjos, na pequena Igreja da Porciúncula,
São Francisco recebeu as vossas bênçãos generosas juntamente com sua Ordem. Ele depositara na vossa presença materna uma grande confiança e devoção, sendo atendido em seus pedidos. Continuai a dispensar os vossos favores sobre nós e sobre nossas necessidades particulares.
Nós vos suplicamos, dai-nos a graça da penitência dos pecados, a correção de nossas más inclinações e fortalecimento nos momentos de fraqueza. Quantos recusam a salvação e preferem caminhar nas trevas do erro! Tudo é possível para aquele que crer, para aquele que se arrepender! Vós, ó Mãe, manifestastes a São Francisco o grande desejo de reconciliar os pecadores com Jesus, que se entregou em uma cruz para nos salvar. Rogai por nós, agora e na hora de nossa morte. Por isso, com todos os anjos do céu, vos saudamos: Ave Maria …
Rogai Por nós Virgem Mãe e rainha da ordem Franciscana.

Frei Lenivaldo Carvalho,OFM

A Festa do Perdão

Antiga tradição criada por São Francisco de Assis

ASSIS, terça-feira, 31 de julho de 2012 (ZENIT.org) - São Francisco disse: “Meus irmãos, eu quero enviar todo mundo para o paraíso!”. Foi a origem da Festa do Perdão, que, em 1º e 2 de agosto, se estende a todas as igrejas franciscanas do mundo.

A porciúncula de Assis, pequena igreja dedicada a Santa Maria dos Anjos, representa há cerca de oito séculos, para cada fiel em Cristo, uma “porta” para a vida eterna. Em 1216, São Francisco teve nesse lugar significativo uma inspiração sobre a própria vocação, vislumbrou o começo da Ordem dos Frades Menores e recebeu a jovem Clara de Assis na vida consagrada.

E nessa igreja que ele tanto amava, Francisco pediu e obteve do Senhor o maior dos seus presentes: o perdão. Não somente para si mesmo, mas para todos aqueles que o pedissem de coração contrito e arrependidos dos pecados cometidos.

A aprovação por parte da Igreja veio com o papa Honório III. Com ela, Francisco anunciou entusiasmado a todos os fiéis reunidos, conforme ilustrado no quadro de Ilario no interior da igreja da porciúncula: “Meus irmãos, eu quero enviar todo mundo para o paraíso!”.

O Perdão de Assis viu convergir para a igrejinha uma multidão cada vez maior de peregrinos, a ponto de ser necessária a construção de uma basílica adequada para recebê-los: a atual basílica papal de Santa Maria dos Anjos, que guarda em seu interior, como um tesouro, a pequena porciúncula.

Atualmente, é possível conseguir todos os dias a indulgência plenária na porciúncula, para si próprio ou para as almas dos defuntos. As condições são a confissão sacramental, a comunhão eucarística, a oração do creio, do pai-nosso e de uma prece pelas intenções do Santo Padre. Esta possibilidade se estende do meio-dia de 1º de agosto a todo o dia 2 de agosto, em todas as igrejas franciscanas espalhadas pelo mundo.

É uma forma de realizar o sonho de São Francisco de Assis: dar a todos a possibilidade de ultrapassar o limiar do paraíso.
 Trad. ZENIT

FFB: Novena Stª Clara 2012

Novena de Santa Clara produzida pela FFB (Família Franciscana do Brasil).
Novena: 
É tempo de celebrarmos em conjunto e em fraternidade.
Abraços, Paz e Bem!

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