Arquivo do blog
-
▼
2026
(213)
-
▼
outubro
(18)
- Não queiram provar a Deus...
- Qual o espaço que damos ao Senhor Jesus em nossas ...
- Todos somos servos fiéis ou infiéis, nossa prática...
- Como deve ser a nossa oração?
- Cuidado com todo tipo de ganância...
- Dai a Deus o que é de Deus, diga não à hipocrisia...
- De que modo agem os hipócritas?
- Cuidado com o veneno das ideologias políticas...
- Cuidado com o zelo amargo...
- Deus olha para o que temos no coração...
- Viva a Mãe de Deus e nossa sem pecado concebida...
- Todos somos chamados por Cristo, mas quem aceita o...
- Quem se une a Cristo no seio da sua Santa Igreja, ...
- Os verbos que fortalece a nossa oração: pedir, pro...
- A vitória do Santo Rosário...
- Como acolhemos o Senhor Jesus...
- Então, vai e faz o mesmo...
- Homilia do 27°Dom do tempo comum
-
▼
outubro
(18)
Mostrando postagens com marcador salvação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador salvação. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 2 de setembro de 2020
AS PALAVRAS REVELAM, AS OBRAS CONFIRMAM QUE O REINO DE DEUS ESTÁ NO MEIO DE NÓS
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 4,38-44)(02/09/20)
Caríssimos, o pecado da divisão é próprio dos que servem ao maligno, ainda que digam que estão servindo o Senhor Jesus; isso porque o espírito de divisão é o espírito do anticristo. É isso o que meditamos na primeira leitura de hoje em que são Paulo repreende os Coríntios por conta do espírito imundo de divisão.
Carta aos Filipenses, escreveu são Paulo: "Tende um mesmo amor, uma só alma e os mesmos pensamentos. Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos." (Fl 2,3-4).
"O Evangelho de hoje apresenta-nos Jesus que, depois de ter pregado na Sinagoga de Cafarnaum, cura muitos doentes. Pregar e curar: esta é a atividade principal de Jesus na sua vida pública. Com a pregação Ele anuncia o Reino de Deus e com as curas demonstra que está próximo, que o Reino de Deus se encontra no meio de nós.
Ao entrar na casa de Simão Pedro, os discípulos intercedem em favor de sua sogra que está de cama com febre alta; e imediatamente o Senhor pega na sua mão, cura-a e diz-lhe para se levantar. Ao pôr-do-sol, quando, tendo terminado o sábado, o povo pode sair e levar-lhe os doentes, cura uma multidão de pessoas atormentadas por doenças de todos os gêneros: físicas, psíquicas, espirituais.
Tendo vindo à terra para anunciar e realizar a salvação de todo o homem e de todos os homens, Jesus mostra uma particular predileção por quantos estão feridos no corpo e no espírito: os pobres, os pecadores, os possuídos pelo demônio, os doentes, os marginalizados.
Assim Ele revela-se médico tanto das almas como dos corpos, bom Samaritano do homem. É o verdadeiro Salvador; Jesus cura, Jesus sara. (Papa Francisco, trechos do Angelus, 08/02/15)
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria OFMConv.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 6,53-56)(10/01/20)
.
Caríssimos, meditando o Evangelho de hoje vimos que Jesus e os discípulos ao chegarem a Genesaré foram cercados por uma grande multidão que transportavam muitos enfermos pedindo para tocarem no Senhor; "E todos os que O tocavam ficavam curados." Ora, ter a graça da presença de Jesus com eles era sumamente importante, porque desse modo se sentiam acolhidos, amados, protegidos e libertados pelo o próprio Filho de Deus.
.
São Leão Magno, discorrendo sobre a presença de Jesus no meio de nós escreveu: "A pequenez humana foi assumida pela majestade de Deus, a nossa fraqueza pela sua força, a nossa submissão à morte pela sua imortalidade. Para pagar a dívida de nossa condição humana, a natureza inalterável de Deus uniu-Se à nossa natureza exposta ao sofrimento. Assim, para melhor nos curar, «o único mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo» (1Tm 2,5), tinha, por um lado, de poder morrer, e por outro de não poder morrer.
.
Foi portanto na plena e completa natureza de um verdadeiro homem que o verdadeiro Deus nasceu. Ele tomou a natureza do escravo sem a mácula do pecado; Ele levantou a humanidade sem abaixar a divindade. Despojando-Se a Si mesmo (Fil 2,7), Aquele que era invisível tornou-Se visível; o Criador e Senhor de todas as coisas quis ser um mortal entre os outros mortais.
.
Mas tudo isso foi um favor da sua misericórdia, e não uma derrota do seu poder. Tudo isso é de uma ordem nova: Aquele que excede qualquer limite quis ser limitado como nós, Aquele que já existia antes da criação do tempo começou a existir no tempo, o Senhor do universo tomou a forma de servo (Fil 2,7), mergulhando na sombra a grandeza infinita da sua majestade.
.
O Deus incapaz de sofrimento não desdenhou ser um homem capaz de sofrer, e Aquele que é imortal, submeter-Se às leis da morte. Com efeito, o mesmo Cristo que é verdadeiro Deus é também verdadeiro homem. Ele é verdadeiro Deus porque «no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus»; e é homem porque «o Verbo Se fez carne e habitou entre nós» (Jo 1,1.14).
.
Paz e Bem!
.
Frei Fernando Maria OFMConv.
domingo, 9 de fevereiro de 2020
VÓS SOIS O SAL DA TERRA, VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO...
Homilia do 5°Dom do tempo comum (Mt 5,13-16)(09/01/20)
.
Caríssimos, a liturgia deste domingo trata do discipulado de Cristo; Com efeito, Jesus já o havia dito: "Eu sou a luz do mundo quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida." Ora, isso quer dizer que todo aquele que o segue é iluminado por Ele e torna-se luz do mundo; é temperado pelo sal da graça santificante, pondo sabor em tudo o que faz, pois, essas virtudes revelam a Sua Vontade posta em prática.
.
"O sal sensivelmente dá sabor ao pão e a todos os alimentos, impede certas carnes de apodrecerem, conservando-as durante muito tempo. Considera que o mesmo acontece com a guarda da inteligência, pois ela cumula de sabor divino tanto o homem interior como o homem exterior, expulsa o odor fétido dos maus pensamentos e permite-nos perseverar no bem."
"De uma sugestão nascem numerosos pensamentos e destes más ações sensíveis; mas quem, com Jesus, apaga imediatamente a primeira, evita as suas consequências e poderá enriquecer-se com o suave conhecimento divino pelo qual encontrará Deus, que está presente em toda a parte." (Hesíquio do Sinai).
.
Caríssimos, "Quando as nuvens de poeira se dissipam, o ar fica limpo; da mesma maneira, quando os fantasmas das paixões se dissipam diante de Jesus Cristo, o Sol da Justiça, nascem no coração pensamentos luminosos, semelhantes às estrelas. Pois Jesus ilumina o espaço sagrado do nosso coração" com a luz divina de Sua presença. Desse modo, a alma repousa em Deus na mais pura e sublime contemplação, envolvida por Sua Divina Misericórdia.
.
Paz e Bem!
.
Frei Fernando Maria OFMConv.
sábado, 8 de fevereiro de 2020
AS TRÊS ETAPAS DA VIDA ESPIRITUAL...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 6,30-34)(08/02/20)
.
Caríssimos, todos nós que estamos à caminho da eternidade sentimos uma imensa necessidade de viver em permanente comunhão com o Senhor Jesus. Ocorre que no mais das vezes, sucubimos facilmente à primeira tentação que chega a nossa mente; isto porque sem combate-la pela perseverança da oração, deixamos o inimigo entrar em nossas almas e assim estragar o nosso relacionamento com o Senhor.
.
Santo Antônio de Pádua, explica por que tão logo caímos em tentação: Jesus nos chama como chamou os Apóstolos: "Vinde comigo para um lugar isolado" da multidão, para a solidão do espírito e do corpo, "e descansai um pouco". Infelizmente, as paixões da carne e o tumulto dos pensamentos que vão e vêm no nosso coração são tais que não temos tempo de comer o alimento de doçura eterna, de saborear a contemplação interior."
.
O profeta Oseias discorrendo sobre esse chamado do Senhor, disse: "Seduzi-la-ei e conduzi-la-ei ao deserto, e falar-lhe-ei ao coração". Ora, "Estas três expressões - seduzir, conduzir ao deserto, falar ao coração - designam as três etapas da vida espiritual: o começo, o progresso, a perfeição."
.
"O Senhor seduz o principiante quando o ilumina com a sua graça, para que ele cresça e progrida de virtude em virtude. Em seguida, afasta-o do tumulto dos vícios e da desordem dos pensamentos para o repouso do espírito; finalmente, uma vez chegado à perfeição, fala-lhe ao coração. A alma experimenta então a doçura da inspiração divina, e pode entregar-se por completo às alegrias do espírito."
.
Portanto, caríssimos, para alcançarmos a perfeição eterna de nossas almas se faz necessário trabalharmos a nossa salvação tal qual nos ensinou são Paulo: "Meus caríssimos, vós que sempre fostes obedientes, trabalhai na vossa salvação com temor e tremor... Porque é Deus quem, segundo o seu beneplácito, realiza em vós o querer e o executar."
.
Paz e Bem!
.
Frei Fernando Maria OFMConv.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
A OBEDIÊNCIA E O TEMOR DO SENHOR...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 6,7-13)(06/01/20)
.
Caríssimos, a perfeita comunhão com Deus, nosso Pai, nasce das virtudes da obediência e da fidelidade que consiste no cumprimento dos seus santos mandamentos por meio do seguimento de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos ensinou: “Não julgueis que vim abolir a Lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição."
.
Com efeito, a Lei dada por Deus à Moisés, no Antigo Testamento, revela a Sua Vontade presente nela, gerando a liberdade dos seus eleitos à medida que lhe obedeciam. Com o advento de Jesus, as Palavras da Lei foram elevadas à plenitude do amor, pois, foi para isto que o Senhor veio a este mundo, salvar a todos que o seguem à medida que entregam a própria vida em obediência à vontade do Pai.
.
Na primeira leitura desta liturgia, o rei Davi prestes à deixar este mundo, instruiu o seu filho Salomão, mostrando-lhe que a maior riqueza de um governante é a piedade e o temor de Deus. Ora, Salomão aprendeu tão bem as suas instruções que ao escrever o livro de Sabedoria, iniciou dizendo: "Amai a justiça, vós que governais a terra, tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração, porque ele é encontrado pelos que o não tentam, e se revela aos que não lhe recusam sua confiança."
.
Caríssimos, o Evangelho de hoje começa com Jesus instruindo os discípulos e os enviando dois a dois em missão. A primeira instrução é o despojamento material; depois a não preocupação com a própria sobrevivência, pois, a quem serve a Deus nos irmãos nada lhe falta. Ensinou ainda a evitar qualquer polêmica, uma vez que o sentido da palavra da verdade é a salvação de todos.
.
Paz e Bem!
.
Frei Fernando Maria OFMConv.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
O SENHOR JESUS CONTINUA REALIZANDO A OBRA DA NOSSA SALVAÇÃO...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 5,21-43)(04/02/20)
.
Caríssimos, desde que o pecado entrou na prática de vida do ser humano com a sua permissão, que os dramas e as tragédias passaram a fazer parte de sua dolorosa história. É exatamente o que vimos na primeira leitura dessa liturgia, onde o rei Davi chora a morte violenta do seu filho Absalão que se rebelou contra ele tal como havia sido profetizado por causa do grave pecado que havia cometido.
.
Com efeito, basta termos acesso aos meios de comunicação que estão ao nosso alcance, para constatarmos quantas tragédias ocorrem a cada instante nesse nosso mundo onde o pecado passou a reinar nas almas envenenadas pelo malígno, inimigo de Deus e da humanidade.
.
No Evangelho de hoje ocorrem dois fenômenos extraordinários realizados por Jesus que revelam o quanto a humanidade ferida pelo pecado e suas consequências precisa acolher o Senhor tal como o acolheu a mulher curada de uma hemorragia e Jairo que teve a filha ressuscitada dos mortos. Em ambos os casos se sobressaiu a fé em Jesus, uma vez que todas as condições eram adversas.
.
Caríssimos, o caminho da perfeição humana traçado por Deus se encontra nas palavras e nos exemplos do Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo; como também daqueles que o servem no seio da Sua Santa Igreja. Sem dúvida são incontáveis as orações que sobem aos céus; como também são incontáveis as graças derramadas sobre a humanidade, comprovando que o Senhor continua, por Sua Divina Misericórdia, presente no meio de nós, realizando a obra da nossa salvação.
.
Paz e Bem!
.
Frei Fernando Maria OFMConv.
domingo, 2 de fevereiro de 2020
FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR...
Dom. da Apresentação do Senhor (Lc 2,22-40)(02/02/20)
.
Caríssimos, a Igreja hoje celebra a última festa do ciclo Natalício; trata-se da Apresentação do Senhor no Templo (1ªLit), ou seja, a perfeita doação de Jesus ao Pai por meio de sua Mãe, Maria Santíssima, que o oferece em cumprimento à Lei de Moisés, mas também como um pré-anúncio do seu Sacrifício de cruz (2ªLit). Nessa apresentação o Espírito Santo conduz os anciãos, Simeão e Ana que anunciam sua chegada em cumprimento às profecias.
.
Com efeito, tudo em Deus é perfeito e por isso mesmo todas as suas obras são isentas da influência do mal; a Sua Vontade é livre e soberana, desse modo, vem a nós por sua infinita mesericórdia numa carne semelhante a nossa, exceto no pecado, em vista da nossa salvação eterna. Bem como meditamos no Evangelho de são João: "Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna."
.
Caríssimos, ao celebrarmos esta festa acendemos velas lembrando que Jesus é a verdadeira luz que ilumina as trevas deste mundo como anunciou Simeão: “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”.
.
Caríssimos, estamos vivendo os tempos proféticos ou escatológicos, que trata dos últimos acontecimentos de nossa história, ou seja, do cumprimento das profecias anunciadas por Jesus em preparação à Sua Parusia. Portanto, preparemo-nos, por meio da oração, penitência, vivência dos Sacramentos e a prática das obras de misericórdia; pois, como o Senhor anunciou: "Estai, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem."
.
Paz e Bem!
.
Frei Fernando Maria OFMConv.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2020
O REINO DE DEUS...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 4,26-34)(31/01/20).
.
Caríssimos, os exemplos bíblicos nos são dados para não caírmos na dinâmica do pecado que consiste em desligar-nos de Deus, levando-nos à escravidão espiritual e à perdição caso não haja arrependimento e conversão. A liturgia de hoje nos lembra o grande pecado do rei Davi, que deixando o estado de graça se envolveu numa trama perversa, levando muitos à morte e causando uma grande ruína à sua própria família.
.
Ora, em que consiste a dinâmica do pecado? Primeiro, por falta de vigilância na oração, somos mais facilmente tentados, especialmente nos sentidos; na primeira leitura, Davi se encantou com a beleza de uma mulher alheia, a cobiçou e a possuiu, e quando percebeu o mal que havia feito, tentou manipular a situação cometendo outros pecados graves, afastando-se da presença do Senhor.
.
Ora, qual a lição que tiramos desse episódio? Escutemos Jesus para obtermos a resposta: "Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." Mas, o que é, então, essa carne? São as tentações que chegam por meio dos maus pensamentos. Para combate-las, usemos as armas espirituais que Jesus nos ensinou, vigilância e oração.
.
No Evangelho de hoje Jesus nos fala que o Reino de Deus cresce misteriosamente mesmo quando não percebemos como isso acontece. Certa feita, o Senhor disse: "O Reino de Deus está no meio de vós." (Lc 17,21). Ora, isto significa que todos os batisados são filhos e filhas de Deus, redimidos por Cristo, à caminho do céu. Porém, muitos não se dão conta dessa verdade; por isso, se distanciam da prática da fé, deixando de receber as graças que tanto precisam.
.
Caríssimos, para que nos dediquemos ao Reino de Deus por uma vida virtuosa, escutemos o Senhor: "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas as coisas vos serão dadas em acréscimo."
.
Paz e Bem!
.
Frei Fernando Maria OFMConv.
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
OS PECADOS
CAPITAIS E SUAS CONSEQUÊNCIAS...
Quando buscamos compreender qual seja o
significado do conceito de pecado, não estamos tratando de uma mera questão
subjetiva ou de uma simples discussão sobre conceitos, mas sim, de um caso de
vida ou morte, pois é isto que implica as consequências da prática ou não deste
conceito em nossa vida. Aliás, constatamos isto pela dicotomia que vemos no
seio de nossa sociedade; é como escreveu São Paulo na Carta aos Romanos: “Porque o salário do pecado é a morte,
enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm
6,23).
O pecado é, sem dúvida, um dos grandes
dilemas da humanidade, é uma espécie de enigma intrínseco capaz de causar
grandes tragédias, gerando seres profundamente infernais. Onde ele se faz presente
com a anuência (consentimento) da humana criatura, perdemos toda ternura, todo
sentido de vida e começamos pouco a pouco a definhar rumo ao caos; isto se dá
porque quando pecamos, o demônio, inimigo número um de nossas almas, “mina”
todas as nossas iniciativas para Deus, fazendo-nos ter uma visão controversa da
obra do Senhor e de nosso papel na criação.
Daí vem o alto grau de periculosidade comportamental
que infecta nossa sociedade, pretensamente moderna, como uma doença quase
incurável ou altamente contagiosa, que por onde passa, deixa o seu rastro de
destruição e de morte. Infelizmente a humanidade ainda não despertou para a
ruína final que está para se abater sobre nós, pois continua sua corrida
extremamente maliciosa, traiçoeira e perversa no cometimento das mais terríveis
aberrações, a ponto de desafiarem o próprio Criador pela desobediência às suas
leis naturais e divinas. De fato, precisamos começar por nós mesmos o processo
de conversão a Deus Pai e Criador de nossas almas, a quem precisamos amar acima
de todas as coisas por meio do seguimento de Seu Filho, nosso Senhor Jesus
Cristo.
Vejamos agora a tradução do conceito de
pecado para entendermos melhor de que forma ele surge, e como fazer para
evitarmos comete-lo, e assim conservamos a verdadeira liberdade conquistada por
Cristo Jesus, o Filho de Deus muito amado, que nos libertou do pecado, de suas
consequências e de todo o mal.
São Basílio Magno, em sua Regra mais longa,
assim situa o pecado: “Ora, o pecado se
define como o mau uso, o uso contrário à vontade de Deus, daquilo que ele nos
deu para o bem. Pelo contrário, a virtude, como Deus a quer, é o
desenvolvimento destas faculdades que brotam da consciência reta, segundo o
preceito do Senhor.” (Da Regra mais longa, de São Basílio Magno, bispo (Resp.
2,1: PG 31,908-910)(Séc.IV).
Já para Santo Agostinho, o pecado se traduz
por "«palavra, ato ou desejo
contrários à Lei eterna»", causando por isso ofensa a Deus e ao seu
amor. Logo, este ato do mal é um "abuso
da liberdade" e fere a natureza humana. "Cristo, na sua morte de cruz, revela plenamente a gravidade do pecado e
vence-o com a sua misericórdia". (IGREJA CATÓLICA (2000). Compêndio do Catecismo da Igreja Católica.
Coimbra: Gráfica de Coimbra.
pp. N. 392. ISBN 972-603-349-7.).
Em um artigo intitulado, A Realidade do Pecado no Homem, eu o defino da
seguinte maneira: O pecado é como uma erva daninha que nasce de forma
misteriosa, mas permitida pelo homem (cf. Gen 3), no terreno de sua vida, levando-o
a ruína e à perdição parcial ou total. Ele é de ordem espiritual, pois tem sua
origem na desobediência dos anjos decaídos; e do homem que o consentiu no
início da criação (cf Gn 3,1-13); posto que Deus os criou livres para o amarem
e permanecerem fieis a Ele por toda a vida, até que atingisse a plenitude de
sua imagem e semelhança ou a sua imortalidade. Por isso, Jesus nos ensinou que,
“Todo homem que se entrega ao pecado é
seu escravo. Ora, o escravo não fica
na casa para sempre, mas o filho sim, fica para sempre. Se, portanto, o Filho
vos libertar, sereis verdadeiramente livres.” (Jo 8,34-36).
Eis os pecados chamados capitais, pois eles são a cabeça, e carregam essa
condição por levarem os homens aos mais terríveis vícios e pecados mortais, que
são os pecados contra os mandamentos da Lei de Deus, e que conduzem os homens à
morte eterna se morrerem com eles.
1 - A Gula
Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral
por comida, bebida.
Segundo tal visão, esse pecado também está relacionado ao
egoísmo humano: querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já
tem, uma forma de cobiça. Ela seria controlada pelo uso da virtude da
temperança. Do latim gula.
2 - A Avareza
É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais
e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano. É considerado
o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades.
Na concepção cristã, a avareza é considerada um dos sete
pecados capitais, pois o avarento prefere os bens materiais ao convívio com
Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa
tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus.
3 - A Luxúria
A luxúria (do latim luxuriae) é o desejo passional e egoísta
por todo o prazer sensual e material. Também pode ser entendido em seu sentido
original: “deixar-se dominar pelas paixões”.
Consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de
costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade desregrada. Do latim
luxuria.
4 - A Ira
A Ira é o intenso e descontrolado sentimento de raiva,
ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança. É um sentimento
mental que conflita o agente causador da ira e o irado.
A ira torna a pessoa furiosa e descontrolada com o desejo
de destruir aquilo que provocou sua ira, que é algo que provoca a pessoa. A ira
não atenta apenas contra os outros, mas pode voltar-se contra aquele que deixa
o ódio plantar sementes em seu coração. Seguindo esta linha de raciocínio, o castigo
e a execução do causador pertencem a Deus. Do latim ira.
5 - A Inveja
A inveja é considerada pecado porque uma pessoa invejosa
ignora suas próprias bênçãos [que são as qualidades e valores pessoais] e prioriza o status de outra pessoa no lugar do próprio crescimento
espiritual.
É o desejo exagerado por posses, status, habilidades e
tudo que outra pessoa tem e consegue. O invejoso ignora tudo o que é e possui
para cobiçar o que é do próximo.
A inveja é freqüentemente confundida com o pecado capital
da Avareza, um desejo por riqueza material, a qual pode ou não pertencer a
outros. A inveja na forma de ciúme é proibida num dos Mandamentos da Lei de
Deus. Do latim invidia, que quer dizer olhar com malícia.
6 - A Preguiça
A Igreja Católica apresenta a preguiça como um dos sete
pecados capitais, caracterizado pela pessoa que vive em estado de falta de
capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão
e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada.
Aversão ao trabalho, frequentemente associada ao ócio, vadiagem. Do latim
prigritia.
7 - A Soberba ou Orgulho
Conhecida como soberba, é associada a orgulho excessivo,
arrogância e vaidade.
Em paralelo, segundo Santo Tomás de Aquino, a soberba era
um pecado tão grandioso que era fora de série, devendo ser tratado em separado
do resto e merecendo uma atenção especial. Aquino tratava em separado a questão
da vaidade, como sendo também um pecado, mas a Igreja Católica decidiu unir a
vaidade à soberba, acreditando que neles havia um mesmo componente de
vanglória, devendo ser então estudados e tratados conjuntamente. Do latim
superbia, vanitas. (http://www.catolicoorante.com.br/7pecados.html).
Além destes pecados chamados de Capitais, porque cabeça de todos os outros
pecados; o Papa Bento XVI também nomeou os sete pecados capitais da era que
vivemos. Segundo Bento XVI, além da Saligia (ordem em que se situa os
pecados capitais), os humanos teriam
desenvolvido sete pecados capitais modernos. Eles são:
Pressa: uma pessoa apressada não tem tempo para Deus. A
Pressa origina Ira e causa acidentes.
Manipulação genética: isso seria "brincar de
Deus", algo inaceitável.
Interferir no Meio Ambiente: adicionar imperfeições na
Criação de Deus.
Causar pobreza: retirar dinheiro dos outros por Avareza (corrupção).
Ser muito rico: causa desigualdade social, o que é
inaceitável, pois todos são iguais perante Deus.
Usar drogas: interferir em seu organismo.
Causar injustiça social: preconceito e bullying, em sua maioria.
O Vaticano divulgou essa lista ainda neste século, sendo
eles os pecados capitais do Século XXI. (https://goo.gl/M13QQx).
As consequências de todo pecado é sempre a morte (cf. Rm 6,23), com ela
chega ao fim todos os atos humanos, incluíndo os atos pecaminosas, que são a
causa da ruina e perdição de todos os que os cometem. Todavia, não podemos
esquecer que a misericórdia divina vem sempre em socorro de todos os pecadores
para vencermos as tentações e o mal que age por meio delas para nos levar ao
pecado e à morte. Ora, a Misericórdia do Senhor, por meio do Espírito Santo,
nos concede as Virtudes juntamente com o dom do discernimento para vencermos as
tentações, o pecado, a morte e todo o mal que se levanta contra os filhos de
Deus.
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.

FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
A VIRTUDE DA HUMILDADE
A VIRTUDE DA HUMILDADE
A palavra humildade vem do termo latino húmus que é a terra processada e tornada fecunda, capaz de fazer germinar as sementes nela depositadas tornando-as profundamente férteis e bastante produtivas. De fato, fazendo uma analogia entre o húmus e a virtude da humildade, vemos que o húmus dessa virtude consiste em transformar os resíduos dos pecados alheios e pessoais em fecundidade da alma imersa na misericórdia de Deus. Ou seja, transformar os dejetos deste mundo em graças especiais para a nossa salvação eterna.
Ora, ninguém é autossuficiente o bastante para dizer “não preciso”, pelo contrário, dependemos de tudo naturalmente e também uns dos outros nas mais diversas necessidades pessoais. Por isso mesmo, precisamos entender que, quem depende sempre, não manda em nada fora de sua necessidade, mas precisa obedecer sempre, para que haja solidariedade entre todos e assim cheguemos à saciedade desejada, para que haja comunhão, ou seja, para que nos tornemos um, como é vontade de nosso Pai do céu (cf. Jo 17,11.21).
Temos ainda um belo exemplo do fruto da humildade na Sagrada Escritura, por meio da partilha dos bens temporais: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era comum. Com grande coragem os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. Em todos eles era grande a graça. Nem havia entre eles nenhum necessitado, porque todos os que possuíam terras e casas vendiam-nas, e traziam o preço do que tinham vendido e depositavam-no aos pés dos apóstolos. Repartia-se então a cada um deles conforme a sua necessidade”. (At 4,32-35).
Também São Paulo se refere a essa virtude a partir da unidade com outras virtudes: “Se me é possível, pois, alguma consolação em Cristo, algum caridoso estímulo, alguma comunhão no Espírito, alguma ternura e compaixão, completai a minha alegria, permanecendo unidos. Tende um mesmo amor, uma só alma e os mesmos pensamentos. Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros”. (Fil 2,1-5).
Por fim, meditemos nessa frase de São Paulo: “Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros”. Essa frase nos ensina a perfeição da humildade revestida da caridade, que consiste em servir “ao próximo como a si mesmo”. De fato, só serve quem não tem nada de próprio, quem rompeu com os apegos deste mundo, quem vê tudo como dádiva de Deus para todos, e que pense consigo, a ninguém falte coisa alguma enquanto aqui estivermos, mesmo que os homens tentem nos tirar tudo.
Aprendemos esta verdade de nosso Senhor e Salvador que disse: “Porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em redenção por muitos”. (Mc 10,45). De fato, somos servos, e o servo só faz o que o seu Senhor ordena (cf. Mq 6,8), sem a ordem do Senhor, o que faremos? Agimos por conta própria e quando essa ação não é conforme a vontade de Deus, tudo dá errado em nossa vida. Porque o Senhor também nos ensinou: “De mim mesmo não posso fazer coisa alguma. Julgo como ouço; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”. (Jo 5,30).
Ou seja, na vida de quem serve a Deus humildemente, mesmo que aparentemente tudo dê errado aos olhos dos homens; no entanto, aos olhos de Deus, “tudo concorre para o bem daqueles que o amam”, pela santa obediência. E por esse serviço humilde e despojado, eis a recompensa do Senhor: “Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á”. (Lc 12,37).
Sentar à mesa do Senhor com o Senhor a nos servir, isso se dará à medida do nosso serviço, “pois tudo o que fizestes ao menor dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes”; por isso, não queira nada fora da vontade do Senhor, pois Ele nos dá conhecer sua vontade pelas virtudes que nos concedeu, dentre elas a virtude da humildade vigilante, porque é assim que o servimos e o amamos de todo coração.
Conta-se um fato acontecido na vida de Santa Tereza D’avila. Ao meditar sobre virtude da humildade, ela fez ao Senhor o seguinte propósito: “Senhor meu, hei de escolher sempre o último lugar, pois tu mesmo disseste, ‘quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado’”. Por isso, nas refeições diárias sempre procurava se alimentar por último. Certo dia, depois de vê que todas as irmãs já estavam na fila, ela se pôs no último lugar; quando, mais que de repente, sentiu uma leve brisa soprando por entre sua cabeça e as costas, ao que indagou: mas não sou eu a última das irmãs? Voltando-se viu Jesus que lhe respondeu: “Tereza, não sabes que o último lugar é o meu?”. Assim, ela entendeu que, quem procura o último lugar, encontra nele o Senhor.
Portanto, ser humilde é ser o que Deus quer, é ser como Deus é, “manso e humilde de coração”, como ele mesmo nos ensinou: “Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve”. (Mt 11,29).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.

FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
O GRANDE MISTÉRIO DA NOSSA SALVAÇÃO
O GRANDE MISTÉRIO DA NOSSA SALVAÇÃO...
Quando tratamos do que chamamos de mistério, tratamos daquilo que ainda não é conhecido por nós em sua essência, porque na verdade só Deus conhece essencialmente todas as coisas e não é conhecido por ninguém (cf. Sl 138;Jo 3,31-35;1Jo 3,19-20;1Cor 2,9-12). Estamos acostumados a lidar com o que vemos, e podemos até, de certa forma, dominar e manipular ao nosso bel prazer; mas, quando se trata dos Mistérios de Deus e de sua criação, tudo foge ao nosso controle, isto porque entramos no campo da fé, e como diz são Paulo: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram”. (Hb 11,6).
Ora, sabemos que todos os seres vivos estão naturalmente condenados à morte, e nós, humanos, temos plena consciência desse mistério, pois o vemos acontecer na vida dos outros, e o veremos também na nossa, quando chegar o nosso dia eterno. Com efeito, além do mistério da morte, temos ciência de tantos outros, como por exemplo, o mistério do universo, do sistema solar; das leis naturais, das coisas visíveis e invisíveis; o mistério da iniquidade, ou seja, do mal, etc., são tantos que nem cabe nas nossas estatísticas. Mas um em particular chama mais à nossa atenção, é o Mistério da nossa salvação, pois, é o que mais desejamos em meio a este vale de lágrimas que habitamos. Porém, como entender este Grandíssimo Mistério?
De fato, só é possível pelo entendimento da fé, ou seja, pela Sabedoria divina advinda da fé, como bem nos ensinou São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios: ”Entretanto, o que pregamos entre os perfeitos é uma sabedoria, porém não a sabedoria deste mundo nem a dos grandes deste mundo, que são, aos olhos daquela, desqualificados. Pregamos a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus predeterminou antes de existir o tempo, para a nossa glória. Sabedoria que nenhuma autoridade deste mundo conheceu (pois se a houvessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória). É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Todavia, Deus no-las revelou pelo seu Espírito, porque o Espírito penetra tudo, mesmo as profundezas de Deus”. (1Cor 2,6-9).
Ou seja, o Mistério da nossa Salvação passa impreterivelmente pelo Mistério de “Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos; mas, para os eleitos - quer judeus quer gregos -, força de Deus e sabedoria de Deus. Pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens...” (!Cor 1,23-25). “A cruz está estreitamente ligada à Paixão de Cristo e à nossa salvação. É o símbolo mais eloquente do amor de Deus por nós. A cruz venceu a morte e nos deu a vida eterna. Por esse motivo é justo que seja celebrada, exaltada e venerada por todos nós”. (http://goo.gl/twSWd2).
Na sua Carta aos Romanos, São Paulo, discorre sobre este Grande Mistério: “Com efeito, quando éramos ainda fracos, Cristo a seu tempo morreu pelos ímpios. Em rigor, a gente aceitaria morrer por um justo, por um homem de bem, quiçá se consentiria em morrer. Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira”. (Rm 5,6-9).
E continua: “Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova. Se fomos feitos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum ressurreição”. (Rm 6,3-5).
“Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que seja reduzido à impotência o corpo (outrora) subjugado ao pecado, e já não sejamos escravos do pecado. (Pois quem morreu, libertado está do pecado.) Ora, se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com ele, pois sabemos que Cristo, tendo ressurgido dos mortos, já não morre, nem a morte terá mais domínio sobre ele. Morto, ele o foi uma vez por todas pelo pecado; porém, está vivo, continua vivo para Deus! Portanto, vós também considerai-vos mortos ao pecado, porém vivos para Deus, em Cristo Jesus”. (Rm 6,6-9).
Deste modo, afirma São Paulo: “De agora em diante, pois, já não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Jesus Cristo. A lei do Espírito de Vida me libertou, em Jesus Cristo, da lei do pecado e da morte”. (Rm 8,1-2). E ainda: “Justificados, pois, pela fé temos a paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Por ele é que tivemos acesso a essa graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança de possuir um dia a glória de Deus. Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência, a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança. E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. (Rm 5,1-5).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.

FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
segunda-feira, 27 de junho de 2016
A PEDAGOGIA DIVINA E A LÓGICA HUMANA
A PEDAGOGIA DIVINA E A LÓGICA HUMANA...
A lógica de Deus não é a nossa, isto porque a nossa lógica se baseia apenas nas leis naturais, enquanto a lógica divina tem como fundamento a lei perfeita do amor. Em nossa lógica medimos tudo, pontuamos, criamos regras, fórmulas, para obtermos os resultados desejados; em Deus não há medida, não há fórmulas contingentes, mas há dois dons fundamentais que nos ajuda a entender o agir divino em nosso favor. São eles, fé e obediência; pela fé acreditamos nos santos mandamentos, que é a lei perfeita do amor, e que nos leva a percorrer o caminho da perfeição; e a nossa obediência como correspondência amorosa para que Sua teofania (ação direta de Deus) plenifique nossa vida.
Eis o que a Sagrada Escritura nos ensina sobre a pedagogia divina e a lógica humana:
“Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto. Renuncie o malvado a seu comportamento, e o pecador a seus projetos; volte ao Senhor, que dele terá piedade, e a nosso Deus que perdoa generosamente. Pois meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o meu, diz o Senhor; mas tanto quanto o céu domina a terra, tanto é superior à vossa a minha conduta e meus pensamentos ultrapassam os vossos. Tal como a chuva e a neve caem do céu e para lá não volvem sem ter regado a terra, sem a ter fecundado, e feito germinar as plantas, sem dar o grão a semear e o pão a comer, assim acontece à palavra que minha boca profere: não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido sua missão”. (Is 55,6-11).
Desse modo compreendemos que a fé não é uma teoria, mas uma prática que fundamenta o dom amor de Deus em nossa vida; e a obediência é o dom que em nós acolhe a vontade do Senhor... Ou seja, a Palavra de Deus dita se realiza, enquanto a vontade humana a segue por meio da fé e da obediência; pois de Sua Palavra dependemos cem por cento, não somente nós, mas também toda a criação... Então, sejamos testemunhas da Palavra Divina, pois só há autenticidade no agir humano, quando ele tem como fundamento o que Deus fala e faz...
Vejamos como se dá isso:
Irmãos, também eu, quando fui ter convosco, não fui com o prestígio da eloquência nem da sabedoria anunciar-vos o testemunho de Deus. Julguei não dever saber coisa alguma entre vós, senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado. Eu me apresentei em vosso meio num estado de fraqueza, de desassossego e de temor. A minha palavra e a minha pregação longe estavam da eloquência persuasiva da sabedoria; eram, antes, uma demonstração do Espírito e do poder divino, para que vossa fé não se baseasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
Entretanto, o que pregamos entre os perfeitos é uma sabedoria, porém não a sabedoria deste mundo nem a dos grandes deste mundo, que são, aos olhos daquela, desqualificados. Pregamos a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus predeterminou antes de existir o tempo, para a nossa glória. Sabedoria que nenhuma autoridade deste mundo conheceu (pois se a houvessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória).
É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Todavia, Deus no-las revelou pelo seu Espírito, porque o Espírito penetra tudo, mesmo as profundezas de Deus.
Pois quem conhece as coisas que há no homem, senão o espírito do homem que nele reside? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não recebemos o espírito do mundo, mas sim o Espírito que vem de Deus, que nos dá a conhecer as graças que Deus nos prodigalizou e que pregamos numa linguagem que nos foi ensinada não pela sabedoria humana, mas pelo Espírito, que exprime as coisas espirituais em termos espirituais.
Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem ponderar. O homem espiritual, ao contrário, julga todas as coisas e não é julgado por ninguém. Por que quem conheceu o pensamento do Senhor, se abalançará a instruí-lo (Is 40,13)? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo. (1Cor 2).
Destarte, “Ó abismo de riqueza, de sabedoria e de ciência em Deus! Quão impenetráveis são os seus juízos e inexploráveis os seus caminhos! Quem pode compreender o pensamento do Senhor? Quem jamais foi o seu conselheiro? Quem lhe deu primeiro, para que lhe seja retribuído? Dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele a glória por toda a eternidade! Amém”. (Rom 11,33-36).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.
PS: “Já te foi dito, ó homem, o que convém, o que o Senhor reclama de ti: que pratiques a justiça, que ames a bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus.” (Miq 6,8)

FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
quinta-feira, 10 de março de 2016
A MARCANTE EXPERIÊNCIA DE DEUS…
Fazer a experiência de Deus é viver uma interação real com Ele. Não é apenas um contato com Deus, mas um encontro permanente, pois quem encontra o Senhor jamais poderá esquecê-lo; e mesmo que o queira, não consegue, porque esse encontro é tão marcante e maravilhoso que é impossível negá-lo. Ora, tudo o que vivemos e fazemos fora da graça de Deus é perda, porque o viver humano sem a experiência da graça divina é um caos que termina com uma morte angustiante, sem esperança alguma. Dante Alighieri, no seu Poema A Divina Comédia, escreveu na porta do inferno o seguinte: “Deixe fora toda esperança”. Imagina, uma vida sem esperança não é vida, é um tormento eterno. Deus nos livre disso e de todo o mal.
De fato, quando temos esse encontro com Deus, por exemplo, no santo batismo, a primeira experiência que fazemos é a da ressurreição, como bem mencionou são Paulo, na sua carta aos Romanos: “Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova”. (Rm 6,4-5). Ressuscitar com Cristo é experimentar o resultado de sua doação total ao Pai por nós, pois ninguém amou mais o Pai e a nós do que Jesus ao se deixar crucificar, derramando todo o seu sangue em expiação dos nossos pecados.
Nas mais diversas religiões, os homens buscam encontrar um ser supremo; já no cristianismo se dá um fenômeno novíssimo, pois é Deus quem vem ao nosso encontro, enviando o seu Filho Jesus Cristo, e por ele nos resgata de nosso nada, descendo e assumindo o nosso nada. Essa verdade encontramos no ensinamento de são Paulo aos Efésios e que assumimos como graça santificante do amor de Deus por nós, vejamos: “E vós outros estáveis mortos por vossas faltas, pelos pecados que cometestes outrora seguindo o modo de viver deste mundo, do príncipe das potestades do ar, do espírito que agora atua nos rebeldes.
Também nós todos éramos deste número quando outrora vivíamos nos desejos carnais, fazendo a vontade da carne e da concupiscência. Éramos como os outros, por natureza, verdadeiros objetos da ira (divina). Mas Deus, que é rico em misericórdia, impulsionado pelo grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos em consequência de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo – é por graça que fostes salvos! -, juntamente com Ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, com Cristo Jesus. Ele demonstrou assim pelos séculos futuros a imensidão das riquezas de sua graça, pela bondade que tem para conosco em Jesus Cristo”. (Ef 2,1-7).
Com efeito, depois de tudo o que meditamos, precisamos entender também que essa graça do encontro permanente com o Senhor, nos leva a vivermos uma profunda experiência de amor e intimidade com Ele; mais ainda, é uma relação paternal filial, ou seja, é Deus que nos trata como filhos e filhas que voltam ao seu convívio, à sua casa, para assumirmos nossa herança eterna, perdida com o pecado e agora recuperada por sua divina misericórdia.
“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai”. (Jo 15,12-15). “Vede com que amor o Pai nos amou, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que haveremos de ser. Sabemos que quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como Ele é. E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro”. (1Jo 3,1-3).
Portanto, mesmo sabendo que os nossos dias estão contados, acendamos ainda mais a chama do amor incondicional ao nosso Pai do céu, por nos ter dado a vida eterna por meio de Seu Filho Jesus Cristo, Senhor e Salvador de nossas almas e de toda a criação; e façamos da esperança nossa bandeira triunfal na expectativa da vinda gloriosa do Senhor, que despontará nos céus com os seus anjos para julgar os vivos e mortos, e o seu reino não terá fim. A Ele toda honra, toda glória, todo poder e todo louvor, agora e por toda a eternidade, amém!
“Aquele que atesta estas coisas diz: 'Sim! Eu venho depressa!' Amém. Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22,20).
“A graça do Senhor Jesus esteja com todos.” (Ap 22,21).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
CONVERSÃO, URGENTE E NECESSÁRIA PARA A SALVAÇÃO...
CONVERSÃO, URGENTE
E NECESSÁRIA PARA A SALVAÇÃO...
Quando
nas pegadas do tempo,
lá
pelas tantas de minha vida...
Eu
te encontrei ó Jesus...
Depois
de ter experimentado as dores do pecado,
vi
que o diabo se esconde nele...
E
por isso não quis mais pecar...
Porque
ao Ti encontrar, Senhor...
Experimentei
em teu amor,
a
dor de não ter te seguido,
como
fora estabelecido no santo batismo que de ti recebi...
Agora,
arrependido de tudo o que fiz longe do teu amor...
Aqui
estou para te dizer sim, mas um sim tão autêntico...
que
nada e ninguém neste mundo possa tirá-lo de mim...
Porque,
nas lições da vida aprendi que dependo cem por cento de ti...
E
assim, só quero ser fiel, devotar-me totalmente à missão...
De
testemunhar a tua ressurreição,
vivendo
a eternidade que nela recebi...
Mas,
Senhor, infelizmente, são tantos e tantos...
os
que continuam fazendo da ignorância e do pecado,
um
estado mórbido e desvairado de vida infernal...
Por
isso, fazem tanto mal com as próprias palavras...
Tendo
o inimigo nelas, tornam-se seus porta vozes...
Com
blasfêmias e sarcasmos, coisas mesmo do diabo,
a
quem servem em seus livres-arbítrios...
E
o que dizer, Senhor, de tudo isso?
Creio
que não estão percebendo o abismo no qual estão caindo,
se
afastando de tua divina misericórdia...
Que
os espera e conforta,
quando
arrependidos voltam ao teu convívio, Jesus...
Pois,
o teu sacrifício de cruz, é a grande prova de amor...
Que
a humanidade recebeu, para ter a vida eterna, o céu...
Que
preparaste para aqueles que te amam...
Paz
e Bem!
Frei
Fernando Maria,OFMConv.
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
AS PALAVRAS DE JESUS NÃO SÃO SÓ PALAVRAS...
AS PALAVRAS DE JESUS NÃO SÃO SOMENTE PALAVRAS...
Sempre que ouvimos o Senhor, percebemos que Nele tudo é novo e perfeitamente diferente de tudo o que há; suas palavras, seus gestos, seu modo de ser revelam quem é Deus; como Ele age em meio a nossa naturalidade; e de quanto está próximo de cada um e de todos nós cada vez que o invocamos.
Ora, a linguagem divina, sem dúvida alguma, difere claramente de nossa linguagem humana; todavia, como somos “sua imagem e semelhança”, o Senhor procura falar nossa linguagem injetando nela sua Sabedoria Eterna, para nos comunicar a Sua Santidade, tão necessária para entramos no seu Reino de amor. É como está escrito: “Aquele que vem de cima é superior a todos. Aquele que vem da terra é terreno e fala de coisas terrenas. Aquele que vem do céu é superior a todos. Ele testemunha as coisas que viu e ouviu, mas ninguém recebe o seu testemunho. Aquele que recebe o seu testemunho confirma que Deus é verdadeiro. Com efeito, aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus, porque ele concede o Espírito sem medidas.” (Jo 3,31-34).
Logo, é exatamente essa linguagem que Jesus usa nas parábolas que conta, cada vez que o ouvimos nos santos Evangelhos proclamados. E por que Jesus fala em parábolas? Por ser um dos meios mais eficazes de comunicação, pois atinge a todos por suas analogias e conclusões. Dizer algo em parábolas é manter “in aeternum” aquilo que se quer ensinar, isto porque as palavras de Jesus não são somente palavras, elas são poder, virtudes, curas, milagres, sabedoria, discernimento; entendimento das coisas eternas a partir das coisas temporais; elas, na verdade, são o devir, ou o já e ainda não da escatologia.
O bom de tudo isso é saber que, quando Jesus fala, Ele já comunica a graça que anuncia, ou seja, Sua Palavra já vem acompanhada da ação que incide sobre a quem foi dito ou ao que foi dito, como vemos nestes exemplos: “Vós já estás puros pela palavra que vos tenho anunciado” (Jo 15,3); “Jesus respondeu-lhe: Por causa desta palavra, vai-te, que saiu o demônio de tua filha. Voltou ela para casa e achou a menina deitada na cama. O demônio havia saído.” (Mc 7,29-30);
“Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.” (Jo 20,21-23). “E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: ‘Silêncio! Cala-te!’ E cessou o vento e seguiu-se grande bonança.” (Mc 4,39).
Por fim, não podemos esquecer que o Senhor pôs o paraíso dentro de cada um de nós, quando nos deu o livre arbítrio, que é o poder de decisão para permanecermos Nele ou não. E isto depende da escolha que fazemos: viver como filhos de Deus amando-o acima de todas as coisas por nossa obediência à Sua Sabedoria, expressa nas suas leis e mandamentos, e nos ensinamentos de Jesus, seu Filho amado; ou escolher permanecer no pecado, que consiste em não amar a Deus, pela desobediência aos seus mandamentos e às Palavras de Jesus.
Portanto, quem vive na obediência aos santos mandamentos, seguindo a Cristo Jesus, está sob a proteção divina, porque a sua alma se torna o lugar de Deus por excelência. E onde Deus habita, não existe lugar para o mal. Porém, quem se entrega ao pecado não pode ver a Deus, porque o pecado é o esconderijo do diabo (cf. 1Jo 3,4-6).
Então, quem poderá ver a Deus? Os que têm o coração puro, como diz o Senhor: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus!” (Mt 5,8). E quem nos dá essa pureza de coração? O senhor mesmo, pois, quando nos deu o santo batismo, nos deu, para sermos santos como Ele é Santo (cf. Mt 5,48; Jo 15,3; 1Jo 3,3); só precisamos deixar que o Espírito Santo nos conduza nesta trajetória para o Reino de Deus e sua justiça. (cf. Rm 8,14-17).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
Assinar:
Postagens (Atom)














