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terça-feira, 30 de abril de 2019
COMUNIDADE, LUGAR DE FRATERNIDADE E PARTILHA...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 3,7b-15)(30.04.19)
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Caríssimos, Deus criou os homens dotados de inteligência e de todos os dons para fazerem somente o bem e encontra-lo em todas as virtudes que praticassem, pois tudo lhe pertence. Ocorre que depois da queda no pecado entrou no coração dos homens a divisão que quebrou a unicidade divina plasmada em suas almas e com isso perderam a comunhão entre si e com o seu criador e Pai.
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Todavia, para voltarmos à unidade entre nós e a comunhão filial com Ele, Deus enviou o Seu Filho Jesus Cristo para vencer as forças do maligno que tinha no pecado e na morte o seu poder. Desse modo, o Senhor nos reconciliou com o nosso Pai celestial; bem como nos ensinou São Paulo: "Mas Deus, que é rico em misericórdia, impulsionado pelo grande amor com que nos amou,
quando estávamos mortos em conseqüência de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo - é por graça que fostes salvos! -, juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, com Cristo Jesus."
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Com efeito, a primeira leitura de hoje nos revela a primeira comunidade cristã vivendo essa unidade do Espírito. Diz o texto: "A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum." Ou seja, esse relato nos mostra que quando o coração humano está repleto de amor de Deus não tem lugar para os apegos materiais ou algo semelhante.
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Conclusão: Caríssimos, Jesus é o Criador que vem até nós pessoalmente, nos redime por sua morte e ressurreição e permanece conosco em sua Santa Igreja, e por meio dos seus escolhidos nos conduz à sua glória. Mas, para isso, disse Ele a Nicodemos, "é preciso nascer do alto," isto é, da água e do Espírito Santo no batismo.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
segunda-feira, 29 de abril de 2019
REDIMIDOS À CAMINHO DA ETERNIDADE...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 3,1-8)(29.04.19)
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Caríssimos, viver a dimensão eterna ainda no tempo é sinal de que nascemos da água e do Espírito Santo como nos ensinou Jesus no diálogo com Nicodemos no Evangelho hoje. Mas, o que significa realmente esse nascimento? Significa o homem novo gerado pelo Espírito Santo no batismo; significa também a nossa participação direta na morte e Ressurreição do Senhor (cf. Rm 6,3-4).
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Na primeira leitura de hoje vimos a primeira comunidade nascida da água e do Espírito Santo reunida em oração, e em seguida vimos o Poder do Espírito em ação: "Quando terminaram a oração, tremeu o lugar onde estavam reunidos. Todos, então, ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus."
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Ora, a única coisa que nos separa dessas pessoas consagradas a Deus no batismo é o tempo; pois, como elas também recebemos no nosso batismo o Dom do Espírito Santo com todas as graças necessárias para sermos santos como o nosso Pai do Céu é Santo (cf. Mt 5,48).
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Com efeito, é exatamente como nos ensinou São Pedro: Vois fostes "eleitos segundo a presciência de Deus Pai, e santificados pelo Espírito, para obedecer a Jesus Cristo e receber a sua parte da aspersão do seu sangue. Na sua grande misericórdia Deus Pai nos fez renascer pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma viva esperança, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada para vós nos céus."
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Conclusão: Caríssimos, a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo a este mundo significa a plena renovação de toda criação, como escreveu São João no Apocalipse: "Então o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Novamente me disse: Está pronto! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim. A quem tem sede eu darei gratuitamente de beber da fonte da água viva. O vencedor herdará tudo isso; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho."
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
domingo, 28 de abril de 2019
COMUNIDADE, LUGAR DO ENCONTRO COM O SENHOR...
Homilia do 2°Dom da Páscoa (Jo 20,19-31)(28.04.19)
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Irmãs e irmãos caríssimos, neste segundo domingo da Páscoa do Senhor, a Igreja celebra a Grande Festa da Divina Misericórdia; ora, essa Festa nos mostra que o Coração Misericordioso de Jesus está sempre aberto para acolher todos os que à Ele recorrem em busca do perdão e da misericórdia que lhes oferece para voltarem à perfeita comunhão com a vontade do Pai no seio de sua Santa Igreja.
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Na primeira leitura de hoje, a comunidade reunida em torno de Pedro e dos demais Apóstolos, experimenta os prodígios que o Senhor realiza como fruto de sua ressurreição e de sua presença real no meio dela. De fato, esses prodígios são a constatação de que a nossa fé é convivência real com Jesus Ressuscitado; é também a demonstração do que significa viver a unidade do Espírito no vínculo da paz que Ele gera em nossas almas.
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Caríssimos, e para coroar a profundidade dessa liturgia meditemos o Evangelho de hoje, onde vemos o quanto é necessário a nossa presença permanente na comunidade que Deus nos deu para vivermos o seu amor entre nós. Ora, pela ausência na comunidade, Tomé como que perdeu a fé, pois, mesmo ouvindo o testemunho dos outros Apóstolos não acreditou; somente quando encontrou Jesus no seio da comunidade é que retornou à fé e a professou: "Meu Senhor e meu Deus!" Com efeito, "Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade."
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Oremos: Fazei, Senhor Jesus, pela vossa divina misericórdia, que a luz do vosso amor continui a iluminar as nossas almas para que repletos do Espírito Santo mantenhamo-nos unidos para assim darmos os frutos da vossa redenção, como Maria Santíssima, São José, os Apóstolos e todos os santos o fizeram em sua trajetória para o céu; vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo. Amém!
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
sábado, 27 de abril de 2019
O ANÚNCIO...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mc 16,9-15)(27.04.19)
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Caríssimos, todos somos obras das mãos de Deus e dotados da fé, dom do Espírito Santo que recebemos no batismo, no qual fazemos a experiência da Ressurreição de Jesus, como bem descreveu São Paulo na Carta aos Romanos: "Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova."
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Ora, com isso compreendemos que mesmo vivendo naturalmente, ou seja, em meio as coisas criadas, somos sustentados pela invisibilidade divina, para transparecemos o Senhor ressuscitado que habita nossas almas. É exatamente isso o que fizeram os Apóstolos Pedro e João no confronto com as autoridades judaicas depois de terem realizado o milagre da cura do coxo de nascença, pelo poder do Nome de Jesus.
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De fato, quem vive em constante comunhão com Jesus ressuscitado em todos os sentidos da vida, cumpre integralmente, como os Apóstolos e demais servos e servas do Senhor cumpriram, o que Ele anunciou no final do Evangelho de hoje: "Ide pelo mundo inteiro e anunciai a boa nova da salvação à toda criatura!"
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Conclusão: Caríssimos esse envio do Senhor independe do grau de instrução como vimos na primeira leitura: "Os chefes dos sacerdotes, os anciãos e os escribas ficaram admirados ao ver a segurança com que Pedro e João falavam, pois eram pessoas simples e sem instrução. Reconheciam que eles tinham estado com Jesus." Portanto, todos os batizados somos enviados e o Senhor mesmo confirma por meio do Espírito Santo essa graça da salvação que recebemos e anunciamos.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
sexta-feira, 26 de abril de 2019
A PESCA MILAGROSA...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 21,1-14)(26.04.19)
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Caríssimos, uma vez que ressuscitamos com Cristo nada podemos fazer sem Ele, é essa a grande novidade que a liturgia de hoje nos leva a compreender. Desse modo, viver na presença e em comunhão com o Senhor ressuscitado e anuncia-lo ao mundo se constitui a nossa sublime missão. Porém, sempre agir sob seu comando, para que se cumpra somente a Sua Vontade salvífica em nós e naqueles à quem o anunciamos.
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Na primeira leitura dessa liturgia de hoje, depois de terem sido presos e levados à interrogatório, os Apóstolos Pedro e João aproveitaram a ocasião para darem testemunho da presença de Jesus ressuscitado em suas vidas, palavras e ações. Ora, isso significa o novo do Senhor que os conduz por seu Santo Espírito de modo que ninguém os poderá contradizer, pois, as obras que o Senhor realiza por meio deles são perfeitas.
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A narrativa da pesca Milagrosa logo após a ressurreição do Senhor começa com os Apóstolos em quase total desengano e para piorar isso, após decidirem que iriam voltar à antiga profissão de pescadores, se lançam ao mar por toda a noite sem obter nenhum êxito em seu intento. Porém, ao escutarem a voz do Senhor e confiar na Sua Palavra, logo recobraram o ânimo e se viram num mar repleto de peixes, pois somente Ele era a razão de ser de suas vidas.
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Conclusão: Caríssimos, Jesus é Deus conosco e nos conhece muito bem, por isso, nunca se afasta de nós, isso equivale a dizer que nossa comunhão com Ele é permanente aqui e no para sempre da eternidade. Ora, uma vez que o seguimos rumo ao seu Reino, Ele já nos proporciona todo o necessário para que também o nosso testemunho seja perfeito como o testemunho dos Apóstolos e de todos os santos e santas que mantiveram com Ele permanente comunhão.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
quinta-feira, 25 de abril de 2019
A FÉ NOS LEVA A CONVIVER REALMENTE COM O SENHOR...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 24,35-48)(25.04.19)
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Caríssimos, antes de tudo precisamos compreender que a fé em Jesus é um dom do Espírito Santo que torna real o nosso relacionamento com Ele, porque somente assim o nosso testemunho revela quem Ele é realmente e como age em nosso meio com a nossa cooperação como vimos na cura do paralítico; caso contrário, o nosso testemunho é apenas um testemunho teórico e não fruto de nossa convivência com Ele que se faz presente em todas as dimensões de nossa vida.
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São Pedro nessa primeira leitura de hoje revela que a cura do paralítico é fruto dessa presença real de Jesus, disse ele: “Israelitas, por que vos espantais com o que aconteceu? Por que ficais olhando para nós, como se tivéssemos feito este homem andar com nosso próprio poder ou piedade? O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos antepassados glorificou o seu servo Jesus. Graças à fé no nome de Jesus, este Nome acaba de fortalecer este homem que vedes e reconheceis. A fé que vem por meio de Jesus lhe deu perfeita saúde na presença de todos vós."
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Com efeito, depois do nosso batismo tudo em nossa vida tem no Senhor o verdadeiro sentido de ser, por isso, ao comunga-lo na Santa Eucaristia o transparecemos por palavras e atos e é isso que dá consistência ao nosso testemunho, confirmando a sua Palavra: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim."
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Conclusão: Caríssimos, o Evangelho de hoje confirma tudo o que foi dito a cima, e mais ainda, nos coincientiza de que só é possível dar um testemunho consistente do Senhor à medida que com Ele convivemos realmente, pois, Ele se faz presente realmente no modo de ser de todos os que o seguem. Portanto, se ainda não atingimos um tal grau de crescimento na fé, nada nos impede de pedir ao Senhor tal maturidade em nossa relação com Ele, pois, com toda certeza Ele nos dá essa graça para a vivermos plenamente.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
quarta-feira, 24 de abril de 2019
A MAIOR FELICIDADE DE NOSSAS ALMAS...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 24,13-35)(24.04.19)
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Caríssimos, a maior felicidade de nossas almas é encontrar Jesus Onipresente nos acontecimentos de nossa vida, principalmente no Sacramento da Eucaristia e na Sagrada Escritura, e manter com Ele um diálogo permanente, como o fizeram no Evangelho de hoje os discípulos à caminho de Emaús.
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Chamo a atenção para alguns detalhes desse encontro, o primeiro deles é a disposição para crê mesmo quando formos atingidos pelos acontecimentos adversos; segundo, fazer memória, como eles o fizeram, da presença do Senhor em nossa vida e abrir o coração para escuta-lo e deixar que nos dê o entendimento das coisas do alto como nos ensinou São Paulo (cf. Col 3,1-4). Por fim, não esquecer de o convidar para permanecer conosco.
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De fato, fazer essa experiência com Jesus ressuscitado, é conviver com Ele naturalmente, é experimentar na prática a santidade que Dele recebemos no batismo. Na verdade, quem comunga o Senhor estado de graça o recebe em sua alma e se torna um só com Ele. Ora, é exatamente isso que mantém a nossa amizade com Deus Pai, que ao olhar para nós, vê o seu Filho amado presente em nossas almas.
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Conclusão: Caríssimos, Pedro e João ao entrarem no templo do Senhor, curaram um paralítico que nada mais esperava além de alguma esmola, mas que ao ter a experiência de Jesus ressuscitado transmitida por eles, logo os seguiu "pulando, cantando e louvado a Deus." Ora, quantos não são aqueles que encontramos em nosso caminho para Deus precisando da presença de Jesus ressuscitado que levamos conosco?
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.
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