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terça-feira, 3 de janeiro de 2023

O SANTÍSSIMO NOME DE JESUS... DE

 

PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Gv 1,29-34)(03/12/23).


Caríssimos, a Igreja hoje celebra a memória do Santíssimo Nome de Jesus, o Filho de Deus que veio a este mundo para a nossa salvação. 
O nome além de identificar a pessoa em si, revela igualmente a sua missão, por isso, é tão importante a escolha do nome de uma criança. Decerto, Jesus significa, Deus salva, como revelou o Profeta Isaías, ele se chamamará "Deus Conosco", ou seja, Deus mesmo não um outro. 

Com efeito, precisamos acolher o Senhor Jesus em nossas almas para assim usufruirmos da salvação, e essa graça começa com o nosso batismo. Todavia, os pecados praticados têm impedido os homens de conhecerem o Senhor Jesus e seguirem os seus passos, de modo que se convertam e vivam em paz uns com os outros. 

De fato, o pecado tem dilacerado a nossa humanidade a ponto de ameaçar até mesmo a sua sobrevivência. Ou seja, quanto mais os homens pecam mais aumenta o perigo de sua ruína e perdição. Entretanto, como disse o Senhor Jesus: "Não são os homens de boa saúde que necessitam de médico, mas sim os enfermos. Não vim chamar à conversão os justos, mas sim os pecadores." (Lc 5,31-32). 

Então, é urgente o acolhimento de Cristo e o seu seguimento para evitar uma catástrofe à nível global, pois sem o Senhor Jesus essa catástrofe pré-anunciada se abaterá sobre toda humanidade refem de si mesma pelas inúmeras ofensas que têm praticado contra Deus e o seu Filho. 

Portanto, caríssimos, escutemos o que disse são Paulo a respeito do Nome de Jesus: "Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor." (Fil 2,9-11).

Destarte, rezemos com a oração litúrgica desta santa memória: "Ó Deus, quisestes que a humanidade do vosso Filho, nascendo da Virgem Maria, não fosse submetida à humilhação do homem decaído. Concedei que, participando desta nova criação, sejamos libertados da antiga culpa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo." Amém!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 1 de janeiro de 2023

SOLENIDADE DE MARIA, MÃE DE DEUS...


 SOL. DE MARIA, MÃE DE DEUS (Lc 2,16-21)(01/01/23)


Caríssimos, a Igreja hoje celebra a Solenidade de Maria, Mãe de Deus, e o dia mundial da paz. A maternidade humana é fruto da natureza aberta para acolher a vida e dar a vida na gratuidade do ser. A maternidade divina de Maria Santíssima, é fruto do Espírito Santo que segundo a vontade de Deus Pai gerou Jesus no seu ventre totalmente consagrado a Ele. 

Com efeito, esse é um dos mistérios mais sublimes da nossa fé: Deus se tornou homem sem deixar de ser Deus, o Criador se fez criatura sem deixar de ser Criador; com isso compreendemos perfeitamente o seguinificado de Deus ter-nos criado "à sua imagem e semelhança". Decerto, somente o dom da fé nos dá esse entendimento.

Com efeito, Deus criou todas as coisas por amor, por isso, tudo é bom, belo e perfeito, mas, por conta do pecado da desobediência, o mal tentou macular a perfeição das coisas criadas. No entanto, pela encarnação do Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, Deus fez novas todas as coisas e por Ele nos faz participantes de Sua Natureza Divina. É esse o perfeito significado da vinda do Seu Filho a este mundo. 

Com efeito, como vimos no Evangelho de hoje: "Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido." (Lc 2,21). 

"O significado etimológico do nome Jesus, "Deus salva", nos introduz plenamente no mistério do Cristo: da encarnação ao nascimento, à circuncisão, até a realização pascal da morte-ressurreição, Jesus é em todo o seu ser a perfeita benção de Deus, e dom de salvação e de paz para todos os homens, em seu nome somos salvos (cf. At 2,21; Rm 10,13). (Missal Romano pg. 112).

Em seu discurso na Assembleia das Nações Unidas, (04/10/65), disse o Santo Padre, são Paulo VI, repetindo as palavras do ex-presidente dos EUA, John Kennedy: "A humanidade deve pôr fim à guerra, ou a guerra porá fim à humanidade." A paz, a paz deve guiar o destino dos povos e da humanidade toda! Se quereis ser irmãos, deixai cair as armas de vossas mãos. Não se pode amar com armas ofensivas em punho."

Portanto, caríssimos, rezemos humildemente com a oração litúrgica deste dia: "Ó Deus, que pela virgindade fecunda de Maria destes à humanidade a salvação eterna, dai-nos contar sempre com a sua intercessão, pois ela nos trouxe o autor da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo." 

"Salve, ó santa mãe de Deus, vós destes à luz o rei que governa o céu e a terra pelos séculos eternos."

Um santo e feliz ano novo para tidos!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA...


 FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA (Mt 2,13-15.19-23)(30/12/22)


Caríssimos, toda família tem um começo e uma história que não termina, pois continua nos filhos com novas famílias e novas histórias. Com a Sagrada Família não acontece de igual modo, porque ela representa a Família Divina, em que Deus é o Pai e Maria é a Mãe do Filho de Deus e nossa Mãe por adoção conforme vemos aos pés da cruz no calvário. (cf. Jo 19,27). E são José, escolhido como pai adotivo de Jesus, e protetor da Sagrada Família. 

Vejamos o exemplo da Sagrada Família: Maria cuida do seu Filho recém nascido com o máximo amor e carinho que uma mãe pode dar, pois tem consciência que Ele é Deus conosco. José se mantém na escuta de Deus e por meio de sonhos, ouve o que o anjo lhe diz, e obedece em tudo sem duvidar. Quanto a Jesus sente-se amado e cuidado com todo zelo que brota do coração de Maria e José.

De fato, a nossa história de vida é um chamado de Deus e uma resposta que lhe damos a cada momento que vivemos neste mundo, e quando pomos em prática a Sua Palavra, é Ele mesmo quem nos conduz pela graça do Espírito Santo, fazendo-nos cumprir a Sua Santa Vontade, como o fez com a Sagrada Família, livrando-a de todos os perigos.

No Evangelho de hoje a Sagrada Família "foge de um rei maléfico, cego pelo ódio e pela vaidade. Assim a família de Nazaré é a imagem de cada família santa que vive em meio ao pecado deste mundo: é uma família perseguida! Cada família que quer viver o plano de Deus deve preparar-se para sofrer, estar pronta para a perseguição porque a honestidade e a fidelidade aborrecem os desonestos e os infiéis.

A retidão de coração nunca foi fácil. Mas o sacrifício faz crescer a virtude e oferece novos espaços para a caridade: é por isso que é uma bênção! A família de Nazaré está toda reunida em torno do seu Filho e vive o seu amor pelo Filho como um serviço à sua vocação. Maria e José assistem maravilhados enquanto os vários acontecimentos da vida de Jesus revelam cada vez mais claramente o plano de Deus para Ele. 

E com o coração aberto e dócil, reúnem todos os espaços de luz que Deus lhes oferece para os fazer compreender a vocação do seu Filho: e colocam-se ao serviço da vontade de Deus. Esta é a tarefa de cada pai, cuidadoso em saber captar na vida dos seus filhos todos os sinais que revelam a tarefa do bem que lhes foi atribuída por Deus: guiá-los, educá-los, amar as características da sua personalidade e amadurecê-los para um serviço de amor entre os seus irmãos e irmãs. É uma missão maravilhosa, exigente e indispensável!" (Cardeal Ângelo Comastri).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 27 de dezembro de 2022

FESTA DE SÃO JOÃO EVANGELISTA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 20,2-8)(27/12/22)


Caríssimos, a Igreja hoje celebra a Festa de São João Evangelista. "João era discípulo de Jesus, aquele que Jesus amava e que esteve com ele até a morte na cruz. Era o mais jovem dos apóstolos, pescador e a tradição delega a ele o texto do quarto evangelho, três cartas e o livro do Apocalipse.

Nos Atos dos Apóstolos, ele aparece sempre com São Pedro. Após Pentecostes João ficou pregando em Jerusalém. Participou do Concílio de Jerusalém, depois com Pedro se transferiu para a Samaria. Mas logo foi viver em Éfeso, para onde teria levado também a mãe de Jesus. Nesta cidade organizou comunidades e foi perseguido.

João morreu e foi sepultado em Éfeso. Tinha aproximadamente noventa anos de idade, após muito sofrimento por todas as perseguições que sofreu durante sua vida por pregar a Palavra de Deus." (Liturgia das horas).

Com efeito, a experiência da convivência de João com o Senhor Jesus é tão marcante em sua vida que no início da sua Primeira Carta escreveu: "Caríssimos, o que era desde o princípio, o que nós ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos tocaram da Palavra da Vida, 

– de fato, a Vida manifestou-se e nós a vimos, e somos testemunhas, e a vós anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e que se tornou visível para nós – isso que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos, para que estejais em comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. Nós vos escrevemos estas coisas para que a nossa alegria fique completa."

Decerto, a Santa Amizade entre Deus e o ser humano, representada pela convivência de Cristo com o seu discípulo amado, nos faz sentir-nos amados de igual modo, pois é algo tão cândido que nos leva a desejar esse santo afeto, dádiva do Espírito Santo às almas puras. João viveu essa experiência tão intensamente que a transpareceu em cada palavra de seus escritos.

Portanto, caríssimos, pelo relato dos Evangelhos, vemos que o Senhor Jesus "ama cada um dos seus discípulos, mas ninguém é amado da mesma forma que os outros. Pelo contrário, cada um é amado e sente-se amado de uma forma única. Assim, ele modula para João uma amizade terna adequada ao seu temperamento sensível e aberto, e faz dele o discípulo amado, representando cada um de nós. (Jo 13,23). 

Com o apóstolo Pedro, um homem mais realista e menos contemplativo do que João, um homem de súbitas explosões e de generosidade quase selvagem, Jesus age de forma decisiva, tal como convém ao temperamento de Pedro. De fato, o Senhor Jesus é um amigo único, aquele que ninguém pode passar sem a sua amizade." (Pe. Ubaldo Terrinoni).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

O SEU NOME É JOÃO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 1,57-66)(23/12/22).


Caríssimos, a obra da salvação exige uma Teofania - ação direta de Deus - devido a sua complexidade, pois somente Ele conhece os seres que criou e como livra-los do maligno e sua fúria, uma vez que o mal é a negação do bem que Deus criou somente para bem e não para mudar a sua essência. Ocorre que essa obra salvífica requer a nossa cooperação, pois somos os seus beneficiários diretos e conosco toda a criação. 

Com efeito, essa obra deu início com o seu anúncio (cf. Gn 3,15) depois do pecado dos nossos primeiros pais, passando pela vinda dos Patriarcas, das alianças com o povo do Antigo Testamento, os juízes, profetas, reis, as promessas culminando com a vinda de João Batista que anunciou a chegada do Messias preparando a sua estrada, isto é, o seu Ministério Salvífico.

Decerto, a principal característica desse Plano Salvífico é que ele é gerido pelo próprio Deus como Ele mesmo disse: "Pois eis o que diz o Senhor Javé: vou tomar eu próprio o cuidado com minhas ovelhas, velarei sobre elas." (Ez 3,11). Ou seja, ao enviar o seu Filho como o Messias prometido, tendo em João Batista seu precursor, Deus por meio Dele realiza a sua obra.

Comentando o Evangelho de hoje, disse o Papa Emérito, Bento XVI: "Os quatro Evangelhos dão grande destaque à figura de João Batista, como o profeta que conclui o Antigo Testamento e inaugura o Novo, indicando Jesus de Nazaré como o Messias, o Ungido do Senhor. 

De fato, será o próprio Jesus a falar de João nestes termos: "Ele é aquele de quem está escrito: Eis que diante de ti envio o meu mensageiro para preparar o teu caminho. Em verdade vos digo que não há ninguém maior do que João Batista entre os nascidos de mulher; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele" (Mt 11,10-11). 

Portanto, caríssimos, Deus é o autor da criação e seu único Salvador. Por isso, fiquemos certos de uma coisa: Ele nunca muda a nossa essência ou a intenção com a qual nos criou, sermos santos como Ele é Santo, foi por isso que permitiu o sacrifício cruento do Seu amado Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. 

Destarte, se mesmo assim os homens continuarem negando a sua benevolência e misericórdia, por meio dos pecados que estão cometendo; não haverá mais solução fora do justo juízo de Deus que cairá sobre a humanidade, pois Ele julgará a cada um segundo as suas obras. 

Todavia, como ainda estamos no tempo da sua Divina Misericórdia, resta-nos o arrependimento e a conversão, a Confissão Sacramental e o perdão dos pecados. Sem isso "É horrendo cair nas mãos de Deus vivo." (Hb 10,31).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

O SENHOR FEZ EM MIM MARAVILHAS, SANTO É O SEU NOME...

 

PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 1,46-56)(22/12/22)


Caríssimos, as virtudes eternas são dons do Espírito Santo que nos foram concedidos para melhor servirmos ao nosso Deus e Pai Celestial, pois, como seus filhos e filhas, somos seus servos e servas, e isso é um grande privilégio que nos honra muito. Decerto, bem como canta o salmista: "Servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos!" (Sl 99,1).

Com efeito, na primeira leitura vemos o episódio de Ana que era tida como estéril e humilhada por isso, pois para a sociedade de então era símbolo de maldição; no entanto, ela se entregou a Deus em oração, e abençoada por Ele concebeu um filho, o consagrou totalmente ao seu serviço no Templo o que fez dele um Profeta e juiz do seu povo; trata-se do grande Samuel.

No Evangelho de hoje Maria canta um hino de louvor a Deus por lhe ter concedido a graça de gerar o Messias prometido ao seu povo, o qual foi revelado pelo Anjo Gabriel como Filho de Deus e Salvador da humanidade. E Maria se apresenta como a serva do Senhor, aquela que humildemente faz a sua vontade, por isso, todas as gerações lhe proclamarão bem aventurada, porque grandes coisas fez por ela o Senhor cujo nome é Santo.

São Beda, monge beneditino e doutor da Igreja (Séc. VIII), cometando este canto escreveu: "E Maria disse: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador». O Senhor me engrandeceu, diz ela, com um dom tão grande e tão inaudito que é impossível explicá-lo com palavras humanas, e dificilmente o poderá compreender o sentimento mais íntimo do coração. Por isso entrego-me com todas as forças da minha alma ao louvor e à ação de graças.

«O Todo-poderoso fez em mim maravilhas, santo é o seu nome». De fato, só aquele em quem o Senhor realiza obras grandiosas pode proclamar dignamente a sua grandeza e exortar os que participam da mesma promessa e dos mesmos sentimentos: «Engrandecei comigo ao Senhor; exaltemos juntos o seu nome» (Sl 34,4).

«Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia». Com admirável propriedade, o cântico chama a Israel servo do Senhor, isto é, obediente e humilde, a quem o Senhor acolheu para o salvar, segundo as palavras do profeta Oseias: «Quando Israel era ainda criança, eu o amei» (11,1). Quem não quer humilhar-se não pode ser salvo, mas «quem se fizer como uma criança será o maior no Reino dos Céus» (Mt 18,4)."

Portanto, caríssimos, servir a Deus humildemente é reconhce-lo, é ama-lo com todo o nosso coração e dedicar toda a nossa vida a Ele, como o fez nossa Mãe, Maria Santíssima, que nunca mediu esforço para que a Palavra e a Vontade do seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, chegasse aos confins da terra como chegou.

Destarte, cantemos com nossa Mãe amada os acordes de seu canto que são os mais belos que já existiu no tempo e na eternidade: "A minha alma engrandece o Senhor e exulta meu espírito em Deus meu Salvador. Porque olhou para a humildade de sua serva, doravante as gerações hão de chamar-me de bendita. O Senhor fez em mim maravilhas, santo é o seu nome." Decerto, essas suas palavras proféticas ecoam por toda a eternidade glorificando o Senhor por tudo o que Ele fez em nosso favor. 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

CRER PARA VER ACONTECER A VONTADE DE DEUS...

PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 1,5-25)(19/12/22)

Caríssimos, é vontade de Deus que sejamos salvos, mas precisamos cooperar com Ele para que a salvação aconteça tal qual Ele determinou em seu desígnio de amor. O certo é que Ele sempre nos dará sinais de que está conosco conduzindo-nos por meios dos seus escolhidos que claramente nos revelam a sua Santa Vontade para que nós a façamos.

Com efeito, é inevitável perguntarmos: o que acontece com os milhões de pessoas pessoas que nascem e morrem todos os dias de geração em geração? Na verdade a resposta somente Deus conhece, no entanto, se trilharmos o Seu caminho seguindo fielmente o seu Filho, Nosso Jesus Cristo, no seio da sua Santa Igreja, então, trazemos essa resposta impressa em nossas almas por conta da graça da fé que nos foi dada no batismo.

Comentando o Evangelho de hoje disse o Papa Francisco: "É evidente o contraste entre Maria, que tinha fé, e Zacarias, o marido de Isabel, que tinha duvidado, e não tinha acreditado na promessa do anjo, e por isso permaneceu mudo até ao nascimento de João. Este episódio ajuda-nos a ler o mistério do encontro do homem com Deus, sob uma luz muito especial. Um encontro que não está sob a bandeira de prodígios espantosos, mas sim sob a bandeira da fé e da caridade. 

Maria, de fato, é abençoada porque acreditou: o encontro com Deus é fruto da fé. Zacarias, por outro lado, que duvidara e não acreditara, permaneceu surdo e mudo. Para crescer na fé durante o longo silêncio. De fato, sem fé permanecemos inevitavelmente surdos à voz consoladora de Deus; e continuamos incapazes de proferir palavras de consolo e esperança para os nossos irmãos e irmãs. 

E vemos isso todos os dias: pessoas que não têm fé, ou muito pouca fé, quando têm de se aproximar de uma pessoa que está sofrendo, dizem-lhe palavras, mas não conseguem chegar ao seu coração porque não têm força. Não têm força porque não tem fé, e se não tem fé, as palavras não chegam ao coração dos outros.

Que a Virgem Maria nos obtenha a graça de viver um Natal extrovertido, e não disperso: extrovertido, porque no centro não está o nosso "eu", mas Jesus e os nossos irmãos e irmãs, especialmente aqueles que precisam de uma mão. Então deixemos espaço para o Amor que, ainda hoje, quer tornar-se carne e vir habitar entre nós." (Papa Francisco - Angelus, 23/12/18).

Portanto, caríssimos, tudo em Deus é sempre novo, porque é eterno, por isso, com Ele e para Ele a nossa fé católica é sempre nova e sempre tende a crescer, isto porque não confiamos em nós mesmos, mas no seu infinito amor paternal que cuida dos seus filhos e filhas que Nele confiam e se deixam conduzir por seu Filho Jesus, como o fez a Virgem Mãe e todos os que a seguiram no caminho da fé.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.
 

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