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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Blog Família Franciscana Jardinense

A Família Franciscana Jardinense é a reunião das fraternidades da JUFRA (Frat. Água Viva) e OFS (Frat. Santa Cecília) do munícipio de Jardim de Piranhas - RN.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Frei Almir Guimarães: 13º Capítulo Geral do OFS

EVANGELIZADOS PARA EVANGELIZAR
Em torno do Capitulo Geral da
Ordem Franciscana Secular

São Paulo, 22-29 de outubro de 2011

1. Os franciscanos seculares do mundo estarão reunidos em Capítulo na cidade de São Paulo na segunda quinzena do mês de outubro deste ano de 2011. Os irmãos e as irmãs haverão de tratar das coisas que lhes concernem no espírito daquelas reuniões que Francisco realizava com os seus irmãos.   Falando desses encontros assim se exprime  Éloi  Leclerc:  “Uma ou duas vezes ao ano, todos os frades se reúnem em capítulo. Esses encontros desempenham papel importantíssimo na vida da fraternidade.  Os capítulos não são somente um tempo forte durante o qual os irmãos,  na alegria do reencontro, se reabastecem na oração e no louvor, mas também ocasião de tomada de consciência comum: todos e cada um se sentem solidários e responsáveis pela vida do grupo e sua missão no mundo (...) Nessas assembleias democráticas, onde reina a grande liberdade dos filhos de Deus, os irmãos discutem seus problemas, comunicam suas experiências e  escolhem seus responsáveis. Elaboram, redigem e promulgam leis, definem orientações do grupo e tomam as grandes decisões que nortearão o futuro da comunidade”  (Francisco de Assis. O Retorno ao Evangelho, Vozes, p. 60-61).

2. Ao longo do tempo que foi se passando desde a aprovação da Regra da OFS (1978),  as feições dos franciscanos seculares  foram se transformando. Foram ganhando um novo perfil com a atualização do carisma presente nas Regras anteriores e codificado de maneira nova e atualizada na Regra conhecida como de Paulo VI. Ora, os Capítulos são ocasião de examinar como anda a compreensão, assimilação e vivência deste tesouro de que dispõem os franciscanos seculares que é a Regra. Não é aqui o lugar de elencar todas as linhas mestras da Regra. Os responsáveis pela animação internacional da Ordem  resolveram que fosse tema do Capítulo de São Paulo a questão da evangelização. O tema foi formulado num duplo movimento: os franciscanos seculares se evangelizam para evangelizar.

3. À guisa de  ilustração do tema  transcrevo apenas dois tópicos da  Regra. O primeiro vai na linha do se deixar evangelizar: “Como irmãos e irmãs da penitência, em virtude da sua vocação,  impulsionados pela dinâmica do Evangelho, conformem seu modo de pensar e de agir ao de Cristo, mediante uma radical transformação interior que o próprio  Evangelho designa pelo nome de conversão, a qual devido à fragilidade  humana  deve ser realizada todos os dias” (n.7).  O segundo é convite à ação: “Estejam presentes pelo testemunho da própria vida humana, e ainda por iniciativas corajosas, individuais e comunitárias, na promoção da justiça, em particular no âmbito da vida pública, comprometendo-se em opções concretas e coerentes com sua fé (n.15).

4. Nunca cessamos de nos converter. Francisco falava de começar tudo de novo. Nossas fraternidades estão sempre recomeçando. Tudo está por ser feito. Os que são encarregados de visitar os irmãos em suas fraternidades concretas constatamos neles a presença de santos esperando o momento da chegada da glória. De outro lado, também, vemos muita carência da força do Evangelho no trato entre os irmãos, nas reuniões, no coração dos irmãos. Os franciscanos seculares, através da formação, da vivência da Regra,  no cultivo da delicadeza do coração estão sempre sendo evangelizados. Nossos irmãos são seguidores do Cristo vivo. Esse processo de conversão se manifesta de vários modos. Transcrevo algumas linhas do Manuale per l’Assistenza all’OFS e alla GiFra:  “Os franciscanos seculares seguem o Jesus dos Evangelhos que foi o centro da vida de Francisco.  Na medida em que soubermos  partilhar o primitivo carisma  franciscano poderemos nos colocar a serviço  do mundo inteiro como exemplos de verdadeira alegria. Os franciscanos seculares, na qualidade de batizados, darão o exemplo de uma vida cristã vivida com simplicidade  no seio da Igreja. Tal se manifesta vivendo os valores de obediência ao Espírito Santo, confiança na Providência, uso reconhecido e simples dos dons do universo, alegria pelas obras de Deus que nos circundam, alegria se sermos cristãos na Igreja, gratidão pelo trabalho concebido como um dom, presteza em ajudar os outros  ( p. 94-95).

5. Os franciscanos seculares “se evangelizam” quando frequentam os Evangelhos com simplicidade e desejo de ler a vontade de Deus, quando sua oração é feita com desejo ardente e seráfico, quando se entregam a Deus na eucaristia, se possível cotidiana, quando  cultivam uma delicadeza de consciência diante das exigências do Evangelho e daquilo que lhes é pedido para serem santos, quando criam laços de fraternidade. Não se pode admitir um franciscano secular rotineiro, repetidor de mesmices, feito de pressa, sem sonhos de um amanhã, sem acreditar na utopia do Evangelho. Os ministros locais, formadores e assistentes espirituais são responsáveis em fazer de sorte que os seculares sejam evangelizados. Os verdadeiros franciscanos são “pessoas que sentem sempre saudade do Evangelho”.

6. “Evangelizadora como é, a Igreja começa por se evangelizar a si mesma. Comunidade de crentes, comunidade de esperança vivida e comunicada, comunidade de amor fraterno, ela tem necessidade de ouvir sem cessar aquilo que ela deve acreditar, as razões de sua esperança e o mandamento novo do amor” ( Evangelii nuntiandi, 15).  Em nossos dias e na concretude podemos lembrar alguns elementos que ajudam  na tarefa do evangelizar-se: prática em fraternidade ou em outras instâncias da leitura orante da Bíblia, participação nas Oficinas de Oração  (Frei Inácio Larañaga),  participação em dias ou tardes de oração e de aprofundamento da intimidade com o Senhor,  leitura e assimilação dos escritos de Francisco e Clara, não deixar de enxugar  o suor da fronte de Cristo nos passantes ao longo do caminho de nossa vida. Valem para os terceiros franciscanos as palavras que o Ministro Geral da OFM dirigiu aos seus frades em documento  falando dos oitocentos anos do carisma: “À distância dos 800 aos da experiência de Francisco, (...)  somos chamados a descobrir  o Evangelho como livro de vida – sem reduzi-lo a uma ideologia, mais uma entre muitas  -  e assumi-lo como livro de leitura frequente,  texto fundamental de  nossa formação, que  ilumine nossas opões de vida e  possa justificá-las.  Queridos irmãos, voltemos ao Evangelho, porque voltar para o Evangelho é voltar para o Cristo, o único que pode justificar nossa vida. Voltemos ao Evangelho e seremos resgatados de nossas  misérias e nossas escravidões, de nossos medos e de nossas tristezas, e resgataremos os homens nossos irmãos de suas misérias e escravidões, de seus medos e tristezas.  Voltemos ao Evangelho e  respiraremos ar puro: nossas propostas serão novas; a coragem, a inteligência, a generosidade, a fidelidade de muitos irmãos nossos, gastos sem reservas e sem restituição, darão fruto e fruto abundante (Capítulo Extraordinário,  Monte Alverne  2006).

7. Todas essas nossas fraternidades, pequenas ou grandes, de gente nova e gente mais idosa, no Brasil, no México, em Angola ou na Itália, feitas de gente em estado de conversão, de pessoas que também mostram a Deus suas mãos vazias, mas gente que sabe que a força se manifesta na fraqueza, todos haverão de se convencer que serão evangelizadores. Os que vão sendo evangelizados se tornam evangelizadores. O campo é vasto, cheio de percalços, mas é a seara do Senhor. Ele já está em ação, nos precede no trabalho. Não somos nós que vamos começar. Quanto a fazer e quão poucos os operários!  Os franciscanos seculares não se omitirão.

8. Há perguntas que queimam no interior daqueles que buscam veladamente a plenitude. Quanto ao sentido da vida, do mundo, do casamento?  Por que a guerra quando somos feitos para a paz? Por que tantos morrem de fome na Somália? Como criar condições de instauração de uma convivência harmônica entre os povos?  Como superar os convites da cultura moderna que quer viver aqui e agora, sociedade do consumo, sociedade sem futuro.  Ora, no seio do mundo, a Igreja pede a colaboração evangelizadora dos franciscanos seculares.
  •  Desnecessário lembrar que os franciscanos seculares  pregam, antes de mais nada, pelo testemunho  discreto exemplo e pelo serviço humilde.

  • Um campo  privilegiado de evangelização, sem dúvida, é o universo da família. As famílias, as nossas famílias e a dos outros... famílias novas, não camisas de força, mas espaços de crescimento, de acolhida mútua, de auscultação dos desígnios de Deus. Famílias corajosas  diante dos desafios da fidelidade, da transparência, do respeito pela vida desde a sua origem e até o final, sem expedientes escusos. Famílias que não sejam marcadas pelo consumismo, pelo modismo e pela sociedade do gozo e do prazer. Evangelizamos nossos próprios familiares para sermos mais qualificados como agentes da pastoral e da evangelização, do casamento e da família.  Não é isso evangelizar?  Evangelização com a qualidade de agentes que tomam distância do consumismo.

  • Pensamos aqui em toda uma colaboração nitidamente  evangélica que os agentes de pastoral franciscanos podem oferecer. Não são eles apenas “palestrantes” de cursos de batismo ou animadores de assembleia sem padre, para dar apenas dois exemplos. Com seu jeito franciscano serão acolhedores, simples, alegres e procurarão viver uma pastoral por etapas, de gente que acompanha gente, de gente que fala aquilo que faz parte de sua profissão de vida, que é o seguimento do Evangelho. Não seremos meros “tocadores de obras”, mas animadores pelo fogo do Evangelho.  Até que ponto podemos dizer que ação pastoral e evangelizadora dos franciscanos seculares têm características próprias?

  • Místicos e seráficos, os franciscanos seculares  transpiram o desejo da união íntima com Deus.  Não nos cansamos de repetir: precisamos de seres de desejo e não simplesmente pessoas que  realizem serviços.  Um monge da comunidade de Bose, na Itália, falando do desejo assim se exprime: “A sociedade de consumo difundiu,  sobretudo entre os jovens,  a ideia de poderem se satisfazer em tudo e que a felicidade consiste no ser saciado, repleto, cumulado, vendo satisfeitas todas as necessidades. O Ocidente é cada vez mais uma sociedade de obesos, de gente locupletada. A sociedade consumística é uma prisão do desejo que se vê reduzida à necessidade que se satisfaz imediatamente. O desejo tem a ver com o sentido e propriamente é inextinguível.  O desejo é constitutivamente marcado  por uma falta, uma não-saciedade que se torna um principio dinâmico e de projeção para adiante. O verdadeiro desejo é aquele em que o objeto do desejo não sacia, mas vai se aprofundando. O desejo é insaciável  porque aspira aquilo que não pode possuir: o sentido.  É o sentido que seduz o desejo. A sociedade de consumo propaga  satisfação e assim elimina o horizonte da vida da pessoas” ( La Rivista del Clero Italiano  4/2011, p.261)

  • Em cada um dos continentes, onde está presente a Ordem Franciscana Secular, as necessidades evangelizadoras serão diferentes. Não existe uma regra universal. Temos que interpretar, à luz da fé, as situações concretas do povo ao qual servimos. A Igreja estará sempre atenta aos sinais dos tempos. Trata-se da situação atual da humanidade que precisa ser esclarecida com a luz do evangelho. Pensamos aqui nos grandes desafios mundiais e na situação concreta de tantos povos dizimados por ditadores cruéis e pelo fantasma da fome. Onde estão os franciscanos seculares?

9. Estas poucas reflexões  tiveram a finalidade de chamar a atenção para o tema do Capitulo Geral.  Certamente conferencistas, círculos de estudos, painéis haverão de esclarecer o assunto. Os franciscanos seculares estão num constante processo de conversão para poderem ser os mais aptos agentes de evangelização. À guisa de conclusão queremos transcrever algumas linhas do  Documento de Aparecida que lança uma certa luminosidade em todo o tema:  “Muitos católicos se encontram desorientados frente à mudança cultural. Compete à Igreja denunciar claramente estes modelos antropológicos incompatíveis com a natureza da dignidade do homem. É necessário apresentar a pessoa humana  como centro de toda a vida  social e cultural, resultando nela: a dignidade de ser imagem e semelhança de Deus e a vocação de ser filhos no Filho, chamados a compartilhar sua vida por toda a eternidade. A fé cristã nos mostra  Jesus Cristo, como a verdade última do ser humano, o modelo no qual o ser humano se realiza em todo o seu esplendor ontológico e existencial. Anunciá-lo integralmente em nossos dias exige coragem e espírito profético. Neutralizar a cultura de morte com a cultura cristã da solidariedade é imperativo que diz respeito a todos nós e que foi objetivo constante do ensino social da Igreja. No entanto,  o anúncio do Evangelho não pode prescindir da cultura atual. Esta deve ser conhecida, avaliada e, em certo sentido, assumida pela Igreja, com linguagem compreendida por nossos contemporâneos. Somente assim a fé cristã  poderá aparecer como realidade  pertinente e significativa  de salvação. Mas essa mesma fé deverá gerar modelos culturais alternativos para a sociedade atual. Os cristãos, com os talentos que receberam,  talentos apropriados, deverão ser criativos em seu campos de atuação: o mundo da cultura, da política, da opinião pública, da arte e da ciência” (n. 480).

(*) Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM
Assistente Nacional da OFS pela OFM e Assistente Regional do Sudeste III

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A Chama do Ardor Missionário Franciscano Secular

"Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso eu. É parar de dar volta ao redor de nós mesmos como se fossemos o centro do mundo e da vida".
D. Helder Câmara

São Francisco foi progressivamente tomando consciência do destino evangelizador da fraternidade, numa amplitude cada vez mais universal.
A experiência chave da vida de Francisco foi o encontro com o Evangelho, na chegada da primavera de 1208, quando escutou, durante a celebração da missa, a leitura do Evangelho de Mateus, capítulo 10, versículos 5 a 14. Após a missa, pediu ao sacerdote que explicasse o texto. Entendendo que Cristo queria que os apóstolos nada possuíssem, nem dinheiro, nem sapato, nem comida, mas, somente pregassem o Evangelho, ficou, profundamente tocado, respondendo: "creio e quero isso de todo coração". Inicia-se seu processo apostólico, sua vida missionária.

Podemos ler essa trajetória em 1 Cel XII, 29: "Por esse tempo, ingressou na Ordem um outro homem de bem, chegando a oito o número dos frades. Então, São Francisco chamando todos a si e tendo falado muitas coisas sobre o reino de Deus, o desprezo do mundo, a abnegação da própria vontade e a mortificação do corpo, dividiu-os dois a dois, por todas as partes do mundo, anunciando a remissão dos pecados. Sede pacientes, nas tribulações, confiando que o Senhor vai cumprir o que propôs e prometeu. Aos que fizerem perguntas, respondei com humildade; aos que vos perseguirem, abençoai e aos que vos caluniarem, agradecei, porque por meio disso tudo, nos está sendo preparado um reino celeste. E recebendo o mandato com gáudio e muita alegria eles se prostraram diante de São Francisco. Ele os abraçava e dizia com ternura e devoção a cada um: 'Põe teus cuidados no Senhor e ele cuidará de ti'. Frei Bernardo e frei Egídio foram para Santiago de Compostela. São Francisco e um companheiro escolheram outra região e os outros quatro foram, dois a dois, para os lados que restaram".

Celano continua nos relatando o processo missionário de São Francisco, escrevendo: "Ardendo em amor a Deus, o santo Pai Francisco sempre quis empreender as coisas as coisas mais difíceis... No sexto mês de sua conversão, inflamado em veemente desejo do santo martírio, quis navegar para a região da Síria para pregar a fé cristã e a penitência aos sarracenos e outros infiéis. Tomou um navio que ia para lá, mas sopraram ventos contrários e foi com outros navegantes parar na Esclavônia (Dalmácia e Croácia - Eslovênia)"
(I Cel XX, 55-56).), opondo-se

"Deixando o mar, Francisco, servo de Deus Altíssimo, caminhou por terra. Algum tempo depois, empreendeu uma viagem a Marrocos para pregar o Evangelho de Cristo ao miramolim e a seus sequazes. Seu entusiásmo era tanto que, as vezes, deixava para trás seu companheiro de viagem, na pressa de realizar seu intento, com verdadeira embriaguez espiritual. Mas, o bom Deus lembrou-se, em sua misericórdia de mim (Celano), opondo-se, frontalmente, quando já tínhamos chegado à Espanha, impedindo-o de continuar o caminho, por uma doença que o fez voltar atrás".

O projeto de Francisco de uma missão entre os sarracenos teria fracassado? O cardeal Guilherme Massaia OFM cap argumenta que, quanto maiores forem as contrariedades numa missão, tanto maior será a evidência do poder e da grandeza do Projeto de Deus.

Os biógrafos de São Francisco nos deixam, em suas páginas, muitos outros exemplos da caminhada missionária de Francisco e seus irmãos menores.

Frei João Franco Frambi OFM Cap
Assistente Espiritual Nacional da OFS - Revista Paz e Bem - Setembro/Outubro - 2010

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Família e vocação franciscana secular

Os franciscanos seculares considerem a família como o âmbito prioritário para viver o próprio compromisso cristão e a vocação franciscana e nela deem espaço à oração, à Palavra de Deus e à catequese, empenhando-se no respeito à vida, desde a concepção, e em qualquer situação, até à morte. (Const. Gerais da OFS, art 24, n.1)
1. Ninguém dúvida que a família seja uma das mais fundamentais e importantes  realidades de todas as existências. A artigo da CCGG da OFS acima mencionado  fala da família como âmbito, espaço prioritário para os franciscanos seculares.  O texto pede que os seculares vivam todas as dimensões da Igreja doméstica que é a família.  A Regra pede que  vivam em família o espírito de paz, da fidelidade e do respeito pela vida. Que a família dos franciscanos seja, diante dos homens, sinal de um mundo já renovado em Cristo (cf. n. 15).  Não estamos diante de um tema secundário, mas prioritário para a vida das fraternidades franciscanas, para a sociedade e para a Igreja. Todas as campanhas que visam destruir e desestabilizar a família  deterioram o amanhã da  humanidade.

2. Duas observações  preliminares para que este texto possa ser bem compreendido. O autor destas linhas tem pleníssima consciência da complexidade cultural, social e religiosa das famílias de hoje. Não é possível, sem mais nem menos, querer rapidamente que nossas famílias se tornem Igrejas domésticas. Há uma decalagem entre o ideal e o que acontece. Essa é a primeira observação. Ao refletir sobre OFS e família não há nenhuma intenção  de dogmatizar que nossas Fraternidades devam ser constituídas por casais e famílias. A OFS não é um grupo familiar. Sabemos disto. É uma escola de santificação aberta a todos.

3. O último Capitulo Nacional da OFS de Manaus pediu que, no triênio em curso, se prestasse atenção na ação missionária dos seculares. Falou-se da elaboração de  um programa de ação missionária que viesse  também a  contemplar a atuação nas famílias, células primeiras da transformação do mundo... Porque o futuro da humanidade passa pela família, no dizer do Papa João Paulo e porque  os seculares franciscanos precisam priorizar a família,  fazemos algumas considerações que nos parecem oportunas visando irmãos em geral, mas de modo particular a atuação dos assistentes no seio de nossas Fraternidades. Cabe a estes fazer com que as Fraternidades tenham preocupações eclesiais.

4. As pessoas resolvem ser franciscanas seculares por vocação. Há todo um período de discernimento, de formação, de vivência numa fraternidade antes da profissão.  Há um duplo movimento:  os que são chamados a seguir Francisco no mundo se reúnem em fraternidades, mas logo em seguida são reenvidados ao mundo. Um rapaz, uma moça, um homem e uma mulher fazem parte de uma família. Ali eles serão franciscanos: a busca incessante do rosto de Deus, uma vida despojada e alegre cantando as glórias do Senhor, evangelizando, de alguma forma, a própria família. Não posso imaginar um franciscano secular sem apreço, carinho, devotamento, dedicação à própria família. Isso se traduz numa alegria de viver à mesa com os seus, de passar,  pelo modo de ser, a alegria da simplicidade e da pobreza, o distanciamento de toda ostentação, mesmo contrariando membros da família. Não me parece normal que uma senhora, por exemplo, faça sua profissão, seu jubileu de prata na OFS sem que isto tenha nenhum significado para seu marido, seus filhos e seus familiares. Por isso sonho, sonho mesmo, que em muitas Fraternidades haja casados que caminhem juntos, que os dois construam uma família franciscana.  Sonho com Fraternidades que tenham a criatividade e a decisão de fazer encontros com os familiares.  Não é possível que anos a fio essas reuniões das Fraternidades ignorem as famílias. Filhos, irmãos, pais dos seculares precisam ser estimados pelos irmãos da Fraternidade.

5. Bom seria, muito bom seria, se marido e mulher fossem franciscanos seculares. “Os casados encontram na  Regra da OFS um valioso auxílio para percorrer o caminho da vida cristã, conscientes de que, no sacramento do matrimônio, o seu mútuo amor participa do amor que Cristo tem pela Igreja. O amor dos esposos e a afirmação do valor da fidelidade são um profundo testemunho para a própria família, para a Igreja e para o mundo”  (CCGG 24,1).  Pode mesmo acontecer que a esposa de um terceiro ou o marido de uma senhora terceira não tenha vocação para a OFS.  Nada de forçar seu ingresso. Mas ele ou ela poderiam ser  simpatizantes e participar eventualmente das reuniões. Em minhas visitas tenho visto alguns casos desses.  Eles me encantam.

6. A reunião da Fraternidade será marcada por temas familiares. Não posso me privar à alegria de transcrever luminosas orientações dadas pelas CCGG da OFS e que deveriam ser aprofundadas e incentivadas por todos os conselhos locais. Penso que um assistente  poderia implementar e incentivar o que aparece  aí.

Na Fraternidade: - que seja tema de diálogo e de partilha, de experiência a espiritualidade familiar e conjugal e a abordagem cristã dos problemas familiares; -  partilhem-se os momentos da vida familiar dos  co-irmãos e demonstre-se atenção fraterna  com aqueles – solteiros, viúvos, pais sós, separados, divorciados – que vivem em situações e condições difíceis;  - criem-se condições para o diálogo entre grupos de diferentes gerações;-  seja favorecida a formação  de grupos de casais e  de grupos familiares (Art 24, n. 2).  Sonho que os Conselhos locais incentivem a formação de grupos de famílias com forte presença de casais franciscanos. Temos que renovar.  Temos que tornar sólidas as famílias. Não podemos ignorar o assunto.

7. Na Igreja do Brasil, em nossos dias, tenta-se organizar a Pastoral  Familiar em nível diocesano e paroquial.  Como seria bom se casais franciscanos, com seu jeito despojado, verdadeiro, leal, fraterno, simples, acolhedor, dialogante, pudessem ser líderes dessa pastoral!  Não fomos convocados  para sermos restauradores da Igreja, como  Francisco?  Por vezes, tendo trabalho quase duas décadas com a Pastoral Familiar em todos os cantos do país, penso que a Pastoral  ganharia muito com agentes evangelicamente  qualificados como são os franciscanos  seculares.  Se fizermos isso nada estaremos fazendo senão seguir os ditames das CCGG:  “Os irmãos colaborem com os esforços que se envidam na Igreja e na sociedade para a firmar o valor da fidelidade e do respeito pela vida e para dar resposta aos problemas sociais da família”  (Art 24, 3).

Concluindo

Nossas Fraternidades Franciscanas Seculares precisam se reinventar. O amanhã está sendo apontado pelo Espirito, que é a alma da Igreja e  Ministro Geral dos franciscanos.  As reflexões sobre a família poderão nos sugerir caminhos novos. Ou será que me engano?

(*) Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM
Assistente Nacional da OFS pela OFM e Assistente Regional do Sudeste III

terça-feira, 26 de abril de 2011

Alegria em servir

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Esperando os fiéis sairem da Missa da Ressurreição

Pelo segundo ano consecutivo, a fraternidade São Maximiliano Maria Kolbe de Porto Feliz/SP da OFS do Brasil, teve a alegria de poder organizar também o segundo café da manhã comunitário, após a Missa da Ressurreição.
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Padre Toninho
São tempos de alegria. A Paróquia iniciou em 2010, a procissão da Ressurreição, seguida de missa e o primeiro café da manhã comunitário. Foi uma experiência encantadora, linda e gratificante. Este dia choveu, o tempo não estava tão amistoso.

Neste domingo de páscoa, dia 24 de abril, o tempo estava agradavél, céu azul, sol generoso, temperatura estável. O número de fiéis aumentaram na procissão, na missa e no café da manhã. Foi além de nossas expectativas.
 
 

A fraternidade ajudou na procissão participou da caminhada orante, do encontro de N. Senhora e de Jesus Ressucitado. Com Nossa Senhora estavam as mães que perderam seus filhos, o encontro foi emocionante, as palavras que o pároco Padre Toninho disse foram certamente inspiradas pelo Espírito Santo. Com a humildade de São Francisco, tudo transcorreu na Paz, na Alegria, foram momentos sublimes.

Durante a Missa, o ofertório contou com a participação de irmãos fraternos. No Café da manhã, a comunidade prestigiou, o Pe. Toninho muito incentivou e participou conosco em comunhão. 

Momentos de boa conversa, muita risada e também de se alimentar. Deus estava conosco.

Paz e Bem






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Fotos: Rafael Correa/Pastoral da Comunicação;
Texto: Felipe Miranda/Fraternidade;

terça-feira, 15 de março de 2011

A importância de um Assistente Espiritual para um fraternidade


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Nesta segunda-feira, dia 14 de março de 2011, Frei Gilberto, OFM,  da Paróquia Santo Antonio de Sorocaba, esteve visitando a Fraternidade São Maximiliano Maria Kolbe da vizinha cidade de Porto Feliz.
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A fraternidade está sendo erigida e em breve este tempo se concluirá, 16 pessoas estão em formação, conhecendo mais da espiritualidade Franciscana, outros estão em iniciação. O Frei Gilberto é o Assistente Espiritual da Fraternidade. O Assistente, tem a função de acompanhar a fraternidade, com visitas regulares, sempre motivando e orientando a fraternidade nos caminhos de São Francisco rumo a Cristo.
O Assistente ajuda a discernir também das ações da fraternidade, seja em momentos delicados mediante problemas, como também em atividades que a fraternidade esteja desempenhando. Em gratidão, os irmãos da fraternidade além da gratidão e obediência, retribui-lhe em orações, agradecendo a Deus, doador do Dom da Vida, pela providência, pois, atualmente há muitas dificuldades em se encontrar um Assistente Espiritual.
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Nesta noite, o Frei Gilberto fez uma profunda reflexão sobre a Quaresma, abordando as 3 faces da justiça sob a esmola, oração e jejum, tão abordados na época da quaresma.
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Três face da justiça 
Esmola – vai além de dar 5 reais de ajuda à alguém, e sim ir até o irmão para ajudá-lo. 
Oração – vai além da reza comum. É uma conversa, onde nos sentimos verdadeiramente como filhos de Deus. 
Jejum – a igreja pede jejum com abstenção de carne na quarta-feira de Cinzas e sexta-feira Santa. O jejum de carnae é em respeito ao sacrifício de Jesus, que entregou sua própria carne por nós. O sentido do jejum é a disciplina, o saber me dominar diante de todas as coisas.
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O lado franciscano São Francisco antes mesmo de se tornar religioso, ele já estava em um processo de Esmola, ela ja estava fazendo partilha de bens, dinheiro aos mais pobres. Depois de religiosos, se despojou totalmente dos bens terrenos. Neste processo de conversão ele ja estava mudando com a Oração, pela Oração, sendo uma Oração. Muito ele subia nos Montes para Orar, assim como Jesus. Jejum era levado a sério, ao ponto de reconhecer que ele foi duro demais com o irmão corpo, fazendo 4 jejuns ao ano.
Frei Gilberto encerrou dizendo: 
Desejo a vocês, como é a vontade de Jesus Cristo e de nosso Pai Francisco: "crescei e frutificai" espiritualmente.

Paz e Bem!
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Blog da OFS do México


Blog da OFS do México:

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Blog Movimento de Assis é repaginado!

logo 2011

O blog que retrata a fraternidade franciscana São Maximiliano Maria Kolbe, OFS de Porto Feliz, está ganhando uma nova cara. Os principais objetivos eram dar maior leveza visual, com cores suaves, letras maiores e um novo logo, além de uma ampla revisão nos arquivos do Blog, este último estágio ainda não foi concluído!

Fraternidade Em Porto Feliz, começou como Movimento de Assis, um grupo de pessoas que buscavam aprender e viver da espiritualidade franciscana, alguns já eram professos na OFS (Ordem Franciscana Secular) e frequentavam outra fraternidade em Sorocaba. Como o grupo foi crescendo e vocações foram sendo despertadas, começou-se a erigir a fraternidade de São Maximiliano Maria Kolbe na cidade. Incialmente foram 14 pessoas que fizeram o rito de admissão, meses depois mais duas pessoas fizeram o rito de admissão em Sorocaba. Depois de um tempo um irmão faleceu, Ney Pottel, deixando uma grande lacuna e saudades. Atualmente são 15 irmãos em tempo de formação, antes de professarem.


pastoral
Frutos Um dos grandes frutos da fraternidade é a Pastoral da Comunicação, que começou com o Blog Movimento de Assis criado por Camila Leite, que só abordava assuntos e eventos franciscanos, diante do desafio e da necessidade de se registrar e divulgar outros eventos da Igreja na cidade, por um tempo o blog franciscano abrigou atividades “pascom”, e em janeiro de 2010 com apoio e incentivo da Pascom Arquidiocesana, nasceu a Pascom Porto Feliz. Assim, consequentemente separando-se as atividades e endereço eletrônico. 

O blog franciscano continua abordando a vida e realidade da fraternidade. A Pascom segue também seu caminho no mundo digital.

Entre os Franciscanos, há uma forte característica digital: a existência de Blogs. Tendo uma grande preocupação e forte orientação para que as fraternidades registrem suas reuniões gerais, encontros e atividades, como forma de se  divulgar e arquivar toda a vida da fraternidade na comunidade, na vida paroquial. É preciso registrar a história que está sendo traçada.


Acesse o blog da fraternidade:

sábado, 8 de janeiro de 2011

Fraternidade São Maximiliano Maria Kolbe realizou Folia de Reis!

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Pelo terceiro ano consecutivo, aconteceu a Folia de Reis desta vez no Largo da Penha, centro da cidade de Porto Feliz - cidade pequena, vizinha de Itu e Sorocaba, organizado pelos franciscanos da fraternidade São Maximiliano Maria Kolbe da Paróquia Mãe dos Homens. Nos anos anteriores aconteceu na rua Tristão Pires (2010) e Av. José Maurino (2009).
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Álém dos franciscanos, moradores locais participaram da folia, recebendo em sua casa os três Reis Magos e o estandarte, além de três presentes: água benta, cartão de mensagem com a fita do standart e um pão.
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Do lado de fora ficam os foliões, cantando as músicas típicas e no final a benção da casa. No final, todos se reuniram para uma oração final e confraternizaram.
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Folia de Reis A tradição da Folia é global, sendo dia 6 de janeiro  a data oficial na qual, simbolicamente, encerra-se o ciclo da viagem dos Três Reis Magos até Belém, que, metaforicamente, teve início na véspera de Natal, dia 24. Conta a história, ou reza a lenda, que, guiados por uma Estrela Guia, os três reis, Gaspar, Balthazar e Melchior, teriam saído à procura do recém nascido Deus Menino que teria vindo ao mundo como messias para salvar a todos.

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Agradecimento
A fraternidade São Maximiliano, agradece a cada família que recebeu já em dezembro a primeira exposição de presépios nas casas, abrindo para toda a população os seus presépios e os contextos cristão em que eles foram inseridos. Agora em janeiro de 2011, acolheram a Folia de Reis. Que o Espírito do Natal se revigore em nossas casas e famílias.


fotos:Felipe Miranda/Pascom PF
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Vídeo
A Pastoral da Comunicação de Porto Feliz, registrou em vídeo, a Folia de Reis deste ano.

 

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