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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Série : Santos franciscanos

Paz e bem!

Partindo do texto
Santos da Ordem Franciscana : (3 Ordens)
disponível em http://br.groups.yahoo.com/group/info_franciscana/files/Santos%20da%20Ordem%20Ser%80%A0%A6%E1fica.doc
e acessado em 03 maio 2009,
estou iniciando um a série de postagens
sobre cada um destes santos.
Mas vou cotejar este texto com outras fontes,
pois de vez em quando há erro de data.

Pelo que descobri esta é uma tradução
para língua portuguesa
do texto em espanhol,
que por sua vez é tradução, atualização e adaptação
feita por Frei José Guillermo Ramírez G., OFM
do original em italiano
Un Santo al giorno
cujo autor é
Frei Giuliano Ferrini, OFM.
Esta versão em espanhol está disponível em
http://franciscanos.net/santoral/index.htm

Nem sempre estou conseguindo
uma imagem do santo,
assim se algum de vocês tiver digitalizado
a imagem de um dos santos que eu
não tiver conseguido ilustrar
e me informar como posso obter
esta imagem,
à posteriori colocarei a imagem
na postagem.

Beato Ladislau de Gielnow : 4 maio

Sacerdote da Primeira Ordem (1440-1505). Aprovou seu culto Bento XIV em 11 de fevereiro de 1750.

Ladislau nasceu em Gielnow, em Polônia e foi batizado com o nome de João. Realizou os estudos de filosofia e teologia em Cracóvia e teve dois ilustres condiscípulos: São João Câncio e o Beato Simão de Lipnica. Sentindo-se chamado para a vida religiosa, abandonou tudo e entrou na Ordem dos Frades Menores no convento de Cracóvia. Em 01 de agosto de 1457, depois do ano de noviciado, teve a alegria de emitir sua profissão religiosa e depois de alguns anos de intensa preparação foi consagrado sacerdote. Dedicou-se à pregação com entusiasmo e muito vigor. Percorreu cidades e povos anunciando o reino de Deus. Sua eloqüência viva e atraente era glorificada pela santidade e por prodígios. As turbas se aglomeravam em torno do seu púlpito e retomavam o caminho da virtude.

Eleito em várias ocasiões Ministro Provincial, visitou a pé os 24 conventos a ele submetidos; esteve duas vezes na Itália, onde tomou parte no Capítulo Geral da Ordem. Ao voltar para a sua pátria, pregou assiduamente por oito anos e escreveu obras religiosas, poesias e cantos. Compôs as "Ordenanças" de sua Província, que foram aprovadas em 28 de maio de 1498 no Capítulo Geral de Urbino. Durante seu governo enviou missionários a Lituânia e Rússia, a fim de converter os hereges e cismáticos. Inúmeras foram as conversões.

A seráfica pobreza de Ladislau era grande: contentava-se com o necessário, queria conventos, hábitos que não desdissessem da vida franciscana. Pregava com tanto fervor as verdades da fé, que parecia um Santo Antônio de Pádua redivivo. Depois de suas pregações eram executados cantos religiosos compostos por ele mesmo.

Polônia, católica por excelência, sempre teve sofrimentos em sua história. Também enfrentou guerras promovidas pelas nacões limítrofes. O Beato Ladislau, para obter a proteção divina sobre sua pátria, pregava ao povo a penitência e organizava procissões penitenciais.

Devotíssimo da Santíssima Virgem, inculcava a recitação diária da coroa franciscana. O povo acudia devoto a esta prática. A Virgem Santa aparecia-lhe várias vezes com o Menino Jesus em seus braços. Na sexta-feira Santa de 1505, enquanto pregava a paixão de Cristo, ao chegar na descrição da flagelação, entrou em êxtase. O povo admirou entusiasmado o santo religioso que, apenas voltando em si, sentiu que se lhe acabaram as forças. Era este o anúncio da morte próxima. Depois de um mês de sofrimentos suportados com resignação, expirou serenamente, era 4 de maio. Por sua intercessão foram alcançadas muitas graças e curas milagrosas. Ele está entre os patronos de Polônia e Lituânia.

domingo, 3 de maio de 2009

Beata Petronila de Troyes : 3 maio

Ou Beata Petronila de Moncel.
Virgem religiosa da Segunda Ordem (+1355). Concedeu oficio e missa em sua honra, Pio IX em 11 de maio de 1854.

Petronila, nascida de nobre família dos condes de Troyes, na França, foi educada religiosamente; jovem ainda, chegou a ser admitida entre as irmãs Clarissas do Mosteiro de Provença, onde aperfeiçoou suas virtudes, particularmente a modéstia, a humildade, a paciência. Teve um amor ardente e desmedido por Cristo no Sacramento da Eucaristia e também pelo Crucificado. Preocupou-se muito na edificação de suas co-irmãs, mais com o exemplo que com a palavra. Transformou o mosteiro em um centro de eficaz apostolado, estendendo sua ação benéfica particularmente entre os pecadores, os aflitos e os mais necessitados.

Para testemunhar seu total amor a Cristo prometeu realizar tudo com perfeição. A esta promessa se empenhou em uma contínua renovação, o que lhe causou penas e incompreensões. Porém, Petronila avançou em contínua oração, sendo assistida por Deus com favores celestiais de contemplação e êxtases.

O rei da França, Felipe o Belo, fundou em 1309 um mosteiro de irmãs Clarissas, dedicado a São João Batista, em Oncel, perto de Pont-Ste-Maxence, na diocese de Beauvais. Mas, a construção do mosteiro se atrasou devido a morte do rei e somente em 1336 se estabeleceram aí doze monjas Clarissas vindas dos mosteiros de Longchamp, de São Marcelo de Paris e de Santa Catarina de Provença. Uma das irmãs vindas de Provença era Petronila de Troyes. Ela foi escolhida como abadessa e entronizada solenemente em presença do rei Felipe de Valois e da rainha Joana de Borgonha. No ano seguinte, em 27 de março de 1337 foi consagrada a igreja do mosteiro pelo cardeal de Boulogne.

A nova abadessa formou um grupo de almas generosas, que se entregaram à perfeição seráfica. Sobressaiu pela sua humildade e delicadeza para com todas suas co-irmãs, especialmente para com as enfermas, entretanto, tornou-se cada vez mais profunda a sua união com o esposo celestial. Muita luta teve que suportar, sobretudo por parte do demônio, que tentou lançá-la no desespero. Inúmeras jovens seguiram o seu exemplo e logo o mosteiro de Moncel se converteu num cenáculo de almas eleitas. Depois de oito anos de sábio governo, Petronila renunciou o seu mandato, para se preparar melhor para seu encontro final com o esposo celestial. Viveu, todavia, onze anos uma vida oculta e humilde. A 01 de maio de 1355 abandonou a terra para a eterna festa do céu.

Nota: Há divergências sobre a data de sua festa.
Sou grato se pelos comentários conseguirem dirimir a dúvida.

Fé e oração

"A fé, nutrida da oração,
propicia-nos uma ruptura constante
com os elementos nocivos
que a ideologia dominante
introjeta em nossa vida.
Arranca-nos do pecado,
da atitude de fechamento,
para ampliar em nós
o espaço da ação transformadora da graça.
Faz-nos efetuar uma nova leitura do processo histórico,
através do qual percebemos seu sentido último e absoluto,
sem os riscos de absolutizarmos os dados de uma leitura parcial,
imediata, racionalista e científica."


Ler a Bíblia no Brasil Hoje

Deu no Ayrton's Biblical Page:

Artigo originalmente publicado em Cadernos do Cearp n. 3 (maio de 1995), Ribeirão Preto: CEARP, p. 23-36. Atualizado em abril de 2009.

Fato incontestável é a redescoberta da Bíblia e o seu uso constante por todas as igrejas cristãs no Brasil, hoje. Este artigo quer refletir sobre algumas das muitas leituras feitas nos últimos anos. Um levantamento completo abrangeria muito mais. As limitações de quem escreve impõem, contudo, restrições objetivas e necessárias. Por isso, permaneço (quase que) só no âmbito católico e brasileiro. Embora suponha que alguns dados mencionados possam ser encontrados em outras igrejas e outros países latino-americanos. Um texto mais amplo do mesmo autor, com o título de Notas sobre alguns aspectos da leitura da Bíblia no Brasil hoje, pode ser lido na REB 50 (março de 1990), Petrópolis: Vozes, p. 117-137.

O assunto se dispõe em três partes - descrição, análise e perspectivas -, procurando responder, deste modo, a três questões:

· como se lê a Bíblia hoje?

· por que se lê a Bíblia hoje?

· para que se lê a Bíblia hoje?

1. Como se Lê a Bíblia Hoje?

1.1. A Descoberta da Bíblia no Brasil

A presença da Bíblia no Brasil, nos meios católicos, começa a ser mais significativa a partir da década de 40. Por detrás disso há um fato dos mais importantes. Refiro-me à encíclica de Pio XII, Divino afflante Spiritu [Inspirados pelo Espírito Divino], de 30 de setembro de 1943. Foi esta encíclica que permitiu a entrada, na Igreja, da moderna pesquisa exegética, superando séculos de desconfiança no uso da Bíblia. Observo que até o século XIII, a reflexão bíblica ocupava lugar importante na reflexão teológica. A Escolástica quebrou esta tradição, com a elaboração de uma teologia cada vez mais especulativa. A Reforma protestante reagiu contra esta tendência com uma volta radical à Escritura, enquanto os teólogos católicos, no contexto da Contra-Reforma, afastavam-se ainda mais da Bíblia.

Pio XII, entre outras coisas, recomendava, na Divino afflante Spiritu, o estudo das línguas bíblicas, o recurso à filologia, a busca do sentido literal dos textos, o exame do contexto, o estudo da história, da arqueologia e dos gêneros literários, o esclarecimento da condição social do autor. Leia-se, por exemplo, sobre o estudo das línguas bíblicas: Além disso são hoje tantos os meios para aprender aquelas línguas que o intérprete da Escritura, que, descurando-as, fecha a si mesmo o acesso aos textos originais, não podendo evitar a imputação de inconsideração e indolência. Ou sobre a pesquisa histórico-crítica: Procure por conseguinte o intérprete distinguir com todo o cuidado, sem descurar nenhuma luz fornecida pelas recentes investigações, qual a índole própria e condição social do autor sagrado, em que tempo viveu, de que fontes, escritas ou orais, se serviu, que formas de dizer empregou. Ou a repreensão dirigida a certas tendências que rejeitam a pesquisa moderna: Tal interpretação (...) será meio eficaz para fazer calar os que se queixam de não encontrar nos comentários bíblicos nada que eleve a mente a Deus, alimente a alma, fomente a vida interior, e por isso dizem que é preciso recorrer a uma interpretação que chamam espiritual e mística.

Perfeitamente afinado com este momento histórico, foi, entre nós, Frei João José Pedreira de Castro, exegeta franciscano, formado em Ciências Bíblicas em 1924. Um dos pioneiros na difusão da leitura e do estudo da Bíblia no Brasil. Na década de 50, por exemplo, Frei João José fundou, em São Paulo, o Centro Bíblico, através do qual incentivou a leitura da Bíblia de todas as maneiras possíveis. Durante 40 anos, Frei João José rompeu barreiras e venceu teimosos preconceitos, iniciando até mesmo um diálogo ecumênico.

Marco fundamental, naqueles tempos, foi a fundação da Liga de Estudos Bíblicos, a LEB, na I Semana Bíblica Nacional, realizada em São Paulo. A LEB reunia os exegetas católicos em amplos debates e estudos, pela primeira vez no Brasil, além de promover a divulgação da Bíblia junto à população. A partir de 1956 começou a ser publicada a Revista de Cultura Bíblica, órgão oficial da LEB. E ainda na década de 50 a LEB iniciou acurada tradução da Bíblia para o português, diretamente dos originais, atendendo aos anseios dos exegetas e aos apelos das autoridades eclesiásticas. Muitos exegetas da LEB se empenharam, desde então, na divulgação e estudo da Bíblia em vários níveis e de todos os modos: cursos, semanas bíblicas, conferências, retiros, artigos, livros e folhetos. Todo este esforço está relatado na Revista de Cultura Bíblica (RCB) n. 43-44, Loyola, São Paulo, 1987. São mais de 20 artigos que trazem depoimentos dos protagonistas, dados históricos, análises e sugestões.

1.2. À Procura do Melhor Texto

Uma das questões enfrentadas pelos católicos era a dificuldade de acesso ao texto bíblico em português. A grande maioria da população só conhecia as simplificadas - e, com frequência, simplistas - “Histórias Sagradas” do catecismo e os selecionados trechos lidos nas missas e (mal) comentados pelos padres.

Sabe-se que a primeira tradução católica moderna da Bíblia, em português, foi feita pelo Padre Antônio Pereira de Figueiredo, nascido em Macau em 1725 e morto em Lisboa em 1797. A tradução, feita sobre a Vulgata, ficou pronta em 1790. A 1a edição brasileira saiu em 1864 e desde então esta Bíblia Sagrada foi várias vezes reeditada.

Enquanto isso, a primeira tradução protestante da Bíblia para o português, a divulgadíssima João Ferreira de Almeida, fora completada já em 1753. Hoje, a tradução de João Ferreira de Almeida existe em mais de uma forma, como:

:: Almeida Corrigida e Fiel - Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil

:: Almeida Revista e Atualizada - SBB - Sociedade Bíblica do Brasil (esta versão possui grande aderência aos textos originais hebraico e grego)

:: Almeida Revista e Corrigida - SBB - Sociedade Bíblica do Brasil

Hoje, surpreende a variedade de Bíblias oferecidas pelas editoras católicas à população brasileira, como [a lista não pretende ser completa]: Biblia de Jerusalém - Edição Revisada (publicada em 2002)

:: Bíblia de Jerusalém - Paulus Editora
:: Bíblia do Peregrino - Paulus Editora
:: Bíblia Mensagem de Deus - Edições Loyola
:: Bíblia Sagrada - Ave-Maria - Editora Ave-Maria
:: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral - Paulus Editora
:: Bíblia Sagrada de Aparecida - Editora Santuário
:: Bíblia Sagrada - Tradução da CNBB - CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
:: Bíblia Sagrada - Vozes - Editora Vozes
:: TEB - Tradução Ecumênica da Bíblia - Edições Loyola

Algumas são “traduções de traduções”, embora freqüentemente cotejadas com os originais, enquanto outras - estas muito mais interessantes - são traduções feitas a partir dos textos originais hebraico, grego [e os poucos textos em aramaico], em geral acompanhadas de úteis introduções e notas explicativas.

Lembro ainda que já existem algumas destas Bíblias disponíveis online, para leitura, audição ou download, como a Edição Pastoral, a Tradução da CNBB ou a Almeida. Sem nos esquecermos das edições eletrônicas em CD e DVD.

Outra questão que deve ser abordada é a do nível de compreensão, pelo povo, das várias traduções existentes e a diferença entre leitura e audição do texto.

Remeto tal discussão para um interessante artigo de Alberto Antoniazzi, no qual se avaliam os resultados de duas pesquisas, feitas em 1981, sobre o tema, uma em Ribeirão Preto e outra em Belo Horizonte[1].

O que preocupava os pesquisadores era:

· Uma tradução da Bíblia pode ser mais acessível (mais compreensível) ao povo que outras?

· Há diferenças na compreensão do texto bíblico lido e do texto bíblico ouvido?

· Se há dificuldades na compreensão, onde estão e como superá-las?

Duas conclusões (provisórias) são interessantes:

· É urgente uma tradução acessível da Bíblia, já que o nível de compreensão da Bíblia pelo povo é baixo.

· É preciso ter cuidado nesta questão da compreensão, pois, às vezes, tomam-se as opiniões dos padres pela manifestação do povo. Nem sempre o texto que o padre ou o agente de pastoral consideram ser mais acessível ao povo o é de fato.

[1]. Cf. ANTONIAZZI, A. O povo e as traduções da Bíblia. Primeiro resultado de uma pesquisa. Vida Pastoral, São Paulo, n. 104, p. 15-23, maio/junho de 1982.


Extraído de http://www.airtonjo.com/ler_biblia.htm acesso em 03 maio 2009.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A DIVINA PROVIDÊNCIA
















A PROVIDÊNCIA DIVINA.

“Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois! Bem mais que os pássaros valeis vós.” (Mt 10,30-31).

A confiança é a virtude pela qual o Espírito Santo realiza em nós a vontade de Deus. Com ela nos pomos à sua disposição e nos abrimos para a ação da graça santificante que nos capacita para o céu. É por meio dessa virtude que permanecemos com o nosso olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus Cristo; pois, como diz a Escritura: “O justo vive da fé.”

Viver em Deus, por Deus e para Deus é o sentido último de nossa existência; creio que seja por isso que Jesus diz no Evangelho de São Mateus: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e todas as coisas vos serão dadas em acréscimo. Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.” (Mt 6,33-34). A isto chamamos Providência Divina.

O novo Catecismo da Igreja Católica (CIC) assim se refere a este assunto: “Chamamos de divina providencia as disposições pelas quais, Deus conduz sua criação para a perfeição última: Deus conserva e governa com providencia tudo que criou; ela se estende “com vigor de um extremo a outro e governa o universo com suavidade”. (Sb 8,1). Pois “tudo está nu e descoberto aos seus olhos” (Hb 4,13), mesmo os atos dependentes da ação livre das criaturas.

Com efeito, o testemunho da Sagrada Escritura é unânime: a solicitude da divina providência é concreta e direta, toma cuidado de tudo, desde as mínimas coisas até os grandes acontecimentos do mundo e da história. Com vigor, os Livros Sagrados afirmam a soberania absoluta de Deus no curso dos acontecimentos: “O nosso Deus está no céu e faz tudo que deseja”(Sl 115,3); e de Cristo se diz: “O que abre e ninguém fecha, e, fechando, ninguém mais abre” (Ap 3,7). “Muitos são os projetos do coração humano, mas é o desígnio do Senhor que permanece firme” (Pr 19,21).

Caríssimos, Jesus pede que nos entreguemos confiantemente à providência do Pai Celeste, que cuida das mínimas necessidades de seus filhos e filhas: “Por isso, não andeis preocupados, dizendo: Que iremos comer? Ou, que iremos beber? ...Vosso pai celeste sabe que tendes necessidade de todas essas coisas.” (Mt 6,31-33). Em outras palavras, confiar na divina providência é entregar-se sem vacilar nas mãos d’Aquele que tudo pode e quer sempre a nossa salvação.

Às vezes, diante dos acontecimentos adversos de nossa história ou da nossa vida, ficamos a nos perguntar: Se Deus Pai Todo Poderoso, Criador do mundo ordenado e bom, cuida de todas as criaturas, por que então o mal existe? Somente o conjunto da fé cristã responde a esta pergunta: pela bondade da criação, o drama do pecado, o amor paciente de Deus que se antecipa ao homem por suas alianças; pela Encarnação redentora de seu Filho; pelo dom do Espírito Santo; pelo congraçamento da Igreja; pela força dos sacramentos; pelo chamado a uma vida bem-aventurada à qual as criaturas livres são convidadas antecipadamente a assentir; mas da qual podem, por um terrível mistério, abrir mão também antecipadamente.

“Ó abismo de riqueza, de sabedoria e de ciência em Deus! Quão impenetráveis são os seus juízos e inexploráveis são os seus caminhos! Quem pode compreender o pensamento do Senhor? Quem jamais foi o seu conselheiro? Quem lhe deu primeiro, para que lhe seja retribuído? Dele e por Ele e para Ele são todas as coisas. A ele a glória por toda eternidade! Amém!” (Rm 11,33-36).

Portanto, quem em Deus espera e Nele confia plenamente, saber-se protegido contra as ciladas do mal, que tenta a todo custo dizimar a bondade e o bem presente nas criaturas. Por isso, sejamos vigilantes e compassivos, trilhemos o caminho da justiça e do amor, conservando em nossa vida o temor do Senhor até que Ele venha.

Paz e Bem!

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FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.

Bispo de Marajó no Pará testemunha sua atuação pastoral


o bispo prelado da ilha de marajó no pará Dom Luis Azcona Hermoso esteve nesta quarta feira dia 29/04/09 em nossa arquidiocese de campinas interior de são paulo, nesses dias acontecia o ciclo de estudos teologicos e pastoral sobre "igreja e sociedade" a presença do bispo nos enriqueceu motivando-nos ainda mais em nossa caminhada de discipulos e missionários de Jesus Cristo.

sabemos da dura realidade com que vive os nossos irmãos das regiões amazonicas, mais sabemos também das garndes alegrias que move o coração desta gente acolhedora,o bispo falou de sua atuação pastoral nos 25 anos caminhando ha frente da igreja de marajó como pastor comprometido com as lutas de seu povo sofrido a presença do prelado anima e encoraja a igreja local, nos ultimos anos Dom luiz tem se dedicado ainda mais na defesa das mulheres maginalizadas e crianças vitimas da prostituição infantil na região, sabemos que nesta região este probelama é cada vez mais preucupante, "acompanhei casos dramaticos de mulheres e criançãs vitimas de abusos muitas vezes para comprar o que comer" afrima o bispo

por defender seu povo denunciando esses escandalos o bispo vem sofrendo duras ameaças, inclusive de morte, mais ele não se rende ao falar do assunto disse Dom luiz "lá estou como pastor e preciso ter os mesmos sentimentos de Jesus que se compadecia pelo seu povo quando sofria"nossa voz não deve nunca se calar pois como profetas somos anunciadores do reino denunciando as injustiças para promover a vida humana é nossa misão está ao lado dos pequenos, dos pobres, das vitmas da violencia contra crianças e mulheres marginalizadas,quando perguntei se tinha medo ele disse" tenho medo só de uma coisa, de não ser humilde,achar que sou o mais importante e corajoso,quero que rezem para que eu seja sempre humilde" nesta missão. os presentes se emocionaram ao escutar o testemunho profetico e misionário de um homem que se dedica com amor pastoral fazendo opção preferencial pelos pobres como fez Jesus o testemunho do bispo mativou-nos e nos fez pensar nosso compromisso com o reino de Deus, atraves de sua igreja pois pelo batismo somos todos profetas discipulos e missionários anunciadores da paz promotores da vida.

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