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sábado, 11 de setembro de 2010

FELIZES


















FELIZES

Quando olho nos teus olhos meu Senhor,
sinto a profundidade do teu amor inundar todo o meu ser...
e fazer-me vivê-lo plenamente aqui...
e para além daqui...
como um autêntico filho de Deus...

Ó meu Senhor,
quão santificante é essa tua graça...
Ela nos reveste de tamanha confiança,
que nos rendemos inteiramente a Ti...
É por ela que nos dás a certeza da salvação...
e a feliz compreensão de que o mal já foi julgado e condenado...
e que os justos triunfarão para sempre no Reino dos Céus...

Senhor,
felizes os que te amam sem te impor limites ou condições...
Felizes os que negam a si mesmos,
tomam sua cruz e te acompanham no caminho da vida eterna...
Estes jamais tropeçam,
porque tua a graça, que os sustenta,
não os deixa tropeçar...

Amém!

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

A travessia de Newman

Quando, dentro de alguns dias, no dia 19 de setembro, Bento XVI beatificar John Henry Newman (foto), o Papa não prestará apenas a devida homenagem da Igreja Católica a um homem que, em vida, por causa da sua busca da fé verdadeira, enfrentou muitas tribulações. Ele indicará também um modelo de vida cristã e de estímulo pastoral válido para hoje.

A reportagem é do vaticanista italiano Aldo Maria Valli, publicada na revista Europa, 10-09-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto e revisada pela IHU On-Line.

Nascido em 1801 e falecido em 1890, fervoroso anglicano e depois ministro da Igreja da Inglaterra, Newman, em 1845, se converteu ao catolicismo. Dois anos depois, foi ordenado padre católico e, em 1879, é feito cardeal. Mas por trás da aparente linearidade desse percurso, há muitas curvas difíceis, muitos obstáculos, muitas incompreensões.

Desde o início, a vida do futuro cardeal foi marcada pelo imprevisto e pelo contraste. Foi um estudante brilhante, mas, por causa dos muitos estudos, seus finais finais foram um meio fracasso. A nota foi muito baixa, mas depois de cerca de um ano, ele prestou novos exames e, desta vez, tornou-se professor do Oriel College de Oxford. O seu papel é o de tutor, com o encargo de seguir um grupo restrito de estudantes, mas eis que Newman, com pouco mais de 20 anos, não se limitou a transmitir noções. Para ele, o ensino pode ser concebido só como uma parte da educação, que é, em primeiro lugar, moral e espiritual. Segundo a visão então dominante, trata-se de um escândalo, e assim os estudantes lhe são retirados.

Em 1825, tornou-se padre anglicano, dedicou-se à paróquia universitária, fez sermões e, enquanto isso, começou a se interrogar: está exatamente na Igreja Anglicana o caminho certo para alcançar Deus e viver como santo? Uma primeira resposta é positiva: a Igreja da Inglaterra, disse, é uma espécie de via media [caminho do meio, em latim] entre o protestantismo e o catolicismo, um exato meio.

Mas ao longo dos anos, deu-se conta de que esse caminho, na prática, não existe. Percebeu que as interferências do Estado na vida da Igreja são indevidas e inadmissíveis. Aos poucos, aproximou-se da Igreja Católica. O seu "rebocador" é um padre italiano, o passionista Domenico Barberi (imagem). A conversão é o fruto desse lento caminho, como a travessia, disse, de um mar tempestuoso. Não dá as costas aos anglicanos, não renega nada do passado, mas, para os ex-co-irmãos, é um traidor. Deixa as certezas compartilhadas para entrar em uma minoria desprezada. Abandona a comodidade e a reputação para abraçar a verdade.

O barco chega no porto, mas os problemas não acabaram. A própria Igreja Católica se esforça para acolher um personagem sob muitos aspectos incômodo.

Seja como fundador da Universidade Católica de Dublin, seja como diretor do jornal católico The Rambler, Newman vai ao encontro de contrastes e incompreensões. No diário, anota: "Se antes, a minha religião era desolada, mas a minha vida não o era, agora a minha religião não é mais desolada, mas a minha vida o é". Em meio a tantos fracassos (incluindo as calúnias de um ex-católico italiano, que lhe custaram uma condenação por difamação), Newman teve também que se resguardar das suspeitas de ambas as partes: assim como alguns anglicanos defendem que ele sempre foi católico em segredo, alguns católicos dizem que ele nunca abandonou verdadeiramente o protestantismo.

Quando Leão XIII, admirador de Newman, sucedeu Pio IX, as nuvens, pela primeira vez, se desfazem. A púrpura cardinalícia, inesperada, é o selo de uma vida corajosa e plena de paixão pela verdade, uma vida da qual surgem alguns traços distintivos de cristão: a busca contínua, a capacidade de aceitar o quieto viver, o desejo de se tornar ponte, apesar da obstinação de quem quer erguer muros, o testemunho pessoal, a indissolubilidade de palavra e exemplo, a disponibilidade à mudança, porque, "aqui sobre a terra, viver é mudar, e a perfeição é o resultado de muitas transformações".

Fascinado pelo convertido Agostinho, Bento XVI, desde sempre, é fascinado também pelo convertido Newman. O caminho do cristão é a conversão contínua. Um desenvolvimento ininterrupto, um amadurecimento. Ao longo do qual, as dificuldades são inevitáveis.

Em 1990, pelo centenário da morte de Newman, o cardeal Ratzinger proferiu em Roma uma conferência e revelou que a teoria da consciência, central no pensamento do grande convertido, o fascinou desde 1946, isto é, desde o início dos seus estudos de teologia no seminário de Freising, logo depois da guerra.

Quando, na Carta ao duque de Norfolk, Newman disse que, em um hipotético brinde, ele brindaria primeiro à consciência e depois ao Papa, ele não convidou a cair na subjetividade. Pelo contrário, anota o futuro Papa, Newman defende o "caminho da obediência à verdade objetiva". É nesse sentido que a consciência vem antes e é também o fundamento da autoridade do Papa.

Bento XVI, o pontífice que colocou a ideia de verdade no centro do seu magistério, não podia não se apaixonar por Newman. Até porque, como ele mesmo relata, naquele 1946, quando começou a estudar teologia, ele e seus companheiros haviam recém acabado de experimentar o que significa a negação da consciência. Hermann Göring [líder militar nazista] havia dito sobre o seu chefe: "Eu não tenho nenhuma consciência! A minha consciência é Adolf Hitler". Ratzinger comenta: "A imensa ruína do homem que derivou disso estava diante dos nossos olhos".

Para ler mais:

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Porto Alegre : Festa de São Francisco 2010

17 set., sexta-feira, 19h: Festa das Chagas de S. Francisco

30 set., quinta-feira, 19h: 1º dia do tríduo
01 out., sexta-feira, 19h: 2º dia do tríduo
02 out., sábado, 17h e 19h: 3º dia do tríduo
03 out., domingo, 19h: Trânsito de São Francisco de Assis
04 out., segunda-feira: Festa de São Francisco

09h30min: Missa
15h: Benção das Criaturas e Procissão
19h: Missa e Procissão Luminosa

Igreja São Francisco de Assis
R. Domingos Crescêncio esq. Rua São Luis Bairro Santana
tel. 3223-3244

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ORAÇÃO














ORAÇÃO

Senhor, vejo o teu rosto divino estampado...
na “imagem e semelhança” de cada ser humano...
Mas também vejo Senhor...
tantas almas afastadas de Ti...
Meu Deus, como isso pode acontecer?
E como será o devir dessas almas angustiadas longe de Ti?
Não o sei meu Senhor, mas, creio tanto no teu amor...
que as entrego prontamente à tua Divina Misericórdia...

Tende compaixão de nós pobres mortais...
Acossados, vilipendiados,
tentados pelas artimanhas do mal...
Vem em nosso socorro Jesus...
dá-nos o alívio nessa batalha que travamos...
contra o inimigo de nossas almas...
Como o deste ao ladrão arrependido na cruz...

Fica conosco Senhor...
como ficaste com os discípulos de Emaús...
logo após a tua ressurreição...
Dá-nos saborear tua sabedoria divina...
para que também os nossos corações...
tornem-se ardentes tanto quanto os deles...
Desse modo, Senhor, plenos do teu amor...
daremos o mesmo testemunho que eles deram de tua ressurreição...

Ó Senhor!
É tão agradável a tua companhia é tão maravilhosa,
que não tenho mais vontade de sair de perto de Ti...
Agora sei por que São Pedro quis construir...
aquelas tendas no monte Tabor...
Também sei por que Maria, irmã de Lázaro e Marta,
escolheu a melhor parte...
Porque conviver contigo Senhor, é a Felicidade sem fim...

Como meu Senhor aqueles homens de Jerusalém...
e cidades circunvizinhas não puderam te perceber
e ainda por cima te crucificaram?
Porque Senhor te ouvir é ouvir diretamente o Pai,
falando aos nossos corações...
dando-nos as instruções de como viver aqui Sua Vontade...
para a vivermos também na eternidade, no Reino dos Céus...

Senhor Jesus eu te amo...
não me deixe nem por um só instante...
porque sem a tua presença meu Senhor...
Eu nada sou...
Por isso, permita-me dizer como São Paulo disse:
“Já não sou eu que vivo,
é Cristo quem vive em mim”...

Senhor, contemplando teu modo de ser...
Como posso descrever teu convívio com a Mãe Santíssima?
Porque o Senhor é tão agradável que, de fato,
vê-LO no convívio com a Mãe amantíssima...
É um privilégio único, só capaz pelo Espírito Santo...

Esse privilégio é tão único Senhor,
que não cabem nas palavras descrever tão esplêndido encontro...
Creio que seja uma graça toda especial dada à poucos...
Por isso, não ouso Senhor, mas humildemente peço...
“Seja feita a Vontade do Pai,
assim na terra como nos céus”... Amém!

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

ENTÃO, QUEM NOS GARANTE A SALVAÇÃO?















ENTÃO, QUEM NOS GARANTE A SALVAÇÃO?

Quando a incerteza bate à tua porta...
Ela o faz porque estás inseguro quanto ao devir...
E por que estás inseguro quanto ao devir?
Porque entre nós a insegurança,
nasce da inconstância, da falta do cultivo da fé...

E mesmo que alguém, materialmente,
não esteja inseguro...
Nada nem ninguém por si mesmo se garante...
Isto porque o devir foge de seu alcance...
Nada podendo além da finitude
que o prende neste mundo...

É verdade, quando Deus nos criou,
tudo preparou para vivermos bem...
E de tudo o que Ele nos deu,
de nada precisa...
Porém, nos deixou recomendados,
que os valores divinos estão acima dos temporários...

Caso contrário,
perdemos todas as seguranças...
Só nos restando as discrepâncias dos apegos...
O inferno dos medos...
Ou os desejos materiais...

Então, quem nos garante a salvação,
a verdadeira paz?
Obviamente, somente quem nos criou...
Porque fora do Seu amor, não existe salvação...
É por isso que esse mundo está um caos...
porque a cada instante os homens rebelados...
praticam toda espécie de pecados...
se voltando contra Deus...

E assim cresce a malícia,
a cobiça e a corrupção...
Cresce também toda espécie de maldade,
de hedonismo, de perversão...
E os homens, com isso,
afastam-se cada vez mais do Senhor...
Caindo no horror dos vícios,
nos desperdícios da vida...
Entrando pela porta larga da perdição...

...
“Já te foi dito, ó homem, o que convém, o que o Senhor reclama de ti: que pratiques a justiça, que ames a bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus”. (Miq 6,8).
...

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


7 de Setembro

sábado, 4 de setembro de 2010

OS HOMENS, A VERDADEIRA NECESSIDADE E O MUNDO













OS HOMENS, A VERDADEIRA NECESSIDADE E O MUNDO...

Existe em nós uma necessidade imensa...
Digo até, infinita...
Que nada e ninguém deste mundo pode saciar...
É a necessidade de amar a Deus...
e  de sentir-nos amados por Ele...

Mas os homens tentam por todos os meios...
saciar o insaciável de seus corações...
experimentando as emoções das criaturas...
e não do Criador...
As consequências, geralmente,
são as mais terríveis ilusões...
Por isso continuam insatisfeitos,
deploráveis, imperfeitos...
porque não buscam na verdadeira fonte: a fé em Deus...
O alento de suas almas...

E assim este mundo,
feito de seres para além do tempo...
Vive como que num relento, num vazio,
repleto de toda espécie de desvario...
De mentes insanas, profanas...
que se recusam ver-se como “imagem e semelhança de Deus”...

Mundo ateu, indiferente...
Ausente do bem por não cultivá-lo...
Repleto do mal por instá-lo...
com desejos profanos das coisas que passam...
e que leva a lugar nenhum...
vala comum de todo insensato...

Ó pragmatismo cruel de almas impiedosas...
Desejosas das migalhas do inferno...
Expressas por 15 ou 20 segundos de repentina fama...
Atordoadas quando esquecidas na lama do anonimato...
Ou perdidas nos devaneios de infames empresários,
capatazes das trevas...
Tão infelizes quanto àquele a quem servem...

...
“Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente”. (1Jo 2,15-17).

“De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida?” (Mc 8,36).
...

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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