Polígrafo de Mariologia do Frei Arno Frelich, OFM:
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Quando o Céu resolve descer à Terra
Festa franciscana da Dedicação da Basílica de Nossa Senhora dos Anjos
Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM
A família franciscana hoje comemora a festa da dedicação da Basílica de Nossa Senhora dos Anjos em Assis. A pequena capela que existia na planura de Assis faz parte do álbum da vida dos franciscanos e franciscanas de todos os tempos.
Francisco, num determinado momento de sua vida, tinha a convicção de que estava sendo chamado a ser pedreiro de Deus. Compreendera que precisava restaurar as capelas de sua cidade que estavam caindo aos pedaços. Depois de ter feito o trabalho de arrumar São Damião e São Pedro chegou até Nossa Senhora dos Anjos. Ele gostava daquela capelinha dedicada à Mãe de Deus e resolveu “morar “ por ali com seus frades. Alguns acontecimentos marcariam aquele lugar.
Lá, participando de uma missa, ouvira ele o evangelho da missão. Jesus pedia que seus discípulos fossem pelo mundo afora, com pouca bagagem, sem ouro, sem dinheiro, nem sapatos, que fossem de casa em casa, que cuidassem dos doentes, anunciassem a paz. Era isso que ele desejava. Teve a nítida certeza que seu caminho estava traçado. “É isso que eu quero, isso que busco de todo o coração”. Esse foi o dia em que Francisco abraçou o Evangelho. E depois ele e seus frades não queriam outra coisa senão dizer por palavras e gestos que o Amor que tanto nos amou precisava ser amado. Seus frades constituiriam uma fraternidade missionária. Tinha certeza que esse esclarecimento ele devia a Mae de Deus, Maria, que segundo uma tradição costumava descer à terra com anjos naquele lugar. Esse lugar seria o único lugar fixo de seus frades... Ali Deus morava e moraria sempre.
Naquele lugar os frades deveriam viver exemplarmente: simples, despojados, atentos uns aos outros, irmãos de verdade.
Tudo seria feito sempre com a sinceridade e a generosidade do Evangelho.
Numa noite de Domingo de Ramos (1212), ali Francisco e os seus receberam uma moça bonita e chamada Clara... Os irmãos, tendo tochas acesas, a acolheram naquela noite... Francisco cortou-lhe os cabelos e a revestiu das alegres vestes da pobreza numa cerimônia luminosa e clara que foi a Consagração da virgem Clara ao serviço do evangelho. Numa noite da capelinha, da “porçãozinha” da Porciúncula, Clara começou sua discreta e belíssima vida.
Ali, naquele mesmo lugar, se realizavam os capítulos gerais, essas reuniões dos frades de todos os cantos por ocasião da festa de Pentecostes. Ali, os irmãos experimentavam a alegria do encontro, falavam das maravilhas que Deus operava através de seus trabalhos, faziam os planos para o futuro. Ali o Espírito Santo, verdadeiro ministro geral da Ordem, se manifestava a esses homens vestidos de toda humildade e pobreza.
Quando Francisco se deu conta que seu fim se avizinhava pediu que levassem seu corpo em ruinas até a Porciúncula. Deitado nu, na terra nua, ao lado da capelinha, pediu que seus irmãos realizassem a liturgia do Adeus e entregou sua vida ao Altíssimo no belo gesto de entrega de si ao Deus que se aproxima escondido naquela que o mesmo Francisco costumava chamar de Irmã Morte.
Tudo isso e muito, muito mais aconteceu na Porciúncula de Assis.
- Extraído de http://www.franciscanos.org.br/v3/almir/osabordapalavra/2011/agosto/020811.php acesso em 02 ago. 2011.
- Foto: Basilica of Santa Maria degli Angeli / Wknight94. -- 2008. Disponível em http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Basilica_of_Santa_Maria_degli_Angeli.jpg acesso em 02 ago. 2011.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
DEUS NOS SURPREENDE SEMPRE...
DEUS
NOS SURPREENDE SEMPRE...
Ó
Senhor Deus, como és grande...
Tua
grandeza é infinita...
Basta
olharmos teu imenso mar...
Perfeito
em todos os seus movimentos...
E
em toda vida que dele brota...
Cada
detalhe, Senhor, revela o teu sublime amor...
E
o teu céu estrelado, repleto de constelações!
E
o teu infinito presente nele...
Como
a nos atrair para Ti...
num
desejo de liberdade eterna...
Oh!
Senhor, como são perfeitas as tuas obras...
Sem
contar ainda esse teu sol brilhante...
Com
vida própria iluminando toda a criação...
Ele
que é dito estrela de quinta grandeza...
E,
no entanto, sem ele a terra não existiria...
Senhor,
e nos revelas nas criaturas...
a
tua face oculta aos nossos olhos naturais...
No
ar que respiramos, tua invisibilidade nos dá vida...
Na
luz que nos ilumina, vemos teu mistério transcendente...
Infinitamente
presente aqui...
Porque
diante de tua luz, as trevas sucumbem...
Na
água viva nos dás a imagem do teu Espírito...
Que
por teu Filho, derramaste em nossos corações...
Tornando-se
ele porta voz de nossas orações... (Cf. Rom 8,26-27)
Onde
te encontramos Senhor, sem confusão ou tremor...
Mas,
como verdadeiros filhos diante de seu Pai do céu...
Senhor,
assim são as tuas criaturas...
Repletas
de ternura quando te amam acima de todas as coisas...
Porque
sem o amor...
As
criaturas perdem a perfeição com a qual as criastes...
E
se tornam incapazes de qualquer bem...
Por
se desligarem de Ti...
Fonte
Inesgotável de Amor...
Nosso
Sumo Bem...
Paz
e Bem!
Frei
Fernando,OFMConv.
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Scripta Fratris Leonis / scii S. P. Francisco ; edidit Fr. Leonardus Lemmens
Scripta Fratris Leonis / scii S. P. Francisco ; edidit Fr. Leonardus Lemmens. -- d Claras Aquas (Quaracchi) : Typographia Collegii S.Bonaventurae, 1901. -- 106 p. -- (Documenta antiqua franciscana, 1).
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