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terça-feira, 11 de outubro de 2022

HOMILIA DO 28DOM DO TEMPO COMUM..


 Homilia do 28°Dom do Tempo Comum (Lc 17,11-19)(09/10/22)


Amados irmãos e amadas irmãs, somos tentados de todos os lados porque fomos amados até a última gota do sangue Redentor de Cristo, o Filho de Deus, ou seja, fomos redimidos e ninguém pode tirar isso de nós a não ser nós mesmos pelos nossos pecados.

Porém, como nos ensinou são Paulo: "Merece fé esta palavra: se com ele morremos, com ele viveremos. Se com ele ficamos firmes, com ele reinaremos. Se nós o negarmos, também ele nos negará. Se lhe somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo."

Meditemos com amor e atenção esta Homilia do 28°Dom do Tempo Comum. 

Caríssimos, no Evangelho de hoje dez leprosos pediram ao Senhor: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”. Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano."

Com efeito, "o ensinamento que tiramos desse episódio está na atitude dos leprosos. Eles observam a lei (vv. 12-13; Lev. 13,45-46), obedecem à palavra de Jesus, porque é cumprimento da lei (v. 14; Lev. 14,1-2), mas, se julgam curados por serem observantes, consideram-se merecedores. 

E assim são a imagem fiel de muitos cristãos, presos a um legalismo mortal (Rm 9,30-32;10,13). No entanto, um deles reconhece que tudo é sempre e exclusivamente dom da bondade de Deus que se revela em Jesus; volta a ele e recebe a palavra de salvação: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”. (MR).

Comentando esse Evangelho, disse o Papa Francisco: "Nós também precisamos de cura, todos nós. Precisamos ser curados da desconfiança em nós mesmos, na vida, no futuro; de muitos medos; dos vícios dos quais somos escravos; de tantos fechamentos, vícios e apegos: ao jogo, ao dinheiro, à televisão, ao celular, ao julgamento dos outros. 

O Senhor liberta e cura o coração, se o invocarmos, se lhe dissermos: “Senhor, creio que podes curar-me; cura-me dos meus fechamentos, liberta-me do mal e do medo, ó Jesus”. De fato, chamar pelo nome é sinal de confiança, e o Senhor gosta disso. A fé cresce assim, com invocação confiante, levando a Jesus o que somos, de coração aberto, sem esconder nossas misérias. Invoquemos o nome de Jesus com confiança todos os dias, pois seu nome significa: Deus salva.

A salvação não é beber um copo d'água para ficar em forma, é ir até a fonte, que é Jesus. Só ele liberta do mal e cura o coração, só o encontro com ele salva, torna a vida plena e bela. Quando encontramos Jesus, o “agradecimento” nasce espontaneamente, porque descobrimos que o mais importante da vida, não é receber uma graça ou resolver um problema, mas é abraçar o Senhor da vida.

E esta é a coisa mais importante: abraçar o Senhor da vida. Pois, o culme do caminho de fé é viver dando graças."

Amados irmãos e amadas irmãs, a graça da salvação é para todos, pois o Senhor Jesus é o Salvador da humanidade pecadora, resta-nos o arrependimento sincero para voltarmos ao seu convívio de amor. 

A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo esteja com todos. Amém! Assim seja!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 8 de outubro de 2022

PALAVRA DE VIDA ETERNA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 11,27-28)(08/10/22)


Amados irmãos e amadas irmãs, São João no seu Evangelho escreveu: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens." (Jo 1,1.3).

De fato, nascemos, vivemos e morremos naturalmente, no entanto, jamais responderemos por nós mesmos à estas perguntas: Quem somos? De onde vimos? Para onde vamos? Decerto, esse é o grande mistério que Deus nos dar a conhecer por seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.

Meditemos, então, com amor e atenção o Pequeno Sermão de hoje. 

Caríssimos, no Evangelho de hoje "enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. Jesus respondeu: “Muito mais felizes são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática”. Ou seja, quem ouve a Sua Palavra e se deixa conduzir por ela tem a vida eterna.

Com efeito, essa mulher é muito sincera em sua expressão, mas não corresponde ao grande mistério da presença de Cristo no mundo, pois o restringe apenas ao âmbito familiar, e não o revela como Salvador da humanidade. De fato, Ele é o Verbo de Deus que se fez carne no ventre de Maria, que por sua vez o ofereceu para a salvação de todos.

Decerto, "a felicidade não diz respeito ao contato físico nem apenas à pertença familiar, mas a uma disposição de fé, atenta à Palavra de Deus. Cada um de nós tem a possibilidade de se tornar um ventre disponível para que a Palavra se encarne e se cumpra, é isso o que Senhor Jesus nos pede, para sermos felizes, bem-aventurados." (Mons Angelo Spina).  

Portanto, caríssimos, se a Palavra do Senhor encontra um campo livre para a sua ação, então ela chama o indivíduo pelo nome, questiona, ilumina, aquece, vivifica e, se necessário, desafia, censura, põe em crise, sublinha vazios interiores, faz emergir medos e complexos, arrogância e covardia, causa sofrimento agudo. Porém, longe de nós ter medo da sua Palavra, ao contrário, é sábio busca-la, acolhe-la, ama-la, vive-la.  

Destarte, é sempre o Senhor que toma a iniciativa do encontro com o homem, mas este deve responder com livre e total adesão. Renovemos nosso amor e nossa humilde docilidade à Sua Palavra com esta comovente declaração de Santo Agostinho: “Volto, sedento e ansiando, à tua fonte. 

Ninguém me para; Vou beber da tua água viva e ter minha vida de volta. Porque eu não sou a vida de mim mesmo. Vivi mal e só consegui me dar a morte. Mas agora eu vivo em Ti. Fala comigo, tu és meu Mestre. Acredito piamente na Sagrada Escritura". ("Confissões", XII, 10). (Pe Ubaldo Terrinone).  

Amados irmãos e amadas irmãs, o nosso tempo neste mundo está se esgotando como se esgotou o de tantos que vieram antes de nós, por isso, aproveitemos o tempo que ainda temos dedicando-o totalmente ao Senhor Jesus e ao anúncio da sua Palavra, para a nossa salvação e a salvação de todos.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 4 de outubro de 2022

SÃO FRANCISCO DE ASSIS, ROGAI POR NÓS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 10,38-42)(04/10/22)


Caríssimos, hoje a nossa Ordem celebra a Solenidade de São Francisco de Assis, nosso seráfico pai fundador. Falar de São Francisco, é falar da humildade em pessoa, pois ele é aquele que mais perfeitamente imitou nosso Senhor Jesus Cristo na terra, aquele que abraçou a cruz da pobreza como virtude eterna despojando-se de tudo o que possuía para viver unicamente da Providência Divina.

Na sua Carta a todos os fiéis ele escreveu: "Não nos convém sermos sábios e prudentes segundo a carne, mas temos antes de ser simples, humildes e puros. Jamais desejemos ficar acima dos outros, mas prefiramos ser servos e submissos a toda criatura humana, por causa de Deus. 

Sobre todos os que assim agirem e perseverarem até o fim repousará o Espírito do Senhor e fará neles sua casa e mansão. Serão filhos do Pai celeste, pois fazem suas obras, e são esposos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo." (São Francisco de Assis).

De fato, "em uma sociedade cada vez mais desagradável e vulgarizada, há necessidade de mansidão, humildade e doçura. A doçura das palavras leva à confiança. A doçura do pensamento leva à profundidade. A doçura dos sentimentos leva ao amor. Resumindo: nada no mundo é mais forte que a virtude da doçura que Deus nos dar." (Mons Angelo Spina).

Portanto, caríssimos, a nossa vida neste mundo é um aprendizado constante, e creio que são Francisco de Assis é um excelente professor das santas virtudes da obediência, pobreza e castidade. Entremos, então, para escola de São Francisco que aprendeu com a cruz de Cristo a ser manso e humilde de coração. 

Por fim, vemos que "são Francisco compreendeu que sem humildade não se pode seguir a Cristo, e nem podemos ser à imagem de Deus, porque a imagem de Deus em nós é precisamente a de um Deus humilde e disponível, capaz de dar tudo, e verdadeiramente Francisco nada guardou para si. Peçamos-lhe neste dia que interceda pela nossa conversão para que também nós possamos realmente tornar-nos mansos e humildes de coração." (Pe. Fabrizio Centofanti). 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

A REGRA DA VIDA ETERNA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 10,25-37)(03/10/22)


Caríssimos, a liturgia de hoje nos propõe um desafio, será que a nossa prática de vida é de fato o Evangelho vivo de nosso Senhor Jesus Cristo? Será que o nosso viver é a tradução da Sua Palavra? 
Certa feita disse são Francisco ao Frei Leão: "irmão Leão, quem nos viu, viu o Evangelho vivo de nosso Senhor Jesus Cristo."

Ora, isso se chama coerência, autenticidade que nos faz transparecer o Senhor Jesus a quem servimos fielmente de todo coração ao sermos enviados com a missão de pregarmos o Evangelho com a nossa própria vida. 

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus conta a Parábola do bom Samaritano mostrando "que o amor a Deus e ao próximo são inseparáveis, eles se sustentam. Amar a Deus é viver Dele e para Ele, pelo que Ele é e pelo que faz. E o nosso Deus é amor sem reservas, é perdão sem limites, é relação que nos promove e nos faz crescer." (Mons Angelo Spina). 

Decerto, nos chama a atenção nessa Parábola, o fato do samaritano não pertencer ao povo eleito, e ter demonstrado misericórdia ao necessitado prestando-lhe os primeiros socorros, o transportando no seu animal, dando-lhe hospedagem e ainda suplemento caso necessitasse. Enquanto os que receberam essa missão ao verem o ferido na estrada, mudaram a trajetória, foram indifentes e nada fizeram.

De fato, quem de nós na mesma situação não gostaria de receber os mesmos cuidados? Decerto, às vezes somos provados em nossa fé, para despertarmos em nossas almas as virtudes da caridade e da misericórdia que nos faz permanecer em Deus, pois, é Ele quem nos sustenta na vida, mas nem sempre percebemos isso.

 Aliás, São Paulo afirma o seguinte na segunda Carta aos Coríntios: "Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias, Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para que, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus, possamos consolar os que estão em qualquer angústia!" (2Cor 1,3-4).  

Portanto, caríssimos, fiquemos certos disso, ninguém chega à perfeição da caridade sem exercitar o amor e a misericórdia que a todo instante recebemos do Senhor, seja diretamente ou por meio daqueles que se põem a serviço dos seus filhos e filhas mais necessitados.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 2 de outubro de 2022

"SENHOR, AUMENTA A NOSSA FÉ"


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 17,5-10)(02/10/22).


Caríssimos, a fé é a evidência da real presença de Deus para além da evidência dos nossos sentidos; ela é dom que nos faz encontra-lo na Sua invisibilidade e com Ele interagirmos num diálogo de amor sem igual, numa convivência como que face a face para além do que podemos enchergar fisicamente; enfim, a fé é esse dom que Deus nos deu para vivermos em comunhão com Ele.

No Evangelho de hoje "os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria." (Lc 17,5-6). Ou seja, a fé é puro dom de Deus que libera o seu poder e faz acontecer a sua vontade que é sempre extraordinária. 

Existem alguns testemunhos de fé que nos faz compreender mais precisamente o que esse dom de Deus pode realizar. "São Maximiliano Maria Kolbe num campo de concentração na segunda guerra mundial decidiu dar a sua vida para salvar um pai de família que ele nem conhecia; mas 
qual a convicção que o levou a fazer isso? A fé que lhe garantiu que a vitória final pertence ao bem."

"São Charles de Foucauld, lembrando-se, depois de tantos anos, do dia da sua conversão, exclamou: 'Desde que acreditei que Deus existe, compreendi que não podia deixar de viver totalmente para Ele. Deus é infinitamente diferente de tudo o que não é Deus'. E isto é fé." Ou seja, a fé nos faz amar a Deus e nos deixar amar por Ele para muito além do que podemos por nós mesmos. 

Portanto, caríssimos, "a fé é um salto de confiança, é uma entrega cega, mas àquele que nos encherga: e este é Deus!" De fato, sentir-nos amados, acolhidos e afagados no aconchego do coração do nosso Pai celestial, nos faz deixar tudo para seguir o seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, na estrada que Ele nos abriu para o céu.

Rezemos, então, com profunda convicção pedindo ao Senhor Jesus que aumenta a nossa fé: Senhor, tu que nos ensinaste que tudo é possível ao que crê, da-nos viver essa tua palavra para que ela se cumpra na nossa vida e nos mantenha sempre unidos a Ti e aos nossos irmãos e irmãs como sinal sensível da tua presença no meio de nós. Amém! Assim seja! 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

sábado, 1 de outubro de 2022

"EU TE LOUVO PAI, SENHOR DO CÉU E DA TERRA"


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 10,17-24)(01/10/22)


Caríssimos, contemplando a obra da criação percebemos que tudo é tão preciso que nos conduz a uma profunda admiração pela beleza e perfeição de todas as coisas e pela generosidade de Deus para conosco; por outro lado, mesmo com toda essa beleza e perfeição, algo nos chama a atenção, porque nos toca diretamente, trata-se do sofrimento, ou seja, por que sofremos?

De fato, a resposta à essa pergunta não é difícil, basta olhar a maldade que se espalha na face da terra por conta dos que seguem o maligno, e logo compreendemos o porquê de tanto sofrimento. Pois, todo ato gera seu efeito, de modo que, se o ato é mal, seu efeito é maléfico e atinge a todos; ao contrário, se o ato é bom seu efeito é benéfico e gera um bem enorme para todos. 

Na primeira leitura, depois dos mais terríveis tormentos, ao encontrar o Senhor, Jó finalmente compreende que as aflições dos justos são repletas de imortalidade, como são Paulo afirma na Carta aos Romanos: "Os sofrimentos do tempo presente não têm proporção alguma com a glória futura que nos será dada." (Rm 8,18). 

Com efeito, Deus jamais permite o sofrimento do justo sem que Ele esteja presente e o recompense, basta olharmos para o sofrimento do seu Filho, ou o que Ele mesmo disse a esse respeito: "Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes." (Mt 25,40).

No Evangelho de hoje os discípulos voltaram da missão exultando de alegria por terem triunfado sobre o maligno, no entanto, o Senhor Jesus os alerta: "Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”. (Lc 10,18-20).

Comentando esse Evangelho, disse o Papa Francisco: "Não devemos gabar-nos como se fôssemos os protagonistas: o protagonista é apenas um, é o Senhor! O protagonista é a graça do Senhor! Ele é o único protagonista! E a nossa alegria é apenas isto: ser seus discípulos, seus amigos. 

Que Nossa Senhora nos ajude a sermos servos do Evangelho. Não tenham medo de se alegrar! Não tenham medo da alegria! Aquela alegria que o Senhor nos dá quando permitimos que Ele entre nas nossas vidas, e nos convide a sair para as periferias da vida a proclamar o seu Evangelho."

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

EM BUSCA DO VERDADEIRO PODER...


 EM BUSCA DO VERDADEIRO PODER...

Caríssimos, quando falamos de poder ou buscamos poder por nós mesmos quase sempre nos enganamos, porque o confundimos com uma força incomum capaz de tudo; quando na verdade, somente o Senhor Jesus tem todo o poder sobre o céu e a terra recebido do Pai justamente por ter sido crucificado como se não tivesse poder algum. E foi pelo poder do seu sacrifício que Deus nos deu a salvação eterna.

São Paulo ao passar por uma grande provação pediu ao Senhor Jesus que o libertasse, mas, em resposta Ele lhe disse: "Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força." Por isso, agradecido ele respondeu: "Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte." (2Cor 12,9-10).

De fato, existe um poder maléfico que precisamos combater quase que a todo instante, porém, não o fazemos sozinhos, pois, como disse são Paulo: "Não são carnais as armas com que lutamos. São poderosas, em Deus, capazes de arrasar fortificações. Nós aniquilamos todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, e cativamos todo pensamento e o reduzimos à obediência a Cristo.” (2Cor 10,4-5).

Por isso, não esperem de um mentiroso compunsivo que ele diga a verdade, mesmo quando a reconhece e diz professa-la. Porque, se a sua prática de vida resulta das mentiras que conta e não da verdade que aparentemente reconhece, jamais acredite no que ele diz, pois, se acreditar nele será mais um que se deixou enganar, por falta de discernimento.

Com efeito, eis o que diz o Senhor Jesus a esse respeito: "Raça de víboras, maus como sois, como podeis dizer coisas boas? Porque a boca fala do que lhe transborda do coração. O homem de bem tira boas coisas de seu bom tesouro. O mau, porém, tira coisas más de seu mau tesouro. Eu vos digo: no dia do juízo os homens prestarão contas de toda palavra vã que tiverem proferido. É por tuas palavras que serás justificado ou condenado." (Mt 12,34-37).

Portanto, caríssimos, hoje somos convidados a buscar o verdadeiro poder, não o poder mundano do dinheiro, o poder da riqueza, que não dura muito, é efêmero e destinado a morrer; mas busquemos o poder do amor de Cristo, que dura para sempre. Peçamos a intercessão dos santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael que nos guiem no caminho do poder do amor de Cristo que nos leva a cumprir a vontade de Deus, que nos leva para o céu.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

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