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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

SÉRIE MEDITAÇÕES: A SAGRADA TEOLOGIA




SÉRIE MEDITAÇÕES

A SAGRADA TEOLOGIA

A Sagrada Teologia é o estudo de Deus. Deus Santo, Deus Imortal, Deus de Poder. Senhor do céu e da Terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis; doador de todos os dons, porque tudo lhe pertence inteiramente, e somente a Ele pertence. Ninguém pode conhecer a Deus em sua Essência, quando muito, podemos conhecê-lo pela fé, seja ela teológica, carismática, ou ainda a fé natural, isto porque Deus se dá conhecer também por meio de suas obras.

Assim sendo, todo conhecimento que temos de Deus é revelação que Deus faz de Si mesmo, seja por suas obras, todas elas maravilhosas; seja por meio de Sua Palavra comunicada na Lei e nos Profetas, seja inda pela experiência de fé do seu povo, e seja, principalmente pelo seu Verbo que se fez Carne, no seio da Virgem Maria, e habita no meio de nós. Pois Jesus Cristo é o ápice da revelação divina; tudo o que Deus quis revelar nos últimos tempos, o fez por meio do Seu Filho amado.

A sagrada Teologia apoia-se, como em seu fundamento perene, na Palavra de Deus escrita e na sagrada Tradição, e nela se consolida firmemente e sem cessar se rejuvenesce, investigando, à luz da fé, toda a verdade contida no mistério de Cristo. As Sagradas Escrituras contêm a palavra de Deus, e, pelo fato de serem inspiradas, são verdadeiramente a palavra de Deus; e por isso, o estudo destes sagrados livros deve ser como que a alma da sagrada teologia. Também o ministério da palavra, isto é, a pregação pastoral, a catequese, e toda a espécie de instrução cristã, na qual a homilia litúrgica deve ter um lugar principal, com proveito se alimenta e santamente se revigora com a palavra da Escritura”. (Constituição Dogmática Dei Verbum)

Portanto, estudar a Sagrada Teologia, guiados pelo Espírito Santo, firmes na fé e em comunhão com a Sagrada Tradição e o Magistério da Igreja, é a vontade de Deus para todos os seus filhos e filhas; a fim de que sigamos Jesus Cristo, seu Filho amado, praticando o que Ele nos ensinou, e vivendo como testemunhas de sua presença em nosso meio, como Ele mesmo disse: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou conosco todos os dias, até o fim do mundo”. (Mt 28,19-20).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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Alegria franciscana


Um dos traços mais bonitos da espiritualidade franciscana é a busca sincera pela verdadeira e perfeita alegria. O seráfico pai São Francisco procurava em toda e qualquer situação seguir bem de perto aquele preceito paulino que diz: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fl 4,4). Quem não se comove quando escuta o relato da perfeita alegria? Quem não se encanta com a cena do Natal de Gréccio, quando o santo, radiante de alegria, cantou o Evangelho e pregou sobre o Menino de Belém? Saudável ou doente, atribulado ou tranquilo Francisco procurou sempre conservar dentro de si uma profunda e santa alegria.
Todos os antigos testemunhos sobre São Francisco nos apresentam um homem que traz em si uma forte emotividade. Quando estava radiante de júbilo, cantava em francês. Quando se lembrava da Paixão de Jesus, chorava copiosamente. Diante da beleza das criaturas ele exultava no Senhor, e convidava a todos ao louvor. Foi o cantor do irmão sol, da irmã lua, das estrelas e até da irmã morte. Foi o santo da espontaneidade, da ternura, da liberdade, que não receou em pedir à senhora Jacoba, bem próximo de sua morte, que lhe trouxesse algumas iguarias preferidas.
Para este santo as criaturas nunca foram obstáculos para o perfeito amor a Deus. Pelo contrário, ele se irmanou a todas elas e enxergou em cada uma os traços do Criador. Tomás de Celano nos informa que certa vez São Francisco, passando pelo vale de Espoleto, e vendo inúmeras aves “correu alegremente até elas, tendo deixado os companheiros na estrada (...) repleto de enorme alegria, rogou-lhes humildemente que ouvissem a palavra de Deus” (1Celano 58). Este mesmo autor nos diz que São Francisco “enchia-se muitas vezes de admirável e inefável alegria, quando olhava o sol, quando via a lua, quando contemplava as estrelas e o firmamento” (1Celano 80).
Outro motivo de alegria para São Francisco era a companhia de seus irmãos. Celano nos diz que, quando frei Bernardo, primeiro companheiro do santo, se converteu, “São Francisco alegrou-se com júbilo muito grande com a chegada e a conversão de tão grande homem” (1Celano 24). Essa mesma alegria ele sentia com a chegada dos demais irmãos (cf. 1Celano 31). E quando ouvia boas notícias a respeito de seus frades? Ele sentia sua alma banhada de santa de alegria. Certo dia, depois de ouvir exemplos edificantes dos frades da Espanha, exclamou: “Graças vos dou, Senhor, santificador e guia dos pobres, que me alegraste com esta notícia a respeito de meus irmãos” (2Celano 178).
Para São Francisco a simplicidade, a pobreza e a humildade devem ser vividas alegremente: “Onde há pobreza com alegria, aí não há nem ganância nem avareza” (Admoestação 27). Também a companhia dos mais pobres e simples deveria ser fonte de alegria para os irmãos menores: “E devem alegrar-se, quando conviverem entre pessoas insignificantes e desprezadas, entre pobres, fracos, enfermos, leprosos e os que mendigam pela rua” (Regra não Bulada 9).
Na Regra mais antiga da Ordem há um conselho do santo que diz: “E cuidem para não se mostrar exteriormente tristes e sombriamente hipócritas; mas mostrem-se alegres no Senhor, sorridentes e convenientemente simpáticos” (Regra não Bulada 7). O próprio santo tinha o cuidado de não ficar triste diante dos seus irmãos. Certa vez, morando em Santa Maria dos Anjos, sofreu por dois anos uma terrível tentação. Diz um antigo hagiógrafo: “Em vista disso, era tão atormentado na mente e no corpo que, muitas vezes, se afastava da companhia dos irmãos, porque não podia mostrar-se a eles alegre como costumava” (Espelho de Perfeição 99).

Tomás de Celano afirma que São Francisco “esforçava-se por manter-se sempre na alegria do coração, por conservar a unção do espírito e o óleo da alegria. Com o máximo cuidado evitava a péssima doença da tristeza” (2Celano 125,7-80). Este mesmo autor nos informa que o seráfico pai ensinava aos frades que “os demônios não podem ofender o servo de Cristo, quando o virem repleto de santa alegria” (2Celano 125,5).
Que o Pobrezinho de Assis nos ajude a conservar um coração sereno e alegre, pobre e generoso, aberto para Deus e para os irmãos. Contagiados pela alegria franciscana, saiamos pelo mundo cantando a paz e o bem.
Pax et Bonum
Frei Salvio Romero, eremita capuchinho
Extraído de http://escolafranciscanademeditacao.blogspot.com.br/2012/11/alegria-franciscana-um-dos-tracos-mais.html acesso em 28 nov. 2012.

Por que o Natal?

Frei Dorvalino Fassini, OFM
Próximos de mais um Natal começam as correrias... os esquecimentos... Vem ano vai ano, vem Natal e vai Natal uma questão não deveríamos, porém, jamais esquecer: O que significa o Nascimento do Menino Deus? Por que Deus quis fazer-se homem? Sim, é preciso parar e, de novo, de joelhos, contemplar sua aparência frágil de menino e perguntar-nos acerca de sua causa ou razão?

Quem fez isso com muita devoção e comoção foi São Francisco, chegando a inventar e representar, pela primeira vez na história, o “Presépio vivo”. Por isso, ele e toda aquela primeira geração de frades e irmãs, descobriram o segredo desse mistério: a paixão. Deus, o nosso Deus é um apaixonado pelo nosso humano, principalmente pelo humano sofrido, fragilizado, decaído, abandonado, humilhado, desprezado e pecador. Sim, só um apaixonado pode entrar numa aventura dessas e fazer o que Ele fez: vir a nós nessa fragilidade toda de menino nascido à beira do caminho, percorrer o caminho da vida pública sem mesmo ter uma pedra para reclinar a cabeça, morrer numa cruz e continuar sendo Deus-conosco na Igreja santa e pecadora, no pão eucarístico e em toda e qualquer criatura humana.

Por isso, Francisco chorava a Paixão do seu Senhor e fez dela a Paixão, o sentido maior de toda a sua vida. Vem-nos, então a pergunta: e nós, a quem realmente amamos e dedicamos nossa afeição e paixão maior?

domingo, 25 de novembro de 2012

Jorge de Lima

Francisco fez poesias. Mas se não tivesse feito poesia, era do mesmo poeta. Pois viveu a vida de um poeta, de um poeta de verdade.

sábado, 24 de novembro de 2012

SÉRIE MEDITAÇÕES: CONHECENDO OS MANDAMENTOS...



SÉRIE MEDITAÇÕES

CONHECENDO OS MANDAMENTOS...

Os Santos Mandamentos são Leis Divinas que nos ensinam a verdade da fé e como devemos vive-la. Ora, todas as criaturas de Deus já trazem implícitas suas leis naturais em seu código genético; e em sua alma as leis divinas pelas quais conhecemos a Deus. Nossas almas têm três propriedades essenciais, volitiva que corresponde à vontade, intelectiva que corresponde à inteligência; e apetitiva que corresponde aos desejos. Essas três propriedades são livres e é por elas que tomamos nossas decisões. Nada acontece em nossa vida sem que antes decidamos, e, mesmo quando nos omitimos, as coisas adversas que se dão, são fruto de nossa decisão pela omissão.

Portanto, o livre arbítrio é a maior fonte de liberdade ou da perca dela, dependendo sempre do que decidimos. Por isso, tudo depende de nós no que diz respeito ao ser e estar na vida e no mundo. Porém, devido à nossa contingência, a providência divina nos auxilia para não perdermos nossa autonomia de criaturas; alguns até chamam isso de sorte, na verdade, trata-se tão somente da divina providência, que criou tudo para a existência e não quer que ninguém se perca ou se autodestrua.

Então, vamos aos mandamentos, pois estes são verdades de fé reveladas; porém, não podemos esquecer que eles já se encontram implícitos no âmago de nosso ser, e Deus apenas no-los deu conhecer explicitamente para regrarmos nossa existência e assim poder mantê-la na verdade e justiça, para assim evitarmos os danos que o não cumprimento deles acarreta em nossa vida.

Primeiro Mandamento: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças”. (Deut 6,5). O amor a Deus está acima de todas as coisas, porque nada se compara ao Criador que é bendito para sempre. Cabe a nós, suas criaturas amadas, amar a Deus e a tudo o que Deus ama, porque sem este amor não existe vida nem perspectiva dela, mas somente o caos.

Segundo Mandamento: Não tomar seu Santo Nome em vão. Isto significa, trazer o santo temor do Senhor em nossas almas, pois onde não existe respeito também não existe reconhecimento e amor. Deus é Deus e é digno de toda reverência e adoração, por isso, não podemos usar o nome de Deus e de seus santos para nada que não seja sua vontade. Pois aqui tudo passa, mas em direção à eternidade, onde prestaremos contas no dia do juízo final de tudo aquilo que aqui falamos ou fizemos. (cf. Mt 12,33-37; 1Cor 4,1-5; Heb 9,27).

Terceiro Mandamento: Guardar domingos e festas. Ou seja, Deus nos dá todo dia vinte e quatro horas e enquanto aqui estivermos nunca deixará de fazê-lo; e nós quanto desse tempo damos a Deus? Nos domingos e festas, Deus marca um encontro pessoal conosco por esse mandamento para nos perdoar, nos ensinar, nos alimentar e proteger; e nós, vamos ao seu encontro nesses dias ou o deixamos esperando ou mesmo chegamos atrasados? Quem quer ser abençoado procura sua benção, quem a rejeita vive lhe dando as costas e nunca cresce na graça, no conhecimento, na sabedoria e na vivência da fé, porque anda na contra mão do Reino de Deus.

Quarto Mandamento: Honra teu pai e tua mãe. O dever de honra é nosso, porque eles já nos deram o direito à vida cooperando com Deus no nosso nascimento, e pelos benefícios que nos fazem a vida inteira; em contra partida, o que lhes damos? Falando sobre este mandamento escreveu São Paulo: “Filhos, obedecei a vossos pais segundo o Senhor; porque isto é justo. O primeiro mandamento acompanhado de uma promessa é: Honra teu pai e tua mãe, para que sejas feliz e tenhas longa vida sobre a terra” (Dt 5,16).(Ef 6,1-3). Portanto, em relação aos nossos pais só temos deveres, porque deles já recebemos todos os direitos, inclusive o de herança quando deixam este mundo.

Quinto Mandamento: Não matarás. A vida a Deus pertence e somente a Ele pertence, ninguém tem o direito de tira-la; cabe a Deus e tão somente a Ele dá-lhe o fim determinado. Não julgue, não condene, não mate ninguém, seja por palavras, atos e intenções, porque “quem com o ferro fere, com ele será ferido” (Mt 26,52). Antes, pelo contrário, sejamos misericordiosos e compassivos uns com os outros, perdoando-nos mutuamente.

Sexto Mandamento: Não pecar contra a castidade. Uma alma casta é uma alma inacessível ao mal, pois, habitada pelo Espírito Santo, vive o prazer dessa santa habitação e nada se compara a esse divino prazer. De fato, somos um misto de carne e espírito; temporalidade e eternidade, todavia, deve se sobressair aquilo que em nós não perece, pois tudo o que é carnal é passageiro e não satisfaz, porque não preenche nosso desejo de felicidade permanente. Portanto, somente o Espírito Santo preenche totalmente o nosso viver, porque nós somos seus templos vivos.

Sétimo Mandamento: Não furtar. Tudo o que é material tem o fim que lhe é próprio conforme a natureza das coisas; no entanto, existem valores em nós que são eternos, dentre estes está a honestidade, fonte de liberdade para quem a cultiva. Ser honesto é ser livre de todos os apegos materiais, é viver a simplicidade de ser o que somos aos olhos de Deus, sabendo que Ele cuida muito bem de nós por sua divina providência. Nada mais fútil do que se prender à coisas materiais, fruto do roubo ou mesmo do egoísmo que corrói a dignidade e a autoestima de nossa humanidade.

Oitavo Mandamento: Não levantar falso testemunho. A mentira é a pior de todas as armadilhas que o demônio tem posto diante dos homens, querendo nos enganar e impedir que a verdade nos conduza. Nenhum mentiroso vive sossegado, pois o demônio, pai da mentira, lhe atormenta dia e noite, tirando-lhe toda paz. Ora, o Espírito da verdade é o Espírito de Deus que acompanha seus filhos e filhas conduzindo-os à felicidade eterna. Quem vive na mentira e da mentira, nunca se encontra e nem encontra Deus, por isso, vive sem rumo e sem vida; pelo contrário, a verdade liberta e salva sempre, porque todo aquele que se entrega ela e se deixa conduzir por ela tem a vida eterna. A verdade é o próprio Deus, pois assim disse o Senhor Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. (Jo 14,6).

Nono Mandamento: Não desejar a mulher do próximo nem o marido da próxima. A traição é uma das piores maldades do ser humano na face da terra, ela, na verdade, é uma tragédia perversa repleta de desunião e dor. Ao contrário, a união sacramental legítima é uma fonte de felicidade, porque é na fidelidade que se fundamenta e cresce a família humana. Deus criou o homem e a mulher para formar família, sua família, por isso, os criou à sua imagem e semelhança. Uma família bem estruturada na fé dá frutos fecundos de felicidade, porque quem é fiel serve a Deus e vive Dele, Nele e para Ele. Sem fidelidade não há verdade, não há amor, não há liberdade, não há vida, não há nada de bom.

Décimo Mandamento: Não cobiçar as coisas alheias. Segundo São Paulo, o pecado da cobiça assemelha-se ao pecado da idolatria, porque gera a morte da alma. Na cobiça se encontra o cúmulo do egoísmo, pois, nela, os bens materiais se tornam somente fonte de lucro, consumismo, prazer hediondo e nada mais. De fato, a sentença do Senhor: “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto...” (Gen 3,19a), dignifica o ser humano e o leva a viver com equilíbrio e bem estar a vida que de Deus recebeu, sem egoísmo algum.

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Aqui estão estas simples meditações sobre os Santos Mandamentos da Lei de Deus, elas nos ajudarão a viver a nossa fé conforme a vontade do Senhor expressa neles. Pois, como disse São João: ”Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Eis o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos. E seus mandamentos não são penosos, porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”. (1Jo 5,2-4).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

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