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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Homilia do 27°Dom do tempo comum

 Homilia do 27°Dom do Tempo Comum (Mt 21,33-43)(4/10/26)

Amados irmãos e amadas irmãs, paz e bem. Sejam bem-vindos a nossa meditação diária.

A fidelidade a Deus é uma expressão do nosso amor a Ele, é o firme propósito de obedece-lo em tudo, é a incontestável evidência de que nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo.

Ao seguirmos o exemplo da obediência de Cristo, somos seus verdadeiros discípulos; isto significa que não seguimos a mentalidade deste mundo; mas, pela graça da Sua Presença em nossas almas, nos tornamos exemplos vivos de fé, para todos que encontramos a caminho da eternidade.

Meditemos com amor e atenção esta homilia do 27°Dom do Tempo Comum.

1. Caríssimos, prestemos muita atenção nesta liturgia de hoje, pois ela trata da gravidade do pecado da incredulidade que é a causa de todos os males na obra da criação. Ora, o pecado da desobediência é uma terrível mancha espiritual que gruda na alma de quem conscientemente o comete. 

2. De fato, ele arruína totalmente a vida de quem o pratica, tirando-lhe o estado de graça, afastando-o do amor e da misericórdia de Deus; em outras palavras, é uma espécie de escondirijo que abriga o maligno que passa a ocupar os espaços que antes eram ocupados pelas virtudes e as graças recebidas de Deus.

3. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus conta a parábola dos vinhateiros infiéis, mostrando aos mestres da lei e fariseus a origem do pecado da incredulidade que carregam na alma; e que por causa da dureza de seus corações, Deus lhes tira a herança do Seu Reino, dando a um outro povo que acolhe Sua Palavra e a põe em prática reconhecendo que Cristo é o Messias enviado para a salvação de todos os que Nele creem.

4. Portanto, caríssimos, Deus nos criou "à sua imagem e semelhança", por amor e somente para amar, porque Ele é amor. Tudo o que em nós não é uma expressão do Seu Amor, a isto chamamos de pecado grave, que gera os males que acontece neste mundo.

5. Destarte, fiquemos atentos e vigilantes para combatermos aos maus pensamentos que chegam à nossa mente, pois, são tentações que querem ocupar o espaço do amor de Deus em nossas almas, não os permitamos, porque a nossa vida pertence somente a Deus, e não à incredulidade e seus malefícios.

6. Então, para evitar a incredulidade e seus efeitos nocivos, "firmemente ancorados na fé, na pedra angular que é Cristo, permaneçamos n'Ele como o ramo que não pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira. Só n'Ele, por Ele e com Ele é construída a Igreja, o povo da Nova Aliança." (Bento XVI). 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

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