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sexta-feira, 17 de abril de 2015

PARA ISTO É QUE O VERBO SE FEZ CARNE...


PARA ISTO É QUE O VERBO SE FEZ CARNE...

A Ressurreição de Jesus de Nazaré é o selo da perfeição dos justos que Ele redimiu com o seu Sangue derramado. Sua Páscoa é também a nossa páscoa, pois que por ela nos uniu à Si definitivamente, para que gozemos o céu como herança eterna. “Porque a glória de Deus é o homem vivo e a vida do homem é a visão de Deus. Se já a revelação de Deus através da criação dá a vida a todos os seres que vivem na terra, tanto mais a manifestação do Pai pelo Verbo dá a vida aos que creem em Deus! «Ninguém jamais viu a Deus: o Filho único, que está no seio do Pai, é o que O deu a conhecer»: desde o início, o Filho é que dá a conhecer o Pai, uma vez que está junto do Pai desde o início (cf. Jo 1,18.1). Em tempo oportuno, foi Ele que mostrou aos homens, para benefício destes, as visões proféticas, a diversidade das graças, os ministérios e a manifestação da glória do Pai, qual melodia bem composta e harmoniosa”. (Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208), bispo, teólogo, mártir - Contra as heresias, IV, 20, 7; SC 100).

Deste modo, a Ressurreição de Cristo é o milagre permanente da Vida divina conosco e em nós, depois que fomos batizados. Pois, assim escreveu São Paulo: “Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova”. (Rm 6,3-4). O próprio Senhor, que tem a Vida em Si mesmo, já havia revelado essa verdade, quando disse: “O Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar, como tenho o poder de a reassumir. Tal é a ordem que recebi de meu Pai”. (Jo 10,17-18).

E ainda: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade vos digo: vem a hora, e já está aí, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. Pois como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu ao Filho o ter a vida em si mesmo, e lhe conferiu o poder de julgar, porque é o Filho do Homem”. (Jo 5,24-27).

Logo, viver com Cristo ressuscitado e em Cristo ressuscitado, é gozar de sua paz, é receber o seu Espírito Santo como os apóstolos o receberam do “sopro de vida” que o Senhor soprou sobre eles (cf. Jo 20,22). Ou seja, Cristo ressuscitado se une a nós e nos livra deste mundo e de todo o mal, para testemunharmos que somente Nele temos a vida eterna. E é exatamente isto que Ele nos dá a conhecer, somos filhos e filhas de Deus, por seu Espírito habita em nós (cf. Rm 8,14-17). Por isso entendemos que Deus se faz sempre presente no meio de nós; e, por meio de sua Divina Providência, somos assistidos e amados por Ele prontamente, mesmo quando não o percebemos... De fato, Deus cuida muito bem de seus filhos e filhas e nem um só fio de cabelo deles se perderá (cf. Mt 10,28-31).

Porém, de uma coisa fiquemos certos, todos se apresentarão diante do Altíssimo quando chegar o dia eterno de cada um (cf. Hb 9,27), mas quem julgará todos os homens é o Verbo de Deus, Jesus Cristo, pois para isto é que Ele se fez carne, para julgar os vivos e os mortos no último dia. A princípio Jesus veio para salvar todos os homens da condenação à morte a que estavam sentenciados pelos pecados aqui praticados desde o primeiro homem até os dias atuais (cf. Jo 3,16-21).

Todavia, uma vez sacrificado pelos pecadores, ressuscitou dos mortos revelando deste modo que não era um simples homem, mas Deus conosco, Emanuel, o Messias enviado pelo Pai para a salvação de todos. Entretanto, sua presença entre nós é também sinônimo de que estamos na reta final da criação natural de Deus, pois Jesus veio para abrir-nos a porta do Reino dos Céus; e é fazendo o seu caminho de cruz que entraremos com Ele em sua glória eterna. Porquanto, se não houvesse a segurança da esperança na ressurreição para a vida eterna em Deus, o que seria da humanidade? Apenas pessoas e coisas destinadas a um fim trágico, devido ao triste quadro que contemplamos atualmente na face da terra.

“Contudo, virá o dia do Senhor como ladrão. Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém. Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida e de vossa piedade, enquanto esperais e apressais o dia de Deus, esse dia em que se hão de dissolver os céus inflamados e se hão de fundir os elementos abrasados! Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça. Portanto, caríssimos, esperando estas coisas, esforçai-vos em ser por ele achados sem mácula e irrepreensíveis na paz”. (2Pd 3,10-14).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O LIVRO DA VIDA...


O LIVRO DA VIDA...

O que é o livro da vida? É esse que estamos escrevendo com a nossa vida temporal para ser aberto na eternidade diante de Deus. Com efeito, enquanto vida natural tivermos, esse nosso livro continuará em aberto, porque ele é escrito por nós à cada instante de nosso viver. No entanto, ele só será bem escrito quando o escrevemos como história de salvação, ou seja, seguindo a vontade de Deus. De fato, todas as condições de bem viver, Deus nos dá nesse nosso paraíso terrestre, é só administra-las honestamente, amando o nosso Criador e Pai acima de todas as coisas e amando-nos uns aos outros como o Seu Filho, Jesus Cristo, nos ensinou (cf. Jo 15,12-17).

Há uma coisa que precisamos entender para bem escreve-lo, Deus nunca abre mão de seu propósito original para com a humanidade, presente no primeiro casal de humanos, criado à sua “imagem e semelhança”. Por isso, os criou num paraíso e em estado de plana comunhão com Ele, para que permanecessem e crescessem na santidade que dele receberam. O fato é que, o primeiro casal abriu mão dessa graça divina, quando por seu livre arbítrio, cedeu ao inimigo de nossas almas a liberdade recebida do seu Criador; isto porque, como ensinou Jesus Cristo, o Filho de Deus: “Todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo” (cf. Jo 8,34).

Ora, a estratégia da serpente (o anjo decaído) foi e é, desacreditar Deus, e fazer com que acreditemos nele, vejamos: “A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha formado. Ela disse a mulher: É verdade que Deus vos proibiu comer do fruto de toda árvore do jardim?” A mulher respondeu-lhe: “Podemos comer do fruto das árvores do jardim. Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: Vós não comereis dele, nem o tocareis, para que não morrais.” “Oh, não! – tornou a serpente – vós não morrereis! Mas Deus bem sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal.” (Gn 3,1-5).

E desde que o primeiro casal caiu por este Marketing satânico, a história humana passou a ser escrita com tragédias e infindos derramamentos de sangue; porque o mal se aproveitou e se aproveita da arma do pecado para semear a morte e assim tentar destruir a obra original de Deus, nosso Pai. Uma vez que não pode atingir o Todo Poderoso, porque é apenas uma criatura que se tornou infernal pela sua desobediência. Pois jamais poderá ser comparada em nada ao Criador e Senhor do céu e da terra e de todas as coisas criadas; por isso mesmo, como está escrito, “já foi julgado e condenado” (cf. Jo 16,11).

Entretanto, mesmo com a queda do primeiro casal, o Senhor Deus continuou firmando ainda mais o seu propósito de nos fazer participantes de Sua Natureza Divina, pois enviou o Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, nascido da Virgem Maria, que condenou o pecado na carne, para nos reconciliar consigo a fim de que tenhamos nele a vida eterna (cf. Rm 8,1-4), pela fé recebida em nosso batismo, pois por esse sacramento o Senhor nos fez nascer de novo da água e do Espírito Santo. Por isso, nunca dê ouvidos à serpente que continua solta, mas só enquanto o tempo existir, porque em breve acontecerá o seu final e de todas as coisas temporais, com a vinda gloriosa de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, que vive e reina para sempre e está à direita do Pai de onde virá para julgar os vivos e mortos.

Destarte, nós que já estamos escrevendo o livro de nossa vida, precisamos fechar todas as portas por onde o inimigo de nossas almas, o demônio, tenta entrar, para não sermos seduzidos por ele. E quais são estas portas? Elas são chamadas por São Paulo de obras da carne, ei-las: “Ora, as obras da carne são estas: fornicação (prática sexual fora do sacramento do matrimônio), impureza (nos filmes, novelas, páginas pornográficas), libertinagem (todo tipo de comportamento imoral), idolatria (apego a coisas e a pessoas), superstição (desvio do sentimento religioso, crença em poderes vindo de coisas ou pessoas), inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!” (Gl 5,19-21).

Portanto, sigamos as orientações de São Paulo, para assim escrevermos nossa história de vida eterna, conduzidos pelo Espírito Santo. Porque, “o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei. Pois os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências. Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito”. (Gl 5,22-25).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria, OFMConv.

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sábado, 2 de novembro de 2013

QUAIS SÃO OS TORMENTOS ETERNOS, PARA AQUELES QUE ESCOLHERAM O CAMINHO DO INFERNO PARA SEGUIR?


QUAIS SÃO OS TORMENTOS ETERNOS, PARA AQUELES QUE ESCOLHERAM O CAMINHO DO INFERNO PARA SEGUIR?...


Primeiro, precisamos compreender qual seja a finalidade desta meditação, evitar o mal e a condenação eterna das almas. E para melhor compreender isso, perguntamos: quais são os caminhos do inferno? São todos os pecados mortais cometidos com o consentimento humano, isto é, são os pecados cometidos contra as Leis de Deus, tanto as naturais quanto as eternas, e isto a partir de nosso livre arbítrio, ou seja, a partir de nosso poder de escolha e decisão; tais pecados também são chamados de obras da carne. Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus”! (Gl 5,19-21). E São Paulo ainda repete, nos adverte e admoesta: Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus. Ao menos alguns de vós têm sido isso. Mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus. Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma”. (1Cor 6,9-12).

Por isso, o hagiógrafo do Livro de Sabedoria nos exorta: “Não procureis a morte por uma vida desregrada, não sejais o próprio artífice de vossa perda. Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. Nelas nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da terra, porque a justiça é imortal”. (Sab 1,13-15). E também São Paulo, na Primeira Carta a Timóteo, nos exorta: “Acima de tudo, recomendo que se façam preces, orações, súplicas, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranquila, com toda a piedade e honestidade. Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”. (1Tm 2,1-4).

Ora, se Deus quer que todos os homens sejam salvos, por que existe o inferno? Porque o inferno é uma decisão pessoal irrevogável tomada por aqueles que decidem por ele, isto é, por aqueles que decidem dizer não a Deus e sim ao mal, pelos pecados mortais que decidiram cometer. Nada em nossa vida acontece sem a nossa decisão. Com efeito, assim nos ensinou o Senhor: Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram”. (Mt 7,13-14). Por outro lado o Senhor também nos ensina: “Eu vim como luz ao mundo; assim, todo aquele que crer em mim não ficará nas trevas. Se alguém ouve as minhas palavras e não as guarda, eu não o condenarei, porque não vim para condenar o mundo, mas para salvá-lo. Quem me despreza e não recebe as minhas palavras, tem quem o julgue; a palavra que anunciei julgá-lo-á no último dia. Em verdade, não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele mesmo me prescreveu o que devo dizer e o que devo ensinar. E sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que digo, digo-o segundo me falou o Pai”. (Jo 12,46-50). E ensinou ainda: “Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. Digo-vos que haverá júbilo entre os anjos de Deus por um só pecador que se arrependa”. (Lc 15,7.10). Ou seja, a misericórdia do Senhor é infinita como Ele e o seu Reino de Amor, ela é um santo convite a todos nós pecadores para que nos arrependamos e voltemos ao seu convívio amoroso e santo.

Então, há alguma possibilidade de rejeição desse convite de Deus? Depende de cada ser humano, pois, todos são chamados ninguém escapa desse convite (cf. Is 40,26;Sl 138), assim, só o fato de existir aqui neste mundo, já é o convite feito para  experimentarmos a divina misericórdia, ele é inato. E pelo o que vemos na face da terra, tem sido elevadíssimo o número daqueles que têm rejeitado esse convite de Deus. E o que acontece com os que se entregam ao pecado e ao mal, como estamos constatando na face da terra? Infelizmente se desligam de Deus definitivamente. Misericórdia, Senhor, tende piedade de nós, dá-nos o dom do arrependimento sincero para que pela penitência, confissão de nossos pecados e reparação dos mesmos, nos tornemos agradáveis ao teu coração ardente de amor por nós, pois deste tua vida, derramaste o teu Sangue, para nos livrar do inferno e dos tormentos eternos.

O que é uma alma condenada e qual será o seu fim? Pelo relato da Sagrada Escritura (cf. Lc 16,19-31;Mt 25,46a;Ap 21,8), uma alma condenada é aquela que rejeitou o amor de Deus definitivamente, por isso, só traz no seu íntimo o ódio, a blasfêmia, e todos os tormentos advindos de seus inúmeros pecados. Ela nunca mais terá esperança nem alívio algum, mas somente uma agonia sufocante e um desespero interminável, por ter cultivado isso pela aparente “delícia” dos pecados praticados ao longo de sua vida terrena. Santa Faustina, numa visão que teve do inferno e das almas condenadas, cita os seguintes tormentos que elas sofrerão: “Hoje, conduzida por um Anjo, fui levada às profundezas do Inferno um lugar de grande castigo, e como é grande a sua extensão. Tipos de tormentos que vi:

Ø  Primeiro tormento que constitui o Inferno é a perda de Deus;
Ø  O segundo, o contínuo remorso de consciência;
Ø  O terceiro, o de que esse destino já não mudará nunca;
Ø  O quarto tormento, é o fogo que atravessa a alma, mas não a destrói; é um tormento terrível, é um fogo puramente espiritual, aceso pela ira de Deus;
Ø  O quinto é a contínua escuridão terrível cheiro sufocante e, embora haja escuridão, os demônios e as almas condenadas veem-se mutuamente e veem todo o mal dos outros e o seu.
Ø  O sexto é a continua companhia do demônio;
Ø  O sétimo tormento, o terrível desespero, ódio a Deus, maldições, blasfêmias.

São tormentos que todos os condenados sofrem juntos. Mas não é ó fim dos tormentos. Existem tormentos especiais para as almas, os tormentos dos sentidos. Cada alma é atormentada com o que pecou, de maneira horrível e indescritível. Existem terríveis prisões subterrâneas, abismos de castigo, onde um tormento se distingue do outro. Eu teria morrido vendo esses terríveis tormentos, se não me sustentasse a onipotência de Deus.

Que o pecador saiba que será atormentado com o sentido com que pecou, por toda a eternidade. Estou escrevendo por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há inferno ou que ninguém esteve 'lá e não sabe como é.

Eu, Irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos para falar às almas e testemunhar que o Inferno existe. Sobre isso não posso falar agora, tenho ordem de Deus para deixar isso por escrito. Os demônios tinham grande ódio contra mim, mas, por ordem de Deus tinham que me obedecer O que eu escrevi dá apenas uma pálida imagem das coisas que vi.; Percebi, no entanto, uma coisa: o maior número das almas que lá estão é justamente daqueles que não acreditavam que o Inferno existisse. Quando voltei a mim, não podia me refazer do terror de ver como as almas, sofrem terrivelmente ali e, por isso, rezo com mais fervor ainda pela conversão dos pecadores; incessantemente, peço a misericórdia de Deus para eles. Ó meu Jesus, prefiro agonizar até o fim do mundo nos maiores suplícios a ter que vos ofender com o menor pecado que seja”.[1]

Portanto, “Felizes os mortos que doravante morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os seguem”. (Ap 14,13). “Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia. Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição. Então o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Novamente me disse: Está pronto! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim. A quem tem sede eu darei gratuitamente de beber da fonte da água viva. O vencedor herdará tudo isso; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte”. (Ap 21,1-8).

Aquele que atesta estas coisas diz: Sim! Eu venho depressa! Amém. Vem, Senhor Jesus! A graça do Senhor Jesus esteja com todos. (Ap 22,20-21).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.


[1] Compilação do Diário de Santa Faustina, em PDF, disponível para dowload no site: http://sagrada.org.br/site/?p=13812 (01/11/2013).
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sábado, 19 de janeiro de 2013

SÉRIE MEDITAÇÕES: OS NOVÍSSIMOS DO HOMEM, OS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS DE SUA VIDA...



SÉRIE MEDITAÇÕES

OS NOVÍSSIMOS DO HOMEM,

OS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS DE SUA VIDA...


A MORTE

Em tudo o que fizeres, lembra-te de teu fim, por isso, evites cometer pecados. (cf. Eclo 7,40). A morte é tão real para nós quanto a vida que vivemos dia a dia, todavia, não pensamos nela com frequência, a não ser quando passamos por algum perigo iminente e escapamos por pouco. Isso acontece, talvez, porque nos acomodamos com as seguranças que criamos, no entanto, nada somos além de um sopro de vida; na verdade, andamos como que na corda bamba da existência ou ainda singrando no mar revolto desta vida em busca de algum porto seguro de salvação.

Com efeito, meditando sobre a morte, assim escreveu Santo Afonso Maria de Ligório, em sua obra intitulada, “Preparação Para a Morte”: “Considerai que sois pó, e que em pó vos haveis de tornar. Virá um dia em que morrereis e sereis lançado à podridão num fosso, onde o vosso único vestido serão os vermes. Tal é a sorte reservada a todos os homens, aos nobres e aos plebeus, aos príncipes e aos vassalos. Logo que a alma saia do corpo com o último suspiro, dirigir-se-á à eternidade e o corpo deverá reduzir-se a pó”.

De fato, a morte nos acompanha a cada instante e vemos ela acontecer na vida dos que partem antes de nós, só que um dia partiremos também como eles, e de tudo o que fizemos restarão apenas lembranças que logo cairão no esquecimento. Por isso, precisamos rezar como o salmista: “Só em Deus a minha alma tem repouso, porque dele é que me vem a salvação. Só ele é meu rochedo e salvação, a fortaleza, onde encontro segurança!” (Sl 61,1-2). Porque sem Deus não há esperança, não há vida, não há nada, só o caos.

O JUIZO PESSOAL

“Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo...” (Heb 9,27). Quem não haverá de ser julgado? Ora, ninguém escapará ao juízo divino, até mesmo os inocentes que receberão a sentença favorável por sua inocência, também eles serão julgados. E esta é uma das maiores certezas que temos por tudo o que recebemos de Deus, que nos criou por amor e somente para amarmos. “Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige?” (Heb 12,7c).

Então, que julgamento é esse? Na verdade, todos nós que fomos batizados nascemos na ordem da graça para a vida eterna e não para o pecado, logo, ele não devida fazer mais parte de nossa vida. Pois, assim nos ensinou São Paulo: “De agora em diante, pois, já não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Jesus Cristo. A lei do Espírito de Vida me libertou, em Jesus Cristo, da lei do pecado e da morte. O que era impossível à lei, visto que a carne a tornava impotente, Deus o fez. Enviando, por causa do pecado, o seu próprio Filho numa carne semelhante à do pecado, condenou o pecado na carne, a fim de que a justiça, prescrita pela lei, fosse realizada em nós, que vivemos não segundo a carne, mas segundo o espírito”. (Rom 8,1-4).

Acontece que muitos se aproveitam da liberdade que receberam para agirem, não conforme a vontade de Deus, presente em nossa liberdade de escolha e decisão, mas como insensatos que não levam em conta o fim de seus dias e a eternidade na qual serão julgados logo após sua morte. Bem nos alertou São Paulo a esse respeito quando escreveu: “Irmãos, não somos devedores da carne, para que vivamos segundo a carne. De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis, pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”. (Rom 8,12-14).

Enfim, a respeito do juízo só não o temerão aqueles que em sua vida natural se portaram como verdadeiros filhos de Deus, isto é, fiéis aos seus mandamentos e dignos do seu Reino pelas obras que os acompanham. Por isso, nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mt 26,41). Então, rezemos com o salmista: “Escutai, Senhor, a voz de minha oração, tende piedade de mim e ouvi-me. Fala-vos meu coração, minha face vos busca; a vossa face, ó Senhor, eu a procuro. Não escondais de mim vosso semblante, não afasteis com ira o vosso servo. Vós sois o meu amparo, não me rejeiteis. Nem me abandoneis, ó Deus, meu Salvador. Ensinai-me, Senhor, vosso caminho; por causa dos adversários, guiai-me pela senda reta”. (Sl 26,7-9.11).

O PARAÍSO CELESTE

Ao contemplarmos este mundo notamos tanta disparidade e desequilíbrio, apesar das perfeições também nele notadas, que achamos difícil crer que ele foi criado por Deus, que é infinitamente Perfeito. De fato, Deus é Infinitamente Perfeito e tudo criou para atingir a plenitude de sua Perfeição. É por isso, que em tudo Ele pôs inteligência, sabedoria e leis que se articuladas conforme sua vontade, atingirão a perfeição de Sua Caridade e os atributos de sua Natureza Divina que são Santidade e Imortalidade, como Ele mesmo desejou em seu desígnio de amor (cf. Sab 2,23-24). Ora, mesmo as imperfeições e maquinações maléficas aqui notadas são também elas articuladas, só que por uma inteligência inferior, e por isso, dão sempre em nada, porque são adversas à perfeição e a intenção do nossa Criador. Logo, todo esse desequilíbrio, obviamente, dará lugar à justiça divina, à verdade eterna e ao amor perfeito que é o anseio de todas as criaturas.

É como escreveu São Paulo: “Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia. Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo. Porque pela esperança é que fomos salvos”. (Rom 8,18-24a).

Então, que salvação é esta, que paraíso é este? “Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te!” (2Tim 3,1-5). “Entretanto, virá o dia do Senhor como ladrão. Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém. Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida e de vossa piedade, enquanto esperais e apressais o dia de Deus, esse dia em que se hão de dissolver os céus inflamados e se hão de fundir os elementos abrasados! Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça. (2Ped 3,10-13).

Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia. Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição”. (Apo 21,1-4). “Portanto, caríssimos, esperando estas coisas, esforçai-vos em ser por ele achados sem mácula e irrepreensíveis na paz”. (2Ped 3,14).

Santo Afonso descreveu assim a felicidade do céu: “Depois de entrar na felicidade de Deus, a alma não terá mais nada a sofrer. No paraíso não há doenças, nem pobreza, nem incômodos. Deixam de existir as vicissitudes dos dias e das noites, do frio e do calor; é um dia perpétuo, sempre sereno, primavera perpétua, sempre deliciosa. Não há perseguições nem ciúmes; neste reino de amor, todos os seus habitantes se amam mútua e ternamente, e cada qual é tão feliz da ventura dos outros como da própria. Não há receios, porque a alma, confirmada na graça, já não pode pecar nem perder a Deus. Tudo é novo, tudo consola, tudo satisfaz.

Os olhos deslumbrar-se-ão com a vista desta cidade cuja beleza é perfeita. Que maravilha não nos causaria a vista de uma cidade cujas ruas fossem calçadas de cristal, e cujas casas fossem palácios de prata ornados de cortinados de ouro e de grinaldas de flores de toda espécie. Oh, quanto mais bela ainda é a cidade celeste!

Que delicioso não será ver todos os seus habitantes vestidos com pompa real, porque todos efetivamente são reis, como lhes chama Santo Agostinho: Quot cives, tot reges (Quantos cidadãos, tantos reis). Que delicioso não será ver Maria, que parecerá mais bela que todo o paraíso! Que delicioso não será ver o Cordeiro divino, Jesus, o Esposo das almas!

Numa palavra, o paraíso é a reunião de todos os gozos que se podem desejar.

Mas essas inefáveis delícias até aqui consideradas são apenas os menores bens do paraíso. O bem, que faz o paraíso, é o Bem supremo, que é Deus, diz Santo Agostinho. A recompensa que o Senhor nos promete não consiste unicamente nas belezas, nas harmonias, nos outros encantos da bem-aventurada cidade; a recompensa principal é Deus, isto é, consiste em ver Deus face a face, a amá-Lo. Assegura Santo Agostinho que, para os condenados, seria como estar no paraíso se chegassem a ver Deus. E acrescenta que se fosse dado a uma alma, ao sair desta vida, a escolha de ver a Deus ficando nas penas do inferno, ou ser livre das penas do inferno e ao mesmo tempo privada da vista de Deus, ela preferiria a primeira condição.

A felicidade de contemplar com amor a face de Deus, não a podemos conceber neste mundo, mas procuremos avaliá-la, ainda que não seja senão pela rama, segundo os efeitos que conhecemos”. (Preparação para a Morte, Parceria Antônio Maria Pereira, Livraria Editora, Lisboa, 5a. edição, 1922, pp. 207 e ss.). (http://www.mensageiradapaz.org/novissimos.html – 18/01/13).


O INFERNO

Não haveria justiça alguma se a maldade dos anjos e dos homens fosse recompensada; se a verdade presente em todas as coisas não viesse à tona; se não se revelasse os reais pensamentos e intenções dos corações; se todo esse desequilíbrio do jeito que se encontra aqui continuasse na eternidade. E se Deus, depois de enviar o seu Filho Único, nascido da Virgem Maria, para nos salvar por sua morte e ressurreição, não nos desse um repouso definitivo fruto do sacrifício de seu Filho para a nossa redenção, o que seria de nós e de toda a criação? E como ficaria o derramamento de todo sangue inocente que clama justiça aos céus à começar pelo sangue de Cristo, seu Filho amado?

Muitos dizem: Deus é amor, e por isso jamais punirá alguém. Realmente Deus é amor, então, vivamos segundo o amor de Deus e jamais haverá punição alguma; mas se desdenharmos de Seu Infinito Amor, o que restará? Somente o ódio, porque todo pecado mortal se transforma em ódio, e é assim que vivem os que estão condenados no inferno. Pois todo pecado mortal é sinônimo de infortúnio e maldição; cada ato pecaminoso é um doloroso desligamento de Deus; e caso não haja arrependimento e reparação desses pecados, também não haverá salvação para aqueles que os cometem.

Com efeito, assim está escrito na Carta aos Hebreus: “Depois de termos recebido e conhecido a verdade, se a abandonarmos voluntariamente, já não haverá sacrifício para expiar este pecado. Só teremos que esperar um juízo tremendo e o fogo ardente que há de devorar os rebeldes. Se alguém transgredir a Lei de Moisés - e isto provado com duas ou três testemunhas -, deverá ser morto sem misericórdia. Quanto pior castigo julgais que merece quem calcar aos pés o Filho de Deus, profanar o sangue da aliança, em que foi santificado, e ultrajar o Espírito Santo, autor da graça! Pois bem sabemos quem é que disse: Minha é a vingança; eu a exercerei (Dt 32,35). E ainda: O Senhor julgará o seu povo (Sl 134,14). É horrendo cair nas mãos de Deus vivo”. (Heb 10,26-31).

Portanto, a respeito do céu ou do inferno não é preciso provar nada intelectualmente, porque todos nós que aqui estamos já os experimentamos naquilo que pensamos e vivemos. De fato, cada um colhe sempre o que planta, desse modo, o julgamento já se faz presente implicitamente em cada ato praticado, cujo resultado é detectado pelo estado de alma que cada um traz em si mesmo. É como nos ensinou São Paulo: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção [e a morte]; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eternaNão nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé”. (Gal 6,7-10).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria,OFMConv.


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