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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A causa dos problemas sociais


Nos vimos agora a pouco, que Jesus se fez homem em tudo igual a nós exceto no pecado. O grande teólogo do século 20 Telmo Russeao da escola de Paris, dizia : Deus se fez homem em tudo igual a nós e não pecou  é porque o pecado não faz parte da natureza humana. Então é no pecado que nos tornamos dessemelhante, é o pecado que torna o homem diferente, é o pecado que cria uma realidade de desigualdade, social, econômica, política, e todo tipo de desigualdade. Portanto para promover a igualdade, promover a justiça, é preciso lutar contra o pecado, essa luta é uma luta que começa conosco, é uma luta pela graça, é uma luta pelo Espírito Santo. Para que Ele possa agir em nós e instaurar o reino de Deus tal qual pedimos no Pai-Nosso. E é tentando vencer estas limitações, perdoando e aparando estas arestas é que nós construímos o Reino de Deus que é possível e é completo, e é real, porque, Jesus veio, e se encarnou, morreu e ressuscitou. Eis o sentido portanto do mistério da encarnação. E São Francisco percebe de uma maneira muito clara. Deus se encarnou em homem então nos temos a possibilidade de tornar real a sua lei, tornar real o evangelho, na nossa vida e implantar o reino de Deus .

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O PECADO E A PERDA DA LIBERDADE



O PECADO E DA PERDA DA LIBERDADE

“Em verdade, em verdade vos digo: todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo”. (Jo 8,34).

Ø  No pecado não há liberdade; a liberdade é fruto do vencimento das inclinações pecaminosas... Só é livre quem escolhe obedecer à Vontade de Deus expressa em seus mandamentos...

Ø  O homem foi criado livre, não para perder sua liberdade, mas para mantê-la eternamente; e a obediência às leis de Deus, implícitas em seu coração, é o meio pelo qual ele a mantém para sempre...

“O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente”. (I Jo 2,17).

Ø  No atual estágio da criação o mal é um enigma que depende de nossas escolhas e decisões. Logo, a liberdade e a proteção que temos de Deus, que é nosso Sumo Bem, requer que decidamos tudo em nossa vida conforme a vontade Dele, pois fomos criados para o bem e somente para o bem.

Ø  É preciso permitir que o Senhor atue livremente em nosso querer e executar, de acordo com os seus desígnios de amor. Desse modo, jamais o mal se perpetuará, porque se não compactuarmos com ele; ele se findará por si mesmo, pois tudo o que não permanece em Deus, sucumbe eternamente...

Ø  Se para muitos fazer o bem é um peso, para quem ama, fazer o bem é como um perfume de suave odor, faz bem a quem o sente e sente-se bem quem o faz...

“Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus”. (Jo 3,19-21).

Ø  Deus é infinitamente para além das teorias, porque Deus é o que é, enquanto que teorias não o são. De fato, porque Deus é, mesmo que neguem a sua existência, na verdade estão afirmando que Ele existe, porque o que não existe não se discute nem precisa de negação, afinal, não existe mesmo; pois, como falar sobre o que não há? Creio que a maior insensatez humana, é negar a evidência da existência de Deus. Logo, quem nega que Deus existe, na verdade não passa de insensato querendo ser erudito, nada além disto...

Ø  Quando se faz o que vem na cabeça, mas não se leva em conta as consequências, o resultado é sempre catastrófico em todos os sentidos; isto porque, muitos dão importância somente ao que é momentâneo e fugaz. Todavia quem age assim, sabe que está prestes a perder a liberdade, “pois o que pode dar o homem em troca de sua vida”?...

Ø  De fato, a eternidade se aproxima a passos largos, e é nela que colhemos tudo o que plantamos aqui... Portanto, se em teu livre arbítrio escolhes o que é do mal, crias para ti mesmo um problema sem solução; a não ser que bata em tua alma o arrependimento sincero, acompanhado da confissão e do perdão sacramental, que pode te livrar do mal e da perca de tua liberdade definitivamente...

Ø  Amar só quem nos ama, é muito pouco para quem deve amar como Jesus amou (Cf. Mt 5,44ss), então, se não mudarmos nossa mentalidade, estaremos longe da verdadeira santidade, que é o passaporte para entrarmos no Reino dos Céus...

O dizer que não corresponde à verdade é só um dizer intencional, lhe falta tudo, pois lhe falta coerência. Cuidado, desse tipo de intenção o mundo está cheio, ela é igual à promessa falsa, não passa de falácia...

Ø  Conhecemos os verdadeiros amigos à medida que somos provados em meio à realidade na qual Deus nos pôs...

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria, OFMConv.


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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA (XXI)




AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA (XXI)


Estrela da manhã

Por que, ó mãe, te chamamos de estrela da manhã? Porque nasceste com a única missão de trazer a este mundo, Jesus Cristo, o Sol de Deus, que de ti nasceu como o único Senhor e Salvador de nossas almas, aquele que é e sempre será e que nos dá a vida eterna.

Qual aurora vespertina que anuncia a luz do dia, assim és tu Maria, agraciada por Deus com a maternidade divina. De fato, és a estrela fulgurante da manhã da nova criação. O teu Filho, Jesus Cristo, é chamado pelos profetas, o sol da justiça que nasce do alto para aquecer a vida fria dos mortais (cf. Ml 3,20; Is 9,1.42,6-7; Lc 1,78-79; Jo 9,1-5); ele é a Luz permanente que nos aquece intensamente com o calor do seu amor, para que sejamos envolvidos com o brilho infinito de sua paz.

Ó Maria, concebida sem pecado, és luz que brilha intensamente por teu exemplo e pelo sim que nos salvou; em ti se estabeleceu a Luz sem ocaso do amor de Deus, Jesus Cristo, seu Filho amado, que contigo permanece para sempre; e assim também nós fomos agraciados com o brilho da Luz do seu reinado sobre nossas almas, para brilharmos com Ele por toda a eternidade. Amém! Assim seja!

Saúde dos enfermos

Disse Jesus: “Quem vos recebe, a mim recebe. E quem me recebe, recebe aquele que me enviou”. Ora, Maria Santíssima, foi a primeira a receber Jesus, deu-lhe origem humana pela ação divina do Espírito Santo; e esse seu Filho amado, curou do pecado a humanidade e também as enfermidades espirituais, psíquicas, físicas e morais como sinal de sua Divindade, e continua curando ainda hoje. Sem dúvida alguma nós temos uma mãe que se compadece de nós, pois conhece a nossa dura batalha para vencermos as agruras deste mundo.

Maria Santíssima é aquela que enfrenta conosco os males que se apresentam tentando nos derrubar, tentando nos tirar da comunhão com o seu Filho, Jesus Cristo; mas, Deus, em seu Infinito amor de Pai, nos deu ela como mãe (cf. Jo 19,23), para interceder por nós e nos livrar de todo o mal. A prova disso são os milhares de benefícios que a Virgem Santíssima tem alcançado para aqueles que recorrem ao seu auxílio e pedem sua intercessão. Nos mais diversos santuários do mundo inteiro dedicado a Mãe de Jesus, são incontáveis os testemunhos das curas e graças derramadas nas almas aflitas que pedem seu socorro.

Refúgio dos pecadores

O que é um refúgio? É um lugar de proteção, onde nos sentimos seguros contra as ameaças. O pecado, é de fato, a maior e mais perigosa ameaça que o ser humano sofre, porque no pecado o homem é derrotado por ele mesmo quando decide pecar. A pior decisão do ser humano é a decisão de se expor ao mal pelo pecado cometido, pois, a partir de tal decisão, é o mal que passa a comandar as ações do indivíduo, fazendo dele um escravo, sufocado, dominado, sem liberdade alguma.

A Virgem Mãe é o refúgio dos pecadores, pois Deus lhe deu um carisma especial, o dom de interceder pela libertação daqueles que a ela recorrem. Desse modo, ela neutraliza por sua intercessão, as forças espirituais do mal; porque em Maria brilha a luz da verdade, da santidade e da divina misericórdia que afugenta as trevas das almas perdidas, que tinham sido escravizadas pelo demônio.

Ó Maria, refúgio dos pecadores, rogai por nós que recorremos a vós! Agora e na hora de nossa morte. Amém!

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFConv.


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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

SÉRIE MEDITAÇÕES: A VINDA ESCATOLÓGICA DE JESUS



SÉRIE MEDITAÇÕES

A VINDA ESCATOLÓGICA DE JESUS


A parusia escatológica de Jesus Cristo, o Filho de Deus, diz respeito à sua segunda vinda, no fim do mundo, conforme ele mesmo revelou: ”E vereis o Filho do Homem sentado à direita do poder de Deus, vindo sobre as nuvens do céu”. (Mc 14,62b). Mas, por que ele virá, ou pra quê virá? Para julgar os vivos e mortos e implantar o Reino de Deus plenamente (cf. 2Tim 4,1; Mt 25,31-46; 1Cor 15,21-28). Ora, Deus não criou este mundo para que o mal se estabelecesse nele; ao contrário, tudo o que Deus criou é bom e criou somente para o bem. Porém, se vemos o mundo neste estado calamitoso de escravidão e torpor, é porque o homem com sua desobediência estabeleceu este estado de desordem sobre ele mesmo e tudo que governa. Logo, o estado das coisas não pode permanecer como está, é preciso que seja passado a limpo, isto é, que volte à sua originalidade, sem pecado algum, conforme a vontade de Deus.

De fato, a primeira vinda de Jesus se deu no seio do povo hebreu, conforme as profecias, porém, não foi escatológica em si no sentido pleno da palavra, mas sim teológica, para que os homens conhecessem Deus, sua misericórdia e se convertessem, por meio de seu exemplo, para uma vida de penitência, retidão e amor, de acordo com os seus desígnios eternos. Desse modo, compreendemos que sua primeira vinda se deu para que se cumprissem as profecias do Antigo Testamento à seu respeito; e também para que nos fosse revelado o Reino de Deus e sua justiça, presente visivelmente na Igreja, Seu Corpo Místico, do qual ele é a cabeça e nós somos os membros. Por ela, é anunciado a Plenitude desse Reino e a vinda definitiva do Senhor; ele que permanece conosco por meio dos sacramentos que realizam a nossa salvação e participação em sua natureza divina, pois é em Deus que vivemos, nos movemos e somos (cf. At 17,28).

Então, como e quando se dará essa vinda escatológica? Eis a resposta: “Assim reunidos, eles o interrogavam: Senhor é porventura agora que ides instaurar o reino de Israel? Respondeu-lhes ele: Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder, mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo”.

“Dizendo isso elevou-se da (terra) à vista deles e uma nuvem o ocultou aos seus olhos. Enquanto o acompanhavam com seus olhares, vendo-o afastar-se para o céu, eis que lhes apareceram dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: Homens da Galileia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu”. (At 1, 6-11).

Como vimos, da parte dos apóstolos, também nós hoje ficamos desejosos que se estabeleça logo neste mundo a verdadeira justiça, para que haja paz e abundância para todos. Por isso, suplicamos que venha o Reino de Cristo e que seja iminente, pois assim como ele veio uma primeira vez, também virá segunda vez e cumprirá sua promessa de reunir em si “todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão na terra”, conforme revelado nas Escrituras (cf. Ef 1,3-14; Mt 24,3-36).

E agora que estamos avisados de sua vinda, o que fazer? Santo Efrém, assim nos exorta: “O Senhor, ocultou-nos o dia de sua vinda para que ficássemos vigilantes e cada um de nós pudesse pensar que esse acontecimento se daria durante a nossa vida. Se tivesse revelado o tempo de sua vinda, esta deixaria de ter interesse e não seria mais desejada pelos povos da época em que se manifestará. Ele disse que viria, mas não declarou o momento e por isso as gerações e todos os séculos o esperam ardentemente.

Embora o Senhor tenha dado a conhecer os sinais de sua vinda, não se vê exatamente o último deles, pois numa mudança contínua, esses sinais apareceram e passaram e, por outro lado, ainda perduram. Sua última vinda será igual à primeira.

Os justos e os profetas o desejavam, pensando que se manifestaria em seu tempo; do mesmo modo, cada um dos fiéis de hoje deseja recebê-lo em sua época, pois ele não disse claramente o dia em que viria. E isto, sobretudo para ninguém pensar que está submetido a uma determinação e hora, ele que domina os números e os tempos. Como poderia estar oculto àquele que descreveu os sinais de sua vinda, o que ele próprio estabeleceu? O Senhor pôs em relevo esses sinais para que, desde o primeiro dia, os povos de todos os séculos pensassem que ele viria no próprio tempo deles.

Permanecei vigilantes porque, quando o corpo dorme, é a natureza que nos domina e nossa atividade é então dirigida, não por nossa vontade, mas pelos impulsos da natureza. E quando a alma está dominada por um pesado torpor, como por exemplo, a pusilanimidade ou a tristeza, é o inimigo que a domina e a conduz, mesmo contra a sua vontade. Os impulsos dominam a natureza e o inimigo domina a alma.

Por isso, o Senhor recomendou ao homem a vigilância tanto da alma como do corpo: ao corpo, para que se liberte da sonolência; e à alma, para que se liberte da indolência e pusilanimidade. Assim diz a Escritura: Vigiai, justos (cf. 1Cor 15,34); e também: Despertei e ainda estou contigo (cf. Sl 138,18); e ainda: Não desanimeis (cf. Jo 16,33).Por isso não desanimamos no exercício do ministério que recebemos (2Cor 4,1)”. (Do Comentário sobre o Diatéssaron, de Santo Efrém, diácono (Cap. 18,15-17; SCh 121,325-328). (Séc. IV).

Portanto, precisamos estar preparados, para não sermos pegos de surpresa. Pois, assim escreveu São Paulo: “A respeito da época e do momento, não há necessidade, irmãos, de que vos escrevamos. Pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como um ladrão de noite. Quando os homens disserem: Paz e segurança!, então repentinamente lhes sobrevirá a destruição, como as dores à mulher grávida. E não escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão. Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas”. (1Tess 5,1-5).

Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa. Nosso Senhor Jesus Cristo e Deus, nosso Pai, que nos amou e nos deu consolação eterna e boa esperança pela sua graça, consolem os vossos corações e os confirmem para toda boa obra e palavra!” (2Tess 2,15-16).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

SÉRIE MEDITAÇÕES: A TEOLOGIA DO TEMPO DO ADVENTO



SÉRIE MEDITAÇÕES

A TEOLOGIA DO TEMPO DO ADVENTO

A teologia do tempo do advento revela os dois eixos centrais da história da salvação. Primeiro, o cumprimento das profecias do Antigo Testamento, pois o Messias nasce no meio de nós como havia sido prometido (Gen 3,15;49,8-11;Deut 18,15.19;Is 7,14;11,1-5), e o advento aponta para esse cumprimento. Ou seja, Deus mesmo se faz um de nós, nasce em nosso meio do seio da Virgem Maria, conforme profetizado pelo profeta Isaías (cf. Is 7,14), para nos salvar pessoalmente como determinou em seu desígnio redentor (cf. Ez 36). Segundo, com a sua vinda, anuncia a vinda escatológica do Reino de Deus, reino de justiça e de verdade, reino de paz e da felicidade dos justos. Por fim, anuncia ainda a sua segunda parusia, no fim dos tempos.

Por isso, esse tempo é de suma importância não somente pelas revelações que traz em si, mas principalmente pelo anúncio do devir, ou seja, do desfecho definitivo da história da salvação; pois Deus entra na história humana fazendo acontecer nela a história de nossa salvação, deste modo, o tempo e tudo nele passa a ser contado antes de Cristo e depois de Cristo. Assim, Jesus Cristo é não somente o Senhor da Criação, mas o marco central dela e da história humana, pois Deus se fez homem para que o homem participasse de sua natureza divina na nova criação, porque, como disse Jesus: “Eis que eu faço nova todas as coisas”.

Podemos ver ainda nesse tempo do advento a expressão missionária de que ele se reveste, pois Deus se torna missionário em nosso meio e em nossa história, mostrando com isso, que também a Igreja assume essa função evangelizadora, de anunciar sua presença santa no meio da humanidade. Pois nosso caminho para o reino dos céus é um caminho missionário, desse modo, temos a missão de revelarmos Jesus, o salvador da humanidade, invisível aos olhos do mundo, mas presente em sua Igreja por meio dos sacramentos que nos comunicam todas as graças para a santificação de nossas almas, assim é ele mesmo que nos conduz à plenitude de sua glória.

Por fim, a teologia desse tempo do advento alimenta em nós a esperança da libertação total, como o Senhor revelou em uma de suas promessas, ao dizer: “Então verão o Filho do Homem vir sobre uma nuvem com grande glória e majestade. Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação”. (Lc 21,27-28). São Paulo, ao crer firmemente nessa promessa de Jesus, afirmou: “Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia. Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo. Porque pela esperança é que fomos salvos. Ora, ver o objeto da esperança já não é esperança; porque o que alguém vê, como é que ainda o espera? Nós que esperamos o que não vemos, é em paciência que o aguardamos”. (Rom 8,18-25).

Portanto, vivamos esse tempo de expectativa, de espera com fé renovada, na certeza de que, por permanecermos no Senhor e em seu santo modo de agir, teremos todas as graças necessárias para nos mantermos fiéis até o fim, como o Ele nos exortou: “Reanimai-vos e levantai vossas cabeças, porque a vossa libertação está próxima”. (Lc 21,28). “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!” (2Cor 13,13). “Aquele que atesta estas coisas diz: Sim! Eu venho depressa! Amém. Vem, Senhor Jesus!” (Apo 22,20).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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São Francisco de Assis e a criação do presépio

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