Arquivo do blog
-
▼
2025
(179)
-
▼
agosto
(17)
- Dificilmente um rico entra no Reino de Deus...
- Se queres ser perfeito...
- ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA...
- Deixai vir a mim as crianças...
- O que Deus uniu, o homem não separe ...
- Senhor quantas vezes devo perdoar meu irmão?
- A correção fraterna ...
- Homilia do 19°Dom tempo comum...
- Oração, fé, jejum e disciplina...
- Negar a cruz é negar Cristo...
- Tu és o Cristo, o Filho de Deus...
- Festa da Transfiguração do Senhor...
- «Tende confiança. Sou Eu. Não temais»
- Quem a Deus tem nada lhe falta...
- Ajuntai para vós tesouro no céu...
- O martírio de São João Batista...
- Sem fé é impossível agradar a Deus...
-
▼
agosto
(17)
segunda-feira, 13 de maio de 2013
sábado, 11 de maio de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
A VERDADE NÃO MUDA NUNCA, PORQUE ELA É ETERNA...

A VERDADE NÃO MUDA NUNCA, PORQUE ELA É ETERNA...
Algumas pessoas estão dizendo por aí: ”A Igreja tem que se modernizar, para acompanhar as mudanças da sociedade, senão vai perder muitos fiéis”. Até onde vai esse tipo de falácia? Ela é própria daqueles que não tem nenhum testemunho de vida cristã convincente para dar, na verdade, suas opiniões são baseadas no prurido nefasto dos meios de comunicação de massa, tendenciosos e desejosos que são de manipularem as massas para venderem seus podres produtos e se manterem no poder por tempo indeterminado. Por isso, levantam bandeiras anticristãs, pois dá mais “ibope” falar mal da Igreja e de sua defesa da vida e dos verdadeiros valores que cultiva, que são a família, a vivência da fé e dos bons costumes, e o bem comum para todos; do que defendê-la. Assim, tais meios de comunicação sociais, ficam livres para transmitirem suas mensagens sublimares, maquiando, com isso, suas perversas intenções.
Ora, a Igreja não é uma mera instituição humana que muda conforme o querer dos homens ou dos grandes conglomerados midiáticos; pois, aquele que a instituiu é Deus com o Pai e o Espírito Santo; desse modo, sua origem é divina, e assim continua sua trajetória terrena conduzida pelo Espírito Santo que Cristo enviou para solidificá-la. Assim, a Igreja é a parte visível do seu Reino de Deus no mundo; e, por isso, o sacramento de perene salvação para todos os homens que creem em Cristo Jesus.
De certo, a fé que pregamos tem seu fundamento no Evangelho e na doutrina dos Apóstolos, ou seja, se apoia nas virtudes eternas, vivada e ensinada por Cristo e seus apóstolos e todos os santos e santas que testemunharam, Cristo, com o seu modo de ser e agir no mundo. Então, não é a Igreja que tem que mudar seus costumes, suas leis e sua fé, para se adaptar ao mundo, mas sim os homens precisam se converter para entrar no Reino de Deus e participarem de sua glória, pois, sem essa conversão e o perdão dos pecados, para os que precisam, não há salvação (cf. Mt 9,10-13).
Vejamos o que dizem Cristo e os apóstolos a esse respeito: ”Pai, dei-lhes a tua palavra, mas o mundo os odeia, porque eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade. Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade. Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste”. (Jo 17,14-21).
E eis o que escreveu São João: “Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente”. (1Jo 2,15-17). E também São Paulo, escreveu: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”. (Rom 12,1-2).
Portanto, a verdade não muda nunca, porque ela é eterna, por isso, todos os homens precisam sempre dela para se manterem na vida, pois tudo o que não é conforme a verdade, não perdura por muito tempo, visto que, a mentira é como uma areia movediça, quanto mais alguém se debate nela, mais afunda. Destarte, Jesus Cristo é a Verdade, sem Ele não há vida, não há nada que se aproveite nem aqui nem na eternidade.
Por último, vejamos alguns conselhos de São Paulo ao seu discípulo Timóteo, que servem muito bem para nós: “Toma por modelo os ensinamentos salutares que recebeste de mim sobre a fé e o amor a Jesus Cristo. Guarda o precioso depósito, pela virtude do Espírito Santo que habita em nós”. (2Tim 1,13-14). “Foge das paixões da mocidade, busca com empenho a justiça, a fé, a caridade, a paz, com aqueles que invocam o Senhor com pureza de coração. Rejeita as discussões tolas e absurdas, visto que geram contendas. Não convém a um servo do Senhor altercar; bem ao contrário, seja ele condescendente com todos, capaz de ensinar, paciente em suportar os males. É com brandura que deve corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da verdade, e voltem a si, uma vez livres dos laços do demônio, que os mantém cativos e submetidos aos seus caprichos”. (2Tim 2,22-26).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.
domingo, 5 de maio de 2013
AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA (XXV)

AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA (XXV)
Rainha das Virgens
Ser virgem é ser consagrada(o) a Deus desde o nascimento, pois foi assim que Deus nos criou, homens e mulheres nascidos sem conhecer o pecado e é assim que deveríamos viver sempre, sem pecado algum em total comunhão com a vontade do Senhor que nos deu em seu amor tão grande virtude. Ao proclamarmos Maria sempre virgem anunciamos aquela que Deus fez vir a este mundo, totalmente imaculada, isto é, sem mancha alguma de pecado, em vista de Seu Filho amado, que realizou a nossa redenção e de toda a criação, fazendo valer o Plano Eterno da Salvação.
Com efeito, nossa vida e nossa fé se fundamentam nas virtudes divinas infundidas por Deus nos seus filhos e filhas desde toda a eternidade. Desse modo, a Virgem Santíssima, reina sobre todas as virgens, ou seja, sobre todos aqueles e aquelas que se conservam puros de corpo e alma, honrando a Deus por estas virtudes que Dele receberam. De fato, é uma grande honra para nós participarmos do reinado de Jesus Cristo e de sua Mãe, a Virgem Maria, pois aqui no mundo tudo passa, porém, na eternidade, tudo é permanece para sempre, em pleno estado de perfeição, onde a felicidade não tem fim. E, é para esse estado de graça permanente que nos conduz o Senhor.
Rainha de todos os santos
A santidade é um atributo divino, porque só Deus é Santo, infinitamente Santo; e por sua Vontade Eterna nos deu o mandamento da santidade para sermos santos como Ele é Santo (cf. Mt 5,48). O céu é a morada dos santos e santas que Deus santificou por Seu Filho amado, nos dando o perdão dos pecados, e a purificação de nossas almas. Jesus é chamado, na Sagrada Escritura, o Senhor dos senhores, o Rei dos reis, o Santo dos santos, porque todo poder foi lhe dado sobre o céu e a terra (cf. Mt 28,18). Jesus é Filho da Virgem Maria e tem como Pai, Deus, que o gerou pelo Espírito Santo (cf. Lc 1,26-35), deste modo, o mundo conheceu a Santidade do Senhor Deus por meio daquela que Ele escolheu para semear, por Seu Filho amado, a Sua Santidade à toda a humanidade. Primeiro, fez dela Sua habitação permanente; e segundo, por Seu Filho, que dela nasceu, tornou-nos participantes de Sua Natureza Divina e participantes do Reino dos céus, pois, todas as graças e bênçãos nos vieram depois do sim que a Virgem Santíssima deu a Deus Pai.
Rainha concebida sem pecado original
O pecado nunca foi a vontade de Deus, ele aconteceu em desobediência à ordem criada; pois tudo foi feito para o bem e a felicidade de todos. O primeiro homem, Adão, e a primeira mulher, Eva, foram criados em estado de graça, isto é, sem pecado, para viverem sem pecado algum, ou seja, tendo pleno acesso a Deus e ao seu poder, porque é nisto que consiste a felicidade humana. Com o advento do pecado, a desordem entrou no mundo e com ela a morte, como punição pelo pecado, porque não era possível que a desordem trazida pelo pecado perdurasse sempre. Porém, com o pecado, veio também a promessa da redenção começando pela mulher, uma vez que o pecado só se deu com o consentimento desta e do homem que a acompanhou em sua desobediência (cf. Gen 3,15).
Portanto, nada mais justo que a graça santificante também acontecesse por meio de uma mulher em pleno estado de graça. Por isso, Deus escolheu Maria e a fez nascer sem a mancha do pecado original, em vista do nascimento do Seu Filho Santo, Jesus Cristo, e de todos os que nasceriam deles pelo santo batismo. Por isso, hoje, todas as gerações proclamam, bem aventurada aquela de cujo ventre nasceu o Salvador da humanidade e de toda a criação. Amém!
Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
A GRAÇA DE CADA MOMENTO...

A GRAÇA DE CADA MOMENTO
Jesus nos ensinou que a revelação divina nos envolve em todos os sentidos de nosso ser e existir no mundo; ora, quando os acontecimentos adversos se dão em nosso meio, na maioria das vezes, ficamos estarrecidos ou impotentes diante deles; ou ainda procuramos respostas para tais acontecimentos, e quando não as encontramos ficamos confusos sem entendermos o porquê de tais acontecimentos, ficamos como que “a ver navios”, como reza o ditado popular; quando na verdade deveríamos buscar refúgio no Senhor que fez o céu e a terra, pois Nele encontramos todas as graças necessárias para superarmos todas as situações embaraçosas de nossa viver. É como o Senhor mesmo nos ensinou: ”Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito. Nisso é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos”. (Jo 15,7-8).
Assim, precisamos entender que não podemos ser os causadores dos problemas que geram as situações adversas da vida, pois, como nos ensina São Paulo: ”Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé”. (Gal 6,7-10).
Em nosso dia a dia temos grande facilidade de olharmos para os pecados dos outros; ora, mas do pecado não vem nada de bom, por isso, nos angustiamos com a maldade alheia que constatamos e terminamos julgando e condenando tais indivíduos. Não convém que seja assim. De fato, não podemos ser coniventes com o pecado de ninguém, mas também não precisamos carregá-lo em nossas almas, pois se o fizermos certamente ele ocupará o lugar que é de Deus em nossa vida, e nos fará um grande mal. Logo, precisamos ouvir e obedecer ao Senhor que nos exorta: ”Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; dai, e vos será dado. Será colocada em vosso regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também”. (Lc 6,36-38). Realmente, um coração misericordioso é semelhante ao coração de Deus.
Um coração quieto que descansa em Deus sabe que Ele não falha nunca. Escutemos, pois, este conselho de Santa Tereza de Ávila, e sigamos o que ela diz: “Nada te perturbe nada te espante, tudo passa, Deus não muda, a paciência tudo alcança; Quem a Deus tem, nada lhe falta: só Deus basta. Eleva o pensamento, ao céu sobe, por nada te angusties, nada te perturbe. A Jesus Cristo segue, com grande entrega, e, venha o que vier, nada te espante. Vês a glória do mundo? É glória vã; nada tem de estável, tudo passa. Deseje às coisas celestes, que sempre duram; fiel e rico em promessas, Deus não muda. Ama-o como merece, Bondade Imensa; Quem a Deus tem, mesmo que passe por momentos difíceis; sendo Deus o seu tesouro, nada lhe falta. Porque só Deus basta!” (Santa Tereza de Ávila).
Então, qual é a graça de cada momento? É aquela que buscamos em Deus sempre, porque Deus se faz presente em todo tempo do nosso viver, haja vista, que se pararmos de respirar cinco minutos morreremos, no entanto, a cada respirar nosso sentimos como que o Senhor nos dizer: filho, filha, eu te amo, por isso te dou a vida constantemente a cada respirar teu, mesmo que não correspondas ao meu amor. Escrevendo a esse respeito, assim se expressou São Paulo: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus”. (Fil 4,4-7).
Portanto, aprendamos a nos relacionar com Deus Pai, por meio de nossa oração, pois sua realidade divina envolve nossa vida natural para além do nosso entendimento, e é pelo dom da fé que compreendemos isto e o praticamos. Vejamos a atitude orante do Senhor, Jesus, nos ensinando como devemos nos portar diante de Deus, nosso Pai: “Jesus afirmou essas coisas e depois, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora. Glorifica teu Filho, para que teu Filho glorifique a ti; e para que, pelo poder que lhe conferiste sobre toda criatura, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe entregaste. Ora, a vida eterna consiste em que conheçam a ti, um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo que enviaste. Eu te glorifiquei na terra. Terminei a obra que me deste para fazer. Agora, pois, Pai, glorifica-me junto de ti, concedendo-me a glória que tive junto de ti, antes que o mundo fosse criado. Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste. Eram teus e deste-mos e guardaram a tua palavra. Agora eles reconheceram que todas as coisas que me deste procedem de ti. Porque eu lhes transmiti as palavras que tu me confiaste e eles as receberam e reconheceram verdadeiramente que saí de ti, e creram que tu me enviaste. Por eles é que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu. Neles sou glorificado”. (Jo 17,1-10). Façamos o mesmo e do mesmo modo que o Senhor nos ensinou. Amém! Assim seja!
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
terça-feira, 23 de abril de 2013
QUEM SOMOS NÓS SEM CRISTO?

QUEM SOMOS NÓS SEM CRISTO?
O que temos neste mundo? A vida natural, um tempo para vivê-la; algumas coisas materiais conquistadas; algum tempo para a família, trabalho; e também para viver a fé; um tempo para amizades, divertimentos, etc. O fato é que nem sempre sabemos dividir corretamente o nosso tempo. Assim, priorizamos mais o que decidimos que é o melhor, o que nos convém; mas nem sempre nos damos bem com isso, pelo contrário, quase sempre perdemos tempo com vícios e outros malefícios da vida hodierna; e o que é essencial mesmo, na verdade, deixamos de lado.
Todavia, quando damos uma pausa e analisamos nosso comportamento, vemos que perdemos muito da vida e daqueles que amamos ou deveríamos amar mais; e assim o sofrimento aparece, cresce e se multiplica; e o pior é que no mais das vezes não sabemos como reconquistar o tempo perdido pela nossa vida desregrada; isso acontece, talvez, por causa de nossa insensatez e egoísmo, ou inda por causa da cegueira espiritual que cultivamos por não vivermos a fé devidamente.
Não podemos esquecer que nossa vida neste mundo é uma resposta que estamos dando a Deus; e essa resposta precisa ser uma resposta de amor, que realmente convença o Senhor, para que obtenhamos todas as graças que Ele dispôs a nosso favor. Quando lemos São Paulo sobre isto, entendemos melhor o que significa essa resposta: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda benção espiritual em Cristo, e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos”. (Ef 1,3-4).
Não temos como duvidar que a vida é um grande presente que Deus nos deu. Por isso, não podemos nos desligar Dele nunca, porque Ele é a Fonte que alimenta nosso ser e bem estar no mundo. Sem Ele a vida seca, se esvai e tudo que foi feito para o bem, torna-se presa fácil do mal, que se faz presente em todos os que se deixam levar pelos seus conselhos maléficos.
De fato, é como nos ensina o Salmo primeiro: “Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera. Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva. Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembleia dos justos. Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição”.
Então, o que estamos esperando do nosso pós-morte? Ou seja, como será a eternidade de nossas almas após nossa páscoa? Bem, se a resposta de nossa vida for uma reposta de amor a Deus acima de todas as coisas, é sinal de que ressuscitamos com Cristo e vivemos a fé da ressurreição; em outras palavras, desde já, vivemos a dimensão da salvação eterna que Deus preparou por Seu Filho Jesus Cristo, para aqueles que o amam. Porém, se a nossa resposta for um não a Deus em todos os sentidos, é sinal que atraímos o castigo que pesa sobre os rebeldes contumazes que fazem de sua vida um antro de perdição.
A vida sem Cristo não é vida, é morte; a vida em Cristo é eterna. De que lado nós estamos? De fato, cabe a nós tomarmos essa decisão. Mas, por que é assim? Porque a vida nos ensina que, quem planta, colhe o que se plantou. Desse modo, entendemos que no pós-morte, só existe a colheita e o que se sucede a ela, o juízo final, como nos ensinou o Senhor (cf. Mt 25,31-46). Portanto, “Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé”. (Gal 6,9-10).
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
sábado, 20 de abril de 2013
JESUS TINHA CONSCIÊNCIA QUE ERA DEUS?

JESUS TINHA CONSCIÊNCIA QUE ERA DEUS?
A vida em si é um grande mistério que transpõe a nossa natureza e não depende de nossa consciência para ela ser o mistério que é. Pois a vida não depende de nós, mas de Deus que a criou e a sustenta, independentemente de nossa presença ou não. De fato, somos colaboradores do Senhor na obra da criação, mas não sua causa primeira; porque só Deus é a causa Primeira e Única de todas as coisas. Porém, o habitat natural em que vivemos depende de nossas ações para ele permanecer agradável como foi criado, ou seja, um verdadeiro paraíso terrestre.
Com efeito, como seres pensantes, temos consciência de nossa finitude e do além dela, ao qual buscamos incessantemente, pois ninguém em sã consciência quer a morte, mesmo sabendo que ela acontece naturalmente a cada instante e que um dia acontecerá definitivamente. Todavia, pensar a possibilidade da vida sem Deus, é pensar o óbvio do pecado humano, que se resume nesta frase de São Paulo: “Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Rm 6,23).
Por acaso quem deu existência a tudo o que há, também não deu consciência de sua condição? E olha que não estou falando somente da consciência racional, mas do próprio ato de existir e permanecer na existência. Podemos discutir a questão das crenças e outras tantas questões advindas delas, pois se trata de adesão, correspondência ao plano de Deus para a nossa permanência na vida; mas a questão da consciência, não é tão simples assim, não basta dizer que temos ou não temos consciência de quem somos, é preciso comprovar isto, e é essa comprovação que autentica quem somos de fato.
O ser humano por si mesmo jamais conseguiu responder às questões existenciais: quem somos, de onde vimos, para onde vamos? Já houve inúmeras tentativas racionais para se explicar a origem da vida fora do âmbito da fé, sem a presença de Deus; mas todas foram em vão, sem nenhuma comprovação convincente, porque tratam sempre da existência a partir dela mesma e não de sua Causa Primeira, Deus.
Ora, cada ser é o que é em sua essência. Assim, Deus é Deus e não há Nele necessidade alguma. Já o homem é homem, porém, criado por Deus à sua “imagem e semelhança”. Todavia, quando tratamos de Jesus Cristo, tratamos de Deus feito homem, pois assim como Adão foi feito à “imagem e semelhança” de Deus; Deus, em Seu Filho Jesus Cristo, se fez homem e habitou no meio de nós. Ou seja, Deus, assumiu a natureza humana, sem deixar a sua Natureza Divina, para divinizar a natureza humana. E como comprovamos isto? Pela revelação que Deus fez de si mesmo. Primeiro, naturalmente, pois, em tudo o que vemos, lemos a Sabedoria Divina, ou seja, a verdade se faz presente em tudo o que há e não tem como duvidar. Segundo, espiritualmente, aqui se trata da revelação que Deus faz de Si mesmo por meio do Seu Espírito Santo, seja pelos profetas, seja por Seu Filho amado, Jesus Cristo, a quem Deus constituiu Senhor e Salvador de todas as coisas que há. Desse modo, perguntar se Jesus tinha consciência que era Deus, equivale a perguntar se a Verdade é Verdade, ou seja, perguntar a Deus se ele tem consciência que é Deus. Mas, enquanto homens, precisamos de comprovação, então, vamos a ela.
São Paulo, se referindo à revelação natural, escreveu: “A ira de Deus se manifesta do alto do céu contra toda a impiedade e perversidade dos homens, que pela injustiça aprisionam a verdade. Porquanto o que se pode conhecer de Deus eles o leem em si mesmos, pois Deus lho revelou com evidência. Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar. Porque, conhecendo a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças. Pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e se lhes obscureceu o coração insensato”. (Rom 1,18-21).
Quanto à revelação espiritual, São João, escreveu o seguinte: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”. (JO 1,1-4). E também São Lucas, escreveu: ”O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus”. (Lc 1,31-35).
Ora, será que temos como duvidar da divindade do Senhor ou se Ele tinha consciência de sua divindade? Só os incrédulos duvidam e contestam, porque negam a verdade. Aliás, São Paulo, já dizia: “Pregamos a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus predeterminou antes de existir o tempo, para a nossa glória. Sabedoria que nenhuma autoridade deste mundo conheceu (pois se a houvessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória). É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Todavia, Deus no-las revelou pelo seu Espírito, porque o Espírito penetra tudo, mesmo as profundezas de Deus”.
“Pois quem conhece as coisas que há no homem, senão o espírito do homem que nele reside? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não recebemos o espírito do mundo, mas sim o Espírito que vem de Deus, que nos dá a conhecer as graças que Deus nos prodigalizou e que pregamos numa linguagem que nos foi ensinada não pela sabedoria humana, mas pelo Espírito, que exprime as coisas espirituais em termos espirituais. Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem ponderar. O homem espiritual, ao contrário, julga todas as coisas e não é julgado por ninguém. Por que quem conheceu o pensamento do Senhor, se abalançará a instruí-lo (Is 40,13)? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo”. (1Cor 2,7-16).
Portanto, creio que Jesus Cristo sempre teve consciência de que era Deus, mesmo assumindo nossa natureza humana. Pois, a consciência em cada um de nós, nasce a partir do somos e não é algo adquirido de fora para dentro, mas inata. Assim também podemos dizer a partir do nosso batismo, que somos novas criaturas, nascidas da água e do Espírito Santo, para a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. Amém!
Paz e Bem!
Frei Fernando Maria,OFMConv.
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
Assinar:
Postagens (Atom)