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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Aparecida: encontro da OFS





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Saindo de Porto Feliz, na noite de sábado de Porto Feliz, irmãos professos e leigos partiram para Sorocaba até os irmãos da fraternidade Santa Maria dos Anjos, para juntos peregrinarem até o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Com uma clima amistoso, fraterno, a viagem ocorreu muito bem, na ida e volta. As 9h30m estava marcada a concentração de todas as fraternidades do Brasil que foram até Aparecida para saudar o Capítulo Geral (internacional) que ocorre no Brasil.
No espaço de eventos “Tribuna Dom Aloísio Lorscheider”, irmãos franciscanos de todo o Brasil e de outros países se reuniram, para momentos de animação, oração e mensagens. Aconteceu também o encontro com Ministra Geral da OFS, Encarnación del Pozo, além de representantes de 112 fraternidades de todo mundo.

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Ao meio-dia, todos se dirigiram para a Basílica, onde participaram de Missa de Ação de Graças, presidida pelo ex-Provincial da Imaculada Conceição, D. Caetano Ferrari, bispo de Bauru, concelebrada pelos bispos: Dom Frei João Mamede Filho, OFMConv de Umuarama e Dom Fernando Mazon.

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Também neste domingo, os capitulares fizeram mais um encontro, desta vez com as Irmãs Clarissas, na Fazenda Esperança, Guaratinguetá, celebrando os 800 anos de fundação da Segunda Ordem.

Fotos da Missa:
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

quinta-feira, 11 de março de 2010

sábado, 24 de outubro de 2009

Família Franciscana do Brasil: 2009/2012

Foi eleita na manhã deste sábado, 24 de outubro, na Casa de Retiros São Francisco, no bairro de Brotas, em Salvador - BA, a nova diretoria da Família Franciscana do Brasil, que está reunida na XV Assembleia Geral Ordinária e comemorando também seus 15 anos de fundação. Eis os (as) eleitos (as):

Triênio 2009-2012
CONSELHO DIRETOR
Diretora Presidente: Irmã Petronila Souza Soares, SMIC (PA);
Diretora Vice-Presidente: Irmã Jacinta Bichiling, Franciscanas de Dillingen (RJ);
Conselheiros:
Frei Érderson Queiroz, OFMCap. (MG);
Vanderlei Suélio Gomes, OFS (GO);
Irmã Maria Flávia de Brito, Franciscana de Dillingen (PB).

Suplentes do Conselho Diretor:
Frei Rubival Cabral, OFMCap (BA);
Irmã Carmen Polo, Franciscanas de Ingolstad.

CONSELHO FISCAL
José Cavalcante Bezerra, OFS (DF);
Nivaldo Moreira da Silva, OFS (GO);
Irmã Luzia Pereira Nunes, FPCC

Suplente do Conselho Fiscal:
Irmã Tereza Albanez, Filhas da Divina Providencia.

Desejamos sucesso p/ tds os eleitos e que Deus vos abençoe.
Em breve, o resumo completo de toda a XV Assembleia Geral da Família Franciscana do Brasil.
Fraternalmente.

Jackson dos Santos Barbosa, OFS/JUFRA

Secretário Fraterno Nacional

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Capítulo Internacional das Esteiras


Pela primeira vez na história, Assis acolheu toda a Família franciscana no lugar onde tudo teve início, diante da Porciúncula, hoje conservada na Basílica de Santa Maria dos Anjos, construída para proteger a pequena igreja, onde São Francisco compreendeu que devia viver "segundo o santo Evangelho".foi o grande encontro historico e sempre muito atual momento de unidade e fraternidade entre a familia de são francisco e santa clara,dias 15,16 ,17 e 18 de abril de 2009 aconteceu o capitulo das esteiras que marcou um tempo de profunda intimidade evangelica e fraterna,era o grande sonho de francisco que seus frades vivessem em fraternidade como irmãos menores o amor entre eles seria como um amor de maê, assim ela comparava e dizia como devia ser a vida fraterna.

O capitulo internacional das esteiras se configurou solenemente nas celebrações dos 800 anos da ordem tempo de celebrar em clima de fraternidade e unidade a caminhada do carisma nestes 800 anos de vida e missão neste chão.

Do grande encontro, que celebra o oitavo centenário de fundação da Ordem franciscana, participaram 2.000 frades representando os cinco continentes; dos quais 1.300 são italianos e 700 estrangeiros. Ponto alto do grande encontro franciscano foi a audiência com o Papa Bento XVI, dia 18, sábado, no pátio do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo. Na tarde do mesmo dia, uma delegação de 25 franciscanos, guiada por Ministros Gerais, fizeram uma visita ao Presidente da República italiana, Giorgio Napolitano, na residência de Castel Porziano. o capitulo das esteiras sempre será um espaço de fraternidade e escuta atenta ao santo evangelho marca um tempo de recipocidade e partilha da caminhada da familia franciscana.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

CAPÍTULO DAS ESTEIRAS: ENCERRAMENTO DOS OITOCENTOS ANOS DA FAMÍLIA FRANCISCANA

PELA PRIMEIRA VEZ, CAPÍTULO REÚNE TODA FAMÍLIA FRANCISCANA EM ASSIS

Inserido por Frei Fernando,OFMConv.

Começa amanhã, 15, em Assis, o Capítulo Internacional das Esteiras, que pela primeira vez na história, reunirá toda a Família Franciscana no lugar onde tudo teve início, diante da Porciúncula. Atualmente, conservada na Basílica de Santa Maria dos Anjos, construída para proteger a pequena igreja, onde São Francisco compreendeu que devia viver "segundo o Santo Evangelho".

Dois mil frades de 65 países representarão os 35 mil franciscanos das quatro Famílias espalhadas no mundo inteiro. Com uma programação especial, os frades se reunirão para renovar a fidelidade ao carisma e dar respostas aos muitos desafios da modernidade.

Este ano, se comemora o oitavo centenário da aprovação da Regra franciscana, por parte do Papa Inocêncio III. E, por ocasião desse Capítulo Internacional foram estampadas quatro mil cópias da Regra de São Francisco, texto que continua atual após oito séculos, destaca o assessor de imprensa do Capítulo, Frei Enzo Fortunato, em entrevista à Rádio Vaticano.

Segundo Frei Enzo, trata-se de uma Regra que, na coletiva de imprensa desta manhã, foi definida pelo custódio do Sagrado Convento, Frei Giuseppe Piemontese, como Carta Constitucional, "indicando que como franciscanos temos uma bússola que nos guia, mas também uma mensagem para as muitas pessoas que desejam beber de uma das fontes mais genuínas da espiritualidade cristã; isto é, assumir uma vida feita de princípios, uma vida de regras, uma vida feita de respeito. Nesse sentido, a regra não aprisiona, mas é altamente libertadora, porque nos ajuda a viver atrelados a valores que não nos deixam desanimar".

O Capítulo Internacional das Esteiras se concluirá no sábado, 18, quando se realizará uma audiência da Família franciscana com o Santo Padre, Bento XVI, no pátio interno da Residência Pontifícia de verão de Castel Gandolfo, localidade da região italiana do Lácio, situada a cerca de 30 km de Roma.

Fonte: Rádio Vaticano
[Província São Maximiliano Kolbe] - Copyright © 2008. Todos os direitos reservados. http://wwww.franciscano.org.br

OITOCENTOS ANOS DA FAMÍLIA FRANCISCANA

Video e entrevista com Frei Vogram no Capítulo das Esteiras em Assis por ocasião dos 800 anos da fundação da Ordem



PAZ E BEM!

FREI FERNANDO,OFMConv.

segunda-feira, 16 de março de 2009

O “ato da fundação” da Família Franciscana


Após a oração, o beato Francisco pegou no livro fechado e abriu-o, estando ajoelhado diante do altar. Quando o abriu pela primeira vez deu com o conselho do Senhor: “Se quiseres ser perfeito, vai e vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no Céu”! Quando o beato Francisco soube isso, alegrou-se muito e agradeceu a Deus. Mas, como era um verdadeiro venerador da Santíssima Trindade, quis experimentar uma confirmação tripla e abriu o livro uma segunda e uma terceira vez. Na segunda vez encontrou a palavra conhecida: “Não leveis nada no caminho...” Na terceira vez, no entanto, a palavra famosa: “Se alguém quer seguir-me renuncie si mesmo...” O beato Francisco agradeceu cada vez ao abrir o livro a Deus a confirmação do seu modo de viver e do seu desejo de há muito tempo, confirmação essa que lhe tinha sido dada pela terceira vez pela vontade de Deus. A seguir disse aos homens já mencionados, Bernardo e Pedro: “Irmãos, esta é a vida e a regra para nós e para todos que queiram unir-se à nossa comunidade. Portanto, ide e cumpri o que ouvistes.” Assim foi o Sr. Bernardo, que era muito rico, vendeu tudo o que possuía. E quando tinha a grande quantia de dinheiro junto distribuiu-o aos pobres da cidade. Também Pedro cumpriu a vontade de Deus conforme as suas capacidades. Após terem dado tudo, os dois tomaram o hábito do mesmo modo, que o próp rio santo, pouco tempo antes, tinha tomado, quando despiu as vestes de eremita. A partir daquela hora viviam juntos com ele segundo o Santo Evangelho como os Senhor lhes tinha ensinado. Por isso, o beato Francisco disse no seu testamento: “O Senhor mesmo desvendou-me que eu devia viver segundo a prescrição do Santo Evangelho.” (Leg3C)


Durante muitos anos, Francisco de Assis estava só na sua procura de Deus e de sentido. Mas, depois, a faísca caiu sobre outros. Vieram Bernardo de Quintavalle e Pedro Catanii, o primeiro um rico perito em direito, o outro um sacerdote rico. Ambos quiseram compartilhar a vida com Francisco.

Agora vivemos a hora do nascimento da Família Franciscana. Aconteceu numa igreja no encontro comum com a Palavra Divina. À primeira vista, trata-se duma espécie de bibliomancia por meio da Bíblia: abrir a Bíblia ao acaso e depois a frase que salta à vista. A Igreja proibiu este método de saber a vontade de Deus. Se os três irmãos o sabiam e se atuavam conscientemente contra esta proibição ou se simplesmente seguem a piedade popular, não fica claro. Fazem aquilo três vezes porque veneram a Santíssima Trindade, diz a fonte. Mas, possivelmente, esta já é uma interpretação posterior. Provavelmente, este abrir da Sagrada Escritura três vezes pertence ao ritual mágico da fé popular. Outras fontes dizem simplesmente que Francisco não era versado na Bíblia e não sabia exatamente onde se podiam encontrar certas diretrizes. De fato, Francisco só procura a confirmação do seu caminho andado até agora, que, a partir de agora, deve ser o caminho comum.

À segunda vista é demonstrado, no entanto, que Francisco não entende a descoberta da vontade Divina magicamente para a nova comunidade. O abrir da Bíblia está incluído na oração pessoal, na ânsia e na dedicação. As citações encontradas apontam todas para a pobreza radical e para a anunciação do Reino de Deus. Consequentemente, estes dois primeiros irmãos vendem tudo o que têm para seguir o caminho de Jesus.

Pois Jesus é o Próprio Deus que, na Sua encarnação “deixa para trás” a sua Deidade e se liberta para o nada do mundo para estar totalmente em baixo, em miséria e morte, e assim a esperança do mundo.

Perguntas
  1. O que diz você em relação à bibliomancia abrindo a Bíblia ao acaso, e a outras formas de saber a vontade de Deus? Quais formas pratica você?
  2. De que modo reconhece você a si mesmo/a no “ato da fundação” da Família Franciscana?
Extraído de:
Carisma 2008/2009 : intercâmbio de idéias e impulsos / Anton Rotzetter. Disponível em http://www.ccfmc.net/wPortugues/cbcmf/bibliothek/charisma/2007_Charisma_Impulse.shtml?navid=104 acesso em 11 fev. 2009.

Ilustração: PORTINARI, C. São Francisco de Assis. 1943.

Nota do Brasil Franciscano:
Esta publicação encerra
a série de reflexões de Anton Rotzetter.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Rede franciscana de Justiça, Paz e Ecologia

CURSO DE FRANCISCANISMO QUER UMA “REDE FRANCISACANA DE JUSTIÇA, PAZ E ECOLOGIA”.

Participantes do curso de Franciscanismo, ocorrido em Daltro Filho, entre os dias 5 a 18 de janeiro, propõem uma “Rede franciscana de Justiça, Paz e Ecologia”, como um espaço de partilhas de experiências, troca de ideias, publicações, debates e articulação para atividades conjuntas; um meio para que as províncias, congregações, instituições da Família Franciscana possam somar forças com a Igreja e a Sociedade na defesa e promoção da Vida.

Vinte irmãos e irmãs participaram do Curso de Franciscanismo, promovido pela Família Franciscana – FFB – do Rio Grande do Sul, no Convento São Boaventura, em Daltro Filho, Imigrante, RS, entre os dias 05 a 19 de janeiro de 2009. A primeira parte do Curso teve como tema “Os escritos e a espiritualidade de São Francisco de Assis”, que foi desenvolvido com a assessoria de Dom Frei Irineu Gassen, Bispo diocesano de Vacaria, e de Frei João Inácio Müller, Ministro provincial dos Frades Menores do RS. A segunda parte, com a temática do “Serviço de Justiça , Paz e Integridade da Criação (Ecologia)”, foi assessorada por Irmã Zioldé Caldas, Vice-Provincial das Irmãs Franciscanas Bernardinas, e por Frei Pilato Pereira, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.

Após duas semanas de estudos e reflexões, os participantes manifestaram a preocupação com a pratica concreta das questões abordadas ao longo do curso. Visto que as fontes franciscanas apresentam um modo de vida segundo o Evangelho de Jesus Cristo, que se sintetiza na promoção da vida e dignidade humana. E, diante dos inúmeros e emergentes desafios sócio-ambientais dos dias de hoje, os participantes do curso querem estar cada vez mais comprometidos com ações em defesa da vida. E analisam a importância de somar forças com pessoas e instituições que lutam pelos mesmos objetivos. Também compreendem que a comunhão e colaboração deve começar entre a Família Franciscana, que deve dar testemunho de vida fraterna na missão junto à Igreja e a sociedade.

Resultou das reflexões do grupo a proposta de criar uma “Rede Franciscana de Justiça, Paz e Ecologia”. E para efetivar a ideia, foi enviada uma carta para a Coordenação da Família Franciscana do Rio Grande do Sul – FFB/RS – e aos demais regionais e para a Coordenação Nacional da FFB.

Na carta, os participantes do curso reconhecem que “a questão ambiental, hoje, está no centro das atenções e cresce cada vez mais a consciência de que os clamores da vida na Terra e a vida da Terra estão em consonância. De um modo geral, compreendemos a existência de uma crise ecológica, sabemos parte de sua gravidade e nos sentimos em alerta e até meio alarmados. Porém, falta sintonia entre a urgência de mudanças e nossa tomada de decisões e atitudes concretas, seja no nível individual e/ou coletivo”.

E, diante da atual conjuntura sócio-ambiental, os participantes do curso de Franciscanismo, propõem que, como franciscanos e franciscanas, sentem-se impelidos a dar uma contribuição concreta, criando uma “Rede Franciscana de Justiça, Paz e Ecologia”. A proposta é de que esta rede seja um espaço de partilhas de experiências, troca de ideias, publicações, debates e articulação para atividades conjuntas. Com este instrumento de comunicação e articulação, o grupo espera que os franciscanos e franciscanas possam “somar forças entre as províncias, congregações, instituições da Família Franciscana, com a Igreja, a Sociedade Civil e órgãos governamentais”.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

III Jornada Missionária Franciscana

CARTA CONVITE PARA A
III JORNADA MISSIONÁRIA FRANCISCANA
05 a 07 DE DEZEMBRO DE 2008
Paulo Missionário: “Senhor que queres que eu faça”
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A Vice-Província Franciscana e a Família Franciscana de Bacabal convidam você a participar da III JORNADA MISSIONÁRIA FRANCISCANA. A motivação nasce do desejo de cativar a nossa juventude para a vocação missionária do carisma franciscano e incentivar o voluntariado e o engajamento nas Missões de nossa Igreja. E neste ano vamos meditar sobre o Jubileu dos 2000 anos de São Paulo Apóstolo e o jubileu dos 800 Anos do Carisma Franciscano 1209 – 2009.

Critério para a Participação:
- que o jovem tenha o desejo de conhecer o carisma Missionário Franciscano.
- que tenha um espírito de colaboração de serviço e amor a nossa Igreja e a sua comunidade.
- que seja enviado por sua comunidade local ou religioso(a) responsável.
- numero de Vagas: 120 participantes de 14 a 30 anos.
Contribuição para a Participação:
- a contribuição será de R$ 15,00 para ter o Kit Missionário: Bolsa, Manual e Camisa.

Obs:

- A Jornada é destinada a jovens da área geográfica da Província Franciscana de N. Senhora da Assunção no MA e PI.
- Haverá visitas missionárias nas comunidades da Paróquia de São Francisco.
- Oficinas sobre a Vida e Missão de São Paulo Apóstolo.
- Apresentação do Projeto Missionários Leigos da Pastoral da Criança e do convite para Missionários Leigos Franciscanos, celebrações e momento de confraternização.
- Apresentação da Agenda dos 800 Anos do Carisma Franciscano durante o ano de 2009.
Início: dia 05 Sexta- Feira
16h Acolhida e Boas Vindas, e às 18h será servido o Jantar
Término: dia 07 Domingo com o Almoço.
Local : Centro Franciscano de Animação Missionária – CEFRAM / Bacabal – MA.

Pedimos que faça a reserva de sua vaga o mais breve possível, pois teremos vagas limitadas e desejamos uma previsão para a confecção dos Kits missionários.
Mais informações poderão ser adquiridas através do site: www.franciscanosmapi.org.br e através do telefone do CEFRAM no horário comercial.
Um abraço amigo em nome de todos da coordenação, e pedimos que divulguem nas vossas comunidades aos jovens que desejam conhecer o Carisma Missionário do Jovem Francisco de Assis :
“Senhor que queres que eu faça”
Paz e Bem !
Fr. Bernardo Brandão, ofm
p/ Coord. da Jornada.

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PROGRAMAÇÃO

Sexta Dia 05 de Dezembro:

16h00 – Acolhida
18h00 – Início com o Jantar
19h30 – Abertura e Boas Vindas
Dinâmicas de Grupo e Animação
Apresentação da Jornada, Programação, Divisão das Tarefas,Objetivos
20h30 – Apresentação do Documentário sobre D. Helder Câmara, um testemunho de nossos Tempos:
“Uma Igreja Solidária Além-Fronteiras”.
21h30 – Momento Orante: “ Um outro Mundo é possível”
Adoração, Partilha e Bênção para a Jornada.
22h30 – Silêncio e descanso.

Sábado Dia 06 de Dezembro:

6h30 – Levantar
7h00 – Momento de Oração : O Testemunho de Paulo Apóstolo
7h30 – Café
8h15 – Momento de Animação e Preparação para as Oficinas
Apresentação do Manual : Paulo Missionário – Estudo e Partilha em Comunidade.
Serão 10 pequenas comunidades de 12 Discípulos Missionários.
9h00 – Trabalho de Aprofundamento sobre a Vida de São Paulo nas Pequenas Comunidades
10h15 – Lanche e encontro fraterno entre as Comunidades.
10h45 – Apresentação em formas Dinâmicas dos Temas das Pequenas Comunidades em Plenário.
12h – Almoço no Bosque
13h30 – Recomeço com Animação
14h00 – Preparação para as Visitas Missionárias às Comunidades da Paróquia de São Francisco
14h30 – Envio para as Comunidades em 10 grupos de 12 Jovens.
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18h30 – Retorno com as Comunidades em Caminhada para a Celebração com todos na Paróquia.
19h30 – Celebração Eucarística.
21h00 – Momento de Confraternização e Apresentação de Atividades Culturais.
22h30 – Descanso e Preparação para o Domingo.

Domingo Dia 07 de Dezembro:

6h30 – Levantar
7h00 – Café
8h15 – 800 Anos do Carisma Missionário Franciscano
8h45 – Testemunhos de Iniciativas Concretas já em atividade: propostas possíveis !!

1) Jovens Missionários na Amazônia ( NOVAFAPI- PI), com jovens Universitários de Teresina.
2) Jovens Missionários Franciscanos: Semana Missionária em Lagoa Grande 2008.
3) Atividades de Missão da Juventude Franciscana no MA e PI
4) Voluntários da Alemanha: projeto com jovens da Alemanha com os Franciscanos.
5) Projeto Hanseníase dos Franciscanos do Brasil
6) Projeto de Educação Ecológica com Jovens da UEMA de Bacabal
7) Missionários Leigos da Pastoral da Criança do Brasil no MA e PI
8) Missão Franciscana das Irmãs Anjas junto a Jovens dependentes químicos.
9) Outros… que deverão ser apresentados com antecedência.

10h – Lanche
10h30 – Celebração de Envio: “Como Paulo, Francisco e Clara faça você hoje !”
11h30 – Programação para o Jubileu dos 800 Anos do Carisma Franciscano em 2009.
Avisos e Agradecimentos a todos que colaboraram com a JMF – 2008.
12h00 – Almoço

Obs.: Os testemunhos de Iniciativas concretas deverão ser apresentados em PowerPoint com média de tempo que não ultrapasse 10 min.
Pedimos que nas apresentações possam disponibilizar os telefones de contato, as pessoa concreta com quem se pode falar, o site do projeto, ou blog e as informações básicas para um contato posterior.
Pedimos que todo material de apresentação seja enviado com antecedência para que se possa inserir no CD da Jornada com os Subsídios Missionários que será entre a cada jovem para o repasse em suas comunidades
Teremos espaço para a exposição de material fotográfico e registros da Experiência.

Esta Programação ainda receberá alterações com as sugestões e confirmações que ainda esperamos.
Contamos com a sua colaboração!

Paz e Bem !!

Extraído de http://blog.missoesfranciscanas.org.br/2008/11/03/iii-jornada-missionaria-franciscana/ acesso em 03 nov. 2008.

domingo, 2 de novembro de 2008

O Carisma Franciscano no chão da America latina e Caribe!

Recordar é viver fazer memoria de uma realidade sempre viva e atual em nosso tempo que se encarnou na história a partir deste chão latino americano e caribenho onde vivemos e nos movemos. Foi nesta certeza que celebramos a festa do carisma em comunhão fraterna com toda América latina e caribe na terra de santa cruz palco acolhedor da família franciscana do continente.

Reviver os sonhos de Francisco e Clara a partir do chão em que vivemos é uma grande missão, mais requer muita coragem e vigor,caminhar nos passos de Francisco e clara em nosso tempo significa acolher a vida, promover a paz primeiro consigo mesmo depois com o mundo,defender e lutar pelos direitos humanos , levantar a bandeira da igualdade entre todos,ir contra o sistema excludente,romper com as injustiças sociais, lutar por um mundo mais fraterno pois este foi o sonho de Jesus e que Francisco tomou como sendo seus.

Recordar a caminhada do carisma é fazer memoria de tantas pessoas que neste chão fizeram história,franciscanos e franciscanas fieis ao carisma evangélico marcaram o tempo e a história neste chão latino americano e caribenho. Acolheram em suas vidas a proposta do evangelho que chama,consagra e envia a reconstruir a igreja de Deus, como não lembrar de irmã Dulce " anjo bom da Bahia" a principio terceira franciscana,tornou-se missionária da maê de Deus sempre ao lados dos pequenos seu olhar alcançava os mais pobres e excluídos a quem amou até o fim. Frei Damião de bozzano frade capuchinho que deixou sua terra, a Itália e partindo como missionário franciscano chegou ao Nordeste Brasileiro, quantas pessoas ele acolheu com sua benção e sensibilidade missionária.

Assim foram muitos que nestes 800 anos de caminhada marcaram nossa história com o espírito de fraternidade minoridade e pobreza evangélica se empenharam na construção de um tempo novo,sonharam e lutaram pela realização destes sonhos doando suas vidas na totalidade da entrega como franciscanos e franciscanas ou mesmo simpatizantes do carisma.Quem não se lembra de dom Hélder camera pastor segundo o coração de Deus que viveu seu ministério todo entregue pala causa dos pobres, dom Luciano medes "o irmão do outro" sabia acolher a todos com um olhar sereno e atento as necessidades de cada pessoa , madre Teresa de Calcutá mulher solidária cheia de amor, exemplo de entrega total,irmã Doroty que com sua vida doada tornou-se companheira fiel e defensora da vida foi uma luz para o seu povo sofrido como missionária além fronteiras,santos dias da silva, Tito de Alencar,margarida Alves... concerteza se tornaram aprendizes na escola de são Francisco como simpatizantes do carisma beberam da fonte do santo evangelho.

O carisma continua sua caminhada em cada um de nós que sonhamos e lutamos na construção de outro mundo possível.Caminhamos como iluminadores da história pois nossa presença deve iluminar as realidades que se encontram ameaçadas pelo sistema desumano que fere e mata a vida, Francisco e Clara vive em cada pessoa que luta e constrói mundo novo de paz e justiça. Queria recordar um refrão que todos cantamos na celebração do carisma " Francisco e clara o nosso mundo tem sede de paz vem conduzir-nos a fonte viva que seca jamais..." esta é a nossa missão sempre e por isso celebramos como família fraterna os 800 desta luz dom de Deus para a vida do mundo.

Celebramos uma caminhada marcada pela graça de Deus que iluminou Francisco e Clara no começo desta história mais que durante oito séculos se manteve presente fortalecendo e entusiasmando aqueles a quem ele chamou e chama todo dia, a continuar a caminhada e os sonhos!

paz e bem!

sábado, 1 de novembro de 2008

Carta de Brasília


Excelentíssimos Senhores Governantes

Francisco de Assis em seu tempo, movido pelo anseio de concretizar o projeto de Deus em relação a toda a criação, escreveu uma carta aos governantes. Hoje, nós da Família Franciscana do Brasil, da América Latina e do Caribe, reunidos na celebração dos 800 anos do nascimento do Carisma Franciscano, nos dirigimos aos Senhores Chefes de Estado e a todos os dirigentes e mandatários das nações do continente da esperança com a nossa saudação de PAZ E BEM!

Os franciscanos e franciscanas participantes deste congresso sentem-se honrados e felizes de serem filhos e filhas destas terras exuberantes em riquezas naturais, com potencial de oferecer uma vida digna para todos os seus habitantes. Nossos povos refletem por todo esse chão uma diversidade étnica e cultural, manifestada na acolhida, solidariedade, alegria e capacidade de convivência, fruto da imensa riqueza humana de suas populações.

Oriundos de todos os cantos ouvimos dois pungentes clamores: um é o brado da Mãe Terra e outro a queixa lancinante dos milhões de irmãs e irmãos famintos, doentes, marginalizados, excluídos e condenados a morrer antes do tempo.

Há séculos, nos comportamos como exploradores da terra, não entendendo nossa vocação de cuidadores do Planeta. Hoje, os recursos naturais de nossos países estão sendo explorados e devastados indiscriminadamente, expulsando comunidades inteiras de suas terras em favor do latifúndio, destruindo a biodiversidade pelo uso abusivo dos transgênicos e biocombustíveis, ameaçando a segurança alimentar. Esse modelo de desenvolvimento perverso que contamina e destrói os recursos hídricos, a terra e o ar é o maior responsável pelo aquecimento global.

A ambição pelo poder e os lucros abusivos do mercado e da dívida externa têm como conseqüências o aumento da injustiça social, da marginalização, gerando extermínio de grupos indígenas, exclusão do povo negro e roubando de nossa juventude a perspectiva de futuro.

Nesta ocasião em que celebramos os 800 anos do nascimento do Carisma Franciscano, sentimo-nos co-responsáveis e comprometidos com a ética e a justiça para que haja paz e vida em abundância. Outro mundo é necessário, urgente e possível! Esperamos, pois, que os anseios e as reivindicações dos nossos povos por seus direitos econômicos, políticos, sociais, culturais e ambientais prevaleçam sobre os interesses do sistema neoliberal.

Por isso, senhores governantes, em nome do Deus da vida, da memória viva de Francisco e Clara de Assis, e de nossa vocação à fraternidade, reivindicamos uma nova ordem sócio-econômica e política que priorize:
  • Um desenvolvimento que respeite a dignidade de todas as criaturas;
  • Uma economia solidária que valorize e promova a pessoa humana;
  • Um autêntico processo democrático que assegure a autodeterminação dos povos e a efetiva integração continental;
E se atuarmos nesta perspectiva, com certeza, o sonho de Francisco e Clara e Assis se concretizará no chão da América Latina e Caribe, poderemos contar com as bênçãos de Deus.

Brasília, 19 de outubro de 2008

Firmado pela Direção da FFB

Extraído de CCFMC Boletín Out. 2008 http://www.ccfmc.net/wPortugues/cbcmf/cbcmf-news/2008/2008_10_News.shtml aceso em 01 nov. 2008.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Catando Xepa na Celebração Latino-Americana e Caribenha dos 800 anos do Carisma Franciscano


Paz e bem!

Começo meu relato informando que eu não estava inscrito para a Celebração Latino-Americana e Caribenha dos 800 anos do Carisma Franciscano. E isto porque a Família Franciscana do Brasil (FFB) mudou o endereço do site. Frequentemente eu tentava acessar o site mas eu tinha o endereço antigo e só descobri o novo endereço poucos dias após o final do prazo de inscrição; mesmo assim mandei o pedido mas negaram-no.
Conforme me informou o Frei Aldir Crocoli eu devo "agradecer" aos franciscanos e franciscanas de Petrópolis que, tentando impedir a mudança da sede da FFB de lá para Brasília, não repassaram os dados do site antigo em retalhação contra a mudança. Assim fui uma das vítimas desta briguinha.

Mas como para mim mais importante que as palestras é o encontro com pessoas que têm aspirações similares eu resolvi ir à Brasília mesmo sem inscrição.

Nos congressos e eventos similares que já havia participado a área dos estandes de exposição e venda de material é franqueada ao público; o que permite um diálogo não só entre os congressistas, mas também com diversas pessoas (principalmente do local do evento) que por diversos motivos não se inscreveram.

Ocorre que desta vez na Escola Paroquial Santo Antônio, local da Celebração, até mesmo esta área só era acessível a quem estivesse credenciado com crachá. No meio da manhã, durante o intervalo, o Osvaldo permitiu meu acesso e com isto consegui comprar vários livros e algumas camisetas. Pretendia ficar por ali mesmo, pois inclusive havia alguns televisores que estavam transmitindo as palestras; porém um coordenador do evento exigiu que eu fosse retirado do local.

Assim retornei à entrada da escola e comecei a ler os livros que comprara. Pelo meio-dia deixei minha sacola com o pessoal do credenciamento e fui procurar um local para almoçar. A tarde retornei e continuei minha leitura.

A noite a programação da celebração era a apresentação da cantata O Pergrino de Assis no Teatro Nacional e a organização da Celebração disponibilizou ônibus para levar o pessoal até lá. Como os motoristas não olhavam quem tinha crachá fui com todo o mundo. Na entrada do Teatro Nacional conheci pessoalmente o Lenivaldo, a quem conhecia pelo Orkut. Quanto a cantata registro que é muito bonita e espero que gravem um CD. Assim terminou a sexta-feira.

No sábado quando cheguei todos já estavam nas oficinas e retomei minhas leituras até que ouvi que havia uma oficina no Salão Paroquial. Fui até lá e, conseguindo entrar, participei da Oficina de Contemplação.

Após o o almoço nos arredores retornei a entrada da escola e as minhas leituras até que alguns voluntários que estavam precisando esfriar a cabeça me convidaram para dar um passeio pela cidade. Após o passeio retornei à escola e ao final da tarde voltei para casa de meu primo onde estava pousando.

Domingo foi a missa e caminhada. Como aí ninguém exigia crachá participei normalmente e como todo mundo após a entrega da carta aos governantes ao Vice-Presidente José Alencar visitei o Palácio do Planalto.

Este é o relato de minha participação marginal na celebração, espero que algumas pessoas que encontrei lá eu que estou convidando para participarem do blog apresentem relatos com outra óptica e até mais proveitosa.

Agradeço as pessoas da JUFRA-DF e OFS-DF que tentaram intermediar para que eu pudesse ter um maior proveito.

PS: Torço para que o superior do Frei ****a* determine que ele tire férias, pois o stress que ele estava não vai ser resolvido apenas com o encerramento do envento.

domingo, 5 de outubro de 2008

Brasília: Celebração Latino-Americana e Caribenha dos 800 anos do Carisma Franciscano

Paz e bem!

Quem vai à Brasília, de 17 a 20 out. 2008, para a
Celebração Latino-Americana e Caribenha dos 800 anos do Carisma Franciscano?


Eu estarei no Distrito Federal de 15 a 21 out.!

Francisco sempre é atual

Deu no Instituto Humanitas Unisinos:
Os que pertencem à grande família franciscana, quer sejam religiosos, religiosas ou leigos, vivem cotidianamente das intuições do “Poverello” de Assis.

A reportagem é de Marilyne Chaumont, Pierre-Louis Lensel e Martine De Sauto e publicada pelo jornal La Croix, 27-09-2008. A tradução é de Benno Dischinger.

Abertura aos outros e ao universal. Mas, também pobreza, contemplação da Criação, fraternidade, alegria. Palavras-chave para aqueles, religiosos ou leigos, que vivem da espiritualidade do “Poverello” e compõem a família franciscana. Entre eles, os franciscanos e os capuchinhos, herdeiros dos frades menores fundados por Francisco, as religiosas Franciscanas pertencentes a numerosas congregações apostólicas.

Franciscanos e capuchinhos querem “tornar atual o percurso de seu fundador”.

“Ser um discípulo de Cristo à maneira de São Francisco”. Para o padre Benoit Dubigeon, provincial dos frades menores para a França e a Bélgica, esta aspiração, da qual deriva o carisma franciscano, se declina de três modos: Uma vida de oração e de contemplação no mundo. “São Francisco dizia: “Nosso claustro é o mundo”, recorda. Uma vida de missionário que busca “tornar o Reino de Deus acessível a todos, em particular aos mais frágeis, o que pressupõe que sejamos humildes e acessíveis”. Uma vida de fraternidade, e “isto significa procurar ser irmãos de todos os homens e de todas as criaturas, o que nos leva, por exemplo, a interessar-nos por problemas como a salvaguarda da Criação ou o diálogo inter-religioso”.

Gilles Rivière, capuchinho em Paris, completa: “Agrada-me o acento posto sobre a fraternidade no pensamento e na ação franciscanas. Francisco deixou-nos um programa de fraternidade universal. Quis ir ao encontro de todos: pobres, poderosos, enfermos, cristãos, muçulmanos, procurando sempre uma relação autêntica, um caminho fraterno para o outro, além das pressões e dos medos”. Quando é interrogado sobre as razões de sua entrada junto aos capuchinhos, padre Gilles afirma que buscava o lugar onde encontrasse “o máximo de felicidade de viver e de liberdade”. Uma liberdade essencial, aos seus olhos, no pensamento e na ação franciscanas.

“A constrição não é uma maneira de convencer: a autenticidade do amor é a verdadeira sedução, diz ele. Agrada-me também a vontade, em nossa tradição, de enfrentar os problemas e de ler o evangelho na medida do homem. Tendemos a escolher as portas pequenas antes do que as grandes”. Além disso, para Gilles Rivière, outra característica essencial da família franciscana é a posição “ao mesmo tempo destacada, mas também plenamente para dentro da sociedade” “É o que nos leva, com freqüência, a sermos considerados monges”, diz divertido, antes de acrescentar, muito sério: “Esta posição permite procurar a distância necessária para tentar refletir melhor para agir melhor”.

Para ambos, a família franciscana ainda tem, em seu jubileu, um papel a desempenhar no mundo. “O aspecto importante do nosso jubileu é tornar atual o percurso de nosso fundador, sublinha o padre Dubigeon. Devemos trazer à memória aquilo que ele nos deu e ter a audácia de apresentar gestos novos, inspirados em sua mensagem. Isto implica em sermos “conectados” com a vertente que é sua obra para apresentarmos gestos fecundos, sem o que se corre o risco de ser “azafamados sem fazer nada”.

As irmãs franciscanas na escola do Pobre de Assis

Hoje septuagenária, a Irmã Jacqueline, professora, entrou a cinqüenta anos na Congregação das Franciscanas missionárias de Maria. Sua vida se desenvolveu entre o Congo Brazzaville, a Algéria e a Tunísia, depois em Roma, antes de voltar a Paris, onde é antes de tudo responsável por um pensionato estudantil. Seduzida inicialmente pela alegria e pela abertura das franciscanas, insiste na “humildade e na arte de não se levar demasiado a sério” que as caracterizam, e na atenção aos mais pequenos (refugiados, afetados por AIDS, prostitutas...), à não-violência e à busca da justiça. Os “círculos do silêncio”, organizados em diversas cidades francesas para protestar contra a prisão dos clandestinos, ou a ação da ONG “Franciscains international” na ONU, são disso bons exemplos.

Membro da mesma Congregação, Irmã Lucienne, 55 anos, enfermeira, passou 23 anos em Aïn Draham (na Tunísia), uma cidadezinha de montanha onde dirigia um orfanato. Atraída “pelo equilíbrio entre ação e contemplação” e “pelo espírito de paz, de alegria e de reconciliação”, reconhece o valor do exemplo que tem para ela o encontro “gratuito” de Francisco com o sultão do Egito em Damietta no ano de 1219. “Francisco, com seu modo de aceitar o outro em sua diferença, de maravilhar-se em ver como o outro traz alguma coisa de Deus e o transmite, permite-me responder à minha vocação, explica. É um modelo para viver isto na terra do Islã, onde não se pode evangelizar em alta voz, mas onde tudo o que se faz com amor é sinal da presença de Deus, de sua encarnação no mundo”.

Irmã Marie Claude, 43 anos, do Instituto das Irmãs de São Francisco de Assis (nascido da união de sete congregações), fala também ela da simplicidade, da alegria, da disponibilidade para os outros, da humildade. E acrescenta aquela que ela chama, no seguimento de Francisco, a preocupação “de fazer-se mais pequena”, de não dominar o outro. Enfermeira coordenadora no Accueil Saint-François, casa de repouso de Fontenay-sous-Bois (Val-de-Marne) que acolhe 51 pessoas, das quais 14 atingidas pelo mal de Alzheimer, deseja ver em cada pessoa um ser amado por Deus, “mesmo que se trate de uma pessoa desorientada ou demente”. “Isso requer uma forma de despojamento, de distanciamento de certo pendor ao domínio, reconhece. Mas, estas pessoas me ensinam a gostar também das relações simples, das pequenas “florzinhas” da vida.

Clarissa no mosteiro de Sainte-Claire de Cormontreuil (no Marne), Irmã Elizabeth, de 61 anos, é sensível à capacidade de maravilhar-se ante Francisco de Assis, a quem “o Espírito Santo havia dado a capacidade de ter um novo olhar sobre cada ser, sobre a criança, sobre a Igreja”.Aquela capacidade, ela se esforça em cultivá-la em comunidade ou em seus momentos de releitura da vida, “para continuar discípula de Clara e de Francisco, e de Cristo pobre. Sinto-me na sua escola”.

O Pobre de Assis, primeiro da fila para os jovens da ordem secular.

“A Regra de vida dos franciscanos seculares é a seguinte: viver o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo os exemplos de São Francisco de Assis, que fez de Cristo o inspirador e o centro de sua vida com Deus e com os homens”. É neste espírito do artigo 4º da Regra que os leigos da Ordem franciscana secular (OFS) que os leigos escolhem seguir os passos do mendicante de Assis no mundo. No decurso dos séculos, “terciários” (membros da ex- ordem terceira franciscana, predecessora da OFS) de diversos níveis os precederam, como São Luiz ou o beato Federico Ozanam: “Nossa especificidade é viver o Evangelho com uma coloração franciscana: certo distanciamento ante as coisas, uma alegria simples, uma relação privilegiada com a natureza da qual Francisco cantava a beleza, uma confiança no Evangelho, indica Régis Laitier, responsável nacional da OFS, subdividida em fraternidades. Procuramos viver de maneira humilde e pobre”. Uma regra de vida que se empenham a seguir os membros da OFS, fazendo profissão.

Na França são 3000, no mundo chegam a 400 000 – e se percebe neles um frêmito, em particular nos jovens desejosos de colocar-se na escola do Pobre de Assis. Em Cholet, em torno dos religiosos, ou em Arras, junto às clarissas, nascem pequenos núcleos que se juntaram à OFS quando se organizaram como Juventude franciscana. “Estes grupos nascem com freqüência em torno de um convento ou de um mosteiro”, explica Gaëtane Markt, encarregada da comissão jovem da OFS, para a qual o fundamento da Juventude franciscana é “acompanhar um jovem num caminho de vocação – em sentido amplo – ajudando-o a crescer de um ponto de vista humano, espiritual e franciscano”.

Em Bitche (Mosela), a fraternidade local, composta por famílias, por leigos consagrados e por padres diocesanos, hospeda uma Juventude franciscana muito vivaz: jovens dos 16 aos 30 anos vêm para aí encontrar “a alegria, o amor fraterno, a prece, a música, uma formação intelectual”. “São coisas que me dizem que efetivamente é possível ser hoje um jovem “no” mundo, sem ser “do” mundo”, resume Marie Feillet, de 20 anos, que pertence à Juventude franciscana local. Com os outros membros da fraternidade ela se reúne para encontros de fim de semana, peregrinações a Assis ou a Fátima, dias de retiro ou campings estivos que favorecem o crescimento humano e espiritual. Sempre se inspirando no “primeiro da fila” que deve conduzi-los a Cristo.

“São Francisco viveu o Evangelho com uma radicalidade surpreendente, afirma Marie Feillet. Despojou-se de tudo para receber tudo de Deus. Viveu no amor que levava aos seus irmãos. São estes aspectos da vida de São Francisco que me impeliram a entrar na Juventude franciscana. É um caminho de santidade, para tornar-se fascinador e viver no coração de Deus. ‘Aonde vai, Francisco? Vou mostrar-lhes o Amor’.”

Extraído de http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=17158 acesso em 05 out. 2008.

sábado, 6 de setembro de 2008

Dados da Fundação do Movimento Franciscano

Anton Rotzetter OFM Cap

2008/2009 é um ano de jubileus para a Família Franciscana. Mas, o que celebramos realmente? Para nos acercarmos um pouco ao conteúdo dos jubileus, gostaria incluir algumas anotações.


1. O Desenvolvimento da Terceira Ordem Franciscana (Família Franciscana)

A Terceira Ordem Franciscana tem uma história muito complexa. Remonta aos tempos pré-franciscanos: aos penitentes, entre os quais se contavam também Clara e Francisco mas os que já existiam há mais tempo.

Deve-se mesmo voltar aos primeiros séculos da Cristandade. Considerou-se que haviam quatro pecados graves que levavam à exclusão da comunidade eucarística: assassinato, adultério, falso testemunho, blasfêmia. Quem cometesse um destes pecados tinha que fazer penitência pública: não podia exercer nenhum cargo honorário, era-lhe proibido o convívio conjugal e tinha de levar uma vida de renúncia sensível. Tinha de vestir uma vestimenta de penitência e tinha de se mostrar na mesma quando os cristãos se reuniam para celebrar a Eucaristia. Mas só podia ficar até ao começo da própria Eucaristia. E isto durante muitas semanas até ficar absolvido na Quinta-Feira Santa ou na Missa do Sábado de Aleluia sendo então admitido de novo na comunidade eucarística da Igreja.

Isto observou-se durante muitos anos. Mas depois chegaram os monges irlando-escoceses e introduziram uma nova prática de penitência: já não foi pública, mas particular. Introduziu-se a confissão – primeiro contra a resistência da Igreja, e só, paulatinamente, a Igreja aceitava esta prática. A antiga prática de penitência pública foi abandonada cada vez mais. Foi então que mulheres e homens que queriam viver mais estritamente o Evangelho, se perguntavam se não podiam viver voluntariamente aquilo que a antiga Igreja sugeria aparentemente. E assim se desenvolveu o movimento voluntário de penitência.

No início do século XIII procedeu-se então à estipular regras escritas deste movimento. Há toda uma série de tais textos. Um data ao ano 1221. Durante muito tempo, foi considerado como sendo a regra da Terceira Ordem, mesmo como texto de São Francisco. Por conseqüência festejava-se este ano como o ano da fundação da Terceira Ordem, até reconhecer que
  1. este texto não tinha nada que ver com Francisco,
  2. os franciscanos chamavam-se primeiro também “penitentes de Assis” e que havia muitas coisas que indicavam que os mesmos tinham muito da sua forma de viver em comum com os penitentes (o mesmo é válido para a forma de viver de Sta. Clara),
  3. o texto citado continha um parágrafo que admitia diferentes influências espirituais, também a de Francisco de Assis,
  4. muitas mulheres e muitos homens quiseram seguir as pegadas de Francisco, mas quiseram ficar “nas suas casas”. Foi a estes que Francisco dirigiu a sua “Carta aos fiéis”.
Mas, o movimento dos penitentes foi muito maior e mais amplo do que o franciscano. No ano de 1289 o papa franciscano Nicolau IV declara todo o movimento de penitentes como sendo franciscano o que, realmente, não foi assim. Por isso, o mesmo ano é também o ano do nascimento duma Ordem Terceira de São Domingos.

Qual é então a data do nascimento da Terceira Ordem Franciscana? Seria difícil fixar uma data convincente. Penso que poderíamos dizer também: 1208/09.

2. As Clarissa e o Movimento Feminino

É que as Clarissas também têm que ver alguma coisa com o ano do jubileu que vamos celebrar em 2008/2009? Penso que sim. No entanto, temos de ter especial cautela.

Só desde o ano de 1263 existe uma ordem com o nome explícito de “Clarissas”. Urbano IV determinou que todas as “Damas Pobres de São Damião” tivessem que chamar-se assim. Isto, no entanto, dá a entender algo que não existe. Pois aquelas que se deveriam chamar assim, dividem-se em dois grupos:
  • num grupo muito maior e formado pelos conventos que deviam seguir a Regra que Ur[b]ano IV lhes tinha dado. Esta Regra, no fundo, é um texto que continua a Regra que o Cardeal Hugolino tinha dado à Ordem das Damas Pobres do Vale de Spoleto – um pouco melhorado e atualizado.
  • num grupo muito pequeno de conventos que se orientaram na regra que Clara escreveu pouco antes da sua morte e que ficou confirmada por Inocêncio IV. O âmbito de validade foi muito reduzido: São Damião e outros poucos conventos.
Esta divisão só é compreensível se tomamos em consideração que, na Itália central e a partir daí também noutros lugares, existia um grande movimento feminino que se pode comparar com aquele que se conhece pelo nome de “Beguinas” que se formou ao norte dos Alpes, sobretudo no norte da França, na Bélgica, nos Países Baixos e na Renânia.

É realmente muito admirável que o movimento dos penitentes, do qual falamos no mês passado, promova, em todas as partes e espontaneamente, a fundação de comunidades femininas. Mal há cidades nas quais não houvesse mulheres a saírem dos seus conjuntos familiares para se unirem: quiseram viver o Evangelho e levar uma vida na graça de Deus, dentro da cidade ou nos arredores. Mas não se pode descobrir nenhuma personalidade fundadora: tudo é espontâneo e independente. Aparentemente tinha chegado o tempo para uma nova figura da vida espiritual.

Porém há uma vontade ordenadora por parte da Igreja. O Cardeal Hugolino pede ao papa Honório III a licença de unir estas comunidades femininas. Escreve a Regra acima mencionada, dá-lhes uma clausura estrita unindo-as sob o nome de “Damas Pobres de São Damião” ou “do vale de Spoleto”. A partir de 1218 esta mão ordenadora de Hugolino nota-se em todas as comunidades. Aparece no palco da história uma nova Ordem monástica, embora as mulheres tivessem tido outra intenção.

Também em São Damião se impôs a influência de Hugolino. No entanto, é duvidoso que a sua Regra tenha sido seguida à letra. Clara tinha, pois, duas bases espirituais:
  • O Privilégio da Pobreza de Inocêncio III (1216)
  • A Forma de Vida de São Francisco do ano de 1212, a qual Clara vai incluir mais tarde no centro da sua Regra.
Temos outra vez duas datas dignas de jubileu para a assim chamada Segunda Ordem. Mas, devido ao fato de que se deve considerar São Damião num maior contexto do movimento feminino ou movimento de penitentes espontâneos, vemo-nos obrigados a começar as nossas considerações de novo.

3. A Primeira Ordem

O ano 1208/1209 é tomado, pela Primeira Ordem, como a sua data da fundação. Mas, é possível sem mais nem menos?

Esta data só confirma o ano no qual “O Senhor lhe deu irmãos” a Francisco, como ele diz no seu testamento, isto é, no ano, em que o Papa confirmou verbalmente a assim chamada “regra original”. Não é, no entanto, uma data formal de fundação. Além disso, os irmãos chamam-se “penitentes de Assis” o que não significa outra coisa do que nasce em Assis e ao redor de Francisco uma forma especial dos “penitentes”, o que também há noutros lugares. (v. n° 1)

Estes penitentes, não são, por bastante tempo, uma ordem no sentido estrito do direito canônico. Eles formam uma espécie de fraternidade na qual estão obedientes mutuamente e unidos com fraternal amor entre eles. No princípio há poucos momentos institucionais: algumas frases da Bíblia, que devem ser seguidas por eles, algumas prescrições regulando a vida em comum. Não têm residências fixas, nenhum convento, nenhuma igreja. Pernoitam em amassarias, grutas, igrejas, ao ar livre. Tomam parte nas liturgias das paróquias. Trabalham temporalmente para ganhar a sua via. Vivem como os outros pobres. Andam pelo mundo, meditando, de vez em quando pedindo aos outros que se convertam a Deus. Normalmente andam de dois em dois. Muitas vezes ficam em lugares solitários, por algumas semanas. Uma vez por ano, juntam-se para um Capítulo comum de Pentecostes, para trocarem experiências: tanto positivas como negativas. Ambas as coisas são escritas e anexadas ou incluídas na regra original. Além disso, a crescente quantidade de irmãos pede medidas organizatórias: prescrições, divisões, a definição das responsabilidades. Assim se está fazendo um texto comprido, a “regra não bulada”. Embora válida não o é no sentido do direito eclesiástico.

Isto altera-se no ano de 1223: A pedido do Papa, Francisco escreve uma regra abreviada, na qual se fala também dos três Conselheiros Evangélicos. Os irmãos prometem agora “viver em obediência, sem posses, e em castidade”, desde há algumas décadas a forma prescrita pelo direito eclesiástico para uma comunidade se converter também formalmente numa ordem. A bula que agora confirma a regra, fala, por conseguinte, dum “ordo”. Duma fraternidade nasce assim uma verdadeira ordem. Portanto, deve considerar-se o ano de 1223 como data verdadeira da fundação da primeira ordem.

O ano de 1208/09 marca o nascimento de toda a família franciscana.

4. Algumas personalidades

Neste ano, não só a Terceira Ordem Franciscana celebra o ano do nascimento de Sta. Isabel de Turíngia (1207) como figura de referência espiritual. Ela é realmente digna de ser celebrada especialmente, pois viveu também uma renuncia radical inspirada por S. Francisco. Teve de descer para as mais diversas misérias dos homens. Olhou para além do seu próprio meio e quis ser solidária para com as pessoas que sofrem de injustiças, também na comida e na bebida, isto é, no consumo, pois em todo o seu estilo de vida. E por isso viveu – unida com os necessitados – as obras da misericórdia (Mt 25,31 seg.). Tal vida é uma fonte contínua de inspiração para toda a família franciscana e muito mais. Seria errado, pois, reivindicar esta fonte magnífica de inspiração só para si ou separar-se da maior fonte franciscana. Além disso, há outros dados dentro da sua biografia que serviam para celebrar um jubileu: o ano no qual aceitou o impulso franciscano (1225), a ano do seu estabelecimento em Marburgo (1229), o ano da sua morte (1231). Para a Ordem Terceira havia outras personalidades nas quais seria palpável o impulso franciscano e as quais poderiam ser homenageadas.

Semelhantes personalidades também haveria nos outros ramos da Família Franciscana. O fato de Francisco e Clara jogarem um papel especial é natural. No entanto, seria igualmente errado reivindicar estas personalidades só para o próprio espaço interior. Pertencem, como santos, a toda a família franciscana e, além disso, à Igreja, mesmo a todo o mundo. Isto é válido porque constituem uma interpretação atual e existencial do Evangelho, isto é, da bem-aventurança dos pobres. Este impulso, no entanto, começa no ano de 1208/09 quando o impulso evangélico, numa nova forma histórica, se tornou eficaz socialmente gerando comunhão.

Peço licença de citar, neste contexto, do livro sobre Jesus do Papa:
“Talvez seja bom que nós, antes de seguirmos a meditação do texto, nos dediquemos um pouco à figura da história da fé, na qual esta bem-aventurança é transmitida mais densamente para a existência humana: Francisco de Assis. Os santos são os verdadeiros intérpretes das Sagradas Escrituras. O significado duma palavra é melhor explicado por aqueles que foram comovidos mais pela mesma vivendo-a melhor. Interpretação e Escritura não pode ser uma fato meramente acadêmico não podendo ser exilado para o meramente histórico. A Escritura tem em toda a parte um potencial futuro dentro de si que só se há de abrir na vivência a no sofrimento das suas palavras. Francisco de Assis ficou comovido pela promessa desta palavra na sua última radicalidade. Até ao ponto de dar mesmo os seus vestidos... Esta humildade extrema foi para ele, sobre tudo, a liberdade do servir, a liberdade da missão, última confiança em Deus que não só cuida das flores do campo, mas especialmente pelos seus seres humanos; corretivo da igreja do seu tempo, que, com o sistema feudal, tinha perdido a liberdade e a dinâmica do estar a caminho da missão; abertura interna a Cristo, ao qual ficou igual pelos estigmas de maneira que ele já não vivia realmente o seu ser, mas existiu totalmente de e em Cristo como o renascido. Pois não quis fundar ordem nenhuma, mas sim juntar meramente de novo o povo de Deus para que se ouvisse a palavra que não escapasse, com comentários eruditos, da seriedade da chamada. Mas, com a fundação da Terceira Ordem, aceitou, mesmo assim, a diferença entre a missão radical e a vida necessária no mundo. Ordem Terceira significa precisamente aceitar a missão da profissão com as suas exigências humildemente, e isso, na posição de cada um, mas, mesmo assim, orientar-se a uma comunhão interior profunda com Cristo que nos precedeu. “Ter como se não tivesse (1 Cor 7,29 sg).” O sentido das ordens terceiras é aprender esta tensão interna, talvez como uma obrigação mais difícil, e poder vivê-la realmente sempre de novo juntamente com os homens da sucessão radical; e assim se revela o que a bem-aventurança pode significar para todos...” (108 seg.)

5. A Terceira Ordem Regular

A determinação dos dados da sua fundação torna-se ainda mais complicada quando incluímos a Terceira Ordem Regular.

O Movimento dos Penitentes, que, a partir de 1208/09 encontra a sua expressão franciscana, está-se diferenciando cada vez mais: em 1223 a fraternidade franciscana converte-se em “Ordo Fratrum Minorum”. O movimento correspondente feminino perto de Clara de Assis converte-se, a partir de 1218, sob a influência do Cardeal Hugolino numa ordem tradicional monástica, cuja orientação franciscana só é segurada pouco antes da morte de Clara (1252), no entanto, só para a parte mais pequena da ordem que, a partir de 1263, é denominada no seu total como Ordem das Clarisas.

Desde o início há sempre iniciativas e movimentos que, primeiro sob o estatuto dos penitentes, seguem uma inspiração franciscana estabelecendo-se, a partir de 1289, como Terceira Ordem Franciscana.

Acrescentam-se duas tendências:
  1. Homens e mulheres que querem viver franciscanamente unem-se em comunidades. Confessam os 3 votos evangélicos, que chegam a ser cada vez mais o critério original duma ordem no sentido jurisdicional da Igreja. O fato que também os ditos leigos adotem a forma de vida dos conselheiros encontra resistência, pois João XXII tem de proteger estes franciscanos contra os respectivos ataques. Em 1323 declarou que a forma de vida não só era louvável, mas também correspondia à vontade de Francisco. Os votos eram possíveis para todos que se esforçavam por uma perfeição maior. Pouco tempo depois surgem também as tarefas sacerdotais e pastorais. A ordem é aprovada oficialmente pelo papa Nicolau V. Simultaneamente recomenda-lhes organizarem-se como ordens autênticas, distinguirem-se dos eremitas franciscanos, convocarem um capítulo geral e elegerem um ministro geral. Igualmente deviam estabelecer estatutos próprios e trazer um hábito que se distinguia dos demais. Isto acontece em Montefalco no dia 29 de Abril de 1448. Em 1474 os estatutos próprios são aceites. Portanto, toda uma série de dados de fundação!
  2. Independentemente, há também, desde a segunda metade do século 13 comunidades de leigos espontâneas, entre outras as Beguinas, na Alemanha, p.ex. em Dillingen, Kaufbeuren, Mariastern - Augsburg... Houve a suspeita de heresia e, portanto, tiveram que adotar a clausura e a regra da Terceira Ordem. Juntam-se os eremitas que se referem a Francisco. Em 1521 o Papa Leão X dá-lhes uma regra comum correspondente que é válida até 1927. Desde esta data até depois do Concílio vale uma regra renovada. A estes grupos pertencem inúmeras fundações que, sobre tudo no século 19, se ocupavam de problemas sociais.
No século 20, estas duas tendências são unidas e, após o Concílio, submetidas a uma regra comum. Mas até hoje, as duas tendências não encontraram uma verdadeira unidade.

6. A conversão de S. Francisco

Acabo de voltar de Assis. Notei que aí se celebra um jubileu em 2006/2007: 800 anos desde a conversão de S. Francisco.

Não tendo em conta o fato de a acumulação de jubileus não ser boa nem desejável, é possível, no entanto, tomar esta data como motivo de comemorações específicas. Pois, neste tempo, Francisco fez as experiências espirituais decisivas: o encontro com o leproso, a experiência diante da Cruz de San Damiano, o deitar mão na restauração de igrejas, o desligamento dramático do pai.

Pode definir-se claramente a experiência mística fundamental que está ligada a todos estes acontecimentos: pelo contrário daquilo que se liga normalmente a Deus, resplandece o último segredo de Deus: aí onde se torce o nariz: no leproso que se torna o sacramento do Crucificado; ou vice versa: no Crucificado abre-se a vista para todos os excluídos desta terra. Não na acumulação das coisas deste mundo, não no ter, mas sim no ser, “ser pobre em coisas ou ser rico em virtudes” (Regra Bulada), na solidariedade conseqüente para com os pobres e os que sofrem deste mundo, reside o sentido que Deus inscreveu na história. A sucessão de Jesus, do Deus encarnado e crucificado, é a vocação franciscana.

O Papa Bento XVI foi a Assis por este motivo, dizendo:
“Desde que o rosto dos leprosos, amados devido ao amor de Deus, fez com que Francisco adivinhasse, duma maneira determinada, o segredo da “kenosis”, o segredo da descida de Deus dentro da carne do Filho dos Homens, desde que a voz da cruz de San Damiano implantou o programa da sua vida no seu coração: “Vai, Francisco, e restaura a minha casa” (2 Cel 1,6,10: FF 593), o seu caminho não foi outra coisa do que o esforço diário de se tornar mais parecido a Cristo. As chagas da cruz, feriram o seu coração, antes de que marcaram o seu corpo em La Verna. Pode dizer realmente com Paulo: “Não sou eu que vivo, mas Cristo vive dentro de mim”. O que foi a vida do Francisco convertido se não um grande ato de amor? Isto é demonstrado nas suas orações fervorosas, ricas em reflexões e louvor, o abraço carinhoso do Menino de Deus de Greccio, a sua reflexão da Paixão em La Verna, a sua “vida segundo as prescrições do Santo Evangelho (2 Test 14), a sua decisão pela pobreza e a sua procura de Cristo no rosto dos pobres. A sua conversão a Cristo que vai até à ansiedade de se “transformar” nele, convertendo-se numa imagem completa, explica o típico da sua vida, a eficiência na qual nos parece tão atual visto o grandes temas do nosso tempo: a procura pela paz, a proteção da natureza, a promoção do diálogo entre todos os homens. Francisco foi realmente um mestre nestas coisas. Mas é-o por parte de Cristo. Cristo é “a nossa paz” (v. Ef 2,14). Cristo mesmo está no princípio do cosmos porque tudo foi feito por Ele (v. Jo 1,3). Cristo é a verdade divina, o “logos” eterno, no qual todo o “diálogo” do tempo encontra o seu último fundamento. Francisco aceitou esta verdade “cristológica” profundamente na sua carne; está nas raízes da existência humana, do cosmos, da história”
Realmente palavras magníficas acerca do momento da conversão de S. Francisco. No que diz respeito ao conteúdo, não há nada de objetar. Mas destaco o seguinte: 2006/2007 lembra uma experiência muito pessoal da sua vida. Pode perguntar-se se teríamos conhecimento deste fato se posteriormente não se tivesse juntado algo muito decisivo: Isto é: a encarnização da experiência pessoal ou deste impulso espiritual na forma social da Família Franciscana de três ramos. Esta forma começou em 1208/1209, quando “o Senhor me deu irmãos” (Test 14).

Extraído de http://www.ccfmc.net/wPortugues/cbcmf/aktuelles/Charisma_2008/Dados_da_Fundacao.shtml?navId=9 acesso em 06 set. 2008.

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