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quinta-feira, 13 de outubro de 2022

VIVA A MÃE DE DEUS E NOSSA SEM PECADO CONCEBIDA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 2,1-11)(12/10/22)


Amados irmãos e amadas irmãs, certa feita disse são Francisco de Assis: "Nós somos o que somos aos olhos de Deus e nada mais." 
De fato, qual é o sentido de nossa vida neste mundo senão vivermos somente para Deus?

Por isso, devemos pensar muito bem o que dizemos e fazemos, pois, como nos ensina o Senhor Jesus: "Eu vos digo: no dia do juízo os homens prestarão contas de toda palavra vã que tiverem proferido. É por tuas palavras que serás justificado ou condenado. (Mt 12,36-37).

Meditemos então com amor e devoção este Pequeno Sermão de Cada Dia. 

Caríssimos, a autenticidade da fé, segundo são Paulo, consiste em se deixar conduzir pelo Espírito Santo para realizar com precisão a vontade de Deus que nos dá a salvação: "Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne." (Gl 5,16). Ou seja, os apetites da carne, equivale à própria vontade com todas as tentações e pecados cometidos. 

Em outra parte diz são Paulo: "Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não abuseis, porém, da liberdade como pretexto para prazeres carnais. Pelo contrário, fazei-vos servos uns dos outros pela caridade, porque toda a lei se encerra num só preceito: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18). Mas, se vos mordeis e vos devorais, vede que não acabeis por vos destruirdes uns aos outros." (Gl 5,13-15).

O Papa Emérito Bento XVI, comentando sobre a autenticidade da fé escreveu: "Jesus sublinha que é a qualidade e a verdade do relacionamento com Deus que qualifica a autenticidade de cada gesto religioso. É por isso que ele denuncia a hipocrisia religiosa, o comportamento que quer aparecer, as atitudes que buscam aplausos e aprovação. O verdadeiro discípulo não serve a si mesmo ou ao "público", mas ao seu Senhor, com simplicidade e generosidade: "E vosso Pai, que vê em segredo, vos recompensará." (Mt 6,4).

Nosso testemunho será então cada vez mais autêntico quanto menos buscarmos nossa própria glória, e estaremos conscientes de que a recompensa dos justos é o próprio Deus, estando unidos a Ele, aqui neste mundo, no caminho da fé e, no final da vida, na paz e na luz do encontro face a face com Ele na eternidade. (cf. 1 Cor 13,12). (Bento XVI - Santa Missa e Imposição das Cinzas, 13/2/13).

Portanto, caríssimos, hoje a Igreja do Brasil celebra a Solenidade da sua Padroeira, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, e como estamos em época de eleição, vejamos quem se aproveitará deste momento para angariar votos sem ser realmente devotos da Mãe de Deus, mas, apenas se apresentando como se fosse. Infelizmente é isso o que ocorre, todavia, como verdadeiros devotos rejeitemos tal comportamento.

Destarte, tenhamos consciência de uma coisa, quem faz a vontade de Deus, fala a vontade de Deus, por isso, não engana ninguém, porque tem consciência que a vontade de Deus é amor, verdade, justiça, bondade, misericórdia e perdão, e quem não vive essas virtudes não pode se dizer cristão.

Amados irmãos e amadas irmãs, sabemos que haverá um juízo final em que todos seremos julgados, porém, antes que esse juízo ocorra, estamos no tempo do arrependimento e da misericórdia preparando-nos para esse dia.

De fato, conhecendo o quanto somos frágeis o Senhor Jesus usa de misericórdia para com todos, porque não quer que alguém se condene, mas que se converta e dê frutos para a vida eterna.
Certamente essa resposta cada um de nós precisamos dar, da sua parte as graças para isso não nos falta.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 11 de outubro de 2022

SEM A VIVÊNCIA DA PALAVRA DE CRISTO NINGUÉM É SANTO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 11,37-41)(11/10/22)


Amados irmãos e amadas irmãs, paz e bem, sejam bem-vindos e bem-vindas à nossa meditação diária. 

A Carta aos Hebreus revela 
"que a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração.
Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas." (Hb 4,12-13). É isso o que trata esta liturgia.

Meditemos, então, com amor e até atenção o Pequeno Sermão de hoje.

Caríssimos, são Paulo na primeira leitura mostra aos Gálatas o quanto estão equivocados querer deixar a liberdade da fé em Cristo para se prender ao legalismo farisaico: "Irmãos, é para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai pois firmes e não vos deixeis amarrar de novo ao jugo da escravidão. Vós que procurais a vossa justificação na Lei rompestes com Cristo, decaístes da graça."

No Evangelho de hoje "enquanto Jesus falava um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. O Senhor disse ao fariseu: “Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? Antes, dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós”

De fato, o legalismo moral é uma espécie de cegueira espiritual que leva os legalistas a cometerem os piores pecados contra a fé, porque pensam, falam e agem movidos pela hipocrisia, são guias cegos; desse modo, deixam as virtudes da misericórdia e da caridade, pela prática do falso juízo e da condenação dos que não se aliam ao seu legalismo farisaico.

No Evangelho segundo Marcos, disse o Senhor: "Ora, o que sai do homem, isso é que mancha o homem. Porque é do interior do coração dos homens que procedem os maus pensamentos: devassidões, roubos, assassinatos, adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidade, inveja, difamação, orgulho e insensatez. Todos estes vícios procedem de dentro e tornam impuro o homem." (Mc 7,20-23).

Portanto, caríssimos, como vimos, "Jesus não poupa críticas enérgicas sobre a concepção legalista da moral farisaica, orientada inteiramente para a avaliação dos atos externos, das minúcias e detalhes da observância. Ele leva a verdade do homem de volta à raiz última que é identificada no coração, ou seja, o que sai da boca vem do coração. (cf. Mc 7,20-21). 

Então, como é que precisamos ouvir o Mestre? Ouvi-lo humildemente. A compreensão da Palavra não é permitida àquele que assume a atitude de auto-suficiente, orgulhoso, prepontente. Em vez disso, deve ser abordado com um coração humilde, modesto, dócil, aberto e disposto a ouvi-lo. De fato, na escola da Palavra se cresce com um coração humilde e uma alma submissa; só assim será acolhida a centelha da sua luz e verdade." (Pe Ubaldo Terrinone)

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

Amados irmãos e amadas irmãs, escutemos com atenção esta exortação do Profeta Baruc: "Tende confiança, filhos, rogai a Deus, que ele vos livrará da opressão dos inimigos. Eu espero que obtereis a salvação do Deus eterno; o Deus Santo deu-me a consolação de saber que sobre vós virá a misericórdia do vosso Salvador, o Eterno." (Br 4,21-22).
 

A CRUZ SAGRADA É O SINAL DE CRISTO QUE NOS SALVA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 11,29-32)(10/10/22).


Amados irmãos e amadas irmãs, paz e bem, sejam bem-vindos e bem-vindas a nossa meditação diária. Infelizmente o farisaismo continua em voga com sua estratégia maligna, usando o mesmo veneno mortal com o qual crucificam o Senhor da vida, nos seus filhos e filhas. No passado pediram sinais extraordinários para crer; no presente, por conta do falso juízo, continuam negando o sinal da cruz de Cristo que recebemos. 

Meditemos com amor e atenção o pequeno sermão de hoje.

Caríssimos, quando nos deixamos levar por ideologias políticas de direita ou de esquerda, conceitos e preconceitos, deixamos de seguir o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, por confundi-lo com a mentalidade deste mundo. Por isso, são Paulo nos ensina: "Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito." (Rm 12,2).

No Evangelho de hoje "quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas." Ou seja, a fé não nasce de sinais e prodígios, porque é puro dom de Deus; e ao realiza-los o Senhor está cumprindo a missão que recebeu do Pai, libertar e salvar a todos que se aproximam Dele.

De fato, "ao longo de toda a história do Evangelho surge repetidamente essa questão provocativa, levantada sobretudo pelos escribas e fariseus, mas também pela multidão que facilmente se deixa influenciar por eles que são adversários de Jesus. Querem um "sinal" para crer, um sinal extraordinário segundo os próprios critérios e interesses."

No entanto, o Senhor jamais sede aos seus caprichos, pelo contrário, "em tais circunstâncias, Ele sempre frustra suas armadilhas e denuncia abertamente a falta de retidão, notando com tristeza que, enquanto os Ninivitas se converteram à pregação de Jonas, o seu povo, mesmo tendo a Ele que é muito maior do que Jonas, permanece duro de coração armando-lhe ciladas."

Portanto, caríssimos, como vimos, "aos que lhe pediram um sinal, Jesus respondeu: "Nenhum outro sinal vos será dado, a não ser o de Jonas". E qual é o sinal de Jonas? É Ele mesmo morto, sepultado e ressuscitado. Como Ele disse: "E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim." (Jo 12,32).

Destarte, "o Senhor Jesus é o grande sinal que Deus dá à humanidade, o sinal supremo da nossa salvação. Como cristãos, devemos estar conscientes de que recebemos um dom imenso e, portanto, sentir-nos depositários do único tesouro que enriquece à todos." (Anna Maria Cànopi).

Amados irmãos e amadas irmãs, a velha serpente continua com a mesma estratégia divisória, ou seja, dividir-nos para dominar e destruir as nossas almas, nos afastando do Senhor Jesus. 

E o pior é que muitos estão caíndo nessa armadilha, e com isso, usam o nome de Cristo em vão, lutando contra homens de carne e sangue quando deveriam fazer o contrário como nos ensina são Paulo.

Oremos: "Nós vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus aqui e em todas as vossas igrejas que estão no mundo inteiro e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo." Que o Senhor tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza a vida eterna. Amém! Assim seja!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

HOMILIA DO 28DOM DO TEMPO COMUM..


 Homilia do 28°Dom do Tempo Comum (Lc 17,11-19)(09/10/22)


Amados irmãos e amadas irmãs, somos tentados de todos os lados porque fomos amados até a última gota do sangue Redentor de Cristo, o Filho de Deus, ou seja, fomos redimidos e ninguém pode tirar isso de nós a não ser nós mesmos pelos nossos pecados.

Porém, como nos ensinou são Paulo: "Merece fé esta palavra: se com ele morremos, com ele viveremos. Se com ele ficamos firmes, com ele reinaremos. Se nós o negarmos, também ele nos negará. Se lhe somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo."

Meditemos com amor e atenção esta Homilia do 28°Dom do Tempo Comum. 

Caríssimos, no Evangelho de hoje dez leprosos pediram ao Senhor: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”. Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano."

Com efeito, "o ensinamento que tiramos desse episódio está na atitude dos leprosos. Eles observam a lei (vv. 12-13; Lev. 13,45-46), obedecem à palavra de Jesus, porque é cumprimento da lei (v. 14; Lev. 14,1-2), mas, se julgam curados por serem observantes, consideram-se merecedores. 

E assim são a imagem fiel de muitos cristãos, presos a um legalismo mortal (Rm 9,30-32;10,13). No entanto, um deles reconhece que tudo é sempre e exclusivamente dom da bondade de Deus que se revela em Jesus; volta a ele e recebe a palavra de salvação: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”. (MR).

Comentando esse Evangelho, disse o Papa Francisco: "Nós também precisamos de cura, todos nós. Precisamos ser curados da desconfiança em nós mesmos, na vida, no futuro; de muitos medos; dos vícios dos quais somos escravos; de tantos fechamentos, vícios e apegos: ao jogo, ao dinheiro, à televisão, ao celular, ao julgamento dos outros. 

O Senhor liberta e cura o coração, se o invocarmos, se lhe dissermos: “Senhor, creio que podes curar-me; cura-me dos meus fechamentos, liberta-me do mal e do medo, ó Jesus”. De fato, chamar pelo nome é sinal de confiança, e o Senhor gosta disso. A fé cresce assim, com invocação confiante, levando a Jesus o que somos, de coração aberto, sem esconder nossas misérias. Invoquemos o nome de Jesus com confiança todos os dias, pois seu nome significa: Deus salva.

A salvação não é beber um copo d'água para ficar em forma, é ir até a fonte, que é Jesus. Só ele liberta do mal e cura o coração, só o encontro com ele salva, torna a vida plena e bela. Quando encontramos Jesus, o “agradecimento” nasce espontaneamente, porque descobrimos que o mais importante da vida, não é receber uma graça ou resolver um problema, mas é abraçar o Senhor da vida.

E esta é a coisa mais importante: abraçar o Senhor da vida. Pois, o culme do caminho de fé é viver dando graças."

Amados irmãos e amadas irmãs, a graça da salvação é para todos, pois o Senhor Jesus é o Salvador da humanidade pecadora, resta-nos o arrependimento sincero para voltarmos ao seu convívio de amor. 

A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo esteja com todos. Amém! Assim seja!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 8 de outubro de 2022

PALAVRA DE VIDA ETERNA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 11,27-28)(08/10/22)


Amados irmãos e amadas irmãs, São João no seu Evangelho escreveu: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens." (Jo 1,1.3).

De fato, nascemos, vivemos e morremos naturalmente, no entanto, jamais responderemos por nós mesmos à estas perguntas: Quem somos? De onde vimos? Para onde vamos? Decerto, esse é o grande mistério que Deus nos dar a conhecer por seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.

Meditemos, então, com amor e atenção o Pequeno Sermão de hoje. 

Caríssimos, no Evangelho de hoje "enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. Jesus respondeu: “Muito mais felizes são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática”. Ou seja, quem ouve a Sua Palavra e se deixa conduzir por ela tem a vida eterna.

Com efeito, essa mulher é muito sincera em sua expressão, mas não corresponde ao grande mistério da presença de Cristo no mundo, pois o restringe apenas ao âmbito familiar, e não o revela como Salvador da humanidade. De fato, Ele é o Verbo de Deus que se fez carne no ventre de Maria, que por sua vez o ofereceu para a salvação de todos.

Decerto, "a felicidade não diz respeito ao contato físico nem apenas à pertença familiar, mas a uma disposição de fé, atenta à Palavra de Deus. Cada um de nós tem a possibilidade de se tornar um ventre disponível para que a Palavra se encarne e se cumpra, é isso o que Senhor Jesus nos pede, para sermos felizes, bem-aventurados." (Mons Angelo Spina).  

Portanto, caríssimos, se a Palavra do Senhor encontra um campo livre para a sua ação, então ela chama o indivíduo pelo nome, questiona, ilumina, aquece, vivifica e, se necessário, desafia, censura, põe em crise, sublinha vazios interiores, faz emergir medos e complexos, arrogância e covardia, causa sofrimento agudo. Porém, longe de nós ter medo da sua Palavra, ao contrário, é sábio busca-la, acolhe-la, ama-la, vive-la.  

Destarte, é sempre o Senhor que toma a iniciativa do encontro com o homem, mas este deve responder com livre e total adesão. Renovemos nosso amor e nossa humilde docilidade à Sua Palavra com esta comovente declaração de Santo Agostinho: “Volto, sedento e ansiando, à tua fonte. 

Ninguém me para; Vou beber da tua água viva e ter minha vida de volta. Porque eu não sou a vida de mim mesmo. Vivi mal e só consegui me dar a morte. Mas agora eu vivo em Ti. Fala comigo, tu és meu Mestre. Acredito piamente na Sagrada Escritura". ("Confissões", XII, 10). (Pe Ubaldo Terrinone).  

Amados irmãos e amadas irmãs, o nosso tempo neste mundo está se esgotando como se esgotou o de tantos que vieram antes de nós, por isso, aproveitemos o tempo que ainda temos dedicando-o totalmente ao Senhor Jesus e ao anúncio da sua Palavra, para a nossa salvação e a salvação de todos.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 4 de outubro de 2022

SÃO FRANCISCO DE ASSIS, ROGAI POR NÓS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 10,38-42)(04/10/22)


Caríssimos, hoje a nossa Ordem celebra a Solenidade de São Francisco de Assis, nosso seráfico pai fundador. Falar de São Francisco, é falar da humildade em pessoa, pois ele é aquele que mais perfeitamente imitou nosso Senhor Jesus Cristo na terra, aquele que abraçou a cruz da pobreza como virtude eterna despojando-se de tudo o que possuía para viver unicamente da Providência Divina.

Na sua Carta a todos os fiéis ele escreveu: "Não nos convém sermos sábios e prudentes segundo a carne, mas temos antes de ser simples, humildes e puros. Jamais desejemos ficar acima dos outros, mas prefiramos ser servos e submissos a toda criatura humana, por causa de Deus. 

Sobre todos os que assim agirem e perseverarem até o fim repousará o Espírito do Senhor e fará neles sua casa e mansão. Serão filhos do Pai celeste, pois fazem suas obras, e são esposos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo." (São Francisco de Assis).

De fato, "em uma sociedade cada vez mais desagradável e vulgarizada, há necessidade de mansidão, humildade e doçura. A doçura das palavras leva à confiança. A doçura do pensamento leva à profundidade. A doçura dos sentimentos leva ao amor. Resumindo: nada no mundo é mais forte que a virtude da doçura que Deus nos dar." (Mons Angelo Spina).

Portanto, caríssimos, a nossa vida neste mundo é um aprendizado constante, e creio que são Francisco de Assis é um excelente professor das santas virtudes da obediência, pobreza e castidade. Entremos, então, para escola de São Francisco que aprendeu com a cruz de Cristo a ser manso e humilde de coração. 

Por fim, vemos que "são Francisco compreendeu que sem humildade não se pode seguir a Cristo, e nem podemos ser à imagem de Deus, porque a imagem de Deus em nós é precisamente a de um Deus humilde e disponível, capaz de dar tudo, e verdadeiramente Francisco nada guardou para si. Peçamos-lhe neste dia que interceda pela nossa conversão para que também nós possamos realmente tornar-nos mansos e humildes de coração." (Pe. Fabrizio Centofanti). 

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

A REGRA DA VIDA ETERNA...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 10,25-37)(03/10/22)


Caríssimos, a liturgia de hoje nos propõe um desafio, será que a nossa prática de vida é de fato o Evangelho vivo de nosso Senhor Jesus Cristo? Será que o nosso viver é a tradução da Sua Palavra? 
Certa feita disse são Francisco ao Frei Leão: "irmão Leão, quem nos viu, viu o Evangelho vivo de nosso Senhor Jesus Cristo."

Ora, isso se chama coerência, autenticidade que nos faz transparecer o Senhor Jesus a quem servimos fielmente de todo coração ao sermos enviados com a missão de pregarmos o Evangelho com a nossa própria vida. 

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus conta a Parábola do bom Samaritano mostrando "que o amor a Deus e ao próximo são inseparáveis, eles se sustentam. Amar a Deus é viver Dele e para Ele, pelo que Ele é e pelo que faz. E o nosso Deus é amor sem reservas, é perdão sem limites, é relação que nos promove e nos faz crescer." (Mons Angelo Spina). 

Decerto, nos chama a atenção nessa Parábola, o fato do samaritano não pertencer ao povo eleito, e ter demonstrado misericórdia ao necessitado prestando-lhe os primeiros socorros, o transportando no seu animal, dando-lhe hospedagem e ainda suplemento caso necessitasse. Enquanto os que receberam essa missão ao verem o ferido na estrada, mudaram a trajetória, foram indifentes e nada fizeram.

De fato, quem de nós na mesma situação não gostaria de receber os mesmos cuidados? Decerto, às vezes somos provados em nossa fé, para despertarmos em nossas almas as virtudes da caridade e da misericórdia que nos faz permanecer em Deus, pois, é Ele quem nos sustenta na vida, mas nem sempre percebemos isso.

 Aliás, São Paulo afirma o seguinte na segunda Carta aos Coríntios: "Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias, Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para que, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus, possamos consolar os que estão em qualquer angústia!" (2Cor 1,3-4).  

Portanto, caríssimos, fiquemos certos disso, ninguém chega à perfeição da caridade sem exercitar o amor e a misericórdia que a todo instante recebemos do Senhor, seja diretamente ou por meio daqueles que se põem a serviço dos seus filhos e filhas mais necessitados.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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