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quinta-feira, 30 de novembro de 2023

SANTO ANDRÉ, ROGAI POR NÓS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 4,18-22)(30/11/23)

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1. Amados irmãos e amadas irmãs, a Igreja hoje celebra a festa do Apóstolo Santo André, irmão de São Pedro e seu interlocutor no encontro com o Senhor Jesus; foi também um dos primeiros discípulos de São João Batista, do qual ouviu as palavras: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo." (Jo 1,29).

2. Nas passagens bíblicas que narram sua atuação, vemos nele um homem de grande fé e simplicidade, e também um grande evangelizador, em especial por proporcionar o livre acesso ao Senhor Jesus para aqueles que dele se aproximavam.
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3. De fato, as qualidades que revelam a grandeza dos anunciadores da mensagem salvífica do Senhor, são a fé, a simplicidade, a humildade e o amor com que dão o testemunho dele. Ora, além de todas essas qualidades, Santo André deu também a sua vida por Jesus ao morrer martirizado numa cruz em forma de xis. 

4. Com efeito, sua crucifixão demonstra o zelo e a determinação do seu seguimento, pois não temeu a morte, ao contrário, entregou-se totalmente ao Senhor, tendo como alicerce as suas palavras: "Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma." (Mt 10,28).
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5. O Evangelho de hoje narra esse encontro primoroso do Senhor Jesus com André e Pedro que estavam lançando as redes de pesca, símbolo de sua sobrevivência, e o Senhor os chamou para um novo tipo de pescaria, dizendo: "Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens. Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram." (Mt 4,19-20).
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6. Sem dúvida, o poder das Palavras de Jesus é irresistível, e eles, comovidos no mais íntimo de suas almas, seguem o mestre em Seu caminho de santidade e vida eterna, dando a própria vida por Ele e pelo Evangelho que anunciam. De fato, tudo muda em nossos planos quando escutarmos o Senhor Jesus e começamos a segui-lo fielmente carregando após Ele a nossa cruz de cada dia.
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7. Portanto, caríssimo, a vida dos seguidores de Cristo é um Evangelho vivo, as palavras que anunciam o Reino de Deus, não são suas, mas de Deus que os chama para serem as testemunhas fiéis da ressurreição do Seu amado Filho.
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8. Amados irmãos e amadas irmãs, são João Clímaco assim descreve o chamado que o Senhor nos faz: "Uma vez que é um Deus e um Rei que nos chama para o seu serviço, avancemos com ardor, pois temos pouco tempo de vida e corremos o risco de ser encontrados sem fruto no dia da nossa morte e de perecer de fome. 
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9. Procuremos agradar ao nosso Senhor como os soldados a seu rei, porque, quando a campanha terminar, teremos de prestar contas do nosso serviço." Ou seja, estamos neste numa grande luta espiritual, por isso, não percamos tempo, porque este mundo nada tem para nos oferecer a não ser dores e sofrimentos, e nada mais.
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10. De fato, "se um rei da terra nos chamasse para o seu serviço, não hesitaríamos, não procuraríamos desculpas, mas, deixando tudo, iríamos imediatamente ter com ele. Por isso, quando o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, o Deus dos deuses, nos chamar para o seu serviço celeste, tenhamos atenção em não recusar, por preguiça ou por covardia.
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11. Corramos com alegria e amor para o bom combate, sem nos deixarmos intimidar pelos nossos inimigos. Alegrai-vos, pois, sempre no Senhor, todos vós que sois seus servos, reconhecendo nisto o primeiro sinal do amor que o Mestre vos tem." (São João Clímaco (c. 575-c. 650).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

NÃO TEMAS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 21,12-19)(29/11/23)

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1. Amados irmãos e amadas irmãs, quem somos por nós mesmos? Somos necessidade, dependência. Pois, nenhum de nós vive em si e por si mesmo, porque somente Deus é Absoluto, por isso, busquemos humildemente depender das suas graças como dependemos cem por cento do ar que respiramos.

Meditemos com amor e atenção este pequeno sermão de hoje.

2. Caríssimos, sem dúvida estamos vivendo os últimos acontecimentos da obra da criação, iniciada por Deus e posta em prática por nosso protagonismo nessa obra, pois sem a presença humana de que adiantaria as coisas terrenas? Daí percebemos que todas as coisas foram criadas em função da nossa existência.

3. De fato, não foi o sol nem a lua nem os outros astros nem mesmo o universo, que Deus criou à sua imagem e semelhança, mas sim a sua amada criatura humana, obra prima de suas mãos. Por isso, temos uma dívida impagável para com o nosso Criador, e o máximo que podemos fazer para salda-la é ama-lo sobre todas as coisas e amar-nos uns aos outros como o seu amado Filho nos ensinou. 
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4. Com efeito, com a vinda de Cristo, passamos a conhecer a Deus como Pai e Senhor de todas as coisas, não somente por suas obras, mas diretamente por suas Palavras e ações, como vemos na Carta aos Hebreus: "Muitas vezes e de diversos modos outrora falou Deus aos nossos pais pelos profetas. Ultimamente nos falou por seu Filho, que constituiu herdeiro universal, pelo qual criou todas as coisas." (Hb 1,1-3).
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5. E ainda na Carta aos Efésios: "Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência. 

6. Ele nos manifestou o misterioso desígnio de sua vontade, que em sua benevolência formara desde sempre, para realizá-lo na plenitude dos tempos - o desígnio de reunir em Cristo todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão na terra." (Ef 1,7-10).
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7. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus exorta os seus discípulos a respeito das perseguições e sofrimentos que padecerão por conta do seu seguimento e do anúncio do Evangelho. Mas logo os conforta, dizendo: "Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater." (Lc 21,14-15).
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8. Decerto, a perseverança em amar a Deus com todas as nossas forças, com todo o nosso entendimento, com toda a nossa alma e com todo o nosso ser, é o que nos faz inabaláveis na fé, na luta contra o pecado. Bem como nos ensina são Pedro: "Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé." (1Pd 5,8-9).
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9. Portanto, caríssimos, por mais frágeis que sejamos devido as nossas imperfeições, mesmo assim somos fortes em Cristo; pois é Dele dependemos, e amparados por sua Divina Misericórdia resistimos ao mal, pois se dependéssemos somente de nós mesmos, já teríamos perdido esta guerra espiritual na qual estamos.
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10. Destarte, o Senhor Jesus que derramou todo o seu sangue para nos salvar, faz valer cada gota derramada, para derrotar o inimigo de nossas almas. Ora, o inimigo é astuto e traiçoeiro, e sempre usa de artimanhas para nos fazer cair no pecado mortal, e faz isso porque sabe que uma alma em estado de graça é invencível pela presença de Deus nela. 
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11. Amados irmãos e amadas irmãs, tantas e tantas gerações vieram antes de nós protagonizando com Cristo a história da salvação que hoje vivemos; muitos foram os combates na luta contra as tentações e o pecado. Agora cabe a nós permanecermos em Cristo para sermos exemplos de justiça e santidade para os que virão depois de nós. Amém! Assim seja!
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

terça-feira, 28 de novembro de 2023

A ESCATOLOGIA DIZ RESPEITO AO FIM DO MUNDO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 21,5-11)(28/11/23)

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1. Amados irmãos e amadas irmãs, o tempo presente para nós, cristãos, carrega em si vários sentidos, especialmente o sentido escatológico, próprio dos últimos ensinamentos do Senhor Jesus antes de sua partida para o Pai. 

2. O termo "êschaton" significa os últimos e definitivos acontecimentos da história humana, da humanidade e do universo. Últimos porque diz respeito à plenitude ou perfeição para a qual tende a totalidade da criação; e definitivos porque trata da vitória triunfal do amor de Deus sobre o pecado e sobre o mal. 
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3. Assim como no tempo de Noé, Deus revelou os acontecimentos presentes e futuros do "êschaton" por meio de sinais como a construção da arca e o arco-íris, e vimos que se realizaram tal qual descritos em Sua Palavra; de igual modo, nas leituras da liturgia de hoje o Senhor Jesus nos alerta sobre tudo o que haverá de acontecer à humanidade e à toda criação nos últimos dias.
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4. Com efeito, dentre estes sinais descritos por Jesus, estão as falsas crenças e os falsos Cristos; e isso é o que estamos constatando atualmente numa proporção sem igual, principalmente por meio da Internet e as novas tecnologias que espalham falsas notícias, ideologias e todo o veneno do mal que está nelas.

5. No Evangelho de hoje, "algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: “Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. E essa profecia se cumpriu no ano setenta da nossa era quando as legiões romanas comandadas por Tito destruiu Jerusalém e o Templo de Salomão não deixando pedra sobre pedra. 
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6. Comentando esse Evangelho escreveu Dom Angelo Spina: "O templo de Jerusalém era considerado uma das sete maravilhas do mundo. E eis que, a alguns que admiram e engrandecem o templo, Jesus faz uma previsão de desgraça: o templo será destruído. Ora, Deus não se preocupa com a beleza dos mármores e a preciosidade dos presentes, mas quer um povo cuja vida mostre que Ele habita no meio dele. 

7. Há quem se detenha estritamente na forma, na aparência. Sentem prazer e satisfação naquilo que dizem e fazem, iludindo-se de que tudo permanece para sempre. Foi o que aconteceu com o templo de Jerusalém, que era adornado com belas pedras preciosas e de que agora só resta um pedaço de muro ao invés tanto esplendor. 

8. Não vos deixeis enganar, diz-nos ainda Jesus, sobre o que vai acontecer no futuro. Porque tudo o que acontece, mesmo com sinais de destruição, não é que estejamos a caminhar para "um fim", mas para "o fim". A destruição do mundo antigo é simultaneamente o nascimento do mundo novo. 
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9. Jesus não responde à nossa curiosidade sobre o futuro, mas quer afastar as nossas ansiedades e alarmismos sobre o fim do mundo, que não servem para nada e só produzem danos. Ao medo do fim do mundo e da morte, Jesus oferece a alternativa de uma vida conduzida pela confiança no Pai, numa atitude de amor que já venceu a morte. 
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10. O Filho de Deus que se fez homem já nos revelou o destino do homem e do mundo: o seu mistério de morte e ressurreição é a verdade do presente e do futuro." Bem como nos ensinou: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisto?" (Jo 11,25-26). 

11. Portanto, caríssimos, eis o que escreveu são Pedro a respeito do "êschaton": "Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida e de vossa piedade, enquanto esperais e apressais o dia de Deus, esse dia em que se hão de dissolver os céus inflamados e se hão de fundir os elementos abrasados! Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça." (2Pd 3,11-13).
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv. 

domingo, 26 de novembro de 2023

CRISTO REI DO UNIVERSO...


 Sol. Cristo Rei do Universo (Mt 25,31-46)(26/11/23)

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1. Caríssimos, como entender que Cristo é o Rei do Universo num mundo aparentemente dominado pelo pecado? Para responder a essa pergunta é necessário primeiro responder quem é que permitimos reinar em nossa vida. Ora, nas almas que não permitem o reinado de Cristo, impera o pecado e todo o mal que o pecado gera.
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2. No Evangelho segundo Mateus, o Senhor Jesus nos ensina que "se conhece a árvore pelos frutos que ela dá." Desse modo, compreendemos que os frutos dos que participam do Seu Reinado são frutos de felicidade, de paz interior, e da alegria de viver a fé partilhando essas graças com quem convivemos em meio às provações deste mundo (cf. At 14,22).
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3. O Evangelho de hoje narra a parábola do juízo final na qual o Senhor Jesus, o justo juiz, se identifica com os necessitados de alguma ajuda, dizendo: "Pois, eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’."
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4. Com efeito, diante de tais critérios, o Senhor considera justos aqueles que sem pretensões ou interesses pessoais praticam essas obras de misericórdia, o encontrando nos que delas necessitam. Por outro lado, são reprovados os que mesmo podendo, se fecharam em si mesmos e nada fizeram para ajudar aqueles que deles precisaram.
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5. Comentando este Evangelho, disse o Papa Bento XVI: "Jesus, o Filho do Homem, juiz supremo das nossas vidas, quis assumir o rosto dos que têm fome e sede, dos estrangeiros, dos que estão nus, doentes ou prisioneiros, em suma, de todos os que sofrem ou são postos de lado; o comportamento que tivermos para com eles será, portanto, considerado como o comportamento que teremos para com o próprio Jesus. 

6. Não se trata aqui de uma simples fórmula literária, de uma simples imagem! Toda a existência de Jesus é uma demonstração disso mesmo. Ele, o Filho de Deus, fez-se homem, partilhou a nossa existência, até nos pormenores mais concretos, fazendo-se servo do mais pequeno dos seus irmãos. 
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7. Ele, que não tinha onde reclinar a cabeça, foi condenado a morrer numa cruz. É este o Rei que celebramos! Sem dúvida que isto nos pode parecer estranho! Ainda hoje, como há 2000 anos, somos habituados a ver os sinais da realeza no sucesso, no poder, no dinheiro, temos dificuldade em aceitar um rei assim, um rei que se faz servo dos mais pequenos, dos mais humildes, um rei cujo trono é uma cruz. 
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8. No entanto, dizem-nos as Escrituras, é assim que se manifesta a glória de Cristo: é na humildade da sua existência terrena que Ele encontra o poder de julgar o mundo. Para Ele, reinar é servir! E o que Ele nos pede é que o sigamos neste caminho, que sirvamos, que estejamos atentos ao grito dos pobres, dos fracos, dos marginalizados. 
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9. O batizado sabe que a sua decisão de seguir Cristo pode levá-lo a grandes sacrifícios, por vezes até o da sua vida. Mas, como nos recorda São Paulo, Cristo venceu a morte e arrasta-nos atrás de si na sua ressurreição. Ele conduz-nos a um mundo novo, um mundo de liberdade e de felicidade. Ainda hoje, temos tantos laços com o velho mundo, tantos medos nos prendem e nos impedem de viver livres e felizes. 
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10. Deixemos que Cristo nos liberte deste mundo velho! A nossa fé n'Ele, que vence todos os nossos medos, todas as nossas misérias, conduz-nos a um mundo novo, um mundo em que a justiça e a verdade não são uma utopia; um mundo de liberdade interior e de paz conosco mesmo, com os outros e com Deus."

11. Portanto, caríssimos, supliquemos ao Senhor que nos conduza durante o tempo que ainda temos neste mundo nos dando o discernimento e a graça de poder ajudar aqueles nos quais ele se faz presente de uma forma totalmente diferente daquela que aos olhos dos incrédulos, dos indiferentes e dos que buscam as vantagens deste mundo, jamais ele poderia estar.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

sábado, 25 de novembro de 2023

QUANDO A ALMA SE TRANSFIGURA EM ETERNIDADE...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 20,27-40)(25/11/23).

1. Amados irmãos e amadas irmãs, a ressurreição é uma graça infundida em nós pelo Espírito Santo, que recebemos no batismo, o qual nos concede a filiação divina, e nos capacita para o céu; é Dele que recebemos a felicidade Eterna

Meditemos com amor e atenção este pequeno sermão de hoje.

2. Caríssimos, a morte é uma lei que se cumpre naturalmente em todo ser vivente; promulgada como consequência do pecado original, foi vencida pelo sacrifício cruento de Cristo que nos amou e por nós se entregou ao Pai, para nos dar a remissão dos pecado, a ressurreição dos mortos, e a vida eterna.

3. No Evangelho de hoje os Saduceus que negavam a ressurreição dos mortos, ficaram estarrecidos com a resposta que o Senhor Jesus lhes deu a esse respeito: "Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”. (Lc 20,40).

4. Comentando este Evangelho disse o Papa Francisco: "Jesus pretende explicar que neste mundo vivemos realidades provisórias, que terminam; por outro lado, no além, depois da ressurreição, já não teremos a morte como horizonte e viveremos tudo, mesmo os vínculos humanos, na dimensão de Deus, de modo transfigurado. 

5. Até o matrimônio, sinal e instrumento do amor de Deus neste mundo, brilhará transformado em plena luz na gloriosa comunhão dos santos no Paraíso. Os "filhos do céu e da ressurreição" não são uns poucos privilegiados, mas são todos os homens e mulheres, porque a salvação trazida por Jesus é para todos e cada um de nós. 

6. E a vida dos ressuscitados será semelhante à dos anjos (cf. v. 36), ou seja, todos banhados pela luz de Deus, todos dedicados ao seu louvor, numa eternidade cheia de alegria e de paz. 

7. Mas atenção! A ressurreição não é apenas o fato de ressuscitar depois da morte, mas é um novo tipo de vida que já experimentamos hoje; é a vitória sobre o nada que já podemos antever. A ressurreição é o fundamento da fé e da esperança cristãs! Se não houvesse referência ao Paraíso e à vida eterna, o cristianismo reduzir-se-ia a uma ética, a uma filosofia de vida. 

8. Pelo contrário, a mensagem da fé cristã vem do céu, é revelada por Deus e ultrapassa este mundo. Acreditar na ressurreição é essencial, para que cada ato de amor cristão não seja efêmero e um fim em si mesmo, mas se torne uma semente destinada a florescer no jardim de Deus e a produzir frutos de vida eterna. 

9. Que a Viem Maria, Rainha do céu e da terra, nos confirme na esperança da ressurreição e nos ajude a fazer frutificar em boas obras a palavra do seu Filho semeada nos nossos corações." (Papa Francisco). 

10. Amados irmãos e amadas irmãs, que a imortalidade já esteja presente em nós não há dúvida, porque Deus tudo criou para a eternidade, e ao soprar em nós o sopro da vida, isto é, a nossa alma, a morte natural jamais poderá atingi-la; ela atingirá tão somente o corpo que feito do amálgama da terra.

11. Portanto, caríssimos, peçamos ao Senhor Jesus a graça de fazermos tudo o que lhe agrada, para que no dia da sua Parusia, estejamos preparados, para sermos por Ele conduzidos à moradia eterna do Pai, o Reino dos Céus. Amém! Assim seja!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv. 

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

NÓS SOMOS TEMPLOS DE DEUS, NÃO VENDILHÕES...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 19,45-48)(24/11/23).

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Amados irmãos e amadas irmãs, paz e bem! Sejam bem-vindos à nossa meditação diária.

1. Sem dúvida alguma, pelo alto índice de perversidade que se constata na face da terra, é mais que urgente uma purificação universal por meio 
da justiça divina que há de julgar a todos, para que haja a renovação de todas as coisas, principalmente no que diz respeito à vivência da fé. 

2. De fato, nunca se profanou tanto o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo como vemos em nosso tempo. Como também nunca antes se falou em vão o nome de Deus, como se tem falado por meio da Internet, dos cultos heréticos e das atrocidades cometidas usando o nome de Deus.

Meditemos com amor e atenção este pequeno sermão de hoje.

3. Caríssimos, a liturgia de hoje trata especificamente da Palavra e da vida humana enquanto casa de oração e morada permanente do Senhor, por isso, não pode ser ao mesmo tempo um covil de ladrões. Ou seja, um lugar profanado pela cobiça e todo tipo de pecados que infelizmente estão cometendo.

4. No que diz respeito à Palavra, precisamos medita-la, digeri-la, degusta-la, para que assimilada, seja vivida integralmente, porque é a verdade que nos faz livres de todos os apegos; mas, para tanto, precisamos renunciar a nós mesmos, pois sem renúncia da própria vontade não se pode cumprir a vontade de Deus fielmente. 
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5. Desse modo, a Palavra tem o sabor de mel por aquilo que resulta, mas tem também o sabor de fel pela oposição que enfrenta, todavia, nada e ninguém jamais poderá vence-la. Ou seja, ela se cumpre na íntegra ainda que queiram emudece-la.
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6. No que diz respeito à vida como casa de oração, ela é de fato, o espaço sagrado aonde encontramos Deus; qualquer outra atividade que não expresse a Sua presença não passa de profanação do que verdadeiramente somos: "a sua imagem e semelhança." Por isso, precisamos viver em constante oração para escuta-lo e segui-lo fielmente rumo ao reino dos céus. 
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7. Com efeito, a Palavra unida à oração, torna o nosso viver expressão daquilo que Deus quer para toda a humanidade, pois o testemunho autêntico que advém desse binômio, é sinônimo de que estamos realizando o Seu Plano de amor para a nossa salvação. 
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8. Assim, compreendemos que a prática da Palavra, da oração e dos Sacramentos, livres dos interesses mesquinhos, são a espinha dorsal da vivência da fé, porque, como o Senhor mesmo disse: "Tudo é possível ao que crê." (Mc 9,23b). Decerto, a fé é dom do Espírito Santo, para obedecermos em tudo a vontade de Deus. 
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9. No Evangelho de hoje, o Senhor Jesus expulsou os vendilhões do Templo em cumprimento às profecias do Antigo Testamento; ora, isso significa que expulsou os apegos materiais, que são falsos deuses com suas falsas doutrinas que os homens criaram e puseram em seus corações no lugar, que na verdade, pertence somente a Deus.
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10. Amados irmãos e amadas irmãs, tempo é vida, é dom precioso que recebemos de Deus, por isso, não podemos perde-lo com as futilidades deste mundo; ele é igual para todos, no entanto, ao perde-lo, não tem como recupera-lo. 
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11. Destarte, o único tempo que realmente aproveitamos é o tempo dedicado a Deus, pois, é Dele que recebemos todas as graças. Então, dediquemos todo o nosso tempo ao nosso Pai celestial, pois isso significa ama-lo sobre todas as coisas e amar-nos uns aos outros, como o Senhor Jesus nos ensinou. Amém! Assim seja!
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

OS TALENTOS SÃO A VIDA E O QUE FAZEMOS DELA...

PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 19,11-28)(22/11/23)


1. Amados irmãos e amadas irmãs, todas as criaturas foram dotadas por Deus de dons, talentos e capacidades para serem exercidos tendo em vista o bem de todos. Ocorre que muitos usam essas dádivas não em conformidade com a vontade de Deus; mas, para práticas abomináveis com o fim de obter vantagens pessoais prejudicando os demais. 


2. Desse modo, praticam corrupção, injustiça, manipulação via meios de comunicação e outros meios principalmente religiosos; abuso de poder, violência e tantos outros crimes que só serve para revelar a face oculta do maligno que se esconde em tais ações.

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3. Mas, o que leva estas pessoas a agirem assim? A resposta está na falta do temor do Senhor; elas acham que podem tudo, quando na verdade não passam de um sopro de vida e nada além disso. Pois, onde falta o temor do Senhor também falta o amor a Ele e ao próximo como a si mesmo. 


4. De fato, quem age desse modo nunca vive em paz, pelo contrário, são atormentados por todos os pecados praticados contra os seus semelhantes. Por isso, muita atenção, por traz de cada pecado mortal se esconde um demônio que atenta contra o que há de mais sagrando no ser humano, a imagem e semelhança de Deus que somos.

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5. No Evangelho de hoje Jesus conta uma parábola escatológica, isto é, que trata dos últimos acontecimentos do viver humano neste mundo. Nela Ele faz uma analogia, ou seja, uma comparação para explicar como será o nosso devir eterno a partir da nossa vivência cotidiana. 


6. O homem nobre que assume a realeza é Ele mesmo; os servos que recebem os talentos somos nós; os talentos são a vida e o que fazemos dela; os que não aceitam serem governados por Ele são aqueles que vivem na desobediência aos seus santos mandamentos.

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7. Portanto, caríssimos, a conclusão é obvia; a graça jamais nos falta, porque sua misericórdia é infinita; todavia, quem se abre para recebe-la e pô-la em prática, para testemunha-lo em meio às contradições deste mundo? Quem se deixa governar por Ele, e não pelo inimigo de nossas almas?

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8. A resposta à essas perguntas é pessoal e será dada com a prática da vida. Por isso, eis o que diz o Senhor: "Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na sua glória, na glória de seu Pai e dos santos anjos." (Lc 9,26).

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9. Amados irmãos e amadas irmãs, rezemos esta oração composta por santa Gertrudes de Helfta: "Infelizmente, não entreguei o tesouro da fé cristã e da vida espiritual ao tesouro dos banqueiros da caridade, de onde poderia tê-lo retirado posteriormente, segundo a tua vontade, aumentado com os juros de toda a perfeição. 


10. Mas não só gastei em vão o talento que me foi confiado, o meu tempo, como o deixei fugir, desbaratado e totalmente perdido. Aonde irei? Para que lado me voltarei? «Como poderei ausentar-me do vosso Espírito e como fugirei à vossa presença?» (Sl 138, 7).


11. Ó Verdade, tu tens por assessores inseparáveis a justiça e a retidão. Mal de mim se comparecer perante o teu tribunal sem ter advogado que responda por mim. Ó Caridade, vem resgatar-me. Responde tu por mim. Solicita tu o meu perdão. Defende tu a minha causa, para que, graças a ti, eu viva." Amem! Assim seja!

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv. 

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