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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA (VIII)



AS INVOCAÇÕES DA LADAINHA DE NOSSA SENHORA (VIII)


VASO ESPIRITUAL


Normalmente pensamos vasos como invólucros onde colocamos aquilo que é específico para o qual foram criados. Mas, quando tratamos da fé e daquilo que diz respeito à Deus e aos seus desígnios de amor, não tem como não usar de analogia (comparação) para dizermos algo que se refira à vontade de Deus e ao seu plano para a nossa salvação. De fato, Jesus muito usou de analogias em suas parábolas para revelar, não só a presença de Deus em suas ações, mas também o modo como Deus age na criação, para beneficiar nossas almas, libertar-nos do pecado, do poder do maligno e da morte, dando-nos assim a vida eterna para a qual nos criou.

Em Maria santíssima, Vaso espiritual, o nosso salvador encontrou tudo o que a criatura amada pode lhe oferecer para a realização do Plano de Deus para a nossa salvação. (cf. Lc 1,26-28). E nela, Ele, o Verbo de Deus, se fez carne e habitou entre nós; e a ela deu viver permanentemente habitada e conduzida pelo Espírito Santo, para fazer em tudo, a Santa Vontade de Deus Pai. De todas as criaturas, Maria santíssima é, de fato, o único Vaso infinitamente santo, pois nela não há pecado nem nunca houve; porque trabalhada pelo Oleiro Divino desde toda a eternidade, em vista de Seu Filho Santo, assim foi criada para que trouxesse a este mundo Aquele que nos santificaria com sua vinda bendita.

VASO DIGNO DE HONRA


Honrar é reconhecer o que de fato é. Ora, tudo o que é autentico é permanente, porque revela a fonte que gerou o que é. Todos os seres que Deus criou são únicos, porque não existem cópias no Reino de Deus. Sem dúvida alguma, nós, seres humanos, trazemos em nossas entranhas a unicidade do nosso criador e é isto que nos faz ser suas imagens e semelhanças autênticas. Diante de Deus ninguém pode se gloriar, mas podemos reconhecer a glória de Deus que se manifesta em seus filhos e filhas pela prática das virtudes eternas.

Assim sendo, quando honramos a Virgem Mãe de Jesus, reconhecemos nela a perfeição das graças que Deus lhe prodigalizou. Vejamos os exemplos a seguir: sua perfeita obediência para com o Criador ao aceitar ser a Mãe do Verbo Encarnado (cf. Lc 1,38); a perfeita sintonia com seu Filho amado na antecipação de sua hora no milagre das bodas (cf. Jo 2,3-5); a perfeita oferta que fez do seu Filho no patíbulo da cruz quando recebeu dele a maior de todas a graças, ser a mãe da Nova Criação (cf. Jo 19,25-27); e a perfeita sintonia com o Espírito Santo quando de sua vinda, conforme a promessa de Jesus, sobre toda a Igreja (cf. At 1,6-8.12-14). Por tudo isso, ó Virgem Santíssima, recebe a nossa honra e o nosso louvor “porque o Senhor fez em ti maravilhas, Santo é o Seu Nome”. “Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria”; mãe nossa, senhora nossa! Amém!

Vaso insigne de devoção


A verdadeira devoção tem como marca principal, a comunhão de coração, a participação no Plano Salvífico de nossa redenção, a vida vivida em permanente estado de graça, ou seja, totalmente conduzida pelo Espírito Santo de Deus. Então, quem é o verdadeiro devoto, devota? É alguém que ama a Deus profundamente, alguém que lhe obedece fielmente e se dedica a Ele de todo coração, e por isso, se põe ao Seu serviço, procurando viver em tudo Sua Santa Vontade.

Neste sentido, a Mãe de Deus e nossa Mãe, pela graça santificante do Senhor fez valer, por sua devoção ao Pai Celeste e ao Seu Filho amado, as palavras que Ele mesmo dissera: “Sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito.” (Mt 5,48). Portanto, admiramos a Santa Mãe do Senhor por sua devoção e total consagração ao Pai celestial e ao seu Filho, Jesus Cristo; procuremos, pois, imitá-la em sua santa devoção; porque nela são notáveis todas as qualidades divinas com as quais o Espírito Santo a cumulou e quer nos cumular também. Ó Maria, vaso insigne de devoção, rogai por nós!

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

CRÔNICAS DE MINHA ALMA: PAZ NA DOR, ALEGRIA DA PRESENÇA DIVINA...



CRÔNICAS DE MINHA ALMA: PAZ NA DOR, ALEGRIA DA PRESENÇA DIVINA...


A dor nunca foi bem aceita pela humanidade ou quem sabe, não foi ainda bem trabalhada pela grande maioria de nós; porque normalmente a dor é sinônimo de sofrimento e a nossa humanidade não aceita o sofrimento enquanto tal, pois está acostumada com o bem estar do prazer, uma vez que este traz certa satisfação instintiva que experimentamos na própria pele, isto é, fisicamente, emocionalmente, sentimentalmente e até espiritualmente; enquanto que dor e sofrimento são sinônimos de insatisfação ou incomodo, e as encaramos mais como uma espécie de punição ou castigo do que qualquer outra coisa que possamos imaginar.

De fato, ninguém neste mundo deixa de ter a experiência da dor e do sofrimento, isto porque a vida humana não consiste somente no bem estar, tão almejado por todos, mas nem sempre assimilado na mesma proporção; uma vez que a dor e o sofrimento, são causados por certas decisões que tomamos; e com isto, experimentamos as dores desta vida que poderão ser boas, quando as convertemos para um bem maior; ou péssimas, quando as tornamos tormentos torturantes e permanentes, que são as dores da alma, cicatrizes psíquicas difíceis de serem apagadas.

Pois bem, eis que estou no momento passando por dores físicas paralisantes devido a um acidente automobilístico que sofri, por conta da terrível imprudência de um motorista que invadiu a contra mão, fazendo um retorno proibido, levando-me a colidir de frente com a caminhonete que ele estava dirigindo. O motorista da caminhonete e sua acompanhante nada sofreram, graças a Deus; sofreram apenas danos materiais, nada que o seguro não repare. Quanto à mim, fui hospitalizado com fortes dores no peito, na coluna cervical e nas costelas devido à forte batida, pois que acionei os freios, mas não foi suficiente para evitar a colisão.

Não sei qual experiência fez o motorista que causou o acidente; mas, de minha parte tive uma profunda experiência da presença divina que me fez viver aquele momento como um momento sublime de fé, como algo único, de tal forma que estou extasiado até agora, com a confiança inabalável que me foi dada naquele instante e que me fez sentir o quanto Deus me ama e que Ele está no comando de todas as coisas, e que vela pelo caminho de seus filhos e filhas. (cf. Sl 1,6).

Descreverei agora a sensação que tive no momento da colisão. A princípio senti uma profunda paz e a presença de Deus me protegendo de tal forma que não senti medo algum; pelo contrário, senti uma alegria muito grande, incomum e diferente de todas as alegrias que já havia sentido, pois era como se eu estivesse no céu, por isso, não queria sair mais dali, fiquei em silêncio com os olhos fechados e com uma sensação maravilhosa de aconchego e proteção, algo indescritível, somente experimentado por quem faz pela experiência da morte conforme a vontade de Deus. Vivendo o que vivi, entendi na prática a passagem bíblica do Evangelho de São João onde Jesus nos revela como será nossa páscoa: “Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais.” (Jo 14,1-3). Assim, pude entender como a morte foi vencida por Cristo nosso Senhor, e como é maravilhosa a nossa partida para os braços de Deus, nosso Pai Eterno, ou seja, sem dor ou sofrimento algum, mas serena, cheia de paz e alegria, próprias dos que foram redimidos.

Sem dúvida alguma, a nossa fé católica é maravilhosamente prática, pois experimentamos imediatamente os efeitos dela naquilo que estamos vivendo como vontade de Deus em nossa vida. É justamente o que nos ensina São Paulo na carta aos Romanos: “Aliás, sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios.” (Rm 8,28). São Tiago também nos ensina que precisamos viver tudo o que vivemos como uma experiência de fé para a nossa santificação, por isso, escreveu: “Considerai que é suma alegria, meus irmãos, quando passais por diversas provações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Mas é preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma.” (Tg 1,3-4).

Portanto, agradeço ao Senhor pelo que vivi e quero avivar ainda mais minha fé e meu amor ao Senhor, me consagrando mais do que já sou consagrado a Ele, que me deu a vida e a está conduzindo, segundo o seus desígnios, para a terra prometida onde os seus filhos e filhas, gozarão a felicidade eterna que lhes está reservada como herança santa. Por isso, convido a todos os batizados que não vivem a fé e aos não batizados, ao arrependimento e à confissão sacramental de seus pecados, a fim receberem o perdão e absolvição dos mesmos e poderem viver sob a chama ardente da misericórdia de nosso divino Salvador e Redentor, Jesus Cristo. Peço ainda a intercessão, da Virgem santíssima, mãe de Jesus e nossa mãe, para que nos acompanhe sempre nessa nossa caminhada decisiva até o Reino dos Céus, onde Cristo está sentado à direita de Deus Pai com o Espírito Santo, e de onde há de vir em sua glória para julgar os vivos e o Seu não terá fim. Amém! Vem, Senhor Jesus, vem!

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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A virtude da Ciência - Virtudes Franciscanas / Frei Vitório Mazzuco Filho, OFM

História das Clarissas Franciscanas Missionárias do Santíssimo Sacramento no Brasil

Missão no Brasil das Clarissas Franciscanas Missionárias do Santíssimo Sacramento / Carmem Rodrigues. -- Belo Horizonte : Telecart, 2003.
Disponível em

sábado, 8 de setembro de 2012

E TUDO ISTO ESTÁ NO MAIS ÍNTIMO DE NÓS...



E TUDO ISTO ESTÁ NO MAIS ÍNTIMO DE NÓS...


Porque Deus é o Supremo Bem, existimos...
E tudo o que necessitamos para vida existe ainda, porque Deus nos ama...
Mesmo a despeito dos que o negam e querem destruir tudo...
Porque Deus é Amor, o mal não tem valor algum...
Mas infelizmente os homens insistem em cultivar a maldade...
Mesmo conhecendo na própria carne seus resultados nefastos...

O que dizer Senhor, de tamanha perversidade?
Creio que só há uma resposta convincente...
Amar-te sempre, amar-te infinitamente...
Porque se não fosse o teu amor,
nada existiria, absolutamente nada...
Todavia, ai daqueles que recusam teu amor...
Ai daqueles que semeiam a dor, a injustiça e a perversão...
Esses só terão o que semearam aqui, por toda a eternidade...
Por recusarem a verdade com suas mentiras, mesmo estando diante dela...

Senhor, que posso eu em minha finitude?
Porque são milhares e milhões de homens agindo contrariamente à tua vontade...
Como se eles tivessem por si mesmos o poder e o governo de todas as coisas criadas...
Quando na verdade aqui estão, só para definir o que serão por toda eternidade...
Porque nossas ações nada mais são do que a revelação de nossas escolhas e decisões, seja para o bem, seja para o mal...

Por isso, afirmo Senhor, sem medo algum de errar,
que não tenho poder, a não ser o poder de decidir o próprio devir...
Mas, à medida que decido por tua vontade...
Na verdade, posso tudo o que Tu podes,
porque dependo cem por cento de Ti...
Assim, já não sou eu que vivo, és Tu que vives em mim...
E a vida que vivo na carne, eu a vivo por amor de Teu Filho, Jesus...
Que por todos morreu na cruz para nos salvar...
Mesmo assim os homens não querem acreditar...
Porque se acreditassem tudo mudaria,
haveria uma verdadeira revolução do amor...
Todos se amariam e se reconheceriam como teus filhos e filhas...
E se nos tornaríamos herdeiros eternos da felicidade e da paz que nos dás...

Em meio a tudo isso, Senhor, dá pra se prever o destino eterno que estamos tomando...
Porque haverá um dia em que ouviremos de tua justiça...
A sentença bendita ou maldita do juízo final...
Bem-aventurados os que te glorificaram pela obediência e pelo amor...
Estes gozarão por toda a eternidade a felicidade que mereceram...
Ao contrário, malditos serão todos os que te negaram pelas maldades que praticaram...
Todos que se enredaram pela vereda da mentira, corrupção, depravação, homicídios, malefícios, impurezas, idolatria, perdição...
Estes terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte...
Porque decidiram por tal viver...

Por isso, cada um se examine a si mesmo,
E procure corrigir e o que precisa de mudança...
Para assim poder alcançar as bem-aventuranças...
Compostas pela lembrança das virtudes praticadas...
Fé, esperança, caridade, desapego material...
Justiça, mansidão, fidelidade, paz...
Misericórdia, pureza de coração, santidade...
Sem as quais jamais veremos a Deus...
E tudo isto está no mais íntimo de nós...
Porque Deus nos criou para vivermos unicamente do seu amor...
Unicamente para amá-lo e adorá-lo pelos tempos infinitos...
No seu Reino bendito, morada eterna da paz...
Amém!

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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