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sábado, 11 de setembro de 2021

OS FRUTOS REVELAM QUEM SOMOS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 6,43-49)(11/09/21)


Caríssimos, estamos no tempo das distrações que tenta tirar de nós a atenção das coisas que diz respeito à nossa fé e a Deus, nos afastando da oração, da piedade, da prática da Palavra e das virtudes eternas, levando-nos a perder tempo com tudo o que é fútil e nada aproveitável ao nosso estado de graça, de forma que facilmente caímos no esgotamento espiritual e no desânimo.


No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina a fazer uma leitura desta nossa realidade tecnológica onde o celular tenta tomar todo o nosso tempo como se um deus fosse, por meio, das redes sociais, jogos eletrônicos, sites ideológicos, formadores de opiniões, infueciadores e tantas outras modalidades difícil até de enumerar. De modo que, não se pode pensar a vida hoje sem o famigerado celular com seus apretechos e suas "facilidades". 


Ora, por tudo isso, eis o que diz o Senhor: "O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio. Por que me chamais: ‘Senhor! Senhor!’, mas não fazeis o que eu digo?" (Lc 6,45-46). Ou seja, diante dessas palavras, quem somos?


De fato, pelo o que acabamos de escutar do Senhor, dificilmente encontramos no mundo de hoje aqueles lhe dão tempo, e por isso, os testemunhos autênticos da sua presença são tão escassos, diria até que são raros em comparação com aqueles que buscam agradar ao mundo procurando fama, poder e prazer, ao invés de agradar ao Senhor que nos dá a vida eterna como nos ensinou são Paulo na primeira leitura.


Comentando esse Evangelho disse, o Papa Francisco: "Existem cristãos só de aparência, que se pintam de cristãos e na hora da prova só mostram a maquiagem. Eis a tentação da maquiagem. Não basta dizer "Senhor, eu sou cristão" para o ser verdadeiramente. Ele diz: não é suficiente repetir "Senhor, Senhor!" para entrar no Reino. É preciso cumprir a vontade do Pai e praticar a Palavra. Eis a diferença entre o cristão de vida e o de aparência." (Papa Francisco, 04/12/14).


Portanto, caríssimos, com base no que nos ensinou o Senhor Jesus, são pelos frutos que damos que todos conhecerão que vivemos em comunhão com Ele ou não. De uma coisa fiquemos certos, a fé autêntica revela quem realmente se deixa conduzir pelo Espírito Santo, porque estes dão frutos da vida eterna que o revela.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

AMAI OS VOSSOS INIMIGOS, REZAI POR ELES...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Lc 6,27-38)(09/09/21)


Caríssimos, vivemos num mundo dominado pela violência e pelas fobias, ou seja, num mundo sem paz, porque os pecados da ganância, da corrupção, das ideologias, das seitas e falsas religiões se apossou dos corações e não há como combater isso senão por uma verdadeira conversão e adesão de todo coração ao Senhor Jesus, caso contrário, não há salvação nem paz alguma, porque, como nos ensinou são Paulo, só existe liberdade no coração repleto do Espírito Santo de Deus (cf. 2Cor 3,17).


Sempre que os homens se veem como inimigos deixam de amar e passam a carregar o pecado da inimizade na alma e isso ocupa o espaço que era de Deus nela, desse modo, ao invés de levar o Senhor no mais íntimo do coração, levam o veneno da inimizade e a imagem negativa dos inimigos; ora, isso é um grande perigo para a salvação, pois num coração sem Deus, reina somente a discórdia e a infelicidade que ela gera.


No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina a amar e perdoar os inimigos por meio da oração de intercessão, pois é um remédio espiritual poderoso que liberta quem intercede e a quem se dirige a oração. Desse modo, compreendemos que rezar é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos; de igual modo, perdoar é amar, porque é Deus quem perdoa por meio de nós.


Com efeito, uma pessoa que ama nunca faz inimigos e mesmo se sofre por algum motivo qualquer inimizade, procura por meio da oração vivenciar o amor fraterno pela gentilizia e humildade com que os trata, amparada pelas palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, que lhe faz tolerar os perseguidores rezando por eles. Por isso, nunca se deixa abater pelos insultos, agressividade ou as injustiças sofridas.


Portanto, caríssimos, sigamos de coração esta exortação de são Paulo: "Irmãos, vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos. Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também." (Col 3,12-13).


Destarte, peçamos ao Senhor Jesus um coração manso e humilde como o seu para nele carregamos somente a vontade do Pai que nos ilumina com a luz do Espírito Santo, e nos faz viver em paz mesmo em meio às tribulações e as tempestades do mar revolto deste mundo.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

O QUE É PERMITIDO NO SÁBADO, FAZER O BEM OU FAZER O MAL?


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 6,6-11)(06/09/21)


Caríssimos, por mais que nos esforçamos ou queiramos que somente o bem aconteça, enquanto aqui estivermos, haverá oposição ao bem que fazemos, mesmo que não nos agrade a mesquinhez dos nossos opositores e suas táticas malvadas; às vezes até mesmo por parte daqueles que dizem acreditar em Jesus e segui-lo.


De fato, a cegueira espiritual consiste em querer impor a própria vontade, mesmo conhecendo a vontade de Deus que é totalmente contrário à de quem assim procede. Com efeito, eis o que disse o Profeta Isaías: "Este povo me honra somente com os lábios; seu coração, porém, está longe de mim. Vão é o culto que me prestam, porque ensinam preceitos que só vêm dos homens".(Is 29,13).


No Evangelho de hoje o Senhor Jesus curou um homem que tinha uma mão seca mesmo enfrentando a ferrenha oposição dos escribas e fariseus que logo tramaram de como tirar-lhe a vida. No entanto, o Senhor pacientemente lhes fala à consciência para despertar-lhes o bom senso e a verdadeira fé: “Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” (Lc 6,9).


De certo, diante das palavras e ações do Senhor Jesus é impossível permanecer neutros ou indiferentes, porque Ele age sempre para o nosso bem e salvação de todos, por isso, requer de nós uma clara decisão e a perseverança no seu seguimento para assim nos mantermos em estado de graça e praticarmos o bem que Dele recebemos.


Portanto, caríssimos, os exemplos bíblicos que nos são dados nos ensinam duas atitudes contrárias e que precisamos escolher uma delas; a primeira trata da falsa compreensão de que Deus está somente no céu e por isso, somos nós que decidimos tudo, esquecendo que Ele está presente realmente no meio de nós (cf. Mt 28,20). A segunda trata da verdadeira adesão a Cristo para assim sermos conduzidos pelo Espírito Santo em todos os sentidos de nossa vida.


Destarte, peçamos ao Senhor Jesus a graça para nunca impormos a Ele a nossa vontade, mas querer sempre o que Ele quer para nós, a fim de que a nossa obediência seja perfeita, para que perfeito seja também o nosso amor.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 5 de setembro de 2021

HOMILIA DO XXIIIDOM DO TEMPO COMUM...

Homilia do XXIIIDom do Tempo Comum (Mc 7,31-37)(05/09/21)


Caríssimos, um coração vazio da presença divina tende a pensar e agir como se Deus não existisse, e como se a vida não tivesse sentido algum, por isso, tende também a julgar tudo e todos com o rigor e a negatividade do próprio vazio, cultivando com isso a indiferença e a incredulidade que o leva à uma profunda angústia e a sucessivas crises existenciais, e por fim, à depressão e ao estado mórbido de alma.


Daí percebemos o quanto precisamos cultivar a fé no nosso relacionamento com Deus, com o próximo e com nós mesmos, pois a fé é a força divina que preenche as nossas almas e nos leva a alcançar todas as graças e bênçãos, para assim amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como nós mesmos. 


De fato, a fé amparada pela oração é o encontro que fazemos com o Senhor na intimidade de nossas almas num diálogo amoroso e numa escuta sincera com o intuito da obediência perfeita. Ora, desse encontro nasce a disciplina e o exercício espiritual que nos leva à prática das virtudes eternas tão necessárias para sermos santos como Deus é Santo.


A liturgia de hoje trata do silêncio do coração no nosso encontro com Deus pela oração. De fato, num mundo tão barulhento como o nosso falar do silêncio interior, mais parece falar sem sermos ouvidos, pois, quem realmente para, nem que seja um instante, para escutar o Senhor? No entanto, o essencial para o bem viver só é possível à medida que escutamos Cristo como aquele que preenche totalmente a nossa vida.


No Evangelho de hoje o Senhor Jesus realiza a cura de um surdo mudo, nos ensinando que precisamos ser curados da surdez do coração e da mudez das santas palavras, visto que nesse nosso mundo tecnológico, escuta-se pouco ou quase nada a verdade por Ele anunciada; ao contrário, divulga-se muito com palavras e imagens as mentiras que o inimigo sugere as quais chamamos de Fake News.


Portanto, caríssimos, no nosso encontro com o Senhor Jesus, por meio da oração, da meditação da Palavra e da Eucaristia, precisamos realmente aprender a ouvi-lo mais, falar menos e pormos em prática as suas divinas inspirações que nos transforma em pessoas serenas, portadoras da verdade por Ele anunciada que pode salvar todas as almas que o escutarem pelo o nosso testemunho.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.
 

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

JESUS E A PRÁTICA PENITENCIAL...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Lc 5,33-39)(03/09/21)


Caríssimos, a nossa vida é cheia de oportunidades para vivenciarmos a caridade de Cristo sempre que nos deixamos conduzir por Ele, e isso não é somente uma regra de conduta, mas também um exercício espiritual que faz bem às nossas almas, porque são sinais da presença do Senhor em todo o nosso modo de ser e estar no mundo. Aliás, o nosso viver de cada dia, é um reflexo do nosso viver eterno. 


De fato, de nada adiante professar a fé sendo intransigente e inoportuno, querendo impo-la aos outros, pois, como nos ensinou o Senhor: "Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha." (Lc 5,36). Ou seja, os exemplos falam mais alto do que as palavras. 


De certo, quem não se exercita na prática do amor fraterno, por meio das obras de misericórdia, de cordialidade e gentileza para com os demais, torna-se intransigente, cheio preconceitos advindos dos falsos juízos, ocupando-se mais com o proceder alheio do que em dar bons exemplos à serem seguidos; de modo que, podem até fazer exercícios penitenciais como jejuns e longas orações, mas ficam sem frutos, por falta de caridade, e do amor fraterno.


São João Cassiano, fundador do Mosteiro de Marselha, narrou uma experiência que teve ao visitar os monges da Palestina: "Tínhamos deixado a Síria e aproximávamo-nos da província do Egito, desejosos de aprender os princípios dos monges antigos, espantados com a grande cordialidade com que éramos recebidos. Contrariamente ao que nos tinham ensinado nos mosteiros da Palestina, ali não se observava a regra de se esperar o momento fixado para as refeições, mas, exceto à quarta e à sexta-feira, onde quer que fôssemos, quebravam o jejum.


Um dos anciãos a quem perguntámos porque era que, entre eles, se omitiam frequentemente os jejuns quotidianos, respondeu-nos: «O jejum está sempre comigo, mas a vós, de quem vou despedir-me em breve, não poderei guardar-vos sempre comigo. E o jejum, embora útil e necessário, é um presente voluntário, ao passo que as obras de caridade são uma exigência absoluta do preceito. 


É por isso que, acolhendo em vós a Cristo, eu restabeleço os alimentos; depois de me ter despedido de vós, poderei compensar em mim, através de um jejum mais estrito, a cortesia que tive convosco em atenção a Cristo. Na verdade, os companheiros do noivo não podem jejuar enquanto o noivo está com eles; fá-lo-ão quando ele partir».


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

A PESCA MILAGROSA...

 


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA
(Lc 5,1-11)(02/09/21)

Caríssimos, por nós mesmos somos pó, cinza e nada mais; todavia, digamos a exemplo de são Paulo: "Sei viver na penúria, e sei também viver na abundância. Estou acostumado a todas as vicissitudes: a ter fartura e a passar fome, a ter abundância e a padecer necessidade. Tudo posso naquele que me conforta." (Fil 4,12-13).

Com efeito, na primeira leitura são Paulo em muito nos anima com a seguinte exortação: "Com alegria, dai graças ao Pai, que vos tornou capazes de participar da luz, que é a herança dos santos. Ele nos libertou do poder das trevas e nos recebeu no reino de seu Filho amado, por quem temos a redenção, o perdão dos pecados." (Col 1,12-14).

De fato, essas palavras nos enchem de esperança, nós que vivemos na região da morte; elas nos dão a certeza que fomos criados para a vida eterna, não obstante todos as nossas misérias. De certo, cabe a nós nunca desanimar mesmo quando nos sentimos impotentes diante das tentações e adversidades, pois, Deus é fiel e jamais nos abandona, porque sabe que sem Ele nada podemos.

No Evangelho de hoje o Senhor Jesus dá uma simples demonstração do seu infinito poder por meio da pesca milagrosa de tal forma que Pedro profundamente espantado, "atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” Em resposta Jesus lhe disse: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”.

Portanto, caríssimos, fiquemos atentos, porque Deus age sempre por sua Divina Providência, nos dando as graças necessárias para empreendermos uma vida de penitência e conversão em busca da santidade que Ele nos concede quando temos a mesma atitude dos discípulos que deixaram tudo, isto é, os próprios interesses, para, a convite do Senhor Jesus, serem pescadores de homens.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

A PRESENÇA LIBERTADORA DE JESUS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA

(Lc 4,38-44)(01/09/21)


Caríssimos, a fé é o dom do Espírito Santo que nos faz experimentar as graças que Deus nos prodigaliza sempre que o buscamos para que se realize somente a Sua Santa Vontade em todo o nosso viver, e isso se dá mediante o nosso encontro com o Senhor Jesus, como vemos nesta liturgia de hoje. 


De fato, alguns detalhes nos chamam atenção já na primeira leitura na qual são Paulo diz aos Colosensses: "Damos graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, sempre rezando por vós, pois ouvimos acerca da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que mostrais para com todos os santos, animados pela esperança na posse do céu." (Col 1,3-5).


Em outras palavras, Paulo e Timóteo intercedem pelos Colosensses para que cresçam ainda mais na fé, no amor fraterno e na esperança do céu, pois, estes são os motivos que os levam à perseverança na prática do bem que vem de Deus e que os faz viver na sua presença em santidade e justiça como convém aos que seguem nosso Senhor Jesus Cristo.


No Evangelho de hoje o Senhor Jesus, pela intercessão dos Apóstolos, cura a sogra de Pedro, que logo se põe a servi-los, nos mostrando que o sentido da presença libertadora de Jesus é o serviço a todos por amor a Ele, bem como nos ensinou: "Porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em redenção por muitos." (Mc 10,45).


Em seguida, narra o evangelista: "Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus punha as mãos em cada um deles e os curava. De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias."


Portanto, caríssimos, a presença do Senhor Jesus é tão maravilhosa que arrebatava os corações, como o fez com aquele povo que o esperou a noite toda para te-lo com eles: "Ao raiar do dia, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo de as deixar." Que assim também seja o desejo do nosso coração, ter sempre o Senhor Jesus conosco.


Paz e Bem!


Frei Fernando Maria OFMConv.

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