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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Clara e Francisco [2007]


Sinopse: Este filme é uma superprodução que traz a história dos jovens: Francisco, filho de um rico comerciante de tecidos, com a ambição de se tornar um fidalgo cavaleiro de Assis; Clara, de linhagem nobre, prometida em casamento ao jovem Ranieri di Bernardo. Chamados por Deus a viver a perfeição do Evangelho, Clara e Francisco trocaram o conforto da família para viver a corajosa opção de seguir Jesus na mais absoluta e total pobreza. De sua resposta generosa, teve início na Igreja a grande Família Franciscana, com sua mensagem de paz e de amor, hoje espalhada no mundo inteiro. Clara e Francisco é um filme de grande valor pela veracidade histórica, originalidade e beleza das imagens e perfeição com que foi realizado. Vale a pena assistí-lo.
Servidor: Megaupload
Duração: 200 min
Formato: rmvbAssista no YouTube
Tamanho: 574 mb
Linguagem: Italiano/Legendado pt-br

Ou
Opção 2 (Link Direto)
Tamanho: 1,17gb
Formato: mov
Parte 1
Ou
Opção 3 (Torrent)
Tamanho: 4,7gb

Extraído de http://www.filmesreligiosos.com/2009/04/clara-e-francisco-2007.html

Fórum Franciscano "Fraternidade e Meio Ambiente"

Deu no Blog OFS - Região Sudeste 2 (RJ/ES):


Objetivo: Promover uma reflexão e conscientização sobre as questões ambientais que constituem o carisma franciscano.

Público: Todos os interessados no cuidado com a vida em todas as suas formas.

É com grande carinho que o Regional Sudeste II (Rio de Janeiro e Espírito Santo) da Ordem Franciscana Secular do Brasil, vem convidar a todos os irmãos a participarem do nosso primeiro Fórum Franciscano de Meio Ambiente.

· Tema: Fraternidade Universal e Meio Ambiente
· Encontro: 06 de junho de 2009 das 8h30 às 14h
· Local: Auditório Del Castillo – RDC (PUC-RIO)
Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea

As inscrições deverão ser efetuadas pelo email forumfranciscano@gmail.com ou pelo telefone (21)2240-4565 e o custo da inscrição será R$ 4,00 (quatro reais) que solicitamos sejam depositados no Banco Bradesco - Agência 3176-3 - C/C: 409.468-9 (Por gentileza identificar o depósito). O auditório onde realizaremos nosso Fórum tem a capacidade para 150 pessoas, por isso a necessidade de fazer inscrições.

O Fórum é aberto a todos as pessoas interessadas no cuidado com a vida em todas as suas formas, podendo ser utilizado pela fraternidade como meio vocacional.

Solicitamos que antecipem a chegada para que possam aproveitar de todos os momentos preparados.

Helio da Costa Gouvêa
Ministro Regional
PROGRAMAÇÃO

MESA REDONDA

Palestrantes:
Eloísa da Silva Ribeiro - Meteorologista
Tema: Mudanças Climáticas.

Frei Ludovico Garmus - Teólogo:
Tema: Aspectos Bíblicos da Ecologia.

Sueli Caldas Magalhães - Bióloga
Tema: Uso Racional da água.

08h00 – Chegada
09h00 - ABERTURA: Ministro da Ordem Franciscana Secular - Regional Sudete 2 (RJ/ES)
09h15 – 10h00 – Palestra – Professora Eloisa da Silva Ribeiro
10h00 – 10h45 – Palestra – Frei Ludovico Garmus
10h45 – 11h30 – Palestra – Bióloga Sueli Caldas Magalhães
11h30 – 12h15 – Debate
12h15 – Almoço (Fora do Campus)
13h15 – Reflexão
14h00 – Encerramento: Coral UNIRIO


Extraído de http://ofssudeste2.blogspot.com/2009/05/forum-franciscano-fraternidade-e-meio.html aceso em 6 maio 2009.

Foto: Uma donzelinha da espécie Calopteryx virgo / Nicolas Sanchez. 2008. Disponível em http://commons.wikimedia.org/wiki/File:ColapteryxVirgo.jpg acesso em 6 maio 2009.

Beato Bartolomeu de Montepulciano : 6 maio

Ou Beato Bartolomeu Pucci-Franceschi.
Sacerdote da Primeira Ordem (+1330). Aprovou seu culto Leão XIII em 24 de junho de 1880.

Bartolomeu Pucci-Franceschi nasceu em Montepulciano, filho de Puccio di Francesco, nomes que se uniram para formar o sobrenome familiar.

Em sua juventude casou-se com Milla, filha do capitão Tomás de Pécora, com quem teve quatro filhos. Em 1290, quando ele tinha 45 anos de idade, decidiu ingressar Na Ordem dos Frades Menores, do convento de São Francisco de Montepulciano, apesar de ter passado da idade. As crônicas exaltam sua memorável renúncia da família e de seu rico patrimônio, sua caridade para com os pobres nos tempos de carestia e os vários milagres.

O Senhor o inspirou a consagrar-se a seu serviço e, ele, dócil ao divino chamado, proveu o necessário para seus filhos e com o consentimento de sua mulher se fez irmão religioso.

Na vida de convento chegou a ser modelo de perfeição. Durante a oração continuamente era arrebatado em êxtase, seu rosto se tornava radiante como uma luz celestial, sua alma incendiava em um fogo divino. Considerava-se tão pequeno e pobre que não se atrevia a ser sacerdote, mesmo que os superiores o impusessem. Depois de um tempo de estudos filosóficos e teológicos recebeu as ordens sacerdotais. De imediato se entregou humilde e devotamente ao sagrado ministério com fervor e santa vida. Também era tanta sua humildade, que havia desejado viver ignorado de todos. Seu amor pelo próximo e especialmente pelos mais pobres e desprezados era grandíssimo. Por suas orações contínuas Deus multiplicou o alimento para sua comunidade em favor dos necessitados.

Frequentes aparições da Santíssima Virgem, dos Anjos e dos Santos o enchiam de tanta alegria que parecia estar já no paraíso. Foi para toda a comunidade modelo de observância exata da Regra de São Francisco, do espírito de pobreza, de castidade e de penitência, com as quais foi martirizado seu corpo.

Bartolomeu dormiu serenamente na paz dos justos a 06 de maio de 1330. Foi sepultado na igreja de São Francisco, onde permaneceu até 1930. Depois foi trasladado para igreja de Santo Agostinho.

Um catálogo de 1538 recorda que suas relíquias permaneciam em uma urna de nogueira. Esta ficava exposta para a pública veneração dos fiéis e cerrada com duas chaves, das quais uma era guardada pelo superior do convento e a outra era confiada aos descendentes da família do Beato.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Evangelhos Sinóticos

     [...]

O problema sinótico coloca-se, portanto, para o período que se estende entre a composição dos primeiros evangelhos por Mateus, Marcos e Lucas, e a forma em que agora os conhecemos, a qual, para o essencial, poderia remontar ao primeiro início do séc. II. Como explicar ao mesmo tempo as semelhanças e as divergências que existem entre os três evangelhos sinóticos tais como hoje os conhecemos? Este problema suscitou muitas controvérsias há dois séculos, e aqui não é o caso de entrar em minúcias demasiadamente técnicas. Indiquemos simplesmente as tendências. Indiquemos simplesmente as tendências gerais da exegese moderna. A teoria mais satisfatória é a das Duas Fontes. Elaborada pela metade do século XIX, ela é aceita hoje com mais ou menos convicção pela grande maioria dos exegetas, tanto católicos como protestantes. Uma das duas fontes em questão seria Mc (tradição tríplice). Porém MT e Lc oferecem também numerosas seções, especialmente palavras de cristo (como o sermão inaugural de Jesus), desconhecidas de Mc (dupla tradição). Como, segundo a teoria das Duas Fontes, estes dois evangelhos são independentes um do outro, seria necessário admitir que eles tenham bebido em outra fonte que se costuma chamar Q (inicial do termo alemão Quelle, fonte). Quanto às seções próprias, seja de Mt, seja de Lc, elas proviriam de fontes secundárias conhecidas por esses dois evangelhos.


Apresentada sob esta forma, a teoria das Duas Fontes expõe-se a uma séria objeção. Mesmo nas seções que provêm da tradição tríplice, Mt e Lc oferecem entre si numerosas concordâncias contra Mc, positivas ou negativas, mais ou menos importantes. Se é fato que certo número dessas concordâncias podem se explicar como reações naturais de Mt o de Lc esforçando-se por melhorar o texto um pouco infeliz de Mc, resta certo número delas que é difícil explicar. Alguns exegetas aperfeiçoaram então a teoria, supondo que Mt e Lc dependeriam, não do Mc tal qual chegou até nós, mas de uma forma anterior (proto-Mc), ligeiramente diferente do Mc atual. Apesar deste último ponto, é certo que a teoria das Duas Fontes, relativamente simples, permite justificar grande número de fatos sinóticos. Por outro, ela está em parte de acordo com o dado tradicional herdado de Pápias: a prioridade é dada a Marcos. Os relatos deste evangelho, vivo e rico em minúcias concretas, poderiam muito bem ser eco da pregação de Pedro. Alguns chegaram até a propor a identificação da fonte Q (coletânea, sobretudo, de palavrasde Jesus) com o Mt, cujos oráculos do Senhor, Pápias diz que Mateus colocou em ordem. Todavia, Pápias emprega a mesma expressão para designar o evangelho de Mc (ver também o título de sua obra) e nada permite pensar que o Mt do qual ele fala só teria contido logia. Permanece verdadeiro que a existência de uma coletânea de palavras de Jesus, servindo às necessidades da catequese, é muito verossímil; o evangelho - não canônico- de Tomé seria um bom exemplo disso.


Há alguns decênios, alguns exegetas, sobretudo na Inglaterra e Estados Unidos, quiseram retomar uma teoria proposta há pouco mais de dois séculos por Griesbach e que teria a vantagem, na opinião deles, de evitar o recurso a uma fonte hipotética como a Q. Ela se apóia sobre a tradição dos Anciãos noticiada por Clemente de Alexandria: o evangelho primeiro seria o de Mt, Lc dependeria de Mt, e Mc, vindo por último, dependeria tanto de Mt como de Lc, os quais ele teria simplificado. É fato que Mc parece freqüentemente ter fundido os textos paralelos de Mt e de Lc - fato que a teoria das Duas Fontes tem dificuldade para justificar. Mas o que se fez do dado tradicional - Pápias e Clemente - de Marcos escrevendo a pregação de Pedro? E como supor que Marcos teria deliberadamente omitido os evangelhos da infância como também a maioria das palavras do Senhor, particularmente a quase totalidade do discurso inaugural de Jesus?


Outros exegetas, por fim, permanecem persuadidos de que a teoria das Duas Fontes, apesar de suas vantagens, é demasiadamente simples para poder explicar a totalidade dos fatos sinóticos. Sem dúvida Mc aparece freqüentemente mais primitivo que Mt e Lc, mas o inverso é igualmente verdadeiro: acontece que ele apresenta traços tardios, tais como paulinismos ou ainda adaptações para os leitores do mundo greco-romano, enquanto Mt ou Lc, mesmo nos textos da tradição tríplice, conservam pormenores arcaicos, de expressão semítica ou de ambiência palestina. Apresenta-se então a hipótese de que seria preciso considerar as relações entre os sinóticos, não mais em nível dos evangelhos tais como os possuímos agora, mas em nível de redações mais antigas que se poderiam chamar de pré-Mt, pré-Lc, e até de pré-Mc, visto que todos esses documentos intermediários poderiam, por outro lado, depender de uma fonte comum que não seria outra que o Mt escrito em aramaico, depois traduzido para o grego de diferentes modos, de que falava Pápias. De onde a possibilidade de considerar inter-reações entre as diversas tradições evangélicas mais complexas, mas também mais flexíveis, que poderiam melhor explicar todos os fatos sinóticos. Esta hipótese levaria em conta também um fato notado desde o fim do século XIX: certos autores antigos, o apologista Justino em particular e outros depois dele, citam os evangelhos de Mt e de Lc sob uma forma um pouco diferente daquela que conhecemos e, por vezes, mais arcaica. Não teriam eles conhecido esses pré-Mt e pré-Lc mencionados acima? Estudos precisos mostraram igualmente que Lc e Jo oferecem entre si contatos muito estreitos, sobretudo – mas não exclusivamente – no que se refere aos relatos da paixão e da ressurreição, que poderiam ser explicados pela utilização de uma fonte comum ignorada por Mc e Mt.


É muito difícil precisar a data da redação dos sinóticos, e esta datação dependerá forçosamente da idéia que se tem do problema sinótico. Na hipótese da teoria das Duas Fontes, colocar-se-á a composição de Mc um pouco antes – Clemente de Alexandria – ou um pouco depois – Irineu – da morte de Pedro, portanto, entre 64 e 70, não depois desta data, pois ele não parece supor que a ruína de Jerusalém já tenha sido consumada. As obras de Mt grego e de Lc seriam posteriores a ele, por hipótese; isto seria confirmado pelo fato de que, com toda probabilidade, Mt grego e Lc supõem que a ruína de Jerusalém é fato realizado (Mt 22,7; Lc 19, 42-44; 21, 20-24). Deveríamos então datá-los entre 75 e 90. Mas é preciso reconhecer que este último argumento não é o único. Ao contrário, por que não dizer que Ezequiel teria profetizado a ruína de Jerusalém pelos caldeus depois da tomada desta cidade (comparar Ez 4, 1-2 e Lc 19, 42-44), o que é manifestadamente falso? Para uma datação tardia do Mt grego, seria mais oportuno invocar certas minúcias que denotam uma polêmica contra o judaísmo rabínico originado da assembléia de Jâmnia, que se realizou pelos anos 80. E se admitirmos que os sinóticos fossem compostos por etapas sucessivas, a datação de sua última redação deixa a possibilidade de datas mais antigas para as redações intermediárias, a fortiori para Mt aramaico que estaria na origem da tradição sinótica. 


De qualquer modo, a origem apostólica, direta ou indireta, e a gênese literária dos três sinóticos justificam seu valor histórico, permitindo apreciar como é preciso entendê-lo. Derivados da pregação oral que remontam aos inícios da comunidade primitiva, eles tem na sua base a garantia de testemunhas oculares (Lc 1, 1-2). Seguramente, nem os apóstolos nem os outros pregadores e narradores evangélicos procuraram fazer historia no sentido técnico e atual deste termo. Seu propósito era mais teológico e missionário: falaram para converter e edificar, inculcar e esclarecer a fé, defendê-la contra os adversários (2Tm 3, 16). Mas fizeram isso com o auxílio de testemunhos verídicos, garantidos pelo Espírito (Lc 29, 48-49; At 18; Jo 15, 26-27), exigidos tanto pela probabilidade de sua consciência quanto pela preocupação de não se tornar presa de refutações hostis. Os redatores evangélicos que consignaram e reuniram seus testemunhos fizeram-no com o mesmo cuidado de honesta objetividade que respeita as fontes, como o provam a simplicidade e o arcaísmo de suas composições em que se misturam um pouco às elaborações teológicas posteriores. Em comparação com alguns evangelhos apócrifos que formigam de criações legendárias e inverossímeis, são bem mais sóbrios. Se os três sinóticos não são biografias modernas, oferecem-nos, entretanto, muitas informações históricas a respeito de Jesus e a respeito dos que o seguiram. Pode-se compará-los às Vidas helenísticas populares, por exemplo, as de Plutarco, simpatizando com seu assunto, mas sem apresentar um desenvolvimento psicológico que poderia satisfazer o gosto contemporâneo. Mas há modelos mais próximos no Antigo Testamento, como as histórias de Moisés, de Jeremias, de Elias. Os evangelhos se distinguem dos modelos pagãos por sua ética séria e sua finalidade religiosa, dos modelos veterotestamentários por sua convicção na superioridade messiânica de Jesus. Isso não significa, entretanto, que cada um dos fatos ou dos ditos que eles noticiam possa ser tomado como reprodução rigorosamente exata do que aconteceu na realidade. As leis inevitáveis de todo testemunho humano e de sua transmissão dissuadem de esperar tal exatidão material, e os fatos contribuem para esta precaução, pois vemos o mesmo acontecimento ou a mesma palavra de Cristo transmitida de modo diferente pelos diferentes evangelhos. Isso, que vale para o conteúdo dos diversos episódios, vale com mais forte razão para a ordem segundo a qual eles se encontram organizados entre si. Tal ordem varia segundo os evangelhos, e é o que deveríamos esperar de sua gênese complexa: elementos, transmitidos de início isoladamente, pouco a pouco se amalgamaram e agruparam, se aproximaram ou se dissociaram, por motivos mais lógicos e sistemáticos do que cronológicos. É necessário reconhecer que muitos fatos ou palavrasevangélicas perderam sua ligação primeira com o tempo e o lugar, e freqüentemente erraríamos caso tomássemos literalmente conexões racionais tais como “então”, “em seguida”, “naquele dia”, “naquele tempo”, etc. 


Essas constatações, porém, não acarretam nenhum preconceito no que se refere à autoridade dos livros inspirados. [...] Do ponto de vista puramente histórico, um fato que nos é atestado por tradições diversas e até discordantes reveste, em sua substancia, riqueza e solidez que não poderia lhe dar uma atestação perfeitamente coerente, mas do mesmo teor. Assim, certos ditos de Jesus se encontram duplamente atestados: conforme a tradição tríplice em Mc 8, 34-35/ Mt 16, 24-25/ Lc 9, 23-24, e segundo a dupla tradição em Mt 10, 37-39/Lc14, 25-27. Há aqui uma variação entre formulação negativa e positiva, mas o sentido permanece o mesmo. Podem-se salientar uns trinta casos análogos, o que lhe da um sólido fundamento histórico. O mesmo princípio vale para as ações de Jesus; por exemplo, o relato da multiplicação de pães nos foi transmitido segundo duas tradições diferentes (Mc 6, 35-44 e p.; 8, 1-9 e p.). Não se poderia, portanto, por em dúvida que Jesus tenha curado doentes sob pretexto de que as minúcias de cada relato de cura variam segundo o narrador. Os relatos do processo e da morte de Jesus, como os das aparições do Ressuscitado, são casos mais delicados, mas os mesmos princípios se aplicam para apreciar seu valor histórico.  [...]


Fragmento de texto extraído de INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS SINÓTICOS, da Bíblia de Jerusalém, p. 1692-1694.

Oração é oração

"A ação não é oração,
a luta não é oração,
a oração é oração!
A luta pelo Reino,
a ação evangelicamente honesta,
será vivência da fé
e da caridade pastoral-política,
mas não é oração -
como a doença não se identifica
necessariamente com a pobreza,
porque há ricos doentes...
Trata-se, então,
de viver a oração,
de testemunhá-la,
de ensiná-la.
Exercer sempre em nossa família
e em nossa comunidade -
no meio do triste e querido mundo humano,
mais ou menos distanciado de Deus -
a pastoral da oração.
Todo agente de pastoral
deve ser um agente de oração."


Beato Benvindo de Recanati : 5 maio

Religioso da Primeira Ordem (1200-1289). Concedeu ofício e missa em sua honra o Papa Pio VI em 17 de setembro de 1796.

Benvindo nasceu em Recanati, nas Marcas, em 1200, da família Mareri. Foi religioso na Ordem dos Frades Menores no convento franciscano de sua cidade natal, alcançando a mais alta perfeição na fidelidade absoluta à Regra dada por São Francisco.

Transcorreu a sua vida em humildes trabalhos manuais, sem que jamais o distraíssem da sua constante união com Deus. Realizou o ofício de cozinheiro do convento. Desde o começo de sua vida religiosa aplicou-se com ardor à prática da humildade e da penitência. Na sua fidelidade inviolável ao franciscanismo encontrou o meio para chegar rapidamente ao ápice da perfeição.

A Eucaristia era objeto de sua adoração e de seu amor. A vida oculta de Jesus no tabernáculo era o livro onde o excelente religioso podia aprender o amor ardente a Deus e aos irmãos, o desapego das coisas do mundo, a fidelidade às obrigações de seu estado, o amor ao silêncio, à oração e à vida oculta.

Um dia, depois de haver acendido o fogo na cozinha, feitos os primeiros preparativos para a comida principal, Beato Benvindo se dirige à igreja para participar na santa Eucaristia. A contemplação do divino mistério o leva em êxtase; outras eucaristias são celebradas e ele permanece imóvel durante várias horas. Terminado o êxtase, se lembrou do almoço que devia preparar para seus co-irmãos, saiu rapidamente reprovando seu esquecimento. Grande alegria quando ao chegar encontrou tudo preparado. Deus havia querido assim recompensar a caridade de seu servo fiel. Outro dia, durante um êxtase, o Menino Jesus se colocou em seus braços. Estes carismas divinos inflamaram de ardor seráfico a alma do Beato. Suas conversações eram mais celestiais que terrenas. Aos 89 anos chegou finalmente a morte tão esperada por ele, a que haveria de libertar sua alma dos laços do corpo, permitindo contemplar eternamente a Deus Sumo Bem. Morreu no convento de Recanati no dia 09 de maio de 1289. Graças aos milagres do Beato Benvindo, seu culto se propagou em toda parte.

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