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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

PORQUE DEUS É AMOR




















PORQUE DEUS É AMOR...

A verdadeira arte de viver...
É ser o que Deus quer...
É ser o que Deus É...
AMOR...

Foi o que nos ensinou São João:
“Deus é amor”. (1Jo 4,8.16).
E com isso nos outorgou...
O mais perfeito conceito de Deus...
O real e definitivo sentido de sermos filhos Seus...

Então,
porque Deus é amor...
Nada temos a temer...
Desde que o amemos...
acima de todas as coisas...

Porque Deus é amor...
Seja o que for que aconteça...
Tudo concorre para o bem...
daqueles que o amam...

Porque Deus é amor...
Nenhum ato nosso passa despercebido...
Porque o abrigo de seu aconchego...
nos ajuda a ser amor...

Porque Deus é amor...
Precisamos nos resguardar...
contra as ciladas do mal...
Porque o mal só é mal...
porque deixou de amar...

Porque Deus é amor...
Temos muito a aprender...
E o caminho da cruz...
percorrido com Jesus...
nos ensina a ser amor-doação...
Vida eterna, ressurreição...
Porque Deus é amor...

Por isso,
Nenhum de nós,
deparando-se com a morte,
fique confuso ou com medo dela...
Porque ela agora...
só serve para evidenciar a vitória...
A vitória da Redenção...

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.



segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Newman teve uma influência extraordinária no Concílio Vaticano II

Às 11h da manhã deste domingo, Bento XVI presidiu em Birmingham a beatificação de John Henry Newman. Uma cerimônia especial, por se tratar de uma das personalidades mais relevantes na Inglaterra no século XIX e por causa de sua conversão do anglicanismo ao catolicismo. O agostinho Pedro Langa é um dos que melhor conhece a figura do novo beato. Por ocasião da beatificação, ele publicou pela editora Edibesa uma breve mas valiosa biografia de Newman.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada no sítio Religión Digital, 19-09-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Newman é o maior personagem que o mundo anglo-saxônico teve ao longo do século XIX, a personalidade mais proeminente da Inglaterra vitoriana", assegura Langa, que defende que, do ponto de vista eclesial, "foi o expoente mais importante do anglicanismo até se converter à Igreja Católica, onde depois de muitas vicissitudes chegou a receber o chapéu cardinalício, já nos tempos do Papa Leão XIII".

Sua conversão, motivada pela intenção de unir pontes entre anglicanos e católicos, provocou naquele tempo tensões e incompreensões. "O breve 'Anglicanorum Coetibus' de Bento XVI para facilitar a passagem dos anglicanos para a Igreja Católica, tem muito do pensamento de Newman. Newman, em seu tempo, acreditava que podia facilitar essa passagem estabelecendo por sua conta uma 'via média para a reconciliação. Naturalmente, os anglicanos não o compreenderam". Isso significou uma época de frustração para o personagem, que se retirou com um grupo de incondicionais para Birmingham.

"Aí foi fundado o Tractarianismo, com pequenos artigos chamados 'tracts'. Concretamente, o número 90 provava que havia uma possibilidade de combinar a Igreja Anglicana e a Católica". Ele não foi entendido naquele tempo e se entregou ao estudo de Santo Agostinho, dando-se conta de que "a Igreja dos Padres estava na Igreja Católica. E se converteu".

"Naturalmente – constata Pedro Langa –, essa passagem provocou incompreensão entre os anglicanos e receio entre os católicos, que consideravam-no um homem ficticiamente convertido. Essa conversão produziu uma verdadeira agitação. Até que, definitivamente, um homem como Leão XIII lhe concedeu o chapéu cardinalício em 1879".

Uma personalidade como Newman, de tanta categoria, "teve uma influência extraordinária no Concílio Vaticano II", assegura o especialista, que teve contato com as suas atas. Newman é citado e requerido "por alguns dos grandes teólogos, entre eles o atual Papa, o cardeal Danielou, De Lubac, o padre Congar ou Hans Küng". De fato, o diretor da tese de Ratzinger recomendou-lhe que estudasse Newman.

Newman é um paradigma para enfrentar o debate sobre o ecumenismo? "Entendo que Newman, por tudo o que ele significou em sua vida, já teria um posto merecido dentro da história do ecumenismo", ressalta Langa, que afirma que "Newman foi ecumenista por temperamento e por histórico biográfico. Ele tendia a facilitar el diálogo, a unir... Newman é um eclesiólogo genial. Ele entende a Igreja como comunidade de comunhão. Newman chegou a ser tachado de herege porque queria resgatar a dignidade dos leigos".

O ecumenismo tem futuro? "Sem dúvida – opina o especialista –, porque é uma graça de Deus. Indo para a realidade mais prosaica, diria que o ecumenismo está abrindo diversas fontes. O trabalho do cardeal Kasper conseguiu abrir um caminho de reconciliação entre a Igreja Ortodoxa russa e a Igreja Católica, que, no final do pontificado de João Paulo II, estavam um pouco tensas. Por parte dos anglicanos, as duas famosas comissões mistas trabalharam muito positivamente nesse aspecto. Enfraqueceram-se com a introdução do sacerdócio a mulheres e homossexuais".

Para ler mais:



Extraído de http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=36463 acesso em 20 set. 2010.
Ilustração: Statue of John Henry Newman (Cardinal Newman) at the en:Church of the Immaculate Heart of Mary, en:Brompton Road, London, England. Popularly called Brompton Oratory. Disponível em http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Statue_Cardinal_Newman,_Brompton_Oratory.jpg acesso em 20 set. 2010.

sábado, 18 de setembro de 2010

QUEM VIVER VERÁ


















QUEM VIVER VERÁ

O viver humano com sua liberdade de ser e estar no mundo, perfaz, a partir dos dons recebidos de Deus, uma somatória de sim ou de não desses dons, que culmina, com a morte temporal e o último ato de sua liberdade, na aceitação ou não de Deus por toda a eternidade. Em outras palavras, tudo o que pensamos, sentimos, falamos e vivemos é um sim ou um não que damos a Deus a cada instante de nosso existir. Porque é bem aqui, nesse nosso chão, que definimos como será a nossa eternidade, e nenhum de nós pode ficar fora disso.

Alguém, então, poderá argumentar: ora, por que existo, se somente depois de existir é que entendo isso? É que a vida natural em si e por si mesmo não é; ela só o é em vista do devir a partir dos dons recebidos; todos esses dons são bons e apontam para sua plenitude eterna, porque o que ora em nós é dom humano, com seu cultivo e em sua plenitude será atributo divino; e quem nos capacita para isso é Deus que nos deu o seu Filho Jesus como modelo perfeito a ser seguido; e nos deu também o seu Espírito Santo para vivermos neste mundo como seus filhos e filhas, em total obediência, isto é, em total dependência sua, porque só somos livres de verdade quando agimos a partir da Liberdade Divina.

A falta do cultivo dos dons de Deus é o que chamamos de perversão, perdição, distorção, infelicidade, etc. E tudo isso é traduzido pela palavra pecado. O pecado é uma negação dos dons de Deus em nós e como consequência, negação do próprio Deus. O ser humano em estado de pecado mortal definha para o caos, porque vai perdendo gradativamente o contato com a Fonte Divina que o gerou; e passa a beber da escória do mal, que lhe oferece somente aquilo que lhe entorpece e nunca satisfaz, levando-o para o que há de mais baixo da sua condição, a dependência mortal.

Uma alma impregnada de maldade vive a triste realidade de ser e estar sem Deus, gerando em si um ódio mortal à si mesmo e à tudo o que há de mais sagrado, desde a humana criatura às demais criaturas e ao próprio criador. Mesmo assim, em seu infinito amor, Deus ainda está ali como que tenuemente, num último esforço de salvação, por meio do dom do arrependimento, que é o último dom que o ser humano recebe, como graça capaz de libertá-lo do mal a que se prendeu e voltar para os braços de Deus como o filho pródigo da parábola.

Isto compreendemos ao ouvirmos Jesus no Evangelho de São Lucas: “[O filho mais novo], levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai falou aos servos: Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa. Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa”. “Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”. (Lc 15,20-24.7).

Caríssimos irmãos e irmãs, a vida humana na atual situação em que se encontra está por um fio, mas não somente a vida humana como também toda a natureza que a circunda e de quem, naturalmente, ela depende; de fato, há uma espécie de “mistério da iniquidade” que ao que parece não nos quer deixar viver; e isto fica evidenciado nas mais diversas formas de pecados que se alastra sobre a face da terra. O ser humano não respeita mais nada; parece que perdeu todos os dons que recebeu de Deus e por isso não sabe pra onde ir ou o que fazer para que a vida volte ao seu equilíbrio natural; pode até saber o que fazer, mas o cultivo da maldade é tanta e em tamanha escala que toda e qualquer iniciativa de volta à Deus é interpretada como uma ofensa, capaz das mais terríveis punições, até mesmo da morte.

Realmente, estamos vivendo numa batalha espiritual tremenda e aqueles que querem viver dignamente neste mundo, como Jesus viveu e nos ensinou a viver, de fato, passam por diversas provações, isto porque a verdade, a honestidade, a justiça, o temor e a fé em Deus, parece que ficou no passado e o resultado é tudo isto que está ai: uma sociedade apodrecida, violenta, mergulhada em toda espécie de vícios, perdida em todos os sentidos do existir; é, sabemos ainda o que é ética e dignidade, mas só como conceitos, porque os efeitos do abandono da vontade de Deus à nosso respeito é evidente; por isso, somente uma verdadeira conversão em massa pode nos libertar da destruição final que está prestes acontecer.

Será que há tempo ainda? Será que haverá essa espécie de conversão ou a destruição é inevitável? Quem viver verá...

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

SENHOR, TUA GRAÇA NOS BASTA











SENHOR, TUA GRAÇA NOS BASTA

De fato, cada um se vê como está e não como deveria ser, isto porque a vida é mais que sentimentos que passam, porém, mesmo estes sentimentos ficam gravados na alma, deixando-a leve ou pesada, dependendo do devir que se almeja...

Então, busque ser o que você é para Deus e não para este mundo, porque a figura deste mundo passa, mas quem vive para Deus não passa nunca, porque Nele permanece para sempre. Ora, enquanto aqui estamos, o Senhor nos dá a certeza de que é para ele que vamos, por isso, nada tememos, desde que tenhamos a consciência limpa e a convicção de que sua vontade está se cumprindo em nossa vida.

A compreensão dessa verdade nasce do entendimento de que, fazendo parte da criação natural do Senhor, Ele em seu amor, nos predestinou também à fazermos parte da perfeição de sua glória eterna; por isso, o que existe no tempo, existe em vista da eternidade e não podemos duvidar disso, devido ao movimento de todas as coisas, ou seja, nada fica parado, tudo vai em direção ao infinito divino.

Na verdade, somos aqui para a plenitude do que há de vir; e a morte é um dos elementos que mais chama nossa atenção nesse mistério que vivemos; por ela teremos acesso ao outro lado da obra do Criador e Pai de nossas almas, onde O veremos como Ele É; isto de acordo com a revelação que Cristo Jesus nos faz na bem-aventurança da pureza de coração (Cf. Mt 5,8).

Por isso, permaneçamos no Senhor, cumprindo Seu Plano para a nossa salvação, pela prática das virtudes eternas infundidas em nossas almas pela ação do Espírito Santo quando do nosso batismo que é o novo nascimento na ordem da graça.

Senhor, tua graça nos basta, fica conosco e nos conduz para a vida eterna; não deixes que o mal atrapalhe o que em nós começastes; pois, teu querer e agir são soberanos, porque tudo te pertence unicamente e aqui estamos para testemunharmos que somos teus filhos a caminho de tua glória. Amém, assim seja!

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.


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