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sexta-feira, 22 de abril de 2022

OS DISCÍPULOS DE EMAÚS...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 24,13-35)(20/04/22)

Caríssimos, o Profeta Habacuc assim nos ensina: "Eis que sucumbe o que não tem a alma íntegra, mas o justo vive por sua fidelidade." (Hab 2,4). De fato, o alicerce da vida em Cristo é crer, amar e segui-lo fielmente por maiores que sejam as adversidades que enfrentamos por conta dos pecados cometidos contra Ele e contra seus seguidores; por isso, cantemos com o salmista: "A nossa confiança está no Nome do Senhor que fez o céu e a terra." (Sl 120).

O Evangelho de hoje dá continuidade às evidências da presença do Senhor Jesus ressuscitado, nele são Lucas conta Sua aparição à dois discípulos que seguiam para o povoado de Emaús, diz ele: "Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram."

De certo, disse-lhes o Senhor: "Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram!" E a partir daí abriu-lhes a mente e explicou as Escrituras fazendo-os entender que tudo isso padeceu pela nossa salvação; e os fez reconhce-lo ao partir o Pão, dando-lhes o privilégio da primeira celebração Eucarística depois da Ressurreição. De imediato voltaram ao Cenáculo onde testemunharam aos outros discípulos esse extraordinário acontecimento.

Portanto, caríssimos, o Senhor Jesus em pessoa também caminha conosco, porém, o que está nos impedindo de reconhce-lo? São Lucas descreve a tristeza, o desânimo e certa falta de esperança da parte dos discípulos de Emaús; e foi isso o que apresentaram ao Senhor quando veio ao seu encontro e lhes explicou as Escrituras, por isso, ao viverem essa experiência disseram: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?”

Destarte, repitamos com o Papa Emérito Bento XVI esta conclusão sobre a ressurreição do Senhor: "Que a alegria destes dias torne ainda mais sólida a nossa fiel adesão a Cristo crucificado e ressuscitado. Acima de tudo, deixemo-nos cativar pelo encanto da sua ressurreição." (Bento XVI - Audiência Geral, 26/3/08).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

CONVIVENDO NATURALMENTE COM JESUS RESSUSCITADO


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Lc 24,35-48)(21/04/22)

Caríssimos, nós nos acostumamos com as evidências naturais, cujo critério é o nosso entendimento racional, de forma que quando os acontecimentos transpõem a nossa natureza a tendência, naturalmente, é nega-los ou atribuir um conceito meramente psíquico, como sendo uma fantasia ou coisa da nossa imaginação. 

Todavia, em se tratando da fé usamos o conceito teológico de transcendência, ou seja, fenômeno que ultrapassa o nosso critério racional, mas, acreditamos porque experimentamos os seus efeitos benéficos, ou seja, não vejo não pego fisicamente, mas, o experimento pela fé. 

De certo, é isso o que significa convivermos com Cristo ressuscitado; Ele da sua dimensão eterna adentra em nossa naturalidade e se nos dá a conhecer e interage conosco pela fé como se fisicamente o víssemos e conversássemos com Ele face a face, conforme nos ensinou: "Felizes aqueles que crêem sem ter visto! (Jo 20,29).

Com efeito, no Evangelho de hoje o Senhor Jesus ressuscitado encontra os discípulos reunidos no Cenáculo, mas, como relata são Lucas: "Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma." E ainda: "Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos." ou seja, uma reação tipicamente natural.

Portanto, caríssimos, a missão da Igreja é a mesma dada pelo Senhor ressuscitado aos Apóstolos reunidos com Ele no Cenáculo: "Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, e lhes disse: “Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sereis testemunhas de tudo isso”.

Destarte, e foi isso o que vimos na primeira leitura em que Pedro e João realizam a cura imediata de um paralítico de nascença cumprindo este mandamento do Senhor Jesus: "Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus. Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles." (Mt 18,19-20).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

A PESCA MILAGROSA


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 21,1-14)(22/04/22)

Caríssimos, a vivência da fé nos ajuda a constatar a presença do Senhor Jesus nas coisas mais simples ou em nossas tarefas cotidianas, pois, é isso o que nos ensina são Paulo: "Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens, certos de que recebereis, como recompensa, a herança das mãos do Senhor. Servi a Cristo, Senhor." (Cl 3,23-24).

Na primeira leitura depois do milagre da cura instantânea do paralítico de nascença, são Pedro anuncia que esta se deu mediante a ação do Senhor Jesus ressuscitado que continua realizando por meio dos seus discípulos os sinais de que é o Messias enviado por Deus para a salvação do seu povo e de toda a humanidade. 

De fato, são Pedro faz esta afirmação destemidamente após ser preso e interrogado pelos anciãos do povo: "Ficai, pois, sabendo todos vós e todo o povo de Israel: é pelo nome de Jesus Cristo, de Nazaré, aquele que vós crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos — que este homem está curado, diante de vós. Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual possamos ser salvos." (At 4,10.12).

No Evangelho de hoje são João relata mais uma aparição de Jesus ressuscitado, desta feita às margens do lago de Tiberíades. São Pedro e os outros discípulos decidem pescar, mas depois de toda uma noite sem pescarem nada, retornam cansados às margens do lago onde encontram o Senhor Jesus, porém, sem perceber que era Ele, no entanto, ao ouvirem ordenar que lancem as redes à direita da barca, eles o fazem e pegam tamanha quantidade de peixes que quase as redes se rompem.

Portanto, caríssimos, por esse exemplo o Senhor Jesus nos ensina que está sempre conosco seja qual for a situação, basta ouvir a sua voz que fala no mais íntimo de nós que buscamos interagir com Ele pela oração e pela prática da Sua Palavra, e assim deixar que Ele realize em nós e por meio de nós o sinais da sua presença real neste mundo.

Destarte, essa interação que o Senhor Jesus fez com os Apóstolos, é a mesma que faz com todos os seus discípulos de todos os tempos no seio de sua Santa Igreja que atualiza, por meio dos Sacramentos e do anúncio de sua Palavra, a salvação da humanidade.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

domingo, 17 de abril de 2022

HOMILIA DO DOM DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR...


 Homilia Dom da Ressurreição do Senhor (Jo 20,1-9)(17/04/22)

Caríssimos, se olharmos no íntimo de nossas almas, por mais frágeis que sejamos, e mesmo nos sentindo mortais, não acreditamos na morte, mas, na vida eterna que recebemos no batismo como nos ensinou são Paulo: "Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova." (Rm 6,3-4).

E continua ele: "Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória." (Cl 3,1-4).

Comentando o Evangelho da ressurreição do Senhor, disse o Papa Emérito Bento XVI: "A morte e ressurreição do Verbo de Deus encarnado é um evento de amor insuperável, é a vitória do Amor que nos libertou da escravidão do pecado e da morte. Ele mudou o curso da história, infundindo um significado e valor indeléveis e renovados na vida do homem, proclamar que desejamos permanecer para sempre com Deus, nosso Pai infinitamente bom e misericordioso. Entramos assim nas profundezas do mistério pascal.

Que ninguém feche o coração à onipotência desse amor redentor! Jesus Cristo morreu e ressuscitou por todos: Ele é a nossa esperança! Verdadeira esperança para cada ser humano. Hoje, como fez com os seus discípulos na Galileia antes de regressar ao Pai, também Jesus ressuscitado envia-nos a todos os lugares como testemunhas da sua esperança e assegura-nos: Eu estou convosco sempre, todos os dias, até ao fim do mundo (cf. Mt 28, 20).  

Fixando o olhar da alma nas chagas gloriosas do seu corpo transfigurado, podemos compreender o sentido e o valor do sofrimento, podemos aliviar as muitas chagas que continuam a sangrar a humanidade ainda nos nossos dias. Nas suas chagas gloriosas reconhecemos os sinais indeléveis da infinita misericórdia do Deus de quem fala o profeta: Ele é quem cura as feridas dos corações partidos, que defende os fracos e proclama a liberdade dos escravos, que conforta todos os aflitos e distribui o seu óleo de alegria em vez de pranto; um cântico de louvor em vez de um coração triste (cf. Is 61,1.2.3).  

Se nos aproximarmos dele com humilde confiança, encontramos em seu olhar a resposta ao anseio mais profundo de nosso coração: conhecer Deus e entrar em uma relação vital com ele, que enche nossa existência e nossas relações interpessoais e sociais com seu próprio amor. Por isso, a humanidade precisa de Cristo: nele, nossa esperança, "fomos salvos" (cf. Rm 8,24). (Bento XVI - Mensagem Urbi et Orbi, 23/3/2008)

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

HOMILIA DO SÁBADO SANTO...


 Homilia do Sábado Santo (Lc 24,1-12)(16/04/22)

Caríssimos meditemos com amor e atenção esta homilia sobre o Sábado Santo de Asterio de Amaseia, bispo (sec. IV). "Hoje, a Igreja – a herdeira – exulta de alegria. Cristo, seu Esposo, que sofreu, acaba de ressuscitar. Alegra-te, ó Igreja, Esposa de Cristo! A ressurreição do teu Esposo ergueu-te da terra em que os viandantes te calcavam aos pés.

Ó maravilha! Foi semeado um único grão, e o mundo inteiro alimenta-se dele. Imolado como homem, foi restituído à vida como Deus e dá vida ao mundo. Degolado como cordeiro; como pastor, dispersou o rebanho dos demônios com o cajado da sua cruz.

Como lâmpada sobre o candelabro, extinguiu-se na cruz, e como o Sol levantou-se do sepulcro. Realizaram-se dois prodígios: o dia escureceu quando Cristo foi crucificado, e, na sua ressurreição, a noite brilhou como o dia.

Porque escureceu o dia? Porque, conforme está escrito, «das trevas fez seu véu» (Sl 17,12). Porque brilhou a noite como o dia? Porque, como dissera o profeta, «nem as trevas para Vós têm obscuridade: a noite brilha como a luz» (Sl 138,12).

Ó noite mais clara do que o dia! Noite mais luminosa do que o Sol! Noite mais branca do que a neve, mais brilhante do que os nossos fachos, mais doce que o paraíso! Ó noite que não conheces as trevas, que afastas o sono e nos fazes velar com os anjos! 

Noite pascal, espanto dos demônios; esperada ao longo de todo o ano! Noite nupcial da Igreja, que fazes nascer os recém-batizados e despojas o demônio adormecido! Noite em que o herdeiro leva os seus co-herdeiros a tomar parte na herança!" (Homilia 19).

Portanto, caríssimos, essas Palavras são conforto para as nossas almas, pois aumenta a nossa esperança na certeza do céu. De certo, com esse alívio já não sentimos em demasiado o peso das dores e sofrimentos advindos dos nossos pecados, pois, fomos perdoados e libertos por Jesus ressuscitado que caminha e permanece conosco até o fim dos nossos dias neste mundo.

Destarte, rezemos a oração inicial desta liturgia pascal: "Ó Deus, que pelo vosso Filho trouxestes àqueles que creem o clarão da vossa luz, santificai + este novo fogo. Concedei que a festa da Páscoa acenda em nós tal desejo do céu, que possamos chegar purificados à festa da luz eterna. Por Cristo, nosso Senhor." Amém!

Uma santa e feliz Páscoa para todos...

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

HOMILIA DA PAIXÃO E MORTE DO SENHOR...




 Homilia da Paixão e morte do Senhor (Jo 18,1–19,42)(15/4/22)

Caríssimos, em nossa finitude compeendemos que a morte é um grande mistério, porém, desvendado por Cristo que não se poupou, mas por nós se entregou ao Pai para nos livrar do pecado e da morte. 

De fato, a morte nos incomoda, nos dá medo por não conhecermos o devir, o nosso vir a ser; todavia, por sua morte de cruz o Senhor Jesus nos tranquilizou ao vence-la por sua obediência e amor incondicional ao Pai. 

E tudo isso Ele fez porque nos amou até o fim e o demonstrou ao dar a sua vida em resgate pela nossa para que a morte nunca mais nos incomodasse ou gerasse medo por não conhecermos o nosso destino eterno; 

para isso o Senhor nos deu a fé, o seu exemplo de amor e obediência ao Pai que o ressuscitou dos mortos e nos deu ressuscitar com Ele; para assim vencermos esse mistério que ultrapassa as nossas forças, o nosso entendimento natural.

A Carta aos Hebreus nos ensina como o Senhor Jesus venceu a morte e os inimigos que levam à ela: "Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade. 

Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem. (Hb 5,7-9). 

Ou seja, estas são as nossas armas: a obediência a toda prova, o amor incondicional ao Pai; a fé inabalável Nele, a prática da Sua Pelavra e a entrega total, como vimos nessa passagem. 

Portanto, caríssimos, o que significa para nós a morte do Filho de Deus? Significa o retorno ao estado de graça, a volta à casa do Pai, a nossa participação na natureza Divina, e a felicidade eterna no Reino de Deus. 

Pois, fomos resgatados por um grande preço, o seu sangue Redentor derramado em expiação dos nossos pecados. Desse modo, da sua imortalidade recebemos do Pai celeste a imortalidade.

Destarte, sigamos confiantes como o Senhor Jesus nos ensinou: "Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. 

Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais." (Jo 14,1-3).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

quinta-feira, 14 de abril de 2022

O PECADO DE TRAIÇÃO...


 PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 26,14-25)(13/04/22)

Caríssimos, a traição é uma das maiores vilanias que existe, é realmente uma trama satánica cuja intenção é destruir suas vítimas cruelmente sem um mínimo de piedade ou compaixão; causa uma enorme dor na alma só em pensar na maldade presente neste terrível comportamento. Que o Senhor Jesus tenha compaixão de quem vive expelindo esse veneno maléfico incrustado nas almas que se deixam dominar por esse espírito imundo.

No relato da paixão e morte do Senhor Jesus, vimos que a maioria dos discípulos fugiu; dentre eles, Judas traiu; e Pedro negou o Senhor três vezes; somente João permaneceu com o Senhor até o fim; todavia, nenhum deles se desesperou, exceto Judas que em seu desespero cometeu suicídio; desse modo, compreendemos que Deus sempre terá compaixão de todos, pois somos pecadores, como nos ensinou o Senhor: "Não vim chamar à conversão os justos, mas sim os pecadores." (Lc 5,32). 

De certo, isso nos serve de alerta para jamais nos desesperar, por maior que seja o nosso pecado; mas sim, nos arrepender como o fez Pedro que chorou amargamente o seu pecado e por isso foi perdoado voltando ao estado de graça para em seguida dar a vida por Cristo e o anúncio do Santo Evangelho.

Portanto, caríssimos, que lições tiramos do pecado de traição que também se faz presente em todos os pecados mortais? Primeiro, não existe pecado sem tentação, sem a permissão do nosso livre arbítrio, e sem o plena consciência do mal praticado. Ou seja, antes das tentações, dos consentimentos e decisões somos livres, depois da queda no pecado somos escravos. 

Segundo, na prática do pecado mortal, deixa-se o amor pelo o ódio; a verdade pela mentira; a salvação pela condenação; a liberdade do estado de graça pela escravidão do pecado; deixa-se de amar e obedecer a Cristo; para seguir o maligno e toda a maldade que ele gera.

Destarte, rezemos com o salmista confiantes na misericórdia divina: "Guardai-me, ó Deus, porque é em vós que procuro refúgio. Digo a Deus: Sois o meu Senhor, fora de vós não há felicidade para mim. Bendigo o Senhor porque me deu conselho, porque mesmo de noite o coração me exorta. Ponho sempre o Senhor diante dos olhos, pois ele está à minha direita; não vacilarei." (Sl 15,1-2.7-8).

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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