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segunda-feira, 25 de julho de 2022

HOMILIA DO 17°DOM DO TEMPO COMUM...


 Homilia do 17°Dom do Tempo Comum (Lc 11,1-13)(24/07/22)

Caríssimos, hoje seguimos o Senhor Jesus na prática da oração como os discípulos o seguiram ao pedir que lhes ensinasse a rezar como João Batista ensinou aos seus discípulos; no entanto, o ensinamento do Senhor vai além do esperado, pois, não ensina apenas se dirigir a Deus, mas a encontra-lo como Pai e a ama-lo como filhos num diálogo sensível, simples e direto.

E desse modo, nos deu a mais perfeita oração que toca de perto todos os aspectos do divino e do humano, fazendo-nos adentrar humildemente na intimidade do Pai, como era a sua prática, constatada pelos Apóstolos e por nós: "Quando rezardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação". (Lc 11,2-4).

Com efeito, tamanha é a ousadia dessa oração pela ternura e humildade com que é composta que é impossível não ser ouvida e atendida de imediato, e isso por ser um diálogo franco, expressivo e cheio de confiança de quem como uma criança se entrega totalmente ao aconchego de seu genitor. 

De certo, esse modo de rezar que o Senhor Jesus nos ensina transforma os nossos anseios em desejos, nossas necessidades em satisfação, nossos medos em confiança inabalável e a secura do deserto de nossas almas em oásis de paz interior e exterior. Mas atenção, porque toda oração requer reta intenção, autenticidade e perseverança para alcançar a graça desejada em vista da salvação de todos.

Portanto, caríssimos, como vimos no Evangelho de hoje e em toda trajetória do Senhor Jesus e de todos que o seguiram em todos os tempos, a oração é essencial para nos mantermos unidos a Deus e entre nós; aliás, são Paulo nos ensina que é o Espírito Santo que reza em nós e conosco. 

"Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis. E aquele que perscruta os corações sabe o que deseja o Espírito, o qual intercede pelos santos, segundo Deus." (Rm 8,26-27).

Destarte, a oração do Pai nosso é uma oração comunitária mesmo quando a rezamos sozinhos, porque por ela nos unimos a todos os filhos e filhas de Deus aonde quer que estejam.

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

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