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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

É, TEMOS MUITO QUE APRENDER




















TEMOS MUITO QUE APREDER

Precisamos muito da vida como ela é...
Porque ela nos foi dada por Deus...
para ser vivida em comunhão de amor com Ele...
Mas ao que parece, as fraquezas humanas são tantas...
que me espanta como a estamos vivendo aqui,
sem o devir que o Senhor nos aponta...

Porque o viver aqui...
sem que esse viver tenha em vista...
a plenitude da vida...
É o mesmo que ser pra não ser mais...
Porque aqui tudo e todos esbarram na morte...
Seja no mais cedo ou mais tardar da existência...
Porque não há diferença de tempo...
Visto que ela nos invada sem piedade alguma...
como se lhe pertencêssemos de fato...

E nós ficamos impotentes vendo-a agir...
em toda parte...
Observamos seu rastro de destruição...
Seja entre ricos ou pobres...
anônimos ou famosos...
Sem descriminação...
Seja de sexo...
Idade...
Cor...
Religião...
Não importa, ela sabe fazer estragos,
quer queiramos quer não...

E muitos ainda a atraem sobre si...
Por não cultivar o devir que Deus nos comunica...
Creio que seja pela maldade cultivada...
É como bem disse o hagiógrafo:
“Mas, (a morte), os ímpios a chamam com o gesto e a voz.
Crendo-a amiga, consomem-se de desejos,
e fazem aliança com ela; de fato,
eles merecem ser sua presa”. (Sab 1,16).

Porém, esse mistério da morte é grande,
porque nem os justos escapam dela...
mesmo que vivam a graça de uma vida santa...
Ora, mas os justos são justos...
por isso, não são atingidos por ela...
mesmo passando pelo seu crivo...

Mais é justamente ai...
onde se cumpre a Palavra de Deus...
que não deixa Seus filhos debaixo do domínio da mortalidade...
visto que, por serem conduzidos pelo Espírito Santo...
encontram na fronteira do tempo com a eternidade...
a verdade da vida eterna que cultivaram...
no tempo que lhes foi dado,
mesmo que esse tempo tenha sido ínfimo,
porém, repleto da inocência nascitura...

É, temos muito que aprender...
Uns duram tantos anos...
outros quase nada...
mas a estrada do mistério da vida continua...
Felizes são os que andam no caminho de Jesus...
Porque, mesmo que sofram a morte de cruz,
sabem que seu padecer é fonte de ressurreição...
porque a mão vitoriosa do Senhor,
os conduz para Si,
onde a vida não tem fim...

Paz e Bem!

Creative Commons License
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.

São Francisco : Arca de Noé



Composição e letra:
Vinícius de Moraes, Paulo Soledade


Lá vai São Francisco
Pelo caminho
De pé descalço
Tão pobrezinho
Dormindo à noite
Junto ao moinho
Bebendo a água
Do ribeirinho.

Lá vai São Francisco
De pé no chão
Levando nada
No seu surrão
Dizendo ao vento
Bom-dia, amigo
Dizendo ao fogo
Saúde, irmão.

Lá vai São Francisco
Pelo caminho
Levando ao colo
Jesuscristinho
Fazendo festa
No menininho
Contando histórias
Pros passarinhos.

sábado, 2 de janeiro de 2010

NUNCA É TARDE...













NUNCA É TARDE...

O mundo te massacra por demais...
Arrancando-te a paz...
com desejos e limites...
Depois tudo passa e nada mais...
te devolve aquela paz...
que sentias no princípio...

De que adianta tanto esforço e ilusão...
arrasando o coração...
te lançando em precipício?
Ainda bem poderás recomeçar...
aprendendo a perdoar...
tudo o que te fatigou...

Somente assim o teu céu encontrarás...
Mergulhado em nova paz...
sem que sejas sonhador...
Somente assim vida nova obterás...
Pois só Deus te satisfaz...
Porque Ele é amor...

Vê irmão!
Que não caias no vazio...
Vem, enfrenta os desafios...
Põe em prática a tua fé...
Não tenhas medo com o que possa acontecer...
Porque...
tem verdadeira esperança quem crer...
em Jesus de Nazaré...


Tudo na vida tem sentido e um final...
Não é samba ou carnaval...
Tão fugaz, tão passageiro...
Deus te criou para seres santo sim...
Acredita não tem fim...
a vida que Ele te deu...

Não te iludas,
te arrepende e tudo bem...
Recomeça com o que tens...
volta para o teu Senhor...
Nunca é tarde...
ainda é tempo meu irmão...
Rende-te à conversão...
Liberta-te para o amor...

Vem, tanto temos pra fazer...
Perder tempo para quê?
Vem abraça o perdão...
Deus te renova,
te concede todo bem...
Não te culpes por ninguém...
Vem, conserta o que falhou...

É nova vida,
renascida em conversão...
Novo homem, novo Adão...
que encontra o Criador...
Por que inventar outras vidas por aí...
encobrindo em ti...
o pecado, o mal maior?

Semeia o bem,
colherás felicidade...
Impregna-te da verdade...
que ao céu te levará...
Recebe em ti, vida eterna, salvação...
Com Jesus ressurreição...
Pois só Ele bastará...

Paz e Bem!

Creative Commons License
FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA by Frei Fernando,OFMConv. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.


O semeador saiu a semear... Nasceu a Pastoral da Ecologia


Jesus contou muitas parábolas, mas a do Semeador (Mt 13, 1-23), talvez, seja a que ajuda a entender todas as outras. A parábola é simples e para bom entendedor, não precisaria dizer mais nada. Porém, como não somos assim tão bons entendedores, o próprio contador de parábolas trata de dar uma explicação. E Jesus nos ensina que a Semente é a Palavra de Deus, como diz o Evangelho segundo Mateus, é “a Palavra do Reino” (v.19). O ato de semear e a possibilidade ou não de germinar e crescer tem muito a ver com o tempo, com a época e as condições da natureza. Neste tempo de Aquecimento Global, a Palavra de Deus é semeada sob a face da Terra. Em situações de crise ecológica, de degradação humana e ambiental, a Palavra do Reino de Deus é semeada num tempo oportuno para germinar em forma compromisso com a preservação da Vida.

Das semeaduras do Reino brotam vida, germes de ética, responsabilidade e compromisso com a dignidade da criação de Deus. A Palavra de Deus semeada nos corações humanos, sempre foi germinando em serviços eclesiais, ações da Igreja em favor da Humanidade. Agora, portanto, germina uma planta chamada Pastoral da Ecologia. Esta plantinha, ainda frágil, se bem cuidada, vai crescer e produzir lindas flores e bons frutos. As sementes desta espécie estão se espalhando por toda parte, porque para o Semeador não existem fronteiras. Porém, nem todos os solos são suficientemente adequados para a semente germinar e crescer.

No entanto, sigamos nosso caminho sem resignação. Porque, de alguma forma, todas as sementes tem sua importância para a vida. Algumas sementes que caíram à beira do caminho servem de alimento para os pássaros. Outras que ficaram em terreno pedregoso, até chegaram a nascer e, mesmo sem crescer e sem produzir frutos, elas foram importantes para o equilibro da vida.

Também aquelas que foram sufocadas pelos espinhos tiveram a sua importância porque também mexeram com a terra. A Palavra de Deus nunca é em vão. Mesmo quando a Palavra não nos encontra como solo fértil e preparado, ela sempre promove alguma transformação em nossa vida.

Percebemos que nos últimos anos as Sementes do Reino fizeram germinar na vida da Igreja o compromisso com a salvaguarda da Criação. A Ecologia vem sendo assumida como um compromisso transversal na missão da Igreja. Ou seja, todas as pastorais, serviços e movimentos começam a se preocupar com a Ecologia. E em alguns casos também começam a desenvolver ações concretas em defesa do meio ambiente. E para fortalecer o compromisso da Igreja com a causa ecológica, é preciso uma pastoral específica de ecologia.

O Semeador saiu a semear... E nasceu a Pastoral da Ecologia. Vamos ajudá-la a crescer saudável, com a força do testemunho, do diálogo, da denúncia e do anúncio. Porque o primeiro passo da Pastoral da Ecologia é o testemunho de uma vivência ética e de responsabilidade com a defesa da vida humana e da natureza. Além do testemunho, é preciso viver e promover o diálogo com as igrejas, religiões e organizações e movimentos que também defendem a causa socioambiental – a defesa da vida. E neste tempo de desertificação, precisamos ser profetas e sempre denunciar os responsáveis pela degradação da vida. E quando denunciamos profeticamente, com a força da fé, com certeza temos uma Boa Notícia para anunciar. Denunciamos porque somos anunciadores do Reino.

Pastoral da Ecologia – CNBB Sul 3
www.pastoraldaecologia.blogspot.com

Nem cilícios, nem argolas

Naquele mesmo Capítulo [das esteiras] disseram a São Francisco que muitos frades usavam cilícios de couro e argolas de ferro, e por isso muitos ficavam doentes e acabavam morrendo, e por isso muitos eram impedidos de orar. Por isso São Francisco, como um pai discretíssimo, mandou por santa obediência que quem tivesse cilício de couro ou argolas de ferro os trouxesse e colocasse diante dele. E assim fizeram. E deu para contar bem quinhentos cilícios de ferro e muito mais argolas, entre as de braço e de ventre, tanto que fizeram uma grande pilha, e São Francisco fez que deixassem tudo ali.

Fior 18

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Uma visita a Assis altar da Paz Universal!







Hoje 1 de Janeiro de 2010 dia em que celebramos a paz universal!



Que belo celebrar,recordar,recriar,e pensar na cultura da paz num mundo em conflito, penso que este dia é belo muito belo que me faz pensar no espirito de Assis. Hoje em sintonia com todo universo no espirito de fraternidade que nos irmana com todos e com tudo fico imaginando o poverello de Assis, que tanto pensou, rezou, e viveu a cultura da paz em seu tempo, viveu com sua vida totalmente entregue e na totalidade desta entrega ele inspirou um novo jeito de ser, de sentir e de pensar na paz de viver a Paz, pois como dizia o serafico pai " a Paz que anunciaste com a boca deveis primeiro cultivar no coracao" imagino quanta mistica, quanta sensibilidade evangelica tinha nosso pai serafico a tal ponto que suas palavras e seu jeito simples de ser, ainda hoje contagia o mundo, as multidoes correm a Assis para beber desta fonte,para se deixar guiar por esta mesma mistica e esta sabedoria que irmanava deste poverello missionario de todos os tempos,Francisco de Assis.



Eu que na oportunidade tan preciosa em minha vida Deus me deu a alegria de estar tan perto desta cidade da paz universal,Assis! Assis! Assis! morada do espirito do bem e da paz que inradia todo universo ,quando ainda de longe avistei a cidadizinha bela, fiquei encantado, o que sentir jamais poderei explicar em palavras,mais o que importa é o sentimento que tomou conta de todo meu ser,pensei na paz! pensei no mundo inteiro....num instante quando rezava em san Damiano lugar do chamado,ali onde Francisco sentiu pela escuta do Senhor que o chamava a reconstruir sua igreja e todo universo, pensei comigo" o chamado a recostruir é sempre atual quanto ainda precisamos fazer para que esta chamada se prolongue" outro momento forte foi a visita a santa maria dos anjos, quando entrei na porciuncula, pensei no mundo, pricipalmente no mundo em conflito,da violencia,da fome,da morte de tantos irmaos,quanto temos que se empenhar se unir para que o evangelho seja carne viva em nossas vidas como foi na vida do poverello!



algum tempo atràs alguem me dizia" Quem vai aAssis jamais volta do mesmo jeito" esta pequena cidade em tudo lembra a paz, a fraternidade, é bem verdade , que em todos os lugares deste imenso mundo, o espirito de Assis encontre morada, pricipalmente dentro de nossos coracoes se torne realidade, deixe de ser utopia, todos que vem em perigrinagio vem em busca desta motivacao,desta inspiracao evangelica que os leva a ser reconstrutores da vida, da paz e da fraternidade, que neste dia mundial de mistica pela paz sejamos capazes de pensar, rezar, recriar e cultivar esta paz ad intra, de dentro para fora,dentro de nòs para inradiar o universo, contagia o mundo, como fez Francisco e Clara e Assis e por isso todos correm ao seu encontro e se deixam guiar por tan grande espiritualidade que transforma a història!



Paz eBem!
feliz ano novo da Paz e da Fraternidade a toda Familia Franciscana do Brasil e todas as pessoas de Boa vontade!
Lenivaldo carvalho ofm ,custodia franciscana de terra santa

A espiritualidade franciscana

Desde 1912 os franciscanos vêm realizando estudos científicos sobre sua espiritualidade. Eles se colocaram algumas questões fundamentais, como: a família franciscana como um todo (a primeira, a segunda e a terceira ordens e todos os demais institutos nascidos sob a inspiração de Francisco) têm doutrinas e tradições comuns que poderiam ser definidas como ‘espiritualidade franciscana’? O que entendemos por espiritualidade? Se há uma espiritualidade franciscana, em que consiste ela?

Depois de oito séculos de existência, os franciscanos afirmaram que tinham doutrinas, tradições, costumes e práticas ascéticas e espirituais que os haviam constituído como família franciscana. Então criaram uma ‘escola franciscana’, aquilo que chamamos de espiritualidade franciscana. No percurso dos séculos, a família franciscana sofreu mudanças, perdas, crescimentos, ênfases, obscuridades e equívocos. Mas estas experiências contraditórias são parte de sua história e do futuro desta família espiritual.

As primeiras e principais fontes, o “mestre e modelo” desta espiritualidade particular são Francisco de Assis e seu círculo de amigos (Leão, Gil, Clara); os santos e santas franciscanos (Isabel da Hungria, Angela de Foligno, Antônio de Pádua, Boaventura). E mais uma longa tradição de santidade que desenvolveu a espiritualidade franciscana até os dias de hoje.[1]

Os estudos mostraram que durante oito séculos houve muitos sábios/as, beatos/as e santos/as que ajudaram a desenvolver isso que conhecemos como ‘espiritualidade franciscana’.

Na elaboração desta espiritualidade particular estão também as pessoas que quiseram fazer da espiritualidade franciscana uma espiritualidade que se sustenta em um único elemento principal e fundamental. São aquelas que reduzem a espiritualidade franciscana acentuando apenas um aspecto, como a pobreza, o amor afetivo e efetivo, a imitação de Cristo pobre, humilde e sofredor.

Mas, considerando o pensamento dos especialistas, podemos dizer que a espiritualidade franciscana não pode ser reduzida a um só elemento. As práticas da vida franciscana e suas tradições são demasiadamente ricas para serem reduzidas a apenas um elemento. Depois de um longo período de estudos o que se diz é que a espiritualidade franciscana se caracteriza essencialmente por uma vida segundo o Evangelho. A vida franciscana se expressa evangelicamente, através do amor. E este amor se manifesta concretamente na ação e é vivido como sacrifício vivenciado na pobreza.[2]

[1] A. MATANIC, Francesco d’Assisi: fattori della sua spiritualitá, Roma, 1984, 137-152.
[2] A. MATANIC, Franciscan Spirituality, in Compendium of Spirituality, 1992, 106-107.

Extraído de:
Construindo uma espiritualidade Bertheriana / Paulinus Yan Olla, MSF. La Salette, 25 ago. 2009. Disponível em http://www.misafa.org/index.php?option=com_content&task=view&id=268&Itemid=1&limit=1&limitstart=0 e http://www.misafa.org/index.php?option=com_content&task=view&id=268&Itemid=1&limit=1&limitstart=1 acesso em 31 dez. 2009.

Ilustração:
Couvercle d'un coffret en ivoire d'éléphant portant la représentation du Christ en Majesté entre les quatre évangélistes. Cologne, première moitié du XIIIe s. Ivoire. Paris : Musée National du Moyen Âge (Cluny). Foto de Marsyas em 6 mar. 2006. Disponível em http://commons.wikimedia.org/wiki/File:CLUNY-Coffret_Christ_1.JPG
acesso em 31 dez. 2009.

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